
{"id":12489,"date":"2010-12-31T18:00:13","date_gmt":"2010-12-31T20:00:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=12489"},"modified":"2010-12-25T12:33:43","modified_gmt":"2010-12-25T14:33:43","slug":"mensagem-do-papa-bento-xvi-para-o-dia-mundial-da-paz-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/mensagem-do-papa-bento-xvi-para-o-dia-mundial-da-paz-2\/","title":{"rendered":"Mensagem do Papa Bento XVI para o Dia Mundial da Paz"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>Liberdade religiosa, caminho para a paz<\/strong><\/p>\n<p>1. NO IN\u00cdCIO DE UM ANO NOVO, desejo fazer chegar a todos e cada um os meus votos: votos de serenidade e prosperidade, mas sobretudo votos de paz. Infelizmente tamb\u00e9m o ano que encerra as portas esteve marcado pela persegui\u00e7\u00e3o, pela discrimina\u00e7\u00e3o, por terr\u00edveis atos de viol\u00eancia e de intoler\u00e2ncia religiosa.<\/p>\n<p>Penso, em particular, na amada terra do Iraque, que, no seu caminho para a desejada estabilidade e reconcilia\u00e7\u00e3o, continua a ser cen\u00e1rio de viol\u00eancias e atentados. Recordo as recentes tribula\u00e7\u00f5es da comunidade crist\u00e3, e de modo especial o vil ataque contra a catedral siro-cat\u00f3lica de \u00abNossa Senhora do Perp\u00e9tuo Socorro\u00bb em Bagd\u00e1, onde, no passado dia 31 de Outubro, foram assassinados dois sacerdotes e mais de cinquenta fi\u00e9is, quando se encontravam reunidos para a celebra\u00e7\u00e3o da Santa Missa. A este ataque seguiram-se outros nos dias sucessivos, inclusive contra casas privadas, gerando medo na comunidade crist\u00e3 e o desejo, por parte de muitos dos seus membros, de emigrar \u00e0 procura de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida. Manifesto-lhes a minha solidariedade e a da Igreja inteira, sentimento que ainda recentemente teve uma concreta express\u00e3o na Assembleia Especial para o M\u00e9dio Oriente do S\u00ednodo dos Bispos, a qual encorajou as comunidades cat\u00f3licas no Iraque e em todo o M\u00e9dio Oriente a viverem a comunh\u00e3o e continuarem a oferecer um decidido testemunho de f\u00e9 naquelas terras.<\/p>\n<p>Agrade\u00e7o vivamente aos governos que se esfor\u00e7am por aliviar os sofrimentos destes irm\u00e3os em humanidade e convido os cat\u00f3licos a orarem pelos seus irm\u00e3os na f\u00e9 que padecem viol\u00eancias e intoler\u00e2ncias e a serem solid\u00e1rios com eles. Neste contexto, achei particularmente oportuno partilhar com todos v\u00f3s algumas reflex\u00f5es sobre a liberdade religiosa, caminho para a paz. De fato, \u00e9 doloroso constatar que, em algumas regi\u00f5es do mundo, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel professar e exprimir livremente a pr\u00f3pria religi\u00e3o sem p\u00f4r em risco a vida e a liberdade pessoal. Noutras regi\u00f5es, h\u00e1 formas mais silenciosas e sofisticadas de preconceito e oposi\u00e7\u00e3o contra os crentes e os s\u00edmbolos religiosos. Os crist\u00e3os s\u00e3o, atualmente, o grupo religioso que padece o maior n\u00famero de persegui\u00e7\u00f5es devido \u00e0 pr\u00f3pria f\u00e9. Muitos suportam diariamente ofensas e vivem frequentemente em sobressalto por causa da sua procura da verdade, da sua f\u00e9 em Jesus Cristo e do seu apelo sincero para que seja reconhecida a liberdade religiosa. N\u00e3o se pode aceitar nada disto, porque constitui uma ofensa a Deus e \u00e0 dignidade humana; al\u00e9m disso, \u00e9 uma amea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 paz e impede a realiza\u00e7\u00e3o de um desenvolvimento humano aut\u00eantico e integral.<\/p>\n<p>De fato, na liberdade religiosa exprime-se a especificidade da pessoa humana, que, por ela, pode orientar a pr\u00f3pria vida pessoal e social para Deus, a cuja luz se compreendem plenamente a identidade, o sentido e o fim da pessoa. Negar ou limitar arbitrariamente esta liberdade significa cultivar uma vis\u00e3o redutiva da pessoa humana; obscurecer a fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica da religi\u00e3o significa gerar uma sociedade injusta, porque esta seria desproporcionada \u00e0 verdadeira natureza da pessoa; isto significa tornar imposs\u00edvel a afirma\u00e7\u00e3o de uma paz aut\u00eantica e duradoura para toda a fam\u00edlia humana.