
{"id":15218,"date":"2011-07-27T06:30:29","date_gmt":"2011-07-27T09:30:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=15218"},"modified":"2011-07-27T09:09:05","modified_gmt":"2011-07-27T12:09:05","slug":"15218","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/15218\/","title":{"rendered":"Noruega e Lampedusa"},"content":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves<\/p>\n<p>Na apar\u00eancia, a Noruega nada tem a ver com o Mar Mediterr\u00e2neo, ela e ele, respectivamente, ao norte e ao sul do continente europeu. Milhares de quil\u00f4metros separam a Ilha de Lampedusa, no sul da It\u00e1lia, e a capital norueguesa de Oslo. Mas a barb\u00e1rie de Anders Behring Breivik, um fan\u00e1tico fundamentalista noruegu\u00eas, de 32 anos, acaba de aproximar esses dois pontos. Resultado do atentado \u00e0 bomba e do massacre enlouquecido: 76 cad\u00e1veres e uma popula\u00e7\u00e3o tradicionalmente pac\u00edfica em estado de choque.<\/p>\n<p>Estado de choque que ultrapassa todas as fronteiras e contamina os habitantes das mais diversas na\u00e7\u00f5es. Como entender o que se passa na cabe\u00e7a desse cidad\u00e3o noruegu\u00eas, segundo o qual &#8220;estava prestando um servi\u00e7o ao pr\u00f3prio pa\u00eds e \u00e0 Europa\u201d? O que tem a ver semelhante barb\u00e1rie com o atual contexto da economia globalizada e o deslocamento massivo de pessoas, fam\u00edlias e grupos inteiros? D\u00e1 para conciliar a id\u00e9ia de um mundo que se abre a todos os povos e culturas, por um lado, e, por outro, recha\u00e7a violentamente a mistura das ra\u00e7as, citando como exemplo a mesti\u00e7agem brasileira?<\/p>\n<p>O mundo se p\u00f5e em movimento nos trilhos do trem, met\u00e1fora utilizada pelo historiador Peter Gay referindo-se ao s\u00e9culo XIX. Mas o decorrer do s\u00e9culo XX e o in\u00edcio do XXI s\u00f3 fazem alargar os horizontes dos que se p\u00f5em em marcha. De fato, as migra\u00e7\u00f5es de massa parecem crescer em intensidade, diversidade e complexidade. Se a intensidade revela e preconiza estat\u00edsticas cada vez mais elevadas de quem se move, e a diversidade desvenda novas motiva\u00e7\u00f5es para tais deslocamentos, a complexidade desenha um mapa onde os rumos se cruzam e recruzam nas mais diferentes dire\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No panorama migrat\u00f3rio, ele tamb\u00e9m progressivamente globalizado, novas situa\u00e7\u00f5es entram em cena. Quatro &#8220;Rs\u201d poderiam nos orientar no encalce de sua compreens\u00e3o. No primeiro, se trata de identificar os rostos dos novos migrantes, imigrantes e emigrantes, tais como jovens e mulheres em busca de melhores oportunidades de vida, refugiados pol\u00edticos e ambientais, &#8220;desplazados\u201d pela viol\u00eancia, estudantes, t\u00e9cnicos de empresas transnacionais, trabalhadores em movimento ou tempor\u00e1rios, camponeses em busca da cidade, retirantes, itinerantes, ciganos, parquistas, circenses, turistas&#8230; Numa palavra, reponde \u00e0 pergunta de &#8220;quem migra atualmente?\u201d.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, a tarefa \u00e9 tra\u00e7ar as rotas de quem se lan\u00e7a \u00e0 estrada. Neste caso a pergunta \u00e9 &#8220;de onde e para onde as pessoas se deslocam?\u201d As respostas s\u00e3o extremamente vari\u00e1veis. Os pontos de origem, tr\u00e2nsito e destino se mesclam e se confundem. S\u00e3o poucas as na\u00e7\u00f5es que, de alguma forma, n\u00e3o estejam hoje envolvidas com o fen\u00f4meno migrat\u00f3rio. Claro que prevalece a rota do sul para o norte, dos pa\u00edses perif\u00e9ricos em dire\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses centrais. Mas, a todo o momento, outras dire\u00e7\u00f5es se estabelecem. Al\u00e9m disso, os caminhos costumam ser sinuosos, seguir atalhos inesperados, de acordo com o grau maior ou menor de rigidez das leis migrat\u00f3rias. Cada vez menos os movimentos de massa se parecem \u00e0queles do s\u00e9culo XIX, com origem e destino praticamente preestabelecidos. Nos dias atuais, as rotas seguem vias n\u00e3o lineares, mas tortuosas e estrategicamente adapt\u00e1veis ao rigor da vigil\u00e2ncia. Qualquer mapa gr\u00e1fico da mobilidade humana atual h\u00e1 de ser um pergaminho complexo de setas e pontos de sa\u00edda e partida, dif\u00edcil de decifrar.<\/p>\n<p>O terceiro &#8220;R\u201d remete-nos \u00e0s ra\u00edzes da migra\u00e7\u00e3o. A pergunta \u00e9 &#8220;por que as pessoas deixam a terra que as viu nascer e onde enterraram seus ancestrais?