
{"id":10700,"date":"2018-09-01T00:58:51","date_gmt":"2018-09-01T03:58:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=10700"},"modified":"2018-06-25T08:17:30","modified_gmt":"2018-06-25T11:17:30","slug":"santa-beatriz-da-silva-menezes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/santa-beatriz-da-silva-menezes\/","title":{"rendered":"Santa Beatriz da Silva Menezes"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/santabeatrizdasilva.com\/wp-content\/uploads\/2008\/12\/santabeatrizdasilva_2-193x300.jpg\" alt=\"\" width=\"193\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p>01 de Setembro<\/p>\n<p>Fundou a Ordem da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o<br \/>\n&#8220;Monjas Concepcionistas&#8221;<\/p>\n<h2>Biografia<\/h2>\n<div>\n<h3>A fam\u00edlia<\/h3>\n<p><em>\u201c\u2026educada num profundo esp\u00edrito e virtudes crist\u00e3s.\u201d<\/em>\u00a0De nobil\u00edssima fam\u00edlia portuguesa, Beatriz da Silva e Menezes, nasceu na graciosa e ensolarada vila alentejana de Campo Maior, no ano de 1437. Filha de D. Rui Gomes da Silva, Alcaide Mor da j\u00e1 mencionada vila de Campo Maior e Ouguela e de Dona Isabel de Menezes, que era filha de D. Pedro de Menezes que foi Governador da Pra\u00e7a de Ceuta, nessa altura pertencente \u00e0 coroa dos reis de Portugal. Os pais de Beatriz pertenciam \u00e0 primeira nobreza e estavam ainda aparentados com a fam\u00edlia real.<\/p>\n<p>Tiveram 11 filhos, educados por franciscanos, que inculcaram no seu cora\u00e7\u00e3o um profundo sentido crist\u00e3o, \u00e9tico e moral e uma especial amor \u00e0 IMACULADA.\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0A Princesa Isabel de Portugal, filha de D. Duarte, contrai n\u00fapcias com D. Jo\u00e3o II de Castela, e leva a sua prima Beatriz como dama. Era Beatriz muito nova e bela e de alma transparente e cristalina. Os ci\u00fames da Rainha chegaram ao desejo de a fazer desaparecer. Mas os des\u00edgnios de Deus s\u00e3o outros, e como do mal pode obter um bem, enquanto esta s\u00f3 e cerrada num cofre esperando a morte, aparece-lhe a Virgem Imaculada, Rainha de Portugal, a anunciar-lhe que seria m\u00e3e de muitas filhas e que fundasse uma Ordem dedicada ao servi\u00e7o e louvor do mist\u00e9rio da sua Concei\u00e7\u00e3o Imaculada.\u00a0 Sai da Corte e nos Pal\u00e1cios de Galiana, em Toledo funda a sua Ordem h\u00e1 mais de 500 anos.<\/p>\n<div>\n<h3>BEATRIZ \u00c9 UMA GL\u00d3RIA PARA A IGREJA!<\/h3>\n<\/div>\n<h3>BEATRIZ, UMA GL\u00d3RIA DE PORTUGAL!\u00a0<\/p>\n<p>Beatriz continua sendo actual e uma mulher para os dias de hoje. Sua mensagem perdura\u00a0 ante o mundo e os valores do Evangelho.\u00a0<\/p>\n<p>Beatriz passou a sua inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia nesta nobre vila, rodeada do carinho de seus pais que a educaram num profundo esp\u00edrito e virtudes crist\u00e3s.\u00a0<\/p>\n<p>Foi a oitava de doze irm\u00e3os: Pedro, Fernando, Diogo, Afonso, Jo\u00e3o (Beato Amadeu da Silva, fundador do ramo franciscano dos frades Amadeus, hoje extinto), Branca, Guiomar, Beatriz, Maria, Leonor, Catarina e M\u00e9cia.\u00a0<\/p>\n<h3>Na Corte<\/h3>\n<p><em>\u201c\u2026enchia de fervor com o seu exemplo\u201d.<\/em>\u00a0<\/p>\n<p>Para Beatriz decorria tranquila a vida no velho solar de Campo Maior. Totalmente entregue a Deus, tinha esquecido o mundo com toda a sua agita\u00e7\u00e3o, embora vivesse nele.\u00a0<\/p>\n<p>Mas o Senhor tinha-a criado para coisas maiores que esta vida calma, e, para isso, tinha de a fazer passar pelo crisol do sofrimento, como costuma sempre fazer com os eleitos do seu cora\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>Quando chegou, Beatriz cujos predicados e virtudes raramente se v\u00eam em humana criatura, deram motivo \u00e0 rainha Dona Isabel, filha de D. Duarte, rei de Portugal, e esposa em segundas n\u00fapcias de D. Jo\u00e3o II de Castela para levar por sua dama, para a Corte, a jovem Beatriz, que era sua parente muito chegada. Primeiro para Lisboa e a quando do casamento com D. Jo\u00e3o