
{"id":14810,"date":"2011-06-11T11:00:13","date_gmt":"2011-06-11T14:00:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=14810"},"modified":"2011-06-11T11:00:13","modified_gmt":"2011-06-11T14:00:13","slug":"livro-da-vida-de-santa-tereza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/livro-da-vida-de-santa-tereza\/","title":{"rendered":"Livro da vida de Santa Tereza"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS<br \/>\nDias destes, com a alma ressequida e sedenta de algo indecifr\u00e1vel, pus-me a reler o Livro da Vida de Santa Tereza D\u2019\u00c1vila, prefaciado por Frei Betto (Penguin, Companhia das Letras, Editora Schwarcz, S\u00e3o Paulo, 2010). Logo de in\u00edcio, uma tr\u00edplice surpresa de car\u00e1ter positivo: a alegria de respirar o oxig\u00eanio da Casa de Deus, a cegueira por falta de tal oxig\u00eanio, a dist\u00e2ncia incomensur\u00e1vel entre a infinita miseric\u00f3rdia divina e a mesquinhez da fragilidade humana. Vamos por partes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Oxig\u00eanio da Casa de Deus<\/strong><br \/>\n\u00c0 medida que avan\u00e7amos nos par\u00e1grafos e p\u00e1ginas do livro, torna-se claro que Tereza, desde muito cedo, acostumou-se a respirar o oxig\u00eanio da presen\u00e7a divina. Trazia isto, como ela mesma o atesta, da atmosfera familiar, especialmente da piedade do pai e da m\u00e3e. Falar de Deus e falar com Deus era sua \u201cdivers\u00e3o\u201d preferida. Achava perniciosos e perigosos outros tipos de conversa. Como um peixe que se nutre do oxig\u00eanio que extrai da \u00e1gua, a menina Tereza tirava seu alimento espiritual desse col\u00f3quio inef\u00e1vel sobre e com Deus.<br \/>\nNarra sua evolu\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a \u2013 companhias, amizades, tenta\u00e7\u00f5es, perigos, por um lado, e gra\u00e7as divinas, por outro \u2013 com a consci\u00eancia de quem se encontra imersa no seio de Deus. Quando se desvia desse caminho, imediatamente lhe vem uma sensa\u00e7\u00e3o desagrad\u00e1vel e de mal-estar. Ou de disagio, para usar palavra italiana que expressa bem certo sentimento de estranheza. Numa palavra, sentia-se estrangeira fora da Casa de Deus. At\u00e9 mesmo no mosteiro, ao lado de outras monjas, desagradava-lhe que estas mostrassem um comportamento, digamos, t\u00e3o profano. Procura fugir das rodas onde o assunto lhe parecia inadequado. Ao mesmo tempo, cultivava os encontros em que se respirava a presen\u00e7a de \u201cSua Majestade\u201d.<br \/>\nSua curiosidade de leitura, desde tenra idade, privilegiada os livros que falam dos santos ou de Deus. Aqui tamb\u00e9m ela indica a influ\u00eancia dos pais. Depois, j\u00e1 a partir do mosteiro, presenteava o pai com livros da mesma esp\u00e9cie. Impressiona o mal que lhe faz afastar-se dessa atmosfera divina e se aventura por outras veredas. \u00c9 como se um sinal de alerta perturbasse sua alma t\u00e3o sens\u00edvel e delicada. Uma luz amarela se acendia em sua consci\u00eancia e a fazia retomar o caminho. Os cap\u00edtulos iniciais de sua narra\u00e7\u00e3o revelam esse vaiv\u00e9m entre a luz da Casa de Deus e as trevas de um mundo que a faz tremer e temer.<br \/>\nTereza sentia-se t\u00e3o imbu\u00edda da presen\u00e7a de Deus, que nem mesmo a doen\u00e7a, e as dores prolongadas que ela provocava, a desviaram do horizonte tra\u00e7ado. A tuberculose levou-as \u00e0s portas da morte, mas ela n\u00e3o se cansava de agradecer a Deus pelas gra\u00e7as recebidas. Como se a pr\u00f3pria enfermidade significasse um estado oportuno para a intimidade com a miseric\u00f3rdia divina, que ela enfatiza o tempo todo. Por longos meses (ou anos?) sofre de forma atroz, ao ponto de ningu\u00e9m poder tocar em seu corpo. Mas n\u00e3o deixa de louvar \u201cSua Majestade\u201d pelo amor rec\u00edproco.