
{"id":10298,"date":"2010-07-17T18:21:12","date_gmt":"2010-07-17T21:21:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=10298"},"modified":"2010-07-18T05:26:24","modified_gmt":"2010-07-18T08:26:24","slug":"as-metaforas-de-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/as-metaforas-de-jesus\/","title":{"rendered":"As met\u00e1foras de Jesus"},"content":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves<\/p>\n<p>As met\u00e1foras de Jesus costumam ser simples na forma e profundas no conte\u00fado. Algumas s\u00e3o express\u00f5es extremamente densas, concisas e cheias de sabedoria, inseridas no meio de um discurso mais longo. Exemplo: &#8220;Pois onde estiver o cad\u00e1ver a\u00ed se juntar\u00e3o os abutres&#8221; (Mt 24, 28) ou &#8220;segue-me e deixa que os mortos enterrem seus mortos&#8221; (Mt 8,22) e ainda &#8220;os \u00faltimos ser\u00e3o os primeiros e os primeiros ser\u00e3o os \u00faltimos&#8221; (Mt 20, 16). Costumam ser frases taxativas, perempt\u00f3rias, prov\u00e9rbios populares, sem margem a resposta. Outras se desenvolvem de maneira mais alinhavada, em forma de par\u00e1bolas, a linguagem por excel\u00eancia do profeta de Nazar\u00e9. Segundo os estudiosos do tema, muitas delas representam respostas pontuais \u00e0s freq\u00fcentes pol\u00eamicas do cotidiano, especialmente com os fariseus e saduceus. Respostas que, vale dizer, deixavam mudos os advers\u00e1rios e os expectadores.<\/p>\n<p>Tais met\u00e1foras ou par\u00e1bolas brotam de experi\u00eancias distintas e abrangem os mais diferentes campos. Umas s\u00e3o marcadamente agropastoris, como a do semeador, da vinha e do vinhateiro, dos trabalhadores da \u00faltima hora, da ovelha perdida ou a do bom pastor, do joio e do trigo; outras est\u00e3o relacionadas ao mar, aos lagos e aos trabalhadores das \u00e1guas, como a da rede lan\u00e7ada ao mar, a moeda encontrada no peixe.<\/p>\n<p>Algumas dessas met\u00e1foras\/par\u00e1bolas deixam transparecer um colorido e um tempero bem expressivos da vida di\u00e1ria do povo do que Jesus fazia parte. \u00c9 caso do sal, do fermento, da luz ou do gr\u00e3o de mostarda; entre estas \u00faltimas, h\u00e1 aquelas que s\u00e3o fortemente carimbadas com o selo da compaix\u00e3o, como a do filho pr\u00f3digo; ou as que se referem \u00e0 insist\u00eancia e ao ritualismo farisaico da ora\u00e7\u00e3o, como o juiz e a vi\u00fava, de um lado, e o fariseu e o publicano, de outro; e h\u00e1 as que transpiram a alegria de um povo simples e festivo, como a das virgens prudentes e imprudentes ou a do rei que oferece um banquete; mas h\u00e1 tamb\u00e9m as que denunciam o ambiente tumultuado do com\u00e9rcio, tais como a do tesouro escondido no campo ou a da p\u00e9rola preciosa.<\/p>\n<p>De um ponto de vista pastoral e espiritual, tr\u00eas aspectos chamam a aten\u00e7\u00e3o nessas p\u00e1ginas do Evangelho. Evidentemente s\u00e3o p\u00e1ginas inesgot\u00e1veis em seu mist\u00e9rio e profundidade e muita tinta e papel j\u00e1 se gastaram sobre elas. Os coment\u00e1rios que se seguem n\u00e3o passam de algumas gotas de reflex\u00e3o no oceano de coment\u00e1rios sobre as Par\u00e1bolas de Jesus (Livro de Joaquim Jeremias).<\/p>\n<p><strong>Conte\u00fado das met\u00e1foras<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro aspecto a destacar \u00e9 o conte\u00fado de tais met\u00e1foras. Grande parte delas est\u00e1 vinculada ao Reino de Deus. Atrav\u00e9s de algo vis\u00edvel e bem conhecido na vida do dia-a-dia &#8211; tesouro, sal, fermento, etc. &#8211; expressam uma realidade invis\u00edvel. O que Jesus tem a dizer n\u00e3o cabe em palavras. Ele apela para imagens, mas estas tamb\u00e9m s\u00e3o limitadas e se prestam a distintas interpreta\u00e7\u00f5es. A verdade \u00e9 que a aten\u00e7\u00e3o de Jesus est\u00e1 de tal forma focada na intimidade com o Pai, respira de tal maneira o oxig\u00eanio de sua casa e de sua presen\u00e7a, que a torrente de suas palavras converge naturalmente para a certeza de que &#8220;eu e o Pai somos um&#8221;. E de que o Reino permanece aberto a todos que &#8220;amarem a Deus e ao pr\u00f3ximo&#8221;.