
{"id":13228,"date":"2011-02-28T20:49:43","date_gmt":"2011-02-28T23:49:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=13228"},"modified":"2011-02-28T20:49:43","modified_gmt":"2011-02-28T23:49:43","slug":"sanfona-salarial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sanfona-salarial\/","title":{"rendered":"Sanfona Salarial"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um olhar despretensioso ou um giro pelos campos e cidades do territ\u00f3rio nacional faz-nos trope\u00e7ar a cada momento com o <em>Brasil, terra de contrastes<\/em>, livro de Roger Bastide. Nos \u00faltimos meses, foram os debates em torno do Sal\u00e1rio M\u00ednimo que nos fizeram ressuscitar as observa\u00e7\u00f5es de n\u00e3o poucos estudiosos do pa\u00eds. Al\u00e9m de Bastide, poder\u00edamos trazer \u00e0 tona, por exemplo, toda a obra de Josu\u00e9 de Castro, especialmente a <em>Geografia da fome<\/em>. No caso do trabalho assalariado, n\u00e3o \u00e9 novidade para ningu\u00e9m o fato de que a chamada \u201csanfona salarial\u201d no Brasil continua sendo uma das mais desiguais. Dois aspectos comprovam isso de forma estridente. Em primeiro lugar, os n\u00fameros s\u00e3o escandalosamente assim\u00e9tricos. N\u00e3o vou me deter em c\u00e1lculos matem\u00e1ticos, mas cabe uma pergunta: quantos sal\u00e1rios m\u00ednimos, por m\u00eas, ganha um representante dos mais altos escal\u00f5es do governo, seja ele pol\u00edtico, juiz ou ministro, ou oficial das for\u00e7as armadas?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas pergunta pode ser feita de maneira invertida: quantos anos s\u00e3o necess\u00e1rios para que um trabalhador ou trabalhadora, cidad\u00e3os brasileiros comuns, acumulem os ganhos de um funcion\u00e1rio p\u00fablico ou um oficial do mais alto grau? Ambas as respostas apontam para desequil\u00edbrios n\u00e3o s\u00f3 injustos, mas acentuadamente ostensivos, vergonhosos e at\u00e9 revoltantes. Em termos de sal\u00e1rio, a dist\u00e2ncia entre o teto e o piso tem sido historicamente quilom\u00e9trica, com tend\u00eancia a aumentar ainda mais. H\u00e1 um fosso entre, de um lado, os mais bem remunerados, que perpetuam os \u201cprivil\u00e9gios e benesses\u201d estruturais arraigados na sociedade brasileira; e, de outro lado, os representantes que se encontram na base da pir\u00e2mide salarial, tamb\u00e9m estes perpetuando os \u201cfavores, esmolas ou migalhas\u201d que a Casa Grande se digna atirar para a Senzala.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas h\u00e1 um segundo aspecto que revela a desigualdade da sanfona salarial. Enquanto a discuss\u00e3o sobre o sal\u00e1rio m\u00ednimo se arrasta por meses e meses, envolvendo o legislativo e o executivo e, em caso de apela\u00e7\u00e3o, at\u00e9 o judici\u00e1rio, o percentual do aumento estratosf\u00e9rico relativo aos deputados e senadores \u00e9 decidido em apenas uma r\u00e1pida sess\u00e3o. Decis\u00e3o, em geral, marcada por um consenso inusitado e orquestrada na calada da noite. Pior ainda \u00e9 o chamado \u201cefeito cascata\u201d que acaba beneficiando os parlamentares de todo o pa\u00eds, de todas as inst\u00e2ncias de todos os n\u00edveis, federal, estadual e municipal. De uma canetada ou de um toque no mecanismo de vota\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional, os ricos ficam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. E como dinheiro gera poder e poder gera mais dinheiro, est\u00e1 relan\u00e7ada a espiral do desequil\u00edbrio socioecon\u00f4mico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O jogo de contrates entre o maior e o menor sal\u00e1rio pago por todo o pa\u00eds poderia continuar. Um jogo divertido, se n\u00e3o fosse tr\u00e1gico! Por exemplo, que bagatela compraria hoje um deputado ou senador, um ministro ou general, um juiz ou desembargador de alto grau com um sal\u00e1rio m\u00ednimo de R$ 545,00? Uma gravata de grife, um cal\u00e7ado de luxo, um litro de u\u00edsque, algumas camisas, uma viagem \u201c\u00e0s bases eleitorais\u201d, uma janta para os amigos (n\u00e3o muitos!)