
{"id":15031,"date":"2011-07-15T00:44:17","date_gmt":"2011-07-15T03:44:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=15031"},"modified":"2011-07-15T00:44:17","modified_gmt":"2011-07-15T03:44:17","slug":"mae-terra-mutilada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/mae-terra-mutilada\/","title":{"rendered":"M\u00e3e Terra mutilada"},"content":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves<\/p>\n<p>S\u00e3o muitos os mutilados que perambulam pela face da terra. E o s\u00e3o cada vez em maior n\u00famero e nas mais variadas dimens\u00f5es. Solit\u00e1rios, \u00f3rf\u00e3os, perdidos \u2013 de um lado para outro em busca de migalhas de trabalho e p\u00e3o. Mutilados no corpo, na mente e na alma; mutilados na integridade familiar, cultural ou cidad\u00e3; mutilados nos direitos elementares, na participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica ou na dignidade humana. Mutilados desde a inf\u00e2ncia, adolesc\u00eancia ou juventude, em plena for\u00e7a de sua vida adulta ou no outono ressequido da exist\u00eancia. Em grande parte dos casos, impossibilitados de arcar com o \u00f4nus da pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia, menos ainda da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o santos nem inocentes, apenas v\u00edtimas indefesas das turbul\u00eancias abruptas e imprevis\u00edveis da hist\u00f3ria. Banidos de um modelo pol\u00edtico e econ\u00f4mico que, a um s\u00f3 tempo, concentra e marginaliza, agrega e segrega. Um sistema baseado na velocidade e voracidade da produ\u00e7\u00e3o, mercantiliza\u00e7\u00e3o e consumo. E que cria uma por\u00e7\u00e3o de filhos robustos e saud\u00e1veis ao lado de uma imensid\u00e3o de exclu\u00eddos, o luxo de m\u00e3os dadas com o lixo, a abund\u00e2ncia e o desperd\u00edcio coexistindo com a mis\u00e9ria e a fome. Ou ent\u00e3o filhos &#8220;inclu\u00eddos perversamente\u201d (JS Martins) no ritmo enlouquecido da t\u00e9cnica e do progresso, onde o crescimento tem o primado sobre a distribui\u00e7\u00e3o da renda e da riqueza. O motor do lucro e da acumula\u00e7\u00e3o de capital faz &#8220;crescer o bolo sem dividi-lo\u201d e, ao mesmo tempo, dissemina em sua massa o fermento nocivo de numerosas enfermidades. A panac\u00e9ia de um PIB (Produto Interno Bruto) sempre em ascend\u00eancia, ainda que seja em mil\u00e9simos ou cent\u00e9simos, ignora a necessidade da partilha para um corpo social saud\u00e1vel. &#8220;O desenvolvimento \u00e9 o novo nome da paz\u201d, dizia o Papa Paulo VI, ainda em 1967, na Populorum Progressio, ciente de que n\u00e3o basta inchar o busto de uns poucos, deixando o restante do organismo inflamado de bact\u00e9rias e enfermi\u00e7o de chagas incur\u00e1veis. Da\u00ed a mutilada multid\u00e3o dos sem: sem terra nem teto, sem escola nem sa\u00fade, sem trabalho nem lazer&#8230; N\u00e3o raro mutilados em seus pr\u00f3prios sonhos e esperan\u00e7as. Abatidos e curvados pelo peso de um passado marcado pela pobreza e de um futuro nublado pela incerteza.<\/p>\n<p>O modelo neoliberal vigente, entretanto, mutila tamb\u00e9m a pr\u00f3pria terra, a fonte primordial da vida em todas as suas formas, o ber\u00e7o da biodiversidade. Retira de nosso planeta a fun\u00e7\u00e3o milenar de perpetuar o ciclo da vida, atrav\u00e9s da id\u00e9ia de &#8220;na natureza nada se perde e nada se cria, tudo se transforma\u201d (Lavoisier). A gan\u00e2ncia de produzir, vender e consumir, a m\u00e9dio e longo prazo, priva a m\u00e3e terra de seu direito mais genu\u00edno: gerar e nutrir seus numerosos filhos. Em lugar do carinho, da amamenta\u00e7\u00e3o e do cuidado, ela se v\u00ea for\u00e7ada a abandon\u00e1-los e elimin\u00e1-los, atrav\u00e9s da polui\u00e7\u00e3o do ar e das \u00e1guas, da devasta\u00e7\u00e3o e desertifica\u00e7\u00e3o do solo, do aquecimento global e do desequil\u00edbrio dos v\u00e1rios ecossistemas. Sofre a m\u00e3e e sofrem os filhos, especialmente os mais vulner\u00e1veis e fragilizadops. A primeira pelo leite contaminado, pois a \u00e1gua \u00e9 o sangue\/seiva\/leite deste gigantesco organismo planet\u00e1rio; ou outros, por se alimentarem de uma matriz progressivamente doentia e est\u00e9ril.