
{"id":14707,"date":"2011-06-05T17:58:52","date_gmt":"2011-06-05T20:58:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=14707"},"modified":"2011-06-04T18:09:00","modified_gmt":"2011-06-04T21:09:00","slug":"de-hospede-a-irmao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/de-hospede-a-irmao\/","title":{"rendered":"De h\u00f3spede a irm\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves<\/p>\n<p>H\u00f3spedes somos todos os seres humanos que cruzam e recruzam a face da terra. Neste &#8220;vale de l\u00e1grimas\u201d ou neste deserto, seguimos dia a dia, m\u00eas a m\u00eas, ano a ano, procurando abrigo. Do ber\u00e7o ao t\u00famulo, percorremos todos os caminhos na condi\u00e7\u00e3o de forasteiros, irremediavelmente estrangeiros. Mas h\u00f3spede \u00e9 de maneira particular aquele que bate \u00e0 porta. Dependendo de quem est\u00e1 do lado de dentro, ele pode tornar-se um irm\u00e3o ou um estranho. No primeiro caso, a casa se converte em uma tenda. Permanece aberta ao forasteiro. Ali, ele encontra um abrigo onde repousar, alimentar-se e recuperar suas for\u00e7as, antes de retomar o caminho. Em sua viagem solit\u00e1ria, o h\u00f3spede transformou-se em irm\u00e3o. Poder\u00e1 retornar quando quiser: seu rosto, antes desconhecido, passou a ser familiar.<\/p>\n<p>Quando a casa se fecha, por\u00e9m, revelam-se bem n\u00edtidos e estreitos os limites entre os de dentro e os de fora. Uns e outros seguir\u00e3o sendo estranhos, n\u00e3o raro destilando indiferen\u00e7a, para n\u00e3o falar de hostilidade e agress\u00e3o. Os territ\u00f3rios est\u00e3o definitiva e taxativamente estabelecidos. A porta, em lugar de comunica\u00e7\u00e3o, passa a ser vista como fronteira intranspon\u00edvel. N\u00e3o h\u00e1 qualquer possibilidade de ultrapassar essa barreira, seja ela vis\u00edvel ou invis\u00edvel. Muros altos, grades com lan\u00e7as pontiagudas, vigias armados ou n\u00e3o, olhos eletr\u00f4nicos, c\u00e3es raivosos e todos os demais sistemas de seguran\u00e7a, hoje cada vez mais sofisticados e caros, defendem os &#8220;nossos\u201d da amea\u00e7a que vem do exterior, do estrangeiro, do diferente, do outro. Resulta que toda casa, ou se converte em tenda aberta ao viajante, ou est\u00e1 condenada a ser uma verdadeira fortaleza. E esta, ao longo da hist\u00f3ria, tem sido o t\u00famulo de quem a habita.<\/p>\n<p>O universo urbano, diferentemente do mundo rural, \u00e9 cada vez mais marcado por essa atmosfera amb\u00edgua. Din\u00e2mico e imprevis\u00edvel, em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 vida est\u00e1tica e hierarquizada do campo, a cidade abre as mais diversas perspectivas. Distintos idiomas, bandeiras, costumes, moedas, culturas e express\u00f5es ling\u00fc\u00edsticas a\u00ed se mesclam e se entrela\u00e7am. O oxig\u00eanio que se respira no universo urbano tanto pode levar \u00e0 liberdade quanto a outra forma de escravid\u00e3o. Portas amplas e caminhos largos muitas vezes conduzem aos becos sem sa\u00edda da droga, da viol\u00eancia, do crime, da prostitui\u00e7\u00e3o, da explora\u00e7\u00e3o&#8230; E, inversamente, a porta estreita, ou o caminho pavimentado pelo c\u00f3digo da \u00e9tica, pode alargar-se a uma experi\u00eancia inusitada de encontro e comunh\u00e3o, a uma felicidade inesperada. No mundo rural, normalmente nascemos revestidos por uma s\u00e9rie de conven\u00e7\u00f5es e rela\u00e7\u00f5es que nos protegem contra as amea\u00e7as e as surpresas do novo. J\u00e1 no mundo urbano, somos movidos, justamente, pela \u00e2nsia de novidades. A cada dia podemos desfrutar de experi\u00eancias renovadas. Do nascimento \u00e0 morte, trazemos a nudez exposta a todo tipo de variedade.