
{"id":15443,"date":"2011-08-19T09:14:19","date_gmt":"2011-08-19T12:14:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=15443"},"modified":"2011-08-19T09:14:19","modified_gmt":"2011-08-19T12:14:19","slug":"migracao-e-fe-no-universo-urbano-desafios-pastorais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/migracao-e-fe-no-universo-urbano-desafios-pastorais\/","title":{"rendered":"Migra\u00e7\u00e3o e f\u00e9 no universo urbano: Desafios Pastorais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O esbo\u00e7o que segue serviu de base para um Semin\u00e1rio de extens\u00e3o no Instituto Teol\u00f3gico S\u00e3o Paulo (ITESP), sobre <em>Teologia e Pastoral Urbana<\/em>. Mais do que um texto ou estudo exaustivo, trata-se de algumas observa\u00e7\u00f5es, provis\u00f3rias e preliminares, sobre a forma de pensar a teologia e a a\u00e7\u00e3o pastoral, simultaneamente, no campo da mobilidade humana e no universo urbano. Ver-se-\u00e1 em seguida como os conceitos de cidade e de mundo urbano constituem coisas distintas, embora inextricavelmente entrela\u00e7adas. E como a Igreja Cat\u00f3lica \u2013 aqui nos limitamos ao campo cat\u00f3lico \u2013 encontra-se despreparada para responder aos desafios dessa nova cultura ou mentalidade urbana. Suas estruturas can\u00f4nicas, jur\u00eddicas e burocr\u00e1ticas, bem como seu peso hist\u00f3rico e organiza\u00e7\u00e3o semi-feudal, representam, n\u00e3o raro, um entrave ao natural dinamismo da realidade urbana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1. Um olhar hist\u00f3rico<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para abordar o tema <em>Migra\u00e7\u00e3o e f\u00e9 nas cidades brasileiras, desafios pastorais<\/em>, proposto por este <em>Semin\u00e1rio sobre Teologia, Migra\u00e7\u00e3o e Miss\u00e3o<\/em>, convido a olhar o retrovisor da hist\u00f3ria, particularmente no processo de amadurecimento dos \u201ctempos modernos\u201d. Proponho concentrar as aten\u00e7\u00f5es no s\u00e9culo XIX, especialmente a segunda metade, tendo em vista a consolida\u00e7\u00e3o da modernidade. Tr\u00eas renomados historiadores, cada um com sua obra monumental e com um enfoque distinto, trazem luz sobre os antecedentes e o contexto desse per\u00edodo conturbado da hist\u00f3ria: Fernand Brudel, Eric. J. Hobsbawm e Peter Gay<a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftn1\">[1]<\/a>. Nessa perspectiva, a chamada \u201cquest\u00e3o social\u201d na Igreja Cat\u00f3lica e a preocupa\u00e7\u00e3o com a Pastoral dos Migrantes nascem no final do \u201cs\u00e9culo do movimento\u201d, cuja melhor met\u00e1fora \u00e9 o trem, para utilizar os termos de Peter Gay.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pr\u00f3prio movimento assume o car\u00e1ter de grande met\u00e1fora do s\u00e9culo XIX. Em v\u00e1rias dimens\u00f5es, a sociedade se movimenta em marcha acelerada e estonteante. Para come\u00e7ar, no decorrer de todo o s\u00e9culo, constata-se um movimento in\u00e9dito de pessoas. O \u00eaxodo rural esvazia os campos europeus e as cidades se incham de forma ca\u00f3tica. A cidade de Manchester, por exemplo, ber\u00e7o da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, pula de 70 mil habitantes em 1820 para mais de 700 mil antes de 1900. Em maior ou menor grau, o mesmo ocorre do outro lado do canal da mancha \u2013 Munique, Paris, Mil\u00e3o, Berlim, Viena, etc. \u2013 e do outro lado do Atl\u00e2ntico \u2013 New York, Chicago, Detroit, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No velho continente europeu, boa parte de contingente de migrantes internos era absorvido pelas f\u00e1bricas que se multiplicavam de forma vertiginosa. Outros, por\u00e9m, a partir das cidades ou diretamente do campo, viam-se for\u00e7ados a cruzar os oceanos em busca de novas oportunidades de vida nos Estados Unidos, Brasil, Argentina, Austr\u00e1lia, Nova Zel\u00e2ndia, entre outras localidades. Ainda de acordo com Peter Gay, entre 1820 e 1920, cerca de 62 milh\u00f5es de pessoas deixam a Europa em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s terras novas. \u201cDas v\u00e1rias regi\u00f5es da It\u00e1lia\u201d, escrevia em 1899 Dom Jo\u00e3o Batista Scalabrini, bispo de Piacenza, \u201cum n\u00famero consider\u00e1vel de camponeses e oper\u00e1rios emigra a cada ano. Espalha-se pelo mundo em busca de trabalho\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa r\u00e1pida retrospectiva da \u00e9poca, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o curiosa entre o Fundador Scalabrini, Le\u00e3o XIII e o historiador citado. Enquanto este se refere ao trem como a met\u00e1fora do s\u00e9culo em movimento, o pont\u00edfice, na abertura da <em>Rerum Novarum,<\/em> de 1891, documento inaugural da Doutrina Social da Igreja (DSI), escreve sobre a \u201csede de inova\u00e7\u00f5es\u201d e a \u201cagita\u00e7\u00e3o febril\u201d que domina a sociedade. Se, por uma parte, o Papa estava preocupado com a \u201ccondi\u00e7\u00e3o dos oper\u00e1rios\u201d, subt\u00edtulo da enc\u00edclica, por outro lado, Scalabrini tinha os olhos fixos naqueles que sequer conseguiam um posto de trabalho em seu pa\u00eds e se viam obrigados a deixar suas terras, seus parentes e emigra para o novo continente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 conhecida, not\u00f3ria e comovente a sua descri\u00e7\u00e3o dos emigrantes amontoados na Esta\u00e7\u00e3o de Mil\u00e3o, cujos \u201cp\u00f3rticos laterais e a pra\u00e7a adjacente\u201d encontram-se \u201cinvadidos por trezentos ou quatrocentos indiv\u00edduos\u201d E Scalabrini continua: \u201ceram velhos curvados pela idade e pelas fadigas, homens na flor da virilidade, mulheres que levavam ap\u00f3s si ou carregavam ao colo suas crian\u00e7as, meninos e meninas todos irmanados por um \u00fanico pensamento, todos orientados pra uma meta comum\u201d. \u00c0s centenas, aguardavam o trem que os levariam ao porto de G\u00eanova, de onde deveriam tomar o navio para uma aventura por mares e terras bravias. Eram migrantes que depositam suas esperan\u00e7a no sonho de \u201c<em>far l\u2019America\u201d. <\/em>N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que a cena da Esta\u00e7\u00e3o de Mil\u00e3o torna-se uma esp\u00e9cie de \u00edcone para a trajet\u00f3ria de toda a Fam\u00edlia Scalabriniana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m do deslocamento em massa de pessoas, o s\u00e9culo XIX \u00e9 testemunha de um movimento sem precedentes no campo da produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias primas e de novos bens de consumo. A era da m\u00e1quina multiplica por dez, cem, mil vezes o ritmo e a capacidade de produzir mercadorias e conforto. Por outro lado, a revolu\u00e7\u00e3o nos meios de transporte e nos meios de comunica\u00e7\u00e3o \u2013 trem, navios modernos, tel\u00e9grafo, telefone, etc. \u2013 praticamente subvertem a no\u00e7\u00e3o de tempo e espa\u00e7o. O \u00edmpeto inebriante da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial p\u00f5e em velocidade acelerada pessoas, coisas e capital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O s\u00e9culo XIX representa, ainda, um movimento de passagem do tradicional para o novo. Desde o in\u00edcio dos \u201ctempos modernos\u201d, passando pelo renascimento e pelo iluminismo, os valores tradicionais v\u00e3o sendo postergados por uma crescente avalanche de inova\u00e7\u00f5es. A novidade passa a ganhar o status de valor primordial. De maneira progressiva, a pir\u00e2mide medieval est\u00e1tica, assentada sobre a origem do ber\u00e7o, da linhagem e do sangue, d\u00e1 lugar a uma sociedade din\u00e2mica, onde o dinheiro teoricamente democratiza o acesso livre ao conjunto da popula\u00e7\u00e3o. O teocentrismo \u00e9 substitu\u00eddo pelo antropocentrismo racional, ao passo que a ci\u00eancia e a tecnologia dissecam e desvendam os mist\u00e9rios da natureza, da hist\u00f3ria e do corpo humano. Surge o mundo secular e \u201cdesencantado\u201d, para usar as palavras de Max Weber.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m na Igreja\u00a0 Cat\u00f3lica \u2013 e penso que as demais Igrejas crist\u00e3s passaram por processos semelhantes &#8211; verifica-se certo movimento, traduzido pela emerg\u00eancia de uma nova sensibilidade social. Uma s\u00e9rie de \u201csantos sociais\u201d encontra-se na origem de novas congrega\u00e7\u00f5es religiosas, marcadamente voltadas para o<em> apostolado<\/em>. Se por um lado a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial trouxe avan\u00e7os significativos nos transportes, nas comunica\u00e7\u00f5es, na medicina e no conforto das casas, por outro gerou efeitos nocivos no tecido social. As transforma\u00e7\u00f5es, para o bem ou para o mal, s\u00e3o sempre causa de ansiedades. O novo interpela, desinstala, joga uma pedra sobre o lago da in\u00e9rcia natural, assinala Peter Gay. A segunda metade do s\u00e9culo XIX \u00e9 pr\u00f3diga em obras assistenciais que procuram ir ao encontro das necessidades fundamentais de determinados grupos e\/ou situa\u00e7\u00f5es sociais amea\u00e7adas pela avalanche das mudan\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S. Jo\u00e3o Bosco volta a aten\u00e7\u00e3o para os jovens, um pouco perdidos num mundo sem horizontes precisos e que foge debaixo dos p\u00e9s; a inspira\u00e7\u00e3o de Antoine F. Ozanam, embora nascida d\u00e9cadas antes, desenvolve-se como obra vicentina predominantemente nesse per\u00edodo; os padres e irm\u00e3s Oblatos de Maria Virgem preocupam-se com a situa\u00e7\u00e3o das mulheres prostitu\u00eddas; os \u00f3rf\u00e3os e vi\u00favas interpelam a Congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3zinhas da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o; Dom Scalabrini e Madre Cabrini dirigem seu olhar