
{"id":11759,"date":"2010-11-17T09:02:38","date_gmt":"2010-11-17T11:02:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=11759"},"modified":"2010-11-17T09:02:38","modified_gmt":"2010-11-17T11:02:38","slug":"o-enigma-da-cruz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/o-enigma-da-cruz\/","title":{"rendered":"O enigma da cruz"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cruz \u00e9 maldita. Instrumento de tortura e morte do mundo antigo: atroz e duradouro, reservado aos rebeldes mais execrados. \u201cMaldito todo aquele que \u00e9 suspenso no madeiro\u201d, diz S\u00e3o Paulo na Carta aos G\u00e1latas (Gl 3,13), citando o Livro do Deuteron\u00f4mio. Deus est\u00e1 ausente da cruz, pois, ainda conforme a cita\u00e7\u00e3o do Deuteron\u00f4mio, \u201caquele que \u00e9 pendurado \u00e9 um objeto de maldi\u00e7\u00e3o divina\u201d (Dt 21,23). O Pai n\u00e3o pode comungar com a viol\u00eancia extremada dos homens, especialmente quando esta se abate sobre um inocente que \u201cpassou pela vida fazendo o bem\u201d (At 10,38). Da\u00ed o grito atormentado e incompreens\u00edvel do Filho, agonizante no alto da cruz, citando o salmo 22: \u201c<em>El\u00f3i, El\u00f3i, lamma sabact\u00e1ni?\u201d,<\/em> \u201cMeu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?\u201d (Mc 15,34).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas \u00e9 igualmente incompreens\u00edvel que, em momento t\u00e3o crucial (e este adjetivo tem origem na cruz), o pai abandone o filho. \u00c9 este, ali\u00e1s, que torna presente o amor do Pai no seu gesto humano-divino, o gesto mais inaudito e surpreendente de todos os tempos: \u201cPai perdoai-lhes porque eles n\u00e3o sabem o que fazem!\u201d (Lc 23,34). Aqui o contraste se eleva \u00e0 m\u00e1xima pot\u00eancia. \u00c0 a\u00e7\u00e3o violenta das autoridades que o julgaram e dos soldados que o executam, Jesus responde com o perd\u00e3o. A manifesta\u00e7\u00e3o mais extremada da viol\u00eancia se confronta com a pr\u00f3pria personifica\u00e7\u00e3o da miseric\u00f3rdia. Enquanto, de um lado, os verdugos se atiram como que embriagados sobre a presa inocente, de outro, Deus \u201cse vinga\u201d oferecendo a d\u00e1diva do perd\u00e3o. Sendo Jesus Cristo a revela\u00e7\u00e3o do amor divino, o verbo feito carne, este \u00e9 sem d\u00favida o momento sublime de tal revela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta linha de reflex\u00e3o, exclui-se completamente a id\u00e9ia de que o Pai entrega o Filho em sacrif\u00edcio pela salva\u00e7\u00e3o da humanidade. Hoje \u00e9 un\u00e2nime entre os estudiosos o consenso de que a morte brutal de Jesus \u00e9 fruto de seu profetismo e testemunho, ambos de uma radicalidade sem precedentes. Nessa trajet\u00f3ria em defesa da justi\u00e7a e dos pobres, o nazareno se bate com as for\u00e7as conservadoras da \u00e9poca, representando tanto o poder judaico quanto o imp\u00e9rio romano. S\u00e3o as autoridades constitu\u00eddas que manipulam o povo, exigindo deste um \u201ccrucifica-o, crucifica-o\u201d que, irremedi\u00e1vel e fatalmente o levar\u00e1 ao calv\u00e1rio. E o Pai, permanece silencioso, indiferente, alheio \u00e0 cena do G\u00f3lgota? O sil\u00eancio de Deus \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o da liberdade humana. Deus \u00e9 fiel porque cala, respeitando as op\u00e7\u00f5es de cada um. Em tudo, menos no pecado, Jesus experimenta a condi\u00e7\u00e3o humana (Hb 4,15).