
{"id":10425,"date":"2018-08-09T00:05:00","date_gmt":"2018-08-09T03:05:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=10425"},"modified":"2018-06-25T08:12:52","modified_gmt":"2018-06-25T11:12:52","slug":"santa-edith-stein-tereza-benedita-da-cruz-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/santa-edith-stein-tereza-benedita-da-cruz-2\/","title":{"rendered":"Santa Edith Stein (Tereza Benedita da Cruz)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-64462\" src=\"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/Santa-Edith-Stein.jpg\" alt=\"Santa Edith Stein (Tereza Benedita da Cruz)\" width=\"351\" height=\"497\" srcset=\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/Santa-Edith-Stein.jpg 351w, https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/Santa-Edith-Stein-212x300.jpg 212w\" sizes=\"(max-width: 351px) 100vw, 351px\" \/><\/p>\n<p>9 de Agosto<\/p>\n<p>Edith Stein nasceu na cidade de Breslau \u2013 Alemanha (hoje Wrocslau-Pol\u00f4nia), no dia 12 de outubro de 1891 em uma fam\u00edlia judia. Ela era a ca\u00e7ula entre onze filhos, quatro dos quais faleceriam precocemente, ainda na primeira inf\u00e2ncia e seu pai, um comerciante de madeira, faleceria quando Edith tinha dois anos de idade, v\u00edtima de insola\u00e7\u00e3o em uma viagem de neg\u00f3cios pelo interior da Alemanha.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/_eXFEFo9OggM\/SkAQshzz9qI\/AAAAAAAAFQA\/BOGS8kOXMyM\/s1600\/3%2Banos.jpg\" alt=\"[3+anos.jpg]\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p>Restou \u00e0 sua m\u00e3e e aos irm\u00e3os mais velhos, tocar os neg\u00f3cios da fam\u00edlia no que obtiveram sempre bastante sucesso.<\/p>\n<p>A m\u00e3e, Auguste Stein, era uma mulher pr\u00e1tica e bem sucedida em seus neg\u00f3cios, sendo ainda dona-de-casa e ensinando aos filhos a arte de uma vida confort\u00e1vel, sem sobressaltos materiais, por\u00e9m parcimoniosa, sem luxos ou ostenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Assim foi transcorrendo a inf\u00e2ncia de Edith, naquele meio provinciano e liberal de final de s\u00e9culo XIX e in\u00edcio de s\u00e9culo XX, com as marcas caracter\u00edsticas da cultura hebraica naquela sociedade alem\u00e3.<\/p>\n<p><strong>O Despertar Acad\u00eamico<\/strong><\/p>\n<p>Mas desde cedo, Edith demonstrou ter forte determina\u00e7\u00e3o e car\u00e1ter inabal\u00e1vel, nunca desistindo de algo que desejava sen\u00e3o quando o obtinha. Em sua vida escolar, Edith desde o in\u00edcio sempre se mostrou brilhante e destacada, ficando costumeiramente entre as melhores da classe, com excelentes notas e not\u00e1vel participa\u00e7\u00e3o nas aulas.<\/p>\n<p>Entretanto, por volta dos catorze anos ela come\u00e7ou a atravessar uma crise adolescente, que duraria ainda uns dois anos pelos menos. Edith se recusou a continuar os estudos e a sra. Auguste, prudente em n\u00e3o se opor, ao mesmo tempo compreensiva com as dificuldades interiores da filha, a enviou para a cidade de Hamburgo, para morar com sua Irm\u00e3 mais velha e casada \u2013 Else e auxiliar nas diversas tarefas dom\u00e9sticas.<\/p>\n<p>A m\u00e3e de Edith, tinha esperan\u00e7a que desta maneira, a filha estaria se preparando melhor para sua futura vida de esposa e m\u00e3e de fam\u00edlia. A menina por\u00e9m, revelou-se bastante inepta para o servi\u00e7o da casa e al\u00e9m disso, sua irm\u00e3 vivia uma crise conjugal aguda e a cidade de Hamburgo, muito grande e fria, tornaram aquela estadia de pouco mais de um ano, um fardo para Edith, aprofundando mais ainda a crise pela qual passava, que a levou na \u00e9poca ao abandono total das pr\u00e1ticas religiosas e \u00e0 descren\u00e7a consciente em Deus.