
{"id":11597,"date":"2010-11-02T09:14:41","date_gmt":"2010-11-02T11:14:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=11597"},"modified":"2010-11-02T09:15:13","modified_gmt":"2010-11-02T11:15:13","slug":"anjos-e-demonios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/anjos-e-demonios\/","title":{"rendered":"Anjos e Dem\u00f4nios"},"content":{"rendered":"<p><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS<\/em><\/p>\n<p>Terminado o pleito eleitoral, baixado o tom das disputas e silenciadas as farpas ruidosas, n\u00e3o custa deter-se um momento nos rastos e impress\u00f5es deixados pelo caminho. De in\u00edcio, poucas vezes se viu uma polariza\u00e7\u00e3o t\u00e3o acentuada e, ao mesmo tempo, t\u00e3o superficial se confrontada com os grandes problemas que assolam uma economia emergente. Determinadas express\u00f5es usadas no calor dos embates, bem como o comportamento dos candidatos e respectivas coliga\u00e7\u00f5es, n\u00e3o deixam d\u00favida quanto ao extremismo do duelo.<\/p>\n<p>Temos, de um lado, a liga\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Serra com o \u201cretorno da barb\u00e1rie\u201d e da \u201conda de privatiza\u00e7\u00f5es\u201d, como se a economia estivesse prestes a sofrer abalos s\u00edsmicos diante de sua poss\u00edvel vit\u00f3ria. Chegou-se at\u00e9 a ressuscitar o tom do famigerado \u201ceu tenho medo\u201d da Regina Duarte, nas elei\u00e7\u00f5es de 2002, quando se tornava clara a ascend\u00eancia de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Como se ganhar o direito a sentar na cadeira presidencial fosse controlar as for\u00e7as do Estado, manifestas ou ocultas.<\/p>\n<p>De outro lado, o mesmo \u201ceu tenho medo\u201d, mais sutil e com nova roupagem, reveste a express\u00e3o \u201cturma da Dilma\u201d, numa tentativa de satanizar a campanha da coliga\u00e7\u00e3o liderada pelo Partido dos Trabalhadores. E nessa turma elencavam-se nomes de figuras pol\u00edticas historicamente vinculadas aos momentos mais turbulentos da gest\u00e3o Lula, tais como Sarney, Jos\u00e9 Dirceu, entre outros. A ansiedade de ambos os lados revela e esconde, simultaneamente, interesses nem sempre confessados.<\/p>\n<p>Mas a demoniza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica foi mais longe. Usou-se a abusou-se do confronto entre as gest\u00f5es de FHC e Lula. O que para uns era anjo, para outros vinha revestido de dem\u00f4nio, e vice-versa. Num regresso a pr\u00e1ticas execradas pela hist\u00f3ria, procurou-se tra\u00e7ar as fronteiras entre o c\u00e9u e o inferno, entre o bem e o mal, entre o erro e a verdade. Os vil\u00f5es de um lado eram necessariamente her\u00f3is do outro, os mocinhos de uma coliga\u00e7\u00e3o apareciam como bandidos da outra. De repente vimo-nos conduzidos aos filmes da inf\u00e2ncia, onde a cavalaria medieval e o farwest norte-americano demarcavam desde o come\u00e7o os limites entre anjos e dem\u00f4nios!<\/p>\n<p>As pr\u00f3prias for\u00e7as religiosas se prestaram a isso. No final do primeiro turno e come\u00e7o do segundo turno, criou-se um barulho infernal com quest\u00f5es de ordem moral, como, por exemplo, o aborto e o casamento gay. Como se fossem esses os temas centrais e inegoci\u00e1veis da campanha. Notas, desmentidos, reafirma\u00e7\u00f5es, mensagens e opini\u00f5es de todo tipo invadiram a pra\u00e7a p\u00fablica da Internet. Dif\u00edcil orientar-se diante de um rumor t\u00e3o inescrupulosamente espetacularizado. Nesse clima, cada posi\u00e7\u00e3o, cada palavra ou cada defesa, de um ou outro lado, s\u00f3 faziam jogar mais lama no ventilador. A pra\u00e7a virtual se contaminou de tal forma que os internautas corriam o risco de quedar-se surdos e cegos para outros tipos de morte no cen\u00e1rio da viol\u00eancia cotidiana, ou outros tipos de assuntos relevantes para as popula\u00e7\u00f5es pobres e exclu\u00eddas de uma verdadeira cidadania.