para os emigrados; a Congrega\u00e7\u00e3o dos padres Claretianos, voltada para evangeliza\u00e7\u00e3o a partir da educa\u00e7\u00e3o; a obra Kolping procura desenvolver c\u00edrculos oper\u00e1rios crist\u00e3os&#8230; Tudo isso ir\u00e1 encontrar sua express\u00e3o mais universal no final do s\u00e9culo, com a Carta Enc\u00edclica <em>Rerurm<\/em> <em>Novarum<\/em>, como j\u00e1 vimos. N\u00e3o estariam aqui os precursores do Conc\u00edlio Ecum\u00eanico Vaticano II? Por outro lado, a \u201conda ou mar\u00e9 vermelha\u201d do socialismo ganhava terreno particularmente entre os oper\u00e1rios de toda Europa. Conv\u00e9m n\u00e3o esquecer que o <em>Manifesto Comunista<\/em> tinha vindo \u00e0 luz em 1848, quase meio s\u00e9culo antes da enc\u00edclica de Le\u00e3o XIII e, em 1844, F. Engels havia publicado sua obra sobre a condi\u00e7\u00e3o dos oper\u00e1rios nas cidades da Inglaterra, mesmo tema da do documento pontif\u00edcio que d\u00e1 in\u00edcio \u00e0 DSI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No \u00e2mibito da Igreja Cat\u00f3lica, duas figuras se sobressaem na passagem do s\u00e9culo XIX para o s\u00e9culo XX: o Papa Le\u00e3o XIII e J.B.Scalabrini. Enquanto o primeiro se volta para prec\u00e1ria condi\u00e7\u00e3o de vida e trabalho dos oper\u00e1rios, no interior da Europa, o segundo estende o olhar para aqueles que sequer conseguiram trabalho no velho continente e se arriscam por \u201cmares nunca dantes navegados\u201d, como diria o poeta portugu\u00eas<a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftn2\">[2]<\/a>. Por tudo isso, n\u00e3o seria exagero afirmar que a Pastoral Social e a Pastoral dos Migrantes surgem na virada do s\u00e9culo como duas irm\u00e3s g\u00eameas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com esse voo de p\u00e1ssaro ao s\u00e9culo XIX, sacudido em seus alicerces pela Revolu\u00e7\u00e3o Industrial e suas consequ\u00eancias, bem como \u00e0s respostas encontradas pela Igreja naquele momento hist\u00f3rico, podemos agora entrar mais diretamente no tema que liga tr\u00eas conceitos hoje indissoci\u00e1veis e preocupantes para a teologia e a pastoral: fen\u00f4meno migrat\u00f3rio, a f\u00e9 crist\u00e3 e os desafios do mundo urbano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2. Universo urbano e universo rural<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tema da Pastoral Urbana vem ganhando terreno. A pergunta cl\u00e1ssica \u00e9: como traduzir a Boa Nova de Jesus Cristo nas cidades ou metr\u00f3poles? Aqui, de in\u00edcio, h\u00e1 um equivoco que \u00e9 necess\u00e1rio desfazer. Universo urbano e cidade n\u00e3o s\u00e3o sin\u00f4nimos. O termo universo n\u00e3o \u00e9 gratuito. Ele configura um conjunto de id\u00e9ias, valores e comportamentos que contrap\u00f5e ao universo rural. Mais do que conceitos geograficamente determinados, estamos falando de conceitos culturais. Neste sentido, os limites do mundo urbano n\u00e3o coincidem com os limites da cidade. Como veremos, o universo urbano se contrap\u00f5e ao universo rural enquanto duas vis\u00f5es de mundo distintas, mas, ao mesmo tempo, suas fronteiras n\u00e3o s\u00e3o n\u00edtidas e precisas como ocorre, geograficamente, entre cidade e campo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Manuel Castells, \u201cquando falamos de \u2018sociedade urbana\u2019 n\u00e3o se trata nunca da simples constata\u00e7\u00e3o de uma forma espacial. A \u2018sociedade urbana\u2019, no sentido antropol\u00f3gico do termo, quer dizer um certo sistema de valores, normas e rela\u00e7\u00f5es sociais possuindo uma especificidade hist\u00f3rica e uma l\u00f3gica pr\u00f3pria de organiza\u00e7\u00e3o e de transforma\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftn3\">[3]<\/a>. J\u00e1 para Ulf Hannerz, \u201cn\u00f3s tendemos a definir a realidade urbana, em primeiro lugar, como um particular sistema de rela\u00e7\u00f5es sociais e s\u00f3 secundariamente, e em modo derivado, como um conjunto de id\u00e9ias e valores dos cidad\u00e3os. Portanto, s\u00f3 depois de haver desenvolvido suficientemente a descri\u00e7\u00e3o da estrutura social que se pode definir a cultura urbana\u201d<a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftn4\">[4]<\/a>. Embora ambos combinem no caso das \u201crela\u00e7\u00f5es sociais\u201d, diferem quanto aos valores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pr\u00f3prio Conc\u00edlio Ecum\u00eanico Vaticano II, em sua Constitui\u00e7\u00e3o  Pastoral <em>Gaudium et Spes,<\/em> se manifestou sens\u00edvel \u00e0 realidade urbana, n\u00e3o apenas como geografia da cidade, mas como conceito mais amplo: \u201cDifunde-se pouco a pouco uma sociedade de tipo industrial, conduzindo algumas na\u00e7\u00f5es \u00e0 riqueza econ\u00f4mica e transformando profundamente as concep\u00e7\u00f5es e condi\u00e7\u00f5es de vida social estabelecidas desde s\u00e9culos. Cresce paralelamente a civiliza\u00e7\u00e3o urbana, n\u00e3o s\u00f3 pela multiplica\u00e7\u00e3o das cidades, mas pela expans\u00e3o do modo de vida urbano \u00e0s zonas rurais\u201d<a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftn5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando nos referimos ao mundo urbano, portanto, est\u00e1 em jogo n\u00e3o apenas um campo geogr\u00e1fico determinado e limitado, e sim uma nova mentalidade, um novo jeito de ser, uma nova cultura. Se quisermos, uma nova linguagem, a linguagem do s\u00e9culo XXI. Confrontando urbano e rural, estamos pondo de um lado um mundo plural, livre, predominantemente democr\u00e1tico, em constante mudan\u00e7a, aberto a op\u00e7\u00f5es variadas; e, de outro, um mundo marcado por um tipo de tradicionalismo fechado, repetitivo, fortemente hierarquizado, se poss\u00edvel imut\u00e1vel. No primeiro caso, \u00e9 como se as pessoas nascessem revestidas de valores que passam de av\u00f4 para pai e para filho, como tamb\u00e9m de destinos pessoais mais ou menos tra\u00e7ados. Um mundo em que as novidades n\u00e3o est\u00e3o previstas e as pessoas se regem pelo tempo da natureza: sol, lua, esta\u00e7\u00f5es do ano, plantio e colheita, e assim por diante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No segundo caso, ao contr\u00e1rio, \u00e9 como se as pessoas nascessem nuas, tendo que escolher passo a passo seus valores e abrir sua trajet\u00f3ria de vida. Enquanto num caso, o caminho de cada um j\u00e1 vem mais ou menos determinado deste o nascimento, no outro o sujeito, em meio a uma imensa gama de atividades, tem que \u201cabrir sua picada\u201d numa selva de pedra repleta de surpresas. No caso do Brasil, com seu patriarcalismo hist\u00f3rico, mas tamb\u00e9m de muitos outros pa\u00edses, podemos afirmar com o fil\u00f3sofo Hegel que, efetivamente \u201co ar da cidade torna livre\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3. Fen\u00f4meno Migrat\u00f3rio Hoje<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>a) N\u00fameros e rostos<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil \u00e9 um pa\u00eds urbano. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas sofreu uma acentuada transi\u00e7\u00e3o de um universo para outro. Evidente que o \u00eaxodo rural ajuda a intensificar essa transi\u00e7\u00e3o do universo rural para o universo urbano. Ao redor de 40 milh\u00f5es de pessoas trocaram o campo pela cidade entre os anos 60 e 70. Da\u00ed para c\u00e1 o \u00eaxodo rural desacelerou-se, mas permaneceu intenso. Atualmente, menos de 20% da popula\u00e7\u00e3o continua residindo no campo, mas grande parte com os olhos voltados para a cidade. As dez maiores cidades brasileiras concentram perto de 50 milh\u00f5es de habitantes. A mancha urbana da maior metr\u00f3pole do pa\u00eds e da Am\u00e9rica do Sul abriga cerca de 25 milh\u00f5es de pessoas. Enquanto os p\u00f3los urbanos do interior dos estados crescem, muitas pequenas cidades v\u00e3o se transformando em fantasmas, como \u00e9 caso do norte do Paran\u00e1. Segundo dados do \u00faltimo censo do IBGE, na pr\u00f3pria regi\u00e3o norte do pa\u00eds, tradicionalmente chamada de fronteira agr\u00edcola, a urbaniza\u00e7\u00e3o segue acelerada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse fen\u00f4meno combinado de urbaniza\u00e7\u00e3o, metropoliza\u00e7\u00e3o e periferiza\u00e7\u00e3o \u00e9 igualmente marcante em muitos pa\u00edses de todo o Terceiro Mundo \u2013 Am\u00e9rica Latina, \u00c1sia e \u00c1frica. Em grande parte deles, a popula\u00e7\u00e3o da capital cont\u00e9m um ter\u00e7o ou at\u00e9 metade de toda a popula\u00e7\u00e3o nacional. Basta citar os exemplos de M\u00e9xico, Peru, Argentina, Arg\u00e9lia, Col\u00f4mbia, Venezuela, Guatemala, Nig\u00e9ria, Indon\u00e9sia, Filipinas, Cor\u00e9ia do Sul, entre tantos outros. China e \u00cdndia constituem casos \u00e0 parte pelo gigantismo e precariedade de suas numerosas metr\u00f3poles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conv\u00e9m alertar aqui para duas observa\u00e7\u00f5es citadas na obra de Brigitte Saviano. \u201cRecente reportagem da Folha de S\u00e3o Paulo, de 28 de junho de 2007, sob o t\u00edtulo \u2018Popula\u00e7\u00e3o das cidades supera a rural no planeta\u2019, salienta que \u2018o mundo vivencia em 2007 um marco hist\u00f3rico: pela primeira vez a popula\u00e7\u00e3o urbana se iguala \u00e0 rural e, a partir de 2008, ser\u00e1 cada vez mais predominante\u2019\u201d<a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftn6\">[6]<\/a>. Por outro lado, \u201csegundo os c\u00e1lculos mais novos da ONU, em 2030, pela primeira vez na hist\u00f3ria, dois ter\u00e7os da popula\u00e7\u00e3o mundial estar\u00e3o morando em regi\u00f5es urbanas, enquanto atualmente j\u00e1 dois ter\u00e7os de todas as crian\u00e7as no mundo inteiro crescem em