<\/p>\n<p>Edith retornou ent\u00e3o ao lar e manifestou \u00e0 sua m\u00e3e o desejo de retornar aos estudos. A sra. Stein, proporcionou \u00e0 filha aulas particulares para que, ap\u00f3s os exames, Edith pudesse entrar diretamente no Ensino M\u00e9dio, o que ocorreu no ano de 1908 no Liceu Vit\u00f3ria. Ap\u00f3s tr\u00eas brilhantes anos de estudo, Edith diplomou-se entre os primeiros lugares e em 1911 foi admitida ao bacharelado, de acordo com a legisla\u00e7\u00e3o educacional da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Na Universidade de Breslau, ela cursou psicologia em seu curso principal e paralelamente letras e hist\u00f3ria, na busca da verdade \u00faltima das coisas e cedo se decepcionaria com os estreitos horizontes oferecidos por aqueles cursos.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de alguns colegas, Edith ouvira falar da fenomenologia, que era ensinada pelo professor Edmund Husserl na Universidade de G\u00f6ttingen, para onde ela se dirige em 1913.<\/p>\n<p><strong>O C\u00edrculo de G\u00f6ttingen<\/strong><\/p>\n<p>L\u00e1 chegando, al\u00e9m dos contatos com aquele professor, ela vai fazer amizades com os fil\u00f3sofos que faziam parte do chamado c\u00edrculo fenomenol\u00f3gico de Gottingen, entre eles o casal Ana e Adolf Reinach e o casal Hedwig e Theodor Conrad-Martius, de influ\u00eancia decisiva e marcante para toda sua vida a seguir. Aquilo que Edith aprendia nas aulas com seu professor, nas leituras e em seus trabalhos filos\u00f3ficos, ela discutia e vivenciava com seu novo c\u00edrculo de amigos.<\/p>\n<p>Quando estourou a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), muitos amigos de Edith Stein foram enviados ao front para combater e ela considerando um dever, os imita, al\u00e9m de prestar algum tipo de ajuda ao povo de seu Pa\u00eds naquele momento terr\u00edvel de sua Hist\u00f3ria, resolveu partir voluntariamente como enfermeira em algum hospital de campanha.<\/p>\n<p>Assim fez e ap\u00f3s um breve curso na Cruz Vermelha e algumas discuss\u00f5es com sua m\u00e3e, em 1915, Edith partiu para o improvisado hospital em M\u00e4hrisch-Weisskirchen, na \u00c1ustria e l\u00e1 acabou fazendo-se notar por colegas superiores e pacientes, pelo seu extremo devotamento e disponibilidade.<\/p>\n<p>Seria esta, a primeira grande experi\u00eancia para ela \u2013 da ang\u00fastia, do sofrimento e da morte.<\/p>\n<p>De volta a G\u00f6ttingen, Edith come\u00e7ou a escrever sua tese de doutoramento. Ap\u00f3s v\u00e1rios meses de exaustivas leituras, muitas discuss\u00f5es com o mestre e alguns colegas, al\u00e9m de noites insones perdidas em anota\u00e7\u00f5es sem fim, em agosto de 1916 \u2013 Edith Stein apresenta sua tese para uma r\u00edgida banca examinadora de professores da Universidade. O resultado final, ap\u00f3s quase oito horas de exame, foi uma nota m\u00e1xima para sua tese, com a men\u00e7\u00e3o honrosa \u201csumma cum laude\u201d ou \u201cm\u00e1xima com louvor\u201d \u2013 a maior gradua\u00e7\u00e3o poss\u00edvel. Naquele momento a Dra. Edith Stein, se colocava entre as \u00fanicas doze mulheres doutoras, que existiram na Alemanha dos \u00faltimos 500 anos !