
{"id":11086,"date":"2010-09-29T00:00:24","date_gmt":"2010-09-29T03:00:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=11086"},"modified":"2010-09-29T00:00:24","modified_gmt":"2010-09-29T03:00:24","slug":"acolhida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/acolhida\/","title":{"rendered":"Acolhida"},"content":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves<\/p>\n<p>O tema da acolhida comporta sempre dois lados: acolher e ser acolhido. Somente ser\u00e1 capaz de acolher aquele que se sente acolhido. E ao contr\u00e1rio, todo recha\u00e7o \u00e9 simultaneamente causa e efeito de uma atitude de rejei\u00e7\u00e3o. Esta tem necessariamente m\u00e3o dupla. A recusa do di\u00e1logo e da escuta, no fundo, costuma ser rec\u00edproca. Isso vale tanto para os la\u00e7os humanos (rela\u00e7\u00f5es horizontais) quanto para a intimidade com Deus (rela\u00e7\u00f5es verticais), embora nesta \u00faltima, como veremos, a reciprocidade do autofechamento tem apar\u00eancia enganosa.<\/p>\n<p>No primeiro caso, em que se tomam em conta as rela\u00e7\u00f5es entre os seres humanos, o isolamento e a recusa raramente s\u00e3o unilaterais. Um olhar que se desvia de outro, um cora\u00e7\u00e3o que n\u00e3o encontra repouso em sua pr\u00f3pria casa, uma alma que experimenta a solid\u00e3o entre os companheiros &#8211; tudo isso representa, em geral, um ambiente fechado sobre si mesmo. O olhar, o cora\u00e7\u00e3o e a alma captam e destilam, ao mesmo tempo, um oxig\u00eanio hostil no interior de uma atmosfera pesada. Um veneno indefinido e irrespir\u00e1vel asfixia e sufoca: contamina n\u00e3o um ou outro lado, mas a possibilidade mesma de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Engendra-se um constrangimento m\u00fatuo e mutuamente pernicioso e progressivo. Em lugar de pontes que unem, levantam-se muros obst\u00e1culos a uma rela\u00e7\u00e3o sadia. Fronteiras vis\u00edveis ou invis\u00edveis demarcam campos opostos e incomunic\u00e1veis. Uma esp\u00e9cie de v\u00edrus discriminat\u00f3rio instala-se nas palavras e nos sil\u00eancios, tornando todo o organismo cerrado ao di\u00e1logo comunicativo. \u00c9 o contr\u00e1rio da &#8220;teoria do agir comunicacional&#8221;, estudo do fil\u00f3sofo alem\u00e3o J\u00fcrgen Habermas! Com o tempo, esgar\u00e7a-se a coes\u00e3o do tecido social e cria-se um individualismo exacerbado e atomizado, onde as part\u00edculas tendem a girar em torno do &#8220;eu&#8221; como \u00e1tomo central. Desfaz-se a comunidade e cada indiv\u00edduo volta-se sobre o pr\u00f3prio umbigo, defendendo seus interesses particulares.<\/p>\n<p>No caso do processo de intimidade com Deus, talvez inadequadamente chamada de &#8220;rela\u00e7\u00e3o vertical&#8221;, as coisas ocorrem da mesma forma, n\u00e3o obstante os matizes distintos. A pessoa que, na busca sincera e incessante do divino, n\u00e3o estiver disposta a abrir-se ao desconhecido, encontrar\u00e1 um ser oculto e ausente, long\u00ednquo e indiferente. N\u00e3o que Deus seja estranho ao destino humano e \u00e0 trajet\u00f3ria da humanidade. Mas aquele que, de um lado, se fecha \u00e0 sua gra\u00e7a e revela\u00e7\u00e3o, ou, de outro lado, tenta manipular e instrumentalizar sua presen\u00e7a, tamb\u00e9m experimentar\u00e1 o estranhamento. Trope\u00e7a inevitavelmente com o sil\u00eancio opaco e misterioso do Transcendente.<\/p>\n<p>Como lembra o Livro do Apocalipse, Ele &#8220;est\u00e1 \u00e0 porta e bate&#8221;, por\u00e9m, jamais violar\u00e1 a liberdade humana. Se a pessoa n\u00e3o se disp\u00f5e a abrir a porta e o cora\u00e7\u00e3o, o encontro est\u00e1 definitivamente fracassado. Se, ao inv\u00e9s, a porta se abre, o que s\u00f3 pode ocorrer a partir de dentro, &#8220;entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo&#8221; (Ap 3,20). A recusa do ser humano traz como resultado a sensa\u00e7\u00e3o de que Deus tamb\u00e9m o recusou. Deixou-o \u00f3rf\u00e3o, perdido e s\u00f3, abandonando-o \u00e0 pr\u00f3pria sorte. Neste caso, apesar da apar\u00eancia de bilateralidade, o recha\u00e7o \u00e9 francamente unilateral. Ou seja, o encontro e o di\u00e1logo se tornam invi\u00e1veis porque o ser humano teme as conseq\u00fc\u00eancias de uma abertura ao mist\u00e9rio, que sempre interpela, questiona e desinstala.