<\/p>\n<p>O Reino torna-se sua mensagem central. Mais ainda, trata-se de uma realidade t\u00e3o viva, \u00edntima e absorvente, que Jesus se despoja de tudo para ir ao seu encontro. Nem a decep\u00e7\u00e3o e o fracasso com as limita\u00e7\u00f5es de seus colaboradores, nem a sinistra aproxima\u00e7\u00e3o do sofrimento e da morte na subida para Jerusal\u00e9m, nem a trai\u00e7\u00e3o e a nega\u00e7\u00e3o, e menos ainda a cruz, conseguem desvi\u00e1-lo dessa meta. Impregnado de semelhante tesouro, respirando a intimidade com Pai por todos os poros, gestos e palavras, Jesus passa a insistir que todos devem ser convidados. As portas jamais se fecham para aqueles que se manifestem abertos \u00e0 irrup\u00e7\u00e3o dessa nova realidade. Ningu\u00e9m, a n\u00e3o ser que o queira, fica fora do banquete do Reino.<\/p>\n<p>Dessa forma, o Reino se converte em Boa Nova, em Evangelho. N\u00e3o uma not\u00edcia a mais, que acumulamos na bagagem de nosso saber. Muito menos uma manchete sensacionalista para satisfazer a curiosidade natural do ser humano. Mas uma not\u00edcia que sacode e interpela a exist\u00eancia como um todo, que a ningu\u00e9m deixa indiferente, que mexe profundamente com as entranhas e a alma de cada pessoa humana. S\u00e3o os pobres, entretanto, os primeiros a sensibilizarem-se com ela. Sua car\u00eancia ou indig\u00eancia os torna mais perme\u00e1veis \u00e0s novidades e \u00e0s mudan\u00e7as hist\u00f3ricas.<\/p>\n<p>Sem ningu\u00e9m que os defenda, mesmo no escuro e na d\u00favida, s\u00e3o capazes de se lan\u00e7arem confiantes nas m\u00e3os do \u00fanico Senhor da Hist\u00f3ria. S\u00e3o os primeiros que, na figura dos pastores e juntamente com a corte dos anjos celestiais, se p\u00f5em a cantar e a proclamar a chegada do Menino Jesus em Bel\u00e9m. A presen\u00e7a de Deus lhes abre perspectivas para a exist\u00eancia vindoura, uma vez que o futuro encontra-se cerrado pelas adversidades e fracassos de passado pobre e sem sa\u00edda. Deus irrompe em sua vida a partir de um amanh\u00e3 renovado. Curvados sob o peso de uma experi\u00eancia de cansa\u00e7o e abandono, podem levantar a cabe\u00e7a em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 nova aurora que se anuncia.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio, quem nasce e cresce em ber\u00e7o de ouro n\u00e3o quer saber de grandes transforma\u00e7\u00f5es. &#8220;Onde est\u00e1 teu tesouro a\u00ed estar\u00e1 teu cora\u00e7\u00e3o&#8221;, dir\u00e1 com raz\u00e3o o Mestre. Ricos de bens e auto-suficientes em seu poder e em seu saber, \u00e9 nisso que p\u00f5em sua inteira confian\u00e7a. Quem acumula tesouros no presente, com frequ\u00eancia volta as costas ao transcendente que chama a se desinstalar e a retomar o caminho. De forma cristalina, sobressaem duas centralidades no projeto de Jesus sobre o Reino: enquanto este representa o centro de sua preocupa\u00e7\u00e3o e de sua prega\u00e7\u00e3o, os pobres encontram-se no centro do Reino.<\/p>\n<p><strong>Linguagem de Jesus<\/strong><\/p>\n<p>O segundo aspecto refere-se \u00e0 linguagem de Jesus. Falar de incultura\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus \u00e9 dizer pouco, e o tema da incultura\u00e7\u00e3o voltar\u00e1 mais adiante. Est\u00e1 em jogo aqui uma profunda empatia entre a alma de Jesus e a alma do povo de seu tempo. Por mais misteriosa e divina que seja a mensagem, ela passa pela maneira simples e popular de se comunicar. As met\u00e1foras e\/ou par\u00e1bolas constituem pe\u00e7as chaves nessa aproxima\u00e7\u00e3o entre a Palavra e a vida cotidiana. Trata-se de uma linguagem concreta, viva, tang\u00edvel, de f\u00e1cil acesso a qualquer pessoa.