<\/p>\n<p><strong>A Convers\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>No ver\u00e3o de 1921, Edith passava f\u00e9rias na casa de campo do casal Conrad-Martius em Bergzabern \u2013 uma bela regi\u00e3o do interior da Alemanha. Ela dividia o seu dia com seus amigos, ajudando-os na colheita e acondicionamento de frutos de seu pomar, participando de animados passeios pelos arredores e de conversas sobre os mais variados assuntos. Estando uma tarde s\u00f3zinha, pegou ao acaso um volume da biblioteca da casa \u2013 a autobiografia de Santa Teresa De \u00c1vila; Edith ficou t\u00e3o fascinada e entretida com o que lia, que entre o fim de tarde e o raiar do dia seguinte, leu inteiramente o volumoso texto e quando o terminou teria exclamado para si mesma: <strong>\u201c- Eis a Verdade !\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>No dia seguinte bem cedo, Edith se dirigiu \u00e0 cidade para comprar um missal e um catecismo para mergulhar com profundidade na doutrina cat\u00f3lica e j\u00e1 no domingo seguinte foi a uma igreja assistir uma missa, ap\u00f3s a qual se dirigiu \u00e0 sacristia, seguindo o idoso sacerdote que havia acabado de celebrar e dizendo-lhe sem delongas que desejava receber o batismo.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s algumas conversas examinat\u00f3rias, Edith Stein seria batizada a 1\u00b0 de janeiro de 1922, tendo por madrinha sua querida amiga Hedwig Conrad-Martius.<\/p>\n<p>Edith acrescentaria ent\u00e3o ao seu nome crist\u00e3o \u2013 \u201cTeresa\u201d e \u201cHedwig\u201d \u2013 em homenagem \u00e0 Santa Teresa de \u00c1vila, cuja leitura de sua autobiografia havia deflagrado sua convers\u00e3o e em homenagem \u00e0 sua amiga e agora madrinha Hedwig Conrad-Martius.<\/p>\n<p>Ela possu\u00eda a clareza de que uma das tarefas mais dif\u00edceis de sua vida, seria a comunica\u00e7\u00e3o de sua convers\u00e3o \u00e0 m\u00e3e Auguste, e assim o foi, pois ela, apesar de contida a sua dor e de demonstra\u00e7\u00f5es afetivas \u00e0 filha, nunca compreenderia e aceitaria a ades\u00e3o de Edith ao catolicismo.<\/p>\n<p><strong>Trabalho e Ora\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Edith havia se demitido do trabalho de assistente de Edmund Husserl. Por outro lado ap\u00f3s o seu batismo, logo seguido da Primeira Comunh\u00e3o \u2013 Edith ansiava por pertencer \u00e0 Ordem das Carmelitas Descal\u00e7as \u2013 reformada por Santa Teresa de \u00c1vila.<\/p>\n<p>Entretanto, os dois diretores espirituais de Edith \u2013 primeiro o Padre Schwind e depois o Padre abade Rafael Walzer, a proibiram num primeiro momento de tomar os votos religiosos, pois ambos eram de parecer que, al\u00e9m disso vir a significar um tremendo choque para sua m\u00e3e, seria mais interessante para o servi\u00e7o de Deus, que ela colocasse seus talentos acad\u00eamicos no mundo.<\/p>\n<p>Edith tornou-se ent\u00e3o, professora na escola de mo\u00e7as das dominicanas em Spira e assim com seu trabalho, ela come\u00e7ou a compreender a discrep\u00e2ncia entre a realidade vivida pelas jovens alem\u00e3s e sua forma\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica, presa a in\u00fameros formalismos arcaicos de origem iluminista e positivista, que n\u00e3o levavam em conta nem a \u00e9poca em que elas viviam e nem as especificidades inerentes \u00e0 condi\u00e7\u00e3o feminina.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo, o padre jesu\u00edta Erich Przywara, passou tamb\u00e9m a ser de grande influ\u00eancia sobre Edith, no sentido de estimular-lhe seus dons de conferencista, o que teve como conseq\u00fc\u00eancia intensas viagens dela pela Alemanha expor outros pa\u00edses da Europa, geralmente patrocinada e convidada por Institui\u00e7\u00f5es Cat\u00f3licas \u2013 leigas em sua maioria, como a \u201cUni\u00e3o Cat\u00f3lica das Mulheres Alem\u00e3s\u201d, entre outras.