São José

19 de Março

A VIDA DE SÃO JOSÉ

José nasceu provavelmente em Belém, o pai se chamava Jacó (Mt 1,16) e parece que ele fosse o terceiro de seis irmãos. A tradição nos passa a figura do jovem José como um rapaz de muito talento e de temperamento humilde, manso e devoto.

José era um carpinteiro que morava em Nazaré. Com a idade de mais ou menos 30 anos foi convocado pelos sacerdotes do templo, com outros solteiros da tribo de David, para se casar. Quando chegaram ao templo, os sacerdotes colocaram sobre cada um dos pretendentes um ramo e comunicaram que a Virgem Maria de Nazaré teria se casado com aquele em que o ramo se desenvolvesse e começasse a germinar.

Maria, com a idade de 14 anos, foi dada em casamento a José, todavia ela continuou a morar na casa da familia em Nazaré da Galileia ainda por um ano, que era o tempo pedido pelos Ebreus, entre o período do casamento e a entrada na casa do esposo. Foi alí, naquele lugar, que recebeu o anúncio do Anjo e aceitou: “Eis-me, sou a serva do Senhor, aconteça a mim aquilo que disseste” (Lc 1,38).

Como o Anjo lhe havia dito que Isabel estava grávida (Lc 1,39), pediu a José para acompanhá-la a casa da sua prima que estava nos seus últimos três meses de gravidez. Tiveram que enfrentar uma longa viagem de 150 km porque Isabel morava a Ain Karim na Judéia. Maria ficou com ela até o nascimento de João Batista.

Maria, voltando da Judéia, colocou o seu esposo diante a uma maternidade que ela não podia explicar. Muito inquieto José combateu contra a angústia do suspeito e meditou até deixá-la fugir secretamente (Mt 1,18) para não condená-la em público, porque era um esposo justo. Na verdade, denunciando Maria como adultera a lei previa que fosse lapidada e o filho do pecado morresse com ela (Levitino 20,10); Deuteronomio 22,22-24).

José estava para atuar esta idéia quando um Anjo apareceu em sonho a fim de dissipar os seus temores: “José, filho de David, não temer de casar com Maria, tua esposa, porque aquele que foi gerado nela, vem do Espirito Santo” (Mt 1,20). Todos os turbamentos sumiram e não só, antecipou a cerimonia da festa de ingresso na sua casa com a esposa.

Com ordem de um edito de César Augusto que ordenava o censimento de toda a terra (Lc 2,1), José e Maria partiram para a cidade de origem da dinastia, Belém. A viagem foi muito cansativa, seja pelas condições desastrosas, seja pelo estado de Maria já próxima à maternidade.

Belém naqueles dias era cheia de estrangeiros e José procurou em todas as locandas, um lugar para a sua esposa mas as esperanças de encontrar uma boa acolhença foram frustradas. Maria deu a luz ao seu filho em uma gruta na periferia de Belém (Lc 2,7) e alguns pastores correram para visitá-la e ajudá-la.

A lei de Moisés prescrivia que a mulher depois do parto fosse considerada impura, e ficasse 40 dias segregada se tivesse partorido um macho, e 80 dias se uma femea, e depois deveria se apresentar ao templo para purificar-se legalmente e fazer uma oferta que para os pobres era limitada a duas rolas e dois pombos. Se o menino era primogenito, ele pertencia pela lei ao Dio Jahvé. Vindo o tempo da purificação, eles vão ao templo para oferecer o primogenito ao Senhor. No templo encontraram o profeta Simeão que anunciou a Maria: “e também a ti uma espada traspassarà a alma” (Lc 2,35).

Chegaram depois os Magos do oriente (Mt 2,2) que procuravam pelo recém nascido Rei dos Judeus. Vindo ao conhecimento disto, Herodes teve um grande medo e procurou com todos os meios de saber onde estava a criança para poder eliminá-la. Os Magos entanto encontraram o menino, estiveram em adoração e ofereceram os dons dando tranquilidade à Santa Familia.

Depois que eles partiram, um Anjo do Senhor, que apareceu a José, o convidou a fugir: “Levanta-te, pega o menino e a sua mãe e foge para o Egito, e fica lá até que não te aviso quando voltar; porque Herodes está procurando o menino para matá-lo. (Mt 2,13).

José foi logo embora com a familia (Mt 2,14) para uma viagem de mais ou menos 500 km. A maior parte do caminho foi pelo deserto, infestado da numerosas serpentes e muito perigoso por causa dos brigantes. A S. Familia teve assim que viver a penosa experiencia de prófugos longe da própria terra, para que acontecesse, quanto tinha dito o Senhor por meio do Profeta (Os XI,1): “Eu chamei o filho meu do Egito” (Mt 2,13-15).

No mês de Janeiro do ano 4 a.C., imediatamente depois da morte de Herodes, um Anjo do Senhor apareceu em sonho a José no Egito e lhe disse: “Levanta-te, pega o menino e sua mãe e vai na terra de Israel; na verdade morreram aqueles que procuravam matar o menino” (Mt 2,19). José obedeceu às palavras do Anjo e partiram mas quando chegou a eles a notícia que o sucessor de Herodes era o filho Archelao teve medo de ir embora. Avisado em sonho, foi embora da Galileia e foi morar em uma cidade chamada Nazaré, porque assim aconteceria quanto foi dito pelos profetas: “Ele serà chamado Nazareno” (Mc 2,19-23).

La S. Familia, como cada ano, foi a Jerusalém para a festa da Pascoa. Passado os dias de festa, retornando a casa, acreditavam que o pequeno Jesus de 12 anos fosse na comitiva. Mas quando souberam que não era com eles, iniciaram a procurá-lo desesperadamente e depois de três dias, o encontraram no templo, sentado no meio dos mestres, enquanto os escutava. Ao verem ele, ficaram perplexos e sua mãe lhe disse: “Filho, porque nos fez isto? Eis, teu pai e eu, angustiados te estavamos procurando”. (Lc 2,41-48).

Passaram outros vinte anos de trabalho e de sacrifício para José, sempre perto a sua esposa e morreu pouco antes que seu filho iniciasse a predicação. Não viu a paixão de Jesus no Golgota provavelmente porque não teria podido suportar a atroz dor da crocificação do Filho tanto amado.

JOSÉ, PAI TERRENO

José foi o pai terreno de Jesus e como tal teve que providenciar às necessidade da familia, tutelar e crescer o seu filho adotivo, sempre pronto a satisfazer os desejos de Deus conhecendo, em parte, alguns do seus desenhos.

Ele fez o impossível para que não faltasse nada à famiglia e como pai, para ensinar as coisas da vida ao seu filho. Deus não o deu um pai qualquer, ma uma alma pura, para que fosse de ajuda a uma candida esposa e a um Deus encarnado.

Muitas pessoas não consideram aquela que foi a sua incumbência: nunca discutiu as ordens recebidas no sono ou através dos mensageiros de Deus, mas obedecia fielmente, mesmo que isto o levasse a abandonar tudo aquilo que tinha realizado naquele momento; as amizades, os bens e a segurança social para enfrentar o desconhecido.

A sua fé era tanta que não teve dúvidas ou incertezas, foi aonde Deus o enviava com o seu fardel, com os seus tesouros constituídos de uma exile mãe e da um pequenino antes e da um rapaz depois. Como pai não se opôs, mas aceitou, as Divinas vontades e no seu animo ardente abençoou este seu filho, a fim de que anunciasse com a palavra; e no mundo acontecesse os desenhos do Pai.

Foi um trabalhador exemplar, um exemplo da seguir, conduziu a familia em um porto seguro e soube guiá-la aos lidos e portos reparados, mesmo que fora as águas fossem turbolentas. Soube ser um digno companheiro para a sua esposa e se amaram com sentimentos tão puros que encantavam os Anjos dos Céus.

Oh! Vós pais, seguis os ensinamentos deste homem que soube construir uma familia humana; aplicou todas as virtudes de que era capaz com a sua alma ardente de amor. Somente o amor e a fé lhe permitiram, no caminho da sua vida, de superar grandes obstáculos, o peso humano, o sustentamento, era quase tudo nas suas costas e isto Ele ofereceu alegremente ao seu filho que tanto adorava.

Muitos não dão a devida importancia que ele teve nos desenhos de Deus: mas podia Deus dar a uma qualquer alma a responsabilidade de pai terreno? Ou na sua Omnisciência escolheu uma alma eleita? E no céu lhe foi designado o lugar que lhe era devido. Apelais tranquilamente a Ele, a fim de que possa interceder por vós em todos as vossas necessidades. Pela sua fidelidade e pelo seu amor lhe foi dada a potência de intercessão e de graça para todas as vossas necessidades. Seja para vós um modelo constante.

