
{"id":11708,"date":"2010-11-11T08:19:43","date_gmt":"2010-11-11T10:19:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=11708"},"modified":"2010-11-11T08:19:43","modified_gmt":"2010-11-11T10:19:43","slug":"o-forasteiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/o-forasteiro\/","title":{"rendered":"O Forasteiro"},"content":{"rendered":"<p><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><strong><em>Tr\u00eas Met\u00e1foras<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Na met\u00e1fora do futebol, o sucesso do juiz \u00e9 sua invisibilidade durante o jogo. Quanto menos ele parece em campo, mais eficaz sua forma de arbitragem. Um juiz que chama a aten\u00e7\u00e3o sobre si mesmo, provocando entraves desnecess\u00e1rios, desvia o foco do espet\u00e1culo. A partida acaba se tornando truncada, na medida em que o \u00e1rbitro faz tudo para mostrar servi\u00e7o. A arte do futebol exige uma fluidez natural das jogadas, onde o juiz, sem permitir a viol\u00eancia e a parcialidade, deve agir da forma mais discreta poss\u00edvel. Ele n\u00e3o pode ocupar muito espa\u00e7o na arena da disputa. O bom juiz \u00e9 aquele que, ao final do confronto, praticamente atrai coment\u00e1rios.<\/p>\n<p>O mesmo poder-se-ia dizer do jornalista. Ele n\u00e3o \u00e9 a not\u00edcia, mas seu ve\u00edculo. Sua tarefa \u00e9 divulgar os fatos, ou at\u00e9 coment\u00e1-los, jamais produzi-los. Um rep\u00f3rter trapalh\u00e3o ou excessivamente centralizado no cen\u00e1rio dos acontecimentos, acaba chamando a aten\u00e7\u00e3o sobre si mesmo. Numa entrevista, por exemplo, costuma fazer perguntas complicadas e \u00e0s vezes maiores que as poss\u00edveis respostas. Pior ainda quando resolve interromper a pessoa entrevistada, sem que esta complemente o pensamento ou sequer a frase. O palco da hist\u00f3ria n\u00e3o pertence aos profissionais da comunica\u00e7\u00e3o. O papel destes \u00e9 transmitir as novidades, n\u00e3o cri\u00e1-las. Dois riscos s\u00e3o muito comuns no jornalismo e em n\u00e3o poucos periodistas: por um lado, o sensacionalismo que amplifica e distorce desnecessariamente os fatos, de outro a espetaculariza\u00e7\u00e3o dos mesmos deixando na sombra o cotidiano, \u00e0s vezes t\u00e3o ou mais pertinente que a not\u00edcia veiculada.<\/p>\n<p>Outro profissional que podemos tomar como exemplo \u00e9 o apresentador de programas televisivos. Muitos deles se colocam no centro da programa\u00e7\u00e3o, chamando a si a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, esteja este na plat\u00e9ia ou em casa. O mau apresentador concentra a aten\u00e7\u00e3o dos microfones, dos holofotes e das c\u00e2meras sobre sua pr\u00f3pria imagem. Ocupa a tela na maior parte do tempo. Os artistas, calouros ou celebridades, chamadas ao programa para enriquec\u00ea-lo, acabam permanecendo na penumbra. Mais grave ainda quando o profissional p\u00f5e-se a debochar e a ridicularizar os iniciantes, assumindo a fun\u00e7\u00e3o de uma esp\u00e9cie de dono e juiz da situa\u00e7\u00e3o. Poder\u00edamos acrescentar um bom n\u00famero de apresentadores que carregam estas caracter\u00edsticas.<\/p>\n<p>Nos tr\u00eas casos acima, o papel do juiz, do jornalista e do apresentador \u00e9 facilitar da melhor forma poss\u00edvel o espet\u00e1culo. Mas quando o pr\u00f3prio profissional se faz espet\u00e1culo desloca o n\u00facleo de sua fun\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Quem deve sobressair n\u00e3o \u00e9 ele, e sim os protagonistas dos fatos ou dos programas em quest\u00e3o. O bom profissional sabe colocar-se em segundo plano, como que de escanteio. O primeiro lugar do palco pertence \u00e0queles que, pelo dom da arte ou pela trajet\u00f3ria de vida, fazem avan\u00e7ar a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>\u00a0<strong><em>Forasteiro e vida religiosa<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Agora, tendo como pano de fundo os tr\u00eas exemplos apresentados, passemos ao campo da vida religiosa. O centro da consagra\u00e7\u00e3o \u00e9 o seguimento de Jesus Cristo. Ele pr\u00f3prio, em sua vida e obra terrestre, jamais apresentou a si mesmo. Quando o assediavam as multid\u00f5es, fugia para isolamento, esquivava-se de uma centralidade sensacional e euf\u00f3rica. Se acompanharmos com aten\u00e7\u00e3o os passos do Jesus hist\u00f3rico, sua miss\u00e3o est\u00e1 fortemente nucleada no Pai, no Reino e no pobre. Somente a partir da experi\u00eancia pascal, \u00e9 que as primeiras comunidades crist\u00e3s passaram a cultuar o Cristo Crucificado e Ressuscitado. E embora o credo da Igreja nascente tenha colocado o Cristo como protagonista principal, este sempre havia insistindo no cumprimento da vontade do Pai.