
{"id":11877,"date":"2010-11-27T11:17:44","date_gmt":"2010-11-27T13:17:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=11877"},"modified":"2010-11-27T12:43:31","modified_gmt":"2010-11-27T14:43:31","slug":"cadaver-insepulto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/cadaver-insepulto\/","title":{"rendered":"Cad\u00e1ver Insepulto"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[www.provinciasaopaulo.com]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Formas de viol\u00eancia in\u00e9ditas e imprevistas, pela sua ousadia e criatividade, se multiplicam pelos grandes centros urbanos. Nas \u00faltimas semanas, a metr\u00f3pole do Rio de Janeiro tem sido o cen\u00e1rio principal de in\u00fameros atos violentos, numa sequ\u00eancia e criatividades sem precedentes. Mas, em maior ou menor grau, eles se estendem igualmente a outras capitais e at\u00e9 \u00e0s cidades m\u00e9dias e pequenas. Lament\u00e1vel que, em se tratando do Rio de Janeiro, algumas autoridades e n\u00e3o poucos analistas preocupam-se em primeiro lugar com o risco ao turismo e com as implica\u00e7\u00f5es para a realiza\u00e7\u00e3o da Copa do Mundo (2014) e das Olimp\u00edadas (2016). Felizmente, para outros, o que est\u00e1 em primeiro lugar \u00e9 a normalidade da vida e trabalho da popula\u00e7\u00e3o que habita as favelas e periferias da \u201ccidade maravilhosa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De um ponto de vista mais abrangente, a viol\u00eancia urbana ganha propor\u00e7\u00f5es inusitadas e assustadoras. A guerra entre as for\u00e7as de seguran\u00e7a, a pol\u00edcia civil ou militar e o ex\u00e9rcito, por um lado, e os comandos do narcotr\u00e1fico e do crime organizado, por outro, continua semeando cad\u00e1veres pelo asfalto e pela cal\u00e7ada. As v\u00edtimas fatais se constituem, em geral, de jovens ceifados antes dos 25 anos, soldados no cumprimento de seu dever e civis atingidos na trajet\u00f3ria cotidiana. Isso sem falar do p\u00e2nico da popula\u00e7\u00e3o, que se agrava com os carros incendiados, com os arrast\u00f5es, com os tiroteios cruzados e com as balas perdidas&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m \u00e9 alarmante o crescimento e fortalecimento de grupos nazistas ou neonazistas, extremamente radicais e hermeticamente cerrados, os quais, na calada da noite ou \u00e0 luz do dia, seguem exibindo cenas de homo e xenofobia, de preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o, de racismo e intoler\u00e2ncia. Trata-se, ali\u00e1s, de um fen\u00f4meno que tem hist\u00f3ricas ra\u00edzes na Europa e Estados Unidos, mas atualmente com grande repercuss\u00e3o nos pa\u00edses perif\u00e9ricos, entre eles o Brasil. No alvo desses grupos, quase sempre formados por jovens e adolescentes de classe m\u00e9dia, est\u00e3o os negros, as mulheres prostitu\u00eddas, os moradores de rua, os estrangeiros, os nordestinos, os homossexuais&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas h\u00e1, ainda, o massacre nem sempre divulgado das pessoas que moram e trabalham na rua. A capital de Macei\u00f3, Alagoas, recentemente foi palco tr\u00e1gico de dezenas de assassinatos, mas essa barb\u00e1rie contra os mais indefesos entre os pobres se repete em outras localidades. A agressividade selvagem e gratuita se revela um v\u00edrus contagioso, que parece n\u00e3o conhecer fronteiras nem limites. Os habitantes de Bras\u00edlia e S\u00e3o Paulo, por exemplo, assistiram pasmados aos ataques brutais a ind\u00edgenas, empregadas dom\u00e9sticas, menores&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E