Se voçes souberem seguir como pais de familia as suas pegadas, voçes poderão serem alegres nas vossas familias e serão olhados bonariamente do céu, a graça e a benção descerá sobre vós e sobre as vossas familias. Serão modelos de fidelidade que aquecerà de amor, não somente a vossa familia, mas todos aqueles que, perdidos e desesperados, desejam apoiar-se e esperar nos exemplos coerentes. Tenham confiança Nele dentro da vossa familia, pedindo ajuda. Rezais para que caia sobre vós as virtudes tanto necessárias para a vossa salvação.

A SANTA FAMÍLIA – MODELO IDEAL

José acolheu com delicadeza esse grande sentimento e respondeu com o mesmo amor. O amor entre eles era tão sublime que já podia pertencer ao nível dos anjos. José nunca reclamou para si satisfações humanas, sempre disponível a advinhar os desejos de Maria Santissima, era sempre pronto a todas as necessidades.

José sentiu muita alegria a ver o seu filho crescer, dia após dia, abraçando-o, sabendo bem quem ele era. Com amor ele cuidava de toda a família, não economizando fadiga.

Quando chegou o tempo de fugir para o Egito, não teve dúvidas ou tenteamentos, deixou tudo aquilo que tinha, inclusive a segurança de como manter a família, para salvar seu filho. Muitos não dão o devido valor do seu papel como pai e todo o seu empenho para com a familia.

Mestre de integridade, José soube ser um exemplo para todos os pais de família, demonstrou que era possível amar ardentemente, mas de um amor para com o núcleo familiar sem pretender nada para si: a alegria era a luz reflexa do perfume das virtudes.

Cada família deveria pegar como exemplo esta Santa Família daquela época. Quantos casais interpretam o próprio papel como o mais importante, desenvolvendo o amor egoístico para o proprio prazer; assim acusam o outro, enquanto não fazem nada para compreende-lo.

Os filhos são como botões de rosas. E’ necessário que o jardineiro as regue adequadamente e o sol as aqueça, a fim de que com o tempo a flor se abra no seu esplendor emitindo o seu suave perfume. Mas se os botões veem abandonados, as ervas daninhas procurarão sofocá-los e a falta de água, antes ou depois, os farão morrer; para eles não tem saída, sózinhos não conseguirão sobreviver.

Assim é para os nossos meninos, eles são belissimos botões che atendem de abrir-se; é necessário porém regá-los com a luz da verdade e aquecê-los com o sol do amor. Voçes devem dedicar muito cuidado a eles, a fim de que as ervas daninhas dos vícios e das falsas inclinações não os sufoquem. Mas se de um lado voçes devem se preocupar pelo crescimento humano deles, do outro lado voçes devem se empenhar pelo crescimento espiritual e moral deles, para transferir aquela luz que permitirá a eles de caminhar em direção à justa estrada. Quantas mães e pais não fazem faltar nada ao filho, doando até o supérfluo, achando que assim estão doando a ele, a felicidade.

No dias de hoje, quantos são numerosos os rapazes, os meninos infelizes que atendem dos pais a única coisa preciosa, o amor, o afeto e um guia seguro para o caminho a seguir.

A família é o amor conjugal que recai sobre os filhos e se fecha no núcleo familiar. O botão se transforma em flor, alimentado pelo amor dos pais, o seu perfume será mais ou menos intenso na proporção das virtudes que se conseguiu cultivar juntos.

Família, sublime oportunidade de crescimento para todos os seus membros, é o amor que chama amor e no amor a alegria de doar e de ver os frutos. Se as vezes a fadiga fará descer lágimas de suor, serão gotas para alimentar a vontade de proseguir e crescer juntos.

Se um dos membros não quer exercitar o seu dever ou é incapaz de doar porque está ainda fechados no seu egoismo, pouco importa aos outros membros que sabem amar, o ajudarão a crescer.

Maria e José eram unidos dolcemente na alegria e na dor pelo seu filho tão amado que se entregaram de corpo e alma: Jesus era o sol deles. Souberam acudir docemente o botão deles, regando dia após dia com as suas virtudes e aquecendo-o com o amor deles. Devemos fixar eles com confiança, devemos pedir ajuda e eles virão a nós como se fossemos seus filhos, nos ampararão e nos darão o desejo de crescer e de acudir os nossos botões, se tivermos. Nos farão experimentar na família aquele desejo de amar que somente os anjos possuem.

A SANTIDADE DE JOSÉ

José conhecia perfeitamente a santidade de Maria e o propósito de virgindade perpétua.

Por isso quando veio ao conhecimento da sua gravidez, não a considera uma pecadora-adúltera, nem a expôs à lapidação prescrita.(Levitico 20,10; Deuteronomio 22, 22-24). Ele que acreditava na virtude de Maria, teria deixado de ser justo (Mateus 1,19) se a tivesse feito lapidar.

Mas José, antes da aparição angélica (Mateus 1, 20-23) não conhece a causa pelo qual a sua esposa está grávida e não sabe explicar o acontecido.

E’ Deus que por meio de um Anjo, em sonho, diz a José de não mandar embora a sua esposa e de casar com ela tranquilamente, porque a Sua maternidade não deve ser atribuída a ninguém se não ao próprio Deus.

A santidade de José, isto é, do justo que cai em qualquer imperfeição logo ressurge (Provérbios 24,16), risplende imediatamente de maior viva luz:

Por ter logo obedecido ao Anjo (Mateus 1,24);
por ter logo deciso de fazer em tudo a vontade de Deus (Mateus 1,24).

A santidade de Maria resplende de especial luz nesta terrível circunstância:

Para obedecer a Deus, que queria reservar-se de manifestar a José o inexplicável mistério, nada disse ao seu esposo, mesmo sofrendo muito pelo prolongado e ardente sofrimento do seu esposo e para o perigo “que um justo faltasse, ele que nunca faltava…”

Verdadeiramente, Maria e José, também naquela dolorosa circunstância, parecem “…dois santos que maiores no mondo não tem”

A DOR DE JOSÉ

Diz Maria:

A infância, a adolescência e a juventude do meu Filho tiveram somente breves períodos no vasto quadro da sua vida descrito dos Evangelhos. Nestes Ele é o Mestre. Aqui está o Homem.

É o Deus que se humilha pelo amor do homem. E que também faz milagres no anulamento de uma vida comum. Ele o faz em mim, que sinto levada à perfeição a minha alma a contato com o Filho que me cresce dentro. O faz na casa de Zacaria santificando o Batista, ajudando o parto de Isabel, transmitindo palavra e fé a Zacaria. O faz em José abrindo-lhe o espírito à luz de uma verdade tão grande que ele não a podia sozinho compreender apesar de ser um justo. E depois de mim aquele que teve tantos divinos benefícios foi José.

Observa quanto caminho faz, caminho espiritual, do momento que vem à minha casa até aquele da fuga no Egito. No início era só um homem justo do seu tempo. Depois sucessivamente se transforma no justo do tempo cristão.

Ele sempre se deixou guiar pelo respeito imenso que nutria por mim. Agora guia ele, as coisas materiais e aquelas superiores, e decide, como chefe da Família, aquilo que é a decidir. Não só, na hora da fuga, depois que meses de união com o Filho Divino o saturaram de santidade, é ele que conforta o meu penar e me diz: “Mesmo que não devéssemos ter mais nada teremos sempre tudo porque teremos Ele”.

Os presentes dos Magos logo foram gastos com a compra de um lugar para morar e daquele mínimo de coisas necessárias para viver até que não encontrássemos trabalho.

A comunidade ebraica sempre se ajudou muito entre eles. Mas a comunidade recolhida no Egito era quase toda composta de prófugos perseguidos, pobres por isso como nós que vínhamos nos unir a eles. E um pouco daquela riqueza, que querímos conservar para Jesus, para o nosso Jesus adulto, salvando das despesas de sustentação no Egito, serviu para o retorno e apenas suficiente para reorganizar casa e laboratório a Nazaré na nossa volta. Porque as coisas mudam, mas a avidade humana é sempre igual e se aproveitam das necessidades das pessoas para ganharem o que querem.

Não. Ter Jesus com nós não nos trouxe bens materiais. Muitos de voçes pretendem isto quando apenas estão um pouco unidos a Jesus. Esquecem que Ele disse: “Procurem as coisas do espírito”. Todo o resto é a mais. Deus provê até o alimento. Aos homens como aos pássaros. Porque sabe que voçes teem necessidade de alimento até que a carne seja armadura das almas de voçes. Mas voçes devem pedir antes a sua graça. Devem pedir antes para o seus espíritos.

José da união com Jesus teve, humanamente falando, afanos, fadigas, perseguições, fome.

Outra coisa não teve. Isso era somente para Jesus e tudo isto se transformou em paz espiritual, em letícia sobrenatural. Eu gostaria de levar-vos ao ponto em que era o Esposo meu quando dizia: “Mesmos que não devéssemos ter mais nada, teremos sempre tudo porque temos Jesus.”