<\/p>\n<p>A esta altura surge mais claramente o entrela\u00e7amento entre as rela\u00e7\u00f5es horizontais e as rela\u00e7\u00f5es verticais. Verifica-se aqui uma nova forma de reciprocidade. A acolhida ao outro pavimenta o caminho para o encontro com o totalmente Outro. De igual maneira, o aprofundamento da intimidade com Deus amplia a disposi\u00e7\u00e3o para acolher o estrangeiro, independentemente de sua origem, ra\u00e7a, l\u00edngua ou na\u00e7\u00e3o. Dito de outra forma, o di\u00e1logo com o diferente desvenda horizontes para enriquecer a rela\u00e7\u00e3o com o Transcendente. Este processo de crescimento espiritual, por outro lado, franqueia a porta para os que chegam de fora e de longe. Nasce um c\u00edrculo virtuoso: a acolhida ao outro e a abertura a Deus constituem duas faces da mesma moeda. Em outras palavras, o caminho para o Pai passa necessariamente pelo irm\u00e3o, e vice-versa, o encontro com o estranho e diferente exige a intimidade com o Transcendente.<\/p>\n<p>Por outro lado, a nega\u00e7\u00e3o a Deus e ao outro s\u00e3o igualmente rec\u00edprocas. Fechar a porta ao estrangeiro \u00e9 fech\u00e1-la do pr\u00f3prio Deus. E inversamente, fugir \u00e0 face do Transcendente \u00e9 esquivar-se do confronto com o diferente. Como dizia Anna Fumagalli no II Semin\u00e1rio sobre Teologia, Migra\u00e7\u00e3o e Miss\u00e3o, Deus abandona a p\u00e1tria celeste e nos visita na p\u00e1tria terrestre, para a abrir a todos a porta do Reino dos C\u00e9us. Aqui, encontra-se resumida toda a teologia e espiritualidade da encarna\u00e7\u00e3o: Sendo de condi\u00e7\u00e3o divina, Ele n\u00e3o se apega ciosamente a esse privil\u00e9gio (processo de Kenosis, no hino da Carta aos Filipenses &#8211; Fl 2,6-11), desce ao terreno da hist\u00f3ria, arma sua tenda entre n\u00f3s, para nos elevar. Faz-se forasteiro nos embates da humanidade para nos tornar irm\u00e3os. Forasteiro e h\u00f3spede que, no epis\u00f3dio dos disc\u00edpulos de Ema\u00fas, por exemplo, se converte em anfitri\u00e3o. \u00c0 mesa, oferece p\u00e3o e salva\u00e7\u00e3o (Lc 24,13-35)!<\/p>\n<p>Mais que isso! Na linha do fil\u00f3sofo franc\u00eas Emmanuel L\u00e9vinas, o processo de busca e de constru\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria identidade requer o confronto com o outro em seu duplo sentido, humano e divino. Ou ent\u00e3o, na assertiva de Hans-Georg Gadamer, &#8220;o outro tem algo a dizer n\u00e3o s\u00f3 sobre si mesmo, mas sobre mim&#8221; (Verdade e M\u00e9todo). Trata-se, em s\u00edntese, de uma rela\u00e7\u00e3o que cresce em sentido dialeticamente tr\u00edplice: a descoberta do eu, do outro e de Deus tem implica\u00e7\u00f5es m\u00fatuas e simult\u00e2neas.<\/p>\n<p>Amplia-se, assim, a id\u00e9ia de que acolher \u00e9 esperar o outro, receb\u00ea-lo bem. Aqui estamos a meio caminho do conceito de acolhida. Esta, al\u00e9m de exigir boa recep\u00e7\u00e3o, comporta um &#8220;ir ao encontro&#8221;. Tamb\u00e9m neste aspecto acolhida tem m\u00e3o dupla: abrir a porta e o cora\u00e7\u00e3o a quem chega, por um lado, e, por outro, p\u00f4r-se a caminho e estender os bra\u00e7os a quem est\u00e1 distante, fora, marginalizado, exclu\u00eddo, sem p\u00e3o e sem p\u00e1tria.<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-11086\" data-postid=\"11086\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-11086 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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