
{"id":10836,"date":"2017-09-17T00:10:00","date_gmt":"2017-09-17T03:10:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=10836"},"modified":"2017-07-31T08:30:16","modified_gmt":"2017-07-31T11:30:16","slug":"santa-hildegarda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/santa-hildegarda\/","title":{"rendered":"Santa Hildegarda"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.imaculadaconceicaotaciba.com\/santos_do_dia\/set\/17_2.gif\" alt=\"\" width=\"184\" height=\"286\" \/><\/p>\n<p>17 de Setembro<\/p>\n<p><strong>Nascimento 1098 em Bermersheim vor der H\u00f6he, Alemanha<br \/>\nFalecimento 17 de setembro de 1179 em Mosteiro de Rupertsberg, Alemanha<br \/>\nVenera\u00e7\u00e3o por Igreja Cat\u00f3lica<br \/>\nBeatifica\u00e7\u00e3o Data ignorada. Venera\u00e7\u00e3o p\u00fablica autorizada em 1324 pelo papa Jo\u00e3o XXII.<br \/>\nCanoniza\u00e7\u00e3o 1584, em canoniza\u00e7\u00e3o administrativa autorizada pelo papa Greg\u00f3rio XIII, sem cerim\u00f4nia solene.<br \/>\nPrincipal templo Igreja de Santa Hildegard, Eibingen, Alemanha<br \/>\nFesta lit\u00fargica 17 de setembro<\/strong><\/p>\n<p>Santa Hildegarda de Bingen, em alem\u00e3o Hildegard von Bingen (Bermersheim vor der H\u00f6he, ver\u00e3o de 1098 \u2014 Mosteiro de Rupertsberg, 17 de setembro de 1179), foi uma monja beneditina, m\u00edstica, te\u00f3loga, compositora, pregadora, naturalista, m\u00e9dica informal, poetisa, dramaturga e escritora alem\u00e3, e mestra do Mosteiro de Rupertsberg em Bingen am Rhein, na Alemanha.<\/p>\n<p>Personalidade muito citada mas de fato pouco conhecida pelo grande p\u00fablico, rompendo as barreiras dos preconceitos contra as mulheres que existiam em seu tempo, foi respeitada como uma autoridade em assuntos teol\u00f3gicos e louvada por seus contempor\u00e2neos em altos termos.<\/p>\n<p>Hoje \u00e9 considerada uma das figuras mais singulares e importantes do s\u00e9culo XII europeu, e suas conquistas t\u00eam poucos paralelos mesmo entre os homens mais ilustres e eruditos de sua gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Seus v\u00e1rios e extensos escritos mostram que ela possu\u00eda uma concep\u00e7\u00e3o m\u00edstica e integrada do universo, ainda que essa concep\u00e7\u00e3o n\u00e3o exclu\u00edsse o realismo e encontrasse no mundo muitos problemas.<br \/>\nA solu\u00e7\u00e3o para eles, de acordo com suas id\u00e9ias, devia advir de uma uni\u00e3o cooperativa e harmoniosa entre corpo e esp\u00edrito, entre natureza, vontade humana e gra\u00e7a divina. Mas n\u00e3o tentou inaugurar uma nova corrente de pensamento religioso; sempre permaneceu fiel \u00e0 ortodoxia do Catolicismo, e combateu as heresias e a corrup\u00e7\u00e3o do clero.<\/p>\n<p>Quis acima de tudo desvelar para seus semelhantes os mist\u00e9rios da religi\u00e3o, do cosmos, do homem e da natureza. Para ela o universo era a resposta para as d\u00favidas da humanidade, e a humanidade era a resposta para o enigma do universo.<\/p>\n<p>Mas, como ela escreveu, se a humanidade n\u00e3o fizesse a pergunta, o Esp\u00edrito Santo n\u00e3o poderia respond\u00ea-la.<\/p>\n<p>Foi a primeira de uma longa s\u00e9rie de mulheres influentes tanto na religi\u00e3o como na pol\u00edtica, e um representante t\u00edpico da aristocracia cultural beneditina. Orgulhosa de pertencer a uma elite social e espiritual, mostrou-se no entanto humilde e submissa a Deus.