\u201d. Est\u00e3o em jogo aqui as causas da migra\u00e7\u00e3o. H\u00e1 causas relacionadas \u00e0 guerra, a conflitos armados, \u00e0 viol\u00eancia em seus diversos graus , formas e matizes; h\u00e1 motiva\u00e7\u00f5es ligadas a uma estrat\u00e9gia de sobreviv\u00eancia, para quem sair pode ser a solu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o o problema; crescem as fugas devido a &#8220;cat\u00e1strofes naturais\u201d, entre aspas porque muitas delas se devem \u00e0 rea\u00e7\u00e3o da natureza \u00e0 agressividade dos modelos de desenvolvimento sobre ela; n\u00e3o faltam tamb\u00e9m os motivos trabalhistas, religiosos, estudantis, pol\u00edticos ou de sa\u00fade&#8230; Mas o maior n\u00famero de pessoas, inquestionavelmente, desloca-se por raz\u00f5es de ordem socioecon\u00f4mica, na tentativa de um futuro mais promissor para si e para a fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Por \u00faltimo, a pergunta \u00e9 &#8220;que respostas oferecem aos migrantes em curso as institui\u00e7\u00f5es governamentais ou n\u00e3o governamentais (ONGs), as institui\u00e7\u00f5es, movimentos e organiza\u00e7\u00f5es sociais e, entre estas, de forma particular, as Igrejas\u201d? S\u00e3o m\u00faltiplas as posi\u00e7\u00f5es e as formas de atua\u00e7\u00e3o. Do ponto de vista de quem se aventura a uma nossa regi\u00e3o ou pa\u00eds, a ambiguidade est\u00e1 sempre presente. Fuga e busca se fundem, fatores de expuls\u00e3o e de atra\u00e7\u00e3o se misturam. Sonhos podem converter-se em pesadelos e estrat\u00e9gias resultar em sucesso. Mas uma coisa parece clara: a migra\u00e7\u00e3o \u00e9 uma porta, entre tantas, de mobilidade n\u00e3o s\u00f3 geogr\u00e1fica mas tamb\u00e9m social. Porta sempre aberta quando, por algum motivo, as coisas apertam na terra natal. Em geral, ningu\u00e9m a deixa satisfeito, e quando o faz sonha com o retorno, mas se condi\u00e7\u00f5es adversas o exigem, tai uma solu\u00e7\u00e3o poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Do ponto de vista das autoridades em geral (governo, pol\u00edcia federal, aduana, legisla\u00e7\u00e3o), o imigrante constitui quase sempre um problema. Que o digam hoje os governantes da It\u00e1lia, dos Estados Unidos, dos Estados da Uni\u00e3o Europeia e dos pa\u00edses ricos ou emergentes. Como conjugar necessidade de m\u00e3o-de-obra f\u00e1cil e barata com a &#8220;situa\u00e7\u00e3o de clandestinidade\u201d de milhares ou milh\u00f5es de pessoas? O mundo desenvolvimento ou emergente quer trabalhadores, n\u00e3o cidad\u00e3os! \u00c9 neste ponto que a mente doentia e medieval daquele noruegu\u00eas, Anders, expressa e exp\u00f5e, em sua total nudez, as contradi\u00e7\u00f5es do chamado Primeiro Mundo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 avalanche de imigrantes vindos do hemisf\u00e9rio sul ou dos pa\u00edses da antiga Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p>Em meio a situa\u00e7\u00f5es novas, ao aparente caos, \u00e0 crise de identidade, ao medo do encontro com a alteridade \u2013 a resposta \u00e9 o fundamentalismo. Pode ser pol\u00edtico ou religioso, ou ainda uma simbiose de ambos. De qualquer modo, \u00e9 sempre violento, arrasador e macabro. Na medida em que lida com &#8220;verdades absolutas\u201d ou com a pretensa depura\u00e7\u00e3o da ra\u00e7a, leva \u00e0 morte o outro, o diferente, o estranho, o estrangeiro, seja na fogueira, no pared\u00e3o, nas regi\u00f5es g\u00e9lidas da Sib\u00e9ria, na pris\u00e3o de Guant\u00e1namo, ou nos campos de exterm\u00ednio de todos os tempos e lugares. Historicamente tem promovido cruzadas, pogroms, massacres e guerras santas com um lastro de sangue e terror sem precedentes. Costuma ceifar pela raiz a liberdade de c\u00e9rebros e, ao mesmo tempo, cegar as massas com um fanatismo exterminador. Nem seria necess\u00e1rio citar os casos de Hitler, Stalin, Al Qaeda, Inquisi\u00e7\u00e3o, Kun-Klux-Klan, a antiga Iugosl\u00e1via, o Tibete, entre tantos outros exemplos.<\/p>\n<p>Preconceito, racismo, xenofobia, discrimina\u00e7\u00e3o s\u00e3o alguns dos conceitos para definir semelhante intoler\u00e2ncia e intransig\u00eancia frente ao &#8220;outro\u201d. Quando este sobe em massa do norte da \u00c1frica, cruza o Mediterr\u00e2neo, aporta em Lampedusa, It\u00e1lia (para n\u00e3o falar de Portugal, Espanha, Inglaterra, M\u00e9xico, etc.) e amea\u00e7a avan\u00e7ar sobre a Europa \u2013 eis apostos o cavaleiro medieval, o novo templ\u00e1rio psicopata, para &#8220;defender a na\u00e7\u00e3o e o continente dos mu\u00e7ulmanos e do comunismo\u201d, segundo suas palavras. Em lugar da espada, a bomba e o fuzil; em lugar do cavalo, a Internet e os meios de comunica\u00e7\u00e3o modernos; um nacionalismo m\u00f3rbido e antiquado; em lugar da defesa dos lugares santos, a preserva\u00e7\u00e3o de um nacionalismo m\u00f3rbido e antiquado, revestido por um sentimento saudosista da cristandade. O atentado e o massacre representam um sinal, um aviso, um alerta ao povo e \u00e0s autoridades.