
{"id":14971,"date":"2011-07-04T08:15:17","date_gmt":"2011-07-04T11:15:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=14971"},"modified":"2011-07-03T14:17:14","modified_gmt":"2011-07-03T17:17:14","slug":"metropoles-ou-necropoles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/metropoles-ou-necropoles\/","title":{"rendered":"Metr\u00f3poles ou necr\u00f3poles"},"content":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves<\/p>\n<p>Os aglomerados urbanos, em especial nos pa\u00edses pobres, incham em lugar de crescer. Da mesma forma que as crian\u00e7as subnutridas, desenvolvem grandes barrigas, sustentadas por pernas fr\u00e1geis e raqu\u00edticas. \u00c9 o caso do protagonista de Morte e Vida Severina, poema de Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto. Pior que isso, as grandes cidades tendem a concentrar, ao mesmo tempo, o luxo e a mis\u00e9ria. Verifica-se uma expans\u00e3o comandada menos pela satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades vitais, e mais pela gan\u00e2ncia e acumula\u00e7\u00e3o de capital. Este atrai investimentos, tecnologia, mercadorias e lucros, mas, simultaneamente, tamb\u00e9m atrai pessoas \u00e0 procura de trabalho.<\/p>\n<p>Desenvolve, a um s\u00f3 tempo, alfhavilles ao lado de favelas e corti\u00e7os. Sem controle por parte do poder p\u00fablico, a expans\u00e3o urbana torna-se um fim em si mesma. As facilidades das inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas de ponta projetam, como veremos mais adiante, um tipo de crescimento mec\u00e2nico, em lugar de um desenvolvimento org\u00e2nico. Da\u00ed ao aumento de um tecido urbano canceroso, ou ao surgimento de verdadeiras necr\u00f3poles, o passo n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o longo como muitas vezes gostar\u00edamos de acreditar. Ao alongar indefinidamente a mancha urbana, podemos estar cavando a pr\u00f3pria sepultura.<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas Exemplos<\/strong><\/p>\n<p>Comecemos com tr\u00eas cen\u00e1rios nada animadores. Primeiro: &#8220;os ve\u00edculos puxados a cavalo, em Nova York, segundo um estudo de tr\u00e1fico feito em 1907, deslocavam-se a uma velocidade m\u00e9dia de 18,5 quil\u00f4metros por hora; hoje, arrastam-se os autom\u00f3veis \u00e0 m\u00e9dia, durante o dia, de uns 9,5 quil\u00f4metros por hora\u201d (MUMFORF, Lewis; A Cidade na Hist\u00f3ria, Martins Fontes, S\u00e3o Paulo, 2008, p\u00e1g. 656).<\/p>\n<p>Segundo: no final de maio de 2011, a metr\u00f3pole de S\u00e3o Paulo comemorava o registro de 7 milh\u00f5es de ve\u00edculos motorizados, para uma popula\u00e7\u00e3o estimada em cerca de 10 milh\u00f5es de habitantes. Registrava, ao mesmo tempo, a exist\u00eancia de aproximadamente 800 mil motocicletas, com mais de um motociclista morto a cada dia no tr\u00e2nsito ca\u00f3tico. Nessa maior cidade da Am\u00e9rica do Sul, chegam mais carros \u00e0s ruas do que crian\u00e7as \u00e0s maternidades.<\/p>\n<p>Terceiro: tentemos fazer o c\u00e1lculo de quantos metros quadrados de asfalto ocupa um \u00f4nibus articulado com, digamos, um n\u00famero imagin\u00e1rio de 60 passageiros. Logo em seguida, n\u00e3o ser\u00e1 t\u00e3o dif\u00edcil calcular a \u00e1rea ocupada pelas mesmas 60 pessoas, se cada uma se der ao luxo de locomover-se de casa para o trabalho, individualmente, no seu carro particular.<\/p>\n<p><strong>Mito e gigantismo da Metr\u00f3pole<\/strong><\/p>\n<p>Os cen\u00e1rios descritos nos par\u00e1grafos anteriores nos levam a concordar com Lewis Mumford, quando em 1930, na obra A cultura das cidades, tra\u00e7ava a forma de &#8220;um resumo do inferno\u201d. O autor oferecia ainda &#8220;uma s\u00edntese da interpreta\u00e7\u00e3o feita por Patrick Geddes do ciclo urbano da aldeia (e\u00f3poles) \u00e0 megal\u00f3poles e \u00e0 necr\u00f3poles\u201d (idem, p\u00e1g. 663).