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de m\u00edstica, te\u00f3loga e pregadora, foi poetisa e compositora talentosa, deixando obra de vulto e original. Tamb\u00e9m fez muitas observa\u00e7\u00f5es da natureza com uma objetividade cient\u00edfica at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida, especialmente sobre as plantas medicinais, compilando-as em tratados onde abordou ainda v\u00e1rios temas ligados \u00e0 medicina e ofereceu m\u00e9todos de tratamento para v\u00e1rias doen\u00e7as.<\/p>\n<p>Seus primeiros bi\u00f3grafos a mencionaram como santa e lhe atribu\u00edram alguns milagres, em vida e ap\u00f3s a sua morte, mas jamais foi formalmente canonizada pela Igreja Cat\u00f3lica, apenas beatificada. Entretanto, seu nome foi inclu\u00eddo no Martirol\u00f3gio Romano como santa, e seu dia \u00e9 festejado em muitas dioceses alem\u00e3s.<\/p>\n<p>Depois de um longo per\u00edodo de obscuridade, sua vida e obra v\u00eam recebendo aten\u00e7\u00e3o crescente desde a segunda metade do s\u00e9culo XX; seus escritos come\u00e7aram a ser traduzidos para v\u00e1rias l\u00ednguas, muitos livros e ensaios j\u00e1 lhe foram dedicados e foram feitas diversas grava\u00e7\u00f5es com sua m\u00fasica.<\/p>\n<p>Biografia<\/p>\n<p>Juventude<\/p>\n<p>Hildegarda de Bingen nasceu em uma fam\u00edlia da pequena nobreza de Bermershein, que estava a servi\u00e7o dos condes de Sponheim, e que produziu diversas personalidades religiosas e culturais, entre elas dois de seus irm\u00e3os, Hugo, mestre do coro da Catedral de Mainz e mentor do bispo de Li\u00e8ge, e Roricus, que se tornou c\u00f4nego da abadia beneditina de Tholey.<\/p>\n<p>O nome da fam\u00edlia n\u00e3o foi transmitido com seguran\u00e7a \u00e0 posteridade, mas \u00e9 poss\u00edvel que fosse Von Stein, a partir de algumas indica\u00e7\u00f5es nos documentos primitivos.<\/p>\n<p>Hildegarda foi a d\u00e9cima filha de Hildebert e Mechtild, e por esse motivo teria sido oferecida como d\u00edzimo \u00e0 Igreja, mas \u00e9 poss\u00edvel que o fato de ela desde tenra inf\u00e2ncia experimentar vis\u00f5es, o que, combinado \u00e0 sua sa\u00fade prec\u00e1ria, teriam sido os motivos principais para destin\u00e1-la \u00e0 vida religiosa.<\/p>\n<p>Segundo a Vita Sanctae Hildegardis, a mais importante biografia antiga sobre ela, aos tr\u00eas anos de idade ela teve sua primeira experi\u00eancia clarividente, quando teve a vis\u00e3o de uma luz de brilho deslumbrante que fez sua alma tremer, e nos anos seguintes essas vis\u00f5es se repetiram com frequ\u00eancia.<br \/>\nHildegarda relatou algumas delas para as pessoas de sua fam\u00edlia, mas intimidada com a rea\u00e7\u00e3o de surpresa e desconfian\u00e7a que causavam, logo cessou de mencion\u00e1-las.<\/p>\n<p>Com oito anos foi confiada aos cuidados de Jutta, filha do conde de Sponheim, e que era a mestra de um pequeno grupo de monjas enclausuradas de um eremit\u00e9rio anexo ao Mosteiro de Disibodenberg, que as supervisionava.<\/p>\n<p>Jutta introduziu Hildegarda no modo de vida dos Beneditinos e deu-lhe as primeiras letras atrav\u00e9s da leitura das Escrituras, e possivelmente elementos de m\u00fasica.<\/p>\n<p>Em sua \u00e9poca os mosteiros beneditinos eram uma das melhores op\u00e7\u00f5es para os membros da aristocracia germ\u00e2nica que desejavam se dedicar \u00e0 religi\u00e3o, estavam entre os mais importantes centros de cultura da Europa, e podiam prover uma educa\u00e7\u00e3o esmerada para os filhos da nobreza.<br \/>\nMas parece que no seu caso, a julgarmos por suas repetidas declara\u00e7\u00f5es anos mais tarde, essa educa\u00e7\u00e3o inicial foi apenas rudimentar.