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Semelhante reflex\u00e3o remete \u00e0 obra de Ren\u00e9 Girard, particularmente <em>A Viol\u00eancia e o Sagrado<\/em> e <em>O Bode Expiat\u00f3rio<\/em>. Nesses estudos, o autor sustenta que a resposta de Jesus ao seu julgamento e execu\u00e7\u00e3o t\u00e3o b\u00e1rbara quebra o c\u00edrculo vicioso da viol\u00eancia, t\u00e3o comum nas religi\u00f5es antigas. Nestas, a viol\u00eancia cotidiana exigia um ritual espor\u00e1dico, igualmente violento, para refazer a coes\u00e3o e a paz social. Assim se equilibrava e se neutralizava o ciclo espiral dos atos violentos. Era como se o sangue das v\u00edtimas \u2013 humanas ou animais \u2013 aplacasse a f\u00faria das multid\u00f5es, refletida na ira dos deuses. A reciprocidade violenta ajudava a conter o c\u00edrculo repetitivo do caos indiferenciado, gerado por algum tipo de agress\u00e3o. Dessa forma, a vida em sociedade era como que re-fundada periodicamente em rituais de sacrif\u00edcio. A civiliza\u00e7\u00e3o estava alicer\u00e7ada na viol\u00eancia rec\u00edproca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outra obra, <em>As coisas escondidas desde a cria\u00e7\u00e3o do mundo<\/em>, o mesmo autor esclarece como o perd\u00e3o, oferecido no alto da cruz e no auge do sofrimento, instaura a funda\u00e7\u00e3o de outro tipo de rela\u00e7\u00f5es humanas e sociais. Aqui os la\u00e7os nascem n\u00e3o do medo e do equil\u00edbrio entre as for\u00e7as em permanentes choques violentos, e sim no amor e na solidariedade, inclusive para com os inimigos. Jesus inaugura a possibilidade de outro princ\u00edpio para pr\u00f3pria civiliza\u00e7\u00e3o, desta vez alicer\u00e7ada em redes solid\u00e1rias rec\u00edprocas. As duas grandes guerras mundiais, o holocausto e a guerra-fria, per\u00edodos c\u00e1usticos e tragicamente pontilhado por milhares de cad\u00e1veres insepultos, pode ser outro resultado da viol\u00eancia m\u00fatua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Retomando o tema, o Pai encontra-se, ao mesmo tempo, ausente e presente na cruz onde o Filho dolorosamente agoniza. <em>Ausente<\/em> na f\u00faria humana que desencadeia a tormenta assassina sobre o profeta dos \u00faltimos tempos. F\u00faria que se reproduz ao longo dos tempos sobre milh\u00f5es e milh\u00f5es de v\u00edtimas da hist\u00f3ria, crucificadas pela pobreza, a mis\u00e9ria, a fome e a viol\u00eancia em suas mil formas. Mas Deus est\u00e1 <em>presente<\/em> no ato de perd\u00e3o do Filho que, desse modo, revela com todas as luzes o cora\u00e7\u00e3o misericordioso, compassivo e amoroso de Deus. Cora\u00e7\u00e3o do bom pastor, do bom samaritano ou do pai que espera ansioso pela volta do \u201cfilho pr\u00f3digo\u201d. Nesse contraste in\u00e9dito entre a viol\u00eancia e o amor, h\u00e1 como que um curto-circuito, uma fa\u00edsca, um raio \u2013 que ilumina o mist\u00e9rio da cruz. O gesto gratuito de perd\u00e3o como resposta aos algozes que o torturam constitui uma semente. Uma semente que n\u00e3o pode morrer!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso Jesus n\u00e3o \u00e9 enterrado, mas semeado. Um grupo de leigos, majorit\u00e1ria e sintomaticamente formado por mulheres, se encarrega de descer do madeiro o corpo do Crucificado. S\u00e3o as personagens do momento da crise, da trag\u00e9dia, da escurid\u00e3o. Os demais, at\u00e9 mesmo os futuros ap\u00f3stolos e colunas da futura Igreja, haviam se dispersado. Mas aquele punhado de pessoas toma sobre si a tarefa de prestar as \u00faltimas homenagens ao falecido. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil imaginar com que dor e com que tristeza tais pessoas o fazem. Tampouco \u00e9 dif\u00edcil imaginar com que carinho e com que delicadeza elas o transportam ao t\u00famulo. A\u00ed o corpo, de acordo com o costume da \u00e9poca, \u00e9 cuidadosamente perfumado, envolto em len\u00e7\u00f3is limpos e \u201csemeado\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ternura e o esmero que revestem semelhante tarefa parecem acompanhadas de uma profunda intui\u00e7\u00e3o: aquele corpo \u00e9 uma semente e a semente, quando o lavrador lan\u00e7a-a \u00e0 terra, o faz na esperan\u00e7a de que