se ampliarmos o leque da viol\u00eancia, trope\u00e7amos diariamente com sequestros, estupros e pedofilia, crimes passionais, latroc\u00ednios, morte no tr\u00e2nsito, v\u00edtimas da droga e do \u00e1lcool, conflitos intrafamiliares. Estes \u00faltimos, em geral, s\u00e3o protegidos pela \u201cprivacidade do lar\u201d, silenciosos e silenciados, pois, como diz o ditado, \u201cem briga de marido e mulher n\u00e3o se p\u00f5e a colher\u201d. Com isso, as v\u00edtimas costumam ser justamente as pessoas mais pr\u00f3ximas e amadas, tais como namoradas e esposas, pais e filhos, crian\u00e7as inocentes&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A contradi\u00e7\u00e3o se torna cada vez mais estridente. Por uma parte, cresce de forma exagerada e ostensiva a exuber\u00e2ncia e o prazer da vida. O culto ao corpo, com a prolifera\u00e7\u00e3o das academias, acompanha o culto \u00e0s celebridades. A tirania da beleza e da juventude sacrifica a sa\u00fade, levando ao limite da anorexia e do uso de cosm\u00e9ticos. Termos como hedonismo, voyeurismo, individualismo e subjetivismo florescem abundantemente no vocabul\u00e1rio anal\u00edtico e jornal\u00edstico. Por outra parte, a vida se banaliza, disputando com a morte cada not\u00edcia dos telejornais ou cada p\u00e1gina de revistas e peri\u00f3dicos. Mata-se por tudo e por nada: a vida vale tanto quanto um par de t\u00eanis, um rel\u00f3gio, um celular, alguns trocados. Ao que tudo indica o gosto pela vida e a morte violenta nunca estiveram t\u00e3o entrela\u00e7ados. Sede de viver e sede de sangue parecem se justapor, se sobrepor ou se mesclar. Como j\u00e1 apontou Freud em seus v\u00e1rios escritos, o amor e o \u00f3dio s\u00e3o irm\u00e3os g\u00eameos: convivem lado a lado a puls\u00e3o de vida e a puls\u00e3o de morte, Eros e Tanatos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mais grave \u00e9 que esses cad\u00e1veres espalhados pelas ruas ou as pessoas mutiladas pelos mais covardes ataques n\u00e3o passam da ponta de um grande iceberg. Representam a parte vis\u00edvel de um enorme cad\u00e1ver que, h\u00e1 s\u00e9culos, permanece invis\u00edvel e insepulto na hist\u00f3ria do pa\u00eds, apodrecendo no t\u00fanel do tempo e gerando cad\u00e1veres sem fim. Os atos violentos constituem a express\u00e3o de uma viol\u00eancia oculta e legalizada, a qual, diga-se de passagem, se legitima com atitudes genuinamente pac\u00edficas, perpetradas em ricos escrit\u00f3rios ou nas sess\u00f5es do Congresso Nacional, por personagens de bem \u2013 e de bens. Um pa\u00eds t\u00e3o rico e ao mesmo tempo t\u00e3o pobre, \u201cterra de contrastes\u201d, na express\u00e3o de Roger Bastide, s\u00f3 pode engendrar rancores, vingan\u00e7as e conflitos abertos. N\u00e3o que as assimetrias e as desigualdades sociais ou injusti\u00e7as estejam na raiz de toda viol\u00eancia. A mente humana \u00e9 muito mais complexa do que a raz\u00e3o \u00e9 capaz de enxergar. Mas, sem d\u00favida, os desequil\u00edbrios socioecon\u00f4micos agravam as tens\u00f5es e exp\u00f5em os exclu\u00eddos a atos de desespero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da\u00ed a necessidade distinguir entre ato violento e viol\u00eancia. Normalmente, o tema da viol\u00eancia vem \u00e0 tona quando os pobres e marginalizados saem \u00e0s ruas e causam uma s\u00e9rie de dist\u00farbios. Mas, enquanto a viol\u00eancia tem sua face pac\u00edfica, oculta na pr\u00f3pria ordem social, econ\u00f4mica, pol\u00edtica e cultural, os atos violentos podem