<\/p>\n<p>Suas experi\u00eancias vision\u00e1rias continuavam, mas ela mesma ainda n\u00e3o sabia definir sua causa. Dizia que via e ouvia as coisas &#8220;em sua alma&#8221;, chegava a ter sensa\u00e7\u00f5es t\u00e1teis e olfativas, e ao mesmo tempo continuava alerta para com o que se passava no mundo f\u00edsico e em plena posse de suas faculdades mentais e corp\u00f3reas, mas tamb\u00e9m disse que elas a exauriam, a ponto de deix\u00e1-la constantemente doente.<\/p>\n<p>Em 1114 fez seus votos definitivos e ingressou na Ordem, mas a reconstitui\u00e7\u00e3o de sua vida nesse eremit\u00e9rio \u00e9 muito dif\u00edcil, n\u00e3o h\u00e1 relatos descritivos salvo breves alus\u00f5es.<\/p>\n<p>A partir de cr\u00f4nicas deixadas sobre outros estabelecimentos semelhantes de seu tempo, \u00e9 prov\u00e1vel que seu eremit\u00e9rio tenha seguido em linhas gerais, mas com maior pobreza, a rotina dos monges beneditinos que o supervisionava, passando a maior parte do dia em ora\u00e7\u00f5es ou trabalhos manuais.<\/p>\n<p>O contato com o mundo profano era rigorosamente vedado, e ao que tudo indica n\u00e3o podiam sequer sair para exercitar-se.<\/p>\n<p>Em todos os assuntos devem ter dependido dos monges vizinhos, e n\u00e3o h\u00e1 como saber em que medida Hildegarda se beneficiou da rica vida cultural que os integrantes masculinos da ordem desfrutavam.<br \/>\nEntretanto, mesmo em todos os outros momentos isoladas do mundo, parece garantido que as missas eram assistidas pelas monjas na igreja dos monges, pois n\u00e3o possu\u00edam uma pr\u00f3pria, e pelo menos no que diz respeito \u00e0 viv\u00eancia musical e ao aprendizado do latim, da ret\u00f3rica sacra e da doutrina cat\u00f3lica essa frequ\u00eancia deve ter sido de grande import\u00e2ncia para a futura carreira de Hildegarda.<\/p>\n<p>Logo a fama de virtude de sua mestra, que veio a ser santificada, e a dela pr\u00f3pria, come\u00e7aram a atrair outras monjas, o pequeno eremit\u00e9rio, que inicialmente possu\u00eda apenas uma porta e uma janela, foi gradualmente ampliado e se tornou quase um mosteiro aut\u00f4nomo, e o rigor de sua clausura parece ter sido suavizado.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel que tenha se envolvido ent\u00e3o com o cuidado de doentes e gestantes e incrementado suas pr\u00e1ticas musicais, e segundo o que disse anos depois, sua sa\u00fade melhorou, ela se sentia mais confiante e sua habilidade clarividente se desenvolveu, passando a ser capaz de prever o futuro.<\/p>\n<p>Maturidade<\/p>\n<p>At\u00e9 a ocasi\u00e3o da morte de Jutta, em 1136, quando foi eleita mestra das monjas de Disibodenberg, as fontes primitivas n\u00e3o d\u00e3o dados relevantes; ela mesma afirmou em um de seus escritos que sua juventude fora de pouco interesse salvo pelas vis\u00f5es que tinha.<br \/>\nMas em 1141 teve uma vis\u00e3o que abriu-lhe o entendimento para o significado profundo do texto das Escrituras.<\/p>\n<p>Numa de suas notas autobiogr\u00e1ficas, disse:<\/p>\n<p>&#8220;E sucedeu no 1141\u00ba ano da encarna\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo, Filho de Deus, quando eu tinha quarenta e dois anos e sete meses, que os c\u00e9us se abriram e uma luz ofuscante de excepcional fulgor fluiu para dentro de meu c\u00e9rebro. E ent\u00e3o ela incendiou todo o meu cora\u00e7\u00e3o e peito como uma chama, n\u00e3o queimando, mas aquecendo&#8230; e subitamente entendi o significado das exposi\u00e7\u00f5es dos livros, ou seja, dos Salmos, dos Evangelhos e dos outros livros cat\u00f3licos do Velho e Novo Testamentos&#8221;.