
{"id":15272,"date":"2011-08-03T22:43:14","date_gmt":"2011-08-04T01:43:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=15272"},"modified":"2011-08-03T22:47:37","modified_gmt":"2011-08-04T01:47:37","slug":"igreja-dos-pobres-fundamento-de-uma-teologia-da-libertacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/igreja-dos-pobres-fundamento-de-uma-teologia-da-libertacao\/","title":{"rendered":"Igreja dos pobres: fundamento de uma Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Leondenes Facundo de Souza Junior<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>No meio do s\u00e9culo passado, a Igreja Cat\u00f3lica se encontrava em uma encruzilhada entre prosseguir com uma dogm\u00e1tica que esteve presente por toda a Idade M\u00e9dia ou refletir as mudan\u00e7as advindas do mundo moderno. T\u00ednhamos uma atmosfera de tens\u00e3o que se refletia na C\u00faria romana, a saber: de um lado estava a realidade centralizadora que sempre caracterizou a estrutura eclesial e do, outro, uma proposta de abertura para o di\u00e1logo com a realidade moderna, com suas d\u00favidas, desconfian\u00e7as e com seu choque de injusti\u00e7as.<\/p>\n<p>Neste artigo, pretendemos refletir em que panorama se desenvolveu a Igreja dos pobres na Am\u00e9rica Latina, sua fundamenta\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica e o que constitui efetivamente esse ser dos pobres como base para uma Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o. A pesquisa tem como foco anal\u00edtico os seguintes pontos: (1) Jo\u00e3o XXIII e o Conc\u00edlio Vaticano II, (2) Medell\u00edn e a Igreja da Am\u00e9rica Latina, (3) Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o e (4) Eclesiologia da Liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>1. JO\u00c3O XXIII E O CONC\u00cdLIO VATICANO II<\/strong><\/p>\n<p>O papel de Jo\u00e3o XXIII no Conc\u00edlio Ecum\u00eanico Vaticano II (1962-1965) foi de singular import\u00e2ncia. N\u00e3o somente pelo ato de conclamar o referido conc\u00edlio, mas por introduzir nele uma perspectiva de atualiza\u00e7\u00e3o para a Igreja mundial (aggiornamento). \u00c9 ineg\u00e1vel que grande foi a surpresa quando o &#8220;papa bom\u201d, at\u00e9 ent\u00e3o considerado um papa de transi\u00e7\u00e3o, abriu as portas da Igreja que pareciam seladas para o mundo moderno. O Esp\u00edrito acordara de um sono duradouro, era, portanto, hora de trabalhar para abri-lhe caminho. (C.f SANTOS, 2OO7, p.19).<\/p>\n<p>Jo\u00e3o XXIII expressa na bula Humanae Salutis o anseio pelo qual passou ao realizar o primeiro an\u00fancio do Conc\u00edlio (25 de janeiro de 1959): &#8220;foi como a pequena semente que depusemos com \u00e2nimo e m\u00e3os tr\u00eamulas\u201d. Nada mais humano ao realizar ato t\u00e3o divino. O Papa sentia que a Igreja tinha por obriga\u00e7\u00e3o demonstrar vitalidade, jovialidade (renova\u00e7\u00e3o) e irradiar novas luzes ao surgimento de uma nova era (C.f Jo\u00e3o XXIII, 1961, p 254). Esse aggiornamento era mais que necess\u00e1rio, pois a mais de 16 s\u00e9culos a Igreja esteve presa a uma dogm\u00e1tica intra ecclesia para, enfim, anunciar a sua abertura ad extra.<\/p>\n<p>Vejamos o que diz Jo\u00e3o XXIII em seu pronunciamento \u00e0s v\u00e9speras do Conc\u00edlio Vaticano II, datado de 11 de setembro de 1962: &#8220;Em face aos pa\u00edses subdesenvolvidos, a Igreja se apresenta como \u00e9 e como quer ser: a Igreja de todos e particularmente a \u201eIgreja dos pobres\u201d (Jo\u00e3o XXIII apud Aquino, 2005, p 209). Apesar de n\u00e3o termos tido no conc\u00edlio o aprofundamento que necessitara a Igreja dos pobres, a fala de Jo\u00e3o XXIII aponta para um vi\u00e9s que at\u00e9 ent\u00e3o era pouco debatido: o de uma Igreja que deve assumir em si a perspectiva dos que est\u00e3o \u00e0 margem do mundo.<\/p>\n<p>O Esp\u00edrito deu sinais de que essa discuss\u00e3o n\u00e3o passaria despercebida, como podemos comprovar atrav\u00e9s de hist\u00f3ricas interven\u00e7\u00f5es. \u00c9 de especial aten\u00e7\u00e3o a manifesta\u00e7\u00e3o do cardeal Lercaro:<\/p>\n<p>&#8220;O mist\u00e9rio de Cristo nos pobres n\u00e3o aparece na doutrina da Igreja sobre si mesma e, no entanto, essa verdade \u00e9 essencial e primordial na revela\u00e7\u00e3o (&#8230;). \u00c9 nosso dever colocar no centro deste Conc\u00edlio o mist\u00e9rio de Cristo nos pobres e a evangeliza\u00e7\u00e3o dos pobres\u201d (Lercaro, apud Aquino, 2005, p.209).