
{"id":13575,"date":"2011-03-19T14:50:09","date_gmt":"2011-03-19T17:50:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=13575"},"modified":"2011-03-19T14:50:09","modified_gmt":"2011-03-19T17:50:09","slug":"trafico-de-pessoas-migracao-e-trabalho-escravo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/trafico-de-pessoas-migracao-e-trabalho-escravo\/","title":{"rendered":"Tr\u00e1fico de pessoas, migra\u00e7\u00e3o e trabalho escravo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS &#8220;provinciasaopaulo.com&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das maiores chagas sociais que enfrenta hoje o mundo de economia globalizada \u00e9 o tr\u00e1fico de seres humanos. Al\u00e9m de envolver milh\u00f5es de pessoas, \u00e9 tamb\u00e9m uma das atividades mais lucrativas do crime organizado, juntamente com o tr\u00e1fico de armas e de drogas. Ali\u00e1s, traficar pessoas (ou \u00e0s vezes \u00f3rg\u00e3os humanos), drogas e armas s\u00e3o em geral atividades g\u00eameas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1. V\u00edtimas em terceiro grau<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De in\u00edcio, \u00e9 preciso deixar claro que tr\u00e1fico de pessoas e mobilidade humana s\u00e3o duas realidades inextricavelmente entrela\u00e7adas. As redes do tr\u00e1fico p\u00f5em em movimento, pelo mundo todo, uma quantidade imensa de pessoas. Nesse deslocamento de magnitude ampla, complexa e diversificada, desfilam tanto jovens e adultos quanto adolescentes e crian\u00e7as. Dependendo dos fins em jogo, explora\u00e7\u00e3o do trabalho ou explora\u00e7\u00e3o sexual, predomina, respectivamente, o sexo masculino ou o sexo feminino. Em quase todos os pa\u00edses, atualmente, o tr\u00e1fico e o fen\u00f4meno da migra\u00e7\u00e3o formam duas realidades estreitamente interligadas. Quantas v\u00edtimas do tr\u00e1fico viajam de forma dissimulada, escondidas sob a categoria de migrantes! Ambas essas realidades encontram-se, ainda, fortemente vinculadas ao \u201ctrabalho escravo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As aspas se devem ao fato de que a escravid\u00e3o contempor\u00e2nea diferencia-se da escravid\u00e3o dos s\u00e9culos passados, seja na antiguidade seja nos tempos modernos. Historicamente, o escravo era uma pe\u00e7a do senhor, o qual dele podia dispor com total liberdade de compra, venda e uso. No caso do Brasil, conforme n\u00e3o poucos estudiosos, a riqueza e o poder do fazendeiro eram medidos menos pela quantidade de hectares de terra de sua propriedade do que pelo n\u00famero de pe\u00e7as com que podia contar. Seguindo de perto o racioc\u00ednio de Jos\u00e9 de Souza Martins (Cfr. O Cativeiro da Terra), enquanto o trabalhador era escravo, a terra podia ser livre. Quando come\u00e7ou a aumentar a press\u00e3o pela liberta\u00e7\u00e3o dos escravos, criou-se a \u201clei de terras\u201d, de 1850. Ou seja, se o trabalhador agora se torna livre, a terra deve ser escravizada. A terra passa a ter pre\u00e7o, o que impede que o negro em vias de ser liberto tenha f\u00e1cil a cesso a ela. Vale lembrar que no mesmo ano, 1850, uma lei nos Estados Unidos fazia exatamente o contr\u00e1rio: liberava as terras aos pioneiros que quisessem nelas trabalhar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da\u00ed uma dupla concep\u00e7\u00e3o de trabalho, ainda de acordo com Martins. Enquanto para os negros alforriados trabalho era sin\u00f4nimo de escravid\u00e3o no eito, na mina ou no servi\u00e7o dom\u00e9stico, para os imigrantes que chegavam o trabalho representava a possibilidade de ascens\u00e3o social. Os colonos italianos que se dirigiam \u00e0s fazendas de caf\u00e9 no estado de S\u00e3o Paulo, por exemplo, nutriam o sonho de adquirir um peda\u00e7o de terra com os ganhos dos servi\u00e7os prestados aos donos dos cafezais. \u00c9 preciso reconhecer que se tratava de um sonho raramente concretizado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Lei \u00c1urea, de 13 de maio de 1888, promulgada pela Princesa Isabel, representou o fim da escravatura no Brasil. Mas n\u00e3o o fim do \u201ctrabalho