<\/p>\n<p>A imagem e o toque precedem os conceitos. Se, de um lado, a imagem visualizada torna a mensagem inesquec\u00edvel, de outro, o toque costuma ser a comunica\u00e7\u00e3o de quem muito ama ou muito sofre. A dor, quando hist\u00f3rica, secular e prolongada, mutila a fala. O toque, por exemplo, \u00e9 a forma de rezar de muitas pessoas que se aproximam dos santos, da imagem de Maria e do Cristo Morto, ou do sacr\u00e1rio. Quem passou pelo &#8220;vale de l\u00e1grimas&#8221; comunica-se com os olhos, as m\u00e3os, o pr\u00f3prio corpo: rugas, cabelos brancos, olhares aparentemente duros, car\u00edcias de m\u00e3os rudes e calosas. Por tr\u00e1s dessa casca grossa costuma morar cora\u00e7\u00f5es de uma ternura surpreendente.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m s\u00e3o fortes e inesperados os ditos populares, sabedoria acumulada e condensada em frases de efeito, contrastantes. &#8220;Se o teu olho \u00e9 motivo de pecado, arranca-o e lan\u00e7a-o para longe; se a tua m\u00e3o direita \u00e9 motivo de pecado, corta-a e lan\u00e7a-a para longe&#8221;, e assim por diante. Jesus assume o linguajar rude e direto de seus contempor\u00e2neos, n\u00e3o para ser entendido literalmente, e sim para chegar mais perto de seu cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tudo isso tem em vista as pessoas mais pobres, que em geral n\u00e3o tiveram acesso \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o escolar. De fato, a palavra e a hist\u00f3ria s\u00e3o pr\u00f3prias das classes dominantes. S\u00e3o elas que tentam monopolizar a comunica\u00e7\u00e3o verbal. Os habitantes dos por\u00f5es desenvolvem outras formas de comunica\u00e7\u00e3o, tais como o gesto, a m\u00fasica, a dan\u00e7a, a poesia, a capoeira e, \u00e9 claro, a imagem, o toque e o ditado repetido de boca em boca. A arte das ruas e dos campos se contrap\u00f5e \u00e0 arte das galerias e dos museus. \u00c9 coreograficamente mais viva, vibrante, cheia de vida e energia.<\/p>\n<p>Jesus mostra entender dessa arte. Suas palavras e gestos se dirigem diretamente aos cora\u00e7\u00f5es marcados pelo sofrimento, mas donos de uma sabedoria oculta. Quantas vezes Ele toca e se deixa tocar! Sabe que, para quem atravessou o mist\u00e9rio da dor, n\u00e3o h\u00e1 salva\u00e7\u00e3o sem a m\u00e1gica do toque. Toque que pode concretizar-se numa palavra, num olhar, num beijo, num abra\u00e7o, num aperto de m\u00e3o, num convite, numa visita, numa m\u00e3o sobre o ombro&#8230; O toque \u00e9 b\u00e1lsamo incompar\u00e1vel para quem desceu aos &#8220;infernos&#8221; do sofrimento humano. Por mais adultos e crescidos que sejamos, consciente ou inconscientemente, todos temos saudades do colo da m\u00e3e e de suas m\u00e3os acalentadoras.<\/p>\n<p><strong>Incultura\u00e7\u00e3o da Boa Nova<\/strong><\/p>\n<p>Por fim, a incultura\u00e7\u00e3o da Boa Nova do Evangelho no contexto de seu tempo. Num processo real de incultura\u00e7\u00e3o h\u00e1 dois extremos a evitar: abdicar da pr\u00f3pria cultura ou imp\u00f4-la sobre os outros. Tamb\u00e9m existem dois caminhos curtos e f\u00e1ceis a serem evitados: a pura imita\u00e7\u00e3o ou a ignor\u00e2ncia do estranho e diferente. Quando se fala de incultura\u00e7\u00e3o, est\u00e1 em jogo um processo lento, longo e laborioso. Um caminho que exige sil\u00eancio e escuta, compreens\u00e3o e respeito, di\u00e1logo e abertura &#8211; tudo isso de forma permanente.