<\/p>\n<p>Por isso, exorto os homens e mulheres de boa vontade a renovarem o seu compromisso pela constru\u00e7\u00e3o de um mundo onde todos sejam livres para professar a sua pr\u00f3pria religi\u00e3o ou a sua f\u00e9 e viver o seu amor a Deus com todo o cora\u00e7\u00e3o, toda a alma e toda a mente (cf. Mt 22, 37). Este \u00e9 o sentimento que inspira e guia a Mensagem para o XLIV Dia Mundial da Paz, dedicada ao tema: Liberdade religiosa, caminho para a paz.<\/p>\n<p><strong>Direito sagrado \u00e0 vida e a uma vida espiritual<\/strong><\/p>\n<p>2. O direito \u00e0 liberdade religiosa est\u00e1 radicado na pr\u00f3pria dignidade da pessoa humana, cuja natureza transcendente n\u00e3o deve ser ignorada ou negligenciada. Deus criou o homem e a mulher \u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a (cf. Gn 1, 27). Por isso, toda a pessoa \u00e9 titular do direito sagrado a uma vida \u00edntegra, mesmo do ponto de vista espiritual. Sem o reconhecimento do pr\u00f3prio ser espiritual, sem a abertura ao transcendente, a pessoa humana retrai-se sobre si mesma, n\u00e3o consegue encontrar resposta para as perguntas do seu cora\u00e7\u00e3o sobre o sentido da vida e dotar-se de valores e princ\u00edpios \u00e9ticos duradouros, nem consegue sequer experimentar uma liberdade aut\u00eantica e desenvolver uma sociedade justa.<\/p>\n<p>A Sagrada Escritura, em sintonia com a nossa pr\u00f3pria experi\u00eancia, revela o valor profundo da dignidade humana: \u00abQuando contemplo os c\u00e9us, obra das vossas m\u00e3os, a lua e as estrelas que l\u00e1 colocastes, que \u00e9 o homem para que Vos lembreis dele, o filho do homem para dele Vos ocupardes? Fizestes dele quase um ser divino, de honra e gl\u00f3ria o coroastes; destes-lhe poder sobre a obra das vossas m\u00e3os, tudo submetestes a seus p\u00e9s\u00bb (Sl 8, 4-7).<\/p>\n<p>Perante a sublime realidade da natureza humana, podemos experimentar a mesma admira\u00e7\u00e3o expressa pelo salmista. Esta se manifesta como abertura ao Mist\u00e9rio, como capacidade de interrogar-se profundamente sobre si mesmo e sobre a origem do universo, como \u00edntima resson\u00e2ncia do Amor supremo de Deus, princ\u00edpio e fim de todas as coisas, de cada pessoa e dos povos. A dignidade transcendente da pessoa \u00e9 um valor essencial da sabedoria judaico-crist\u00e3, mas, gra\u00e7as \u00e0 raz\u00e3o, pode ser reconhecida por todos. Esta dignidade, entendida como capacidade de transcender a pr\u00f3pria materialidade e buscar a verdade, h\u00e1 de ser reconhecida como um bem universal, indispens\u00e1vel na constru\u00e7\u00e3o duma sociedade orientada para a realiza\u00e7\u00e3o e a plenitude do homem. O respeito de elementos essenciais da dignidade do homem, tais como o direito \u00e0 vida e o direito \u00e0 liberdade religiosa, \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o da legitimidade moral de toda a norma social e jur\u00eddica.<\/p>\n<p><strong>Liberdade religiosa e respeito rec\u00edproco<\/strong><\/p>\n<p>3.A liberdade religiosa est\u00e1 na origem da liberdade moral. Com efeito, a abertura \u00e0 verdade e ao bem, a abertura a Deus, radicada na natureza humana, confere plena dignidade a cada um dos seres humanos e \u00e9 garante do respeito pleno e rec\u00edproco entre as pessoas. Por conseguinte, a liberdade religiosa deve ser entendida n\u00e3o s\u00f3 como imunidade da coa\u00e7\u00e3o mas tamb\u00e9m, e antes ainda, como capacidade de organizar as pr\u00f3prias op\u00e7\u00f5es segundo a verdade.<\/p>\n<p>Existe uma liga\u00e7\u00e3o indivis\u00edvel entre liberdade e respeito; de fato, \u00abcada homem e cada grupo social est\u00e3o moralmente obrigados, no exerc\u00edcio dos pr\u00f3prios direitos, a ter em conta os direitos alheios e os seus pr\u00f3prios deveres para com os outros e o bem comum\u00bb.<\/p>\n<p>Uma liberdade hostil ou indiferente a Deus acaba por se negar a si mesma e n\u00e3o garante o pleno respeito do outro. Uma vontade, que se cr\u00ea radicalmente incapaz de procurar a verdade e o bem, n\u00e3o tem outras raz\u00f5es objetivas nem outros motivos para agir sen\u00e3o os impostos pelos seus interesses moment\u00e2neos e contingentes, n\u00e3o tem uma \u00abidentidade\u00bb a preservar e construir atrav\u00e9s de op\u00e7\u00f5es verdadeiramente livres e conscientes. Mas assim n\u00e3o pode reclamar o respeito por parte de outras \u00abvontades\u00bb, tamb\u00e9m estas desligadas do pr\u00f3prio ser mais profundo e capazes, por conseguinte, de fazer valer outras \u00abraz\u00f5es\u00bb ou mesmo nenhuma \u00abraz\u00e3o\u00bb. A ilus\u00e3o de encontrar no relativismo moral a chave para uma pac\u00edfica conviv\u00eancia \u00e9, na realidade, a origem da divis\u00e3o e da nega\u00e7\u00e3o da dignidade dos seres humanos. Por isso se compreende a necessidade de reconhecer uma dupla dimens\u00e3o na unidade da pessoa humana: a religiosa e a social. A este respeito, \u00e9 inconceb\u00edvel que os crentes \u00abtenham de suprimir uma parte de si mesmos \u2013 a sua f\u00e9 \u2013 para serem cidad\u00e3os ativos; nunca deveria ser necess\u00e1rio renegar a Deus, para se poder gozar dos pr\u00f3prios direitos\u00bb.