Santa Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus

Publicado por em 9 de julho de 2014 em TestemunhosNenhum comentário

9 de Julho

Fundou a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição

Amábile Lúcia Visintainer nasceu no dia 16 de dezembro de 1865, em Vigolo Vattaro, província de Trento, no norte da Itália. Foi a segunda filha do casal Napoleão e Anna, que eram ótimos cristãos, mas muito pobres.

Nessa época, começava a emigração dos italianos, movida pela doença e carestia que assolava a região. Foi o caso da família de Amábile, que em setembro de 1875 escolheu o Brasil e o local onde muitos outros trentinos já haviam se estabelecido no estado de Santa Catarina, em Nova Trento, na pequena localidade de Vigolo.

Assim que chegou, Amábile conheceu Virgínia Rosa Nicolodi e tornaram-se grandes amigas. As duas se confessam apaixonadas pelo Senhor Jesus e não era raro encontrá-las, juntas, rezando fervorosamente. Fizeram a primeira comunhão no mesmo dia, quando Amábile já tinha completado doze anos de idade.

Logo em seguida, o padre Servanzi a iniciou no apostolado paroquial, encarregando-a da catequese das crianças, da assistência aos doentes e da limpeza da capela de seu vilarejo, Vigolo, dedicada a são Jorge. Mas mal sabia o padre que estaria confirmando a vocação da jovem Amábile para o serviço do Senhor.

Amábile incluía, sempre, Virgínia nas atividades para ampliar o campo de ação. Dedicava-se de corpo e alma à caridade, servia consolando e ajudando os necessitados, os idosos, os abandonados, os doentes e as crianças. As obras já eram reconhecidas e notadas por todos, embora não soubesse que já se consagrava a Deus.

Com a permissão de seu pai, Amábile construiu um pequeno casebre, num terreno doado por um barão, próximo à capela, para lá rezar, cuidar dos doentes, instruir as crianças. A primeira paciente foi uma mulher portadora de câncer terminal, a qual não tinha quem lhe cuidasse. Era o dia 12 de julho de 1890, data considerada como o dia da fundação da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, que iniciou com Amábile e Virgínia atuando como enfermeiras.

Essa também foi a primeira congregação religiosa feminina fundada em solo brasileiro, tendo sido aprovada pelo bispo de Curitiba, em agosto 1895. Quatro meses depois, Amábile, Virgínia e Teresa Anna Maule, outra jovem que se juntou a elas, fizeram os votos religiosos; e Amábile recebeu o nome de irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Também foi nomeada superiora, passando a ser chamada de madre Paulina.

A santidade e a vida apostólica de madre Paulina e de suas irmãzinhas atraíram muitas vocações, apesar da pobreza e das dificuldades em que viviam. Além do cuidado dos doentes, das crianças órfãs, dos trabalhos da paróquia, trabalhavam também na pequena indústria da seda para poderem sobreviver.

Em 1903, com o reconhecimento de sua obra, madre Paulina foi convidada a transferir-se para São Paulo. Fixando-se junto a uma capela no bairro do Ipiranga, iniciou a obra da “Sagrada Família” para abrigar os ex-escravos e seus filhos depois da abolição da escravatura, ocorrida em 1888. Em 1918, madre Paulina foi chamada à Casa-geral, em São Paulo, com o reconhecimento de suas virtudes, para servir de exemplo às jovens vocações da sua congregação. Nesse período, destacou-se pela oração constante e pela caridosa e contínua assistência às irmãzinhas doentes.

Em 1938, acometida pelo diabetes, iniciava um período de grande sofrimento, iniciando com a amputação do braço direito, até a cegueira total. Madre Paulina morreu serenamente no dia 9 de julho de 1942, na Casa-geral de sua congregação, em São Paulo.

Ela foi beatificada pelo papa João Paulo II em 1991, quando o papa visitou, oficialmente, o Brasil. Depois, o mesmo pontífice canonizou-a em 2002, tornando-se, assim, a primeira santa do Brasil.

O primeiro milagre de Madre Paulina foi a cura de Eluíza Rosa de Souza, reconhecida em 1989 pelo Vaticano. Eluíza, moradora da cidade de Imbituba, no Sul de Santa Catarina, então com 24 anos e quatro filhos, engravidou depois de sofrer dois abortos. O médico, doutor Aires Antônio de Souza, aconselhou a mulher a fazer uma transfusão. Mas Eluíza contrariou a recomendação. No sétimo mês de gestação, percebeu que sua barriga parara de crescer. Aos nove meses de gravidez, recebeu a notícia de que o feto estava morto havia pelo menos três meses e seria necessário realizar uma curetagem. A cirurgia durou cerca de 16 horas e após o término a paciente teve um grave processo hemorrágico. Sofreu parada cardíaca, ficou sem pulso e sem pressão arterial. Souza, o médico de Eluíza, reuniu a família e informou que o quadro clínico era irreversível. As irmãs da Imaculada Conceição, que administravam o hospital São Camilo, pediram permissão para fazer uma promessa a Madre Paulina. Na manhã seguinte, a paciente estava fora de perigo. O médico garantiu que não havia chances de reverter o quadro clínico de Eluíza e afirmou à época que o corrido foi algo “singular”. O segundo milagre foi testemunhado pelo padre Alécio Azevedo, 45 anos, atual reitor do Santuário de Madre Paulina. O padre trabalhava em uma missão em Rio Branco, no Acre, em 1992, quando recebeu um chamado urgente para batizar uma menina que havia nascido com hidrocefalia, um acúmulo anormal de líquido no crânio, e agonizava. A avó da criança procurou Azevedo e disse que os médicos tinham informado que não havia mais esperança de salvar a menina e a família queria batizá-la. Na hora do batismo de Iza Bruna Vieira de Souza, o seu cérebro já estava ficando necrosado. O padre comentou com a família que era de Santa Catarina, a terra de uma beata milagreira, e propôs que todos rezassem para que ela intercedesse pela recém-nascida. Após cerca de 20 minutos, a criança começou a mostrar os primeiros sinais de recuperação. Depois de quatro dias, os médicos que não acreditavam na possibilidade de salvação operaram Iza Bruna.

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