<\/p>\n<p>De fato, incultura\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um ato localizado na vida, mas um processo que dura toda uma exist\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 um di\u00e1logo de palavras e conceitos, mas um di\u00e1logo de cora\u00e7\u00f5es e almas. O caminho breve a aparente \u00e9 o caminho da imita\u00e7\u00e3o, do folclore: &#8220;j\u00e1 sei dan\u00e7ar o forr\u00f3, j\u00e1 gosto de tapioca, j\u00e1 participo do S\u00e3o Jo\u00e3o&#8221; &#8211; ent\u00e3o estou inculturado!&#8221;. Nada disso! Esse atalho aparentemente mais curto muitas vezes bloqueia o verdadeiro processo de incultura\u00e7\u00e3o. O caminho longo pode at\u00e9 passar por essas exterioridades, mas vai muito al\u00e9m disso. Pode tamb\u00e9m ocorrer sem essa imita\u00e7\u00e3o. No agreste paraibano, conheci mission\u00e1rios e mission\u00e1rias de sotaque estrangeiro, mas com uma profunda empatia com a alma do povo. E inversamente, conheci brasileiros nascidos na pr\u00f3pria regi\u00e3o, mas que insistiam em manter uma dist\u00e2ncia abissal do ser  genuinamente nordestino.<\/p>\n<p>Imitar \u00e9 pr\u00f3prio de papagaios ou macacos, n\u00e3o de seres humanos. Os seres humanos confrontam saberes, costumes, valores e contravalores. Nessa atitude de confronto, quando profunda e sincera, ocorre um m\u00fatuo enriquecimento. Cada cultura pode aprender e ensinar, corrigir e corrigir-se. Mas \u00e9 preciso estar aberto ao encontro, ao di\u00e1logo, ao rec\u00edproco aprendizado. Se voltarmos os olhos para as p\u00e1ginas do Evangelho, frequentemente Jesus se deixa evangelizar, isto \u00e9, muda de id\u00e9ia e de comportamento, extasia-se diante da f\u00e9 ou da persist\u00eancia do outro, especialmente das crian\u00e7as, das mulheres, dos estrangeiros. &#8220;Em verdade vos digo que, em Israel, n\u00e3o achei ningu\u00e9m que tivesse tanta f\u00e9&#8221; (Mt 8,10); ou &#8220;Eu te louvo, \u00f3 Pai, Senhor do c\u00e9u e da terra porque ocultaste estas coisas aos s\u00e1bios e doutores e as revelastes aos pequeninos&#8221; (Mt 11, 25). E ainda o epis\u00f3dio da mulher siro-fen\u00edcia: &#8220;\u00c9 verdade, Senhor, mas tamb\u00e9m os cachorrinhos comem, debaixo da mesa, as migalhas das crian\u00e7as&#8221; (Mc 7, 28).<\/p>\n<p>Talvez o caso mais t\u00edpico seja o encontro de Jesus e da samaritana na beira do po\u00e7o, no cap\u00edtulo quarto do Evangelho de Jo\u00e3o. Jo\u00e3o \u00e9 o evangelista dos s\u00edmbolos: costura a sua narra\u00e7\u00e3o em torno de duas pessoas, duas sedes e duas \u00e1guas. Quem no in\u00edcio tem sede, no decorrer da conversa oferece \u00e1gua; e quem tem as condi\u00e7\u00f5es de tirar \u00e1gua do po\u00e7o, acaba revelando sua sede mais profunda. Ou seja, ningu\u00e9m \u00e9 s\u00f3 \u00e1gua e ningu\u00e9m \u00e9 s\u00f3 sede. Todos n\u00f3s somos constitu\u00eddos de uma mistura de sede e \u00e1gua. \u00c9 o encontro da \u00e1gua e da sede que acaba tornando poss\u00edvel o processo de evangeliza\u00e7\u00e3o. O problema \u00e9 ter coragem de revelar a pr\u00f3pria sede. Jesus o faz por duas vezes, diante da mulher e no alto da cruz.<\/p>\n<p>Quem sabe reside aqui o maior mal da Igreja atualmente! Ao inv\u00e9s de revelar a pr\u00f3pria sede diante dos pobres e exclu\u00eddos, segue muitas vezes com a pretens\u00e3o de s\u00f3 ter \u00e1gua para oferecer. Da\u00ed a no\u00e7\u00e3o err\u00f4nea de &#8220;levar o Evangelho&#8221; ao que n\u00e3o o conhecem. Evangelho n\u00e3o se leva, se vive e se testemunha! A \u00e1gua que queremos levar, tal como as sementes do Reino, j\u00e1 se encontram no cora\u00e7\u00e3o de cada pessoa e no cora\u00e7\u00e3o de cada cultura, segundo a pr\u00f3pria Doutrina Social da Igreja. Essa pretens\u00e3o gera muitos discursos, documentos, enc\u00edclicas, serm\u00f5es, cartas, por um lado, e poucos gestos de humildade e de verdadeira comunica\u00e7\u00e3o, por outro.