
{"id":14873,"date":"2011-06-20T21:27:00","date_gmt":"2011-06-21T00:27:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=14873"},"modified":"2011-06-20T21:27:00","modified_gmt":"2011-06-21T00:27:00","slug":"massacre-da-juventude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/massacre-da-juventude\/","title":{"rendered":"Massacre da Juventude"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS<\/em><br \/>\n\u201cT\u00e1 l\u00e1 o corpo estendido no ch\u00e3o, em vez de rosto, uma foto de um gol;<br \/>\nEm vez de reza, uma praga de algu\u00e9m, e um sil\u00eancio servindo de am\u00e9m\u201d.<br \/>\nO bar mais perto depressa lotou, malandro junto com trabalhador;<br \/>\nUm homem subiu na mesa do bar e fez um discurso para vereador.<br \/>\nVeio um camel\u00f4 vender anel, cord\u00e3o, perfume barato,<br \/>\nE a baiana pra fazer pastel e um bom churrasco de gato.<br \/>\nQuatro horas da manh\u00e3 baixou o santo na porta-bandeira,<br \/>\nE a mo\u00e7ada resolveu parar e ent\u00e3o&#8230; t\u00e1 l\u00e1 o corpo estendido no ch\u00e3o.<br \/>\nSem pressa foi cada um pro seu lado, pensando numa mulher ou num time;<br \/>\nOlhei o corpo no ch\u00e3o e fechei minha janela de frente pro crime\u201d.<br \/>\nJo\u00e3o Bosco, De frente pro crime<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A can\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Bosco sugere uma leitura, ao mesmo tempo, polif\u00f4nica e poliss\u00eamica da viol\u00eancia no universo urbano. Polif\u00f4nica, na medida em que est\u00e3o em jogo linguagens sobrepostas, tais como ao do malandro mesclada com a do trabalhador, a do candidato a vereador, a do camel\u00f4, a da baiana do pastel, a da mo\u00e7ada, como tamb\u00e9m a dos curiosos que v\u00e3o se juntado no bar e na rua. Poliss\u00eamica, porque os s\u00edmbolos expressam significados e enfoques diversos, de acordo com o olhar de cada protagonista: o comerciante, o pol\u00edtico, o observador \u00e0 janela, a multid\u00e3o de transeuntes. O sil\u00eancio, por exemplo, nos remete tanto ao \u201cam\u00e9m\u201d coletivo da ora\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 indiferen\u00e7a individual de quem se dispersa \u201cpensando numa mulher ou num time\u201d ou de quem \u201cfecha a janela de frente pro crime\u201d.<br \/>\nCorpos estendidos no ch\u00e3o, c\u00edrculo de curiosos e de policiais, sirenes de ambul\u00e2ncia, coment\u00e1rios diversificados e contradit\u00f3rios, holofotes e c\u00e2meras, rep\u00f3rteres e microfones, familiares em cabisbaixos, m\u00e3es em desespero, peritos da criminologia&#8230; Tudo isso forma um cen\u00e1rio bem conhecido n\u00e3o apenas de S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, mas tamb\u00e9m, atualmente, de todas as capitais brasileiras e de n\u00e3o poucas cidades m\u00e9dias e at\u00e9 pequenas. Isso para nos limitarmos ao mundo urbano, pois a zona rural brasileira n\u00e3o \u00e9 menos pr\u00f3diga em cad\u00e1veres expostos, resultado dos conflitos pela posse da terra.<br \/>\nMas as estat\u00edsticas costumam ter uma vis\u00e3o mais agu\u00e7ada do que o olhar nu. Ou seja, ao somar, multiplicar e comparar, os estudiosos tiram conclus\u00f5es que o olho humano n\u00e3o \u00e9 capaz de enxergar. Uma dessas conclus\u00f5es, talvez a mais imediata, \u00e9 que grande parte dos corpos estendidos pelo ch\u00e3o pertencem a pessoas entre os 15 e 25 anos, ou seja, s\u00e3o adolescentes e jovens. Acrescente-se a isso o fato de boa quantidade deles ter sido executada pelos pr\u00f3prios comparsas nas disputas pelo mercado clandestino do narcotr\u00e1fico ou, mais grave ainda, por grupos para-militares constitu\u00eddos para esse fim. E n\u00e3o podemos esquecer que uma porcentagem nada desprez\u00edvel jamais havia passado pela policia, ou se envolvido contato com o crime e a droga. Que o digam as centenas de m\u00e3es, pais, irm\u00e3os e fam\u00edlias, \u00f3rf\u00e3s de seus filhos, muitos dos quais trabalhadores ass\u00edduos e sem ficha criminal.