<\/p>\n<p><strong>A fam\u00edlia, escola de liberdade e de paz<\/strong><\/p>\n<p>4.Se a liberdade religiosa \u00e9 caminho para a paz, a educa\u00e7\u00e3o religiosa \u00e9 estrada privilegiada para habilitar as novas gera\u00e7\u00f5es a reconhecerem no outro o seu pr\u00f3prio irm\u00e3o e a sua pr\u00f3pria irm\u00e3, com quem caminhar juntos e colaborar para que todos se sintam membros vivos de uma mesma fam\u00edlia humana, da qual ningu\u00e9m deve ser exclu\u00eddo.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia fundada sobre o matrim\u00f4nio, express\u00e3o de uni\u00e3o \u00edntima e de complementaridade entre um homem e uma mulher, insere-se neste contexto como a primeira escola de forma\u00e7\u00e3o e de crescimento social, cultural, moral e espiritual dos filhos, que deveriam encontrar sempre no pai e na m\u00e3e as primeiras testemunhas de uma vida orientada para a busca da verdade e para o amor de Deus. Os pr\u00f3prios pais deveriam ser sempre livres para transmitir, sem constri\u00e7\u00f5es e responsavelmente, o pr\u00f3prio patrim\u00f4nio de f\u00e9, de valores e de cultura aos filhos. A fam\u00edlia, primeira c\u00e9lula da sociedade humana, permanece o \u00e2mbito prim\u00e1rio de forma\u00e7\u00e3o para rela\u00e7\u00f5es harmoniosas a todos os n\u00edveis de conviv\u00eancia humana, nacional e internacional. Esta \u00e9 a estrada que se h\u00e1 de sapientemente percorrer para a constru\u00e7\u00e3o de um tecido social robusto e solid\u00e1rio, para preparar os jovens \u00e0 assun\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias responsabilidades na vida, numa sociedade livre, num esp\u00edrito de compreens\u00e3o e de paz.<\/p>\n<p><strong>Um patrim\u00f4nio comum<\/strong><\/p>\n<p>5.Poder-se-ia dizer que, entre os direitos e as liberdades fundamentais radicados na dignidade da pessoa, a liberdade religiosa goza de um estatuto especial. Quando se reconhece a liberdade religiosa, a dignidade da pessoa humana \u00e9 respeitada na sua raiz e refor\u00e7a-se a \u00edndole e as institui\u00e7\u00f5es dos povos. Pelo contr\u00e1rio, quando a liberdade religiosa \u00e9 negada, quando se tenta impedir de professar a pr\u00f3pria religi\u00e3o ou a pr\u00f3pria f\u00e9 e de viver de acordo com elas, ofende-se a dignidade humana e, simultaneamente, acabam amea\u00e7adas a justi\u00e7a e a paz, que se apoiam sobre a reta ordem social constru\u00edda \u00e0 luz da Suma Verdade e do Sumo Bem.<\/p>\n<p>Neste sentido, a liberdade religiosa \u00e9 tamb\u00e9m uma aquisi\u00e7\u00e3o de civiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e jur\u00eddica. Trata-se de um bem essencial: toda a pessoa deve poder exercer livremente o direito de professar e manifestar, individual ou comunitariamente, a pr\u00f3pria religi\u00e3o ou a pr\u00f3pria f\u00e9, tanto em p\u00fablico como privadamente, no ensino, nos costumes, nas publica\u00e7\u00f5es, no culto e na observ\u00e2ncia dos ritos. N\u00e3o deveria encontrar obst\u00e1culos, se quisesse eventualmente aderir a outra religi\u00e3o ou n\u00e3o professar religi\u00e3o alguma. Neste \u00e2mbito, revela-se emblem\u00e1tico e \u00e9 uma refer\u00eancia essencial para os Estados o ordenamento internacional, enquanto n\u00e3o consente alguma derroga\u00e7\u00e3o da liberdade religiosa, salvo a leg\u00edtima exig\u00eancia da justa ordem p\u00fablica. Deste modo, o ordenamento internacional reconhece aos direitos de natureza religiosa o mesmo status do direito \u00e0 vida e \u00e0 liberdade pessoal, comprovando a sua perten\u00e7a ao n\u00facleo essencial dos direitos do homem, \u00e0queles direitos universais e naturais que a lei humana n\u00e3o pode jamais negar.