
{"id":13841,"date":"2011-04-12T22:47:34","date_gmt":"2011-04-13T01:47:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=13841"},"modified":"2011-04-12T23:00:46","modified_gmt":"2011-04-13T02:00:46","slug":"manifesto-das-familias-do-assentamento-17-de-abril-15-anos-apos-o-massacre-de-eldorado-do-carajas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/manifesto-das-familias-do-assentamento-17-de-abril-15-anos-apos-o-massacre-de-eldorado-do-carajas\/","title":{"rendered":"Manifesto das Fam\u00edlias do Assentamento 17 de Abril, 15 anos ap\u00f3s o massacre de Eldorado do Caraj\u00e1s"},"content":{"rendered":"<p>Daqui, da Comunidade 17 de Abril, hoje somos quase seis mil pessoas numa das maiores agrovilas de assentamentos de Reforma Agr\u00e1ria do pa\u00eds; nossa resid\u00eancia pol\u00edtica, \u00e9tica, moral e cultural, nos manifestamos. Pelos nossos mortos e pelos sobreviventes nos manifestamos. Pela reforma agr\u00e1ria, pelo fim do latif\u00fandio e sua for\u00e7a jur\u00eddica nos manifestamos e exigimos justi\u00e7a.  \u2028\u2028At\u00e9 que cesse a gana dos impunes, n\u00e3o se pode perdoar o carrasco, um s\u00f3 deles. Estamos intranq\u00fcilos, como quer o momento de vig\u00edlia.<\/p>\n<p>Logo, em 17 de abril de 2.011, aniversaria o massacre de Eldorado do Caraj\u00e1s. 15 anos! E n\u00e3o cabe outra defini\u00e7\u00e3o, sen\u00e3o que impunidade e, Pedro Tierra o mais solid\u00e1rio dos poetas, ressuscitou uma palavra vil da garganta dos dicion\u00e1rios e a p\u00f4s nos l\u00e1bios dos s\u00e9culos para descrever o golpe: \u201catroz\u201d Eldorado do Caraj\u00e1s, s\u00edmbolo vigente do car\u00e1ter antipopular, anti-social e antidemocr\u00e1tico dos que monopolizam o poder e, por ele se op\u00f5em violentamente aos que lhes contestam, por terra, dignidade, trabalho, alegria e direitos, onde tudo \u00e9 negado.<\/p>\n<p>O massacre \u00e9 um sinal, aos pusil\u00e2nimes do poder \u00e9 um fardo de agonia, que jamais poder\u00e3o desmentir, nem mensurar nas fibras do passado. A mem\u00f3ria \u00e9 subversiva, ningu\u00e9m a modela, insurge contra os truques midi\u00e1ticos e os op\u00f5e a cada ano, nesta data da classe trabalhadora e das novas gera\u00e7\u00f5es nascidas na luta e na resist\u00eancia do povo brasileiro e amaz\u00f4nida frente a m\u00e1quina voraz do capital.<\/p>\n<p>Da marcha interrompida pela morte, onde pretend\u00edamos chegar a Bel\u00e9m do Par\u00e1 para uma negocia\u00e7\u00e3o por terra, andando a p\u00e9 quase oitocentos kil\u00f4metros, que para os governantes algo injustific\u00e1vel, como o ato ins\u00f3lito e trai\u00e7oeiro dos mesmos e, de todos os envolvidos.<\/p>\n<p>Chegamos ao mundo em not\u00edcias, em p\u00e1ginas de jornais e imagens televisivas numa curva onde hoje est\u00e1 o monumento das castanheiras e o nosso cora\u00e7\u00e3o, um bosque simb\u00f3lico. \u2028\u2028Sabemos, uma poderosa voz nacional e internacional de den\u00fancia e exig\u00eancia ergueu-se soberana. Por isso, tudo o que somos hoje, cada fragmento das conquistas pol\u00edticas, culturais e econ\u00f4micas no Assentamento t\u00eam esse tra\u00e7o indel\u00e9vel, de solidariedade afetiva, religiosa e m\u00edstica de milhares de estudantes, artistas, professores, intelectuais, e da grande massa do povo que, desde o primeiro instante n\u00e3o nos pediram concilia\u00e7\u00e3o dos interesses inconcili\u00e1veis, mas luta e organiza\u00e7\u00e3o. Intransig\u00eancia dos pobres contra a intoler\u00e2ncia dos ricos!<\/p>\n<p>J\u00e1 n\u00e3o somos mais os mesmos, estamos nos reabilitando com o passar dos dias da grande dor e, nessa constru\u00e7\u00e3o que j\u00e1 perdura 15 anos fizemos muitos progressos na organiza\u00e7\u00e3o social das fam\u00edlias, no apoderamento pol\u00edtico e cultural, na produ\u00e7\u00e3o de alimentos, na educa\u00e7\u00e3o, na inf\u00e2ncia e na juventude. H\u00e1 uma escola que teima ser para a vida e n\u00e3o para o mercado, uma mobiliza\u00e7\u00e3o pela elimina\u00e7\u00e3o do analfabetismo e a constru\u00e7\u00e3o de uma pedagogia transformadora. \u2028\u2028N\u00e3o abdicamos um s\u00f3 momento da luta e da mem\u00f3ria, da constru\u00e7\u00e3o da comunidade aut\u00f4noma aos interesses imperiais.