escravo\u201d em sua concep\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea. Atualmente, milh\u00f5es de pessoas seguem trabalhando em condi\u00e7\u00f5es degradantes, prec\u00e1rias e extremamente aviltantes, an\u00e1logas ao trabalho escravo. As caracter\u00edsticas s\u00e3o bem conhecidas: aliciamento \u00e0 base de promessas ilus\u00f3rias, posteriormente n\u00e3o cumpridas; confinamento por d\u00edvidas; jornadas exaustivas, \u00e0s vezes chamadas de overdose; alimenta\u00e7\u00e3o pobre, fria e insuficiente; condi\u00e7\u00f5es insalubres e desumanas de moradia; transporte prec\u00e1rio e perigoso, reten\u00e7\u00e3o do pagamento e dos documentos; persegui\u00e7\u00e3o amea\u00e7as com jagun\u00e7os armados, muito parecidos aos antigos \u201ccapit\u00e3es do mato\u201d; eventuais assassinatos de fugitivos ou mortes por excesso de trabalho&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conv\u00e9m n\u00e3o esquecer que, em menor ou maior grau, tais condi\u00e7\u00f5es podem ser encontradas tanto no campo como na cidade. Na zona rural, s\u00f3 para citar alguns exemplos, \u00e9 o retrato comum, por grande parte do territ\u00f3rio nacional, no corte de cana, nas carvoarias, na pecu\u00e1ria de leite e de corte, no desmatamento e plantio do pasto. Sem falar de outras colheitas e\/ou safras, tais como o caf\u00e9, a laranja, o tomate, a mandioca, o abacaxi etc.. A m\u00e3o-de-obra utilizada se comp\u00f5e, via de regra, de migrantes tempor\u00e1rios ou sazonais, incluindo n\u00e3o raro menores de idade. No mundo urbano, o cen\u00e1rio se repete, entre outros casos, na ind\u00fastria t\u00eaxtil de fundo de quintal, nos servi\u00e7os dom\u00e9sticos mais diversos, na constru\u00e7\u00e3o civil, nos grandes projetos, como tamb\u00e9m nos bastidores ocultos dos empreendimentos tur\u00edsticos. N\u00e3o \u00e9 novidade para ningu\u00e9m que o palco iluminado do turismo costuma esconder corredores sombrios onde personagens an\u00f4nimos preparam o cen\u00e1rio para o desfile das celebridades. Tais personagens an\u00f4nimos, em n\u00e3o poucos casos, s\u00e3o os estrangeiros, os diferentes, os que chegam de fora, os outros. Nos meios urbanos, as empresas e\/o empreiteiras mesclam imigrantes latinoamericanos com migrantes internos, notadamente nordestinos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2. Feridas que n\u00e3o cicatrizam<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas aspectos continuam desafiando os s\u00e9culos e os esfor\u00e7os da luta pelos direitos humanos. O primeiro \u00e9 que grande parte do imenso n\u00famero de \u201cdeslocados\u201d por motivos de trabalho, subjugados a condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o e submetidas \u00e0 explora\u00e7\u00e3o sexual, permanece sendo de origem negra. O estigma parece perseguir a ra\u00e7a que, ao longo do tempo, muitas vezes encontrou no trabalho n\u00e3o tanto a realiza\u00e7\u00e3o de um sonho, mas uma esp\u00e9cie de castigo que acompanha a cor da pele ou a marca da escravid\u00e3o. Constituem verdadeiras feridas que insistem em n\u00e3o cicatrizar ou em reabrir a cada desafio e a cada circunst\u00e2ncia hist\u00f3rica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro aspecto desafiador \u00e9 que cidade e campo, nesse tipo de migra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada, n\u00e3o s\u00e3o gavetas fechadas e incomunic\u00e1veis. Ao contr\u00e1rio, muitos migrantes, conhecem ambas as realidades com uma frequ\u00eancia surpreendente. Ap\u00f3s o trabalho numa determinada safra rural, por exemplo, podem partir para outro tipo de servi\u00e7o no meio urbano, igualmente tempor\u00e1rio, pesado e mal remunerado. Com efeito, uma boa quantidade de cortadores de cana que se deslocam dos estados do Nordeste para a regi\u00e3o de Ribeir\u00e3o Preto &#8211; SP, chamada \u201cCalif\u00f3rnia brasileira\u201d, terminado o corte de cana, se dirigem \u00e0s cidades litor\u00e2neas onde passam o ver\u00e3o como vendedores ambulantes, camel\u00f4s, comercializando os objetos mais variados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um