MARIA NA MORTE DE JOSÉ SOFREU TERRÍVELMENTE

Disse Jesus:

A todas as esposas que teem uma dor que as torturam, ensino a imitar Maria na sua viuvez: unir-se a Jesus.

Aqueles que pensavam que Maria amasse o esposo com um amor tépido, porque ele era esposo de espírito e não de carne, erram. Maria amava intensamente o seu José, o qual tinha dedicado 30 anos de vida fiel. José lhe foi pai, esposo, irmão, amigo, protetor.

Agora Ela se sentia sózinha como ramo de uva ao qual vem cortado da árvore que pertencia. A sua casa era como fosse pega por um raio. Se dividia. Antes era uma unidade cujos membros se ajudavam entre eles. Agora vindo a faltar o muro principal, o primeiro dos golpes dados àquela Familia, marcado do próximo abandono do seu amado Jesus.

A vontade do Eterno, que a quis esposa e Mãe, agora lhe impunha viuvez e abandono da sua Criatura. Maria disse entre as lágrimas um dos seus sublimes “Sim”. “Sim, Senhor, se faça de mim segundo a tua palavra”.

E para ter força naquela hora, se abraçou a mim. Sempre se entregou a Deus, Maria, nas horas mais graves da sua vida. No Templo quando foi chamada ao matrimonio, a Nazaré chamada à Maternidade e ainda a Nazaré entre lágrimas como viúva, a Nazaré no suplício do destaque do Filho, no Calvário na tortura de ver-me morrer.

Aprendeis, vós que chorais. E aprendeis vós que morreis. Aprendeis, vós, que viveis para morrer. Procurais merecer as palavras que disse a José. Serão a vossa paz na luta com a morte. Aprendeis, vós que morreis, a merecer de ter Jesus perto, para o vosso conforto. E se não tenhais merecido, ousais igualmente a chamar-me. Eu virei. As mãos cheias de graças e de conforto, o Coração cheio de perdão e de amor, os lábios cheios de palavras de absolução e de encorajamento.

A morte perde qualquer amargura se acontece nos meus braços.
Deveis acreditar. Não posso abolir a morte, mas a faço suave a quem morre confiando em Mim.

JOSÉ NO CATEQUISMO DA IGREJA CATÓLICA
O anúncio do anjo a José

– Parte I, seção II, capítulo II, artigo II, parágrafo II

497 Os contos evangélicos. 1. considerando a concessão virginal uma obra divina que supera qualquer compreensão e qualquer possibilidade humana: 2. «Aquele que é gerado nela vem do Espírito Santo», disse o anjo a José em relação a Maria, sua esposa (Mt 1,20). A Igreja vê nisso o exito da promessa divina feita pela boca do profeta Isaia: «Eis, a virgem conceberá e partorirá um filho» (Is 7,14), segundo a versão grega di (Mt 1,23).

1. cfr Mt 1.18-25; Lc 1,26-38
2. cfr Lc 1,34.

– Parte III, seção I, capítulo I, artigo VIII, parágrafo I.

1846 O evangelho é a revelação em Jesus Cristo, da misericórdia de Deus para com os pecadores. 106 O anjo o anuncia a José: «Tu o chamarás Jesus: pois ele salvará o seu povo dos seus pecados» (Mt 1,21). A mesma coisa se pode dizer da Eucaristia, sacramento da redenção: «Este é o meu sangue da aleança, derramado por muitos, em remissão dos pecados» (Mt 26,28).

O dever e a vocação de José

– Parte I, capítulo II, artigo II, parágrafo II

437 O anjo anunciou aos pastores o nascimento de Jesus como aquele do Messias prometido a Israel: «Hoje nasceu na cidade de David um Salvador que é o Cristo Senhor» (Lc 2,11). Do inicio ele é «aquele que o pai consagrou e mandou no mundo» (Gv 10,36), concebido como «santo» no ventre virginal de Maria. 3 José foi chamado por Deus a fim de que casasse com Maria, grávida de «aquele que é gerado nela […] pelo Espírito Santo» (Mt 1,20) a fim de que Jesus “chamado Cristo” (Mt 1,16) nasça da esposa de José na descendência messianica de David 4.

3. cfr Lc 1,35
4. cfr Rm 1,3; 2 Tm 2,8; Ap 22,16.

Festa de São José

– Parte II, seção II, capítulo I, artigo II, parágrafo II

2177 A celebração dominical do dia e da Eucaristia do Senhor está ao centro da vida da Igreja. «O dia de domingo em que se celebra o mistério pascoal, para a Tradição apostólica deve ser observado em toda a Igreja como o primordial dia festivo de preceito».5

«Igualmente devem ser observados os dias de Natal do Senhor nosso Jesus Cristo, da Epifania, da Ascenção e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, da santa Mãe de Deus Maria, da sua Imaculada Conceição e Assunção, de São José, dos santos Apóstolos Pedro e Paulo e enfim, de todos os Santos».6

5. 6 CIC canone 1246
6. 6 CIC canone 1246

Jesus submisso a José

– Parte I, Seção II, capítulo II, artigo II, parágrafo II.

532 Na submissão de Jesus à sua Mãe e ao seu pai se realiza perfeitamente a atuação do quarto comandamento. Tal submissão é a imagem no tempo da obediência filial ao seu Pai celeste. A quotidiana submissão de Jesus a José e a Maria anunciava e antecipava a submissão da Quinta Feira Santa: «Não […] a minha vontade…» (Lc 22,42). A obediência de Cristo no quotidiano da sua vida em incógnita jà inaugurava a obra de restauração daquilo que a desobediência de Adão havia destruido.7

7. cfr Rm 5,19

José padroeiro da boa morte

– Parte I, seção II, capítulo III, artigo XI, parágrafo II

1014 A Igreja nos encoraja a nos preparar à hora da nossa morte («Da morte repentina, livra-nos, Senhor»: antigas litanias dos santos), a pedir à Mãe de Deus de interceder por nós «na hora da nossa morte» («Ave Maria») e a confiar em São José, padroeiro da boa morte:

«Em cada ação, em cada pensamento, tu deverias te comportar como se tu tivesses que morrer hoje mesmo; se terás a cosciência limpa, não terás muito medo de morrer. Seria melhor estar longe do pecado que fugir da morte. Se hoje não és preparado a morrer, como o serás amanhã?»

«Louvado seja, meu Senhor,
na hora da nossa morte corporal,
da qual nenhum homem vivente pode fugir.
Coitado daqueles que morrerem em pecado mortal;
Beatos aqueles que se encontrarão nas tuas santíssimas vontades,
A eles a morte não farà mal.e».

DECRETO QUE PROCLAMOU SÃO JOS É PADROEIRO DA IGREJA

Ao Urbe e ao Orbe.

No mesmo modo que Deus tinha constituído aquele José, procriado pelo patriarca Jacò, subintendente a toda a terra do Egito, para conservar o trigo ao povo, assim, ameaçando a fartura dos tempos, estando per mandar sobre a terra o seu Filho Unigenito Salvador do mundo, Escolheu um outro José, cujo aquele era figura e o fez Senhor e Principe da casa e possessão sua e o elegeu Custode dos seus principais tesouros.

De fato, ele teve em esposa a Imaculada Virgem Maria, da qual nasce do Espírito Santo o Senhor Nosso Jesus Cristo que perto aos homens dignou-se de ser chamado filho de José. E Aquele, que tantos reis e profetas tremiam para ver, José não só O viu, mas con Ele viveu e con paterno afeto O abraçou e beijou; e ainda mais, O nutriu cuidadosamente, aquele que o povo fiel teria ingerido como pão descido do céu, para conseguir a vida eterna. Por esta sublime dignidade, que Deus deu a este fiel seu Servo, a Igreja teve sempre in grande honra e louvor o Beatissimo José, depois da Virgem Mãe de Deus, sua esposa, e a sua ajuda implorou nos momentos difíceis.

Agora, como nestes tempos tristíssimos a própria Igreja, da todas as partes atacada pelos inimigos, é tão opressa por graves maldades, que homens empios pensaram ter finalmente as portas do inferno vencido contra ela, por isso os Veneráveis Excelentíssimos Bispos do Universo Orbe Católico entregaram ao Sumo Pontéfice a súplica deles e aqueles dos fiéis pedindo que se dignassem constituir São José, Padroeiro da Igreja Católica. Tendo depois, no Sagrado Ecumenico Concilio Vaticano, insistido renovando os pedidos e os votos deles, o Santíssimo Senhor Nosso Pio Papa IX, consternado pela recentíssimas condições, para a fiar ele mesmo e todos os fiéis ao potentíssimo patrocínio do Santo Patriarca José, quis satisfazer os votos dos Excelentíssimos Bispos e solenemente o declarou Padroeiro da Igreja Católica, ordenando que a sua festa, caído o dia 19 de marzo, dalí para frente fosse celebrada com rito duplo di prima classe, sem oitava, por motivo da Quaresma.