<\/p>\n<p>Como professora, junto de suas jovens alunas, Edith elaborou m\u00e9todos de educa\u00e7\u00e3o inovadores, que al\u00e9m de atrair e interessar as mo\u00e7as pelo estudo e conhecimento, contribu\u00edam para sua forma\u00e7\u00e3o moral e espiritual, na qualidade de pessoas e de mulheres cat\u00f3licas.<\/p>\n<p><strong>Subindo o Monte Carmelo<\/strong><\/p>\n<p>A Dr\u00aa Edith Stein tentou ent\u00e3o se habilitar para uma c\u00e1tedra universit\u00e1ria, na sua \u00e1rea de forma\u00e7\u00e3o. Ela acabou aceitando um convite de doc\u00eancia no Instituto Alem\u00e3o de Pedagogia Cient\u00edfica, na cidade de M\u00fcnster. A\u00ed ent\u00e3o, a empatia com suas alunas foi total e segundo seus pr\u00f3prios testemunhos, Edith irradiava encanto, verdade e do\u00e7ura \u2013 na sua busca radical e permanente de estar pr\u00f3xima a Cristo e trazer-Lhe outras pessoas para tamb\u00e9m partilharem com ela de Sua Inef\u00e1vel Companhia.<\/p>\n<p>Todo esse caminho trilhado por Edith chegaria a um repentino fim, mas j\u00e1 de certa forma anunciado. Corria o ano de 1933 e o Partido Nacional Socialista (Nazista) de Hitler chegava ao Poder. Uma das primeiras leis nazistas foi a total exclus\u00e3o de toda pessoa n\u00e3o-ariana dos quadros do magist\u00e9rio p\u00fablico e particular da Alemanha, em todos os n\u00edveis de escolariza\u00e7\u00e3o: das escolas infantis aos cursos universit\u00e1rios de gradua\u00e7\u00e3o e especializa\u00e7\u00e3o, passando por todos os n\u00edveis t\u00e9cnicos, complementares e de extens\u00e3o, de qualquer esp\u00e9cie. Apesar da insist\u00eancia de um Instituto de Educa\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lico, no sentido em que Edith Stein aceitasse uma vaga de doc\u00eancia na Am\u00e9rica do Sul, ela a recusou.<\/p>\n<p><strong>No Carmelo de Col\u00f4nia<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/blogvisao.files.wordpress.com\/2007\/08\/edith1926c.jpg\" alt=\"\" \/><\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma carta de recomenda\u00e7\u00e3o do Padre Abade Walzer aos superiores da Ordem do Carmelo, Edith seria aceita sem restri\u00e7\u00f5es ao noviciado no Carmelo de Col\u00f4nia-Lindenthal e tomaria o h\u00e1bito das carmelitas a 15 de abril de 1934, com o nome religioso de Teresa Benedita da Cruz \u2013 Teresa Aben\u00e7oada pela Cruz.<\/p>\n<p>Nessa cerim\u00f4nia, ocorreu algo nunca antes visto naquele Carmelo: a aflu\u00eancia de grande multid\u00e3o para prestar homenagem e apre\u00e7o por Edith. Entre os presentes, estava seus amigos e antigos colegas fil\u00f3sofos de G\u00f6ttingen; representantes de Associa\u00e7\u00f5es e Institui\u00e7\u00f5es Cat\u00f3licas Femininas e das escolas onde Edith lecionara, bem como de suas ex-colegas professoras e v\u00e1rias ex-alunas.<\/p>\n<p>Entretanto, nenhum membro de sua fam\u00edlia compareceu e quando Edith em uma \u00faltima visita a m\u00e3e e ao lar em Breslau, antes da tomada de h\u00e1bito comunicou-lhe a decis\u00e3o, a cruz pesou um pouco mais nos ombros de Edith, com o n\u00edtido aumento da dor de sua querida m\u00e3e e do definitivo distanciamento entre elas, at\u00e9 o falecimento da sra. Auguste, no ano de 1936, que nunca respondeu nenhuma das cartas que a filha semanalmente lhe enviaria do Carmelo.