<\/p>\n<p>Essa reflex\u00e3o ganha sua import\u00e2ncia diante da vida consagrada atual. Com frequ\u00eancia encontramos n\u00e3o poucos religiosos ou religiosas, com profunda inser\u00e7\u00e3o no meio popular, angustiados com o fracasso, a inseguran\u00e7a e a impot\u00eancia. Sem a menor d\u00favida, s\u00e3o pessoas s\u00e9rias e seriamente engajadas no compromisso pela transforma\u00e7\u00e3o social. Mas facilmente se impacientam com o ritmo dos acontecimentos, ou melhor, com o ritmo do povo. Parece que este n\u00e3o quer nada com nada!<\/p>\n<p>\u00c9 aqui que entra em cena o profissional discreto e silencioso de que fal\u00e1vamos nos par\u00e1grafos precedentes. De alguma forma, o religioso ou religiosa, atrav\u00e9s de sua consagra\u00e7\u00e3o e testemunho, torna-se o profissional da evangeliza\u00e7\u00e3o. Entretanto, dizer profissional, como vimos anteriormente, n\u00e3o \u00e9 o mesmo que dizer protagonista. Os protagonistas das mudan\u00e7as sociais, econ\u00f4micas, pol\u00edticas e culturais seguem sendo os setores, movimentos e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil. A tarefa da vida consagrada \u00e9 ser fermento na massa, faz\u00ea-la crescer a partir de dentro, ou seja, a partir de suas pr\u00f3prias for\u00e7as. Numa palavra, despertar no povo suas potencialidades ocultas, tratar de canalizar tais energias, fortalec\u00ea-las, com vistas a uma incid\u00eancia sociopol\u00edtica eficaz e transformadora.<\/p>\n<p>Se assumirmos o papel principal, os pobres tendem a ficar na sombra. Moradores da Senzala e acostumados a depender da Casa Grande ou do padrinho rico, quando se deparam com o meio urbano simplesmente trocam o antigo coronel pelo padre ou pela irm\u00e3. Algu\u00e9m que decide por eles, o que, al\u00e9m de acentuar sua depend\u00eancia, ainda os impede de assumir os riscos ou sucessos da pr\u00f3pria iniciativa. Nada \u00e9 mais tentador do que depositar a liberdade aos p\u00e9s de algu\u00e9m, de um salvador da p\u00e1tria. <em>O Medo \u00e0 liberdade<\/em>, livro de Erich Fromm, tem muito a dizer sobre essa atitude passiva e infantil. A liberdade \u00e9 um fardo que somente as pessoas maduras conseguem carregar.<\/p>\n<p>A chegada discreta do <em>forasteiro<\/em>, no epis\u00f3dio dos disc\u00edpulos de Ema\u00fas (Lc 24,13-35), ilustra o papel do juiz, do jornalista, do apresentador e do religioso ou religiosa. Somente como forasteiro, ele pode perguntar pelo que aconteceu ou interessar-se pela tristeza dos disc\u00edpulos em fuga. Se Jesus se apresenta logo como o Cristo Ressuscitado, o di\u00e1logo se interrompe imediatamente. Diante da autoridade, a timidez \u00e9 inevit\u00e1vel. O di\u00e1logo \u00e9 substitu\u00eddo pelo mon\u00f3logo de quem sabe de tudo. A conversa continua porque o desconhecido permanece oculto. E com isso tem acesso ao drama que os dois est\u00e3o vivenciando. Pode entender seu rosto, ouvir suas palavras, acompanhar seus passos.<\/p>\n<p>\u00a0<strong><em>O Mist\u00e9rio da Encarna\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p>De resto, \u00e9 esse o mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o. O verbo se faz carne, se faz homem, para ter acesso \u00e0 hist\u00f3ria da humanidade em suas veredas mais ocultas, em suas lutas e sonhos, interroga\u00e7\u00f5es e incongru\u00eancias. Pode-se afirmar que desde os quatro verbos do Livro do \u00caxodo ou do Deuteron\u00f4mio, colocados na boca de Deus eu vi a afli\u00e7\u00e3o, eu ouvi o clamor, eu conhe\u00e7o o sofrimento e eu desci para libertar come\u00e7a a encarna\u00e7\u00e3o (Ex 3,7-10; Dt 26,5-10). A descida de Deus que permite a subida do ser humano. Deus se humaniza para abrir a possibilidade de o homem se divinizar.