
{"id":10708,"date":"2010-08-28T19:46:34","date_gmt":"2010-08-28T22:46:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=10708"},"modified":"2010-08-28T19:46:34","modified_gmt":"2010-08-28T22:46:34","slug":"labirinto-da-oracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/labirinto-da-oracao\/","title":{"rendered":"Labirinto da Ora\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS<\/em><\/p>\n<p>Parafraseando Octavio Paz (<em>El Laberinto de la Soledad<\/em> ), podemos come\u00e7ar dizendo que rezar \u00e9 entrar num labirinto complexo e desconhecido. De acordo com o Dicion\u00e1rio Aur\u00e9lio da L\u00edngua Portuguesa, a palavra em seu sentido figurado significa \u201ccoisa complicada, confusa, obscura\u201d. Trata-se de um ambiente relativamente estranho e tortuoso, onde se entra com relativa facilidade, mas de onde \u00e9 dif\u00edcil sair sem trope\u00e7ar em repetidos obst\u00e1culos. Os corredores e aparentes sa\u00eddas frequentemente nos enganam e nos deixam perdidos. Numerosas possibilidades se abrem, mas quase todas se revelam falsas. \u00c9 preciso, a toda hora, fazer, desfazer e refazer a trajet\u00f3ria. Neste caso, a linha reta \u00e9 o caminho mais longo entre a entrada e a sa\u00edda.<\/p>\n<p>1. Num primeiro momento, entramos no labirinto das pr\u00f3prias sensa\u00e7\u00f5es, percep\u00e7\u00f5es e pensamentos. Prevalecem de in\u00edcio os ru\u00eddos internos e externos. De um lado, os sons m\u00faltiplos da casa, das ruas e da cidade teimam em nos acompanhar. Dif\u00edcil livrar-se deles. Uma conversa pr\u00f3xima, um grito ou uma buzinada; a televis\u00e3o, o r\u00e1dio e outros aparelhos ligados; o ronco dos motores, a algazarra das crian\u00e7as ou uma discuss\u00e3o acalorada; sirenes da pol\u00edcia, dos bombeiros ou de ambul\u00e2ncias; o latido de c\u00e3es, o toque da campainha e o do telefone; o burburinho indefinido da vizinhan\u00e7a \u2013 enfim, uma imensa cacofonia que reveste um cotidiano cada vez mais eletr\u00f4nico, met\u00e1lico e ruidoso. Isso sem falar dos \u201cru\u00eddos abstratos\u201d, tais como as injusti\u00e7as e assimetrias, as desigualdades sociais, as not\u00edcias sensacionalistas, a discrep\u00e2ncia entre luxo e lixo, a mis\u00e9ria e a fome, as agress\u00f5es \u00e0 natureza, as guerras, conflitos e viol\u00eancia, o efeito das drogas e do \u00e1lcool&#8230;<\/p>\n<p>De outro lado, do fundo das entranhas sobem outro tipo de ru\u00eddos. Temores e desejos, paix\u00f5es e impulsos, medos e ang\u00fastias, dores e esperan\u00e7as, sonhos e fantasias se mesclam e se confundem. Sentimo-nos dilacerados entre aquilo que aflora imediatamente aos sentidos e a busca de algo mais profundo e indefinido. Divididos entre os apelos aparentes e imediatos e uma sede que brota do \u00edntimo do ser e que n\u00e3o se deixa calar t\u00e3o facilmente. O fasc\u00ednio pelo que est\u00e1 ao alcance dos olhos, dos ouvidos e das m\u00e3os contrasta com um vazio que parece aprofundar-se \u00e0 medida que nos enchemos das \u201ccoisas sup\u00e9rfluas\u201d.