<\/p>\n<p>Essa manifesta\u00e7\u00e3o resultou posteriormente resultou em uma reflex\u00e3o contida no cap\u00edtulo 8 do documento conciliar Lumen Gentium. Corroborando com Lercaro destacamos o pronunciamento do bispo de Tornai, Charles-Marie Himmer, pelo significado que expressa e por seu peso, quando em aula conciliar afirmou: &#8220;primus l\u00f3cus in Ecclesia pauperibus resevandus est\u201d (o primeiro lugar na Igreja \u00e9 reservado aos pobres). De fato, a causa dos pobres estivera longe de ser ponto central do conc\u00edlio, a n\u00e3o ser por interven\u00e7\u00f5es pontuais, pois &#8220;esta n\u00e3o era a tem\u00e1tica que constitu\u00eda efetivamente o esp\u00edrito conciliar\u201d (SOBRINO, 1982, p.101).<\/p>\n<p>Havia no conc\u00edlio um corpo de bispos que representavam os pa\u00edses do &#8220;terceiro mundo\u201d e que gozavam de bastante simpatia do papa Jo\u00e3o XXIII. Nele estava presente nosso saudoso Dom Helder C\u00e2mara. Astuto e movido por uma insist\u00eancia evang\u00e9lica torna-se uma das refer\u00eancias do grupo da &#8220;Igreja dos pobres\u201d. Certa vez, perguntado por um jornalista se esse grupo consistia mais um grupo de press\u00e3o, respondeu:<\/p>\n<p>Gosto muito da express\u00e3o que nos vem de nossos irm\u00e3os franceses: &#8220;Igreja servidora e pobre\u201d. O Santo Esp\u00edrito nos interpelou, nos convocou. Abriu-nos os olhos sobre o dever de crist\u00e3os, sobretudo de pastores, a fim de agirmos como o Cristo que, pertencendo a todos, se identificou com os pobres, os oprimidos, com todos aqueles que sofrem. Come\u00e7amos a procurar como a Igreja toda, especialmente cada um de n\u00f3s, poderia ser &#8220;servidor e pobre\u201d (BEOZZO, 1993, p.95).<\/p>\n<p>Essa &#8220;press\u00e3o\u201d vira &#8220;express\u00e3o\u201d de vida quando, ao t\u00e9rmino do Conc\u00edlio, celebrando a eucaristia na catacumba de Domitila, o grupo da Igreja dos pobres firma um pacto de propaga\u00e7\u00e3o de uma Igreja servidora e pobre, para &#8220;obterem a gra\u00e7a de serem plenamente fi\u00e9is ao Esp\u00edrito de Jesus \u201eque vos consagrou e vos enviou para evangelizar os pobres\u201f (Lc 4,18)\u201d (C.f BEOZZO, 1993, p. 96). Esse compromisso ficou conhecido como o Pacto das Catacumbas[1]. Nele estiveram presentes alguns bispos brasileiros[2], que tinham por objetivo expressar com verdade aos &#8220;irm\u00e3os no Episcopado\u201d o compromisso de viverem uma vida de pobreza, de rejeitar todos os s\u00edmbolos ou privil\u00e9gios do poder e de fazer dos pobres o local por excel\u00eancia para se exercer os minist\u00e9rios episcopais. Os bispos encerram o texto com um &#8220;ajuda-nos Deus a sermos fi\u00e9is\u201d, demonstrando que uma Igreja dos pobres \u00e9, de fato, uma fidelidade a Deus.<\/p>\n<p><strong>2. MEDELL\u00cdN E A IGREJA DA AM\u00c9RICA LATINA<\/strong><\/p>\n<p>O Episcopado latino-americano animado em colocar em pr\u00e1tica as decis\u00f5es do Vaticano II, marcou passo na hist\u00f3ria, quando ap\u00f3s tr\u00eas anos do t\u00e9rmino do Conc\u00edlio, realizou a segunda Confer\u00eancia Episcopal latino-americana na cidade de Medell\u00edn.<\/p>\n<p>Medell\u00edn refaz, num certo sentido, o Vaticano II e, em muitos pontos d\u00e1 um passo al\u00e9m: a\u00ed emerge pela primeira vez a import\u00e2ncia das comunidades de base, esbo\u00e7a-se a teologia da liberta\u00e7\u00e3o, aprofunda-se a no\u00e7\u00e3o de justi\u00e7a e de paz ligadas aos problemas de depend\u00eancia econ\u00f4mica, coloca-se o pobre no centro da reflex\u00e3o do continente (BEOZZO, 1993, p. 117-118).<\/p>\n<p>Medell\u00edn prossegue na reflex\u00e3o iniciada no Vaticano II e por seu incentivador Jo\u00e3o XXIII. O Papa bom, atrav\u00e9s de suas enc\u00edclicas sociais, toca de forma comprometedora a Igreja da Am\u00e9rica Latina (Cf. BEOZZO, 1995, P.118). No decorrer do Conc\u00edlio, como vimos antes, surgiu uma corrente que colocava os pobres como centro da a\u00e7\u00e3o evangelizadora e por isso comprometia-se com eles. \u00c9, pois, nesta linha que se encontravam os bispos que participam de Medell\u00edn.