
{"id":15870,"date":"2011-09-18T21:01:41","date_gmt":"2011-09-19T00:01:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=15870"},"modified":"2011-09-18T21:01:41","modified_gmt":"2011-09-19T00:01:41","slug":"rostos-sem-patria-a-rua-como-lugar-teologico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/rostos-sem-patria-a-rua-como-lugar-teologico\/","title":{"rendered":"Rostos sem p\u00e1tria: a rua como lugar teol\u00f3gico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1. Rua \u00e9 fronteira<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rua \u00e9 uma fronteira. Fronteira entre os de dentro e os de fora, entre os que t\u00eam e os que n\u00e3o t\u00eam casa, entre os inclu\u00eddos e os exclu\u00eddos, entre empregados e desempregados, e assim por diante. Hoje, em to o pa\u00eds, centenas de milhares de pessoas habitam esse espa\u00e7o indefinido da fronteira. A palavra <em>fronteira, <\/em>aqui, \u00e9 entendida n\u00e3o somente em termos geogr\u00e1ficos, mas sobretudo em termos simb\u00f3licos, culturais e at\u00e9 ps\u00edquicos. Uma terra de ningu\u00e9m, esp\u00e9cie de n\u00e3o lugar, onde moram os \u201cn\u00e3o cidad\u00e3os\u201d, uma vez que lhes s\u00e3o negados os direitos b\u00e1sicos \u00e0 vida e muitas vezes sequer disp\u00f5em de documentos de identifica\u00e7\u00e3o. Sentem-se estrangeiros e estranhos em sua pr\u00f3pria p\u00e1tria. Por isso mesmo, v\u00eaem sua identidade amea\u00e7ada, questionada, fragmentada. Inclusive sua f\u00e9 e esperan\u00e7a n\u00e3o raro se v\u00eaem abaladas, devido aos golpes devastadores da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir desse n\u00e3o lugar, a pessoa \u00e9 levada a interrogar a si mesmo e a Deus, bem como a interrogar o pr\u00f3prio destino. As certezas e refer\u00eancias se desfazem, como se as estrelas se apagassem no c\u00e9u e os marcos desaparecessem da estrada. D\u00favidas, medos e inseguran\u00e7a passam a habitar o cora\u00e7\u00e3o e a alma. O perigo da solid\u00e3o, da anomia e do desespero ronda a pr\u00f3xima esquina. Na luta cada vez mais dif\u00edcil pela sobreviv\u00eancia, dores e esperan\u00e7as, lutas e sonhos se mesclam, se confundem e se alternam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, esse mesmo espa\u00e7o amb\u00edguo da fronteira \u2013 esse n\u00e3o lugar \u2013 \u00e9 cheio de novas potencialidades. Se, por um lado, escancara o sofrimento dos n\u00e3o cidad\u00e3os como v\u00edtimas da ordem vigente, por outro, os apontam como protagonistas potenciais de um novo tempo. De fato, a experi\u00eancia de passar por esse n\u00e3o lugar abre perspectivas para sonhar com novos horizontes. Ou seja, a rua como <em>n\u00e3o lugar<\/em> torna-se o <em>lugar privilegiado<\/em>, para forjar um <em>novo lugar<\/em>. Um lugar ideal para criar as ra\u00edzes de uma nova no\u00e7\u00e3o de cidadania, um terreno f\u00e9rtil para cultivar o conceito de cidadania universal e sem fronteiras. A partir da experi\u00eancia dolorosa de estar fora da casa e da sociedade, engendra-se o anseio por uma casa universal, desvinculada das categorias estreitas de Estado-na\u00e7\u00e3o, l\u00edngua, ra\u00e7a, etnia ou inclus\u00e3o no mercado de trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa palavra, o povo de rua habita a fronteira de dois mundos ou duas civiliza\u00e7\u00f5es: de um lado, uma ordem mundial simultaneamente concentradora e excludente, de outro, o sonho de um outro mundo poss\u00edvel. O pr\u00f3prio ato viver na rua \u00e9, ao mesmo tempo, den\u00fancia e an\u00fancio, num tempo marcado por profundas assimetrias s\u00f3cio-econ\u00f4micas. Den\u00fancia da falta de condi\u00e7\u00f5es reais para viver com dignidade e an\u00fancio de que mudan\u00e7as substanciais se fazem necess\u00e1rias e urgentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem nasce em ber\u00e7o de ouro dificilmente quer mudan\u00e7as. A seguran\u00e7a material tende a tolher a faculdade de sonhar. \u201cOnde est\u00e1 teu tesouro, a\u00ed est\u00e1 teu cora\u00e7\u00e3o\u201d! Somente quem est\u00e1 \u00e0 margem da vida e da hist\u00f3ria ser\u00e1 capaz de romper fronteiras e apontar alternativas. Os sonhos expressam as car\u00eancias que sofremos acordados, e suas realiza\u00e7\u00f5es s\u00e3o obra de quem mais as sofre. Da\u00ed que, em geral, os pobres e os