cidades\u201d<a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftn7\">[7]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a obra de Olivier Mongin, \u201cexistem hoje no mundo 175 cidades com mais de um milh\u00e3o de habitantes. As 13 mais povoadas dentre elas situam-se na \u00c1sia, \u00c1frica e Am\u00e9rica Latina. Existem 33 megal\u00f3poles anunciadas para o ano de 2015, e somente uma, entre as dez maiores, \u2013 T\u00f3kio \u2013 ser\u00e1 uma cidade rica\u201d<a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftn8\">[8]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Infelizmente, as grandes cidades costumam apresentar um flagrante contraste entre centro e periferia, ou ent\u00e3o entre ilhas de bem estar e um mar de mis\u00e9ria. Basta colocar lado a lado os condom\u00ednios fechados, de alto luxo, e as imensas manchas de casebres ou favelas que lhes circundam. Sem contar que muitas vezes, como dizia Dom Paulo Evaristo Arns referindo-se aos corti\u00e7os do centro degradado, \u201ca maior periferia est\u00e1 no centro\u201d<a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftn9\">[9]<\/a>. Mas a hist\u00f3ria \u00e9 antiga. Tem origem na \u201cagita\u00e7\u00e3o febril\u201d<a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftn10\">[10]<\/a> que acompanhou a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial e o nascimento e consolida\u00e7\u00e3o do sistema capitalista de produ\u00e7\u00e3o. \u201cPara os planejadores de cidade, os pobres eram uma amea\u00e7a p\u00fablica, suas concentra\u00e7\u00f5es potencialmente capazes de se desenvolver em dist\u00farbios devem ser impedidas e cortadas por avenidas e bulevares, que levariam os pobres dos bairros populosos a procurarem habita\u00e7\u00f5es em lugares menos perigosos\u201d \u2013 registra o historiador Hobsbawm, concluindo que \u201cas cidades ainda devoravam suas popula\u00e7\u00f5es\u201d<a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftn11\">[11]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>b) Uma realidade de muitas faces<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, passado mais de um s\u00e9culo da obra e morte de Scalabrini, o fen\u00f4meno migrat\u00f3rio s\u00f3 fez aumentar. As migra\u00e7\u00f5es parecem figurar na hist\u00f3ria como ondas aparentes e superficiais de correntes ocultas e subterr\u00e2neas. Constituem uma esp\u00e9cie de term\u00f4metro de mudan\u00e7as profundas, as quais s\u00e3o sempre precedidas ou seguidas de movimentos populacionais significativos. Os abalos s\u00edsmicos no campo socioecon\u00f4mico, pol\u00edtico ou cultural em geral v\u00eaem acompanhados de consider\u00e1veis deslocamentos geogr\u00e1ficos. As migra\u00e7\u00f5es s\u00e3o \u201csinais dos tempos\u201d, como insiste o papa Bento XVI. Atestam a exist\u00eancia de terremotos reais, mas \u00e0s vezes impercept\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje em dia, os deslocamentos humanos de massa tornaram-se simultaneamente mais intensos, mais diversificados e mais complexos. <em>Mais intensos<\/em>, na medida em que envolvem maior quantidade de pessoas. Estima-se em mais de 200 milh\u00f5es o n\u00famero de imigrantes que residem fora do pa\u00eds em que nasceram. Se a isso acrescentarmos as migra\u00e7\u00f5es internas e tempor\u00e1rias, a cifra alcan\u00e7a cifras bem mais expressivas. Segundo alguns analistas, por\u00e9m, o \u201cex\u00e9rcito de reserva\u201d (K. Marx), ou seja, o potencial de trabalhadores dispostos a levantar a tenda e correr atr\u00e1s de qualquer sinal de trabalho, pode ultrapassar os 500 milh\u00f5es. Nesse montante, predominam os jovens e cresce a percentagem de mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nem precisa dizer que grande parte desse contingente vive em situa\u00e7\u00f5es extremamente prec\u00e1rias. Como migrantes em potencial ou como migrantes de fato, experimentam no corpo e na alma a condi\u00e7\u00e3o pobreza ou de clandestinidade; s\u00e3o submetidos os servi\u00e7os mais degradantes, sujos, pesados e mal remunerados; muitos acabam sendo v\u00edtimas do tr\u00e1fico internacional de seres humanos para fins de explora\u00e7\u00e3o trabalhista ou sexual; sem documenta\u00e7\u00e3o e com dificuldade de um emprego est\u00e1vel, dificulta-se igualmente o acesso \u00e0 escola, sa\u00fade, enfim, aos direitos de uma cidadania digna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As migra\u00e7\u00f5es s\u00e3o tamb\u00e9m <em>mais diversificadas<\/em>. Atualmente, poucos pa\u00edses do planeta est\u00e3o fora de seu circuito. Como lugares de origem, tr\u00e2nsito ou destino, todos se v\u00eaem envolvidos nesse imenso vaiv\u00e9m planet\u00e1rio. Novos povos, ra\u00e7as e grupos entram a fazer parte desse cen\u00e1rio nacional, regional e internacional do fen\u00f4meno migrat\u00f3rio. Pa\u00edses historicamente marcados pela imigra\u00e7\u00e3o passam a apresentar fortes contingentes de emigrantes, como Brasil, Argentina, M\u00e9xico, entre outros. Destinam-se predominantemente aos Estados Unidos, seguidos da Europa e Jap\u00e3o. Por outro lado, os pa\u00edses europeus, que no s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do s\u00e9culo XX foram palco de sa\u00edda, hoje rec\u00e9m imigrantes hispano-americanos, africanos e asi\u00e1ticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diversificam-se tamb\u00e9m os fluxos e as rotas. A dire\u00e7\u00e3o sul-norte \u00e9 de longe a mais movimentada, mas, ap\u00f3s o decl\u00ednio da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, cresce o fluxo leste-oeste. Nos pa\u00edses do Terceiro Mundo, aumentam igualmente os deslocamentos regionais no interior da \u00c1frica, da Am\u00e9rica Latina e da \u00c1sia, bem como o \u00eaxodo rural desenfreado e as migra\u00e7\u00f5es internas. Voos curtos e voos m\u00e9dios, dentro de um mesmo pa\u00eds ou entre pa\u00edses vizinhos, normalmente s\u00e3o etapas preparat\u00f3rias para voos mais longos, de continente para continente. As assimetrias e desigualdades sociais, a viol\u00eancia de todo tipo, as guerras e guerrilhas, o tr\u00e1fico de pessoas, o interc\u00e2mbio de t\u00e9cnicos e estudantes, o vaiv\u00e9m para as safras agr\u00edcolas, o trabalho dom\u00e9stico e os servi\u00e7os em geral, o turismo \u2013 s\u00e3o alguns dos fatores predominantes da mobilidade humana. Sem falar dos que se deslocam por profiss\u00e3o ou cultura, tais como motoristas, mar\u00edtimos, aerovi\u00e1rios, ciganos, itinerantes, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos grandes centros urbanos \u00e9 comum o encontro di\u00e1rio com \u201cos mil rostos do outro\u201d. Jamais o mundo e o outro\/diferente estiveram t\u00e3o pr\u00f3ximos, como uma gigantesca aldeia global. Novas revolu\u00e7\u00f5es na \u00e1rea dos transportes, especialmente a democratiza\u00e7\u00e3o do avi\u00e3o, na tecnologia das comunica\u00e7\u00f5es, com destaque para a televis\u00e3o, e no campo da inform\u00e1tica, com a Internet em primeiro lugar, aproximam como nunca povos, culturas e ra\u00e7as. A not\u00edcia torna-se cada vez mais simult\u00e2nea, instant\u00e2nea. Tudo isso acaba sendo, ao mesmo tempo, causa e efeito de novos fluxos migrat\u00f3rios.<em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, as migra\u00e7\u00f5es no momento presente apresentam um <em>quadro cada vez mais complexo.<\/em> Se, em tempos passados, os fluxos migrat\u00f3rios tinham uma origem e um destino mais ou menos determinados, atualmente o panorama da mobilidade humana apresenta as mais variadas dire\u00e7\u00f5es. O mapa das idas e vindas se complexificou. \u00c0 pergunta sobre a origem do imigrante deve acrescentar-se a pergunta sobre sua proveni\u00eancia imediata. Isto porque grande parte das pessoas que se deslocam o faz por uma, duas, tr\u00eas e mais vezes. Arrancada a primeira raiz, facilmente o migrante se torna um peregrino de muitos e repetidos caminhos. N\u00e3o mora, acampa!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No passado predominavam as migra\u00e7\u00f5es de coloniza\u00e7\u00e3o. Os trabalhadores migravam com suas fam\u00edlias para fixarem-se num novo lugar. A\u00ed tratavam de recome\u00e7ar a vida. \u00c9 verdade que havia grande quantidade de terra \u201cvazia e ociosa\u201d para a instala\u00e7\u00e3o de grupos de colonos. Os casos dos Estados Unidos, Argentina, Austr\u00e1lia e Rio Grande do Sul, Brasil, ilustram isso. Nos dias atuais, ao contr\u00e1rio, \u00e9 comum os migrantes fazerem experimentos migrat\u00f3rios. De etapa em etapa, v\u00e3o tentando progredir em seu projeto de vida. Fixam-se por algum tempo, preparando uma esp\u00e9cie de trampolim para outro pulo mais arrojado. Uma vez mais, vivem montando e desmontando a tenda. Exagerando numa caricatura, muitos ro\u00e7am de endere\u00e7o quase como se troca de roupa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas n\u00e3o d\u00e1 para generalizar. J\u00e1 nos s\u00e9culos passados existiam aventureiros que se lan\u00e7avam a uma migra\u00e7\u00e3o constante e repetida, da mesma forma que tamb\u00e9m hoje existem jovens e fam\u00edlias que procuram um galho firme para construir seu ninho. Ou uma terra s\u00f3lida onde mergulhar as ra\u00edzes de um sonho duradouro, o alicerce de uma nova vida. A realidade \u00e9 sempre mais rica e din\u00e2mica que nossos pobres esquemas mentais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4. Uma transi\u00e7\u00e3o dif\u00edcil<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a transi\u00e7\u00e3o do mundo rural para o mundo urbano n\u00e3o \u00e9 somente um fen\u00f4meno demogr\u00e1fico. Trata-se, antes, de uma passagem marcadamente cultural. Muitas pessoas sofrem essa transi\u00e7\u00e3o sem jamais terem ultrapassado as fronteiras de seu munic\u00edpio na zona rural, sem jamais terem sa\u00eddo do campo. Outras, mesmo tendo se transferido para a cidade, seguem convivendo em uma esp\u00e9cie de \u201cguetos\u201d rurais, onde se vive, se fala e se comporta como se estivesse \u201cl\u00e1 no norte\u201d. Na grande cidade, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil encontrar um quarteir\u00e3o inteiro, uma favela ou um corti\u00e7o onde quase todos os moradores s\u00e3o origin\u00e1rios de uma \u00fanica cidade, reproduzindo a\u00ed o estilo de vida nordestino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Pastoral da Moradia, atuei pastoralmente num corti\u00e7o em no centro de S\u00e3o Paulo onde umas 30 fam\u00edlias do munic\u00edpio de Ipir\u00e1, sert\u00e3o da Bahia, o conheciam como a porta de entrada na cidade e como trampolim para galgar outros degraus. Ali viviam pintores, pedreiros, empregadas dom\u00e9sticas, ajudantes gerais, etc.