<\/p>\n<p>Conscientes da realidade do continente, os bispos reunidos em Medell\u00edn reconhecem que a Igreja n\u00e3o poderia ficar indiferente as injusti\u00e7as sociais existentes na Am\u00e9rica Latina. O documento que traz as Conclus\u00f5es de Medell\u00edn est\u00e1 carregado de uma profunda solidariedade para com o povo que sofre. Nele os bispos assumem que a Igreja da Am\u00e9rica Latina esteve let\u00e1rgica e, por isso, sentem-se obrigados, como pastores, a dar voz aqueles que n\u00e3o a t\u00eam:<\/p>\n<p>&#8220;Um surto de clamor nasce de milh\u00f5es de homens, pedindo a seus pastores uma liberta\u00e7\u00e3o que n\u00e3o lhes chega de nenhuma parte. Agora nos estais escutando em sil\u00eancio, mas ouvimos o grito que sobe de vosso sofrimento&#8230;\u201d (MEDELL\u00cdN, 1979, P.143).<\/p>\n<p>Foi no alvorecer de Medell\u00edn que se gestou a Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o (Cf. Oliveros, 1990, p. 30). Isso se deu por uma coes\u00e3o no episcopado latino-americano e por uma situa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica popular de opress\u00e3o e liberta\u00e7\u00e3o. Na Confer\u00eancia, a Igreja se compromete a denunciar a car\u00eancia injusta dos bens necess\u00e1rios para sobreviv\u00eancia da maioria na Am\u00e9rica Latina e compromete-se a viver juntos deles (Cf. MEDELL\u00cdN, 1979, p.145). Orienta, portanto, que seus trabalhos pastorais sejam realizados nos setores mais pobres e necessitados.<\/p>\n<p>Percebe-se, todavia, que a Igreja se apropriou da tem\u00e1tica dos pobres. N\u00e3o como meros receptores de um &#8220;assistencialismo caridoso\u201d. Em Medell\u00edn a Igreja se faz pobre! Isto \u00e9, assume a miss\u00e3o deixada por Jesus que sendo rico se fez pobre por n\u00f3s, para enriquecer-nos com sua pobreza (2Cor 8,9), e compromete-se a &#8220;apresentar ao mundo um sinal claro e inequ\u00edvoco da pobreza do Senhor\u201d. (MEDELL\u00cdN, 1979, p. 150).<\/p>\n<p>A semente est\u00e1 lan\u00e7ada e come\u00e7a a germinar no seio das comunidades latino-americanas uma experi\u00eancia de f\u00e9 que emerge da vida amea\u00e7ada e de uma Igreja prof\u00e9tica que ouve o clamor do povo. Nasce nas comunidades de base um novo modo de se fazer teologia, fruto de uma pr\u00e1tica pastoral anunciada por Medell\u00edn.<\/p>\n<p><strong>3. TEOLOGIA DA LIBERTA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>A teologia da liberta\u00e7\u00e3o nasce do rejuvenescimento que o Vaticano II causou na Igreja da Am\u00e9rica Latina. Pela primeira vez na hist\u00f3ria, surge um modo de se fazer teologia tendo como premissa a situa\u00e7\u00e3o dos povos e das pessoas que constituem o continente latino-americano[3]. A teologia da liberta\u00e7\u00e3o traz a realidade dos povos para ser aprofundada a luz da f\u00e9, oferecendo uma nova vis\u00e3o da miss\u00e3o da Igreja no nosso continente.<\/p>\n<p>Medell\u00edn, como vimos anteriormente, destacou de forma prof\u00e9tica a situa\u00e7\u00e3o de injusti\u00e7a em que viviam os povos de diversos pa\u00edses latino-americanos e esta constata\u00e7\u00e3o virou uma bandeira de muitos em favor dos menos favorecidos, o que impulsionou a v\u00e1rios crist\u00e3os a comprometerem-se em desenvolver uma nova teologia: &#8220;uma nova consci\u00eancia eclesial come\u00e7ou a se formular a partir de um novo modo de viver a f\u00e9 daqueles que estavam comprometidos com os pobres e sua liberta\u00e7\u00e3o\u201d (OLIVEROS, 1990, p.30). Cria-se uma nova concep\u00e7\u00e3o do que \u00e9 fazer teologia na Am\u00e9rica Latina, a novidade da teologia da liberta\u00e7\u00e3o foi descobrir que n\u00e3o somente falar de Cristo configura a sua presen\u00e7a no meio dos pobres. Seu pensamento transformador foi se compromete com as pessoas exploradas, a maioria em nosso continente. O pr\u00f3prio Jesus em ora\u00e7\u00e3o nos diz: &#8220;Eu te louvo, Pai, Senhor do c\u00e9u e da terra, por teres ocultado isso aos s\u00e1bios e aos inteligentes e por t\u00ea-lo revelado aos pequeninos\u201d (Mt 11, 25-27). De fato, \u00e9 nos pequeninos desta terra que se configura mais claramente o Mist\u00e9rio de Deus.