jovens se encontrem mais abertos \u00e0s mudan\u00e7as da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os moradores de rua s\u00e3o portadores dessa nova utopia mundial. A caminho, eles nos chamam tamb\u00e9m a caminhar. Na constru\u00e7\u00e3o de um novo mundo de justi\u00e7a e solidariedade, \u00e9 preciso desinstalar-se. Os pobres tornam-se, a um s\u00f3 tempo, um sinal vivo das contradi\u00e7\u00f5es da globaliza\u00e7\u00e3o neoliberal em que vivemos e porta-vozes de uma nova ordem mundial. O terreno amb\u00edguo da fronteira gera a atitude amb\u00edgua da experi\u00eancia de n\u00e3o se sentir um cidad\u00e3o de fato. Nesse n\u00e3o lugar, o povo de rua se depara frente a uma encruzilhada: entregar-se \u00e0 solid\u00e3o e ao desespero ou abrir novos caminhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2. A<\/strong><strong> fronteira e o Reino de Deus<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <em>n\u00e3o lugar,<\/em> terreno indefinido e escorregadio pela sua precariedade, converte-se assim num solo fecundo para uma nova reflex\u00e3o sobre a pr\u00f3pria exist\u00eancia, sobre a f\u00e9 em Deus e sobre a pr\u00e1tica solid\u00e1ria para com os irm\u00e3os e irm\u00e3s. A fragilidade do presente e a incerteza quanto ao futuro traduz toda a ambig\u00fcidade da pr\u00f3pria natureza humana. Quando o ch\u00e3o foge debaixo dos p\u00e9s, \u00e9 preciso caminhar em busca de um novo terreno, firme e s\u00f3lido. Da\u00ed que, de um ponto de vista teol\u00f3gico, o n\u00e3o lugar se converte em um lugar ideal para deitar os alicerces do Reino de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conv\u00e9m lembrar, ali\u00e1s, que Jesus nasceu e morreu fora dos muros da cidade, respectivamente em Bel\u00e9m e em Jerusal\u00e9m.\u00a0 \u201cN\u00e3o havia lugar para eles dentro de casa\u201d, diz o Evangelho, e Maria teve de dar \u00e0 luz na manjedoura de uma gruta, entre os animais (Lc 2,7). As ra\u00edzes do Reino s\u00e3o lan\u00e7adas a partir desse n\u00e3o lugar dos pobres. Depois, em sua vida adulta, como um pregador itinerante, \u201cJesus percorria cidades e aldeias\u201d, caminhando ao encontro das \u201cmultid\u00f5es cansadas e abatidas\u201d. Ao encontr\u00e1-las, \u201ctinha compaix\u00e3o\u201d porque eram como \u201covelhas sem pastor\u201d (Mt 9,35-38). O cora\u00e7\u00e3o do Bom Pastor est\u00e1 em sintonia com o sofrimento daqueles que, na vida e na hist\u00f3ria, s\u00e3o v\u00edtimas de estruturas injustas. Por isso \u00e9 que o chamado \u201cprograma\u201d de Jesus \u00e9 t\u00e3o expl\u00edcito na afirma\u00e7\u00e3o de que o Reino de Deus \u00e9 uma \u201cBoa Nova para os pobres\u201d (Lc 4, 16-20).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, como bem sabemos, esta predile\u00e7\u00e3o de Deus pelos pobres e indefesos constitui o fio condutor de toda a B\u00edblia. Nesta perspectiva, vale a pena confrontar o \u201ccredo hist\u00f3rico\u201d do antigo Povo de Israel (Dt 26,5-10) com sua vers\u00e3o original (Ex 3,7-10). Entre os dois textos, aparecem quatro verbos, conjugados na primeira pessoa do singular, todos colocados na boca de Jav\u00e9: eu <em>vi<\/em> a mis\u00e9ria do meu povo, eu <em>ouvi<\/em> seu clamor, eu <em>conhe\u00e7o<\/em> seu sofrimento e eu <em>desci<\/em> para libert\u00e1-lo. Verbos fortes e diretos! Expressam uma profunda sensibilidade para com as condi\u00e7\u00f5es reais, vale dizer materiais, dos hebreus escravizados no Egito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se nos damos conta que estamos diante do epis\u00f3dio fundante e original do Povo de Israel, conclu\u00edmos que esse relato traduz a experi\u00eancia de um Deus diferente dos deuses de todos os outros povos. De fato, Jav\u00e9 se revela como um Deus atento e solid\u00e1rio \u00e0 situa\u00e7\u00e3o concreta de seu povo sob a tirania do Fara\u00f3. Envia Mois\u00e9s para conduzi-lo a uma nova terra e caminha com ele na hist\u00f3ria. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso. Trata-se, mais que tudo, de um Deus que toma partido diante de uma realidade de injusti\u00e7a e desigualdade social. Quase dir\u00edamos um Deus <em>parcial<\/em> diante de uma situa\u00e7\u00e3o de flagrante parcialidade. Um Deus que aparece como Pai, mas tem um cora\u00e7\u00e3o de m\u00e3e. Ama a todos os filhos e filhas, evidentemente, mas manifesta predile\u00e7\u00e3o especial e ineg\u00e1vel por aqueles que, pelos mais diversos motivos, t\u00eam sua vida amea\u00e7ada. Faz lembrar um prov\u00e9rbio chin\u00eas, segundo o qual perguntaram a determinada m\u00e3e a qual dos filhos ela mais amava, e a m\u00e3e respondeu sem hesitar: ao mais triste at\u00e9 que sorria, ao mais distante at\u00e9 que volte, ao mais doente at\u00e9 que sare, ao mais pequeno at\u00e9 que cres\u00e7a. De resto, a predile\u00e7\u00e3o de Jav\u00e9 pelos pobres ser\u00e1 amplamente confirmada no decurso dos outros livros b\u00edblicos, onde \u201co \u00f3rf\u00e3o, a vi\u00fava e o estrangeiro\u201d ocupam um lugar privilegiado no cora\u00e7\u00e3o de Jav\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jav\u00e9 n\u00e3o apenas v\u00ea, ouve e conhece a situa\u00e7\u00e3o do povo, mas desce para libert\u00e1-lo.\u00a0 Teologicamente, esse ato de <em>descer<\/em> ganha sua plenitude total no mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o, quando o \u201cVerbo se faz carne e vem habitar entre n\u00f3s\u201d (Jo 1,1-18). Ou seja, a Palavra se faz presen\u00e7a viva no meio dos homens e mulheres, converte-se em um andarilho que \u201cn\u00e3o tinha onde repousar a cabe\u00e7a\u201d, experimentando no corpo e na alma a exist\u00eancia prec\u00e1ria da enorme multid\u00e3o dos \u201csem\u201d: sem terra, sem raiz, sem rumo, sem emprego, sem teto, sem sa\u00fade, sem fam\u00edlia, e assim por diante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3. Reciclar a vida<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas h\u00e1 um outro motivo ainda pelo qual a rua constitui um lugar teol\u00f3gico. Nela moram e trabalham centenas de pessoas que vivem da reciclagem de materiais descart\u00e1veis, tais como latas, papel\u00e3o, pl\u00e1sticos, etc. As m\u00e3os que aprendem a reciclar o que n\u00f3s chamamos de \u201clixo\u201d, potencialmente ser\u00e3o capazes de reciclar a pr\u00f3pria vida. O ato de reaproveitar objetos que outros jogam fora, por si s\u00f3, n\u00e3o deixa de ser uma cr\u00edtica, aberta ou velada, \u00e0 sociedade de consumo em que vivemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>a).<\/strong> Reciclar \u00e9 dizer que nem tudo \u00e9 descart\u00e1vel. Podemos reutilizar muitas coisas que, segundo nossos padr\u00f5es irrespons\u00e1veis, n\u00e3o servem para mais nada. Com isso, a sociedade economiza e preserva os recursos naturais, conferindo uma sobrevida ao pr\u00f3prio planeta terra\/\u00e1gua. De fato, a longo prazo, o globo terrestre n\u00e3o se sustenta diante do af\u00e3 de produzir e consumir que a humanidade lhe imp\u00f5e, sobretudo a partir da moderna tecnologia e da economia neoliberal. Nossa civiliza\u00e7\u00e3o tornou-se predat\u00f3ria e devastadora, abreviando a vida sobre a face da terra. Est\u00e1 em jogo a biodiversidade e a garantia de vida para as gera\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um olhar sobre o Livro do G\u00eanesis, teologia da cria\u00e7\u00e3o, mostrar\u00e1 que a alian\u00e7a de Jav\u00e9 com o Povo de Israel, simbolizada no arco-\u00edris, n\u00e3o foi feita apenas com os seres humanos, e sim com \u201ctodos os seres vivos\u201d e com \u201ctodas as gera\u00e7\u00f5es futuras\u201d. Duas preocupa\u00e7\u00f5es sobressaem no texto: a preserva\u00e7\u00e3o da vida em todas as suas formas e sua continuidade para aqueles que vir\u00e3o depois de n\u00f3s. E o texto insiste: \u201ceste \u00e9 o sinal da alian\u00e7a que estabele\u00e7o com tudo o que vive sobre a face da terra\u201d (Gn 9,12-18).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reciclar \u00e9, pois, contribuir para usar com mais responsabilidade os bens que Deus colocou \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos homens e mulheres. Transparece aqui um compromisso com uma vida frugal, s\u00f3bria e respons\u00e1vel, em contraposi\u00e7\u00e3o ao luxo ostensivo e ao desperd\u00edcio das sociedades de consumo. E isso n\u00e3o s\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida pessoal ou familiar. No futuro, a pr\u00f3pria civiliza\u00e7\u00e3o deve ser planejada levando-se em conta um desenvolvimento social e ecologicamente sustent\u00e1vel. Ou seja, os recursos de que a humanidade disp\u00f5e devem ser distribu\u00eddos com justi\u00e7a responsabilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>b).