<br \/>\nEm meio a tal oxig\u00eanio, Tereza v\u00ea na presen\u00e7a de Deus uma luz que ilumina seu interior, bem como seu comportamento exterior. O brilho da luz inunda seu cora\u00e7\u00e3o, chega ao n\u00facleo de sua alma, desvenda os segredos mais \u00edntimos de suas entranhas. E nesse confronto, ela sublinha vezes sem fim a bonde de Deus, por uma parte, e a pr\u00f3pria maldade, por outra. Isso a angustia passo a passo, tanto que seu relato trope\u00e7a a todo tempo com a palavra ruim aplicada ao seu modo de ser e de agir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Longe da Casa de Deus<\/strong><br \/>\nComove o leitor a maneira como Tereza descreve seu afastamento da Casa de Deus. Falta-lhe o ar e ela mais parece um peixe fora d\u2019\u00e1gua, batendo-se desesperadamente em busca de oxig\u00eanio. Nada melhor que suas palavras para expressar a eloq\u00fc\u00eancia desse vazio de uma vida sem Deus: \u201cPois assim comecei, de passatempo em passatempo, de vaidade em vaidade, de ocasi\u00e3o em ocasi\u00e3o, a meter-me tanto em ocasi\u00f5es de pecado muito grandes e a andar t\u00e3o estragada minha alma em muitas vaidades, que eu j\u00e1 tinha vergonha de voltar a me aproximar de Deus em t\u00e3o particular amizade como \u00e9 a conversa da ora\u00e7\u00e3o\u201d (cap. 7, n\u00ba 1).<br \/>\nInevit\u00e1vel, a esta altura, a lembran\u00e7a do \u201cfilho pr\u00f3digo\u201d ou do \u201cpai misericordioso\u201d do Evangelho (Lc 15,11-32). Longe da casa paterna, sufocado por uma exist\u00eancia destitu\u00edda de sentido, for\u00e7ado a alimentar-se da comida dos porcos, o filho cai em si. Vem-lhe \u00e0 mem\u00f3ria o ambiente familiar e, com ele, a coragem de retornar e pedir perd\u00e3o. Esse sentimento de humildade, junto com a busca da reconcilia\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma das marca mais fortes nas linhas escritas por Tereza. Melhor dar novamente a palavra a ela: \u201cE parecia-me que era melhor andar como muitos \u2013 pois em ser ruim eu era das piores \u2013 e rezar s\u00f3 o que era obrigada, e vocalmente, do que ter a ora\u00e7\u00e3o mental e gozar da intimidade com Deus\u201d (cap. 7, n\u00ba 1).<br \/>\nAflita por ter-se afastado da presen\u00e7a divina, ela limita sua ora\u00e7\u00e3o ao m\u00ednimo que a regra exige e se contenta com isso. Faz a sua obriga\u00e7\u00e3o e nada mais! Teme a proximidade de Deus e a ora\u00e7\u00e3o nua, sem palavras. Teme, antes de tudo, o sil\u00eancio e o encontro consigo pr\u00f3pria, \u00e0 luz do olhar divino. A transpar\u00eancia dessa luz a assusta. Prefere o ritualismo oco e vazio das palavras repetitivas, da devo\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria, da prece mec\u00e2nica. Suas palavras revelam com a maior eloq\u00fc\u00eancia a dificuldade da ora\u00e7\u00e3o mental, contemplativa. Da concentra\u00e7\u00e3o sobre o oceano do amor divino ou sobre a menor gota de sua compaix\u00e3o.<br \/>\n\u00c9 bem humano seu temor. Ele revela nossa pr\u00f3pria nudez. Quantas vezes, achando-nos manchados pelo pecado, fugimos da intimidade do Pai! Passamos ao piloto autom\u00e1tico da ora\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, lit\u00fargica, solene, ritualista. Nada contra esse tipo de ora\u00e7\u00e3o, \u00e9 claro. O problema \u00e9 que nos contentamos com isso. Escondemo-nos de Deus no meio do grupo ou da multid\u00e3o. Anulamo-nos para que o olhar divino n\u00e3o nos alcance. Como no epis\u00f3dio de Ad\u00e3o e Eva, nos sentimos nus, expostos ao olhar perscrutador do Pai. Na cegueira do pecado, nem sequer nos damos conta que o olhar de quem ama reveste e protege a nudez. Penetra n\u00e3o para expor, e sim para curar. Como o bisturi do m\u00e9dico, rasca o tumor para extirp\u00e1-lo.