Ele mesmo dispôs que tal declaração, a meio do presente Decreto da Sagrada Congregação dos Ritos *), fosse de dominio público no dia sagrado da Imaculada Virgem Mãe de Deus e Esposa do castíssimo José.

8 dezembro 1870.

Card. PATRIZI
Prefetto della S. C. dei RR.
Vescovo di Ostia e Velletri.

DOMENICO BARTOLINI
Segretario della S. C. dei RR.

CARTA ENCÍCLICA “QUAMQUAM PLURIES” DE LEÃO XIII

Roma, 15 de agosto de 1889

(…) As razões pelas quais o beato José deve ser padroeiro especial da Igreja, e a Igreja se empenha muito à tutela e ao seu patrocínio, nascem principalmente do fato que ele foi esposo de Maria e pai putativo de Jesus Cristo. Daqui vieram todas as suas grandezas, a graça, a santidade e a glória. Certamente a dignidade de Mãe de Deus está tão no alto que nada pode ser mais sublime. Mas porque entre José e a beatíssima Virgem existiu um nó conjugal, não tem dúvida que aquela altíssima dignidade, pela qual a Mãe de Deus ultrapassa de muito todas as criaturas, ele ficou ao Seu lado como ninguém mais o faria. De fato o matrimonio constitui a sociedade, o vínculo superior: pela sua natureza prevê a comunhão dos bens de um com o outro. Portanto se Deus deu à Virgem em marido José, lhe deu também como companheiro de vida, testimunho da virgindade, tutor da honestidade, mas também porque participasse, apesar do pacto conjugal, à excelsa sua grandeza.

Assim ele emerge entre todos com grandíssima dignidade, porque por divina disposição foi custode e na opinião dos homens, pai do Filho de Deus. Daí consegue que o Verbo de Deus modestamente aceitasse a José, lhe obedecesse e lhe emprestasse aquela honra e aquela reverência que os filhos devem ao seus pais.

Agora, desta dupla dignidade surgiam naturalmente aqueles deveres que a natureza prescrive aos pais de familia; e José foi a um tempo legítimo e natural custode, chefe e defensor da divina familia. E estas obrigações ele de fato exercitou até o fim da sua vida. Se empenhou a tutelar com grande amor e quotidiana vigilância a sua esposa e a divina prole; procurou a eles com a sua fadiga, o necessário à vida; afastou deles os perigos vindos do ódio de um rei, levando-lhes a um lugar seguro; nas dificuldades das viagens e do exílio foi companheiro inseparável, ajuda e conforto à Virgem e a Jesus.

Agora la casa divina, que José com quase patria podestá governava, era o berço da nascente Igreja.

A Virgem Santíssima, enquanto mãe de Jesus Cristo, é também mãe de todos os cristãos, dela gerados, em meio às atrozes penas do Redentor no Calvário; assim também Jesus Cristo é como o primogenito dos cristãos, que lhe são irmãos por adoção e redenção.

Se consegue que o beatíssimo Patriarca se considere protetor, em modo especial, da multidão dos cristãos de que é formada a Igreja, isto é, desta grandíssima familia espalhada por todo o mundo na qual ele, como esposo de Maria e pai de Jesus Cristo, tem uma autoridade paterna. E’ então coisa justa e digna do beato José que, como ele um tempo tutelava santamente em qualquer evento a familia de Nazaré, assim agora com o seu celeste patrocínio proteja e defenda a Igreja de Cristo.

Estas coisas, Veneráveis Irmãos, como sabeis, encontram acordo naquilo que pensaram muitos Padres da Igreja, de acordo com a sagrada liturgia, isto é, que o antigo José, filho do patriarca Jacó, anticipasse a pessoa e o ministério do nosso, e com o seu esplendor fosse símbolo da grandeza do futuro custode da divina familia. Na verdade, além de ambos terem o mesmo nome, não sem significado, eles teem outras grandes semelhanças da vós conhecidas: a primeira é aquela que o antigo José aquistou em modo singular, a benevolencia e a graça do seu Senhor, e que tendo ele tido il governo da casa, todas as prosperidades e as benedições caiam sobre ele, por consideração a José, seu padrão. Ele, por vontade do monarca, govenou com poderes soberanos todo o reino, e no tempo de pública calamidade, por falta de colheita e pela carestia, interviu com estupenda providencia aos Egizianos e aos povos confinantes, que o rei decretou se chamasse salvador do mundo.

Assim nesse antigo Patriarca é possível rever a figura do nosso. Como aquele foi benéfico e salutar para a casa do seu padrão e depois para todo o reino, assim estes, destinados à custodia da cristianidade, se deve reputar defensor e tutor da Igreja, a qual é verdadeiramente a casa do Senhor e o reino de Deus na terra.

Todos os cristãos, de qualquer condição e estado, teem bons motivos de afiar-se e abandonar-se à amorosa tutela de São José. Em José, os pais de familia teem um sublime modelo de paterna vigilância e providência; os esposos, um perfeito exemplo de amor, de concórdia e de fé conjugal; os virgens, um exemplo e uma guia de integridade virginal. Os nobres, colocados na frente de si a imagem de José, aprendam a conservar também nos momentos difíceis a sua dignidade; os ricos compreendam quais sejam os bens que é oportuno desejar com ardente paixão e dos quais conservar no coração.

CARTA ENCÍCLICA DO PAPA BENTO XV
Proclamação de São José a padroeiro da Igreja Universal

Foi uma boa coisa para o povo cristão que o Nosso antecessor de imortal memória Pio IX decretasse solenemente ao castíssimo esposo de Maria Virgem e custode do Verbo Encarnado, S. José, o título de Padroeiro Universal da Igreja; e porque no próximo dezembro o evento fará cinquenta anos, achamos que seria útil e oportuno que a manifestação fosse dignamente celebrada da todo o mundo católico.

I. – Naturalismo da idade moderna.

Se nós dermos uma olhada nos últimos 50 anos, podemos notar um grande reflorescimento de pias instituições, as quais atestam como o culto do Patriarca santíssimo vem aos pouco passando entre os fiéis: que se consideramos as calamidades de hoje, com a aflição do genere humano, aparece ainda mia evidente a oportunidade de intensificar um tal culto e de difundi-lo maiormente entre o povo cristão. De fato, com a guerra, na nossa Enciclica “em torno à reconciliação da paz cristã”, indicamos que coisa faltasse para restabelecer em todos os lugares a tranquilidade da ordem, considerando particularmente as relações, que intercedem entre povo e povo e entre individuo e individuo no campo civil. Agora se deve considerar uma outra causa de pertubação, e muito mais profunda, como aquela che se ataca próprio nas intimas visceras da humana sociedade, porque naquela época caiu sobre as pessoas o flagelo da guerra, quando eram já profundamente infetadas de naturalismo, isto é, daquela grande peste do século, que, onde se ataca, atenua o desejo dos bens celestes, apaga a chama da divina caridade e tira o homem à grazia que cura e que eleva a Cristo; até que, tirando-lhe a luz da fé e deixando-lhe somente as forças corrotas da natureza, o abandona no meio das mais insanas paixões. E assim acontece que muitissimos coltivaram somente os bens terrenos; e, enquanto já era crítica a crise entre proletários e padrões, este ódio de classe cresceu ainda mais com a atrocidade da guerra; a qual, se da um lado causou entre as massas uma crise economica intolerável, do outro fez afluir na mão de poquissimos fabulosas fortunas.

II. – O fim da familia.

A santidade da fé conjugal e o respeito da paterna autoridade foram por muitos, pouco seguido por causa da guerra; seja devido que o afastamento de um dos conjuges tenha diminuído no outro o vínculo das obrigações, seja porque a ausência de um controle levou à atos de não consideração, especialmente femininos, de viver por contra própria e muito livremente. Por isso devemos constatar com verdadeira dor que agora os públicos costumes são muito mais depravados e corruptos de antes, e que a “questão social” se agravou a tal ponto de levar a ameaça de irreparável destruição. Se é entanto madurada nos votos e na expectativa de todos os rebeldes o surgir de uma certa república universal, a qual seja fundada na igualdade absoluta dos homens e sobre o acúmulo dos bens, e na qual não tenha mais distinção alguma de nacionalidade, nem se tenha que reconhecer a autoridade do pai sobre o filho, nem dos poderes públicos sobre os cidadãos, nem de Deus sobre homens reunidos em consorcio civil. Se todas essas coisas fossem atuadas, levaria a tremendas convulsões sociais, como aquela que agora está desolando parte da Europa. E se está criando entre outros povos uma tal condição de coisas, que vemos poucos com furor audaz incentivar a massa ao mal contento.