<\/strong> Por outro lado, se \u00e9 verdade que reciclar \u00e9 dizer que nem tudo \u00e9 descart\u00e1vel, significa que as rela\u00e7\u00f5es humanas tamb\u00e9m devem passar por transforma\u00e7\u00f5es profundas. Desejos, sentimentos e la\u00e7os n\u00e3o podem, sem mais, ser rompidos ou pisoteados. O outro n\u00e3o pode ser instrumentalizado para meus fins pessoais, sejam eles quais forem. Em definitivo, a pessoa \u00e9 um fim em si mesma e sua dignidade deve ser preservada a qualquer pre\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As m\u00e3os que no dia a dia reciclam os materiais ditos descart\u00e1veis est\u00e3o virtualmente aptas a refazer o tecido social, hoje esgar\u00e7ado, das rela\u00e7\u00f5es pessoais, familiares, comunit\u00e1rias, pol\u00edticas, culturais e econ\u00f4micas. Trata-se, no fundo, de repensar toda a cultura humana, a pr\u00f3pria civiliza\u00e7\u00e3o. Uma vez mais, reaproveitar objetos \u00e9 dar-se conta que os fios de conex\u00e3o e interc\u00e2mbio entre as pessoas tamb\u00e9m podem ser \u201creciclados\u201d. A pr\u00e1tica di\u00e1ria de reciclar pode ensinar, e de fato ensina, a costurar novos la\u00e7os de amizade e compromisso. Basta perceber como os moradores da rua muitas vezes desenvolvem novas formas de solidariedade. Em meio \u00e0 precariedade de suas vidas sempre amea\u00e7adas, aprendem a repartir o pouco que tem com quem tem menos ainda. Ali\u00e1s, essa n\u00e3o deixa de ser uma base s\u00f3lida para as cooperativas de catadores de material recicl\u00e1vel, as quais se multiplicam por todo pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Semelhante pr\u00e1tica solid\u00e1ria, freq\u00fcentemente constatada entre aqueles que experimentam na carne as piores priva\u00e7\u00f5es, pode ser transferida para as rela\u00e7\u00f5es sociais, pol\u00edticas e econ\u00f4micas. \u00c9 o que se verifica, por exemplo, em milhares de iniciativas populares de economia solid\u00e1ria que hoje est\u00e3o em curso por todo territ\u00f3rio nacional. Quando levada ao limite, pode inclusive abrir caminho para novas formas de interc\u00e2mbio em termos nacionais e at\u00e9 internacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>c).<\/strong> Por fim, reciclar \u00e9 ainda reciclar-se a si pr\u00f3prio. As m\u00e3os que aprendem a reaproveitar os objetos, ser\u00e3o igualmente capazes de reorientar suas energias, suas motiva\u00e7\u00f5es pessoais e seus sonhos. As mesmas m\u00e3os que transformam a mat\u00e9ria tornam-se mais aptas a transformar o esp\u00edrito. Entramos aqui na pr\u00f3pria teologia do trabalho e da cria\u00e7\u00e3o. Quem aprende a moldar as coisas, aprender\u00e1 com maior facilidade a moldar a si mesmo e aos outros. O costume de tomar do ch\u00e3o os materiais e dar-lhes um novo destino, faz refletir sobre a possibilidade de levantar-se do ch\u00e3o e refazer o pr\u00f3prio projeto de vida. Se os objetos, j\u00e1 considerados perdidos, podem ser transfigurados e reutilizados, com maior raz\u00e3o as pessoas podem reorientar sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outras palavras, do ponto de vista teol\u00f3gico, pelo seu trabalho os seres humanos s\u00e3o chamados a continuar o processo criativo desencadeado por Deus. E podem faz\u00ea-lo criando e recriando continuamente as coisas e as pessoas, dando-lhes destinos inovadores. Por isso que o trabalho de reciclar abre espa\u00e7o para refletir sobre um processo mais amplo e profundo de reciclagem. Processo que inclui uma reciclagem em v\u00e1rias dimens\u00f5es: reciclagem da pessoa consigo mesma; reciclagem das rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero, ra\u00e7a e etnia; reciclagem da conviv\u00eancia pac\u00edfica e criativa entre os seres humanos e as demais formas de vida do planeta; reciclagem na forma de utiliza\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o dos recursos naturais; reciclagem das rela\u00e7\u00f5es s\u00f3cio-econ\u00f4micas e pol\u00edtico-culturais, enfim, reciclagem da rela\u00e7\u00e3o com o outro e com o totalmente Outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais artigos do Pe. Alfredo em<a href=\"http:\/\/provinciasaopaulo.com\" target=\"_blank\"> www.provinciasaopaulo.com<\/a><\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-15870\" data-postid=\"15870\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-15870 