<a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftn12\">[12]<\/a> J\u00e1 anteriormente, na zona leste de S\u00e3o Paulo, havia atuado numa favela onde creio que mais de 90% das fam\u00edlias eram origin\u00e1rias da regi\u00e3o de Serra Talhada, sert\u00e3o de Pernambuco.<a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftn13\">[13]<\/a> Tanto na favela como no corti\u00e7o, os costumes, os namoros, a linguagem e at\u00e9 os apelidos dos lugares de origem se reproduziam no destino. Era comum o leva-traz de encomendas e de cartas nas freq\u00fcentes viagens \u201cao norte\u201d. Eu mesmo, com a permiss\u00e3o de algumas fam\u00edlias, consegui acumular mais de 200, que posteriormente foram utilizadas num trabalho dede final de curso no Instituto teol\u00f3gico.<a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftn14\">[14]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na mudan\u00e7a do mundo rural para o mundo urbano, no fundo o que ocorre \u00e9 a passagem de uma vis\u00e3o de mundo para outra. Esta transi\u00e7\u00e3o n\u00e3o se d\u00e1 necessariamente nem somente com a migra\u00e7\u00e3o. Esta pode acelerar o processo que em geral \u00e9 lento, mas esse processo pode come\u00e7ar bem antes das pessoas deixarem o campo. Que o digam, por exemplo, os jovens dos grot\u00f5es rurais brasileiros, como o Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, ou o sert\u00e3o e agreste dos estados do Nordeste. Neles verifica-se um modo de ser, de vestir-se e de comporta-se que se poderia classificar de uma mescla rural-urbana ou urbano-rural, de acordo com o grau de assimila\u00e7\u00e3o da linguagem urbana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m os migrantes na cidade n\u00e3o raro apresentam essa duplicidade de comportamento. Passar de um universo a outro n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de mudar de lugar, mas muito mais uma forma de ir adquirindo uma nova maneira de entender a vida e os valores e de se posicionar perante ambos. Conv\u00e9m n\u00e3o esquecer que as \u201cluzes e tenta\u00e7\u00f5es\u201d do mundo urbano, por vezes, fascinam e seduzem com maior for\u00e7a aqueles que se encontram no campo, com pouca ou nenhuma possibilidade de mudar, do que os que j\u00e1 se transferiram para a cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo isso nos ajuda a concluir que Pastoral Urbana n\u00e3o se confunde com Pastoral de Cidade. Trata-se, antes, de responder pastoralmente, e socialmente, a essa dif\u00edcil transi\u00e7\u00e3o de um universo a outro. A passagem costuma ser dolorosa e abrir profundas feridas. H\u00e1 os golpes provocados pela migra\u00e7\u00e3o do campo para a cidade, por um lado, mas h\u00e1 tamb\u00e9m os golpes causados por mudan\u00e7as nos usos e costumes que essa transfer\u00eancia significa. De resto, muitas vezes s\u00e3o tais usos e costumes que com freq\u00fc\u00eancia migram em sentido inverso, isto \u00e9, da cidade para o campo, via o vaiv\u00e9m dos migrantes, via os programas de televis\u00e3o e at\u00e9 via Internet. A mentalidade, cultura ou linguagem urbana se expande pela zona rural juntamente com as inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas das comunica\u00e7\u00f5es, dos transportes e da inform\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na mudan\u00e7a h\u00e1 valores e contravalores. Para as mulheres, por exemplo, muitas vezes essa transi\u00e7\u00e3o as liberta do controle masculino t\u00e3o caracter\u00edstico do mundo rural, seja por parte do pai, do irm\u00e3o mais velho quando morre aquele, ou do marido quando se casa. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m o risco, na zona urbana, de submeter-se a outros tipos de escravid\u00e3o, seja de ordem trabalhista, seja de explora\u00e7\u00e3o sexual. H\u00e1 casos em que os rapazes do interior se recusam a casar com mo\u00e7as que j\u00e1 passaram algum tempo na cidade, em geram como empregas dom\u00e9sticas ou dos servi\u00e7os em geral. Alegam que elas n\u00e3o s\u00e3o mais virgens. No fundo, o que eles temem \u00e9 a vis\u00e3o de maior liberdade e autonomia feminina, numa uni\u00e3o matrimonial mais igualit\u00e1ria.<a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftn15\">[15]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso dos homens, muitos que j\u00e1 tiveram experi\u00eancia de trabalho na cidade, normalmente s\u00e3o rejeitados como empregados nos projetos do agroneg\u00f3cio ou simplesmente por outros pequenos e m\u00e9dios agricultores. S\u00e3o considerados perigosos por sua lideran\u00e7a. A experi\u00eancia sindical e\/ou dos movimentos sociais na zona urbana os ajudou a \u201cabrir os olhos para seus direitos\u201d. Como se pode ver, a transi\u00e7\u00e3o rural-urbana comporta ambig\u00fcidade que devem ser estudadas caso a caso. \u201cNo fundo, a grande cidade se revela como a arena t\u00edpica onde se exprimem as contradi\u00e7\u00f5es e as possibilidades da liberdade que o indiv\u00edduo obteve no mundo moderno\u201d!<a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftn16\">[16]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5. Novo mundo, novas pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>a) Ambiguidade do universo urbano<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se entrarmos no mundo religioso, as ambig\u00fcidades s\u00e3o ainda mais marcantes. Enquanto no universo rural, especialmente brasileiro, a Igreja Cat\u00f3lica constitui uma esp\u00e9cie de \u201csupermercado\u201d onde a pessoa encontra tudo o que necessita em termos do sagrado, no universo urbano, multiplicam-se os \u201cbotecos\u201d de todos os g\u00eaneros e gostos. A marca do pluralismo religioso e cultural \u00e9 uma das caracter\u00edsticas mais significativas desse universo. Tanto a mosaico das express\u00f5es culturais quanto o mosaico da f\u00e9 se torna infinitivamente mais variado. Com isso, a f\u00e9 tende a deixar de ser uma <em>tradi\u00e7\u00e3o familiar<\/em> para converter-se em uma <em>escolha pessoal<\/em>. Religi\u00e3o deixa de ser heran\u00e7a e passa a ser um assunto eminentemente individual. N\u00e3o \u00e9 sem raz\u00e3o que em um n\u00famero crescente de fam\u00edlias podemos encontrar mais de uma op\u00e7\u00e3o religiosa. As tens\u00f5es e hostilidades nesse campo, como tamb\u00e9m o maior ou menor grau de proselitismo, s\u00e3o bem conhecidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, se no universo rural podemos classificar o crist\u00e3o-cat\u00f3lico de <em>fiel<\/em>, por uma participa\u00e7\u00e3o, tradicional, inquestion\u00e1vel e prolongada, no mundo urbano, o que temos \u00e9 muito mais um <em>consumidor<\/em>, que facilmente transita de uma \u201creligi\u00e3o\u201d a outra, sem qualquer tipo de escr\u00fapulo. Isso leva n\u00e3o poucos a criar sua pr\u00f3pria religi\u00e3o, uma esp\u00e9cie de colcha de retalhos, costurada bem ou mal com valores de uma e outra. \u00c9 o que alguns estudiosos chamam de \u201creligi\u00e3o de bricolagem\u201d ou \u201creligi\u00e3o do self-service\u201d, onde com um ingrediente das v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es religiosas, cada um faz o seu pr\u00f3prio card\u00e1pio religioso. Tamb\u00e9m h\u00e1 os que passam a interiorizar os valores religiosos, mesclando-os com outras atra\u00e7\u00f5es do mundo urbano, e criando uma esp\u00e9cie de f\u00e9 sem religi\u00e3o. \u201cAcredito em Deus, mas n\u00e3o quero saber de religi\u00e3o\u201d, numa atitude que simplesmente dispensa a intermedia\u00e7\u00e3o institucional. Amplia-se, com isso, o fen\u00f4meno da religi\u00e3o privatizada: um conjunto de princ\u00edpios que vale como uma esp\u00e9cie de referencial interior, mas sem conseq\u00fc\u00eancias para o posicionamento s\u00f3cio-pol\u00edtico ou eclesial.