III. – Exemplos eficazes de S. José.

Nós portanto, mais do que todos os outros preocupados por estes acontecimentos, não deixamos de lado, quando se teve a ocasião de relembrar ao filhos da Igreja as suas obrigações… E agora pelo mesmo motivo, para relembrar, isto é o dever daqueles da nossa parte, que ganham o pão com o trabalho e para conservá-los imunes do contágio do socialismo, o inimigo maior dos princípios cristãos. Nós, com grande solicitação, propomos a eles em modo particular S. José, porque o sigam como guia e o honrem como celeste Padroeiro. Ele de fato viviu uma vida como a deles, tanto é verdade que Jesus bendito, enquanto era o Unigenito do Eterno Pai, quis ser chamado “o Filho do Pai”. Mas aquela humilde e pobre sua existência como soube adornar de tanta virtude! Daquelas virtudes, isto é, que deveriam resplender no esposo de Maria Imaculada e no padre putativo de Jesus Cristo. Portanto, na escola de José, aprendam todos a considerar as coisas presentes, que passam, à luz das futuras, que duram eternas; e, consolando os inevitáveis diságios da condição humana com a esperança dos bens celestes, a estes aspiram com todas as forças, aceitando a divina vontada, sobriamente vivendo, segundo as leis da piedade e da justiça. No que diz respito aos operários, nos agrada aqui reportar as palavras do nosso predecessor de f.m. Leone XIII: “Em consideração à estas coisas, os pobres, e quantos vivem com o fruto do trabalho, devem sentir-se animados por um sentimento superior de equidade; que se a justiça permete a eles de saírem da pobreza e de conseguir um maior bem estar, é porém proibido pela justiça, que foi constituído pela divina Providência. Não é com a violencia e através de revoltas e tumultos que se procura melhoramento, os quais, não fazem que criar mais tensão, que se desejam minimizar. Se os pobres quiserem agir sabiamente, não confiarão nas vãs promessas dos demagogos, mas no exemplo e no patrocinio de S. José e na caridade materna da Igreja, a qual dia após dia toma conta deles com dedicação sempre maior.” (Carta Enciclica “Quamquam pluries”).

IV. – Devoção à Sagrada Familia.

Com o florescer da devoção dos fiéis para com S. José, aumentará junto, por necessária consequência, o culto deles para com a Sagrada Familia de Nazaré, que ele foi Chefe, brotando estas duas devoções uma da outra espontaneamente. Para S. José nós andamos diretamente a Maria e com Maria à fonte de todas santidades. Jesus Cristo, o qual consagrou as virtudes domésticas com a sua obediência para com S. José e Maria. A estes maravilhosos exemplos de virtude Nós desejamos que a familia cristã se inspire e completamente se renovem. Deste modo, la familia é o centro e a base do consórcio humano, reforçando a sociedade domestica com a santa pureza, com a fedelidade e a concórdia, enfim um novo vigor; e diremos quase, um novo sangue circularà pelas veias da sociedade humana, que vem assim a ser vivificada da virtude restauradora de Jesus Cristo; e seguirá um adorável reflorescer, não só dos costumes intimos, ma também das instituições públicas e civis.

V. – Exortações e prescrições.

Nós portanto, cheios de confiança no patrocínio Dele, cuja vigilancia quis Deus dar em custodia do Encarnado seu Unigenito e da Virgem Santissima, vivamente exortemos todos os Bispos do mundo católico, a fim de que, nos periodos difíceis para a Igreja, que os fiéis implorem com maior empenho a válida ajuda de S. José. E porque são muitos os modos aprovados desta Sede Apostólica, com que se pode venerar o santo Patriarca, especialmente em todas as quartas-feiras do ano e no inteiro mes a Ele consagrado, Nós queremos que, todas estas devoções, por quanto se possa, sejam em cada diocese praticada. Mas em modo particular, porque ele é tido como o mais eficaz protetor dos moribundos, tendo expirado com a assistencia de Jesus e Maria, será dever dos sagrados Pastores de aconselhar com todo o prestigio da autoridade deles aqueles pios sodalícios, que foram instituidos para suplicar S. José em pró dos moribundos, como aquele “da boa morte”, do “Transito de S. José para os agonizantes de todos os dias”.

Para comemorar o Decreto Pontifício, ordenamos que dentro de um ano, a partir do 8 dezembro p.v., em todo o mundo católico, se celebre, em honra a S. José, Padroeiro da Igreja Universal, uma solene messa, como e quando será oportuno aos Bispos; e a todos aqueles que assisterão, Nós concedemos a partir de agora, às condiçoes de sempre, a Indulgência Plenaria.

Roma, S. Pedro, 25 julho, festa de S. Jácomo Apóstolo, 1920, no ano sexto do Nosso Pontificado.

BENEDICTUS PP. XV.

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA “REDEMPTORIS CUSTOS” DO JOÃO PAULO II

Sobre a figura e a missão de São josé na vida de Cristo e da Igreja

(…)

III – O HOMEM JUSTO – O ESPOSO

17. No decorrer da sua vida, que foi uma peregrinação na fé, José, como Maria, permaneceu fiel até ao fim ao chamamento de Deus. A vida de Maria foi o cumprimento até às últimas consequências daquele primeiro fiat (faça-se) pronunciado no momento da Anunciação; ao passo que José – como já foi dito – não proferiu palavra alguma, aquando da sua «anunciação»: «fez como o anjo do Senhor lhe ordenara» (Mt 1, 24). E este primeiro «fez» tornou-se o princípio da «caminhada de José». Ao longo desta caminhada, os Evangelhos não registram palavra alguma que ele tenha dito. Mas esse silêncio de José tem uma especial eloquência: graças a tal atitude, pode captar-se perfeitamente a verdade contida no juízo que dele nos dá o Evangelho: o «justo» (Mt 1,19).

é necessário saber ler bem esta verdade, porque nela está contido um dos mais importantes testemunhos acerca do homem e da sua vocação. No decurso das gerações a Igreja lê, de maneira cada vez mais atenta e mais cônscia este testemunho, como que tirando do tesouro desta insígne figura «coisas novas e coisas velhas» (Mt 13,52).

18. O homem «justo» de Nazaré possui sobretudo as características bem nítidas do esposo. O Evangelista fala de Maria como de «uma virgem desposada com um homem … chamado José» (Lc 1, 27). Antes de começar a realizar-se «o mistério escondido desde todos os séculos em Deus» (Ef 3,9), os Evangelhos põem diante de nós a imagem do esposo e da esposa. Segundo o costume do povo hebraico, o matrimónio constava de duas fases: primeiro, era celebrado o matrimónio legal (verdadeiro matrimónio); e depois, só passado um certo período, é que o esposo introduzia a esposa na própria casa. Antes de viver junto com Maria, portanto, José já era o seu «esposo»; Maria, porém, conservava no seu íntimo o desejo de fazer o dom total de si mesma exclusivamente a Deus. Poder-se-ia perguntar de que modo este desejo se conciliava com as «núpcias». A resposta vem-nos somente do desenrolar dos acontecimentos salvíficos, isto é, da acção especial do próprio Deus. Desde o momento da Anunciação, Maria sabe que deve realizar-se o seu desejo virginal, de entregar-se a Deus de modo exclusivo e total, precisamente tornando-se mãe do Filho de Deus. A maternidade por obra do Espírito Santo é a forma de doação que o próprio Deus espera da Virgem, «desposada» com José. E Maria pronuncia o seu fiat (faça-se).

O facto de ela ser «desposada» com José está incluído no mesmo desígnio de Deus. Isso é indicado por ambos os Evangelistas citados, mas de maneira particular por São Mateus. São muito significativas as palavras ditas a José: «Não temas receber contigo Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é obra do Espírito Santo» (Mt 1,20). Elas explicam o mistério da esposa de José: Maria é virgem na sua maternidade. Nela «o Filho do Altíssimo» assume um corpo humano e torna-se «o Filho do homem».

Dirigindo-se a José com as palavras do anjo, Deus dirige-se a ele como sendo esposo da Virgem de Nazaré. Aquilo que nela se realizou por obra do Espírito Santo exprime ao mesmo tempo uma confirmação especial do vínculo esponsal, que já existia antes entre José e Maria. O mensageiro diz claramente a José: «Não temas receber contigo, Maria, tua esposa». Por conseguinte, aquilo que tinha acontecido anteriormente — os seus esponsais com Maria — tinha acontecido por vontade de Deus e, portanto, devia ser conservado. Na sua maternidade divina, Maria deve continuar a viver como «uma virgem, esposa de um esposo» (cf. Lc 1,27).