<\/p>\n<p>Do ponto de vista do direito internacional de ir e vir, o que mais assusta \u00e9 que o cidad\u00e3o Anders n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3. Pessoas isoladas ou grupos, em geral vinculados a coliga\u00e7\u00f5es ou partidos de extrema direita, costumam levantar a bandeira da su\u00e1stica, para s\u00f3 citar a mais conhecida. Da mesma forma que os judeus, as feiticeiras, os infi\u00e9is, os hereges ou ateus, em determinadas \u00e9pocas hist\u00f3ricas foram perseguidos, agora s\u00e3o os imigrantes que aparecem como a grande amea\u00e7a \u00e0 ordem estabelecida, ao status quo internacional. Novo bode expiat\u00f3rio, sobre o qual se atira todo o lixo de um pacifismo opulento e tedioso, enraivecido e contido, condenando-o a permanecer do lado de fora de nossas fronteiras: extra-comunit\u00e1rio! Uma vez mais, como sempre, o inimigo externo serve de pretexto para a unidade interna.<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-15218\" data-postid=\"15218\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-15218 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves Na apar\u00eancia, a Noruega nada tem a ver com o Mar Mediterr\u00e2neo, ela e ele, respectivamente, ao norte e ao sul do continente europeu. Milhares de quil\u00f4metros separam a Ilha de Lampedusa, no sul da It\u00e1lia, e a capital norueguesa de Oslo. Mas a barb\u00e1rie de Anders Behring Breivik, um fan\u00e1tico [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[1443,2000,2001,686,696,2002],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Noruega e Lampedusa - O Arcanjo no ar<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/15218\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Noruega e Lampedusa - O Arcanjo no ar\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves Na apar\u00eancia, a Noruega nada tem a ver com o Mar Mediterr\u00e2neo, ela e ele, respectivamente, ao norte e ao sul do continente europeu. Milhares de quil\u00f4metros separam a Ilha de Lampedusa, no sul da It\u00e1lia, e a capital norueguesa de Oslo. Mas a barb\u00e1rie de Anders Behring Breivik, um fan\u00e1tico [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/15218\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"O Arcanjo no ar\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/OArcanjoNoAr\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2011-07-27T09:30:29+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2011-07-27T12:09:05+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/logo-o-arcanjo-no-ar-facebook.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"300\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"300\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"editor\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"editor\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"7 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/15218\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/15218\/\"},\"author\":{\"name\":\"editor\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/person\/f7024d007863202483a31326673a0838\"},\"headline\":\"Noruega e Lampedusa\",\"datePublished\":\"2011-07-27T09:30:29+00:00\",\"dateModified\":\"2011-07-27T12:09:05+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/15218\/\"},\"wordCount\":1496,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#organization\"},\"keywords\":[\"nazismo\",\"Noruega\",\"Oslo\",\"racismo\",\"terrorismo\",\"xenofobia\"],\"articleSection\":[\"Reflex\u00f5es\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/15218\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/15218\/\",\"url\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/15218\/\",\"name\":\"Noruega e Lampedusa - O Arcanjo no ar\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#website\"},\"datePublished\":\"2011-07-27T09:30:29+00:00\",\"dateModified\":\"2011-07-27T12:09:05+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/15218\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/15218\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/15218\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Noruega e Lampedusa\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/\",\"name\":\"O Arcanjo no ar\",\"description\":\"Site da Par\u00f3quia S\u00e3o Miguel Arcanjo (Arquidiocese de SP)\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#organization\",\"name\":\"Par\u00f3quia S\u00e3o Miguel Arcanjo\",\"url\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/LogoOArcanjo.