
{"id":10582,"date":"2010-08-18T09:28:10","date_gmt":"2010-08-18T12:28:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=10582"},"modified":"2010-08-18T09:28:10","modified_gmt":"2010-08-18T12:28:10","slug":"a-cracolandia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/a-cracolandia\/","title":{"rendered":"A Cracol\u00e2ndia"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u00a0<\/strong><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS<\/em><\/p>\n<p>Um dos retratos mais perturbadores do crime organizado e do tr\u00e1fico de drogas \u00e9, sem d\u00favida, o conjunto de ruas, esquinas e becos que formam a <em>cracol\u00e2ndia<\/em>, no centro de S\u00e3o Paulo. Chaga viva e purulenta de uma viol\u00eancia que sempre rebenta no lado mais fraco da rede do narcotr\u00e1fico.<\/p>\n<p>Frente a essas centenas (ou milhares?) de crian\u00e7as, adolescentes e jovens, marcados por feridas no corpo e na alma, muitas perguntas se levantam. O que os levou a semelhante situa\u00e7\u00e3o? Como, em sua maioria, perderam o v\u00ednculo com suas casas? Ou pior ainda, por que muitas dessas casas tamb\u00e9m est\u00e3o envolvidas na malha do crime? As crian\u00e7as abandonaram a fam\u00edlia ou esta abandonou as crian\u00e7as? E quem, em \u00faltima inst\u00e2ncia, abandonou crian\u00e7as e fam\u00edlias?<\/p>\n<p>Da mesma forma que as perguntas, tamb\u00e9m as respostas s\u00e3o complexas. Envolvem uma s\u00e9rie de fatores entrela\u00e7ados. Mesclam-se e se confundem elementos de ordem econ\u00f4mica, social, pol\u00edtica, escolar, familiar, etc. O fato bruto \u00e9 que esses usu\u00e1rios de droga (que n\u00e3o raro viram traficantes), desde tenra idade constituem o lado mais vulner\u00e1veis da pobreza, da mis\u00e9ria e da exclus\u00e3o social.<\/p>\n<p>Abandonados ao pr\u00f3prio destino e sem qualquer perspectiva de futuro, s\u00e3o facilmente arregimentados pelas organiza\u00e7\u00f5es clandestinas e contravencionais. Praticamente desde o ber\u00e7o, tornam-se v\u00edtimas em potencial da viol\u00eancia e do crime organizado. Nem bem come\u00e7am a entender o mundo que os cerca, e j\u00e1 a ratoeira est\u00e1 armada sobre suas cabe\u00e7as atormentadas pela car\u00eancia.<\/p>\n<p>Dois caminhos convergem para uma encruzilhada perigosa e explosiva. De um lado, essas crian\u00e7as, adolescentes e jovens, como plantas fr\u00e1geis batidas por ventos tempestuosos, tornam-se ref\u00e9ns da viol\u00eancia estrutural e institucionalizada que marca historicamente a sociedade brasileira. Assimetrias e disparidades socioecon\u00f4micas se acumulam numa panela de press\u00e3o, at\u00e9 explodir sobre os setores mais fragilizados da popula\u00e7\u00e3o. Os jardins em que nascem e crescem tais plantas j\u00e1 se encontram infestados de ervas daninhas.<\/p>\n<p>De outro lado, as v\u00edtimas se voltam contra seus agressores. Para adquirir as drogas que as defende de um \u201cmundo c\u00e3o\u201d e as mant\u00e9m num clima de euforia, precisam encontrar dinheiro. Os grandes traficantes n\u00e3o perdoam. Ou os usu\u00e1rios pagam a mercadoria no prazo determinado ou est\u00e3o condenados a uma morte tr\u00e1gica e precoce. S\u00e3o poucos os que chegam \u00e0 vida adulta.<\/p>\n<p>E assim se completa e se fecha o c\u00edrculo vicioso do crime: os ref\u00e9ns da viol\u00eancia econ\u00f4mica e social tornam igualmente ref\u00e9ns os cidad\u00e3os que se beneficiam das desigualdades hist\u00f3ricas e estruturais. A cidade vira ref\u00e9m de suas v\u00edtimas, ref\u00e9m de suas pr\u00f3prias crian\u00e7as, adolescentes e jovens. Em atitudes crescentemente arrojadas, eles come\u00e7am vendendo os bens de seus familiares (quando ainda existe tal v\u00ednculo), avan\u00e7am para furtos e roubos, terminando em assaltos \u00e0 m\u00e3o armada e, no fim da linha, em latroc\u00ednios, seq\u00fcestros e quadrilhas organizadas.