terceiro aspecto que hoje interpela tanto a sociedade quanto as institui\u00e7\u00f5es em geral refere-se ao crescente n\u00famero de mulheres envolvidas no fen\u00f4meno da migra\u00e7\u00e3o. Arrancadas da pr\u00f3pria terra e da pr\u00f3pria fam\u00edlia, costumam ser utilizadas no trabalho tempor\u00e1rio e degradante, a exemplo do que ocorre com o tr\u00e1fico de seres humanos. Tamb\u00e9m aqui um novo estigma as persegue: no geral, recebem sal\u00e1rios inferiores aos homens pelo mesmo tipo de servi\u00e7o e pela mesma carga de trabalho. N\u00e3o poucas s\u00e3o v\u00edtimas de ambos os estigmas apontados, a ra\u00e7a e o sexo. Isso para n\u00e3o falar de outra marca que tamb\u00e9m acompanha os migrantes, mulheres e homens, isto \u00e9, a origem. Pesa aqui o fato de serem, por exemplo, \u00e1rabes no continente europeu, latinoamericanos nos Estados Unidos, hispano-americanos em S\u00e3o Paulo; asi\u00e1ticos e africanos nos pa\u00edses do Primeiro Mundo, e assim por diante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3. Origem, tr\u00e2nsito e destino<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que est\u00e1 por tr\u00e1s disso? Dois p\u00f3los se interligam no cen\u00e1rio mundial do tr\u00e1fico de seres humanos, da migra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada e do trabalho escravo. No p\u00f3lo de origem, as condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de sobreviv\u00eancia, aliada \u00e0 falta dos servi\u00e7os essenciais como sa\u00fade e escola, por exemplo, favorecem o aliciamento por parte dos chamados \u201cgatos\u201d. Estes proliferam nas regi\u00f5es subdesenvolvidas de um determinado pa\u00eds ou nos pa\u00edses perif\u00e9ricos em geral: \u00c1sia, \u00c1frica e Am\u00e9rica Latina. Podem ser pessoas bem conhecidas, at\u00e9 compadres dos pais e padrinhos dos migrantes em potencial. Devido \u00e0 abund\u00e2ncia de car\u00eancias locais e regionais, os jovens em especial se tornam presa f\u00e1cil desses \u201cgatos\u201d, atrav\u00e9s de promessas de trabalho e futuro promissor. Quanto mais subdesenvolvido o lugar, tanto mais vulner\u00e1veis e expostos ao aliciamento se encontram as pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso brasileiro, um princ\u00edpio hist\u00f3rico e estruturalmente perverso da economia costuma ser alimentado ao extremo. Ou seja, o direito \u00e0 propriedade privada da terra ou ao ganho das empresas, movido pelo motor do lucro e da acumula\u00e7\u00e3o de capital, se sobrep\u00f5e \u00e0 dignidade da pessoa humana, enquanto trabalhador e cidad\u00e3o. Assim \u00e9 que, historicamente, os modelos pol\u00edticos priorizam o agroneg\u00f3cio, a empresa agro-industrial, a pecu\u00e1ria, o grande projeto \u2013 tudo isso em detrimento da pequena e m\u00e9dia produ\u00e7\u00e3o ou da economia familiar e solid\u00e1ria. Prevalece o que Caio Prado J\u00fanior e Celso Furtado chamaram de trip\u00e9 da economia brasileira: latif\u00fandio, trabalho escravo e monocultivo de exporta\u00e7\u00e3o. S\u00e3o chaves ou met\u00e1foras que servem n\u00e3o apenas para ler a hist\u00f3ria socioecon\u00f4mica e pol\u00edtica do pa\u00eds, mas para entender muitas decis\u00f5es dos \u00faltimos governos. Basta citar como exemplos o latif\u00fandio das telecomunica\u00e7\u00f5es e dos grandes projetos, a superexplora\u00e7\u00e3o do trabalho e a sangria das commodities para servir aos interesses dos pa\u00edses centrais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto ao p\u00f3lo de destino, como j\u00e1 vimos, os trabalhadores e trabalhadoras tirados do solo p\u00e1trio \u2013 \u00e1rido, est\u00e9ril e abandonado \u2013 se dirigem como um rio \u00e0s regi\u00f5es que demandam m\u00e3o-de-obra f\u00e1cil e barata, especialmente bra\u00e7al. Como diria Karl Marx, trata-se de um imenso \u201cex\u00e9rcito de reserva\u201d que n\u00e3o mora, acampa. Sempre pronto a deslocar-se ao menor sinal de trabalho, nem que seja por um peda\u00e7o de p\u00e3o. Habitam em alojamentos, pens\u00f5es coletivas ou por\u00f5es s\u00f3rdidos, sempre em condi\u00e7\u00f5es de extrema