<a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftn17\">[17]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 tamb\u00e9m forte ambig\u00fcidade na autenticidade das express\u00f5es religiosas. No universo rural, as pessoas tendem a seguir as tradi\u00e7\u00f5es dos antepassados, mant\u00eam la\u00e7os prim\u00e1rios e duradouros, respeitando uma esp\u00e9cie de conveni\u00eancia social. Transgredir a tradi\u00e7\u00e3o \u00e9 expor-se \u00e0 cr\u00edtica social e a um severo controle da vizinhan\u00e7a. Visitar o padrinho por ocasi\u00e3o do Natal e receber dele um presente, por exemplo, \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o intoc\u00e1vel, entre tantas outras. J\u00e1 no universo urbano, as rela\u00e7\u00f5es tendem a costurar la\u00e7os mais livres, aut\u00eanticos e verdadeiros. As pessoas costumam visitar-se e desenvolver novas formas de amizade. Se \u00e9 verdade que a solidariedade parece mais coesa no campo e fr\u00e1gil na cidade, tamb\u00e9m \u00e9 verdade que por tr\u00e1s dessa avalia\u00e7\u00e3o podem esconder-se conveni\u00eancias tradicionais de depend\u00eancia pessoal, \u00e0s vezes inquestion\u00e1veis, ou hipocrisias t\u00e1citas e inconfessadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No campo das pr\u00e1ticas s\u00f3cio-pastorais, conv\u00e9m alertar para o risco do saudosismo, segundo o qual o mundo rural seria uma esp\u00e9cie de \u201cpara\u00edso perdido\u201d, ao passo que o mundo urbano representaria o lugar do pecado, da perdi\u00e7\u00e3o e da viol\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil justificar na B\u00edblia, especialmente no Antigo Testamento, como veremos adiante, como a cidade muitas vezes aparece como a morada do pecado. Na verdade, ambos os universos desenvolvem pr\u00e1ticas solid\u00e1rias. A diferen\u00e7a \u00e9 que, enquanto no mundo rural elas passam em geral pelas institui\u00e7\u00f5es religiosas e tradicionais, no mundo urbano elas tendem a ser mais livres, aut\u00f4nomas, plurais e tamb\u00e9m mais aut\u00eanticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das caracter\u00edsticas mais evidentes da passagem do mundo rural ao mundo urbano se traduz por uma dessacraliza\u00e7\u00e3o da vida material. De fato, no universo rural a materialidade da vida encontra-se como que encoberta por um v\u00e9u: Deus providencia a \u00e1gua, as frutas, as plantas, o leite, os legumes, uma galinha, um porquinho&#8230; Embora a fam\u00edlia seja em geral numerosa, os filhos se criam de forma aparentemente m\u00e1gica, como os bichinhos. Sempre h\u00e1 manga, caju, coalhada, mandioca, queijo, etc. Um v\u00e9u sagrado cobre a prem\u00eancia das necessidades b\u00e1sicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mundo urbano, esse v\u00e9u se rasga. Tudo tem custa dinheiro. As coisas n\u00e3o mais se encontram na natureza ou no campo. Chegam da feira, da padaria, do a\u00e7ougue, do mercado&#8230; e t\u00eam pre\u00e7o. Deus n\u00e3o mais prov\u00ea as necessidades materiais da vida. E preciso ter emprego fixo e um sal\u00e1rio para dar conta da sobreviv\u00eancia. Isso mexe com o poder dentro da fam\u00edlia. O pai\/av\u00f4, que no mundo rural \u00e9 o patriarca inquestion\u00e1vel do cl\u00e3 familiar, pode perder o posto para o filho (ou a filha) mais velho. Ou para aquele que ganha mais. Os valores da hierarquia tradicional s\u00e3o substitu\u00eddos pela maior ou menor capacidade de trazer dinheiro para casa. O dinheiro \u00e9 a fonte do poder, o que n\u00e3o raro desloca os anci\u00e3os para o escanteio e causa traumas profundos em suas vidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3. Na medida em que a materialidade da vida se escancara, fica exposta a natureza dos ganhos e perdas. Se, por um lado, tudo isso estava encoberto por um v\u00e9u sagrado no universo rural, por outro, uma concep\u00e7\u00e3o equivocada do Deus provid\u00eancia mantinha a f\u00e9 tradicional do catolicismo popular brasileiro. Semelhante caricatura do Deus provid\u00eancia desmorona com a nudez da vida material. Deus n\u00e3o d\u00e1 nada, nada prov\u00ea, abandona o homem \u00e0 pr\u00f3pria sorte. Temos de garantir tudo atrav\u00e9s do dinheiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pseudo Deus provid\u00eancia \u2013 que nada tem a ver com a espiritualidade e a teologia da provid\u00eancia divina \u2013 morre e deixa um tremendo vazio. Em seu lugar surge o Deus desconhecido e silencioso de uma f\u00e9 madura. O problema \u00e9 que a imensa maioria dos migrantes, ou das pessoas que fazem a transi\u00e7\u00e3o do mundo rural para o mundo urbano, n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de superar essa caricatura do Deus provid\u00eancia pelo Deus verdadeiro, que \u00e9 sempre oculto e desconhecido. Da\u00ed o desespero! Da\u00ed a procura ansiosa de um novo \u201cDeus provid\u00eancia\u201d que possa garantir respostas imediatas para os problemas imediatos. Onde est\u00e1 Ele? Muitas vezes no pentecostalismo, cat\u00f3lico ou n\u00e3o, nos movimentos espiritualizantes, numa f\u00e9 intimista e interiorizada, e assim por diante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui est\u00e1 um passo dif\u00edcil. Em desespero, as pessoas se agarram \u00e0 primeira t\u00e1bua de salva\u00e7\u00e3o que aparece. \u00c9 dif\u00edcil verificar que Deus \u00e9 fiel n\u00e3o porque nos tira do \u201cfundo do po\u00e7o\u201d, mas porque nos deixa a\u00ed para que possamos reunir for\u00e7as e rela\u00e7\u00f5es amig\u00e1veis para a liberta\u00e7\u00e3o; Deus \u00e9 fiel n\u00e3o porque coloca tapete \u00e0 nossa frente para que n\u00e3o nos machuquemos, mas porque nos deixa caminhar livremente; Deus \u00e9 fiel porque respeita at\u00e9 as \u00faltimas consequ\u00eancias o dom da liberdade humana. Da\u00ed o sil\u00eancio de Deus. Como diz o te\u00f3logo Bruno Forte, o sil\u00eancio de Deus \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o da liberdade humana. Mas isso exige uma f\u00e9 adulta e robusta, para a qual nem todos est\u00e3o preparados, e muito menos os migrantes rec\u00e9m-chegados do mundo rural<a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftn18\">[18]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>b) Novos la\u00e7os, novas redes<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mais importante \u00e9 dar-se conta que a metr\u00f3pole, por mais fragment\u00e1ria que seja, tamb\u00e9m cria, rompe e recria la\u00e7os de amizade, de vizinhan\u00e7a e de solidariedade. Multid\u00e3o, solid\u00e3o e aproxima\u00e7\u00e3o convivem lado a lado. Se, no mundo rural, determinadas pr\u00e1ticas solid\u00e1rias fazem parte de um imagin\u00e1rio j\u00e1 bastante consolidado, no mundo urbano elas devem ser costuradas \u2013 feitas, desfeitas e refeitas \u2013 a partir do zero, ou no m\u00e1ximo a partir de rela\u00e7\u00f5es de parentesco que ainda sobrevivem ao golpe da transi\u00e7\u00e3o. Pouco a pouco, a f\u00e9 cresce n\u00e3o no sentido de uma visibilidade de um deus milagreiro, disposto a resolver problemas individuais, mas na manifesta\u00e7\u00e3o do Deus verdadeiro atrav\u00e9s das a\u00e7\u00f5es humanas na hist\u00f3ria. Deus se revela na a\u00e7\u00e3o humana de Jesus de Nazar\u00e9 e se revela nos gestos e pr\u00e1ticas solid\u00e1rias de cada pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mundo urbano, em sua ambiguidade, pode levar \u00e0 perda total das refer\u00eancias religiosas, mas pode tamb\u00e9m superar uma f\u00e9 ing\u00eanua e \u00e0s vezes infantilizada no mundo rural. No processo dessa supera\u00e7\u00e3o, sempre lento, dif\u00edcil e laborioso, damo-nos conta de que a ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o modifica nossos problemas, e sim nossa maneira de encar\u00e1-los. Ou ent\u00e3o, Deus n\u00e3o desata magicamente os n\u00f3s e contradi\u00e7\u00f5es de nossa vida, mas a nova f\u00e9 confere igualmente uma nova vis\u00e3o sobre as d\u00favidas e interroga\u00e7\u00f5es humanas. Longe de ser o lugar do pecado e da perdi\u00e7\u00e3o, a cidade abre perspectivas novas para o amadurecimento da f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um olhar ao Novo Testamento \u2013 Atos dos Ap\u00f3stolos, Apocalipse e cartas de Paulo, por exemplo \u2013 bastar\u00e1 para darmo-nos conta de como a cidade \u00e9 reabilitada. O pr\u00f3prio Jesus chora sobre Jerusal\u00e9m, vendo dispersos os seus filhos e prevendo sua destrui\u00e7\u00e3o. No cap\u00edtulo 21 do Apocalipse, Deus faz da cidade a sua tenda, ou seja, Deus assume e reveste de divindade a obra humana por excel\u00eancia. O conjunto das cartas de Paulo, por sua vez, revela um ap\u00f3stolo eminentemente urbano. Suas viagens seguem as rotas do com\u00e9rcio e das cidades portu\u00e1rias da \u00e9poca: Tarso, Antioquia, Cor\u00edntio, Tessal\u00f4nica, Gal\u00e1cia, \u00c9feso, Atenas, Filipos, Roma, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais do que um te\u00f3logo, o que tamb\u00e9m o \u00e9 em profundidade, Paulo se revela um homem preocupado em costurar rela\u00e7\u00f5es novas no universo das cidades antigas. Nelas cria tamb\u00e9m n\u00facleos de conviv\u00eancia a partir da institui\u00e7\u00e3o casa\/fam\u00edlia (<em>oikos<\/em>), na verdade os embri\u00f5es das futuras comunidades. Com elas mant\u00e9m intensa correspond\u00eancia, no sentido de renovar as pr\u00e1ticas solid\u00e1rias ditadas pela \u00e9tica evang\u00e9lica. Em suas cartas \u00e9 impressionante o n\u00famero de pessoas que s\u00e3o citadas pelo nome, a quem ele envia sauda\u00e7\u00f5es; ou ent\u00e3o o n\u00famero de fam\u00edlias a quem ele agradece a hospedagem, a acolhida. Vale a pena ler as cartas de Paulo surpreendendo-o n\u00e3o tanto como grande te\u00f3logo, mas como um amigo fraterno, com os olhos rasos de \u00e1gua, relembrando as pessoas a quem ama, falando de saudades, de encontros e reencontros. Suas viagens e suas mensagens fazem parte de uma nova pr\u00e1tica solid\u00e1ria num mundo plural, aberto ao com\u00e9rcio, urbano e de variados interesses<a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftn19\">[19]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vale o mesmo para a Primeira Carta de Pedro. Tamb\u00e9m neste caso o ap\u00f3stolo, escrevendo aos \u201cestrangeiros da dispers\u00e3o do Ponto, da Gal\u00e1cia e da Capad\u00f3cia\u201d, insiste em que a uni\u00e3o entre eles dever\u00e1 ser a \u201cCasa de Deus\u201d. Hostilizados e perseguidos por serem ao mesmo tempo estrangeiros e crist\u00e3os, Pedro os exorta a se manterem firmes na comunidade, fazendo desta a sua casa\/fam\u00edla (oikos)<a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftn20\">[20]<\/a>. \u201cEstudando as origens sociais do cristianismo primitivo, Ekkehard W. Stegemam e Wolfgang Stegemam chamam a aten\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia da institui\u00e7\u00e3o