II de Castela, para Tordesilhas. A virtuosa dama era o mimo, e todo o desvelo da rainha que n\u00e3o podia estar sem ela um s\u00f3 instante. S\u00f3 a jovem dama conseguia moderar alguns dos excessos da temperamental rainha de Castela que, se enchia de fervor com o seu exemplo e, quando a via entre as Senhoras e Damas da Corte de Castela, tinha grande satisfa\u00e7\u00e3o de que a sua portuguesa brilhasse, como a mais bela das rosa entre as flores, e resplandecesse, como lua entre as estrelas. Diz-nos uma biografa da Santa, que Beatriz \u201cera formos\u00edssima, prudente, af\u00e1vel, inteligente, composta e de muita gentileza\u201d, e outro autor: \u201cque era bela, maravilhosamente bela, at\u00e9 ao deslumbramento\u201d.\u00a0<\/p>\n<h3>***<\/h3>\n<h3>O Ci\u00fame<\/h3>\n<p><em>\u201c\u2026procurava viver em recolhimento, dando todo o seu amor e o maior tempo poss\u00edvel a Deus, o verdadeiro Senhor do seu cora\u00e7\u00e3o.\u201d<\/em>\u00a0<\/p>\n<p>Costuma dizer-se que h\u00e1 males que v\u00eam para bem, e vice-versa, que h\u00e1 bens que v\u00eam para mal. E foi precisamente o caso de Beatriz. Porque a felicidade humana \u00e9 inconstante e fal\u00edvel, n\u00e3o podiam durar por muito tempo os excessos de carinho e de aten\u00e7\u00e3o da rainha para com a jovem dama portuguesa.\u00a0<\/p>\n<p>A sua beleza, graciosidade e do\u00e7ura, levou muitos nobres a pretend\u00ea-la para casar, aos quais, ela negou sempre a sua m\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>Mas, o facto mais doloroso, foi causado pelo ci\u00fame da rainha que, chegou ao c\u00famulo de a fechar numa cofre, para que Beatriz ali morresse asfixiada. Tudo por ci\u00fame, devido \u00e0s aten\u00e7\u00f5es que o rei dava \u00e0 jovem, que, de forma alguma, procurava atrair sobre si as aten\u00e7\u00f5es de quem quer que fosse, muito pelo contr\u00e1rio, procurava viver no recolhimento, dando assim todo o seu amor e o maior tempo poss\u00edvel ao Pai Eterno, o verdadeiro Senhor do seu cora\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>***\u00a0<\/p>\n<h3>A vis\u00e3o<\/h3>\n<p><em>\u201c\u2026a sua voca\u00e7\u00e3o: fundar uma Ordem com o fim de honrar a Imaculada Concei\u00e7\u00e3o da Virgem Santa Maria\u201d.<\/em>\u00a0<\/p>\n<p>Foi, por\u00e9m, naquela pris\u00e3o, que a Santa recebeu em plenitude o \u201cDom de Deus\u201d, e lhe foi dada a conhecer a sua futura miss\u00e3o, a sua voca\u00e7\u00e3o: a de fundar uma Ordem, com o fim de honrar a Imaculada Concei\u00e7\u00e3o da Virgem Santa Maria.\u00a0<\/p>\n<p>Nos tr\u00eas dias que permaneceu naquela escura pris\u00e3o, apareceu-lhe a Sant\u00edssima Virgem com o menino nos bra\u00e7os. Trazia vestido um h\u00e1bito todo branco e escapul\u00e1rio da mesma cor, e a cobri-la um manto azul.\u00a0<\/p>\n<p>Era vontade de Deus e de Maria que, Beatriz, fundasse uma Ordem destinada a defender e honrar o Mist\u00e9rio da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<h3>***<\/h3>\n<h3>O inesperado<\/h3>\n<p><em>\u201c\u2026a rainha deu-lhe licen\u00e7a e liberdade para ir viver aonde mais fosse de sua vontade\u201d.<\/em>\u00a0<\/p>\n<p>O desaparecimento da jovem dama, provoca no seu tio D. Jo\u00e3o de Menezes (que tamb\u00e9m se encontrava na corte de Tordesilhas, ao servi\u00e7o de D. Jo\u00e3o II de Castela), grande preocupa\u00e7\u00e3o, at\u00e9 porque ele sabia do grande ci\u00fame que a rainha nutria por Beatriz e temia o pior.\u00a0<\/p>\n<p>\u00c0 pergunta de D. Jo\u00e3o de Meneses a Dona Isabel, sobre o paradeiro da sobrinha, a rainha respondeu-lhe \u00abque viesse v\u00ea-la\u00bb, e levou-o ao s\u00edtio onde a deixara encerrada, certa de que, ao abrir o cofre, a encontraria morta.\u00a0<\/p>\n<p>Viva a viu aparecer, e mais bela do que nunca! A rainha, pasmando do que tinha diante de si, n\u00e3o atinava que dizer &#8211; conta soror Catarina &#8211; e, assombrada duma coisa t\u00e3o inesperada, n\u00e3o queria dar cr\u00e9dito aos seus pr\u00f3prios olhos, que viam o que naturalmente era imposs\u00edvel sucedesse.