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS 1. Rua \u00e9 fronteira A rua \u00e9 uma fronteira. Fronteira entre os de dentro e os de fora, entre os que t\u00eam e os que n\u00e3o t\u00eam casa, entre os inclu\u00eddos e os exclu\u00eddos, entre empregados e desempregados, e assim por diante. Hoje, em to o pa\u00eds, centenas de milhares [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Rostos sem p\u00e1tria: a rua como lugar teol\u00f3gico - O Arcanjo no ar<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/rostos-sem-patria-a-rua-como-lugar-teologico\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Rostos sem p\u00e1tria: a rua como lugar teol\u00f3gico - O Arcanjo no ar\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS 1. Rua \u00e9 fronteira A rua \u00e9 uma fronteira. Fronteira entre os de dentro e os de fora, entre os que t\u00eam e os que n\u00e3o t\u00eam casa, entre os inclu\u00eddos e os exclu\u00eddos, entre empregados e desempregados, e assim por diante. Hoje, em to o pa\u00eds, centenas de milhares [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/rostos-sem-patria-a-rua-como-lugar-teologico\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"O Arcanjo no ar\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/OArcanjoNoAr\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2011-09-19T00:01:41+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/logo-o-arcanjo-no-ar-facebook.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"300\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"300\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Alexandre Nunes\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Alexandre Nunes\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"12 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/rostos-sem-patria-a-rua-como-lugar-teologico\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/rostos-sem-patria-a-rua-como-lugar-teologico\/\"},\"author\":{\"name\":\"Alexandre Nunes\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/person\/0a2ae077c1a09b69d29928e3b9f1c0d1\"},\"headline\":\"Rostos sem p\u00e1tria: a rua como lugar teol\u00f3gico\",\"datePublished\":\"2011-09-19T00:01:41+00:00\",\"dateModified\":\"2011-09-19T00:01:41+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/rostos-sem-patria-a-rua-como-lugar-teologico\/\"},\"wordCount\":2485,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#organization\"},\"articleSection\":[\"Reflex\u00f5es\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/rostos-sem-patria-a-rua-como-lugar-teologico\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/rostos-sem-patria-a-rua-como-lugar-teologico\/\",\"url\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/rostos-sem-patria-a-rua-como-lugar-teologico\/\",\"name\":\"Rostos sem p\u00e1tria: a rua como lugar teol\u00f3gico - O Arcanjo no ar\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#website\"},\"datePublished\":\"2011-09-19T00:01:41+00:00\",\"dateModified\":\"2011-09-19T00:01:41+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/rostos-sem-patria-a-rua-como-lugar-teologico\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/rostos-sem-patria-a-rua-como-lugar-teologico\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/rostos-sem-patria-a-rua-como-lugar-teologico\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Rostos sem p\u00e1tria: a rua como lugar teol\u00f3gico\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/\",\"name\":\"O Arcanjo no ar\",\"description\":\"Site da Par\u00f3quia S\u00e3o Miguel Arcanjo (Arquidiocese de SP)\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#organization\",\"name\":\"Par\u00f3quia S\u00e3o Miguel Arcanjo\",\"url\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/LogoOArcanjo.