casa\/fam\u00edlia no nascimento e consolida\u00e7\u00e3o das comunidades crist\u00e3s. Seus coment\u00e1rios referem-se ao contexto social dos Atos dos Ap\u00f3stolos e das cartas paulinas, mas, guardadas as diferen\u00e7as, podem estender-se para o universo das cartas de Pedro\u201d<a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftn21\">[21]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dizem literalmente os autores citados: \u201c\u00e0s met\u00e1foras da casa e da fam\u00edlia correspondem tamb\u00e9m as exorta\u00e7\u00f5es \u00e9ticas do amor ao pr\u00f3ximo e do amor fraterno. Estas inspiram-se, a seu modo, em antigas normas de reciprocidade, em que o amor fraterno representa um comportamento solid\u00e1rio no seio da fam\u00edlia nuclear ou da parentela, e o amor ao pr\u00f3ximo a reciprocidade equilibrada entre vizinhos e amigos&#8230; Tamb\u00e9m a hospitalidade \u00e9 uma forma de solidariedade no contexto da reciprocidade equilibrada\u201d. E mais: \u201cos que acreditavam em Cristo, comprometidos com a miss\u00e3o, encontravam nas casas dos companheiros de f\u00e9 hospitalidade e, em caso necess\u00e1rio, tamb\u00e9m apoio econ\u00f4mico. As rela\u00e7\u00f5es sociais entre os mesmos inspiravam-se na antiga solidariedade de vizinhan\u00e7a e de fam\u00edlia. Assim, podemos afirmar com tranq\u00fcilidade que as comunidades crist\u00e3s, para a concep\u00e7\u00e3o que tinham de si mesmas e de suas rela\u00e7\u00f5es sociais, inspiravam-se no modelo da casa antiga ou no n\u00facleo familiar\u201d<a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftn22\">[22]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conv\u00e9m, ainda, retornar \u00e0s palavras do Papa Paulo VI, no come\u00e7o da d\u00e9cada de 1970: \u201cConstruir a cidade, lugar de exist\u00eancia dos homens e das suas comunidades ampliadas, criar novos modos de vizinhan\u00e7a e de rela\u00e7\u00f5es, descortinar uma aplica\u00e7\u00e3o original da justi\u00e7a social, assumir, enfim, o encargo deste futuro coletivo que se prenuncia dif\u00edcil \u00e9 uma tarefa em que os crist\u00e3os devem participar. A esses homens amontoados numa promiscuidade urbana que se torna intoler\u00e1vel \u00e9 necess\u00e1rio levar uma mensagem de esperan\u00e7a, mediante uma fraternidade vivida e uma justi\u00e7a concreta\u201d<a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftn23\">[23]<\/a>. Ou lembrar a ora\u00e7\u00e3o de Santo Domingo, citada por Lib\u00e2nio: \u201cAjuda-nos a trabalhar por uma evangeliza\u00e7\u00e3o inculturada que penetre os ambientes de nossas cidades\u201d<a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftn24\">[24]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>6. O v\u00ednculo com a institui\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra caracter\u00edstica que diferencia o universo rural e o universo urbano \u00e9 o tipo de v\u00ednculo que se estabelece com a institui\u00e7\u00e3o religiosa cat\u00f3lica. No primeiro caso, o <em>fiel<\/em>, como o conceito indica, mant\u00e9m uma participa\u00e7\u00e3o mais ou menos ass\u00eddua, permanente. Preocupa-se com a caminhada da sua capela, comunidade, par\u00f3quia ou diocese. Tende a marcar presen\u00e7a regular nas festas da Igreja e acompanha o calend\u00e1rio religioso cat\u00f3lico. No mundo urbano, tudo isso vai mudando de uma gera\u00e7\u00e3o a outra. A primeira gera\u00e7\u00e3o de migrantes ainda se preocupa em formar a comunidade, construir o templo, preparar a quermesse, constituir as CEB\u2019s e os grupos tradicionais de ora\u00e7\u00e3o e de trabalho, como participar do Apostolado da Ora\u00e7\u00e3o, dos Vicentinos, e assim por diante. Basta retroceder aos anos 60 e 70 na periferia de S\u00e3o Paulo, por exemplo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 a segunda gera\u00e7\u00e3o, embora ainda ligada \u00e0 comunidade local, come\u00e7a a criar v\u00f4os mais largos, pouco a pouco vai se desvinculando de compromissos regulares com a pr\u00f3pria comunidade ou par\u00f3quia, passa a estabelecer la\u00e7os mais amplos e menos vinculantes. Nascem, por exemplo, os grupos de m\u00fasica mistos, festivais inter-comunit\u00e1rios, os contatos entre grupos de jovens que extrapolam os limites geogr\u00e1ficos da par\u00f3quia. Esta come\u00e7a a revelar-se estreita para a vis\u00e3o aberta da mentalidade urbana. Al\u00e9m do mais, as \u201cluzes da cidade\u201d oferecem espet\u00e1culos muitos mais atraentes e fascinantes, mesmo de um ponto de vista religioso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto \u00e0 terceira gera\u00e7\u00e3o, entra de cheio nos chamados movimentos religiosos, quando n\u00e3o pula para as v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es pentecostais, inclusive a de natureza cat\u00f3lica. \u201cO sopro do esp\u00edrito\u201d cria as mais diferentes formas de viver a pr\u00f3pria f\u00e9. Com a facilidade dos meios de comunica\u00e7\u00e3o e de transporte, estabelecem-se grupos comunit\u00e1rios por afinidade ou por interesse, seja este interesse de ordem material, emocional, religioso, ps\u00edquico, de amizade ou de qualquer outra natureza. O dinamismo de uma f\u00e9 viva e revigorada e os encontros e reencontros desvinculados do calend\u00e1rio lit\u00fargico desconhecem completamente as circunscri\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas da par\u00f3quia ou diocese. \u00c9 como se um vinho novo rompesse com o estreitismo jur\u00eddico e can\u00f4nico de uma Igreja cujas estruturas se relevam obsoletas e anacr\u00f4nica para a agilidade e a fluidez do mundo urbano. Citando novamente Olivier Mongin, aqui os <em>fluxos<\/em> rompem definitivamente com os <em>lugares<a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftn25\"><strong>[25]<\/strong><\/a><\/em>. Criam-se esp\u00e9cie de comunidades eventuais, moment\u00e2neas, ef\u00eameras, e virtuais, sem maiores compromissos reais de continuidade. O carro, o telefone e a Internet \u2013 como meios de r\u00e1pida comunica\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia \u2013 a facilitam essa nova forma de vivenciar a f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vincula\u00e7\u00e3o \u00e0 Igreja passa muito menos por uma fidelidade de perten\u00e7a \u00e0 comunidade, par\u00f3quia ou diocese, do que pela procura de interesses e motiva\u00e7\u00f5es particulares. Utilizando uma linguagem comercial, as pessoas buscam produtos bem precisos e para fins imediatos e instant\u00e2neos. Talvez esse seja um dos motivos, entre tantos outros, para a chamada \u201ccrise das CEB\u2019s\u201d, t\u00e3o vivas nos anos 70, pois as mesmas continuam fortemente vinculadas a um territ\u00f3rio, uma par\u00f3quia. J\u00e1 as Pastorais Sociais e Movimentos Religiosos, proliferaram nos anos 80, uma vez que se desenvolvem e operam \u00e0 margem ou acima das circunscri\u00e7\u00f5es eclesi\u00e1sticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ali\u00e1s, numa metr\u00f3pole como S\u00e3o Paulo ( e nas demais capitais brasileiras) h\u00e1 pessoas que residem numa diocese, trabalham numa segunda diocese e, nos fins-de-semana, visitam os parentes e amigos numa terceira diocese. Essas pessoas, se cat\u00f3licas, ter\u00e3o dificuldades quanto ao acesso aos sacramentos, devido \u00e0s exig\u00eancias de ordem, burocr\u00e1tica, can\u00f4nica e jur\u00eddica. Entre os tantos obst\u00e1culos do dia-a-dia, poder\u00e3o encontrar na Igreja mais uma porta fechada. De resto, nesta imensa mancha urbana, quem conhece os limites de sua par\u00f3quia ou diocese? Da\u00ed a necessidade de uma adapta\u00e7\u00e3o das estruturas eclesiais \u00e0 din\u00e2mica e fluidez do universo urbano!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ritmo da vida urbana e sua linguagem exigem outros tipos urgentes de adapta\u00e7\u00e3o. A metr\u00f3pole \u00e9 um organismo vivo e vibrante. Luzes e sons, cores e imagens jamais a deixam dormir. Determinadas Igrejas Pentecostais j\u00e1 descobriram isso e mant\u00eam alguns tempos abertos dia e noite. Al\u00e9m disso, \u00e9 sabido que, de um ponto de vista da acolhida, est\u00e3o muito mais abertas ao grito que as pessoas trazem preso na garganta. Como acolher esse grito na Igreja Cat\u00f3lica sem encher a pessoa de perguntas!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto \u00e0 linguagem, nossas atividades e mensagens insistem em privilegiar a mensagem verbalizada, quando o mundo urbano se comunica com imagens, c\u00f3digos e s\u00edmbolos. O teatro, a dan\u00e7a, a poesia t\u00eam pouca aceita\u00e7\u00e3o na liturgia e na pastoral. Neste campo da linguagem, n\u00e3o basta passar o microfone ao povo. Mesmo que o microfone n\u00e3o seja monop\u00f3lio dos \u201cagentes e lideran\u00e7as\u201d, isso chega a criar situa\u00e7\u00f5es altamente constrangedoras. O importante aqui \u00e9 abrir espa\u00e7o para outros de tipos de comunica\u00e7\u00e3o popular, \u00e0s vezes mais ricos coreograficamente que nossos sonolentos serm\u00f5es ou avisos ao final da missa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Conclus\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao final dessas considera\u00e7\u00f5es, absolutamente provis\u00f3rias e carentes de melhor averigua\u00e7\u00e3o, cabem algumas perguntas de ordem teol\u00f3gica. A primeira pode ser o desafio, cada vez mais premente, de olhar para o meio urbano como um lugar eminentemente teol\u00f3gico. \u201cDeus mora nesta cidade\u201d (Sl 47,9), mas principalmente, o rosto e a voz de Deus se fazem presente neste universo cultural que se complexifica a cada dia. O poema de Isa\u00edas (Is 65, 17ss) e o cap\u00edtulo 21 do Apocalipse poderiam orientar essa descoberta de que \u201cesta \u00e9 a tenda de Deus com os homens, Ele vai morar com eles\u201d (Ap 21,3). Se \u00e9 verdade que a cidade \u00e9 a maior de entre as obras humanas, Deus assume e santifica a hist\u00f3ria universal vindo morar nela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra pergunta: como sentir a voz de Deus num universo marcado por um espet\u00e1culo de luzes, sons e imagens, t\u00e3o movimentado e ruidoso? A experi\u00eancia de Jesus aqui pode ser nosso farol: foi descendo aos \u201cinfernos do sofrimento humano\u201d e chorando sobre Jerusal\u00e9m, quem sabe tocado pela mis\u00e9ria de seus s\u00f3rdidos por\u00f5es, que Jesus descobre a imensa miseric\u00f3rdia do Pai. O mundo urbano acumula luzes e sombras. Estas sombras, feitas de dores e viol\u00eancia, receberam do olhar de Jesus um brilho que pode transform\u00e1-las de forma definitiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m n\u00e3o seria ocioso confrontar a concep\u00e7\u00e3o de cidade no Antigo Testamento e no Novo Testamento. Na antiga alian\u00e7a, apesar dos poemas \u00e0 Nova Jerusal\u00e9m e Si\u00e3o, nos deparamos no cap\u00edtulo 11 ou 18 do Livro do G\u00eanesis, respectivamente, com a divis\u00e3o no caso de Babel e a devassid\u00e3o no caso de Sodoma e Gomorra. Ou ainda a N\u00ednive idolatra e pag\u00e3 do Livro de Jonas. Tudo isso contrasta com a cidade amada e chorada por Jesus, glorificada no Livro do Apocalipse e laboriosamente visitada e evangelizada pelas viagens do ap\u00f3stolo Paulo.