precariedade, onde a dignidade humana se v\u00ea aviltada. Igualmente prec\u00e1rias s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es de trabalho e sa\u00fade, n\u00e3o raro eliminando os mais fr\u00e1geis e fragilizando os mais fortes. Desempenham os servi\u00e7os mais sujos e perigosos, pesados e mal remunerados, \u201cpau-para-toda-obra\u201d, como se costuma dizer. No caso dos imigrantes em situa\u00e7\u00e3o irregular, os \u201csem pap\u00e9is\u201d, tudo isso se agrava: a situa\u00e7\u00e3o de clandestinidade lhes cerra todas as portas, impedindo o acesso aos direitos habituais de uma cidadania justa e digna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os dois p\u00f3los de origem e destino, est\u00e1 o tr\u00e2nsito. Neste, tanto o transporte como a hospedagem carecem das m\u00ednimas condi\u00e7\u00f5es de humanidade. As promessas do \u201cgato\u201d de que os custos de viagem ficam por conta da empresa morrem logo na chegada. A partir da\u00ed, as d\u00edvidas come\u00e7am a acumular-se, numa espiral galopante, fora do alcance dos parcos sal\u00e1rios. Isto vale tato para os bolivianos da ind\u00fastria t\u00eaxtil em S\u00e3o Paulo, quanto para os pe\u00f5es aliciados para o desmatamento e a prepara\u00e7\u00e3o de uma fazenda de gado. Os pre\u00e7os das mercadorias compradas no local de alojamento e trabalho s\u00e3o exorbitantes e, por mais que os sal\u00e1rios lhes corram atr\u00e1s, mal conseguem tocar seus calcanhares. O migrante ou imigrante torna-se um eterno endividado, sem jamais poder saldar seus d\u00e9bitos. N\u00e3o \u00e9 uma pe\u00e7a no sentido tradicional, n\u00e3o est\u00e1 atado ao senhor, ao eito ou \u00e0 mina; mas permanece prisioneiro da ilus\u00e3o envernizada pela eloq\u00fc\u00eancia ou pelas amea\u00e7as do \u201cgato\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4. Combate e erradica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como fugir desse c\u00edrculo fechado, dessa \u201cgaiola de ferro\u201d, para usar a express\u00e3o de Max Weber? Eis uma pergunta cuja resposta se bifurca em diferentes dire\u00e7\u00f5es. Resta para n\u00f3s o enorme desafio de combater e erradicar o trabalho escravo, o tr\u00e1fico de pessoas e a migra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada \u2013 tr\u00eas lados de um problema \u00fanico e extremamente complexo. Cabe o empenho das organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, dos movimentos e pastorais sociais, das entidades de direitos humanos, das campanhas de liberta\u00e7\u00e3o, das iniciativas de Igrejas em geral, dos \u00f3rg\u00e3os do governo, tais como Minist\u00e9rio do Trabalho, Minist\u00e9rio P\u00fablico e Pol\u00edcia Federal. Cabe um enorme mutir\u00e3o pela liberdade e pela dignidade do ser humano, com direito ao trabalho e \u00e0 cidadania onde quer que se encontre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Combate e erradica\u00e7\u00e3o s\u00e3o as palavras chaves desses esfor\u00e7os sem tr\u00e9guas. Aqui, mais do que em qualquer outro campo de luta, as a\u00e7\u00f5es devem ser integradas. A regra \u00e9 uma s\u00f3: unir for\u00e7as, estabelecer parcerias, costurar redes de apoio e solidariedade. As atividades devem ter alcance simultaneamente local e global, sempre respaldadas por organismos de \u201ccostas largas\u201d, pois as amea\u00e7as e os riscos s\u00e3o muitos. Velada ou explicitamente, o crime organizado n\u00e3o tem escr\u00fapulos em liquidar pessoas e comprar o sil\u00eancio e a coniv\u00eancia das autoridades.<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-13575\" data-postid=\"13575\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-13575 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS &#8220;provinciasaopaulo.com&#8221; Uma das maiores chagas sociais que enfrenta hoje o mundo de economia globalizada \u00e9 o tr\u00e1fico de seres humanos. Al\u00e9m de envolver milh\u00f5es de pessoas, \u00e9 tamb\u00e9m uma das atividades mais lucrativas do crime organizado, juntamente com o tr\u00e1fico de armas e de drogas. 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