<\/p>\n<p>A liberdade religiosa n\u00e3o \u00e9 patrim\u00f4nio exclusivo dos crentes, mas da fam\u00edlia inteira dos povos da terra. \u00c9 elemento imprescind\u00edvel de um Estado de direito; n\u00e3o pode ser negada, sem ao mesmo tempo minar todos os direitos e as liberdades fundamentais, pois \u00e9 a sua s\u00edntese e \u00e1pice. \u00c9 \u00abo papel de tornassol para verificar o respeito de todos os outros direitos humanos\u00bb. Ao mesmo tempo que favorece o exerc\u00edcio das faculdades humanas mais espec\u00edficas, cria as premissas necess\u00e1rias para a realiza\u00e7\u00e3o de um desenvolvimento integral, que diz respeito unitariamente \u00e0 totalidade da pessoa em cada uma das suas dimens\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>A dimens\u00e3o p\u00fablica da religi\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>6.Embora movendo-se a partir da esfera pessoal, a liberdade religiosa \u2013 como qualquer outra liberdade \u2013 realiza-se na rela\u00e7\u00e3o com os outros. Uma liberdade sem rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 liberdade perfeita. Tamb\u00e9m a liberdade religiosa n\u00e3o se esgota na dimens\u00e3o individual, mas realiza-se na pr\u00f3pria comunidade e na sociedade, coerentemente com o ser relacional da pessoa e com a natureza p\u00fablica da religi\u00e3o.<\/p>\n<p>O relacionamento \u00e9 uma componente decisiva da liberdade religiosa, que impele as comunidades dos crentes a praticarem a solidariedade em prol do bem comum. Cada pessoa permanece \u00fanica e irrepet\u00edvel e, ao mesmo tempo, completa-se e realiza-se plenamente nesta dimens\u00e3o comunit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Ineg\u00e1vel \u00e9 a contribui\u00e7\u00e3o que as religi\u00f5es prestam \u00e0 sociedade. S\u00e3o numerosas as institui\u00e7\u00f5es caritativas e culturais que atestam o papel construtivo dos crentes na vida social. Ainda mais importante \u00e9 a contribui\u00e7\u00e3o \u00e9tica da religi\u00e3o no \u00e2mbito pol\u00edtico. Tal contribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o deveria ser marginalizada ou proibida, mas vista como v\u00e1lida ajuda para a promo\u00e7\u00e3o do bem comum. Nesta perspectiva, \u00e9 preciso mencionar a dimens\u00e3o religiosa da cultura, tecida atrav\u00e9s dos s\u00e9culos gra\u00e7as \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es sociais e sobretudo \u00e9ticas da religi\u00e3o. Tal dimens\u00e3o n\u00e3o constitui de modo algum uma discrimina\u00e7\u00e3o daqueles que n\u00e3o partilham a sua cren\u00e7a, mas antes refor\u00e7a a coes\u00e3o social, a integra\u00e7\u00e3o e a solidariedade.<\/p>\n<p><strong>Liberdade religiosa, for\u00e7a de liberdade e de civiliza\u00e7\u00e3o: os perigos da sua instrumentaliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>7.A instrumentaliza\u00e7\u00e3o da liberdade religiosa para mascarar interesses ocultos, como por exemplo a subvers\u00e3o da ordem constitu\u00edda, a apropria\u00e7\u00e3o de recursos ou a manuten\u00e7\u00e3o do poder por parte de um grupo, pode provocar danos enormes \u00e0s sociedades. O fanatismo, o fundamentalismo, as pr\u00e1ticas contr\u00e1rias \u00e0 dignidade humana n\u00e3o se podem jamais justificar, e menos ainda o podem ser se realizadas em nome da religi\u00e3o. A profiss\u00e3o de uma religi\u00e3o n\u00e3o pode ser instrumentalizada, nem imposta pela for\u00e7a. Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio que os Estados e as v\u00e1rias comunidades humanas nunca se esque\u00e7am que a liberdade religiosa \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para a busca da verdade e que a verdade n\u00e3o se imp\u00f5e pela viol\u00eancia mas pela \u00abfor\u00e7a da pr\u00f3pria verdade\u00bb. Neste sentido, a religi\u00e3o \u00e9 uma for\u00e7a positiva e propulsora na constru\u00e7\u00e3o da sociedade civil e pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Como se pode negar a contribui\u00e7\u00e3o das grandes religi\u00f5es do mundo para o desenvolvimento da civiliza\u00e7\u00e3o? A busca sincera de Deus levou a um respeito maior da dignidade do homem. As comunidades crist\u00e3s, com o seu patrim\u00f4nio de valores e princ\u00edpios, contribu\u00edram imenso para a tomada de consci\u00eancia das pessoas e dos povos a respeito da sua pr\u00f3pria identidade e dignidade, bem como para a conquista de institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas e para a afirma\u00e7\u00e3o dos direitos do homem e seus correlativos deveres.