<\/p>\n<p>Dois anos depois a 21 de abril de 1938, Edith realiza sua Profiss\u00e3o Solene e Perp\u00e9tua, nos tradicionais votos religiosos de Castidade, Pobreza e Obedi\u00eancia, tomando ent\u00e3o o h\u00e1bito marrom definitivo das carmelitas. Quando Edith escolheu a vida religiosa do Carmelo, j\u00e1 estava interiormente preparada para renunciar integralmente \u00e0 sua vida intelectual, proibindo expressamente seus amigos de realizarem quaisquer inst\u00e2ncias junto aos Superiores no sentido deles abrirem-lhe uma exce\u00e7\u00e3o quanto a esse trabalho.<\/p>\n<p>Qual n\u00e3o foi a surpresa da novi\u00e7a, quando recebeu n\u00e3o s\u00f3 autoriza\u00e7\u00e3o, como recomenda\u00e7\u00e3o e ordem dos Superiores do Carmelo em anu\u00eancia com sua Madre Superiora, para que ela prosseguisse (adaptando-se aos novos h\u00e1bitos e deveres) com seu trabalho intelectual e particularmente com uma an\u00e1lise do Pensamento Escol\u00e1stico de Santo Tom\u00e1s de Aquino \u00e0 luz da fenomenologia e a tradu\u00e7\u00e3o da obra \u201cDe Veritates\u201d do santo e pensador cat\u00f3lico medieval -trabalhos estes, que j\u00e1 estavam em andamento desde os tempos das confer\u00eancias de Edith. Ela acabou se adaptando plenamente \u00e0 vida religiosa, cumprindo como sempre \u2013 de maneira conscienciosa todos os deveres da vida comunit\u00e1ria religiosa \u2013 cozinha, costura, enfermaria, limpeza, leituras, ora\u00e7\u00f5es e mortifica\u00e7\u00f5es \u2013 e tudo isso feito em estreita obedi\u00eancia e disciplina.<\/p>\n<p>Do sil\u00eancio e da clausura, Edith acompanhava inquieta e preocupada as not\u00edcias \u2013 cada vez mais alarmantes \u2013 da persegui\u00e7\u00e3o nazista aos judeus. As medidas legais de restri\u00e7\u00e3o, exclus\u00e3o e expuls\u00e3o dos judeus da sociedade alem\u00e3, eram paulatinamente tomadas com ousadia, prepot\u00eancia e crueldade, por parte dos representantes do Reich. Mas foi ap\u00f3s a chamada \u201cNoite dos Cristais\u201d, que Edith e seus superiores, tomaram plena consci\u00eancia dos perigos reais que ela corria na Alemanha. Por este motivo, foi obtida para Edith uma transfer\u00eancia para o Carmelo de Echt, na Holanda.<\/p>\n<p><strong>No Carmelo De Echt<\/strong><\/p>\n<p>Edith sentiu profundo pesar e tristeza, em ter que abandonar suas irm\u00e3s de h\u00e1bito do Carmelo de Col\u00f4nia, onde havia tido uma adapta\u00e7\u00e3o e conv\u00edvio excelentes. Mas sua acolhida no Carmelo de Echt foi bastante calorosa e amiga. Edith por sua vez, se sentiria novamente em casa e muito bem adaptada ao novo lar, logo vindo a aprender o idioma holand\u00eas \u2013 o s\u00e9timo dentre aqueles que j\u00e1 dominava.<\/p>\n<p>Ainda em 1939, a irm\u00e3 de Edith \u2013 Rosa, viria a seu encontro no Carmelo, juntando-se a ela em sua vida religiosa. Rosa fora o \u00fanico membro da fam\u00edlia Stein, a n\u00e3o esfriar seu relacionamento com Edith em fun\u00e7\u00e3o de sua convers\u00e3o e entrada na vida religiosa cat\u00f3lica, pois ela mesma \u2013 desde a \u00e9poca da convers\u00e3o da irm\u00e3, aspirava por ser cat\u00f3lica, e em 1936 com o conhecimento e regozijo de Edith e logo ap\u00f3s a morte da m\u00e3e, Rosa se faria batizar no seio da Igreja. Assim sendo, Rosa assumiu os servi\u00e7os de portaria no Carmelo de Echt, permanecendo como irm\u00e3 leiga carmelita, n\u00e3o chegando a se tornar novi\u00e7a nem a professar os votos religiosos, porque os superiores do Carmelo, acharam uma temeridade, diante da situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica inst\u00e1vel e francamente desfavor\u00e1vel aos judeus, admitirem quase de uma s\u00f3 vez, duas judias e irm\u00e3s de sangue \u00e0 vida religiosa.