19. Nas palavras da «anunciação» nocturna, José escuta não apenas a verdade divina acerca da inefável vocação da sua esposa, mas ouve novamente também a verdade acerca da própria vocação. Este homem «justo», que, segundo o espírito das mais nobres tradições do povo eleito, amava a Virgem de Nazaré e a ela se encontrava ligado por amor esponsal, é novamente chamado por Deus para este amor.

«José fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu consigo a sua esposa»; o que se gerou nela «é obra do Espírito Santo». Ora, de tais expressões, não se imporá porventura deduzir que também o seu amor de homem tinha sido regenerado pelo Espírito Santo? Não se imporá porventura pensar que o amor de Deus, que foi derramado no coração humano pelo Espírito Santo (cf. Rom 5, 5), forma do modo mais perfeito todo o amor humano? Ele forma também — e de maneira absolutamente singular — o amor esponsal dos cônjuges, nele dando profundidade a tudo aquilo que seja humanamente digno e belo e tenha as marcas da exclusiva entrega, da aliança das pessoas e da comunhão autêntica, a exemplo de Mistério trinitário.

«José … recebeu consigo a sua esposa, a qual, sem que ele a conhecesse, deu à luz um filho» (Mt 1, 24-25). Estas palavras indicam ainda outra proximidade esponsal. A profundeza desta proximidade, a intensidade espiritual da união e do contacto entre pessoas — do homem e da mulher — provêm em última análise do Espírito que dá a vida (cf. Jo 6, 63). José, obediente ao Espírito, encontra precisamente nele a fonte do amor, do seu amor esponsal de homem; e este amor foi maior do que aquele «homem justo» poderia esperar, segundo a medida do próprio coração humano.

(…) Mediante o sacrifício total de si próprio, José exprime o seu amor generoso para com a Mãe de Deus, fazendo-lhe «dom esponsal de si». Muito embora decidido a afastar-se, para não ser obstáculo ao plano de Deus que nela estava a realizar-se, por ordem expressa do anjo ele manteve-a consigo e respeitou a sua condição de pertencer exclusivamente a Deus.

Por outro lado, foi do matrimónio com Maria que advieram para José a sua dignidade singular e os seus direitos em relação a Jesus. «é certo que a dignidade da Mãe de Deus assenta tão alto, que nada pode haver de mais sublime; mas, por isso mesmo que entre a Santíssima Virgem a José foi estreitado o vínculo conjugal, não há dúvida de que ele se aproximou como ninguém dessa altíssima dignidade, em virtude da qual a Mãe de Deus ocupa lugar eminente, a grande distância de todas as criaturas. Uma vez que o casamento é a comunidade e a amizade máxima a que, por sua natureza, anda ligada a comunhão de bens, segue-se que, se Deus quis dar José como esposo à Virgem, deu-lo não apenas como companheiro na vida, testemunha da sua virgindade e garante da sua honestidade, mas também para que ele participasse, mediante o pacto conjugal, na sua excelsa grandeza. (Leone XIII, «Quamquam Pluries», die 15 aug. 1889: «Leonis XIII P. M. Acta» IX [190] 177s).

21. Um tal vínculo de caridade constituiu a vida da Sagrada Família; primeiro, na pobreza de Belém, depois, durante o exílio no Egipto e, em seguida, quando ela morava em Nazaré. A Igreja rodeia de profunda veneração esta Família, apresentando-a como modelo para todas as famílias. A Família de Nazaré, directamente inserida no mistério da Incarnação, constitui ela própria um mistério particular. E ao mesmo tempo — como na Incarnação — é a este mistério que pertence a verdadeira paternidade: a forma humana da família do Filho de Deus, verdadeira família humana, formada pelo mistério divino. Nela, José é o pai: a sua paternidade, porém, não é só «aparente», ou apenas «substitutiva»; mas está dotada plenamente da autenticidade da paternidade humana, da autenticidade da missão paterna na família. Nisto está contida uma consequência da união hipostática: humanidade assumida na unidade da Pessoa divina do Verbo-Filho, Jesus Cristo. Juntamente com a assunção da humanidade, em Cristo foi também «assumido» tudo aquilo que é humano e, em particular, a família, primeira dimensão da sua existência na terra. Neste contexto foi «assumida» também a paternidade humana de José.

Com base neste princípio, adquirem o seu significado profundo as palavras dirigidas por Maria a Jesus, no templo, quando ele tinha doze anos: «Teu pai e eu … andávamos à tua procura». Não se trata de uma frase convencional: as palavras da Mãe de Jesus indicam toda a realidade da Incarnação, que pertence ao mistério da Família de Nazaré. José, que desde o princípio aceitou, mediante «a obediência da fé», a sua paternidade humana em relação a Jesus, seguindo a luz do Espírito Santo que por meio da fé se doa ao homem, por certo ia descobrindo cada vez mais amplamente o dom inefável desta sua paternidade.

V – O PRIMADO DA VIDA INTERIOR

25. Também quanto ao trabalho de carpinteiro na casa de Nazaré se estende o mesmo clima de silêncio, que acompanha tudo aquilo que se refere à figura de José. Trata-se, contudo, de um silêncio que desvenda de maneira especial o perfil interior desta figura. Os Evangelhos falam exclusivamente daquilo que José «fez»; no entanto, permitem-nos auscultar nas suas «acções», envolvidas pelo silêncio, um clima de profunda contemplação. José estava quotidianamente em contacto com o mistério «escondido desde todos os séculos», que «estabeleceu a sua morada» sob o tecto da sua casa. Isto explica, por exemplo, a razão por que Santa Teresa de Jesus, a grande reformadora do Carmelo contemplativo, se tornou promotora da renovação do culto de São José na cristiandade ocidental.

26. O sacrifício total, que José fez da sua existência inteira, às exigências da vinda do Messias à sua própria casa, encontra a motivação adequada na «sua insondável vida interior, da qual lhe provêm ordens e consolações singularíssimas; dela lhe decorrem também a lógica e a força, própria das almas simples e límpidas, das grandes decisões, como foi a de colocar imediatamente à disposição dos desígnios divinos a própria liberdade, a sua legítima vocação humana e a felicidade conjugal, aceitando a condição, a responsabilidade e o peso da família e renunciando, por um incomparável amor virgíneo, ao natural amor conjugal que constitui e alimenta a mesma família».

Esta submissão a Deus, que é prontidão de vontade para se dedicar às coisas que dizem respeito ao seu serviço, não é mais do que o exercício da devoção, que constitui uma das expressões da virtude da religião. (cfr. S. Thomae, «Summa Theologiae», II-II, q. 82, a. 3, ad 2).

27. A comunhão de vida entre José e Jesus leva-nos a considerar ainda o mistério da Incarnação precisamente sob o aspecto da humanidade de Cristo, instrumento eficaz da divindade para a santificação dos homens: «Por força da divindade, as acções humanas de Cristo foram salutares para nós, produzindo em nós a graça, quer em razão do mérito, quer por uma certa eficácia». (cfr. S. Thomae, «Summa Theologiae», II-II, q. 8, a. 1, ad 1).

Entre estas acções os Evangelistas privilegiam aquelas que dizem respeito ao mistério pascal; mas não deixam de frisar bem a importância do contacto físico com Jesus em ordem às curas de enfermidades (cf., por exemplo, Mc 1, 41) e a influência por ele exercida sobre João Baptista, quando ambos estavam ainda no seio materno (cfr. Lc 1,41-44).

O testemunho apostólico não transcurou — como já se viu — a narração do nascimento de Jesus, da circuncisão, da apresentação no templo, da fuga para o Egipto e da vida oculta em Nazaré, por motivo do «mistério» de graça contido em tais «gestos», todos eles salvíficos, porque todos participavam da mesma fonte de amor: a divindade de Cristo. Se este amor se irradiava, através da sua humanidade, sobre todos os homens, certamente eram por ele beneficiados, em primeiro lugar, aqueles que a vontade divina tinha posto na sua maior intimidade: Maria, sua Mãe, e José, seu pai putativo. (cfr. Pii XII, «Haurietis Aquas», III, die 15 maii 1956: AAS 48 [1956] 329s).

Uma vez que o amor «paterno» de José não podia deixar de influir sobre o amor «filial» de Jesus e, vice-versa, o amor «filial» de Jesus não podia deixar de influir sobre o amor «paterno» de José, como chegar a conhecer as profundezas desta singularíssima relação? Justamente, pois, as almas mais sensíveis aos impulsos do amor divino vêem em José um exemplo luminoso de vida interior.