<br \/>\nTereza procura a todo custo, e desde cedo, retomar o piloto manual para converter o curso de sua vida. Ela se d\u00e1 conta de que o rumo de seus passos encontra-se desvirtuado. Chega a ser angustiante os esfor\u00e7os que faz para reorientar o pr\u00f3prio caminhar. A certeza de ter-se afastado da Casa de Deus a p\u00f5e constantemente em alerta. E em marcha, com todas as energias, para reencontrar a si mesma e ao Senhor. Cada fuga, quando devidamente descoberta e analisada, se converte em uma nova busca. Esfor\u00e7a-se ao m\u00e1ximo para manter vivo o ardor pela presen\u00e7a divina em sua vida.<br \/>\nComo Tereza, tememos aproximar-nos de Deus com as m\u00e3os vazias. Ou pior, com as m\u00e3os sujas. Da\u00ed os subterf\u00fagios: \u00e9 quando a ora\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria ou lit\u00fargica, em lugar de nos levar ao contato com o Pai, nos distrai e nos afasta de sua intimidade. Usamos o tempo da ora\u00e7\u00e3o de forma hip\u00f3crita, como escudo para escapar \u00e0 luz divina. Neste caso, a ora\u00e7\u00e3o dep\u00f5e contra a verdadeira atitude orante e contemplativa. Ao inv\u00e9s de ponte para a divina transcend\u00eancia a ora\u00e7\u00e3o pode converter-se em interruptor que desliga o contato mais \u00edntimo. Esquecendo da miseric\u00f3rdia do Pai, fazemos do pecado um motivo para mant\u00ea-lo \u00e0 dist\u00e2ncia.<br \/>\nInstala-se, com isso, um c\u00edrculo vicioso. O pecado nos afasta da Casa de Deus e a consci\u00eancia do pecado, por sua vez, nos impede de reaproximar-nos. N\u00e3o confiamos na sua infinita capacidade de perdoar. Medimos a miseric\u00f3rdia divina com o metro da compaix\u00e3o humana. E assim, alongamos cada vez mais a dist\u00e2ncia que nos separa desse oxig\u00eanio do amor. Sufocados, deixamo-nos afogar em f\u00f3rmulas repetitivas e m\u00e1gicas, em lugar de um encontro profundo com o Pai. Ou seja, mantemos a apar\u00eancia externa de pessoas de ora\u00e7\u00e3o, envernizamos a pr\u00f3pria imagem diante dos outros, enquanto, no mais \u00edntimo, destilamos o medo de fixar nossos olhos no olhar de Deus. Medo que facilmente se torna veneno e nos asfixia. \u201cNa verdade, me pesava muito que tivesses boa opini\u00e3o sobre mim, j\u00e1 que eu conhecia o meu segredo\u201d (cap. 7, n\u00ba 1), conclui Tereza. Numa palavra, depois que aprendemos a nutrir-nos com o oxig\u00eanio da Casa de Deus, torna-se dif\u00edcil, sen\u00e3o imposs\u00edvel, viver sem ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O humano e o divino<\/strong><br \/>\nO Livro da Vida repete com insist\u00eancia a dist\u00e2ncia entre, de um lado, a miseric\u00f3rdia de Deus e, de outro, a mesquinhez humana. P\u00e1gina a p\u00e1gina, Tereza vai desnudando suas d\u00favidas, incertezas e contradi\u00e7\u00f5es. Frente \u00e0 luz divina, sua alma reconhece a pr\u00f3pria pequenez. Sua descri\u00e7\u00e3o enfatiza o abismo que separa a esfera do divino e a esfera do humano. \u201cLevava uma vida penos\u00edssima, porque na ora\u00e7\u00e3o compreendia mais minhas faltas: de um lado, Deus me chamava, de outro, eu seguia o mundo. Parece que queria juntar esses dois contr\u00e1rios \u2013 t\u00e3o inimigos um do outro \u2013 como s\u00e3o a vida espiritual e as alegrias e prazeres e passatempos dos sentidos\u201d (cap. 7, n\u00ba 17). Por diversas vezes ela contrasta suas faltas e \u201cruindades\u201d com as infinitas d\u00e1divas que recebe de Sua Majestade, particularmente nesse conflito entre os atrativos do mundo e a serenidade da Casa de Deus. Por exemplo, \u201cnos 28 anos desde que comecei a ora\u00e7\u00e3o, mais de dezoito passei nessa batalha e contenda de viver com Deus e com o mundo\u201d (cap. 8, n\u00ba 3). Como se o Criador fosse a m\u00fasica e n\u00f3s as cordas de um viol\u00e3o, como se Ele fosse o sol e n\u00f3s um simples planeta \u2013 diria Carlo Molari.