<\/p>\n<p>A Segunda Guerra Mundial se iniciara, com a invas\u00e3o alem\u00e3 na Pol\u00f4nia \u2013 o que seria apenas o in\u00edcio da expans\u00e3o nazista pela Europa e a Holanda foi invadida e anexada ao Reich Alem\u00e3o em 1941.<\/p>\n<p>A propria fam\u00edlia de Edith dispersara-se, uma parte emigrou para os Estados Unidos e a outra acabou por desaparecer nos guetos e nos campos de concentra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No Carmelo de Echt, come\u00e7aram a ser multiplicadas as inst\u00e2ncias para a transfer\u00eancia de Edith e de sua irm\u00e3 Rosa, para um Carmelo su\u00ed\u00e7o, onde elas estariam realmente a salvo. Por parte das autoridades religiosas locais, as coisas correram muito bem e as duas j\u00e1 estavam aceitas, mas com as autoridades civis su\u00ed\u00e7as, os procedimentos burocr\u00e1ticos se arrastavam indefinidamente.<\/p>\n<p>O Comiss\u00e1rio Schmidt do governo holand\u00eas e representante do poder nazista alem\u00e3o naquele pa\u00eds, havia garantido que os judeus convertidos ao cristianismo \u2013 protestante ou cat\u00f3lico, n\u00e3o seriam importunados e seriam tratados como cidad\u00e3os comuns. Isso deixou a comunidade do Carmelo de Echt provisoriamente mais tranq\u00fcila e sem tanta pressa de transferir Edith e Rosa, mas como muitas outras afirma\u00e7\u00f5es e promessas feitas pelos nazistas em diversas ocasi\u00f5es, esta se revelaria em breve mais uma mentira de ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p>A 26 de julho de 1942, os bispos holandeses tomaram uma posi\u00e7\u00e3o formal contra as crueldades e barb\u00e1ries praticadas pelos nazistas em seu pa\u00eds e na Europa em geral \u2013 redigido e fazendo ler em todas as par\u00f3quias da Holanda, uma Carta Pastoral de condena\u00e7\u00e3o expressa do Regime e em particular das deporta\u00e7\u00f5es em massa perpetradas contra os judeus. Para Hitler e seus sequazes, isso seria encarado como uma verdadeira declara\u00e7\u00e3o de guerra da Igreja Cat\u00f3lica local contra eles e que por sua vez, dariam um tipo de resposta \u00e0 qual j\u00e1 estavam bastante habituados.<\/p>\n<p><strong>A pris\u00e3o e a morte.<\/strong><\/p>\n<p>Em 2 de agosto de 1942, dois oficiais da SS se apresentaram ao Carmelo de Echt, com ordens de levar Edith e Rosa \u2013 que foram levadas de l\u00e1 meia hora depois, carregando alguns pertences b\u00e1sicos, em meio \u00e0 ben\u00e7\u00e3o de sua amorosa Madre, das ora\u00e7\u00f5es aflitas de toda a comunidade e da indigna\u00e7\u00e3o geral de um grande grupo de holandeses que se juntara \u00e0 porta do convento. Neste dia, 242 judeus cat\u00f3licos foram deportados para campos de concentra\u00e7\u00e3o, como repres\u00e1lia do Regime Nazista \u00e0 mensagem dos bispos holandeses. Edith e Rosa foram levadas em um comboio de carga, junto com outras centenas de judeus e dezenas de convertidos, ao norte da Holanda no campo de Westerbork.