?&#8230; E inversamente, que fortuna seria para um trabalhador da constru\u00e7\u00e3o civil ou um assalariado rural, por exemplo, a sangria que custa aos cofres p\u00fablicos os rendimentos recebidos mensalmente por uma dessas grandes figuras? Que luxos esse trabalhador poderia permitir-se! Em outras palavras, se os recebimentos da classe trabalhadora representam mero \u201ctroco\u201d para os habitantes do andar de cima, os recebimentos destes significam para o povo uma verdadeira loteria, ou seja, um sonho sempre distante e inacess\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De um lado, sal\u00e1rios; de outro, honor\u00e1rios, proventos ou rendimentos! A pr\u00f3pria terminologia, por si s\u00f3, p\u00f5e a nu a desigualdade. O mais grave \u00e9 que o sal\u00e1rio, normalmente, vem nu e seco, sem qualquer condimento. Uma merreca ou mixaria, como diz a linguagem popular. J\u00e1 os rendimentos quase sempre s\u00e3o ricamente temperados por uma s\u00e9rie de aux\u00edlios: moradia, combust\u00edvel, passagens, palet\u00f3&#8230; Com direito a outra s\u00e9rie de funcion\u00e1rios de menor escal\u00e3o para os mais diversos servi\u00e7os. Faz lembrar as cortes medievais, onde os duques, condes ou bar\u00f5es, al\u00e9m de suas senhoras, caminhavam rodeados por um s\u00e9q\u00fcito de servidores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo isso para concluir que, ao lado de uma \u201cpol\u00edtica de sal\u00e1rio m\u00ednimo\u201d, faz-se necess\u00e1rio discutir uma \u201cpol\u00edtica de sal\u00e1rio m\u00e1ximo\u201d. M\u00ednimo e m\u00e1ximo que deveriam ter uma dist\u00e2ncia limite entre si, sem exageros nem esc\u00e2ndalos. Aqui deveriam nos orientar os princ\u00edpios da \u00e9tica na pol\u00edtica do bem comum, do bom senso e da moral. S\u00f3 assim poder\u00edamos, progressivamente, diminuir o abismo cada vez mais fundo entre um e outro andar do edif\u00edcio social. Vale o mesmo princ\u00edpio para a propriedade da terra: se falamos de m\u00f3dulo m\u00ednimo, dever-se-ia falar igualmente de m\u00f3dulo m\u00e1ximo. \u00c9 o \u00fanico caminho para \u201caplainar os montes e os vales, ou endireitar as veredas tortuosas\u201d, como diriam os profetas do Antigo Testamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, somente desse modo iniciar\u00edamos o combate real ao \u201capartheid social\u201d, o qual, em termos hist\u00f3ricos e estruturais, marca\u00a0 a sociedade brasileira desde seus prim\u00f3rdios coloniais. A luta pela dignidade humana imp\u00f5e a supress\u00e3o dessa id\u00e9ia de duas ra\u00e7as: uma repleta de privil\u00e9gios, comprados pela riqueza, a renda e o poder, habitando o andar superior; outra, nos por\u00f5es do andar inferior, sempre \u00e0 merc\u00ea do humor das autoridades de plant\u00e3o, que tanto podem conceder como suprimir os favores e migalhas de que disp\u00f5em. Isto equivale \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de estruturas sociais, econ\u00f4micas, pol\u00edticas e culturais que possam avan\u00e7ar em dire\u00e7\u00e3o a oportunidades iguais para todos, criando assim as bases para uma democracia n\u00e3o apenas pol\u00edtica, folcl\u00f3rica e de fachada, mas que penetre nos subterr\u00e2neos da economia e da distribui\u00e7\u00e3o de renda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.provinciasaopaulo.com\">www.provinciasaopaulo.com<\/a><\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-13228\" data-postid=\"13228\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-13228 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS Um olhar despretensioso ou um giro pelos campos e cidades do territ\u00f3rio nacional faz-nos trope\u00e7ar a cada momento com o Brasil, terra de contrastes, livro de Roger Bastide. 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