\u00a0<\/p>\n<p>Com este espanto, e, ao mesmo tempo, para se livrar da ocasi\u00e3o de voltar a criar problemas \u00e0 dama Beatriz, a rainha deu-lhe licen\u00e7a e liberdade para ir viver aonde mais fosse de sua vontade.\u00a0<\/p>\n<p>Certamente que esta \u00abexperi\u00eancia de encarceramento\u00bb foi, na vida de Beatriz, um marco importante que a levou a dar uma grande viragem no rumo da sua vida e a levou a abandonar a vida palaciana da corte de Tordesilhas e a retirar-se para Toledo.\u00a0<\/p>\n<p>***\u00a0<\/p>\n<h3>Em viagem<\/h3>\n<p><em>\u201cEste encontro deixou-lhe na alma uma grande consola\u00e7\u00e3o e abriu-lhe o entendimento \u00e0s realidades sobrenaturais\u201d.<\/em>\u00a0<\/p>\n<p>A viagem para Toledo foi longa, arriscada e muito dif\u00edcil, o que revela a personalidade forte e decidida de Beatriz.\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 significativo, o epis\u00f3dio que ocorreu durante a viagem e que, todos as bi\u00f3grafos da santa, s\u00e3o un\u00e2nimes em relatar.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cFoi o caso que, no caminho para Toledo, ao passar por um monte (Beatriz), viu sair de tr\u00e1s dele dois religiosos da Ordem do meu Padre S. Francisco, e, julgando fossem enviados da rainha a fim de a confessarem para que depois lhe fosse tirada a vida, entrou, em grande temor; e n\u00e3o foi muito, que assim fizesse, quem havia experimentado os arrojos do zeloso peito duma rainha. (\u2026) Acercaram-se os religiosos, e, um deles, que por seu modo parecia portugu\u00eas, saudando-a na sua l\u00edngua materna, lhe perguntou a causa da sua afli\u00e7\u00e3o e pena\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>Depois de saberem dos temores da nobre viajante, tranquilizaram-na os dois frades e falaram-lhe da funda\u00e7\u00e3o da Ordem da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o. E, assim, foram conversando durante a viagem para Toledo. Mas tal como os disc\u00edpulos de Ema\u00fas, tamb\u00e9m os dois frades desapareceram aos olhos de Beatriz e da sua comitiva, quando esta insistiu com eles, para que partilhassem com ela a ceia na pr\u00f3xima pousada.\u00a0<\/p>\n<p>Este encontro deixou-lhe na alma uma grande consola\u00e7\u00e3o e abriu-lhe o entendimento \u00e0s realidades sobrenaturais e compreendeu que os seus companheiros de viagem eram Santo Ant\u00f3nio de Lisboa e S\u00e3o Francisco de Assis.\u00a0<\/p>\n<p>***\u00a0<\/p>\n<h3>Em S\u00e3o Domingos \u201cO Real\u201d<\/h3>\n<p><em>\u201cFlorescia em todas as virtudes, era tida por santa e obrava milagres\u201d.<\/em>\u00a0<\/p>\n<p>Depois do sucedido e, com a autoriza\u00e7\u00e3o da rainha, Beatriz, retirou-se para a cidade de Toledo, onde viveu, voluntariamente, em completo encerramento, no Convento Dominicano de S\u00e3o Domingos O Real, ou O Antigo. Ali passou trinta longos anos, como senhora de piso, longe de tudo e de todos os seres queridos e totalmente desprendida das vaidades terrenas e desejos mundanos. E, como a formosura do seu rosto foi a causa de tantas disc\u00f3rdias na corte, cobriu o rosto com um v\u00e9u branco durante o resto da sua vida, salvo em rar\u00edssimas excep\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/p>\n<p>No mar, o navio \u00e9 presa f\u00e1cil do risco dos ventos, se, por\u00e9m, chegar a um calmo e tranquilo porto, j\u00e1 n\u00e3o teme calamidades, mas est\u00e1 seguro. Tamb\u00e9m Beatriz, enquanto se encontrou no meio dos homens, contou com tribula\u00e7\u00f5es, riscos e embates contra a sua sensibilidade. Mas, ao chegar ao porto do sil\u00eancio, para ela preparado, n\u00e3o mais teve medo, e entrega-se toda nas m\u00e3os de Deus, confiando no Seu amor sem medida.