Mais ainda, a aparente tensão entre a vida activa e a vida contemplativa tem em José uma superação ideal, possível para quem possui a perfeição da caridade. Atendo-nos à conhecida distinção entre o amor da verdade (caritas veritatis) e as exigências do amor (necessitat caritatis), (cfr. S. Thomae, «Summa Theologiae», II-II, q. 182, a. 1, ad 3), podemos dizer que José fez a experiência quer do amor da verdade, ou seja, do puro amor de contemplação da Verdade divina que irradiava da humanidade de Cristo, quer das exigências do amor, ou seja, do amor igualmente puro do serviço, requerido pela protecção e pelo desenvolvimento dessa mesma humanidade.

VI – PATRONO DA IGREJA DO NOSSO TEMPO

28. Em tempos difíceis para a Igreja, Pio IX, desejando confiá-la à especial protecção do Santo Patriarca José, declarou-o «Patrono da Igreja católica». (S. Rituum Congreg., «Quemadmodum Deus», die 8 dec. 1870: «Pii IX P. M. Acta», pars I, vol. V, 283). Esse Sumo Pontífice sabia que não estava a levar a efeito um gesto peregrino, porque, em virtude da excelsa dignidade concedida por Deus a este seu servo fidelíssimo, «a Igreja, depois da Virgem Santíssima, esposa dele, teve sempre em grande honra e cumulou de louvores o Bem-aventurado José e, no meio das angústias, de preferência foi a ele que recorreu». (S. Rituum Congreg., «Quemadmodum Deus, die 8 dec. 1870: «Pii IX P. M. Acta+, pars I, vol. V, 282s).
Quais são os motivos de tão grande confiança? O Papa Leão XIII expõe-nos assim: «As razões pelas quais o Bem-aventurado José deve ser considerado especial Patrono da Igreja, e a Igreja, por sua vez, deve esperar muitíssimo da sua protecção e do seu patrocínio, provêm principalmente do facto de ele ser esposo de Maria e pai putativo de Jesus (…). José foi a seu tempo legítimo e natural guardião, chefe e defensor da divina Família (…). É algo conveniente e sumamente digno para o Bem-aventurado José, portanto, que, de modo análogo àquele com que outrora costumava socorrer santamente, em todo e qualquer acontecimento, a Família de Nazaré, também agora cubra e defenda com o seu celeste patrocínio a Igreja de Cristo». («Quamquam Pluries», die 15 aug. 1889: «Leonis XIII P. M. Acta», IX [1890] 177-179).

29. Este patrocínio deve ser invocado e continua sempre a ser necessário à Igreja, não apenas para a defender dos perigos, que continuamente se levantam, mas também e sobretudo para a confortar no seu renovado empenho de evangelização do mundo e de levar por diante a nova evangelização dos países e nações «onde — como eu escrevia na Exortação Apostólica Christifideles laici — a religião e a vida cristã foram em tempos tão prósperas», mas «se encontram hoje submetidas a dura provação». Para levar o primeiro anúncio de Cristo ou para voltar a apresentá-lo onde ele foi transcurado ou esquecido, a Igreja precisa de uma particular «força do Alto» (cf. Lc 24, 49), que é dom do Espírito do Senhor, certamente, mas não anda disjunta da intercessão e do exemplo dos seus Santos.

30. Além da confiança na protecção segura de José, a Igreja tem confiança no seu exemplo insigne, um exemplo que transcende cada um dos estados de vida e se propõe a toda a comunidade cristã, sejam quais forem a condição e as tarefas de cada um dos fiéis.
Como se diz na constituição do Concílio Vaticano II sobre a Divina Revelação, a atitude fundamental de toda a Igreja deve ser de «religiosa escuta da palavra de Deus»; («Dei Verbum», ou seja, de absoluta disponibilidade para se pôr fielmente ao serviço da vontade salvífica de Deus, revelada em Jesus. Logo no princípio da Redenção humana, nós encontramos o modelo da obediência encarnado, depois de Maria, precisamente em José, aquele que, se distingue pela execução fiel das ordens de Deus.
O Papa Paulo VI exortava a invocar o seu patrocínio, «como a Igreja, nestes últimos tempos, tem o costume de fazer, para si mesma, antes de mais nada, para uma espontânea reflexão teológica sobre o conúbio da acção divina com a acção humana na grande economia da Redenção, no qual, a primeira, a acção divina, é só por si totalmente suficiente, mas a segunda, a acção humana, a nossa, embora não seja capaz de fazer coisa alguma sozinha (cf. Jo 15,5), nunca está dispensada de uma humilde, mas condicional e nobilitante colaboração. Além disso, a Igreja invoca-o como protector, por um desejo profundo e actualíssimo de rejuvenescer a sua existência secular, com autênticas virtudes evangélicas, como as que refulgem em São José». («Paulo VI», VII [1969] 1268).

31. A Igreja transforma estas exigências em oração. Recordando que Deus confiou os inícios da nossa Redenção à guarda desvelada de São José, suplica-lhe: que lhe conceda colaborar fielmente na obra da salvação; e que lhe dê a mesma fidelidade e pureza de coração que animaram José no serviço do Verbo Incarnado; e, ainda, a graça de caminhar diante do mesmo Deus pelas vias da santidade e da justiça, amparados pelo exemplo e pela intercessão de São José. (cfr. «Missale Romanum», Collecta; Super oblata «in Sollemnitate S. Ioseph Sponsi B. M. V.»; Post communio «in Missa votiva S. Ioseph»).

Há cem anos, exactamente, o Papa Leão XIII exortava o mundo católico a rezar para obter a protecção de São José, Patrono de toda a Igreja. A Carta Encíclica Quamquam pluries fazia apelo para aquele «amor paterno» que José «dedicava ao Menino Jesus» e recomendava-lhe, a ele «próvido guarda da divina Família, a preciosa herança que Jesus Cristo adquiriu com o próprio sangue». Desde então, a Igreja — como foi recordado mais acima — implora a protecção de São José, «em virtude daquele vínculo de caridade que o uniu à imaculada Virgem Mãe de Deus», e recomenda-lhe todas as suas solicitudes, também pelo que se refere às ameaças que incumbem sobre a família humana.
Nos dias de hoje, temos ainda numerosos motivos para rezar da mesma maneira: «Afastai de nós, ó pai amantíssimo, esta peste de erros e de vícios…, assisti-nos propício, do céu, nesta luta contra o poder das trevas …; e assim como outrora livrastes da morte a vida ameaçada do Menino Jesus, assim hoje defendei a santa Igreja de Deus das ciladas do inimigo e de todas as adversidades». (cfr. «Oratio ad Sanctum Iosephum», quae proxime sequitur textum ipsius Epist. Enc. «Quamquam Pluries”» die 15 aug. 1889: «Leone XIII P. M. Acta», IX [1890] 183). Hoje ainda temos motivos que perduram para recomendar todos e cada um dos homens a São José.

32. Desejo vivamente que esta evocação da figura de São José renove também em nós o ritmo da oração que, há um século atrás, o meu Predecessor estabeleceu que lhe fosse elevada. É fora de dúvida, efectivamente, que esta oração e a própria figura de São José se revestem de actualidade renovada para a Igreja do nosso tempo, em relação com o novo Milénio cristão.

Dado em Roma, junto de São Pedro, a 15 de Agosto – solenidade da Assunção de Nossa Senhora – no ano de 1989, undécimo ano de Pontificado.

MÉRITOS E VANTAGENS DA DEVOÇÃO DE SÃO JOSÉ

Para entender que rica fonte de graças seja a devoção ao glorioso Patriarca São José, são suficientes as seguintes palavras de S. Teresa, que encontrando-se na sua vida:

« Eu não lembro, escreve a Santa, de ter até hoje pedido uma graça a S. José, que ele não me tenha satisfeita. Que lindo quadro eu colocarei aos seus pés, se eu pudesse espor as graças obtidas, com as quais fui benta da Deus e os perigos da alma e do corpo, dos quais fui liberada, mediante a intercessão deste grande Santo! Aos outros Santos, Deus concede somente a graça de socorrer-nos nas nossas necessidades, mas o glorioso S. José, e eu sei por experiência, estende o seu poder a tudo. Experimentaram como eu, outras pessoas, as quais eu tinha aconselhado de implorar a este incomparavel Protetor… Se eu tivesse autoridade de escrever, sentirei um santo prazer em contar particularmente as graças de tantas pessoas, como eu, que são debitoras deste grande Santo. Àqueles que talvez não me acreditem, eu imploro que provem a suplicar este glorioso Patriarca e honorár-lo com especial culto».

Até aqui a Santa e as suas ardentes palavras, moveram certamente em cada um de nós o desejo à devoção deste potente e doce protetor.

Um ilustre escritor resumiu em poucas palavras, as vantagens que se tem com a devoção a S. José:

1° Quem será seu verdadeiro devoto, terá o dom da castidade.

2° Terá ajuda espiritual para abandonar o pecado.

3° Terá particular devoção a Maria Santíssima.

4° Fará uma boa morte e serà defendido naquelas horas extremas.

5° Nao será vencido pelos demonios que temerão o seu nome.