<\/p>\n<p>Permitamo-nos uma longa cita\u00e7\u00e3o do mesmo historiador, com uma met\u00e1fora que vem a calhar: &#8220;nossa civiliza\u00e7\u00e3o atual \u00e9 um autom\u00f3vel gigantesco a se mover numa estrada de m\u00e3o \u00fanica, a uma velocidade cada vez maior. Infelizmente, tal como est\u00e1 constru\u00eddo agora, faltam ao carro tanto o volante quanto os freios. E a \u00fanica forma de controle que o motorista exerce consiste em faz\u00ea-lo andar mais depressa, embora, fascinado pela pr\u00f3pria m\u00e1quina e convencido de que deve atingir a maior velocidade poss\u00edvel, ele tenha esquecido por completo o objetivo da viagem. Esse estado de desamparada submiss\u00e3o aos mecanismos econ\u00f4micos e tecnol\u00f3gicos que o homem moderno criou \u00e9 estranhamente disfar\u00e7ado de progresso, liberdade e dom\u00ednio da natureza pelo homem. Em consequ\u00eancia, tudo o que \u00e9 permitido passou a ser compuls\u00e3o m\u00f3rbida. O homem moderno dominou todas as criaturas acima do n\u00edvel dos v\u00edrus e bact\u00e9rias \u2013 exceto o pr\u00f3prio homem\u201d.<\/p>\n<p>Cada vez mais desorientado e ca\u00f3tico, descontrolado e descont\u00ednuo, o crescimento urbano atende a interesses bem precisos, seja por parte da especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, seja pela prioridade que oferecem os \u00f3rg\u00e3os administrativos ao transporte privado. Da\u00ed a pertinente introdu\u00e7\u00e3o do conceito de conurba\u00e7\u00e3o: &#8220;a continuada expans\u00e3o da metr\u00f3pole na disforme conurba\u00e7\u00e3o megalopolitana e a multiplica\u00e7\u00e3o e extens\u00e3o dessas conurba\u00e7\u00f5es revelam a profundeza da praga que todas as sociedades enfrentam hoje em dia\u201d. &#8220;A forma da metr\u00f3pole \u00e9, pois, sua disformidade, assim como seu alvo \u00e9 a pr\u00f3pria expans\u00e3o sem alvo\u201d (idem, pags. 649 e 660).<\/p>\n<p>A subordina\u00e7\u00e3o ao ritmo da m\u00e1quina e \u00e0s inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas compromete todas as salvaguardas da vida, ou de uma vida com razo\u00e1vel qualidade. Os meios se convertem em fins. Sem qualquer mecanismo regulador, impera a lei f\u00e9rrea do mercado e de um individualismo elevado \u00e0 m\u00e1xima pot\u00eancia. Com isso, a cidade, que deveria acolher, cuidar e proteger, simultaneamente agrega e segrega seus habitantes. Utilizando a express\u00e3o de David Riesman, uma multid\u00e3o solit\u00e1ria, como um rio de \u00e1guas turvas, flui diariamente por seus becos e ruas. Ou, no plural, multid\u00f5es solit\u00e1rias: estranhas, \u00f3rf\u00e3s e perdidas no concreto, no asfalto e nos ru\u00eddos que as envolvem. \u00c9 o que Lewis chama de &#8220;massa colossal, coagulada, autoderrotada\u201d.<\/p>\n<p>O certo \u00e9 que, sobre uma racionalidade reguladora com instrumentos e pol\u00edticas controladas, pesa a for\u00e7a bruta dos privil\u00e9gios da Casa Grande. Pesam tamb\u00e9m os interesses do capital e a concentra\u00e7\u00e3o do poder financeiro, dos quais a metr\u00f3pole \u00e9 o &#8220;reservat\u00f3rio natural\u201d. Quanto aos moradores da Senzala, espremem-se no transporte p\u00fablico, t\u00e3o apinhado e desconfort\u00e1vel quanto ostensivo e progressivo \u00e9 o crescimento dos autom\u00f3veis de luxo, em n\u00e3o pequeno grau importados. Semelhante civiliza\u00e7\u00e3o metropolitana contradiz a pr\u00f3pria fun\u00e7\u00e3o da cidade, o que \u00e9 reflexo do contexto da economia globalizada. Como insiste o autor, &#8220;a complexidade e a abrang\u00eancia cultural da metr\u00f3pole abarcam a complexidade e a variedade do mundo como um todo (&#8230;). O tamanho c\u00edvico serve de substituto da organiza\u00e7\u00e3o adequada, como no mercado de trabalho; e a expans\u00e3o mec\u00e2nica \u00e9 tomada por significa\u00e7\u00e3o\u201d (idem, p\u00e1g. 669).