\u00a0<\/p>\n<p>N\u00e3o fazia parte das religiosas que compunham a comunidade, mas, ali vivia como uma delas, em completa vida de clausura. Como nos canta soror Catarina: Beatriz \u201cFlorescia em todas as virtudes e comia parcamente, que era tida por santa e obrava milagres, que se distinguiu sempre por sua humildade e obedi\u00eancia \u00e0s superioras\u201d do dito Convento de S\u00e3o Domingos O Real e a sua vida era verdadeiramente exemplar. Das rendas, que possu\u00eda, reservava uma moderada parte para o tratamento, e dec\u00eancia da sua pessoa, e, tudo o mais, o gastava em esmolas e\u00a0<\/p>\n<p>Deus. E s\u00f3 pela entrega total de si mesmo se entra neste caminho de perfei\u00e7\u00e3o e de uni\u00e3o com Deus. Contudo, quem diz \u201centrega total\u201d, diz \u201cren\u00fancia total\u201d. Deus de todos espera o desapego completo de tudo o que n\u00e3o seja Ele. O mais pequeno v\u00ednculo impede a alma de levantar voo. Por isso, \u00e9 urgente perder tudo, para ganhar O Tudo. \u00c9 urgente entregar tudo o que temos e somos sem hesita\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>O mercador de p\u00e9rolas do Evangelho, vendeu todos os seus bens para comprar a p\u00e9rola mais fina que tivera a sorte de encontrar. Beatriz, por sua vez, renunciou \u00e0 sua luminosa beleza, \u00e0 sua posi\u00e7\u00e3o social, \u00e0 sua fortuna e \u00e0 possibilidade de fazer um casamento invej\u00e1vel, aos olhos do mundo, para se fechar num Convento, onde nem sequer era freira. Assim, sem v\u00ednculo nenhum, poderia levantar voo e voar na imensid\u00e3o do amor de Deus e saciar a sua sede na fonte da \u00c1gua Viva. Preparando-se desta forma, para a Obra a que fora destinada pela Imaculada.\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/santabeatrizdasilva.com\/wp-content\/uploads\/2008\/12\/santodomingo_el_real-191x300.jpg\" alt=\"Convento de S\u00e3o Domingos O Real\" width=\"191\" height=\"300\" \/>\u00a0<\/p>\n<h3>***<\/h3>\n<h3>A espera<\/h3>\n<p><em>\u201c\u2026mantinha-se simplesmente \u00e0 escuta do que Deus lhe ordenava\u201d.<\/em>\u00a0<\/p>\n<p>A n\u00f3s, que vemos os acontecimentos no seu aspecto meramente exterior, sem muitas vezes, poderem apreender-se as realidades profundas que essas apar\u00eancias encobrem, parecer\u00e1 incompreens\u00edvel esta demora t\u00e3o grande em realizar planos que se sabia serem divinos. Que significavam tantos anos de aparente inac\u00e7\u00e3o, segundo os nossos ju\u00edzos? Que fazia Beatriz da Silva e Meneses em S\u00e3o Domingos O Real, onde, nem sequer era religiosa? Porque esperava?\u00a0<\/p>\n<p>Ora, tais circunst\u00e2ncias, levam-nos a crer que ela se mantinha simplesmente \u00e0 escuta do que Deus lhe ordenava. Ia-se exercitando na conquista de uma das virtudes mais dif\u00edceis de praticar quando se deseja um bem que tarde em vir; a paci\u00eancia, na perfeita conformidade com a Vontade de Deus.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cPoucas vezes uma fundadora ter\u00e1 sido preparada t\u00e3o profunda e prolongadamente para a sua miss\u00e3o carism\u00e1tica\u201d\u00a0<\/p>\n<p>Quando ela atingiu o grau de perfei\u00e7\u00e3o na virtude requerido para empreendimento t\u00e3o sublime, corria o ano de 1484, recebeu ent\u00e3o a ordem aguardada durante trinta longos anos entre os muros de S\u00e3o Domingos \u201cO Real\u201d. E logo se seguiu um per\u00edodo de intensa actividade, a esses longos anos vividos na obscuridade e no sil\u00eancio do claustro.\u00a0<\/p>\n<p>***\u00a0<\/p>\n<h3>Os preparativos<\/h3>\n<p><em>\u201cCom a sua admir\u00e1vel generosidade, passou a dar-se sem reservas, ao cumprimento da miss\u00e3o que Deus lhe confiava\u201d.<\/em>\u00a0<\/p>\n<p>Dizem os bi\u00f3grafos da Santa fundadora, que lhe apareceu outra vez a M\u00e3e de Deus, tornando a mostrar-lhe como haveria de ser o h\u00e1bito que trariam vestido as suas religiosas, pois, j\u00e1 o havia feito, a quando da vis\u00e3o no cofre em Tordesilhas, e, ainda, para lhe dizer que tinha chegado o tempo de p\u00f4r m\u00e3os \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da Obra. Tinha soado a hora para a qual Beatriz da Silva orientara o curso de toda a sua vida, na qual concentrara todos os seus esfor\u00e7os e, para a qual, dirigira todas as suas aspira\u00e7\u00f5es. Urgia, agora, dedicar \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da sua Obra todas as for\u00e7as e o tempo que lhe restava viver na terra.