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo uma voz lhe ordenou: &#8220;Oh mulher fr\u00e1gil, cinza de cinza e corrup\u00e7\u00e3o de corrup\u00e7\u00e3o, proclama e escreve o que v\u00eas e ouves&#8221;.<\/p>\n<p>Para que n\u00e3o restassem d\u00favidas, a ordem lhe foi repetida por tr\u00eas vezes.<br \/>\nMas n\u00e3o p\u00f4de colocar em pr\u00e1tica de imediato o mandado divino. Atormentada por receios sobre sua compet\u00eancia para tanto, tendo uma baixa opini\u00e3o sobre si mesma, e temendo o que os outros iriam dizer dela, entrou em uma crise interior, e acabou por adoecer.<\/p>\n<p>Por incentivo do monge Volmar, que provavelmente deu-lhe uma educa\u00e7\u00e3o complementar mais s\u00f3lida e ajudou-a na corre\u00e7\u00e3o de seu latim ainda prec\u00e1rio, transcreveu alguma coisa em segredo, os primeiros esbo\u00e7os de seu Liber scivias Domini, mas somente em 1147, ainda hesitante, procurou Bernardo de Claraval, j\u00e1 famoso, em busca de orienta\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEscreveu-lhe uma carta onde expunha suas d\u00favidas e receios, e pedia uma confirma\u00e7\u00e3o para seu dom, mas a resposta do celebrado religioso foi circunspecta e evasiva.<br \/>\nN\u00e3o quis assumir a responsabilidade por seus atos, mas encorajou-a a confiar no seu pr\u00f3prio julgamento e atrav\u00e9s dele atender ao chamado que recebera.<br \/>\nMas logo passou a apoi\u00e1-la mais efetivamente, persuadindo o papa Eug\u00eanio III a ler alguns de seus escritos iniciais diante do s\u00ednodo reunido em Trier em 1147-1148.<\/p>\n<p>O papa enviou ainda uma comiss\u00e3o de cl\u00e9rigos para verificar a autenticidade do que tinha em m\u00e3os como sendo dela. Confirmada sua autoria, o papa enviou-lhe uma carta louvando seu amor a Deus e sua reputa\u00e7\u00e3o honrada, e sancionou as vis\u00f5es ent\u00e3o divulgadas como v\u00e1lidas, o que lhe deu o impulso decisivo para que assumisse publicamente seu dom prof\u00e9tico como uma miss\u00e3o evangelizadora e passasse a lan\u00e7ar ao papel resolutamente e em detalhe o que lhe era revelado.<\/p>\n<p>Escrevia em latim, o que de imediato exclu\u00eda um p\u00fablico popular, e o pr\u00f3prio conte\u00fado de seus escritos tamb\u00e9m os direcionava para a elite.<\/p>\n<p>Torna-se mais surpreendente a sua produ\u00e7\u00e3o quando se lembra que em seu tempo as mulheres em geral tinham pouqu\u00edssimo espa\u00e7o na vida cultural, civil e religiosa, havia s\u00e9rios preconceitos contra elas a respeito de sua moralidade e capacidades f\u00edsicas e intelectuais, n\u00e3o se lhes atribu\u00eda qualquer autoridade, ao mesmo tempo em que ela pr\u00f3pria se sentia pouco qualificada, tendo alegadamente recebido uma educa\u00e7\u00e3o pobre e que, comparada com a refinada cultura nas artes liberais que muitos monges recebiam, fazia dela, aos olhos de seus contempor\u00e2neos, uma semi-analfabeta.<\/p>\n<p>Mas imediatamente depois da aprova\u00e7\u00e3o papal, tornou-se uma celebridade em toda Europa.<\/p>\n<p>Na mesma \u00e9poca, por uma ordem recebida em uma vis\u00e3o, deixou Disibodenberg em 1148 junto com outras monjas a fim de revitalizar o antigo Mosteiro de Rupertsberg, ent\u00e3o arruinado e localizado numa regi\u00e3o erma, onde continuou seu trabalho religioso e assistencial, e seus escritos.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o encontrou a oposi\u00e7\u00e3o do clero e dos monges de Disibodenberg, e inclusive de suas monjas, mas finalmente em torno de 1150 o pr\u00e9dio estava restaurado e o grupo instalado.