possa brotar. Inconscientemente, para aqueles poucos fi\u00e9is, o retorno \u00e0 vida parece ser um fruto inevit\u00e1vel frente a uma entrega t\u00e3o grandiosa. Como se a ressurrei\u00e7\u00e3o precedesse a pr\u00f3pria morte: resultado inequ\u00edvoco de uma vida que n\u00e3o pode ser apagada nas marcas deixadas na pedra viva da hist\u00f3ria. Os ventos furiosos da morte n\u00e3o podem desfazer as pegadas de um amor t\u00e3o belo, t\u00e3o inteiro e t\u00e3o profundo. No ato mesmo de \u201csemear\u201d o corpo de Jesus no t\u00famulo est\u00e1 impregnada a intui\u00e7\u00e3o de que sua obra e seu gesto final constituem uma semente. Semente que, no solo \u00famido e aparentemente est\u00e9ril, ir\u00e1 amadurecer e se levantar. Lan\u00e7ar\u00e1 ra\u00edzes no terreno da hist\u00f3ria humana, para depois erguer-se triunfante rumo ao ar livre, ao c\u00e9u azul, \u00e0 luz do sol, \u00e0 Casa do Pai. A ressurrei\u00e7\u00e3o est\u00e1 em germe, no cora\u00e7\u00e3o contrito e entristecido daquele pequeno grupo. Talvez para ele o t\u00famulo vazio n\u00e3o tenha representado nenhuma surpresa!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outras palavras, na \u00e1rdua travessia do deserto, quando tudo se faz escuro e parece n\u00e3o haver sa\u00edda, quem toma nas m\u00e3os as r\u00e9deas da \u201chist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 um grupo de leigos, especialmente mulheres. De fato, o espa\u00e7o compreendido entre a cruz e a ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 tempo de trevas, de desespero. As expectativas com rela\u00e7\u00e3o ao Reino de Deus se frustram. Tudo parece acabado, o medo tomou o lugar da esperan\u00e7a. Diante dos acontecimentos tr\u00e1gicos, os antigos disc\u00edpulos sentem-se \u00f3rf\u00e3os, s\u00f3s e perdidos com a morte do Mestre: enquanto um o havia tra\u00eddo e outro negado, os demais se p\u00f5em em fuga. Com a exce\u00e7\u00e3o do disc\u00edpulo amado, a debandada contamina a todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Emblem\u00e1tico a esse respeito \u00e9 o epis\u00f3dio dos disc\u00edpulos de Ema\u00fas (Lc 24,13-35). Tristes, impotentes, medrosos e cabisbaixos, retornam para o seu povoado, dando por encerrada a aventura de Jesus de Nazar\u00e9. Se o l\u00edder terminou suspenso no alto da cruz, o que n\u00e3o poder\u00e1 ocorrer com eles! O mais seguro \u00e9 deixar os arredores de Jerusal\u00e9m e refugiar-se tranquilamente em casa. O mesmo epis\u00f3dio, por\u00e9m, marca uma reviravolta. Se a ida de Jerusal\u00e9m a Ema\u00fas \u00e9 o caminho do medo e do fracasso, a volta de Ema\u00fas a Jerusal\u00e9m representa o despertar da chama encoberta pelas cinzas: \u201cn\u00e3o ardia nosso cora\u00e7\u00e3o quando Ele nos explicava as Escrituras?\u201d Os antigos companheiros de Jesus, que empreendiam uma dolorosa fuga, o reconhecem ao partir o p\u00e3o. Imediatamente se lhes abre os olhos e o cora\u00e7\u00e3o para a nova realidade. A brasa ressurge, se reaviva, e ambos regressam com asas nos p\u00e9s para anunciar a Boa Nova. Todo o epis\u00f3dio representa um parto em que o disc\u00edpulo desalentado se torna mission\u00e1rio ardoroso, para usar a express\u00e3o do Documento de Aparecida. A semente lan\u00e7ada \u00e0 terra come\u00e7a a germinar.<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-11759\" data-postid=\"11759\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-11759 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS A cruz \u00e9 maldita. Instrumento de tortura e morte do mundo antigo: atroz e duradouro, reservado aos rebeldes mais execrados. \u201cMaldito todo aquele que \u00e9 suspenso no madeiro\u201d, diz S\u00e3o Paulo na Carta aos G\u00e1latas (Gl 3,13), citando o Livro do Deuteron\u00f4mio. 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