<a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftn26\">[26]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, como vimos, o universo urbano \u00e9 fortemente marcado pelo pluralismo cultural e religioso. Em meio a uma profus\u00e3o de deuses, express\u00f5es religiosas e buscas sinceras, como descobrir o rosto do Deus Verdadeiro? Talvez nos possa ajudar, uma vez mais, a figura do ap\u00f3stolo Paulo, no epis\u00f3dio do Are\u00f3pago, na cidade de Atenas (At 17,1634). Ali Paulo, ao mesmo tempo que reconhece os deuses gregos, proclama sua f\u00e9 no Deus Desconhecido. Vemos a\u00ed, simultaneamente, o respeito \u00e0 cultura alheia, e a firmeza na pr\u00f3pria cren\u00e7a. Abertura dial\u00f3gica e confiss\u00e3o de f\u00e9 em Jesus Cristo constituem duas faces da mesma moeda. Quanto mais o crist\u00e3o aprofunda o conhecimento de suas origens, mais poder\u00e1 abrir-se ao outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa Jo\u00e3o Paulo II referia-se aos tempos modernos ou p\u00f3s-modernos, marcadamente urbanos, como de um imenso are\u00f3pago. Nele o Deus verdadeiro \u00e9 sempre desconhecido, ao mesmo tempo revela e esconde sua face. Deuses demasiadamente conhecidos s\u00e3o deuses manipul\u00e1veis, feitos \u00e0 nossa imagem e semelhan\u00e7a. Como identificar os tra\u00e7os de um Deus que acompanha seu povo na hist\u00f3ria, mas, ao mesmo tempo, preserva at\u00e9 as \u00faltimas conseq\u00fc\u00eancias a liberdade de cada pessoa e de cada grupo humano?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>SEMIN\u00c1RIO SOBRE PASTORAL URBANA <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bibliografia:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">AMADO, Joel Potella.<strong> <\/strong><em>Algumas observa\u00e7\u00f5es a respeito da pastoral urbana<\/em>, extra\u00eddo da Internet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANTONIAZZI, Alberto, CALIMAN, Cleto. <em>A presen\u00e7a da Igreja na cidade<\/em>, Petr\u00f3polis \u2013 RJ, 1994.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ARENDT, Hannah. A Polis e a Fam\u00edlia, in: <em>A Condi\u00e7\u00e3o Humana<\/em>, Editora Forense Universit\u00e1ria, Rio de Janeiro, 1991, pgs. 37-47.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ARRIHHI, Giovanni. <em>Il Lungo XX S\u00e9culo<\/em> \u2013 Denaro, potere e l\u00ea origini Del nostro tempo, Grupo editoriale il Saggiatore, Milano, It\u00e1lia, 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BACHELARD, Gaston. A Po\u00e9tica do Espa\u00e7o, Livraria Martins Fontes Editora, S\u00e3o Paulo 1996.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BARROS, Jos\u00e9 D\u2019Assun\u00e7\u00e3o. <em>Cidade e Hist\u00f3ria<\/em>, Editora Vozes, Petr\u00f3polis \u2013 RJ, 2007<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BATISTA, Paulo Agostinho Nogueira (org). <em>O Sagrado e o Urbano<\/em>, diversidades, manifesta\u00e7\u00f5es e an\u00e1lises,Edi\u00e7\u00f5es Paulinas, S\u00e3o Paulo-SP, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BRAUDEL, Fernand. A cidade, in: <em>Civiliza\u00e7\u00e3o material, economia e capitalismo, s\u00e9culos XV-XVIII<\/em>, Vol. 1: As Estruturas do Cotidiano, Ed. Martins Fontes, S\u00e3o Paulo, 1977, p\u00e1g. 439-514.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BLOCH, Marc. Vil\u00f5es e Burgueses, in: <em>A Sociedade Feudal<\/em>, Edi\u00e7\u00f5es 70, Lisboa, Portugal, 1998.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BOURDIEU, Pierre et al., Travel et travailleurs em Alg\u00e9rie, Paris, Mouton &amp; Co, 1963, p. 266.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CASTELLS, Manuel. <em>A Quest\u00e3o Urbana<\/em>, Editora Paz e Terra, S\u00e3o Paulo, 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CASTELLS, Maneul. <em>A Sociedade em Rede<\/em>, In: A era da Informa\u00e7\u00e3o: economia, sociedade e cultura, Vol. 1, Editora Paz e Terra S.A., S\u00e3o Paulo 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CERDA. I. Teoria General de la  Urbanizaci\u00f3n, reed. Madrid, Espa\u00f1a, 1969.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CHOAY, Fran\u00e7oise. <em>O Urbanismo<\/em>. Editora Perspectiva, 6\u00aa edi\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Paulo-SP, 2007.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COMBLIN, J. <em>Pastoral Urbana: o dinamismo na evangeliza\u00e7\u00e3o<\/em>, Editora Vozes, 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o, Petr\u00f3polis-RJ, 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">_______ <em>Os desafios da cidade no s\u00e9culo XXI<\/em>. S\u00e3o Paulo, Paulus, 2002 (Temas de Atualidade).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">_______ <em>Viver na cidade: pistas para a pastoral urbana<\/em>. S\u00e3o Paulus, Paulus, 1996 (Temas de atualidade).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">_______\u00a0 <em>Teologia da Cidade<\/em>, Edi\u00e7\u00f5es Paulinas, S\u00e3o Paulo-SP, 1991<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COULANGES, Fustel. <em>A Cidade Antiga<\/em>, Editora Martin Claret, S\u00e3o Paulo, 2001.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COX, Harvey. <em>A cidade e o homem<\/em>, Ed. Paz e Terra, Rio de Janeiro, 1971<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DEBORD, Guy. <em>La Soci\u00e9t\u00e9 du Spectacle<\/em>. Editions Gallimard, Paris, 1992.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DELEUZE, Gilles &amp; GUATTARI, F\u00e9lix. 1837 Sul Ritornello, In: <em>Mille Piani \u2013 Capitalismo e schizofrenia<\/em>, Alberto Castelvecchi Editore srl, Roma. It\u00e1lia, 2006, pgs. 458-516.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DELLE DONNE, Marcella. <em>Teorias sobre a cidade<\/em>, Ed. Martins Fontes, S\u00e3o Paulo, 1990<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DICKENS, P. <em>Sociologia Urbana<\/em>, Il Mulino, Bologna, It\u00e1lia, 1992.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ENGELS, Friedrich. <em>La questione delle abitazioni<\/em>, Roma, 1950<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GOFF, Jacques Le, in George Duby (org.),<em> Histoire de la France Urbaine<\/em>, tomo 2: La Ville  M\u00e9dia\u00e9vale, Par\u00eds, Ed. Seuil, 1980, pg. 382.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">HANNERZ, Ulf. <em>Esplorare la Citt\u00e0 \u2013 Antropologia della Vita Urbana<\/em>, Societ\u00e0 Editrice il mulino, Bologna, It\u00e1lia,1992.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">HARDT, Michael &amp; NEGRI, Antonio. La riqueza de los pobres, In: <em>Multitud \u2013 Guerra y democracia en la era del Imperio<\/em>, Referencias\/Debate, Bs As, Argentina, 2004, pgs. 160-170.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">HARVEY, David. <em>Condi\u00e7\u00e3o P\u00f3s-moderna<\/em>, Edi\u00e7\u00f5es Loyola, S\u00e3o Paulo, 1992.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">HOBSBAWM, Eric J. A cidade, a ind\u00fastria, a classe trabalhadora, In: <em>A Era do Capital 1848-1875<\/em>, Editora Paz e Terra, 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o, Rio de Janeiro, Brasil, 1979, pgs. 221-240.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">HOFFMANN, Arzembro. <em>A cidade na Miss\u00e3o de Deus<\/em>, Editora Sinodal, S\u00e3o Leopoldo-RS, 2007<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">HOLANDA, S\u00e9rgio Buarque de. O Semeador e o Ladrilhador, In: <em>Ra\u00edzes do Brasil<\/em>, Companhia das Letras, S\u00e3o Paulo, 1999, pgs. 93-137.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">HUBERMAN, Leo. Rumo \u00e0 Cidade, In: <em>Hist\u00f3ria da Riqueza do Homem<\/em>, Zahar Editores, Rio de Janeiro, 1973, pgs. 35-44.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">INP\/CNBB. <em>Pastoral Urbana: Categorias de An\u00e1lise e Interpreta\u00e7\u00f5es Pastorais<\/em>, Edi\u00e7\u00f5es CNBB, Bras\u00edlia-DF, 2010<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LANDES. David S. <em>Prometeo Liberato<\/em> \u2013 La rovoluzione industriale in Europa dal 1750 ai giorni nostril, Piccola Bibliteca Enaudi, 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LEFEBVRE, Henri. <em>A Cidade do Capital<\/em>, DP&amp;A Editora, Rio de Janeiro, 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">__________\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <em>La Production de L\u2019espace<\/em>, Paris, 1974<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LIB\u00c2NIO, J. B. <em>As l\u00f3gicas da cidade: o impacto sobre a f\u00e9 e sob o impacto da f\u00e9<\/em>. S\u00e3o Paulo, Edi\u00e7\u00f5es Loyola, 2001.