<\/p>\n<p>De fato, em toda cidade, seja ela de porte pequeno, m\u00e9dio ou grande, trope\u00e7amos a todo o momento com forasteiros, com culturas, h\u00e1bitos e rostos desconhecidos. Com maior raz\u00e3o ainda nas metr\u00f3poles ou megal\u00f3poles, marcadas por um cosmopolitismo crescente. Os fluxos migrat\u00f3rios, sempre mais intensos, diversificados e complexos, abrem o contexto hist\u00f3rico a novas formas de pluralismo cultural e religioso. Nesse territ\u00f3rio amb\u00edguo, movedi\u00e7o e sempre minado, cada indiv\u00edduo constitui um \u00e1tomo, cujas part\u00edculas giram em torno de si mesmo. \u00c9 a chamada sociedade atomizada, onde os esfor\u00e7os e energias de cada um centram-se sobre os pr\u00f3prios interesses. As liga\u00e7\u00f5es de parentesco, de compadrio e de amizade, t\u00e3o respeitadas e tradicionais na concep\u00e7\u00e3o do campon\u00eas, se &#8220;desmancham no ar\u201d ao atingir as ondas do mar urbano, para usar a express\u00e3o de K. Marx no Manifesto comunista. O que nos remete \u00e0 &#8220;modernidade l\u00edquida\u201d de Z. Bauman.<\/p>\n<p>Dessa atitude de estranheza frente a tudo e a todos, resulta com frequ\u00eancia o isolamento e a solid\u00e3o. Se as multid\u00f5es urbanas s\u00e3o formadas por seres desconhecidos, estes s\u00e3o igualmente amea\u00e7adores. Com raz\u00e3o Sartre diz que &#8220;o outro \u00e9 o inferno\u201d. Facilmente nos tornamos caramujos, encerrados num casulo de revestimento impenetr\u00e1vel. Nesses imensos formigueiros humanos, corremos e nos estressamos o dia inteiro, de c\u00e1 para l\u00e1 e de l\u00e1 para c\u00e1, com a pressa de quem foge de um perigo, ao mesmo tempo real e vago. Assim, diferentemente das formigas, permanecemos incomunic\u00e1veis. A nudez s\u00f3 poder expor-se diante do olhar que ama.<\/p>\n<p>Nos \u00f4nibus, trens e metr\u00f4s; nas filas dos pronto-socorros ou hospitais; nos supermercados, restaurantes e servi\u00e7os em geral, nas ruas, becos e pra\u00e7as&#8230; Instala-se uma disputa surda e muda por espa\u00e7o e aten\u00e7\u00e3o. Solo prop\u00edcio para a forma\u00e7\u00e3o de guetos, de grupos racistas, preconceituosos e discriminat\u00f3rios, ou para as &#8220;tribos urbanas\u201d, como lhes costumam chamar alguns estudiosos, em evidente desconsidera\u00e7\u00e3o para com a vida e cultura ind\u00edgena. Veneno e hostilidade fazem parte do cotidiano dessas &#8220;multid\u00f5es solit\u00e1rias\u201d, diria David Riesman. Nos lugares p\u00fablicos, defendemo-nos de toda sorte de comunica\u00e7\u00e3o. At\u00e9 mesmo um olhar, inadvertidamente cruzado na rua ou no transporte p\u00fablico, pode significar uma amea\u00e7a ao direito de privacidade. O medo da invas\u00e3o nos faz desviar imediatamente os olhos, como se eletrocutados por um choque. Cerramos todas as portas e janelas \u00e0 curiosidade estranha.<\/p>\n<p>Mas, em sua ambival\u00eancia costumeira, o ambiente urbano tamb\u00e9m engendra infinitas possibilidades de interc\u00e2mbio, de troca de experi\u00eancias de confronto de valores e saberes. Se a casa \u00e9 uma tenda, como no epis\u00f3dio dos disc\u00edpulos de Ema\u00fas, abre-se sempre ao encontro (Lc 24. 23-35). Em semelhante caso, o convite \u2013 &#8220;fica conosco, Senhor, pois j\u00e1 \u00e9 tarde e a noite vem chegando\u201d \u2013 torna o forasteiro n\u00e3o apenas um h\u00f3spede, mas um anfitri\u00e3o que, \u00e0 mesa da partilha e da eucaristia, oferece p\u00e3o e salva\u00e7\u00e3o. A cidade e cada um de seus cidad\u00e3os se revelam ent\u00e3o terreno f\u00e9rtil \u00e0 semente da evangeliza\u00e7\u00e3o. Da mesma forma que a terra ressequida anseia pela chuva, essas formigas humanas que habitam a cidade, verdadeiros desertos modernos, est\u00e3o sedentas de \u00e1gua viva. Nesse solo hostil e est\u00e9ril, a mensagem de Jesus Cristo tende a tornar-se semente fecunda em terreno novamente f\u00e9rtil.