carregar um profundo anseio de mudan\u00e7as e de paz. Evidente que isso n\u00e3o exime de responsabilidade os chefes mais empedernidos do contrabando de drogas, armas e pessoas humanas, nem as mil\u00edcias aliciadas para expurgar determinados \u201celementos\u201d; tampouco exime os casos patol\u00f3gicos dos crimes hediondos, e menos ainda a popula\u00e7\u00e3o que procura fazer justi\u00e7a com as pr\u00f3prias m\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas conv\u00e9m lembrar que muitas vezes os \u201catos violentos\u201d n\u00e3o passam de rea\u00e7\u00e3o a uma sociedade concentradora e excludente, do ponto de vista estrutural e hist\u00f3rico. Com a maior transpar\u00eancia do abismo que divide a maioria pobre da minoria rica, a tend\u00eancia \u00e9 o esgar\u00e7amento do tecido social. La\u00e7os se rompem, amizades se descartam, contratos s\u00e3o rasgados impunemente. Os referenciais \u00e9ticos se perdem em um ambiente cada vez mais nebuloso, especialmente no mundo globalizado e urbano. \u00c9 como se \u201cas estrelas se apagassem no c\u00e9u, os marcos desaparecessem da estrada e o ch\u00e3o se abrisse a nossos p\u00e9s\u201d, diria Simone de Beauvoir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Est\u00e1 em jogo o conceito de liberdade: esta n\u00e3o significa \u201cfazer o que se quer\u201d, mas fazer o que constr\u00f3i. Buscar novos alicerces para a pr\u00e1tica solid\u00e1ria, justa, fraterna e sustent\u00e1vel. Liberdade e limites s\u00e3o duas faces da mesma moeda. N\u00e3o h\u00e1 conviv\u00eancia poss\u00edvel sem regras estabelecidas. Tal conviv\u00eancia requer, por sua vez, n\u00facleos de encontro, di\u00e1logo e interc\u00e2mbio rec\u00edproco. Requer, igualmente, abertura \u00e0 pluralidade dos valores, gostos e op\u00e7\u00f5es. E requer, ainda, a toler\u00e2ncia diante do conceito de \u201coutro\u201d, enquanto ra\u00e7a, sexo, religi\u00e3o, cultura, etc. Espa\u00e7os onde as pessoas, muitas vezes \u00f3rf\u00e3s, solit\u00e1rias e perdidas,\u00a0 possam resgatar o nome e a hist\u00f3ria. Erguer a cabe\u00e7a, levantar-se e caminhar com as pr\u00f3prias pernas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas liberdade e paz s\u00f3 podem vingar no terreno da justi\u00e7a e do respeito aos direitos humanos. Sem isso n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de verdadeira cidadania. \u201cO desenvolvimento \u00e9 o novo nome da paz\u201d, escreveu Paulo VI, em 1967, na carta enc\u00edclica <em>Populorum Progressio.<\/em> O Papa referia-se ao \u201cdesenvolvimento integral de toda pessoa e de todas as pessoas\u201d. N\u00e3o basta a panac\u00e9ia do crescimento a qualquer custo. Este tem que ser acompanhado de reformas necess\u00e1rias e urgentes, onde as oportunidades estejam abertas a todos e todas. S\u00f3 assim poderemos sepultar o colossal cad\u00e1ver da exclus\u00e3o social e, com ele, evitar a prolifera\u00e7\u00e3o precoce de outros cad\u00e1veres.<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-11877\" data-postid=\"11877\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-11877 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS [www.provinciasaopaulo.com] Formas de viol\u00eancia in\u00e9ditas e imprevistas, pela sua ousadia e criatividade, se multiplicam pelos grandes centros urbanos. Nas \u00faltimas semanas, a metr\u00f3pole do Rio de Janeiro tem sido o cen\u00e1rio principal de in\u00fameros atos violentos, numa sequ\u00eancia e criatividades sem precedentes. 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