<br \/>\nQuanto aos que s\u00e3o assassinados no confronto direto com as for\u00e7as policiais, ou por estas eliminados antes de chegar \u00e0 delegacia, uma s\u00e9rie de perguntas se levantam. Por que s\u00e3o t\u00e3o facilmente aliciados para a viol\u00eancia, o narcotr\u00e1fico, o crime e o consumo de drogas? Boa parte estaria na escola, se as fam\u00edlias de onde se originam n\u00e3o vivessem em condi\u00e7\u00f5es t\u00e3o prec\u00e1rias. Outros, conclu\u00eddos os estudos e devidamente capacitados, poderiam j\u00e1 estar empregados, n\u00e3o fossem as empresas t\u00e3o r\u00edgidas quanto \u00e0 necessidade de experi\u00eancia pr\u00e9via. De uma forma ou de outra, um fundo de exclus\u00e3o social explica os males da superf\u00edcie.<br \/>\nH\u00e1, entretanto, uma pergunta mais inquietante: por que tantos jovens de classe m\u00e9dia ou m\u00e9dia baixa, com todas as condi\u00e7\u00f5es de se capacitarem, formam gangues com o objetivo puro e simples da viol\u00eancia? N\u00e3o s\u00e3o raros os casos de grupos racistas, fundamentalistas ou neofacistas perpetrarem uma s\u00e9rie de agress\u00f5es ao povo da rua, aos travestis e \u00e0s mulheres prostitu\u00eddas, como tamb\u00e9m \u00e0s minorias \u00e9tnicas em geral. Inclui-se aqui, por exemplo, os ataques a nordestinos, imigrantes, negros e ind\u00edgenas. Os grupos extremistas e extremamente violentos de funk e skinheads semeiam o medo e \u00e0s vezes a morte para aqueles que se aventuram pela vida noturna das cidades.<br \/>\nDe onde vem semelhante comportamento agressivo? A verdade \u00e9 que a sociedade moderna ou p\u00f3s-moderna retirou da fam\u00edlia o direito e o dever de impor limites \u00e0s crian\u00e7as, adolescentes e jovens. Institui\u00e7\u00f5es como a escola, as igrejas, os diversos tipos de esporte, as associa\u00e7\u00f5es e movimentos sociais n\u00e3o conseguem tomar a si essa tarefa. Sobra para a pol\u00edcia impor limites, mas a\u00ed j\u00e1 \u00e9 tarde demais! No fundo, o conceito de liberdade se reduz a fazer o que se quer, n\u00e3o o que constr\u00f3i. Some-se agora, de um lado, a vulnerabilidade de grande parte da popula\u00e7\u00e3o, o desemprego e subemprego, a dificuldade de estabelecer limites no processo formativo e, de outro lado, a facilidade de acesso \u00e0s armas e drogas, os apelos e a permissividade solta, resulta o f\u00e1cil aliciamento para o crime organizado. Numa palavra, por que estudar e trabalhar se h\u00e1 vias mais curtas para a riqueza e o sucesso? Por que seguir pela estrada leg\u00edtima se os atalhos encurtam caminho? Para usar uma express\u00e3o cara a Galimberti, o \u201cfuturo-promessa\u201d tornou-se \u201cfuturo-amea\u00e7a\u201d (GALIMBERTI, Umberto, in L\u2019ospite inquietante, Il nichilismo e i giovani, Ed. Feltrinelli, Roma, 2007).<br \/>\nOs analistas sociais, por\u00e9m, n\u00e3o param por a\u00ed. Confirmam com suas estat\u00edsticas aquilo que n\u00f3s intu\u00edmos no dia-a-dia. Uma porcentagem maior de negros faz parte do n\u00famero de \u201ccorpos estendidos no ch\u00e3o\u201d. Estigmatizados desde os tempos da escravid\u00e3o, seguem sendo as principais v\u00edtimas do exterm\u00ednio di\u00e1rio. Raz\u00f5es n\u00e3o faltam para isso. Origin\u00e1rios de fam\u00edlias historicamente mais vulner\u00e1veis, exibem imensas dificuldades de acesso \u00e0 escola, em particular aos estudos superiores. Tendo uma qualifica\u00e7\u00e3o profissional relativamente inferior, encontram maiores dificuldades de empregos bem remunerados, o que agrava ainda mais a situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria da fam\u00edlia. E assim se fecha o c\u00edrculo vicioso.