<\/p>\n<p>Os quatro verbos refletem a experi\u00eancia de um Deus extremamente sens\u00edvel, atento e solid\u00e1rio com as v\u00edtimas da hist\u00f3ria. \u00c9 a experi\u00eancia fundante do Povo de Israel, seu alicerce hist\u00f3rico de f\u00e9 e esperan\u00e7a. Mas para por em marcha o povo oprimido, e conduzi-lo ao caminho da liberta\u00e7\u00e3o, Ele desce, como que entrando pela porta dos fundos, invis\u00edvel e ao mesmo tempo presente na trajet\u00f3ria do povo. Tal descida adquire sua plenitude na encarna\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m dessa vez, Jesus chega pela porta dos fundos: n\u00e3o havia lugar para eles, diz o evangelista de sua inf\u00e2ncia (Lc 2,7). Assim se expressa a delicadeza do forasteiro. Mesmo sendo de condi\u00e7\u00e3o divina, Ele n\u00e3o se apega ciosamente a essa condi\u00e7\u00e3o, mas se humilha e se faz obediente at\u00e9 a morte e morte de cruz para conhecer a fundo os embates , dores, sofrimentos e esperan\u00e7as da hist\u00f3ria e do cora\u00e7\u00e3o humano (Fl 2,6-11).<\/p>\n<p>O religioso ou religiosa inseridos t\u00eam a\u00ed um espelho. Uma entrada triunfal e solene no meio do povo, ou na casa de algu\u00e9m, \u00e9 a melhor forma de romper um encontro poss\u00edvel. A atitude ostensiva de poder, ainda que simb\u00f3lico, ou justamente por s\u00ea-lo, inibe e mutila a fala do outro. Por isso \u00e9 que inser\u00e7\u00e3o rima com incultura\u00e7\u00e3o, um di\u00e1logo de cora\u00e7\u00f5es e almas. N\u00e3o se trata da imita\u00e7\u00e3o superficial de vestir, comer ou dan\u00e7ar e cantar como o povo. Esta at\u00e9 pode estar presente, sem d\u00favida, mas n\u00e3o substitui o esfor\u00e7o profundo para compreender os valores e contravalores de outra cultura. Muitas vezes a simples imita\u00e7\u00e3o, incultura\u00e7\u00e3o falsa, pode mesmo impedir o processo lento e laborioso do verdadeiro encontro de pessoas, povos e ra\u00e7as. Em s\u00edntese, incultura\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um ato da vida, mas um processo que dura uma exist\u00eancia inteira.<\/p>\n<p>Tornar-se forasteiro como Jesus no mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o \u00e9 abdicar de t\u00edtulos, prest\u00edgio, pompa, solenidade e poder tudo para colocar-se ao n\u00edvel do outro. \u00c9 tamb\u00e9m saber revelar a pr\u00f3pria sede, como faz Jesus por duas vezes. Somos todos uma mescla de \u00e1gua e sede, temos algo e ensinar e algo a aprender. Por isso, a evangeliza\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre um processo de m\u00e3o dupla. Parafraseando Paulo Freire, ningu\u00e9m evangeliza ningu\u00e9m e ningu\u00e9m se evangeliza sozinho. A evangeliza\u00e7\u00e3o se d\u00e1 no encontro. No po\u00e7o, \u00e1gua e sede se encontram, se entrela\u00e7am e se refor\u00e7am no di\u00e1logo m\u00fatuo. Se todos somos uma mistura evangelizador e evangelizado, se em cada cora\u00e7\u00e3o humano e no cora\u00e7\u00e3o de cada cultura existem sementes do verbo, ent\u00e3o conclui-se que Evangelho n\u00e3o se leva nem se traz se vive!<\/p>\n<p>Na Pastoral dos Migrantes, em particular, a atitude de tornar-se forasteiro \u00e9 <em>conditio sine qua non<\/em> da evangeliza\u00e7\u00e3o. Ser forasteiro com os forasteiros \u00e9 a \u00fanica maneira de penetrar em seu mundo. \u00c9 natural que o migrante, como estrangeiro, feche as portas e o cora\u00e7\u00e3o a outro estrangeiro. Atitude de defesa frente a poss\u00edveis hostilidades, preconceito e persegui\u00e7\u00e3o. Como quebrar o gelo? A delicadeza do forasteiro \u00e9 a chave que abre a porta tanto ao outro quanto ao totalmente Outro.<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-11708\" data-postid=\"11708\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-11708 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS \u00a0Tr\u00eas Met\u00e1foras Na met\u00e1fora do futebol, o sucesso do juiz \u00e9 sua invisibilidade durante o jogo. Quanto menos ele parece em campo, mais eficaz sua forma de arbitragem. Um juiz que chama a aten\u00e7\u00e3o sobre si mesmo, provocando entraves desnecess\u00e1rios, desvia o foco do espet\u00e1culo. 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