\u00a0<\/p>\n<p>Com a sua admir\u00e1vel generosidade, passou a dar-se sem reservas, ao cumprimento da miss\u00e3o que Deus lhe confiava. Finalmente, o sonho que iluminara toda a sua vida, o desejo que o seu cora\u00e7\u00e3o acalentava de espalhar pelo mundo a devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, e honrar atrav\u00e9s da sua futura Ordem, este mist\u00e9rio t\u00e3o grande e t\u00e3o sublime, come\u00e7ava a realizar-se e a criar forma.\u00a0<\/p>\n<p>***\u00a0<\/p>\n<h3>A funda\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p><em>\u201cTer\u00e3o como carisma pr\u00f3prio o da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o\u201d.<\/em>\u00a0<\/p>\n<p>Ajudada pela rainha Isabel \u201ca Cat\u00f3lica\u201d, que lhe deu os pal\u00e1cios chamados de Galiana, por terem outrora pertencido \u00e0 princesa Galiana, filha de um rei mouro que os mandara construir propositadamente para esta sua filha, bem como a Igreja de Santa F\u00e9, situada junto ao Pal\u00e1cio de Galiana. Beatriz deixa o Convento de S\u00e3o Domingos O Real, onde viveu 30 longos anos, para se instalar com mais doze donzelas de muita virtude e nobreza, no local que a rainha lhes oferecera. Entrou com grande alegria nessa casa t\u00e3o desacomodada e, logo, deu ordens para que se fizessem as obras necess\u00e1rias e conveniente para a transformar num Convento de religiosas contemplativas de clausura, come\u00e7ando por arranjar a Igreja. Tanto que, logo que se instalaram no seu Convento de Santa F\u00e9, e, provido este, do essencial para a vida comunit\u00e1ria contemplativa, ordenou a santa fundadora o modo de viver que haviam de guardar ela e suas filhas e, composta a Regra, a enviar ao Sumo Pont\u00edfice Inoc\u00eancio VIII com peti\u00e7\u00e3o da rainha Isabel \u201ca Cat\u00f3lica\u201d para que Sua Santidade aprovasse esta Ordem com o t\u00edtulo da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, bem como a Regra, o modo de rezar e de vestir (o h\u00e1bito).\u00a0<\/p>\n<p>Foi, por meio de um \u00abestranho\u00bb mensageiro, que a fundadora soube que, Roma tinha expedido a Bula de aprova\u00e7\u00e3o da Ordem. Contudo, mais tarde, chega a not\u00edcia de que o navio que transportava a Bula de aprova\u00e7\u00e3o, tinha naufragado. Beatriz comunicou o facto \u00e0 rainha, e s\u00f3 teve uma ideia: p\u00f4r-se a rezar. Ao fim de tr\u00eas dias, aparece a Bula num cofre do Convento. Como aconteceu este \u00abprod\u00edgio\u00bb? A verdade \u00e9 que, hoje, a dita Bula se encontra no Convento de Toledo. Inoc\u00eancio VIII tinha dito sim ao pedido de Beatriz, com o apoio da rainha Cat\u00f3lica. Estava a Bula dirigida ao bispo de Coria e Cat\u00e2nia, e ao Vig\u00e1rio de Toledo, para \u00abexecutar a Bula\u00bb em 1491. A Bula papal cita expressamente a rainha Isabel e soror Beatriz, a quem autoriza a fundar um Convento, de clausura. Segundo palavras de Sua Santidade: Nos foi humildemente suplicado que se dignasse a Nossa Benignidade Apost\u00f3lica erigir na referida casa um Mosteiro de Monjas, sob a invoca\u00e7\u00e3o da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o. Beatriz gozaria da dignidade de Abadessa, e a casa teria campan\u00e1rio, dormit\u00f3rio, refeit\u00f3rio, hortas e outras oficinas, na qual vivam as religiosas em comunidade sob a regular observ\u00e2ncia e perp\u00e9tua clausura. E d\u00e1 poder \u00e0 Abadessa para que possa formar estatutos e ordenan\u00e7as. Vestir\u00e3o de branco, com manto cor (azul) celeste, e, \u00abno manto e escapul\u00e1rio, tragam fixa a imagem da Virgem Maria, e se cinjam com uma corda de c\u00e2nhamo, \u00e0 maneira dos Frades Menores\u00bb. Ter\u00e3o como carisma pr\u00f3prio o da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o. A Bula \u00abInter Universa\u00bb est\u00e1 datada de 30 de Abril de 1489, quinto ano do Pontificado de Inoc\u00eancio VIII. \u00c9 esta, certamente, a autoriza\u00e7\u00e3o solene, oficial e pontif\u00edcia para a Funda\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>E, finalmente, no antigo pal\u00e1cio, de uma princesa moura, tem o seu ber\u00e7o a Ordem da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, melhor dizendo, come\u00e7am a escrever-se com letras de luz, sil\u00eancio e ora\u00e7\u00e3o as gl\u00f3rias da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>***\u00a0<\/p>\n<h3>A passagem<\/h3>\n<p><em>\u201c\u2026no ocaso da vida tudo passa, s\u00f3 Deus fica e o que por Ele tivermos feito\u201d.