<\/p>\n<p>Sua primeira obra, o Liber scivias Domini (Livro do conhecimento dos caminhos do Senhor), foi conclu\u00edda ali em 1151, contendo uma cole\u00e7\u00e3o de relatos sobre suas vis\u00f5es at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Esse per\u00edodo inicial em Rupertsberg foi marcado por v\u00e1rias dificuldades, lutando por verbas para o sustento da comunidade e pela regulariza\u00e7\u00e3o de seu estatuto jur\u00eddico, e enfrentando a deser\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias monjas, perdendo inclusive a sua disc\u00edpula favorita e assistente, Richardis von Stade, que foi indicada superiora de outro mosteiro.<\/p>\n<p>Por outro lado, foi favorecida em seus empreendimentos pelas boas rela\u00e7\u00f5es de sua fam\u00edlia com a nobreza local e com o alto clero, ela mesma j\u00e1 era famosa e se correspondia com v\u00e1rias personalidades importantes, e ganhou a amizade e a prote\u00e7\u00e3o de Frederico II, at\u00e9 que as diferen\u00e7as dele com o papa fizeram essa amizade esfriar.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m dessa fase datam suas primeiras composi\u00e7\u00f5es musicais e po\u00e9ticas conhecidas, bem como suas primeiras observa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas da natureza e textos m\u00e9dicos.<\/p>\n<p>A partir de 1158 iniciou sua pr\u00f3xima obra importante, o Liber vitae meritorum (Livro dos m\u00e9ritos da vida), onde examinou os v\u00edcios e as virtudes da vida humana, mas ao longo de quase todo o per\u00edodo em que o escreveu esteve doente.<\/p>\n<p>Anos finais e morte<\/p>\n<p>A partir de 1160, sempre por for\u00e7a de comandos divinos que lhe impunham doen\u00e7as at\u00e9 que ela anu\u00edsse ao chamado, o que fazia nem sempre de boa vontade ou imediatamente, por temor da rejei\u00e7\u00e3o das pessoas, empreendeu diversas viagens pela Alemanha e Fran\u00e7a a fim de pregar, um privil\u00e9gio nunca outorgado a mulheres, indo primeiro a Mainz, W\u00fcrzburg, Ebrach e Bamberg.<\/p>\n<p>Depois viajou para a Lorena, passando por Trier e Metz. No ano seguinte visitou Col\u00f4nia e outras cidades, indo at\u00e9 o Ruhr.<\/p>\n<p>Em 1163 terminou o Liber vitae e imediatamente iniciou sua obra teol\u00f3gica mais not\u00e1vel, o Liber divinorum operum (Livro das obras divinas), um coment\u00e1rio sobre o pr\u00f3logo do Evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o e sobre o livro do G\u00eanesis, aprofundando os temas j\u00e1 tratados no Scivias.<br \/>\nA escrita dessa obra sofreu v\u00e1rias interrup\u00e7\u00f5es, e s\u00f3 foi terminada em 1174, pouco antes de sua morte.<\/p>\n<p>Em 1165 suas tarefas duplicaram com a funda\u00e7\u00e3o de um novo mosteiro em Eibingen, para acomodar o crescente n\u00famero de monjas sob seus cuidados. Visitava-o duas vezes por semana, e nesse per\u00edodo seus bi\u00f3grafos dizem que fez suas primeiras curas milagoras e exorcismos.<\/p>\n<p>Em torno de 1170, j\u00e1 idosa, uma vis\u00e3o ordenou que ela fizesse uma \u00faltima viagem, agora para Maulbronn, Hirsau, Zwiefalten e outras cidades. De in\u00edcio relutou, como costumava fazer, mas ent\u00e3o foi atacada por uma hoste de esp\u00edritos malignos que se compraziam em humilh\u00e1-la e infligir-lhe intensas dores f\u00edsicas.<\/p>\n<p>Quando finalmente aceitou a incumb\u00eancia, foi recompensada com a vis\u00e3o de um homem de apar\u00eancia extraordinariamente formosa e de bondade amant\u00edssima:<\/p>\n<p>&#8220;Ao v\u00ea-lo senti todo meu ser infuso de um perfume bals\u00e2mico. Ent\u00e3o exultei com alegria imensa, e desejei permanecer na sua contempla\u00e7\u00e3o para sempre. E ele ordenou que os que me afligiam partissem e me deixassem em paz, dizendo: &#8216;V\u00e3o, n\u00e3o quero que a atormentem mais!