6° Obterá especiais graças tanto para a alma como para o corpo.

7° Terá confiança absoluta em conseguir a graça da perseverança final.

Como último testemunho autorizado, o Pontefice Pio IX, o grande, depois de ter muitas vezes aconselhado a todos à devoção a São José, falava quase profeticamente das vantagens desta devoção: « Não é em vão que Deus penetra na Igreja abundantemente com o espirito da oração. Se reza muito mais e se reza melhor. Os sustentadores da nascente Igreja, Maria e José, reentrem nos corações e ainda uma vez o mundo será salvo».

SÃO JOSÉ – PROTETOR DA BOA MORTE

A vida de S. José, a assistência de Jesus e de Maria, tudo contribui a fazer a sua morte preciosa aos olhos do Senhor.

A Igreja confronta aquela morte, agora a um sono pacifico, como aquele de um menino que se adormenta sobre o seio da sua mãe; agora com uma chama perfumada, que se consuma na proporção que queima, e que morre, exalando o perfume suave que penetrava a sua substância. A morte dos Santos é sempre invejável, porque todos morrem no beijo do Senhor; mas aquele beijo é um doce e precioso sentimento de amor.

Mas José morreu verdadeiramente no beijo do Senhor, porque expirou nos braços de Jesus. E se, como acreditamos, ele teve o uso dos sensos e da palavra até o último suspiro, o qual não podia ser que um suspiro o uma onda de amor, como não terá ele coroado uma vida assim santa, se não com o pronunciar os nomes sagrados de Jesus e de Maria?

O morte beata! Se não posso, como José, expirar entre Jesus e Maria, visíveis aos meus olhares, possa pelo menos, sobre os meus lábios moribundos, unir o vosso nome, o José, aos nomes de Jesus e de Maria!

A santa morte de José produziu preciosos frutos sobre a terra, que foi como aromatizada pelo suave perfume que deixa de si uma santa vida e uma santa morte e deu aos cristãos um potente protetor no Céu perto de Deus, especialmente para os agonizantes.

Qualquer um que envoca São José na última batalha, seja também violenta, vencerà. Beato quem coloca a sua confiança neste santo Patriarca e une expirando o nome santo de José aos docíssimos nomes de Jesus e de Maria.

Todo o mundo cristão o reconhece advogado dos agonizantes e portanto da boa morte. José, filho de Jacó, socorria no tempo da carestia os Egipzianos distribuindo a eles a farinha que tinha colhido; mas para socorrer os proprios irmãos, fez ainda mais, não contente de ter repleto os seus sacos de farinha, adicionou o preço dos mesmos. Assim fará certamente o nosso glorioso S. José; com que generosidade não tratará os seus devotos? Ah sim, ao momento de extrema necessidade deles, no ponto de morte, ele saberá recompensar os devotos, homagens com que será honorado.

A morte dos servos de S. José é calma e suave. Santa Teresa narra as circunstâncias que acompanhavam os últimos instantes das suas primeiras filhas, muito devotas a S. José. « Observei, disse ela, que ao momento do último respiro elas gozavam de grande paz e tranquilidade; a morte delas foi simili ao doce repouso da oração. Nada indicava que dentro delas tivesse agitação da tentação. Aquelas luzes divinas liberam o meu coração do timor da morte. Morrer, me parece agora, a coisa mais fácil para uma fiel devota de S. José».

ORAÇOES A SÃO JOSÉ

A vós São José,
recorremos na nossa tribulação,
e depois de ter implorado
o auxílio da vossa Santíssima Esposa,
cheios de confiança,
solicitamos o vosso patrocínio.

Por esse laço sagrado de caridade
que vos uniu à Virgem Imaculada Mãe de Deus,
e pelo amor paternal que tivestes
para com o Menino-Jesus,
ardentemente suplicamos
que lanceis um olhar benigno
à herança que Jesus Cristo
conquistou como o seu sangue,
e nos assistais,
nas nossas necessidades,
com o vosso auxílio e poder.

Protegei,
ó guarda providente da Divina Família,
a raça escolhida de Jesus Cristo;
afastai para longe de nós,
ó Pai amantíssimo,
a peste do erro e do vício;
assisti-nos do alto do céu,
ó nosso fortíssimo sustentáculo,
na luta contra o poder das trevas;
e, assim com outrora salvastes da morte a vida ameaçada do Menino-Jesus,
assim também defendei agora
a Santa Igreja de Deus
contra as ciladas dos seus inimigos e contra toda a adversidade.

Amparai a cada um de nós,
com vosso constante patrocínio,
a fim de que o vosso exemplo
e sustentados com o vosso auxílio,
possamos viver virtuosamente,
piedosamente morrer,
e obter no Céu a eterna bem-aventurança.

TRÍDUO A SÃO JOSÉ para obter graças

« Eu não me lembro de ter até agora suplicado S. José, sem que Ele não me tenha consolada… »
(Santa Teresa)

I.

Ó S. José, meu protetor, a Ti recorro, a fim de que me obtenha do Coração de Jesus esta graça. Para os meus pecados eu não mereço ser exaudido. Cobre as minhas faltas e potente como és, faz que obtida pela tua intercessão a suspirada graça, eu possa vir aos teus pés para agradecer e louvar demonstrando toda a minha gratidão.

II.

Não esquecer. Ó querido S. José, que nenhuma pessoa ao mundo recorreu a Ti, ficando delusa na confiança e na esperança colocada em Ti. Não permitir, ó grande Santo, que eu somente fique privado da graça que te peço. Mostra-te potente e generoso também comigo; e a minha língua, agradeçendo-te, exaltará em Ti a bondade e a misericórdia de Deus.
Padre, Ave e Gloria.

III.

Ó S. José, chefe da sagrada Familia, eu te venero profundamente e de todo coração te invoco. Aos aflitos, que rezaram a ti antes de mim, tu concedeste conforto e graça. Digna-te de consolar também o meu ser adolorado. Tu, ó grande Santo, ves em Deus todas as minhas necessidade. Tu sabes quanto me é necessaria a graça que te peço. Da Ti espero de ser confortado, enquanto eu te prometo de difundir a devoção a ti e de ajudar as obras que, no teu nome, aparecem para o alívio de tantos infelizes e morrentes. Ó S. José, consolador dos aflitos, tenha piedade de mim!
Padre, Ave e Gloria.

SÚPLICA

Lembrai-vos, ó puríssimo esposo da Virgem Maria, ó meu protetor, São José, que nunca se ouviu dizer ficasse sem consolo quem invoca vossa proteção e solicita vosso apoio. Cheio de confiança apresento-me diante de vós e animado de fervor me recomendo a vós. Ah! Não desprezeis minha súplica, Pai nutrício do Redentor, mas dignai-vos acolhê-la piedosamente. Amen

Fonte:

http://digilander.libero.it/monast/giuseppe/porto/vita.htm

6 Comentários

  1. Tânia Serrano Ramos
    mar 19, 2010 @ 12:53:44

    São José… esta flor eu dedico, hoje, à você ……… @->– …………

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  2. Arlete Barrio Hernandez
    mar 19, 2011 @ 13:03:32

    Parabéns a todos da comunidade da Paróquia São Miguel Arcanjo que possibilitaram, em gestos concretos, a reinauguração da Oficina São José. Que São José abençoe e proteja todas as famílias de nossa comunidade e do mundo inteiro.Amém!

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  3. Maria da Gloria Cardoso
    jul 12, 2011 @ 19:35:46

    Sempre admirei S. José por fazer a vontade de Deus sem contestar; nem uma única palavra, só ação, mas nesse “site” aprendi mais sobre ele. Exemplo de Homem que não se preocupa em ficar em “2º” plano para fazer com que se realize os desejos do PAI.
    Obrigada

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  4. EVARISTO GONÇALVES
    mar 20, 2012 @ 08:42:07

    SÃO JOSE PATRONO ETERNO DA SANTA IGREJA CATOLICA GUARDIÃO DA SAGRADA FAMILIA ROGAI POR TODOS NOS AMEM

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  5. CARLOS
    dez 15, 2012 @ 18:21:38

    PARABÉNS PELA POSTAGEM, SÃO JOSÉ SENDO HOMEM USADO POR DEUS FOI EM VIDA TERRENA UM GRANDE EXEMPLO DE PAI, ESPOSO, AMIGO, FORTE, CORAJOSO
    NOS HOMENS DE HOJE DEVEMOS NOS ESPELHAR E PEDIR SUA INTERCESSÃO JUNTO A JESUS QUE ABENÇOE NOSSAS FAMILIAS.

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  6. Tânia Serrano Ramos
    mar 19, 2013 @ 19:40:55

    São José … me faz chegar perto de Jesus!!!
    São José …me faz melhor!!!
    … linda celebração … linda… linda …

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