<\/em>\u00a0<\/p>\n<p>Seis anos passaram estas almas desejosas de uma entrega radical, \u00e0 espera que lhes chegasse a aprova\u00e7\u00e3o de Roma. Quando esta, finalmente chega, a Obra come\u00e7a a desenvolver-se em pleno. No entanto, um novo sacrif\u00edcio lhes estava reservado.\u00a0<\/p>\n<p>Tinha j\u00e1 sido marcada pelo Bispo de Toledo, a festa das profiss\u00f5es, de Beatriz e das suas doze companheiras, quando a Sant\u00edssima Virgem de novo lhe aparece dizendo-lhe: &#8211; \u201cDentro de dez dias virei buscar-te porque n\u00e3o \u00e9 vontade de Meu Filho que gozes aqui na terra o que tanto desejastes\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>Duro golpe dif\u00edcil de compreender, mas que Beatriz aceita com o cora\u00e7\u00e3o em festa, como atrav\u00e9s de toda a sua vida aceitou sempre qualquer manifesta\u00e7\u00e3o da Vontade do Pai Eterno. E nisto consistiu precisamente o segredo de toda a sua santidade, pois, s\u00f3 no cumprimento da vontade de Deus, reside o segredo da santifica\u00e7\u00e3o de qualquer alma. Fora desta vontade n\u00e3o h\u00e1 santifica\u00e7\u00e3o poss\u00edvel.\u00a0<\/p>\n<p>Efectivamente, no dia preciso em que estava marcada a festa do in\u00edcio da Ordem, Beatriz voou para o C\u00e9u, tendo, antes, recebido o h\u00e1bito branco e azul, como a Senhora lhe tinha indicado, e feito nas m\u00e3os de um sacerdote Franciscano, a sua Profiss\u00e3o Religiosa. Morria assim, como uma verdadeira Concepcionista. A noite da sua vida passara. Tinha sido uma noite de lutas e sofrimentos em que venceu, \u00e9 certo, mas que, para isso, teve de lutar denodadamente. Tudo agora findava, melhor, tudo agora come\u00e7ava, e morria feliz, pois, como diz o autor, \u201cno ocaso da vida tudo passa, s\u00f3 Deus fica e o que por Ele tivermos feito\u201d. \u00c9 que, na eternidade seremos julgados, n\u00e3o tanto pelo muito que fizemos ou possu\u00edmos, mas pelo muito que am\u00e1mos. E Beatriz viveu uma vida intensa de amor e de entrega total a Deus.\u00a0<\/p>\n<p>***\u00a0<\/p>\n<h3>A estrela<\/h3>\n<p><em>\u201c\u2026do seu rosto saiam raios de luz e uma estrela luminosa fixou-se-lhe na testa e ali permaneceu at\u00e9 que soltou o \u00faltimo suspiro\u201d.<\/em>\u00a0<\/p>\n<p>No momento da sua morte h\u00e1 um pormenor que n\u00e3o pode ser esquecido. Desde que sa\u00edra da Corte de Tordesilhas, Beatriz cobria o seu bel\u00edssimo rosto com um v\u00e9u branco a fim de ocultar, aos olhos de todos, a sua grande beleza que fora causa de tantos desgostos e dissabores. E, assim, viveu os cerca de trinta anos que durou a sua vida retirada no Convento de S. Domingos \u201cO Real\u201d, e depois j\u00e1 no seu Convento definitivo.\u00a0<\/p>\n<p>No momento derradeiro, ao levantarem-lhe o v\u00e9u para lhe ser administrado o sacramento da Un\u00e7\u00e3o dos Enfermos, todos viram, com assombro, que, do seu rosto, saiam raios de luz que iluminaram todo o aposento em que se encontravam, e uma estrela luminosa fixou-se-lhe na testa e ali permaneceu at\u00e9 que soltou o \u00faltimo suspiro. E \u00e9 este o motivo pelo que a imagem da santa de Campo Maior se representa com uma estrela na fronte. Esta significa, certamente, a luz que ela irradiou ent\u00e3o e que continua, ainda hoje, a irradiar ao longo destes cinco s\u00e9culos que nos separam j\u00e1 da sua morte, ocorrida em Toledo no dia 9 de Agosto de 1492.\u00a0<\/p>\n<p>Luz que brota do testemunho de vida de Beatriz, que \u201c\u2026toda se abandonou \u00e0 vida de santidade\u2026\u201d e das suas filhas, que encerradas nos seus Conventos seguem as pisadas da sua m\u00e3e e mestra, vivendo os rigores do evangelho.