<\/p>\n<p>Ao contrastar as desigualdades institucionalizadas na Am\u00e9rica Latina, viu-se que o estado de pobreza que a maioria esmagadora se encontrava n\u00e3o poderia ser a vontade de Deus. A experi\u00eancia de Mois\u00e9s com o povo de Israel serviu de base b\u00edblica para se (re)compreender a miss\u00e3o da Igreja. A situa\u00e7\u00e3o desumana de escravid\u00e3o e pobreza impulsionaram as reflex\u00f5es \u00e0 luz da Palavra de Deus. Viver a Boa Nova implicava necessariamente em uma nova consci\u00eancia do &#8220;ser\u201d e do &#8220;como ser\u201d Igreja. A refer\u00eancia do &#8220;ser Igreja\u201d est\u00e1 vinculada ao modo de como Igreja a (institui\u00e7\u00e3o) se apresenta ao se contrastar com uma realidade desumana e ser tocada por ela, \u00e0 de se buscar novas pr\u00e1ticas pastorais que respondam as necessidades do povo que est\u00e1 preso em cativeiro[4]. Por outro lado, a id\u00e9ia do &#8220;como ser\u201d quer um esfor\u00e7o de reflex\u00e3o epistemol\u00f3gica da Igreja aos novos desafios e isso \u00e9 o que faz uma eclesiologia da liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma fisionomia nova, um rosto novo de Igreja que tem o Esp\u00edrito de Medell\u00edn foi a base para o desenvolvimento da eclesiologia da liberta\u00e7\u00e3o. As Comunidades Eclesiais de Base s\u00e3o o exemplo da reuni\u00e3o de crist\u00e3os (ecclesia) comprometidos com a f\u00e9 no Deus de Jesus, e por isso, atuantes no processo de liberta\u00e7\u00e3o do povo.<\/p>\n<p>A Igreja dos pobres na Am\u00e9rica Latina n\u00e3o nasce somente de um esfor\u00e7o acad\u00eamico. Ela nasce, primeiramente, da experi\u00eancia do povo que sofre. Mesmo sem a id\u00e9ia de teologia o povo latino-americano se recusa a entregar-se a uma estrutura de morte, por isso, emerge dele v\u00e1rias pr\u00e1ticas libertadoras[5]. Somente a partir desta pr\u00e1tica \u00e9 que a Igreja se v\u00ea impulsionada a fazer uma reflex\u00e3o eclesiol\u00f3gica. Essa reflex\u00e3o \u00e9 caracterizada como o ato segundo, pois o ato primeiro \u00e9 pr\u00e1xis (GUTIERREZ, 2000, p.18), uma reflex\u00e3o cr\u00edtica a luz do Evangelho sobre a vida e a pr\u00e1tica crist\u00e3 eclesial, abre-se neste contexto uma nova forma de anunciar o querigma.<\/p>\n<p><strong>4. ECLESIOLOGIA DA LIBERTA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>A teologia da liberta\u00e7\u00e3o viu na Igreja dos pobres a fidelidade mais singular \u00e0 pessoa de Jesus Cristo. Nela, se encontra um Deus que ouve o clamor do povo (Ex 3,7b), essa experi\u00eancia eclesial se tornou a base pr\u00e1xica para sua sustenta\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica.<\/p>\n<p>A Igreja dos pobres despertou v\u00e1rias desconfian\u00e7as a respeito da sua unidade eclesial, como uma continua\u00e7\u00e3o da Igreja de Jesus Cristo: Una, Santa, Cat\u00f3lica e Apost\u00f3lica. Vejamos, portanto, como a Igreja dos pobres n\u00e3o fere essa unidade, pelo contr\u00e1rio, \u00e0 torna mais explicita, uma vez que tem os pobres como o centro de sua reflex\u00e3o teol\u00f3gico\/pastoral.<\/p>\n<p>Um s\u00f3 Deus, um s\u00f3 Senhor, um s\u00f3 batismo, um s\u00f3 Esp\u00edrito, como expressa S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Na verdade existe um s\u00f3 Senhor, Jesus Cristo, e Jesus hist\u00f3rico, crucificado, servo de Jav\u00e9 e ressuscitado; existe um s\u00f3 Deus, que quer vida aos homens, escuta o clamor dos oprimidos, morre com eles na hist\u00f3ria e mant\u00e9m sempre vivos os gemidos de parto de uma nova cria\u00e7\u00e3o; existe um s\u00f3 Esp\u00edrito, renovador da hist\u00f3ria, doador de vida e que fala pelos profetas de outrora e pelos atuais (SOBRINO, 1982, p.111).<\/p>\n<p>Podemos perceber a unidade dos pobres desta Igreja, nela se expressa os pobres como sujeitos ativos desta realiza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica com todos os percal\u00e7os que a situa\u00e7\u00e3o de pobreza os coloca. Quando a Igreja se exp\u00f5e a ouvir as mazelas pelas quais passam os pobres, a enxergar o exemplo de f\u00e9 que \u00e9 a vida deles, ela realiza o milagre de socializar que o n\u00facleo da f\u00e9 \u00e9 algo que n\u00e3o se divide, anuncia-se. N\u00e3o se trata de uma predile\u00e7\u00e3o de ordem social. Trata-se, sobretudo, de uma unidade com todas as institui\u00e7\u00f5es e pessoas de bem, agora de um formato macro, que tem os pobres como fio condutor da liga\u00e7\u00e3o com o Ressuscitado.