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LYOTARD, Jean-Fran\u00e7ois. <em>A Condi\u00e7\u00e3o P\u00f3s-Modrna<\/em>, Jos\u00e9 Olympio Editora, 7\u00aa edi\u00e7\u00e3o, Rio de Janeiro, 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MARTUCCELLI, Danilo. <em>L\u2019\u00e9cole de Chicago, la condition humaine dans la ville moderne<\/em>, in: Sociologies de la modernit\u00e9, \u00c9ditions Gallimard, Paris, 1999, p. 406-436.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MARX, Karl &amp; ENGELS, Friedrich. <em>A ideologia alem\u00e3<\/em>, Ed. Martins Fontes, S\u00e3o Paulo, 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MEEKS, Wayne A. <em>Os primeiros crist\u00e3os urbanos<\/em>, S\u00e3o Paulo, Paulus, 1992.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MONGIN, Oliver. <em>La condici\u00f3n Urbana \u2013 La ciudad a la <\/em><em>hora de la Mundializaci\u00f3n<\/em>, Editorial Paid\u00f3s SAICF, Buenos Aires, Argentina, 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MUMFORD, Lewis. <em>A Cidade na Hist\u00f3ria<\/em>, suas origens, transforma\u00e7\u00f5es e perspectivas, Livraria Martins Fontes Editora, S\u00e3o Paulo-SP, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MUSIL, JIRIL. <em>Sociologia della Citt\u00e0<\/em>, Mil\u00e3o, 1970<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">NASCIMENTO, Dorval do &amp; BITENCOURT, Jo\u00e3o Batista (org.). Dimens\u00f5es do Urbano, Ed, Argos. Chapec\u00f3, Santa Catarina, Brasil, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PESSOA, Fernando. <em>Lisboa<\/em>. Barcelona, Lunwerg, 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Revista Estudos B\u00edblicos, n\u00ba 103, Editora Vozes, 2009\/3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RIESMAN, David. O ajustado, a an\u00f4mico, o aut\u00f4nomo, In: <em>A Multid\u00e3o Solit\u00e1ria<\/em>, Editora Perspectiva, S\u00e3o Paulo, 1961, pgs. 310-320.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RIESMAN, L. <em>The Urban Process<\/em>, Fire Press, Gleoncoe, 1964<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SAVIANO, Brigitte. <em>Pastoral nas megas cidades: desafios para a Igreja na Am\u00e9rica Latina<\/em>, S\u00e3o Paulo, Edi\u00e7\u00f5es Loyola, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SCHWANTES, Milton. Si\u00e3o e Jerusal\u00e9m, In: <em>Sofrimento e Esperan\u00e7a no Ex\u00edlio<\/em> \u2013 Hist\u00f3ria e teologia do Povo de Deus no s\u00e9culo VI a.C., Editora Oikos Ltda, S\u00e3o Leopoldo-RS, 2007, pgs. 100-102.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SOARES, Afonso Maria Ligorio &amp; PASSOS, Jo\u00e3o D\u00e9cio (orgs). <em>A F\u00e9 na Metr\u00f3pole<\/em>, desafios e olhares m\u00faltiplos, Edi\u00e7\u00f5es Paulinas, S\u00e3o Paulo-SP, 2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">WEBER, Max. <em>La Citt\u00e0<\/em>, In: <em>Economia e Societ\u00e1<\/em>, Edicioze de Comunit\u00e0, Milano, It\u00e1lia, 1968.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr size=\"1\" \/>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftnref1\">[1]<\/a> BRUDEL, Fernad. <em>Civiliza\u00e7\u00e3o Material, Economia e Capitalismo, s\u00e9culos XV-XVIII<\/em>, 3 volumes, Ed. Martins Fontes, S\u00e3o Paulo, 2005;\u00a0 GAY, Peter. <em>A Experi\u00eancia Burguesa, da rainha Vit\u00f3ria a Freud<\/em>, 5 volumes, Ed. Companhia das Letras, S\u00e3o Paulo, 2001; HOBSBAWN, Eric. <em>A era das revolu\u00e7\u00f5es, A era do capital, a Era dos Imp\u00e9rios<\/em>, 3 volumes, Ed. Paz e Terra, S\u00e3o Paulo, 1979.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftnref2\">[2]<\/a> CAM\u00d5ES, Luiz Vaz. <em>Os Lus\u00edadas.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftnref3\">[3]<\/a> CASTELLS, Manuel. <em>A Quest\u00e3o Urbana<\/em>, Editora Paz e Terra, S\u00e3o Paulo, Brasil, 2000, pg. 126.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftnref4\">[4]<\/a> HANNERZ, Ulf.<em> Esplorare la citt\u00e0<\/em>. Antropologia della vita urbana, Societ\u00e1 Editrice il Mulino, Bologna, It\u00e1lia, 1992, pg. 84.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftnref5\">[5]<\/a> Conc\u00edlio Vaticano II, <em>Gaudium Et Epes<\/em>, n\u00ba 6<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftnref6\">[6]<\/a> ARA\u00daJO, Dom Serafim Cardeal Fernandes. In: <em>Pastoral das Megacidades<\/em> \u2013 Um desafio para a Igreja da Am\u00e9rica Latina, Edi\u00e7\u00f5es Loyola, S\u00e3o Paulo, Brasil, 2008, pg. 14 (Apresenta\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftnref7\">[7]<\/a> SAVIANO, Brigitte. <em>Pastoral nas Megacidades<\/em> \u2013 Um desafio para a Igreja da Am\u00e9rica Latina, Edi\u00e7\u00f5es Loyola, S\u00e3o Paulo, Brasil, 2008, pg. 22.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftnref8\">[8]<\/a> MONGIN, Olivier. <em>La  Condici\u00f3n Urbana<\/em> \u2013 La ciudad em la hora de la mundializaci\u00f3n, Editorial Paid\u00f3s SAICF, Buenos Aires, Argentina, 2006, contracapa.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftnref9\">[9]<\/a> Palestra em uma assembl\u00e9ia arquidiocesana, em 1988.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftnref10\">[10]<\/a> Express\u00e3o utilizada pela Enc\u00edclica <em>Rerum Novarum<\/em>, de Le\u00e3o XIII, publicada em 1891<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftnref11\">[11]<\/a> HOBSBAWM, Eric J. A Era do Capital 1848-1875, Editora Paz e Terra, 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o, Rio de Janeiro, Brasil, 1979, pg. 224.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftnref12\">[12]<\/a> Chamado \u201cCorti\u00e7o da Rua do Carmo\u201d, ao lado da Igreja na Boa Morte, zona central da cidade.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftnref13\">[13]<\/a> Favela do Igua\u00e7u, ao lado da Vila Industrial, na divisa entre S\u00e3o Paulo e Santo Andr\u00e9.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftnref14\">[14]<\/a> Refiro-me ao trabalho de PARISE, Paulo, sobre o conte\u00fado religioso das cartas.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftnref15\">[15]<\/a> Devo esta observa\u00e7\u00e3o a Vanderluce Pessoa e a Pe. Jos\u00e9 Roberto, os quais por algum tempo, em S\u00e3o Paulo, acompanharam um grupo de empregas dom\u00e9sticas do Vale do Jequitinhonha.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftnref16\">[16]<\/a> HANNERZ, Ulf. op. cit. pg. 40.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftnref17\">[17]<\/a> As observa\u00e7\u00f5es contidas neste par\u00e1grafo devem muito aos debates promovidos pelo CERIS (Centro de Estat\u00edsticas Religiosas e Sociais) e pela CNBB (Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil), como tamb\u00e9m ao estudo de ANTONIAZZI, Alberto, CALIMAN, Cleto. <em>A presen\u00e7a da Igreja na cidade<\/em>, Petr\u00f3polis \u2013 RJ, 1994.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftnref18\">[18]<\/a> FORTE, Bruno. Teologia della Storia, saggio sulla rivelazione, l\u2019inizio e il compimento. Edizione Paoline,<\/p>\n<p>Milano, It\u00e1lia, 1991.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftnref19\">[19]<\/a> MEEKS, Wayne A. <em>Os primeiros crist\u00e3os urbanos<\/em>, S\u00e3o Paulo, Paulus, 1992.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftnref20\">[20]<\/a> ELIOT, John. <em>Um lar para quem n\u00e3o tem casa<\/em>. Interpreta\u00e7\u00e3o sociol\u00f3gica da Primeira Carta de Pedro, Ed. Paulus, S\u00e3o Paulo, 1985; NOGUEIRA, Paulo Augusto de Souza. As Cartas de Pedro. O Evangelho dos sem-teto, Ed. Paulus, S\u00e3o Paulo, 2002. S\u00e9rie \u201cComo ler a B\u00edb\u00e7ia?\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftnref21\">[21]<\/a> GON\u00c7ALVES, Alfredo Jos\u00e9. Casa, fam\u00edlia e p\u00e1tria no contexto da mobilidade humana. In:n REMHU, Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana, ano XVI, n\u00ba 30, 2008.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftnref22\">[22]<\/a> STEGEMAM, Ekkegard Wolfgang &amp; STEGEMAN, Wolfgang. Historia social del cristianismo primitiva. Los inicios en el juda\u00edsmo y las comunidades cristianas en el mundo mediterr\u00e1neo, Ed. Verbo Divino, Navarra, 2001.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftnref23\">[23]<\/a> Paulo VI, <em>Ocotgesima Advenians<\/em>, n\u00ba 12.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftnref24\">[24]<\/a> Conclus\u00f5es de Santo Domingo, n\u00ba 53, In:LIBANIO, Jo\u00e3o Batista. <em>As l\u00f3gicas da cidade \u2013 o impacto sobre a f\u00e9 e o sob o impacto da f\u00e9<\/em>, Edi\u00e7\u00f5es Loyola, S\u00e3o Paulo, Brasil, 2001, p\u00e1g. 140.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftnref25\">[25]<\/a> MONGIN, Oliviet, op. cit.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/E:\/Documents%20and%20Settings\/Alexandre\/Desktop\/Mat%C3%A9rias%20prov%C3%ADncia\/ALFREDINHO\/2011\/publicados\/Migra%C3%A7%C3%A3o%20e%20f%C3%A9%20no%20Mundo%20Urbano.doc#_ftnref26\">[26]<\/a> MEEKS, Wayne A. <em>Os primeiros crist\u00e3os urbanos<\/em>, S\u00e3o Paulo, Paulus, 1992.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-15443\" data-postid=\"15443\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-15443 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS O esbo\u00e7o que segue serviu de base para um Semin\u00e1rio de extens\u00e3o no Instituto Teol\u00f3gico S\u00e3o Paulo (ITESP), sobre Teologia e Pastoral Urbana. 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