<\/p>\n<p>Desfaz-se tamb\u00e9m a grande sinfonia do universo. Cada ser vivo e cada coisa, org\u00e2nica ou inorg\u00e2nica, tocam determinado instrumento na gigantesca orquestra da cria\u00e7\u00e3o. Os astros brilham e iluminam, brilha tamb\u00e9m o olhar dos que amam; abrem-se e sorriem as flores, gorjeiam e dan\u00e7am os p\u00e1ssaros, pulam e brincam as crian\u00e7as; murmura e ruge a \u00e1gua, ruge igualmente e canta o vento e a brisa&#8230; Cada nota em seu lugar, mas um m\u00ednimo toque destoado desafina toda melodia. A m\u00fasica se faz ru\u00eddo. Vale a id\u00e9ia da &#8220;paulic\u00e9ia desvairada\u201d (M\u00e1rio de Andrade), onde caros, pessoas, m\u00e1quinas ensurdecem o ambiente. A polui\u00e7\u00e3o sonora instala-se no lugar da sinfonia do universo. At\u00e9 mesmo o cora\u00e7\u00e3o humano, atormentado de tantos e t\u00e3o variados sons, se v\u00ea lan\u00e7ado para fora do diapas\u00e3o divino. \u00c9 como se segu\u00edssemos na onda FM, enquanto a cria\u00e7\u00e3o permanece em AM. Em lugar de sons harm\u00f4nicos, ouve-se o chiado da falta de sintonia. O barulho, ou barulhos no plural, nos afasta do oxig\u00eanio silencioso e repousante da Casa de Deus. Por isso que, segundo o ditado popular, &#8220;faz mais barulho uma \u00e1rvore que cai do que uma floresta que cresce\u201d.<\/p>\n<p>Como reverter semelhante quadro? O que fazer para que o planeta azul siga sendo m\u00e3e e ber\u00e7o da vida em todas as suas esp\u00e9cies? Como acudir ao grito estridente da terra? Numerosos cientistas, estudiosos de diversas \u00e1reas, ambientalistas, movimentos sociais e organiza\u00e7\u00f5es de base se empenham cada vez mais em buscar alternativas \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o matematizada, calculista e mercantilista. Imp\u00f5e-se hoje o combate sem tr\u00e9guas \u00e0 explora\u00e7\u00e3o exaustiva dos recursos naturais, da for\u00e7a de trabalho humano e do patrim\u00f4nio cultural de todos os povos e na\u00e7\u00f5es. N\u00e3o podemos mais aspirar ao padr\u00e3o de vida dos pa\u00edses centrais. Semelhante padr\u00e3o, se e quando estendido a toda popula\u00e7\u00e3o do planeta, n\u00e3o se sustenta. Um exemplo apenas: a terra n\u00e3o recicla a \u00e1gua pot\u00e1vel com o mesmo ritmo e na mesma quantidade que gasta um cidad\u00e3o comum desses pa\u00edses. Est\u00e1 em jogo a recria\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria civiliza\u00e7\u00e3o como um todo. Como repensar um mundo ao mesmo tempo justo, solid\u00e1rio e sustent\u00e1vel?<\/p>\n<p>Podem surgir aqui os malthusianos de plant\u00e3o. Segundo Thomas Malthus, se a capacidade de gerar alimentos cresce de forma aritm\u00e9tica e a popula\u00e7\u00e3o mundial de forma geom\u00e9trica, ser\u00e1 necess\u00e1rio um plano para diminuir o n\u00famero de habitantes do planeta. Definitivamente, n\u00e3o se trata de diminuir o n\u00famero dos convidados ao banquete da vida, e sim de distribuir melhor os alimentos e os benef\u00edcios do progresso. A ci\u00eancia, o progresso e a tecnologia de ponta, t\u00eam atualmente potencialidade para produzir muito mais bens do que a popula\u00e7\u00e3o necessita. Trata-se de buscar uma vida cada vez mais frugal, s\u00f3bria, igualit\u00e1ria e, novamente, sustent\u00e1vel com o ritmo natural da vida no planeta. Sustent\u00e1vel de um ponto de vista ecol\u00f3gico e social.