<\/p>\n<p>Estamos sim, muito longe da vida miser\u00e1vel que lev\u00e1vamos quando vag\u00e1vamos n\u00f4mades pelas ruas da fronteira, massa sobrante de um modelo de desenvolvimento predat\u00f3rio. Hoje portamos uma identidade camponesa e desenvolvemos formas de existir mais avan\u00e7adas e democr\u00e1ticas. \u2028\u2028Nesses anos aprendemos que os nossos direitos s\u00f3 a luta faz valer e reconhecemos que temos muitos limites, agruras impostas por uma pol\u00edtica caduca, negligente, e cheia de camaradilhas, lusco-fusco da repress\u00e3o, hoje at\u00e9 mais sofisticada que outrora, em persegui\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es, \u00e0s suas pautas, aos seus militantes e dirigentes e que nos impediu de fazermos mais onde n\u00e3o havia nada, sen\u00e3o cercas, escravid\u00e3o e viol\u00eancia do latif\u00fandio.<\/p>\n<p>O que vale a pena dizer, \u00e9 que inauguramos seguramente um processo novo, cujo sentido \u00e9 sermos sempre melhores naquilo que fazemos, uma comunidade ligada a toda uma trajet\u00f3ria de luta e que aspira futuro, um novo modelo de desenvolvimento para o campo, na defesa de uma agricultura diversificada, sadia e barata \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. \u2028\u2028Faremos esfor\u00e7os grandiosos para ir mudando, o que ainda n\u00e3o pode ser mudado, sendo com toda for\u00e7a e beleza, exemplo pedag\u00f3gico \u00e0 sociedade e aos pobres que perecem nas cidades embrutecidas pela l\u00f3gica abismal de que cada um \u00e9 aquilo que consome, e que sabemos n\u00e3o tem mais nada a perder, pois j\u00e1 perderam por demais na vida, que a luta \u00e9 o \u00fanico encontro poss\u00edvel que possa  livr\u00e1-los da barb\u00e1rie e do aniquilamento social!\u2028\u2028Nesse momento quer\u00edamos saud\u00e1-los com essa ep\u00edgrafe, de um dos melhores amigos que o Assentamento e nossa Organiza\u00e7\u00e3o teve e, que nos deixou no ano passado, o escritor Jos\u00e9 Saramago.<\/p>\n<p>E com esse sentimento exigir e reivindicar, o que nos cabe nessa quadra hist\u00f3rica: dignidade. \u00c9 o nosso gesto de alian\u00e7a permanente, com os ambientalistas, com os partidos pol\u00edticos, com a intelectualidade, com os ind\u00edgenas, com os quilombolas com as organiza\u00e7\u00f5es urbanas e rurais, com o movimento estudantil, com os oper\u00e1rios, com as organiza\u00e7\u00f5es latino americanas e via campesina internacional enfim, com os que lutam e sonham e fazem supera\u00e7\u00f5es!<\/p>\n<p>Levantado do Ch\u00e3o!<\/p>\n<p><em>\u201cDo ch\u00e3o sabemos que se levantam as searas e as \u00e1rvores,\u2028 levantam-se os animais que correm os campos ou voam por cima deles, \u2028levantam-se os homens e as suas esperan\u00e7as. Tamb\u00e9m \u2028do ch\u00e3o pode levantar-se um livro, como uma espiga de trigo\u2028 ou uma flor brava. Ou uma ave. Ou uma bandeira.\u2028 Enfim, c\u00e1 estou outra vez a sonhar. Como os homens \u2028a quem me dirijo.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>Jos\u00e9 Saramago<\/em><\/p>\n<p>Da nossa resid\u00eancia, pelos nossos mortos, pelos sobreviventes e pela nossa luta, nos manifestamos e exigimos:<\/p>\n<p>1.Exigimos Reforma Agr\u00e1ria; uma pol\u00edtica que confronte o latif\u00fandio e desenvolva o campo sobre outro signo, que n\u00e3o \u00e9 o do agroneg\u00f3cio; hoje traduzido, em agrot\u00f3xico, comida envenenada, transgenia, reconcentra\u00e7\u00e3o de terras e uso intensivo da biodiversidade para fins privados. O atual programa de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria na Amaz\u00f4nia (terra legal) legitima o latif\u00fandio, n\u00e3o se traduz em maior numero de \u00e1reas destinadas a Reforma Agr\u00e1ria e nem resolve os conflitos sociais.