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m hoje, numa sociedade cada vez mais globalizada, os crist\u00e3os s\u00e3o chamados \u2013 n\u00e3o s\u00f3 atrav\u00e9s de um respons\u00e1vel empenhamento civil, econ\u00f4mico e pol\u00edtico, mas tamb\u00e9m com o testemunho da pr\u00f3pria caridade e f\u00e9 \u2013 a oferecer a sua preciosa contribui\u00e7\u00e3o para o \u00e1rduo e exaltante compromisso em prol da justi\u00e7a, do desenvolvimento humano integral e do reto ordenamento das realidades humanas. A exclus\u00e3o da religi\u00e3o da vida p\u00fablica subtrai a esta um espa\u00e7o vital que abre para a transcend\u00eancia. Sem esta experi\u00eancia prim\u00e1ria, revela-se uma tarefa \u00e1rdua orientar as sociedades para princ\u00edpios \u00e9ticos universais e torna-se dif\u00edcil estabelecer ordenamentos nacionais e internacionais nos quais os direitos e as liberdades fundamentais possam ser plenamente reconhecidos e realizados, como se prop\u00f5em os objetivos \u2013 infelizmente ainda menosprezados ou contestados \u2013 da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos direitos do homem de 1948.<\/p>\n<p><strong>Uma quest\u00e3o de justi\u00e7a e de civiliza\u00e7\u00e3o: o fundamentalismo e a hostilidade contra os crentes prejudicam a laicidade positiva dos Estados<\/strong><\/p>\n<p>8.A mesma determina\u00e7\u00e3o, com que s\u00e3o condenadas todas as formas de fanatismo e de fundamentalismo religioso, deve animar tamb\u00e9m a oposi\u00e7\u00e3o a todas as formas de hostilidade contra a religi\u00e3o, que limitam o papel p\u00fablico dos crentes na vida civil e pol\u00edtica.<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode esquecer que o fundamentalismo religioso e o laicismo s\u00e3o formas reverberadas e extremas de rejei\u00e7\u00e3o do leg\u00edtimo pluralismo e do princ\u00edpio de laicidade. De fato, ambas absolutizam uma vis\u00e3o redutiva e parcial da pessoa humana, favorecendo formas, no primeiro caso, de integralismo religioso e, no segundo, de racionalismo. A sociedade, que quer impor ou, ao contr\u00e1rio, negar a religi\u00e3o por meio da viol\u00eancia, \u00e9 injusta para com a pessoa e para com Deus, mas tamb\u00e9m para consigo mesma. Deus chama a Si a humanidade atrav\u00e9s de um des\u00edgnio de amor, o qual, ao mesmo tempo que implica a pessoa inteira na sua dimens\u00e3o natural e espiritual, exige que lhe corresponda em termos de liberdade e de responsabilidade, com todo o cora\u00e7\u00e3o e com todo o pr\u00f3prio ser, individual e comunit\u00e1rio. Sendo assim, tamb\u00e9m a sociedade, enquanto express\u00e3o da pessoa e do conjunto das suas dimens\u00f5es constitutivas, deve viver e organizar-se de modo a favorecer a sua abertura \u00e0 transcend\u00eancia. Por isso mesmo, as leis e as institui\u00e7\u00f5es duma sociedade n\u00e3o podem ser configuradas ignorando a dimens\u00e3o religiosa dos cidad\u00e3os ou de modo que prescindam completamente da mesma; mas devem ser comensuradas \u2013 atrav\u00e9s da obra democr\u00e1tica de cidad\u00e3os conscientes da sua alta voca\u00e7\u00e3o \u2013 ao ser da pessoa, para o poderem favorecer na sua dimens\u00e3o religiosa. N\u00e3o sendo esta uma cria\u00e7\u00e3o do Estado, n\u00e3o pode ser manipulada, antes deve contar com o seu reconhecimento e respeito.<\/p>\n<p>O ordenamento jur\u00eddico a todos os n\u00edveis, nacional e internacional, quando consente ou tolera o fanatismo religioso ou anti-religioso, falta \u00e0 sua pr\u00f3pria miss\u00e3o, que consiste em tutelar e promover a justi\u00e7a e o direito de cada um. Tais realidades n\u00e3o podem ser deixadas \u00e0 merc\u00ea do arb\u00edtrio do legislador ou da maioria, porque, como j\u00e1 ensinava C\u00edcero, a justi\u00e7a consiste em algo mais do que um mero ato produtivo da lei e da sua aplica\u00e7\u00e3o. A justi\u00e7a implica reconhecer a cada um a sua dignidade, a qual, sem liberdade religiosa garantida e vivida na sua ess\u00eancia, fica mutilada e ofendida, exposta ao risco de cair sob o predom\u00ednio dos \u00eddolos, de bens relativos transformados em absolutos. Tudo isto exp\u00f5e a sociedade ao risco de totalitarismos pol\u00edticos e ideol\u00f3gicos, que enfatizam o poder p\u00fablico, ao mesmo tempo que s\u00e3o mortificadas e coarctadas, como se lhe fizessem concorr\u00eancia, as liberdades de consci\u00eancia, de pensamento e de religi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Di\u00e1logo entre institui\u00e7\u00f5es civis e religiosas<\/strong><\/p>\n<p>9.O patrim\u00f4nio de princ\u00edpios e valores expressos por uma religiosidade aut\u00eantica \u00e9 uma riqueza para os povos e respectivas \u00edndoles: fala diretamente \u00e0 consci\u00eancia e \u00e0 raz\u00e3o dos homens e mulheres, lembra o imperativo da convers\u00e3o moral, motiva para aperfei\u00e7oar a pr\u00e1tica das virtudes e aproximar-se amistosamente um do outro sob o signo da fraternidade, como membros da grande fam\u00edlia humana.