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/LogoOArcanjo.png\",\"width\":319,\"height\":99,\"caption\":\"Par\u00f3quia S\u00e3o Miguel Arcanjo\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/OArcanjoNoAr\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/person\/0a2ae077c1a09b69d29928e3b9f1c0d1\",\"name\":\"Alexandre Nunes\",\"sameAs\":[\"http:\/\/alexandrenu.com\"]}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Rostos sem p\u00e1tria: a rua como lugar teol\u00f3gico - O Arcanjo no ar","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/rostos-sem-patria-a-rua-como-lugar-teologico\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Rostos sem p\u00e1tria: a rua como lugar teol\u00f3gico - O Arcanjo no ar","og_description":"Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS 1. Rua \u00e9 fronteira A rua \u00e9 uma fronteira. Fronteira entre os de dentro e os de fora, entre os que t\u00eam e os que n\u00e3o t\u00eam casa, entre os inclu\u00eddos e os exclu\u00eddos, entre empregados e desempregados, e assim por diante. Hoje, em to o pa\u00eds, centenas de milhares [&hellip;]","og_url":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/rostos-sem-patria-a-rua-como-lugar-teologico\/","og_site_name":"O Arcanjo no ar","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/OArcanjoNoAr\/","article_published_time":"2011-09-19T00:01:41+00:00","og_image":[{"width":300,"height":300,"url":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/logo-o-arcanjo-no-ar-facebook.png","type":"image\/png"}],"author":"Alexandre Nunes","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Alexandre Nunes","Est. tempo de leitura":"12 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/rostos-sem-patria-a-rua-como-lugar-teologico\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/rostos-sem-patria-a-rua-como-lugar-teologico\/"},"author":{"name":"Alexandre Nunes","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/person\/0a2ae077c1a09b69d29928e3b9f1c0d1"},"headline":"Rostos sem p\u00e1tria: a rua como lugar teol\u00f3gico","datePublished":"2011-09-19T00:01:41+00:00","dateModified":"2011-09-19T00:01:41+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/rostos-sem-patria-a-rua-como-lugar-teologico\/"},"wordCount":2485,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#organization"},"articleSection":["Reflex\u00f5es"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/rostos-sem-patria-a-rua-como-lugar-teologico\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/rostos-sem-patria-a-rua-como-lugar-teologico\/","url":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/rostos-sem-patria-a-rua-como-lugar-teologico\/","name":"Rostos sem p\u00e1tria: a rua como lugar teol\u00f3gico - O Arcanjo no ar","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#website"},"datePublished":"2011-09-19T00:01:41+00:00","dateModified":"2011-09-19T00:01:41+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/rostos-sem-patria-a-rua-como-lugar-teologico\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/rostos-sem-patria-a-rua-como-lugar-teologico\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/rostos-sem-patria-a-rua-como-lugar-teologico\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Rostos sem p\u00e1tria: a rua como lugar teol\u00f3gico"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#website","url":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/","name":"O Arcanjo no ar","description":"Site da Par\u00f3quia S\u00e3o Miguel Arcanjo (Arquidiocese de SP)","publisher":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#organization","name":"Par\u00f3quia S\u00e3o Miguel Arcanjo","url":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/LogoOArcanjo.png","contentUrl":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/LogoOArcanjo.png","width":319,"height":99,"caption":"Par\u00f3quia S\u00e3o Miguel Arcanjo"},"image":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/OArcanjoNoAr\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/person\/0a2ae077c1a09b69d29928e3b9f1c0d1","name":"Alexandre Nunes","sameAs":["http:\/\/alexandrenu.com"]}]}},"publishpress_future_action":{"enabled":false,"date":"2026-05-09 13:39:00","action":"category","newStatus":"draft","terms":[],"taxonomy":"category"},"publishpress_future_workflow_manual_trigger":{"enabledWorkflows":[]},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15870"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15870"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15870\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15870"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15870"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15870"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}