<\/p>\n<p>Se \u00e9 verdade que, por toda parte, crescem as amea\u00e7as \u00e0 vida, tamb\u00e9m \u00e9 certo que cresce igualmente, e se amplifica, a consci\u00eancia dos riscos de cat\u00e1strofes provocadas pela agress\u00e3o humana \u00e0 natureza. Esta, com a mesma viol\u00eancia que \u00e9 tratada, reage e agride, mutila e mata, aos milhares e milh\u00f5es. Tornados, nevascas, chuvas torrenciais seguidas de inunda\u00e7\u00f5es, estiagens prolongadas, furac\u00f5es \u2013 todas essas ocorr\u00eancias parecem tornar-se mais intensas e mais frequentes com o passar dos anos. A m\u00e3e se enfurece quando os filhos n\u00e3o a respeitam em seu ritmo vital, a as f\u00farias costumam cair sobre a cabe\u00e7a daqueles que mais amamos. Multiplica-se o n\u00famero de mortos, desaparecidos, desabrigados, deslocados, emigrantes ou &#8220;refugiados ambientais\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o que as causas ambientais sejam os fatores predominantes para o abandono da terra natal. Em geral, por tr\u00e1s das tempestades ou cat\u00e1strofes, escondem-se fatores estruturais, tais como a estrutura agr\u00e1ria e agr\u00edcola, as assimetrias e injusti\u00e7as, a precariedade dos servi\u00e7os p\u00fablicos. Muitas vezes uma seca, uma enchente, ou qualquer outra cat\u00e1strofe apenas marca a hora da sa\u00edda. Mas a raiz do \u00eaxodo, no fundo, \u00e9 de ordem socioecon\u00f4mica. Se os fatores clim\u00e1ticos aparecem com a causa imediata, existem normalmente outras causas remotas e invis\u00edveis. Isso \u00e9 f\u00e1cil de comprovar se atentarmos para o fato de que, via de regra, s\u00e3o os pobres que migram. Numa palavra, as causas ambientais penalizam as popula\u00e7\u00f5es que j\u00e1 vivem em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias, obrigando-as a escapar. Parafraseando Gabriel Garc\u00eda Marques, fogem de flagelos anunciados. Resta saber em que medida essa fugas pode ou n\u00e3o converter-se em nova busca, momento em que os &#8220;refugiados ambientais\u201d podem tornar-se profetas do amanh\u00e3, denunciando leis que lhes negam a cidadania na pr\u00f3pria terra, e anunciando a necessidade de mudan\u00e7as urgentes e necess\u00e1rios, na constru\u00e7\u00e3o de uma cidadania sem fronteiras.<\/p>\n<p>A responsabilidade desse processo de devasta\u00e7\u00e3o e morte \u00e9 de todos, mas o \u00e9 em forma diferenciada. As grandes empresas, o agroneg\u00f3cio, as companhias mineradoras, as obras fara\u00f4nicas e a pol\u00edtica dos pa\u00edses centrais concentram maior poder de destrui\u00e7\u00e3o. Emitem tamb\u00e9m maior volume de gases de efeito estufa, e mais produtos poluentes. Da mesma forma que a responsabilidade, tamb\u00e9m a tarefa de reverter esse cen\u00e1rio compete a todos. Mas tanto uma como a outra possuem graus distintos. Cada um tem sua parte de culpa e de reconstru\u00e7\u00e3o, mas de pouco valer\u00e3o as a\u00e7\u00f5es individuais ou grupais, se os grandes conglomerados empresariais e as grandes pot\u00eancias n\u00e3o fizerem sua parte. Iniciativas de reciclagem, por exemplo, iluminam o caminho a seguir. Mas se n\u00e3o forem seguidas por esfor\u00e7os nacionais e internacionais no sentido de diminuir os fatores de agress\u00e3o ao meio ambiente, n\u00e3o passar\u00e3o de uma vitrine.<\/p>\n<p>Em outras palavras, a rea\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser coletiva, sem d\u00favida, mas o ser\u00e1 de forma diferenciada. As a\u00e7\u00f5es individuais ou de grupos t\u00eam sua import\u00e2ncia exemplar, mas somente as macro-pol\u00edticas possuem efetivamente o poder de salvar o planeta e a vida sobre ele. Vale um exemplo: por um lado, o pa\u00eds que mais lan\u00e7a gases de efeito estufa na atmosfera \u00e9 os Estados Unidos; por outro lado, foram justamente seus representantes que sempre se recusaram a cooperar com as pol\u00edticas para diminuir esse percentual, a come\u00e7ar pelo tratado de Kyoto. \u00c9 certo que cada um de n\u00f3s pode e deve fazer sua parte. Mas deve igualmente, e com maior raz\u00e3o, cobrar de seu pa\u00eds e\/ou da pol\u00edtica ambiental internacional a\u00e7\u00f5es amplas, urgentes e eficazes.<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-15031\" data-postid=\"15031\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-15031 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves S\u00e3o muitos os mutilados que perambulam pela face da terra. E o s\u00e3o cada vez em maior n\u00famero e nas mais variadas dimens\u00f5es. 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