<\/p>\n<p>No respeito da laicidade positiva das institui\u00e7\u00f5es estatais, a dimens\u00e3o p\u00fablica da religi\u00e3o deve ser sempre reconhecida. Para isso, um di\u00e1logo sadio entre as institui\u00e7\u00f5es civis e as religiosas \u00e9 fundamental para o desenvolvimento integral da pessoa humana e da harmonia da sociedade.<\/p>\n<p><strong>Viver no amor e na verdade<\/strong><\/p>\n<p>10.No mundo globalizado, caracterizado por sociedades sempre mais multi\u00e9tnicas e pluriconfessionais, as grandes religi\u00f5es podem constituir um fator importante de unidade e paz para a fam\u00edlia humana. Com base nas suas pr\u00f3prias convic\u00e7\u00f5es religiosas e na busca racional do bem comum, os seus membros s\u00e3o chamados a viver responsavelmente o pr\u00f3prio compromisso num contexto de liberdade religiosa. Nas variadas culturas religiosas, enquanto h\u00e1 que rejeitar tudo aquilo que \u00e9 contra a dignidade do homem e da mulher, \u00e9 preciso, ao contr\u00e1rio, valer-se daquilo que resulta positivo para a conviv\u00eancia civil.<\/p>\n<p>O espa\u00e7o p\u00fablico, que a comunidade internacional torna dispon\u00edvel para as religi\u00f5es e para a sua proposta de \u00abvida boa\u00bb, favorece o aparecimento de uma medida compartilh\u00e1vel de verdade e de bem e ainda de um consenso moral, que s\u00e3o fundamentais para uma conviv\u00eancia justa e pac\u00edfica. Os l\u00edderes das grandes religi\u00f5es, pela sua fun\u00e7\u00e3o, influ\u00eancia e autoridade nas respectivas comunidades, s\u00e3o os primeiros a ser chamados ao respeito rec\u00edproco e ao di\u00e1logo.<\/p>\n<p>Os crist\u00e3os, por sua vez, s\u00e3o solicitados pela sua pr\u00f3pria f\u00e9 em Deus, Pai do Senhor Jesus Cristo, a viver como irm\u00e3os que se encontram na Igreja e colaboram para a edifica\u00e7\u00e3o de um mundo, onde as pessoas e os povos \u00abn\u00e3o mais praticar\u00e3o o mal nem a destrui\u00e7\u00e3o (&#8230;), porque o conhecimento do Senhor encher\u00e1 a terra, como as \u00e1guas enchem o leito do mar\u00bb (Is 11, 9).<\/p>\n<p><strong>Di\u00e1logo como busca em comum<\/strong><\/p>\n<p>11.Para a Igreja, o di\u00e1logo entre os membros de diversas religi\u00f5es constitui um instrumento importante para colaborar com todas as comunidades religiosas para o bem comum. A pr\u00f3pria Igreja nada rejeita do que nessas religi\u00f5es existe de verdadeiro e santo. \u00abOlha com sincero respeito esses modos de agir e viver, esses preceitos e doutrinas que, embora se afastem em muitos pontos daqueles que ela pr\u00f3pria segue e prop\u00f5e, todavia refletem n\u00e3o raramente um raio da verdade que ilumina todos os homens\u00bb.<\/p>\n<p>A estrada indicada n\u00e3o \u00e9 a do relativismo nem do sincretismo religioso. De fato, a Igreja \u00abanuncia, e tem mesmo a obriga\u00e7\u00e3o de anunciar incessantemente Cristo, \u201ccaminho, verdade e vida\u201d (Jo 14, 6), em quem os homens encontram a plenitude da vida religiosa e no qual Deus reconciliou consigo mesmo todas as coisas\u00bb. Todavia isto n\u00e3o exclui o di\u00e1logo e a busca comum da verdade em diversos \u00e2mbitos vitais, porque, como diz uma express\u00e3o usada frequentemente por S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino, \u00abtoda a verdade, independentemente de quem a diga, prov\u00e9m do Esp\u00edrito Santo\u00bb.<\/p>\n<p>Em 2011, tem lugar o 25\u00ba anivers\u00e1rio da Jornada Mundial de Ora\u00e7\u00e3o pela Paz, que o Vener\u00e1vel Papa Jo\u00e3o Paulo II convocou em Assis em 1986. Naquela ocasi\u00e3o, os l\u00edderes das grandes religi\u00f5es do mundo deram testemunho da religi\u00e3o como sendo um fator de uni\u00e3o e paz, e n\u00e3o de divis\u00e3o e conflito. A recorda\u00e7\u00e3o daquela experi\u00eancia \u00e9 motivo de esperan\u00e7a para um futuro onde todos os crentes se sintam e se tornem autenticamente obreiros de justi\u00e7a e de paz.