<\/p>\n<p>Nesse epis\u00f3dio, quem \u00e9 o evangelizador e quem \u00e9 o evangelizado? Sou tentado a dizer que nem Jesus nem a mulher. O po\u00e7o \u00e9 que evangeliza! Ou seja, \u00e9 a coragem de abrir po\u00e7os, encontros, que nos abre ao processo verdadeiro e inculturado da evangeliza\u00e7\u00e3o. As p\u00e1ginas do Evangelho revelam isso: a pr\u00e1tica evangelizadora de Jesus \u00e9 a de abrir po\u00e7os, encontros, com as pessoas mais inesperadas. Passa por cima de todos os preconceitos e de toda discrimina\u00e7\u00e3o, e vai ao encontro das pessoas. Abre-lhes o cora\u00e7\u00e3o e provoca abertura da parte delas. Seu olhar misericordioso v\u00ea n\u00e3o tanto o pecado acumulado ao longo da hist\u00f3ria de cada um, mas o quanto a pessoa foi capaz de amar: &#8220;Seus numerosos pecados s\u00e3o perdoados, porque ela demonstrou muito amor&#8221; (Lc 7, 47). O mesmo se repete com a mulher ad\u00faltera: &#8220;Ningu\u00e9m te condenou?&#8230; Nem eu te condeno. Vai em paz e de agora em diante n\u00e3o tornes a pecar&#8221; (Jo, 8, 10-11). Jesus repudia o pecado, mas, pelo dom do perd\u00e3o, abre novas possibilidades ao pecador.<\/p>\n<p>E est\u00e1 aberto assim o caminho para a evangeliza\u00e7\u00e3o. Esta tem sempre m\u00e3o dupla. Parafraseando Paulo Freire (Educa\u00e7\u00e3o como pr\u00e1tica da liberdade), podemos dizer que ningu\u00e9m evangeliza ningu\u00e9m e ningu\u00e9m se evangeliza sozinho. As pessoas se evangelizam mutuamente, na medida em que se abrem ao processo de conhecimento rec\u00edproco e de encontro. Essa abertura \u00e9 tanto mais v\u00e1lida e necess\u00e1ria quanto mais o pluralismo cultural e religioso tomam conta de todo o planeta.<\/p>\n<p>Nesta perspectiva, como lembra o Documento de Aparecida, os migrantes passam a ter um papel importante, como disc\u00edpulos mission\u00e1rios frente ao desafio da evangeliza\u00e7\u00e3o. Diz Gadamer (Verdade e M\u00e9todo) que &#8220;o outro tem algo a dizer n\u00e3o apenas sobre si, mas sobre mim mesmo&#8221;. E Habermas (A Inclus\u00e3o do Outro) insiste sobre o desafio atual de construir sociedades democr\u00e1ticas com base em povos heterog\u00eaneos, seja do ponto de vista hist\u00f3rico e territorial, seja do ponto de vista lingu\u00edstico e cultural. L\u00e9vinas e Touraine (respectivamente Totalidade e Infinito e Poderemos viver juntos?), por sua vez, sublinham que o pr\u00f3prio encontro comigo mesmo passa, necessariamente, pela rela\u00e7\u00e3o com o outro e com Deus, numa circularidade din\u00e2mica e dial\u00e9tica.<\/p>\n<p>Vale concluir com a frase evang\u00e9lica de que &#8220;Jesus falava como quem tem autoridade&#8221;. De onde lhe vinha semelhante autoridade? Certamente n\u00e3o dos diplomas, dos t\u00edtulos ou de uma posi\u00e7\u00e3o de hierarquia. Vinha da sintonia entre a intimidade com o pai, por uma parte e, por outra, amor, da miseric\u00f3rdia e da compaix\u00e3o para com os pobres, indefesos, doentes, fracos, d\u00e9beis, e assim por diante. Sendo a ponte entre a montanha e a rua, seu cora\u00e7\u00e3o torna-se a casa dos sem teto, sem rumo e sem p\u00e1tria.<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-10298\" data-postid=\"10298\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-10298 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves As met\u00e1foras de Jesus costumam ser simples na forma e profundas no conte\u00fado. Algumas s\u00e3o express\u00f5es extremamente densas, concisas e cheias de sabedoria, inseridas no meio de um discurso mais longo. 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