<br \/>\nConv\u00e9m sublinhar que, nesse fator de exclus\u00e3o, pesa igualmente o racismo impl\u00edcito ou explicito da sociedade brasileira. O texto da Lei \u00c1urea, assinado pela Princesa Isabel a 13 de maio de 1888 \u2013 aboli\u00e7\u00e3o da escravatura \u2013 deixava \u00e0 popula\u00e7\u00e3o negra um legado de liberdade mesclada com mis\u00e9ria e falta de reais oportunidades. Mais do que os negros, foram os senhores escravagistas que se livraram de uma m\u00e3o-de-obra custosa para adotar a compra e venda do trabalho assalariado, caracter\u00edstica da economia capitalista (MARTINS, Jose de Souza, in O Cativeiro da Terra). Fechados os caminhos largos do trabalho e do emprego decente, sobra em geral para os afro-brasileiros os servi\u00e7os mais pesados e perigosos, mais sujos e mal remunerados. Igual sina sofrem, ali\u00e1s, os imigrantes em situa\u00e7\u00e3o irregular.<br \/>\nA can\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Bosco traz \u00e0 tona, ainda, a solid\u00e3o e o anonimato da cidade. O corpo estendido no ch\u00e3o parece desfigurado, n\u00e3o tem rosto, n\u00e3o \u00e9 identificado. H\u00e1 uma \u00fanica alus\u00e3o \u00e0 \u201cfoto de um gol\u201d, como se ali estivessem seus la\u00e7os mais sagrados. N\u00e3o h\u00e1 familiares para chorar e rezar sua partida t\u00e3o repentina. Provavelmente ser\u00e1 transladado para o Instituto M\u00e9dico Legal (IML) e, em seguida, enterrado como indigente. Sobre o corpo, em lugar de m\u00e1rmore, flores e um respeitoso \u201caqui jaz\u201d, apenas um monte de terra com uma cruz e um n\u00famero. Nem sequer um nome, t\u00e3o somente um n\u00famero na imensid\u00e3o do mar urbano!<br \/>\nConclui-se que quest\u00f5es de classe e de racismo se fundem para a elimina\u00e7\u00e3o precoce dos pobres e dos negros. Simultaneamente dentro e fora do cen\u00e1rio, os curiosos, os transeuntes, os malandros e trabalhadores do bar e o observador solit\u00e1rio \u2013 se afastam \u201ccada um pro seu lado\u201d, j\u00e1 com o pensamento fixo \u201cnuma mulher ou num time\u201d; ou ent\u00e3o fechando \u201ca janela de frente pro crime\u201d. O massacre cont\u00ednuo da juventude, aos milhares e milh\u00f5es por ano, cai numa indiferen\u00e7a generalizada. A m\u00eddia, qual bando de abutres, se debru\u00e7a sobre cada v\u00edtima; a pol\u00edcia, imune e impune, se utiliza da farda para atirar antes de pedir os documentos; os notici\u00e1rios sensacionalistas exp\u00f5em letras garrafais ou corpos crivados de bala. Espetacularizar alguns casos e o mesmo que legitimar a viol\u00eancia di\u00e1ria. Com efeito, os espet\u00e1culos exibem os extremos para cristalizar e naturalizar o cotidiano.<br \/>\nEnquanto isso, a multid\u00e3o segue solit\u00e1ria e com pressa, formando rios humanos que desembocam nos terminais de \u00f4nibus, esta\u00e7\u00f5es de metr\u00f4 ou nas lojas, que fascinam e seduzem com seus artigos novos e reluzentes. Um transeunte transtornado solta gritos e l\u00e1grimas; um b\u00eabado an\u00f4nimo substitui a ora\u00e7\u00e3o por uma praga; um terceiro se d\u00e1 conta que isso \u00e9 coisa di\u00e1ria&#8230; \u201cT\u00e1 l\u00e1 o corpo estendido no ch\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Mais artigos do Pe. Alfredo em <a href=\"http:\/\/www.provinciasaopaulo.com\/\">http:\/\/www.provinciasaopaulo.com\/<\/a><\/em><\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-14873\" data-postid=\"14873\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-14873 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS \u201cT\u00e1 l\u00e1 o corpo estendido no ch\u00e3o, em vez de rosto, uma foto de um gol; Em vez de reza, uma praga de algu\u00e9m, e um sil\u00eancio servindo de am\u00e9m\u201d. 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