<\/p>\n<p><strong>A. A santidade contida na Igreja dos pobres<\/strong><\/p>\n<p>A caracter\u00edstica de &#8220;santa\u201d atribu\u00edda a Igreja \u00e9 uma caracter\u00edstica l\u00f3gica, pois nela se configura um sinal de salva\u00e7\u00e3o, e \u00e9 ela a continuadora do sacramento hist\u00f3rico do amor de Deus, seria uma contradi\u00e7\u00e3o dizer que ela n\u00e3o \u00e9 santa (SOBRINO, 1982, p.114). A problem\u00e1tica se estabelece em reconhecer que a Igreja como institui\u00e7\u00e3o imersa em uma realidade est\u00e1 em si, configurada em uma estrutura de pecado \u00e9, portanto, tamb\u00e9m, pecadora. Quem concede a caracter\u00edstica de santidade a Igreja, \u00e9 Deus, &#8220;e assim n\u00e3o cremos simplesmente na Igreja santa, mas em Deus que santifica a Igreja\u201d (SOBRINO, 1982, p.115).<\/p>\n<p>A Igreja dos pobres reconhece a dimens\u00e3o pecadora e santa da Igreja. O que a Igreja dos pobres faz \u00e9 desenvolver caracter\u00edsticas concretas ao amor e ao pecado, nos mostra que para dar visibilidade a santidade contida na Igreja, a pr\u00e1xis do amor tem que ser concreta (perdoem-me a redund\u00e2ncia), n\u00e3o como propostas ou discursos &#8220;benevolentes\u201d, mas de recriar uma nova realidade do seio de suas comunidades. Para a Igreja dos pobres, a santidade n\u00e3o est\u00e1 contida no estere\u00f3tipo que vestem seus representantes, mas, a\u00ed a pir\u00e2mide se inverte, a santidade salvar\u00e1 o mundo na medida em que a Igreja se autoassuma como serva. A santidade nasce a partir de baixo, da solidariedade que brota dos pobres, da comunh\u00e3o com aqueles que foram perseguidos e martirizados. &#8220;Optar pelos pobres \u00e9 automaticamente optar pela forma de santidade do Servo\u201d (SOBRINO, 1982, p.118). Recupera, portanto, a dimens\u00e3o de santidade que fora disseminada por Jesus, a quenose. Sem essa santidade a Igreja n\u00e3o encontraria em si a verdade que a constitui.<\/p>\n<p><strong>B. Sua dimens\u00e3o universal<\/strong><\/p>\n<p>A catolicidade que constitui a Igreja \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o da sua universalidade, isto \u00e9, a Igreja enquanto cat\u00f3lica tem como centro a totalidade do mundo, o que implica:<\/p>\n<p>Visto que nem todos s\u00e3o &#8220;homens\u201d da mesma maneira no que se refere a seus meios, direitos e liberdades, aquela comunidade em que todos ver\u00e3o conjuntamente a gl\u00f3ria de Deus \u00e9 criada atrav\u00e9s da elei\u00e7\u00e3o dos humildes, ao passo que os poderosos incorrem no ju\u00edzo de Deus (SOBRINO, 1982, p. 119-120).<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o quer dizer, que se fira a universalidade, pelo contr\u00e1rio, o fato de ser universal, carrega em si uma tradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica pelos os que sempre estiveram escondidos da totalidade. O que a Igreja dos pobres faz, \u00e9 demonstrar que essa parcialidade para com os que sofrem \u00e9 uma forma pr\u00e1xica para um amor universal. Nesse mesmo sentido, percebe-se que a Igreja dos pobres em n\u00edvel &#8220;local\u201d desenvolve claramente uma originalidade com personagens pr\u00f3prios[6] e a partir de figuras do passado cria uma autoconsci\u00eancia para reler sua a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>C. Tradi\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica<\/strong><\/p>\n<p>A apostolicidade que constitui a Igreja serve para demonstrar a continuidade de sua liga\u00e7\u00e3o direita com os ap\u00f3stolos, em ordem cronol\u00f3gica e a continua\u00e7\u00e3o de uma estrutura eclesial apost\u00f3lica. A Igreja se constitui em si mesma mission\u00e1ria, &#8220;ela existe para evangelizar\u201d (Evangelii Nuntiandi, 1975, n.14). E evangelizar \u00e9 afirmar que todo o car\u00e1ter pr\u00f3prio da Igreja (ora\u00e7\u00e3o, vida religiosa, escuta da Palavra, etc.) n\u00e3o teria sentido pleno sen\u00e3o se converter em testemunho.<\/p>\n<p>A Igreja dos pobres \u00e9 uma Igreja autenticamente mission\u00e1ria, ela adquire prioritariamente essa caracter\u00edstica porque se faz pobre. Isso quer dizer, que essa primazia da ess\u00eancia se configurou mais verdadeira quando os pobres n\u00e3o foram somente os destinat\u00e1rios da miss\u00e3o, mas quando eles foram constitu\u00eddos mission\u00e1rios. &#8220;N\u00e3o basta dizer que a pr\u00e1xis \u00e9 o ato primeiro. \u00c9 necess\u00e1rio considerar o sujeito hist\u00f3rico desta pr\u00e1xis: os que at\u00e9 agora estiveram ausentes da hist\u00f3ria\u201d (GUTIERREZ, 1977, p.42).