\u00a0<\/p>\n<p>***\u00a0<\/p>\n<h3>Depois da morte<\/h3>\n<p><em>\u201c\u2026todas viviam unidas, \u00abnum s\u00f3 cora\u00e7\u00e3o e numa s\u00f3 alma\u00bb\u201d.<\/em>\u00a0<\/p>\n<p>Como nos conta Soror Catarina: \u201cLogo que a serva de Deus expirou pensaram as religiosas de S\u00e3o Domingos levar para o seu Convento, n\u00e3o s\u00f3 as doze religiosas, porque n\u00e3o haviam professado e ficavam sem Madre, sen\u00e3o tamb\u00e9m o vener\u00e1vel corpo da Fundadora, porque, tendo vivido tantos anos com elas, julgavam que lhes pertencia; e, nesta ideia, come\u00e7aram a fazer dilig\u00eancias, levando em seu aux\u00edlio alguns religiosos da sua Ordem para conseguirem levar a cabo a sua empresa, e, por conseguinte, para que a casa e Ordem da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o ficasse desfeita. N\u00e3o era por\u00e9m essa a vontade do Senhor, que constantemente velava pelas suas servas; e n\u00e3o queria que desaparecessem de sobre a terra; e, por isso, mais uma vez as ilustrou com um novo milagre, como foi o aparecimento da Santa Fundadora a frei Jo\u00e3o de Tolosa.\u201d\u00a0<\/p>\n<p>Antes, mesmo, da chegada de frei Jo\u00e3o de Tolosa j\u00e1 os religiosos franciscanos de Toledo haviam impedido que o corpo de Beatriz da Silva fosse levado pelas religiosas de S\u00e3o Domingos \u201cO Real\u201d e o sepultaram na Igreja de Santa F\u00e9, junto \u00e0s suas filhas.\u00a0<\/p>\n<p>Contudo, as religiosas de S\u00e3o Domingos n\u00e3o desarmaram e, visto que, n\u00e3o tinham conseguido os restos mortais da fundadora, pelo menos, achavam-se no direito de reclamar para si as doze jovens que faziam parte da comunidade de Beatriz, argumentando que estas ainda n\u00e3o tinham tomado h\u00e1bito nem feito votos.\u00a0<\/p>\n<p>Foi, neste contexto, que frei Jo\u00e3o de Tolosa veio encontrar as jovens disc\u00edpulas de Beatriz da Silva. Imediatamente este ilustre franciscano fez desistir dos seus intentos as religiosas de S\u00e3o Domingos \u201cO Real\u201d e marcou, para dentro de oito dias, a tomada de h\u00e1bito e a profiss\u00e3o religiosa das doze valorosas filhas de Beatriz. Tendo sido nomeada para Abadessa soror Filipa da Silva, sobrinha da fundadora.\u00a0<\/p>\n<p>Contudo, n\u00e3o ficaram por aqui as dificuldades por que teve de passar a jovem comunidade Concepcionista.\u00a0<\/p>\n<p>As religiosas Beneditinas do Mosteiro de S\u00e3o Pedro das Donas haviam deca\u00eddo um pouco no fervor primitivo da sua Ordem. Por isso, o Reformador Geral de todas as Ordens no Reino de Castela, frei Francisco de Cisneros, ordenou que o Convento de Santa F\u00e9 e o Mosteiro de S\u00e3o Pedro das Donas se juntassem num s\u00f3. Passando as religiosas de Santa F\u00e9 a viver no Mosteiro de S\u00e3o Pedro das Donas. Por outro lado, por breve do Papa Alexandre VI as monjas das Donas passavam a vestir o h\u00e1bito da Ordem da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o e adoptavam a forma de viver desta jovem Ordem. E ainda, deveria a Abadessa de S\u00e3o Pedro das Donas renunciar ao seu cargo em favor de Madre Filipa da Silva que passaria a ser a Abadessa da nova comunidade.\u00a0<\/p>\n<p>No entanto, as mudan\u00e7as n\u00e3o foram f\u00e1ceis, pois, graves divis\u00f5es surgiram na comunidade, que, por tr\u00eas vezes, esteve \u00e0 beira da extin\u00e7\u00e3o, devido \u00e0s reforma implantadas por Madre Filipa da Silva e que, desagradaram muito \u00e0s antigas religiosas de S\u00e3o Pedro por n\u00e3o aceitarem que uma Ordem mais nova, viesse impor a uma Ordem mais antiga correc\u00e7\u00f5es e tradi\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/p>\n<p>A tal ponto chegou a situa\u00e7\u00e3o que, frei Francisco de Cisneros, \u00e0 data, arcebispo de Toledo, esteve a ponto de ordenar se extinguisse de vez a Ordem da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o. N\u00e3o era esse, no entanto, o projecto de Deus que levou o ilustre prelado a fazer uma \u00faltima tentativa para repor a unidade e a caridade no referido Convento. Para isso, dirigiu \u00e0s religiosas do dito Convento, uma veemente exorta\u00e7\u00e3o a que se apaziguassem. Conta-nos Soror Catarina que o arcebispo lhes falou com t\u00e3o inspirado afecto que lhes abriu o cora\u00e7\u00e3o e os pacificou de tal maneira que, as que haviam abandonado a comunidade, voltaram bastante emendadas, conformando-se todas numa s\u00f3 vontade e amor, transformando-se o Convento num autentico para\u00edso.