&#8217;, e eles, partindo, gritaram: &#8216;Ah, sempre que viemos aqui sa\u00edmos confundidos!&#8217; Imediatamente, \u00e0s palavras do homem, a doen\u00e7a que me afligia, como \u00e1gua empurrada pelo vento, se foi, e eu recuperei as for\u00e7as&#8221;.<\/p>\n<p>Suas prega\u00e7\u00f5es eram audaciosas e veementes, denunciando os v\u00edcios do clero e combatendo as heresias, em particular a dos c\u00e1taros, que naquela altura estavam penetrando rapidamente na Germ\u00e2nia, fazendo muitos seguidores.<\/p>\n<p>Esses p\u00e9riplos exigiam muito de sua sa\u00fade, e seus anos finais foram perturbados por uma s\u00e9rie de mol\u00e9stias. Algumas lhe causavam grandes sofrimentos, mas seus dotes intelectuais e espirituais pareciam crescer \u00e0 medida que o corpo fraquejava.<\/p>\n<p>Permaneceu sempre em atividade, escrevendo, debatendo com outros religiosos e atendendo \u00e0 crescente multid\u00e3o de pessoas que vinham em busca de seu conselho e dos rem\u00e9dios que preparava.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo escreveu as biografias de S\u00e3o Rupert e S\u00e3o Disibod, um coment\u00e1rio sobre a Regra Beneditina, e outras pe\u00e7as menores.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de seus problemas de sa\u00fade e os administrativos, perdeu em 1173 seu colaborador de longa data, o monge Volmar, e custou a encontrar um substituto. Teve de apelar para o papa Alexandre III, e ap\u00f3s longas negocia\u00e7\u00f5es foi-lhe enviado o monge Gottfried em fins de 1174 ou no in\u00edcio de 1175, que come\u00e7ou a servir de seu assistente e iniciou a compor uma biografia sobre Hildegarda, mas faleceu em 1176 sem termin\u00e1-la.<\/p>\n<p>Foi ent\u00e3o substitu\u00eddo pelo monge Guibert de Gembloux, que tamb\u00e9m se dedicou a escrever sobre sua vida, e igualmente n\u00e3o terminou o trabalho, abordando apenas seus anos iniciais, o que foi uma l\u00e1stima dado o vulto do fragmento que sobreviveu.<\/p>\n<p>No \u00faltimo ano de sua vida enfrentou uma outra crise, agora a do interdito que o clero de Mainz imp\u00f4s sobre o seu mosteiro, impedindo a celebra\u00e7\u00e3o da missa e a pr\u00e1tica dos c\u00e2nticos sacros.<br \/>\nO motivo foi o de ela ter permitido o enterro de um nobre alegadamente excomungado no cemit\u00e9rio de seu mosteiro, mas segundo ela este nobre havia sido absolvido &#8220;in extremis&#8221; e recebido a eucaristia.<br \/>\nA despeito de ter feito apelos \u00e0s autoridades, explicando o ocorrido, o conflito s\u00f3 piorou e foi necess\u00e1rio o concurso do arcebispo de Mainz, que decidiu levantar o interdito em 1179.<\/p>\n<p>Mas todo o caso a desgastou profundamente, e depois de conseguir uma solu\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel para si, perdeu as for\u00e7as e desejou ser liberta do corpo para encontrar a Cristo.<br \/>\nPreviu a imin\u00eancia de sua morte e faleceu pacificamente em 17 de setembro do mesmo ano.<\/p>\n<p>As fontes documentais primitivas<\/p>\n<p>A principal fonte de informa\u00e7\u00e3o sobre sua vida \u00e9 a biografia que foi escrita por seu secret\u00e1rio, o monge Gottfried, Vita Sanctae Hildegardis, mas quando ele morreu, em 1176, deixou a obra inacabada.<\/p>\n<p>Somente uma d\u00e9cada mais tarde o monge Theoderic, de Echternach, retomou o trabalho, escrevendo mais dois volumes e provendo um pref\u00e1cio.