<\/p>\n<p>Os transeuntes se v\u00eaem abordados nas ruas, as casas s\u00e3o invadidas, as lojas saqueadas p\u00f3 uma ou mais vezes, os bancos assaltados, edif\u00edcios inteiros tomados por grupos fortemente armados&#8230; Um e outro lado acabam ref\u00e9ns do medo. Quem ser\u00e1 o pr\u00f3ximo! A vida se banaliza, valendo tanto ou menos que um par de t\u00eanis, um rel\u00f3gio, um colar, uma j\u00f3ia, ou alguns trocados para comprar uma pedra de crack.<\/p>\n<p>A grande ironia desse \u201cc\u00edrculo de a\u00e7o\u201d \u00e9 que a viol\u00eancia, frequentemente, se abate sobre as pessoas de maior intimidade, sobre aqueles que mais amamos. Filhos que, tomados pelo v\u00edcio e desesperados, devastam o interior de suas pr\u00f3prias casas; irm\u00e3os que, na fam\u00edlia, convivem diariamente com cenas violentas e traum\u00e1ticas; m\u00e3es obrigadas a reconhecer o corpo de seus \u201cmeninos\u201d sem vida, estirados sobre o frio m\u00e1rmore das mesas do IML; namoradas, noivas, companheiras ou esposas expostas \u00e0 f\u00faria provocada pelo consumo de narc\u00f3ticos; pais n\u00e3o vendo outra alternativa sen\u00e3o denunciar os pr\u00f3prios filhos; meninos e meninas amarradas com cordas e correntes aos m\u00f3veis da casa, pois a fam\u00edlia n\u00e3o sabe mais como controlar a situa\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Isto sem falar dos confrontos com as for\u00e7as policiais, com sua colheita inevit\u00e1vel de \u201cpresuntos\u201d; das guerras perpetradas entre as gangues pelo controle do tr\u00e1fico, tamb\u00e9m estas deixando seus mortos pelas ruas; dos grupos de exterm\u00ednio, dispostos a ceifar vidas humanas em chacinas que se repetem e que horrorizam as noites das grandes metr\u00f3poles; dos tiroteios e das balas perdidas, muitas vezes encontradas no corpo de pessoas que nem sabem porque foram feridas ou mortas.<\/p>\n<p>Sociedade mutilada e que mutila. Mutilada em sua seguran\u00e7a, tranq\u00fcilidade e conforto, em sua justi\u00e7a e solidariedade. Eterna ref\u00e9m de uma viol\u00eancia vulc\u00e2nica, mas que entra em erup\u00e7\u00e3o e espalha chamas com espantosa frequ\u00eancia. E sociedade que mutila os sonhos, esperan\u00e7as e o futuro de suas crian\u00e7as, adolescentes e jovens, tornando-os, eles tamb\u00e9m, ref\u00e9ns da pobreza, do desemprego e da fome. O que os torna v\u00edtimas f\u00e1ceis da droga, do v\u00edcio e da viol\u00eancia organizada.<\/p>\n<p>Cracol\u00e2ndia \u00e9 sin\u00f4nimo de devasta\u00e7\u00e3o e de ruptura. Devasta\u00e7\u00e3o de vidas e de fam\u00edlias, ruptura de la\u00e7os e do tecido social. Embora para poucos, o retorno \u00e9 dif\u00edcil, mas n\u00e3o poss\u00edvel. Exige, por\u00e9m, uma overdose de escuta, carinho, aten\u00e7\u00e3o, di\u00e1logo, acolhida, amor, acompanhamento profissional \u2013 tudo ao contr\u00e1rio da rejei\u00e7\u00e3o, da exclus\u00e3o e da repress\u00e3o!<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-10582\" data-postid=\"10582\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-10582 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS Um dos retratos mais perturbadores do crime organizado e do tr\u00e1fico de drogas \u00e9, sem d\u00favida, o conjunto de ruas, esquinas e becos que formam a cracol\u00e2ndia, no centro de S\u00e3o Paulo. Chaga viva e purulenta de uma viol\u00eancia que sempre rebenta no lado mais fraco da rede do narcotr\u00e1fico. 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