<\/p>\n<p><strong>Da Metr\u00f3pole \u00e0 Necr\u00f3pole<\/strong><\/p>\n<p>Hoje, os pa\u00edses do Terceiro Mundo, de forma peculiar os chamados emergentes, sofrem de forma mais acelerada essa amea\u00e7a de uma metropoliza\u00e7\u00e3o universal, o que faz Lewis contrapor a cidade hist\u00f3rica \u00e0 conurba\u00e7\u00e3o. Enquanto aquela, embora supercrescida, &#8220;era ainda, residualmente, uma entidade, a conurba\u00e7\u00e3o \u00e9 uma n\u00e3o-entidade e torna-se mais patente como tal \u00e0 medida que se propaga\u201d (idem, p\u00e1g. 645). De acordo com Oliver Mongin, hoje existem no mundo 175 cidades com mais de um milh\u00e3o de habitantes. As 13 mais povoadas situam-se nos continentes da \u00c1sia, \u00c1frica e Am\u00e9rica Latina. H\u00e1 33 megal\u00f3poles anunciadas para o ano de 2015 e s\u00f3 uma das dez maiores \u2013 T\u00f3quio \u2013 ser\u00e1 uma cidade rica (MONGIN, Oliver. La condici\u00f3n urbana, Paid\u00f3s, Buenos Aires, 2006). Megal\u00f3pole combina com pobreza e riqueza, ambas concentradas.<\/p>\n<p>Tendo como motor, de um lado, os pr\u00f3prios avan\u00e7os da tecnologia e sua velocidade desvairada, e, de outro, a facilidade de obter m\u00e3o-de-obra barata e abundante, juntamente com lucros f\u00e1ceis, &#8220;todas as bem-sucedidas institui\u00e7\u00f5es da metr\u00f3pole repetem, em sua pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o, o gigantismo sem meta do todo (&#8230;). O crescimento e multiplica\u00e7\u00e3o das grandes metr\u00f3poles foram, a um tempo, provas dessa tend\u00eancia generalizada para a concentra\u00e7\u00e3o monopol\u00edstica, e o meio pelo qual ela foi efetuada\u201d (idem, p\u00e1g. 634-5).<\/p>\n<p>Resulta que esse enorme organismo que \u00e9 a metr\u00f3pole, diferentemente da cidade que levava em conta as finalidades humanas de conforto e bem estar, &#8220;assinala a mudan\u00e7a de um sistema org\u00e2nico para um sistema mec\u00e2nico, do crescimento propositado para a expans\u00e3o sem prop\u00f3sito\u201d (idem, p\u00e1g. 644). A cidade como m\u00e3e que chama e acolhe se transforma em monstro cujos tent\u00e1culos tudo devoram, at\u00e9 mesmo os pequenos espa\u00e7os e tempos de lazer de seus trabalhadores.<\/p>\n<p>Amplia, al\u00e9m disso, o contraste entre pobres e ricos. Para estes, reserva o condom\u00ednio protegido, enquanto aqueles se submetem ao risco permanente da viol\u00eancia que rege as periferias mais distantes. Para uns, que podem pagar a conta, escola e sa\u00fade especial; para outros, os servi\u00e7os p\u00fablicos, que, tanto em quantidade quanto em qualidade, est\u00e3o sempre aqu\u00e9m das necessidades da popula\u00e7\u00e3o. At\u00e9 mesmo a pol\u00edtica energ\u00e9tica do modelo em vig\u00eancia, no Brasil e em outros pa\u00edses, privilegia a locomo\u00e7\u00e3o individual em detrimento das alternativas e da qualidade dos transportes coletivos, causando por tabela enormes congestionamento metropolitanos.<\/p>\n<p>A qualidade da vida e a amea\u00e7a de morte crescem paralelas ao elefantismo das grandes cidades. N\u00e3o se trata somente das conseq\u00fc\u00eancias sobre o meio ambiente (polui\u00e7\u00e3o visual e sonora ou contamina\u00e7\u00e3o do ar e das \u00e1guas), mas tamb\u00e9m de um v\u00edrus ou bact\u00e9ria que se desenvolve junto com o crescimento desmedido do tecido urbano. V\u00edrus e bact\u00e9ria, neste caso, s\u00e3o sin\u00f4nimos de falta de saneamento b\u00e1sico, servi\u00e7os p\u00fablicos raros e prec\u00e1rios, forma\u00e7\u00e3o de &#8220;tribos urbanas\u201d, ou quadrilhas, para n\u00e3o ofender nossos irm\u00e3os ind\u00edgenas&#8230; Enfim, uma viol\u00eancia que abre chagas, feridas e cicatrizes vis\u00edveis e invis\u00edveis por todo o espa\u00e7o da metr\u00f3pole.<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-14971\" data-postid=\"14971\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-14971 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. 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