<\/p>\n<p>Semelhantes ru\u00eddos \u2013 externos e internos \u2013 distraem e impedem uma verdadeira concentra\u00e7\u00e3o. A eles, podemos acrescentar ainda os sentimentos de inveja, ci\u00fame, rancor, vingan\u00e7a, \u00f3dio, inferioridade ou superioridade, orgulho ou falsa humildade, etc., os quais, de forma estridente, tamb\u00e9m brotam como erva daninha no terreno de um cora\u00e7\u00e3o que nos parece sempre selvagem e desconhecido. Em tal clima ruidoso, torna-se imposs\u00edvel avan\u00e7ar na dire\u00e7\u00e3o de um encontro \u00edntimo com Deus e conosco mesmos. Permanecemos numa esp\u00e9cie de ante-sala da ora\u00e7\u00e3o. Perplexos, descentrados, com uma vontade sedutora de retomar as atividades di\u00e1rias. Nessa ante-sala, vem a sensa\u00e7\u00e3o de perda de tempo. E vem, com mais for\u00e7a ainda, o \u00edmpeto de voltar a produzir, fazer, consumir, aparentar, mexer-se&#8230;<\/p>\n<p>2. Prisioneiros nessa confus\u00e3o de ru\u00eddos multiformes, variados e polif\u00f4nicos, nos debatemos entre a busca de uma atitude orante, de um lado, e, de outro, a busca de algo para fazer. Pois, como diz a cultura ocidental marcada pelos crit\u00e9rios do capitalismo e da filosofia liberal, \u201ctime is money\u201d. Entramos ent\u00e3o no segundo momento da ora\u00e7\u00e3o. H\u00e1 uma barreira a ser vencida. A impaci\u00eancia precisa ser domada pela perseveran\u00e7a. Se formos persistentes, passamos a um novo est\u00e1gio: o labirinto do sil\u00eancio.<\/p>\n<p>Neste novo labirinto, duas dimens\u00f5es se descortinam: o sil\u00eancio pessoal e o sil\u00eancio de Deus. No sil\u00eancio pessoal, n\u00e3o se trata de deixar do lado de fora os ru\u00eddos acima descritos. Eles s\u00e3o teimosos como um rosto amado. O pr\u00f3prio esfor\u00e7o para esquec\u00ea-los torna-os ainda mais vivos e presentes. N\u00e3o nos livramos deles t\u00e3o facilmente. Trata-se, ent\u00e3o, de traz\u00ea-los para dentro da ora\u00e7\u00e3o, ou em linguagem popular, de \u201cencarar o touro pelos chifres, de dar nome aos bois\u201d. Ou seja, ao inv\u00e9s de ignor\u00e1-los, o desafio \u00e9 verbaliz\u00e1-los com toda a coragem e sinceridade. Conforme nos indica a psicologia, o ato de verbalizar as sombras do passado faz com que elas v\u00e3o se desvanecendo. Verbalizar os ru\u00eddos \u00e9 uma maneira de ir controlando seu poder, de impedir que eles nos dominem, de n\u00e3o deixar que nos afoguem e asfixiem.<\/p>\n<p>Numa palavra, o segredo est\u00e1 em rezar os pr\u00f3prios ru\u00eddos. Rezando-os, come\u00e7amos a transform\u00e1-los em m\u00fasica. Aqui deparamo-nos com uma esp\u00e9cie de alquimia da ora\u00e7\u00e3o: reconhecer e verbalizar os ru\u00eddos que amea\u00e7am nos dominar \u00e9 a \u00fanica forma de transfigur\u00e1-los em nova sinfonia. Na base dessa transfigura\u00e7\u00e3o est\u00e1 o fato de que o cora\u00e7\u00e3o humano anseia profundamente refazer a sintonia com a grande orquestra que \u00e9 o universo. Fazem parte dela o canto dos p\u00e1ssaros, o som da chuva e das \u00e1guas, o brilho das flores e das estrelas, o sorriso das crian\u00e7as, o olhar dos enamorados&#8230; Se os ru\u00eddos humanos rompem essa sintonia, seu reconhecimento traz a possibilidade de reconcilia\u00e7\u00e3o. No fundo, trata-se de encarar nossos sentimentos, fragilidades e fraquezas com os olhos