<\/p>\n<p>Embora Gottfried tenha vivido em contato direto com Hildegarda e conhecido muito de sua vida, informa\u00e7\u00f5es essenciais n\u00e3o foram inclu\u00eddas no seu livro, nem mesmo o lugar e a data de nascimento foram indicados.<br \/>\nAl\u00e9m disso, seu relato \u00e9 convencionalmente laudat\u00f3rio, mas por outro lado transcreveu boa parte da correspond\u00eancia de Hildegarda.<br \/>\nA contribui\u00e7\u00e3o de Theoderic foi tamb\u00e9m importante porque ele usou longas passagens autobiogr\u00e1ficas de material aut\u00f3grafo que mais tarde foi perdido.<\/p>\n<p>Mas como toda hagiografia daquela \u00e9poca, seus autores n\u00e3o se propuseram a oferecer uma narra\u00e7\u00e3o &#8220;objetiva&#8221; de sua carreira &#8211; o prop\u00f3sito prim\u00e1rio foi o de mostr\u00e1-la ao mundo como uma s\u00e1bia, uma profetisa e uma santa, encontrando para todos os seus atos uma justifica\u00e7\u00e3o sobrenatural e uma inspira\u00e7\u00e3o divina, e advogando claramente sua canoniza\u00e7\u00e3o oficial.<\/p>\n<p>Outra fonte de suma import\u00e2ncia \u00e9 a sua pr\u00f3pria correspond\u00eancia, e os pref\u00e1cios que escreveu para seus livros, onde muitas vezes deu detalhes de como, quando e onde foram escritos.<\/p>\n<p>Uma outra biografia, tamb\u00e9m incompleta, foi deixada pelo monge Guibert de Gembloux, o \u00faltimo secret\u00e1rio de Hildegarda, e sobrevivem ainda alguns documentos eclesi\u00e1sticos e algumas cr\u00f4nicas posteriores do pr\u00f3prio mosteiro, que acrescentam dados \u00fateis, como a Acta Inquisitionis, elaborada pela Igreja quando as monjas de Rupertsberg pleitearam sua canoniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Recentemente foi descoberta a biografia sobre Jutta, sua mestra, mas se d\u00e1 um painel interessante sobre o contexto cultural da \u00e9poca e sobre os primeiros anos de Hildegarda, a cronologia que apresenta n\u00e3o concorda com a maioria das outras fontes conhecidas.<\/p>\n<p>Embora com algumas perdas, o principal de sua produ\u00e7\u00e3o foi preservado e chegou aos dias de hoje.<br \/>\nSobrevivem dez manuscritos integrais do Scivias, cinco do Liber vitae meritorum, cinco do Liber divinorum operum, tr\u00eas do Physica, um do Causae et curae, e dezenove com um n\u00famero variado de suas cartas, al\u00e9m de um grande n\u00famero de trechos citados em obras alheias e fragmentos diversos,mas o mais importante \u00e9 o Riesencodex, conservado na Biblioteca Estatal de Hesse, na Alemanha, com sua obra quase completa, excluindo o tratado sobre ci\u00eancia natural.<br \/>\nFoi considerado em sua \u00e9poca como a vers\u00e3o definitiva de seus escritos. N\u00e3o deve ter sido conclu\u00eddo no per\u00edodo de sua vida, mas com toda probabilidade foi uma edi\u00e7\u00e3o iniciada por ela mesma, e executada por um grupo de assistentes an\u00f4nimos de Rupertsberg.<\/p>\n<p>Foi escrito como volumes separados, que entre os s\u00e9culos XV e XVI foram reunidos em um s\u00f3 c\u00f3dice com 481 f\u00f3lios, pesando 15 kg.<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-10836\" data-postid=\"10836\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-10836 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>17 de Setembro Nascimento 1098 em Bermersheim vor der H\u00f6he, Alemanha Falecimento 17 de setembro de 1179 em Mosteiro de Rupertsberg, Alemanha Venera\u00e7\u00e3o por Igreja Cat\u00f3lica Beatifica\u00e7\u00e3o Data ignorada. Venera\u00e7\u00e3o p\u00fablica autorizada em 1324 pelo papa Jo\u00e3o XXII. 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