\u00a0<\/p>\n<p>E dava gosto, depois, ver o Convento da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, onde todas viviam unidas, \u201cnum s\u00f3 cora\u00e7\u00e3o e numa s\u00f3 alma\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>Depois destas duras provas, a Ordem da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o entra num per\u00edodo de grande florescimento, tornando-se numa das maiores Ordens Religiosas femininas de vida contemplativa, da Igreja.\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/santabeatrizdasilva.com\/wp-content\/uploads\/2008\/12\/santabeatrizdasilva_3-300x279.jpg\" alt=\"Santa Beatriz da Silva\" width=\"300\" height=\"279\" \/>\u00a0<\/p>\n<h3>***<\/h3>\n<h3>A glorifica\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p><em>\u201c\u2026a Igreja sente necessidade e alegria em nos dizer que Beatriz da Silva, \u00e9 Santa\u201d.<\/em>\u00a0<\/p>\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria, Deus suscita homens e mulheres que, compreendendo o \u00fanico Absoluto, e que foram capazes de assumir atitudes de vida que, ainda hoje, t\u00eam li\u00e7\u00f5es de vida e de sabedoria. A viv\u00eancia do Evangelho continua a gerar verdadeiros s\u00e1bios em todas as \u00e9pocas, que, com os seus exemplos e palavras, possuem uma for\u00e7a de persuas\u00e3o que n\u00e3o vem dos livros, mas do Esp\u00edrito Santo.\u00a0<\/p>\n<p>Inteiramente abandonados \u00e0 ac\u00e7\u00e3o de Deus, os santos deixam-se conduzir pelo Esp\u00edrito Santo por caminhos desconhecidos, at\u00e9 ao dom total de si mesmos. E foi o que aconteceu com Beatriz da Silva e Menezes, por isso mesmo, a Igreja sente necessidade e alegria em nos dizer que, fundadora da Ordem da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, faz parte deste grupo de obras-primas da criatividade do Esp\u00edrito Santo e que nunca se repetem, que s\u00e3o os Santos. E f\u00e1-lo oficialmente, quando o Papa Pio XI a 28 de Julho de 1926 a beatifica e a 3 de Outubro de 1976, o papa Paulo VI a canoniza.\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/santabeatrizdasilva.com\/wp-content\/uploads\/2008\/12\/beatriz_canonizacione-170x300.jpg\" alt=\"Canoniza\u00e7\u00e3o\" width=\"170\" height=\"300\" \/>\u00a0<\/p>\n<h3>Fim.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ora\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/p>\n<p>Lembrai-vos \u00f3 Santa Beatriz da Silva, das muitas ang\u00fastias e tribula\u00e7\u00f5es pelas quais passastes nesta vida e intercedei por n\u00f3s.\u00a0<\/p>\n<p>\u00d3 Santa Beatriz, virgem singularmente amada de Maria Imaculada, alcan\u00e7ai-nos a pureza da alma e do corpo, com a gra\u00e7a que ardentemente vos suplicamos.\u00a0<\/p>\n<p>Am\u00e9m.\u00a0<\/p>\n<p>CALDEIRA, P. Marcelino<\/p>\n<p><em>fonte:\u00a0santabeatrizdasilva.com\/santa-beatriz\/biografia\/<\/em><\/h3>\n<\/div>\n<div id=\"themify_builder_content-10700\" data-postid=\"10700\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-10700 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>01 de Setembro Fundou a Ordem da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o &#8220;Monjas Concepcionistas&#8221; Biografia A fam\u00edlia \u201c\u2026educada num profundo esp\u00edrito e virtudes crist\u00e3s.\u201d\u00a0De nobil\u00edssima fam\u00edlia portuguesa, Beatriz da Silva e Menezes, nasceu na graciosa e ensolarada vila alentejana de Campo Maior, no ano de 1437. Filha de D. 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