<\/p>\n<p>Com o receptor da miss\u00e3o sendo mission\u00e1rio, surge a\u00ed uma conota\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria da sua realidade, uma vez que os pobres tornam-se anunciadores da Boa Nova, tornam-se, tamb\u00e9m, denunciadores das estruturas pecaminosas. Cabe a Igreja perceber que quando ela se converte em Igreja dos pobres esta se encontra mais fielmente ligada a sua tradi\u00e7\u00e3o, pois, qualquer pessoa que n\u00e3o est\u00e1 inserida na realidade de sofrimento, desesperan\u00e7a, humilha\u00e7\u00e3o que passa a grande maioria dos habitantes desta terra, n\u00e3o refletir\u00e1 com propriedade a tradi\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica. Os pobres oferecem a dire\u00e7\u00e3o a ser seguida!<\/p>\n<p>Percebe-se, portanto, que uma Igreja que se constitui em: Una, Santa, Cat\u00f3lica, Apost\u00f3lica e dos pobres, desenvolve em si uma ortodoxia mais propriamente evang\u00e9lica.<\/p>\n<p>Veremos nos dois pontos seguintes de que forma o ser dos pobres configura em si um crit\u00e9rio de identidade singular ao passo que \u00e9 constitutivo da Igreja de Jesus e como os sujeitos\/destinat\u00e1rios privilegiados do an\u00fancio do Reino modificam de forma estrutural a Igreja.<\/p>\n<p><strong>4.1 O SER DOS POBRES COMO NOTA DA IGREJA DE JESUS<\/strong><\/p>\n<p>No caminho elementar que constitui a Igreja dos pobres est\u00e1 a sua fidelidade a Jesus Cristo, principalmente pela caracter\u00edstica essencial em ser dos pobres. H\u00e1 quem pense que a dimens\u00e3o dos pobres na Igreja refere-se a um vertente social contida nela, como se Igreja tivesse somente uma fun\u00e7\u00e3o assistencialista com refer\u00eancia aos menos favorecidos.<\/p>\n<p>Uma Igreja dos pobres n\u00e3o \u00e9 aquela que se coloca fora da realidade de conflito que a cerca, propondo-se somente a oferecer seu aux\u00edlio e nem aquela que o faz somente por um conceito \u00e9tico. Ser dos pobres \u00e9 algo constitutivo do pr\u00f3prio ser Igreja, \u00e9 algo que perpassa os conceitos puramente sociol\u00f3gicos ou uma dimens\u00e3o particularizante de classe social. Afirmar teologicamente sobre a Igreja dos pobres, \u00e9 dizer que o Esp\u00edrito de Deus que animou Jesus a anunciar a Boa Nova (Lc, 4, 18-19) \u00e9 o mesmo que deve orientar a viv\u00eancia eclesial de sua herdeira, traz portanto, uma quest\u00e3o fundamental de ortopr\u00e1xis eclesial e de ortodoxia teol\u00f3gica (AQUINO, 2005, p.210), isto \u00e9, de uma forma de ser crist\u00e3o e de seguir Jesus.<\/p>\n<p>No centro da vida da Igreja est\u00e1 a realiza\u00e7\u00e3o do Reino de Deus. Essa centralidade \u00e9 circunst\u00e2ncia sine qua non para a viv\u00eancia de um cristianismo que tem como princ\u00edpio a vida e morte de Jesus de Nazar\u00e9. Em Mateus 5, quando Jesus proclama as Bem-Aventuran\u00e7as e inverte o conceito de &#8220;felizes\u201d, assumi-se de fato que todos os desgra\u00e7ados e infelizes: os pobres, aqueles que sofrem, que choram, que s\u00e3o perseguidos, na verdade, que para imensa maioria &#8220;n\u00e3o contam\u201d, a eles \u00e9 reservado o Reino de Deus.<\/p>\n<p>Se como vimos, o Reino est\u00e1, sobretudo para os pobres e no centro da vida da Igreja se encontra a sua implanta\u00e7\u00e3o, portanto, uma Igreja que n\u00e3o est\u00e1 constitutivamente para os pobres significa que n\u00e3o est\u00e1 para o Reino, pode-se afirmar que nem Igreja se configura! A felicidade dos bem aventurados n\u00e3o est\u00e1 na pobreza, na fome, na dor ou na persegui\u00e7\u00e3o; est\u00e1 na presen\u00e7a de Deus junto deles (VIGIL, p 62). Uma Igreja que se proclama como &#8220;Sacramento de Cristo\u201d (LG.1, 1964), isto \u00e9, como sinal vis\u00edvel de sua presen\u00e7a entre n\u00f3s, n\u00e3o pode negligenciar o fato de que a vida de Jesus de Nazar\u00e9 foi sempre ao lodo dos \u00faltimos, assim como tamb\u00e9m sua morte (Mt 15,27; Lc 22,37). A Igreja que \u00e9 herdeira desta realidade hist\u00f3rica (SOBRINO, 1982, p. 107) n\u00e3o pode esquecer esse ensinamento eclesiog\u00eanico[7].<\/p>\n<p>Assumir a realidade de mis\u00e9ria, dor, sofrimento, mart\u00edrios \u00e9 afirmar que todo princ\u00edpio de organiza\u00e7\u00e3o da Igreja se faz a partir dos pobres, n\u00e3o como &#8220;parte\u201d dentro dela, mas como aut\u00eantico lugar teol\u00f3gico de compreens\u00e3o da pr\u00e1xis crist\u00e3. N\u00e3o queremos afirmar aqui que o ser &#8220;dos pobres\u201d esgota a identidade da Igreja, mas que \u00e9 fundamentalmente um dado de f\u00e9. A Igreja de Jesus Cristo \u00e9 a Igreja dos pobres.