<\/p>\n<p>Mas os enfrentamentos de car\u00e1ter mais pesado (ou mais baixo!) se deram entre as pr\u00f3prias coliga\u00e7\u00f5es em jogo. De parte dos tucanos, e com a cumplicidade de grande parte da m\u00eddia, montou-se todo um espet\u00e1culo grandiloquente por causa de uma agress\u00e3o que, afinal de contas, n\u00e3o passou de um embate corriqueiro de qualquer campanha. De parte dos petistas, o pr\u00f3prio Presidente da Rep\u00fablica, trovejando de palanque em palanque, pousou de cabo eleitoral assumido.<\/p>\n<p>Nada disso, por\u00e9m, abalou os subterr\u00e2neos da economia. Os ru\u00eddos e bravatas da campanha eleitoral permaneceram na superf\u00edcie. \u00c9 costume afirmar que, em certos momentos, o mercado est\u00e1 de mau humor ou est\u00e1 nervoso. Neste pleito, podemos igualmente afirmar que o mercado tinha consci\u00eancia de que estava garantida a continuidade do modelo pol\u00edtico e econ\u00f4mico brasileiro. N\u00e3o se viu carrancas descabidas na bolsa de valores, tentativas de fuga dos especuladores nacionais e internacionais, ou uma gangorra desenfreada da cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar. Apesar das ondas bravias que polarizaram a elei\u00e7\u00e3o, as correntes ocultas da economia permaneceram serenas e tranq\u00fcilas. N\u00e3o obstante tanto ru\u00eddo, nada foi capaz de perturbar o sono do gigante chamado capitalismo neoliberal!<\/p>\n<p>Os itens acima nos levam a uma observa\u00e7\u00e3o pertinente de Beltrand Russel. Segundo este autor, a democracia ocidental, em sua trajet\u00f3ria acidentada, conseguiu eliminar as dinastias pol\u00edticas. O poder mon\u00e1rquico ou imperial, dos s\u00e9culos passados, transmitido de paia para filho, muitas vezes coroado e aben\u00e7oado pelos poderes eclesi\u00e1sticos, foi totalmente banido dos pa\u00edses ocidentais. O governo passa a ser um \u201cContrato Social\u201d (Rousseau, Hobbes) entre as for\u00e7as sociais: teoricamente, emana do povo, pelo povo e para o povo.<\/p>\n<p>Por outro lado, ainda de acordo com Russel, a democracia ficou a meio caminho. N\u00e3o conseguiu chegar aos subterr\u00e2neos mais intricados da economia. Neste campo do patrim\u00f4nio acumulado, as fortunas passam de pai para filho, e as dinastias continuam intactas. Ningu\u00e9m questiona o \u201cdireito natural\u201d dos descendentes herdarem os bens de determinado milion\u00e1rio ou bilion\u00e1rio, pouco importando a forma como tal riqueza foi adquirida. Terras, contas banc\u00e1rias, edif\u00edcios, a\u00e7\u00f5es, patentes, marcas, etc. s\u00e3o \u201cbens de fam\u00edlia\u201d a serem distribu\u00eddos entre os filhos e netos.<\/p>\n<p>Ocorre que os detentores das dinastias econ\u00f4micas acabam recriando as dinastias pol\u00edticas. S\u00e3o eles que podem pagar o alto pre\u00e7o de campanhas eleitorais, que podem bancar os marqueteiros e que podem expor o rosto e o pensamento na grande m\u00eddia. O poder econ\u00f4mico compra o poder pol\u00edtico e este, a seu turno, garante acesso a outras formas de riqueza. Fecha-se o c\u00edrculo vicioso do ter e do poder: um bom patrim\u00f4nio tem condi\u00e7\u00f5es de fazer uma boa campanha e ganhar as elei\u00e7\u00f5es, o que abre portas para o ac\u00famulo de novos bens. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que alguns \u201cdonos do poder\u201d (Raymundo Faoro) v\u00e3o se perpetuando numa esp\u00e9cie de cadeira cativa no Senado, na C\u00e2mara e em outras fun\u00e7\u00f5es de grande prest\u00edgio.<\/p>\n<p>Mais grave ainda quando tudo isso vem refor\u00e7ado pela for\u00e7a da m\u00e1quina administrativa. Quando prefeitos, governadores e presidente, al\u00e9m de vereadores, deputados e senadores, se atiram de corpo e alma ao processo eleitoral, fica dif\u00edcil para o eleitor estabelecer um linha demarcat\u00f3ria entre o que \u00e9 governar e o que \u00e9 fazer campanha. Ali\u00e1s, fica dif\u00edcil para o pr\u00f3prio pol\u00edtico. Tamb\u00e9m aqui as fronteiras se borram com frequ\u00eancia inusitada. Tanto no moralismo entre o bem e o mal, quanto na op\u00e7\u00e3o \u00e9tica entre exercer o mandato ou atuar como cabo eleitoral, os limites se mesclam e se confundem.<\/p>\n<p>Nos dois casos, falta ao pa\u00eds o que se poderia chamar de uma cultura democr\u00e1tica ampla e plural. Uma esp\u00e9cie de campo de disputa independente dos personalismos, autoritarismos, centralismos e moralismos religiosos, por um lado, e independente, por outro lado, das grandes fortunas, das oligarquias sobreviventes, do tr\u00e1fico de influ\u00eancia, do prest\u00edgio e privil\u00e9gio das classes dominantes e do poder exacerbado da m\u00eddia. Para isso se imp\u00f5e a necessidade de criar e\/ou fortalecer novos canais de participa\u00e7\u00e3o popular, novos mecanismos e instrumentos de controle do poder e do or\u00e7amento p\u00fablicos. Falar de democracia direta \u00e9 um sonho, mas \u00e9 poss\u00edvel avan\u00e7ar para um debate pol\u00edtico e pol\u00edtico-partid\u00e1rio onde os diversos setores da popula\u00e7\u00e3o tenham maior incid\u00eancia e poder de decis\u00e3o.<\/p>\n<p>Nesta perspectiva, n\u00e3o basta eleger \u201cpol\u00edticos democr\u00e1ticos\u201d, que n\u00e3o raro acabam sendo manipulados pelas for\u00e7as de um Estado historicamente viciado em manter os privil\u00e9gios da Casa Grande em detrimento dos direitos da Senzala (Gilberto Freire). \u00c9 preciso estabelecer estruturas democr\u00e1ticas de gest\u00e3o da \u201crex publica\u201d, as quais independam dos mandat\u00e1rios de plant\u00e3o, por uma parte, e, por outra, possam ser controladas por representa\u00e7\u00f5es da sociedade civil organizada. Somente com ra\u00edzes bem fincadas no solo das reivindica\u00e7\u00f5es populares \u2013 \u00a0solo \u00famido de suor, l\u00e1grimas e sangue de tantos cidad\u00e3os \u2013 \u00e9 que a \u00e1rvore da gest\u00e3o pol\u00edtica pode esquivar-se \u00e0 manipula\u00e7\u00e3o das raposas que h\u00e1 s\u00e9culos controlam a ferro e fogo o mando da na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-11597\" data-postid=\"11597\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-11597 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS Terminado o pleito eleitoral, baixado o tom das disputas e silenciadas as farpas ruidosas, n\u00e3o custa deter-se um momento nos rastos e impress\u00f5es deixados pelo caminho. 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