de Deus. Se nossa atitude for de arrependimento de sincera busca, seu amor, miseric\u00f3rdia e compaix\u00e3o nos convidar\u00e3o novamente a fazer parte da gigantesca orquestra da cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>3. Convertidos os ru\u00eddos em melodia, entramos no labirinto do sil\u00eancio divino. Deus \u00e9 Aquele que n\u00e3o fala, insiste Bruno Forte em seus escritos. Jesus, revelando seu rosto ausente, \u00e9 quem traduz o sil\u00eancio do Pai em palavras para a compreens\u00e3o humana. Mas nem por isso o mist\u00e9rio se desfaz. O revelado novamente silencia e se oculta. Presen\u00e7a ausente, aus\u00eancia presente! Nenhuma ora\u00e7\u00e3o ouve diretamente a voz de Deus, apenas seu sil\u00eancio misterioso e impenetr\u00e1vel. Podemos ter alguns vest\u00edgios de sua voz atrav\u00e9s da palavra de Deus, nas Sagradas Escrituras, mas seus des\u00edgnios n\u00e3o cabem em palavras humanas. A raz\u00e3o n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de alcan\u00e7ar a profundidade incomensur\u00e1vel do Eterno Silencioso.<\/p>\n<p>Aqui, se Jesus \u00e9 a revela\u00e7\u00e3o do Pai, o rosto humano de Deus, o Esp\u00edrito Santo \u00e9 quem nos reconduz at\u00e9 Ele. Conclui-se que, nesta terceira etapa do labirinto da ora\u00e7\u00e3o, o segredo \u00e9 deixar-se conduzir pelo Esp\u00edrito. \u00c9 Ele que reza em n\u00f3s, que conhece nossos pedidos antes mesmos de serem formulados, lembra a teologia e a espiritualidade do ap\u00f3stolo Paulo. Conhece nosso cora\u00e7\u00e3o e nossa alma antes que as palavras cheguem \u00e0 nossa boca. Abrir-se \u00e0 presen\u00e7a do Esp\u00edrito \u00e9 deixar-se conduzir ao mais \u00edntimo de nosso ser. Ali, para al\u00e9m de nossos desejos e temores superficiais, reside o desejo \u00fanico e insaci\u00e1vel de todo o ser humano: habitar na Casa de Deus. Ou, nas palavras de santo Agostinho, o cora\u00e7\u00e3o humano caminhar\u00e1 irrequieto enquanto n\u00e3o repousar junto de Deus, de onde se originou.<\/p>\n<p>Mas, seguindo ainda a linha de pensamento de Bruno Forte, o sil\u00eancio de Deus \u00e9 tamb\u00e9m a condi\u00e7\u00e3o da liberdade humana. Deus se oculta e se retrai para que possamos ser livres, decidir nossos destinos. Ele n\u00e3o interfere nas decis\u00f5es que tomamos, mesmo que estas nos levem a negar sua oferta de amor e salva\u00e7\u00e3o. Em s\u00edntese, o sil\u00eancio pessoal, espelhando-se no sil\u00eancio de Deus, encontra luzes para vencer as trevas, para orientar-se no labirinto escuro da ora\u00e7\u00e3o e tra\u00e7ar novas veredas que levem a refazer a hist\u00f3ria individual e coletiva.<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-10708\" data-postid=\"10708\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-10708 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS Parafraseando Octavio Paz (El Laberinto de la Soledad ), podemos come\u00e7ar dizendo que rezar \u00e9 entrar num labirinto complexo e desconhecido. De acordo com o Dicion\u00e1rio Aur\u00e9lio da L\u00edngua Portuguesa, a palavra em seu sentido figurado significa \u201ccoisa complicada, confusa, obscura\u201d. 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