<\/p>\n<p><strong>4.2 O SER DOS POBRES COMO PRINC\u00cdPIO ESTRUTURADOR DA IGREJA EM SUA TOTALIDADE.<\/strong><\/p>\n<p>Na medida em que a Igreja percebe, na fidelidade a pessoa de Jesus de Nazar\u00e9, os pobres como ponto de partida e de converg\u00eancia da sua a\u00e7\u00e3o pastoral ela se v\u00ea impelida a dar demonstra\u00e7\u00f5es claras desta viv\u00eancia. Destarte, os pobres configuram uma forma pr\u00f3pria do ser Igreja na medida em que encontram na sua vida comunit\u00e1ria a liga\u00e7\u00e3o com Deus.<\/p>\n<p>Percebemos, pois, que a configura\u00e7\u00e3o feita pelos pobres na Igreja que junto deles se estrutura torna-se percept\u00edvel na maneira em que: celebram os sacramentos, assumindo o sinal como festa da vida, na forma como fazem a leitura da Palavra de Deus, reconhecendo nela a sua realidade de dor e o rosto de um Deus que caminha junto e liberta e nos c\u00e2nticos que nos entoam mais diversos momentos celebrativos, que revigora a for\u00e7a de estar lutando por um novo c\u00e9u e uma nova terra (Cf. Ap 21,1).<\/p>\n<p>A f\u00e9 faz com que os pobres se neguem a entregar-se ao acaso. Converter as estruturas neste conceito de rocha viva (1Pd 2,5a) \u00e9 saborear a utopia do Reino que &#8220;lhes foi preparado deste a cria\u00e7\u00e3o do mundo\u201d (Mt 25,32).<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Nossa inten\u00e7\u00e3o ao escrever o presente artigo foi demonstrar, mesmo que n\u00e3o profundamente, de que forma a Igreja dos pobres \u00e9 fundamento para a teologia da liberta\u00e7\u00e3o. Levamos em conta a problem\u00e1tica que decorre da particulariza\u00e7\u00e3o existente neste modelo de Igreja para explicitar que \u00e9 um requisito estritamente evang\u00e9lico. Percorremos do Vaticano II \u00e0 sua influ\u00eancia na Igreja da Am\u00e9rica Latina, que desenvolveu suas reflex\u00f5es pr\u00f3prias, para enfim, demonstrar que essa op\u00e7\u00e3o pelos pobres n\u00e3o recai em um erro de ortodoxia, pelo contr\u00e1rio demonstra a fidelidade mais singular de uma Igreja que caminha nos passos de Jesus de Nazar\u00e9.<\/p>\n<p>Neste artigo realizamos um pequeno ensaio de reflex\u00e3o com o sentimento de percorrer os caminhos j\u00e1 trilhados por muitos. Acreditamos que a Tradi\u00e7\u00e3o de uma Igreja sempre viva n\u00e3o se coloca jamais longe dos pobres desta terra. Demonstramos, aqui, a nossa convic\u00e7\u00e3o na Igreja Una, Cat\u00f3lica, Apost\u00f3lica e dos Pobres&#8230; \u00c9 com e por eles que somos a Igreja de Cristo, do Ressuscitado!<\/p>\n<p>[&#8230;] Mas \u00e9 importante, Mariama, que a Igreja de teu filho n\u00e3o fique em palavra, n\u00e3o fique em aplauso. N\u00e3o basta pedir perd\u00e3o pelos erros de ontem. \u00c9 preciso acertar o passo de hoje sem ligar ao que disserem. Claro que dir\u00e3o, Mariama que \u00e9 pol\u00edtica, que \u00e9 subvers\u00e3o. \u00c9 Evangelho de Cristo, Mariama [&#8230;]. (D. Helder C\u00e2mara, 1982).<\/p>\n<p><strong>RESUMO:<\/strong><\/p>\n<p>Dentre as mais diversas correntes teol\u00f3gicas existentes, surge em um contexto posterior ao Conc\u00edlio Vaticano II, uma forma nova de se fazer teologia e de se compreender o modo de ser Igreja. A Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina, nasce por uma abertura no modo de reflex\u00e3o intraeclesial do ser Igreja e em um contexto social de opress\u00e3o e liberta\u00e7\u00e3o. Surge neste per\u00edodo uma Igreja prof\u00e9tica que come\u00e7a a desenvolver sua pr\u00e1tica pastoral e sua reflex\u00e3o teol\u00f3gica a partir dos \u00faltimos de Jav\u00e9. O objetivo deste trabalho \u00e9 avaliar o que significa ser de fato uma Igreja dos Pobres e como se deu o desenvolvimento desta vertente teol\u00f3gica a partir de uma hermen\u00eautica latino-americana.<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/p>\n<p>ALBERIGO, Guiseppe. Hist\u00f3ria dos Conc\u00edlios Ecum\u00eanicos. S\u00e3o Paulo: Paulus, 1995.<\/p>\n<p>AQUINO, J. &#8220;Igreja dos pobres: sacramento do povo universal de Deus\u201d, in TOMITA, Luiza. \u2013 VIGIL, Jos\u00e9. M. [orgs.]. Pluralismo e Liberta\u00e7\u00e3o. Por uma Teologia Latino-Americana Pluralista a partir da F\u00e9 Crist\u00e3. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2005, p. 193-214.<\/p>\n<p>BEOZZO, Jos\u00e9 Oscar. A Igreja do Brasil: de Jo\u00e3o XXIII a Jo\u00e3o Paulo II, de Medell\u00edn a Santo Domingo. Petr\u00f3polis: Vozes, 1993.<\/p>\n<p>_______.Nota sobre os participantes da Celebra\u00e7\u00e3o do Pacto das Catacumbas Dispon\u00edvel em www.ccpg.puc-rio.br\/nucleodememoria\/&#8230;\/beozzocatacumbas.pdf. Acesso em 10 de jun. 2011.<\/p>\n<p>B\u00edblia da Jerusal\u00e9m. S\u00e3o Paulos: Paulus, 2002.<\/p>\n<p>BOFF, Leonardo. Eclesiog\u00eanese: a reinven\u00e7\u00e3o da Igreja. Record, 2008.<\/p>\n<p>________.Teologia do Cativeiro e da Liberta\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Vozes, 1980.<\/p>\n<p>CAMARA, Helder. &#8220;Louva\u00e7\u00e3o a Mariama\u201d, in NASCIMENTO, Milton. Missa dos Quilombos, Universal Music, 1982.<\/p>\n<p>CELAM.Conclus\u00f5es de Medell\u00edn. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1979.<\/p>\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Dogm\u00e1tica Lumen Gentium. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2006.<\/p>\n<p>Documentos de Jo\u00e3o XXIII: (1958-1963). S\u00e3o Paulo: Paulus, 1998.<\/p>\n<p>GUTIERREZ, Gustavo. A verdade vos libertar\u00e1: confrontos. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2000.<\/p>\n<p>_______. Teolog\u00eda desde el reverso de la historia. Lima: Centro de Estudios y Publicaciones, 1977.<\/p>\n<p>JO\u00c3O XXIII. Humanae Salutis. Roma, 1961.<\/p>\n<p>KLOPPEMBURG, Boaventura. Conc\u00edlio Vaticano II, Vol. V, Quarta sess\u00e3o. Vozes, 1966.<\/p>\n<p>OLIVEROS, Roberto. &#8220;Historia de la teolog\u00eda de la liberaci\u00f3n\u201d, in ELLACURIA, Ignacio \u2013 SOBRINO, Jon. Conceptos fundamentales de la Teolog\u00eda de la Liberaci\u00f3n. Tomo I. Madrid: UCA, 1990.<\/p>\n<p>PAULO VI. Evangelli Nuntiandi. Roma, 1975.<\/p>\n<p>SANTOS, Carlo. C. Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o: obra de Deus ou do diabo? Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.slideshare.net\/carlosnaweb\/teologia-da-libertao-obra-de-deus-ou-do-diabo-5437697\" target=\"_blank\">http:\/\/www.slideshare.net\/carlosnaweb\/teologia-da-libertao-obra-de-deus-ou-do-diabo-5437697<\/a>. Acesso em 18 de jun. 2011.<\/p>\n<p>SOBRINO, J. Ressurrei\u00e7\u00e3o da Verdadeira Igreja. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1982.<\/p>\n<p>VIGIL, Jos\u00e9 Maria [org.]. Descer da Cruz os Pobres: Cristologia da Liberta\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2007.<\/p>\n<p><strong>Notas:<\/strong><\/p>\n<p>(1) Pode-se constatar na obra de: KLOPPEMBURG, Boaventura. Conc\u00edlio Vaticano II,Vol V, Quarta sess\u00e3o. Vozes, 1966.<\/p>\n<p>(2) Para mais informa\u00e7\u00f5es ver em: BEOZZO, Jos\u00e9 Oscar. Nota sobre os participantes da Celebra\u00e7\u00e3o do Pacto das Catacumbas.<\/p>\n<p>(3) Tem-se como marco principal da teologia da liberta\u00e7\u00e3o, o livro de: Gustavo Gutierrez.Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o.Petr\u00f3polis, Vozes, trad. Jorge Soares, 1976.<\/p>\n<p>(4) Pode-se aprofundar nesse sentido no livro de: BOFF, Leonardo. Teologia do Cativeiro e da Liberta\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Vozes, 1980.<\/p>\n<p>(5) Surgem sindicatos, movimentos populares, associa\u00e7\u00e3o de moradores, de m\u00e3es, etc.<\/p>\n<p>(6) Podemos lembrar de Bartolomeu de las Casas ( o protetor dos \u00edndios) e dos m\u00e1rtires da Am\u00e9rica Latina que conscientes da necessidade de &#8220;fazer acontecer\u201d o Reino, doaram suas vidas atrav\u00e9s dos mais diversos modos.<\/p>\n<p>(7) Para maior aprofundamento vide a reflex\u00e3o feita em: BOFF, Leonardo. Eclesiog\u00eanese: a reinven\u00e7\u00e3o da Igreja. Record, 2008.<\/p>\n<p><em>Este trabalho foi orientado pelo Prof. Dr. Francisco de Aquino Junior<\/em><\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-15272\" data-postid=\"15272\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-15272 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Leondenes Facundo de Souza Junior INTRODU\u00c7\u00c3O No meio do s\u00e9culo passado, a Igreja Cat\u00f3lica se encontrava em uma encruzilhada entre prosseguir com uma dogm\u00e1tica que esteve presente por toda a Idade M\u00e9dia ou refletir as mudan\u00e7as advindas do mundo moderno. 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