<\/p>\n<p><strong>Verdade moral na pol\u00edtica e na diplomacia<\/strong><\/p>\n<p>12.A pol\u00edtica e a diplomacia deveriam olhar para o patrim\u00f4nio moral e espiritual oferecido pelas grandes religi\u00f5es do mundo, para reconhecer e afirmar verdades, princ\u00edpios e valores universais que n\u00e3o podem ser negados sem, com os mesmos, negar-se a dignidade da pessoa humana. Mas, em termos pr\u00e1ticos, que significa promover a verdade moral no mundo da pol\u00edtica e da diplomacia? Quer dizer agir de maneira respons\u00e1vel com base no conhecimento objetivo e integral dos fatos; quer dizer desmantelar ideologias pol\u00edticas que acabam por suplantar a verdade e a dignidade humana e pretendem promover pseudo-valores com o pretexto da paz, do desenvolvimento e dos direitos humanos; quer dizer favorecer um empenho constante de fundar a lei positiva sobre os princ\u00edpios da lei natural. Tudo isto \u00e9 necess\u00e1rio e coerente com o respeito da dignidade e do valor da pessoa humana, sancionado pelos povos da terra na Carta da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas de 1945, que apresenta valores e princ\u00edpios morais universais de refer\u00eancia para as normas, as institui\u00e7\u00f5es, os sistemas de conviv\u00eancia a n\u00edvel nacional e internacional.<\/p>\n<p><strong>Para al\u00e9m do \u00f3dio e do preconceito<\/strong><\/p>\n<p>13.N\u00e3o obstante os ensinamentos da hist\u00f3ria e o compromisso dos Estados, das organiza\u00e7\u00f5es internacionais a n\u00edvel mundial e local, das organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais e de todos os homens e mulheres de boa vontade que cada dia se empenham pela tutela dos direitos e das liberdades fundamentais, ainda hoje no mundo se registram persegui\u00e7\u00f5es, descrimina\u00e7\u00f5es, atos de viol\u00eancia e de intoler\u00e2ncia baseados na religi\u00e3o. De modo particular na \u00c1sia e na \u00c1frica, as principais v\u00edtimas s\u00e3o os membros das minorias religiosas, a quem \u00e9 impedido de professar livremente a pr\u00f3pria religi\u00e3o ou mudar para outra, atrav\u00e9s da intimida\u00e7\u00e3o e da viola\u00e7\u00e3o dos direitos, das liberdades fundamentais e dos bens essenciais, chegando at\u00e9 \u00e0 priva\u00e7\u00e3o da liberdade pessoal ou da pr\u00f3pria vida.<\/p>\n<p>Temos depois, como j\u00e1 disse, formas mais sofisticadas de hostilidade contra a religi\u00e3o, que nos pa\u00edses ocidentais se exprimem por vezes com a renega\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria hist\u00f3ria e dos s\u00edmbolos religiosos nos quais se refletem a identidade e a cultura da maioria dos cidad\u00e3os. Frequentemente tais formas fomentam o \u00f3dio e o preconceito e n\u00e3o s\u00e3o coerentes com uma vis\u00e3o serena e equilibrada do pluralismo e da laicidade das institui\u00e7\u00f5es, sem contar que as novas gera\u00e7\u00f5es correm o risco de n\u00e3o entrar em contacto com o precioso patrim\u00f4nio espiritual dos seus pa\u00edses.<\/p>\n<p>A defesa da religi\u00e3o passa pela defesa dos direitos e liberdades das comunidades religiosas. Assim, os l\u00edderes das grandes religi\u00f5es do mundo e os respons\u00e1veis das na\u00e7\u00f5es renovem o compromisso pela promo\u00e7\u00e3o e a tutela da liberdade religiosa, em particular pela defesa das minorias religiosas; estas n\u00e3o constituem uma amea\u00e7a contra a identidade da maioria, antes, pelo contr\u00e1rio, s\u00e3o uma oportunidade para o di\u00e1logo e o m\u00fatuo enriquecimento cultural. A sua defesa representa a maneira ideal para consolidar o esp\u00edrito de benevol\u00eancia, abertura e reciprocidade com que se h\u00e1 de tutelar os direitos e as liberdades fundamentais em todas as \u00e1reas e regi\u00f5es do mundo.<\/p>\n<p><strong>Liberdade religiosa no mundo<\/strong><\/p>\n<p>14.Dirijo-me, por fim, \u00e0s comunidades crist\u00e3s que sofrem persegui\u00e7\u00f5es, discrimina\u00e7\u00f5es, atos de viol\u00eancia e intoler\u00e2ncia, particularmente na \u00c1sia, na \u00c1frica, no M\u00e9dio Oriente e de modo especial na Terra Santa, lugar escolhido e aben\u00e7oado por Deus. Ao mesmo tempo que lhes renovo a express\u00e3o do meu afeto paterno e asseguro a minha ora\u00e7\u00e3o, pe\u00e7o a todos os respons\u00e1veis que intervenham prontamente para p\u00f4r fim a toda a viol\u00eancia contra os crist\u00e3os que habitam naquelas regi\u00f5es. Que os disc\u00edpulos de Cristo n\u00e3o desanimem com as presentes adversidades, porque o testemunho do Evangelho \u00e9 e ser\u00e1 sempre sinal de contradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Meditemos no nosso cora\u00e7\u00e3o as palavras do Senhor Jesus: \u00abFelizes os que choram, porque h\u00e3o-se ser consolados. (&#8230;) Felizes os que t\u00eam fome e sede de