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/LogoOArcanjo.png\",\"width\":319,\"height\":99,\"caption\":\"Par\u00f3quia S\u00e3o Miguel Arcanjo\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/OArcanjoNoAr\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/person\/f7024d007863202483a31326673a0838\",\"name\":\"editor\",\"sameAs\":[\"http:\/\/www.oarcanjo.net\"]}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Noruega e Lampedusa - O Arcanjo no ar","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/15218\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Noruega e Lampedusa - O Arcanjo no ar","og_description":"Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves Na apar\u00eancia, a Noruega nada tem a ver com o Mar Mediterr\u00e2neo, ela e ele, respectivamente, ao norte e ao sul do continente europeu. Milhares de quil\u00f4metros separam a Ilha de Lampedusa, no sul da It\u00e1lia, e a capital norueguesa de Oslo. Mas a barb\u00e1rie de Anders Behring Breivik, um fan\u00e1tico [&hellip;]","og_url":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/15218\/","og_site_name":"O Arcanjo no ar","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/OArcanjoNoAr\/","article_published_time":"2011-07-27T09:30:29+00:00","article_modified_time":"2011-07-27T12:09:05+00:00","og_image":[{"width":300,"height":300,"url":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/logo-o-arcanjo-no-ar-facebook.png","type":"image\/png"}],"author":"editor","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"editor","Est. tempo de leitura":"7 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/15218\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/15218\/"},"author":{"name":"editor","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/person\/f7024d007863202483a31326673a0838"},"headline":"Noruega e Lampedusa","datePublished":"2011-07-27T09:30:29+00:00","dateModified":"2011-07-27T12:09:05+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/15218\/"},"wordCount":1496,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#organization"},"keywords":["nazismo","Noruega","Oslo","racismo","terrorismo","xenofobia"],"articleSection":["Reflex\u00f5es"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/15218\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/15218\/","url":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/15218\/","name":"Noruega e Lampedusa - O Arcanjo no ar","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#website"},"datePublished":"2011-07-27T09:30:29+00:00","dateModified":"2011-07-27T12:09:05+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/15218\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/15218\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/15218\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Noruega e Lampedusa"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#website","url":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/","name":"O Arcanjo no ar","description":"Site da Par\u00f3quia S\u00e3o Miguel Arcanjo (Arquidiocese de SP)","publisher":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#organization","name":"Par\u00f3quia S\u00e3o Miguel Arcanjo","url":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/LogoOArcanjo.png","contentUrl":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/LogoOArcanjo.png","width":319,"height":99,"caption":"Par\u00f3quia S\u00e3o Miguel Arcanjo"},"image":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/OArcanjoNoAr\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/person\/f7024d007863202483a31326673a0838","name":"editor","sameAs":["http:\/\/www.oarcanjo.net"]}]}},"publishpress_future_action":{"enabled":false,"date":"2026-05-08 03:25:16","action":"category","newStatus":"draft","terms":[],"taxonomy":"category"},"publishpress_future_workflow_manual_trigger":{"enabledWorkflows":[]},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15218"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15218"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15218\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15218"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15218"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15218"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}