<\/p>\n<p>\u00c9 ent\u00e3o que o outro \u2013 o h\u00f3spede \u2013 em lugar de &#8220;inferno\u201d e de &#8220;problema\u201d, se converte em oportunidade de encontro e reencontro. Se as autoridades pol\u00edticas muitas vezes empreendem a &#8220;opera\u00e7\u00e3o limpeza\u201d para se verem livres dos imigrantes, para a Igreja n\u00e3o deve haver estrangeiros; somos todos irm\u00e3os, filhos do mesmo Pai. \u00c9 o que mostra enfaticamente a vida e obra de JB Scalabrini, considerado &#8220;pai e ap\u00f3stolo dos migrantes\u201d. Segundo ele, &#8220;a migra\u00e7\u00e3o amplia para o homem o conceito de p\u00e1tria\u201d. Ou ainda, &#8220;para o migrante a p\u00e1tria \u00e9 a terra que lhe d\u00e1 o p\u00e3o\u201d. Na passagem do s\u00e9culo XIX para o s\u00e9culo XX, o bispo de Piacenza personificava um muito marcado por r\u00e1pidas e profundas mudan\u00e7as. Uma &#8220;agita\u00e7\u00e3o febril e uma sede de novidades\u201d, como lembra a cara enc\u00edclica Rerum Novarum, do Papa Le\u00e3o XIII, contempor\u00e2neo de Scalabrini, leva este a dar-se conta que o mundo andava depressa &#8220;e n\u00f3s n\u00e3o podemos ficar para tr\u00e1s\u201d. Da\u00ed a necessidade de adaptar-se \u00e0 sociedade em constante movimento: &#8220;para tempos novos, novos organismos\u201d de evangeliza\u00e7\u00e3o, conclui o bispo.<\/p>\n<p>O fen\u00f4meno das migra\u00e7\u00f5es, mais abrangente hoje do que um s\u00e9culo atr\u00e1s, faz cruzar e recruzar povos e na\u00e7\u00f5es. No confronto din\u00e2mico e aberto entre culturas diferentes, a identidade se faz, desfaz e refaz, numa circularidade rec\u00edproca e dial\u00e9tica. O outro, como alerta Levin\u00e1s, &#8220;\u00e9 o caminho para chegar a mim mesmo\u201d, o cristal onde se espelha minha alma. Tem muito a comunicar &#8220;n\u00e3o apenas sobre si, mas tamb\u00e9m sobre mim\u201d, complementa Gadamer. Por outro lado, a revolu\u00e7\u00e3o dos transportes, das comunica\u00e7\u00f5es e da inform\u00e1tica p\u00f5e, a cada hora e a cada dia, numerosos h\u00f3spedes \u00e0s nossas portas. H\u00f3spedes que interpelam e exigem novas formas de conv\u00edvio e rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Rela\u00e7\u00e3o tanto mais forte, quando a transplantamos para o encontro com o totalmente Outro. &#8220;J\u00e1 estou chegando e batendo \u00e0 porta; quem ouvir minha voz e abrir, eu entro em sua casa e janto com ele, e ele comigo\u201d (Ap 3,20). Novamente aqui, como no epis\u00f3dio b\u00edblico do Carvalho de Mambr\u00e9 (Gn 18,1-6), o outro\/estranho\/diferente procura romper fronteiras para tornar-se familiar. Se a porta se abre, o h\u00f3spede se converte em irm\u00e3o e senta-se \u00e0 mesa. Atrav\u00e9s do encontro pessoal com Deus, o H\u00f3spede com letra mai\u00fascula, vem habitar nossa tenda, oferecendo no altar da vida p\u00e3o e salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nesse caminho m\u00edstico de um povo h\u00f3spede e permanentemente a caminho, a espiritualidade ganha novo sabor. Se \u00e9 verdade que aumenta o n\u00famero de h\u00f3spedes ao nosso redor, n\u00e3o \u00e9 menos certo que todos seguimos como h\u00f3spedes na vida terrestre, com o cora\u00e7\u00e3o ansioso pela p\u00e1tria definitiva. Nessa perspectiva espiritual, o encontro com o diferente abre a possibilidade do encontro com o Transcendente; ou ainda, o encontro com o outro pavimenta a estrada que leva \u00e0 casa do totalmente Outro. Melhor ainda, &#8220;o verbo se faz carne\u201d; isto \u00e9, o grande H\u00f3spede desce ao encontro de minha casa e, nela, vem comer e morar comigo. Humaniza-se para que possamos divinizar a humanidade.<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-14707\" data-postid=\"14707\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-14707 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves H\u00f3spedes somos todos os seres humanos que cruzam e recruzam a face da terra. Neste &#8220;vale de l\u00e1grimas\u201d ou neste deserto, seguimos dia a dia, m\u00eas a m\u00eas, ano a ano, procurando abrigo. Do ber\u00e7o ao t\u00famulo, percorremos todos os caminhos na condi\u00e7\u00e3o de forasteiros, irremediavelmente estrangeiros. 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