<\/p>\n<p>Segundo testemunhas de sobreviventes, Edith apesar de abatida e profundamente consternada com sua situa\u00e7\u00e3o, se diferenciava bastante dos outros prisioneiros que se entregavam ao desespero, lamenta\u00e7\u00f5es ou prostra\u00e7\u00e3o total. Edith Stein, com todo seu sofrimento contido, andava de um lado para o outro, procurando consolar os mais aflitos e levantar o \u00e2nimo dos abatidos. Al\u00e9m disso, ela se mostrou particularmente sol\u00edcita e atenciosa com as in\u00fameras crian\u00e7as que perambulavam pelo campo sozinhas e confusas \u2013 fosse pela separa\u00e7\u00e3o f\u00edsica de seus pais e parentes, enviados a outros campos aleatoriamente, ou mesmo pelo abandono de aten\u00e7\u00e3o e cuidados daqueles que apesar de estarem ali, j\u00e1 haviam se entregue ao desespero e mesmo \u00e0 loucura, esquecendo-se totalmente dos seus. Ainda de acordo com testemunhas oculares, era muito comum ver \u201caquela freira alem\u00e3\u201d, banhando, penteando e alimentando um sem-n\u00famero de crian\u00e7as, quase ao mesmo tempo. Assim Edith viveu alguns dias, suportando com paci\u00eancia, do\u00e7ura e conformidade \u00e0 Vontade de Deus, seu intenso sofrimento pessoal e daqueles que a cercavam.<\/p>\n<p>No dia 7 de agosto de 1942 \u2013 Edith, Rosa e centenas de homens, mulheres e crian\u00e7as, subiram a bordo do trem que os levaria ao campo de exterm\u00ednio de Auschwitz-Birkenau , ao qual chegariam dois dias depois.<\/p>\n<p>Apesar de muitas incertezas a respeito, com a avalia\u00e7\u00e3o de depoimentos e narra\u00e7\u00f5es posteriores ao final da Guerra, com grande probabilidade \u2013 Edith e Rosa foram mortas na c\u00e2mara de g\u00e1s, poucas horas depois de chegarem. Seus corpos, como os de milh\u00f5es de outras pessoas, ap\u00f3s o macabro \u201cbanho de g\u00e1s\u201d ao qual eram submetidos, foram queimados.<\/p>\n<blockquote><p><span style=\"color: #000000\">Em 1950, a Gazette Holandesa publicou a lista oficial com os nomes dos judeus que foram deportados da Holanda em 7 de agosto de 1942. N\u00e3o houve sobreviventes. Eis aqui o que dizia laconicamente a lista dos deportados: <\/span><strong><span style=\"color: #000000\">N\u00famero 44070: Edith Theresa Hedwig Stein, Nascida em Breslau em 12 de outubro de 1891, Morta em 9 de agosto de 1942.<\/span><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Uma Santa de Nosso Tempo<\/strong><\/p>\n<p>A 4 de janeiro de 1962 na cidade de Col\u00f4nia, seria iniciado o Processo de Beatifica\u00e7\u00e3o da Irm\u00e3 Carmelita Teresa Benedita da Cruz, que chegaria a seu termo a 1\u00b0 de maio de 1987, quando S.S. o Papa Jo\u00e3o Paulo II, celebraria a cerim\u00f4nia de beatifica\u00e7\u00e3o de Edith Stein na mesma cidade de Col\u00f4nia.<\/p>\n<p>No dia 11 de outubro de 1998, o Sumo Pont\u00edficie coroou a vida de Teresa Benedita da Cruz \u2013 Edith Stein, com sua canoniza\u00e7\u00e3o em Roma,<strong> instituindo oficialmente no Calend\u00e1rio Lit\u00fargico, a data de 9 de agosto \u2013 como o Dia especialmente dedicado ao culto de Santa Edith Stein .<\/strong><\/p>\n<p>Naquela solene celebra\u00e7\u00e3o, estavam presentes entre milhares de pessoas, paroquianos da cidade de Col\u00f4nia, da cidade de Wrocslau (Breslau) e da cidade de Echt, autoridades civis e religiosas da Alemanha, Pol\u00f4nia e Holanda, representantes de Associa\u00e7\u00f5es Cat\u00f3licas desses tres pa\u00edses \u2013 fundadas sob a inspira\u00e7\u00e3o de Edith Stein, superiores da Ordem do Carmelo e representantes dos dois conventos por onde Edith passou, bem como v\u00e1rios membros da fam\u00edlia Stein.<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-10425\" data-postid=\"10425\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-10425 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>9 de Agosto Edith Stein nasceu na cidade de Breslau \u2013 Alemanha (hoje Wrocslau-Pol\u00f4nia), no dia 12 de outubro de 1891 em uma fam\u00edlia judia. 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