<\/p>\n<p>2.Exigimos um programa imediato para assentar as quase cem mil fam\u00edlias acampadas no pa\u00eds, em especial as fam\u00edlias acampadas no Par\u00e1, nas \u00e1reas emblem\u00e1ticas do Grupo Santa B\u00e1rbara, Mutran\u00b4s, Quagliatos e Josu\u00e9 Bengston e Fazenda S\u00e3o Luis, onde a VALE \u00e9 o principal empecilho. Assim como a destina\u00e7\u00e3o das \u00e1reas p\u00fablicas que tiveram seus t\u00edtulos cancelados, pelo Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) para um amplo programa de Reforma Agr\u00e1ria no Estado, como forma de cessarem os conflitos e tamb\u00e9m de repara\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>3.Exigimos uma pol\u00edtica agr\u00edcola que esteja associada ao bioma amaz\u00f4nico, que respeite o campesinato amaz\u00f4nico e sua complexidade, para que sejam guardi\u00f5es da \u00e1gua, da terra, da floresta, dos ecossistemas e da biodiversidade. E possam exercer soberania sobre suas riquezas. Por exemplo, parar por completo, pois, n\u00e3o h\u00e1 justificativas, a n\u00e3o ser do interesse do capital, a constru\u00e7\u00e3o da hidrel\u00e9trica de Belo Monte!<\/p>\n<p>4.Exigimos um plano de reestrutura\u00e7\u00e3o do INCRA nacional e das suas superintend\u00eancias na Amaz\u00f4nia, em especial no Par\u00e1. Pesa saber, onde se estruturam os mais graves conflitos agr\u00e1rios no Pa\u00eds, o INCRA seja o \u00f3rg\u00e3o mais desestruturado e desarticulado com a sua miss\u00e3o, cindindo entre os mais diversos interesses. Exigimos um plano imediato de recupera\u00e7\u00e3o dos assentamentos com programas sociais e infra-estrutura, em especial o Assentamento 17 de abril.<\/p>\n<p>5.Exigimos justi\u00e7a; repara\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica \u00e0s fam\u00edlias dos mortos do Massacre de Eldorado do Caraj\u00e1s. Assim como um plano de julgamento por parte do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado (TJE) para os casos emblem\u00e1ticos, que esperam julgamentos mandantes e assassinos de Trabalhadores Sem Terra, ind\u00edgenas e militantes sindicais e religiosos. O fim dos despejos no campo e nas cidades!<\/p>\n<p>6.Exigimos um novo modelo de desenvolvimento econ\u00f4mico e social para as regi\u00f5es e para o Estado. Uma alternativa aos mega-investimentos e ao monop\u00f3lio do projeto mineral da Vale, que devoram os ecossistemas e biodiversidades das regi\u00f5es e produz desigualdade e barb\u00e1rie social nas cidades, desterritorializa\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias e grupos sociais, e tem como marca indissoci\u00e1vel uma pol\u00edtica de compensa\u00e7\u00e3o social mais atrasada do mundo!<\/p>\n<p>Com ternura,<\/p>\n<p>Assentamento 17 de Abril,<\/p>\n<p>Eldorado do Caraj\u00e1s<br \/>\nAbril de 2011<br \/>\nAno de luta e resist\u00eancia na Amaz\u00f4nia!<br \/>\nMovimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra &#8211; PA<\/p>\n<p>Reforma agr\u00e1ria: Por justi\u00e7a Social e Soberania Popular!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" width=\"480\" height=\"390\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/ENkEMmIvmNk?rel=0\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-13841\" data-postid=\"13841\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-13841 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Daqui, da Comunidade 17 de Abril, hoje somos quase seis mil pessoas numa das maiores agrovilas de assentamentos de Reforma Agr\u00e1ria do pa\u00eds; nossa resid\u00eancia pol\u00edtica, \u00e9tica, moral e cultural, nos manifestamos. 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