<br \/>\nA criatura \u00e9 um reflexo da bondade do Criador, como a lua reflete o brilho do astro rei. Se a criatura permanece aberta \u00e0 esse brilho, pode pass\u00e1-lo \u00e0 frente, reproduzi-lo, iluminar o caminho dos outros. Caso contr\u00e1rio, torna-se opaca e reflete a si mesma. O mesmo se pode dizer do instrumento musical. Sem a m\u00fasica, n\u00e3o passa de uma coisa morta. O Criador \u00e9 a fonte da sinfonia universal e de sua luz. N\u00f3s, quando muito, podemos espelhar seus raios ou sua melodia. E \u00e9 assim que podemos iluminar de novo brilho tanto a rela\u00e7\u00e3o di\u00e1ria com os irm\u00e3os quanto o compromisso de transforma\u00e7\u00e3o sociopol\u00edtica.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil dar-se conta da dist\u00e2ncia que separa Criador e criaturas. Basta sondar o interior de n\u00f3s mesmos. \u201cCora\u00e7\u00e3o de gente \u00e9 terra selvagem\u201d, diz Guimar\u00e3es Rosa (Grande Sert\u00e3o \u2013 Veredas). Selvagem, obscura e desconhecida. Ali, surpreendentemente, coabitam joio e trigo, amor e \u00f3dio, guerra e anseio de paz. A fronteira entre o bem e o mal passa por dentro da alma humana. Somente a luz que vem da intimidade com Deus pode desenvolver um em detrimento do outro. A gra\u00e7a de Deus, e s\u00f3 ela, agindo durante toda uma exist\u00eancia, \u00e9 capaz de superar a tend\u00eancia humana ao ego\u00edsmo, fazendo-nos evoluir para a comunh\u00e3o e a partilha.<br \/>\nTalvez o maior exemplo disso seja o ap\u00f3stolo Paulo. Tem consci\u00eancia do \u201cespinho na carne\u201d, mas sabe que \u201cDeus escolhe os fracos para confundir os fortes\u201d. Mais ainda, confessa sem falsa humildade que \u201cquando sou fraco \u00e9 ent\u00e3o que sou forte\u201d. Carrega o tesouro da gra\u00e7a divina \u201cem vasos de barro\u201d. Em tamb\u00e9m sem falsa humilde, nem orgulho, \u00e9 capaz de reconhecer ao fim da vida: \u201ccombati o bom combate, terminei minha corrida, conservei a f\u00e9; agora s\u00f3 me resta esperar a coroa da justi\u00e7a\u201d (2Tm 4,6-8). Reconhece a contradi\u00e7\u00e3o entre o cora\u00e7\u00e3o que ama e a vontade que n\u00e3o se deixa disciplinar: \u201cN\u00e3o consigo entender nem mesmo o que fa\u00e7o; pois n\u00e3o fa\u00e7o aquilo que eu quero, mas aquilo que mais detesto\u201d (Rm 7,15). Esse sentimento da pr\u00f3pria fraqueza e de de que \u201c\u00e9 Cristo que age em mim\u201d constitui uma das grandes tonalidades nos escritos de Tereza. Tendo plena consci\u00eancia de sua fragilidade humana \u2013 \u201c\u00e9 verdade que sou mais ruim do que todos os nascidos\u201d (p\u00e1g. 84) \u2013 atribui \u00e0 vontade de Deus tudo o que lhe acontece de bom.<br \/>\nMais ainda, \u00e9 capaz de ver na enfermidade e no sofrimento os des\u00edgnios de Deus em rela\u00e7\u00e3o ao seu destino. Como no Livro de J\u00f3: \u201cNu eu sa\u00ed do ventre de minha m\u00e3e, e nu para ele voltarei. O Senhor me deu tudo e o Senhor tudo me tirou. Bendito seja o nome do Senhor\u201d (Jo 1,21). Ou seja, se aceitamos as coisas boas, tamb\u00e9m devemos aceitar as m\u00e1s. Dor e esperan\u00e7a, cruz e ressurrei\u00e7\u00e3o se mesclam em suas p\u00e1ginas. Como o pr\u00f3prio Cristo no alto do madeiro, Tereza, paralisada de dor sobre a cama, entrega-se a Deus pela salva\u00e7\u00e3o dos pecadores. Se \u201co verbo se faz carne\u201d e se humaniza para que nos apontar o caminho do Pai, Tereza, vive todas as potencialidades do humano, ultrapassa-o e toca o divino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Mais textos do Padre Alfredo em <a href=\"http:\/\/http:\/\/provinciasaopaulo.com\/\" target=\"_blank\">www.provinciasaopaulo.com<\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-14810\" data-postid=\"14810\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-14810 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS Dias destes, com a alma ressequida e sedenta de algo indecifr\u00e1vel, pus-me a reler o Livro da Vida de Santa Tereza D\u2019\u00c1vila, prefaciado por Frei Betto (Penguin, Companhia das Letras, Editora Schwarcz, S\u00e3o Paulo, 2010). 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