justi\u00e7a, porque ser\u00e3o saciados. (&#8230;) Felizes sereis quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentido, vos acusarem de toda a esp\u00e9cie de mal. Alegrai-vos e exultai, pois \u00e9 grande nos C\u00e9us a vossa recompensa\u00bb (Mt 5, 4-12). Por isso, renovemos \u00abo compromisso por n\u00f3s assumido no sentido da indulg\u00eancia e do perd\u00e3o \u2013 que invocamos de Deus para n\u00f3s, no \u201cPai Nosso\u201d \u2013 por havermos posto, n\u00f3s pr\u00f3prios, a condi\u00e7\u00e3o e a medida da desejada miseric\u00f3rdia: \u201cperdoai-nos as nossas ofensas assim como n\u00f3s perdoamos a quem nos tem ofendido\u201d(Mt 6, 12)\u00bb. A viol\u00eancia n\u00e3o se vence com a viol\u00eancia. O nosso grito de dor seja sempre acompanhado pela f\u00e9, pela esperan\u00e7a e pelo testemunho do amor de Deus. Fa\u00e7o votos tamb\u00e9m de que cessem no Ocidente, especialmente na Europa, a hostilidade e os preconceitos contra os crist\u00e3os pelo fato de estes pretenderem orientar a pr\u00f3pria vida de modo coerente com os valores e os princ\u00edpios expressos no Evangelho. Mais ainda, que a Europa saiba reconciliar-se com as pr\u00f3prias ra\u00edzes crist\u00e3s, que s\u00e3o fundamentais para compreender o papel que teve, tem e pretende ter na hist\u00f3ria; saber\u00e1 assim experimentar justi\u00e7a, conc\u00f3rdia e paz, cultivando um di\u00e1logo sincero com todos os povos.<\/p>\n<p><strong>Liberdade religiosa, caminho para a paz<\/strong><\/p>\n<p>15.O mundo tem necessidade de Deus; tem necessidade de valores \u00e9ticos e espirituais, universais e compartilhados, e a religi\u00e3o pode oferecer uma contribui\u00e7\u00e3o preciosa na sua busca, para a constru\u00e7\u00e3o de uma ordem social justa e pac\u00edfica a n\u00edvel nacional e internacional.<\/p>\n<p>A paz \u00e9 um dom de Deus e, ao mesmo tempo, um projeto a realizar, nunca totalmente cumprido. Uma sociedade reconciliada com Deus est\u00e1 mais perto da paz, que n\u00e3o \u00e9 simples aus\u00eancia de guerra, nem mero fruto do predom\u00ednio militar ou econ\u00f4mico, e menos ainda de ast\u00facias enganadoras ou de h\u00e1beis manipula\u00e7\u00f5es. Pelo contr\u00e1rio, a paz \u00e9 o resultado de um processo de purifica\u00e7\u00e3o e eleva\u00e7\u00e3o cultural, moral e espiritual de cada pessoa e povo, no qual a dignidade humana \u00e9 plenamente respeitada. Convido todos aqueles que desejam tornar-se obreiros de paz e sobretudo os jovens a prestarem ouvidos \u00e0 pr\u00f3pria voz interior, para encontrar em Deus a refer\u00eancia est\u00e1vel para a conquista de uma liberdade aut\u00eantica, a for\u00e7a inesgot\u00e1vel para orientar o mundo com um esp\u00edrito novo, capaz de n\u00e3o repetir os erros do passado. Como ensina o Servo de Deus Papa Paulo VI, a cuja sabedoria e clarivid\u00eancia se deve a institui\u00e7\u00e3o do Dia Mundial da Paz, \u00ab\u00e9 preciso, antes de mais nada, proporcionar \u00e0 Paz outras armas, que n\u00e3o aquelas que se destinam a matar e a exterminar a humanidade. S\u00e3o necess\u00e1rias sobretudo as armas morais, que d\u00e3o for\u00e7a e prest\u00edgio ao direito internacional; aquela arma, em primeiro lugar, da observ\u00e2ncia dos pactos\u00bb.A liberdade religiosa \u00e9 uma aut\u00eantica arma da paz, com uma miss\u00e3o hist\u00f3rica e prof\u00e9tica. De fato, ela valoriza e faz frutificar as qualidades e potencialidades mais profundas da pessoa humana, capazes de mudar e tornar melhor o mundo; consente alimentar a esperan\u00e7a num futuro de justi\u00e7a e de paz, mesmo diante das graves injusti\u00e7as e das mis\u00e9rias materiais e morais. Que todos os homens e as sociedades aos diversos n\u00edveis e nos v\u00e1rios \u00e2ngulos da terra possam brevemente experimentar a liberdade religiosa, caminho para a paz!<\/p>\n<p>Vaticano, 8 de Dezembro de 2010.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/AssinaturaBento16.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Assinatura Papa Bento XVI\" src=\"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/AssinaturaBento16.png\" alt=\"Assinatura Papa Bento XVI\" width=\"200\" height=\"51\" \/><\/a><\/p>\n<p>BENEDICTUS PP XVI<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-12489\" data-postid=\"12489\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-12489 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Liberdade religiosa, caminho para a paz 1. 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