
{"id":16316,"date":"2011-11-01T10:44:43","date_gmt":"2011-11-01T12:44:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=16316"},"modified":"2011-11-01T10:44:43","modified_gmt":"2011-11-01T12:44:43","slug":"finados-a-celebracao-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/finados-a-celebracao-da-vida\/","title":{"rendered":"Finados: a celebra\u00e7\u00e3o da vida"},"content":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Lisboa Moreira de Oliveira<\/p>\n<p>Faz parte da nossa cultura a celebra\u00e7\u00e3o de Finados no dia 2 de novembro. Todos os anos, nesta data, as pessoas v\u00e3o aos cemit\u00e9rios para venerar os seus mortos. A rever\u00eancia pelos mortos \u00e9 praticamente t\u00e3o antiga quanto a humanidade. Pesquisas arqueol\u00f3gicas comprovam que h\u00e1 pelo menos 150 mil anos nossos ancestrais j\u00e1 enterravam seus mortos, numa demonstra\u00e7\u00e3o de que consideravam o corpo humano como sagrado e, por isso, n\u00e3o o deixavam apodrecer ao relento ou que fosse consumido por animais e aves de rapina. E n\u00e3o s\u00f3 isso. As pesquisas comprovam tamb\u00e9m que no per\u00edodo antes mencionado, correspondente ao Paleol\u00edtico m\u00e9dio, quando da passagem do homo pr\u00e9-sapiens para o homo sapiens, os nossos ancestrais enterravam os seus mortos acompanhados de objetos que, depois de analisados, revelaram tratar-se de algo ligado \u00e0 cren\u00e7a na exist\u00eancia do sobrenatural e de uma vida ap\u00f3s a morte.<\/p>\n<p>Portanto, a celebra\u00e7\u00e3o ou &#8220;culto\u201d aos mortos se desenvolveu muito cedo nas culturas antigas. In\u00fameros s\u00e3o os dados que comprovam a exist\u00eancia entre os povos mais antigos de verdadeiros &#8220;mementos\u201d aos falecidos. Quando o cristianismo chegou \u00e0s v\u00e1rias regi\u00f5es do mundo greco-romano encontrou essas pr\u00e1ticas e, aos poucos, as substituiu pela ora\u00e7\u00e3o em favor dos mortos. J\u00e1 no s\u00e9culo II da nossa era a lembran\u00e7a dos falecidos foi introduzida no ritual da celebra\u00e7\u00e3o da missa, dinamizada pela f\u00e9 na ressurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os povos mais antigos encaravam a morte com muita naturalidade. A consci\u00eancia da finitude estava presente e, por isso, a morte n\u00e3o causava tanto pavor. Era not\u00e1vel entre esses povos a celebra\u00e7\u00e3o festiva da morte. Acostumados com o ritmo da natureza, os antigos percebiam que era pr\u00f3prio da vida o nascer, crescer, decrescer e morrer. E como entre vida humana e natureza n\u00e3o havia separa\u00e7\u00e3o, os antigos entendiam que o homem e a mulher estavam submetidos tamb\u00e9m a esse ritmo. Por essa raz\u00e3o n\u00e3o achavam estranha a morte dos humanos e a acolhiam com bastante naturalidade. Esta cultura ainda est\u00e1 presente em alguns lugares do mundo. H\u00e1 alguns anos atr\u00e1s fui ao M\u00e9xico para um congresso e a data do evento coincidiu com o per\u00edodo do dia de Finados. Confesso que fiquei impactado com a naturalidade com a qual os mexicanos celebram os mortos. Ao entrar num restaurante para o almo\u00e7o deparei-me com um caix\u00e3o de defunto na entrada e dentro dele um boneco que simbolizava o morto. No dia de Finados eles distribuem chocolates em forma de cr\u00e2nios humanos e \u00e0 noite a cidade do M\u00e9xico fica enfeitada com caveiras e cr\u00e2nios luminosos. Ao indagar a origem daquele costume fiquei sabendo que remonta aos astecas, os quais celebravam a morte com a mesma intensidade com que celebravam os outros ciclos da vida.<\/p>\n<p>O medo e o pavor da morte s\u00e3o heran\u00e7as da cultura ocidental, cujos integrantes arrogaram-se no direito de tomar o lugar dos deuses. Sentindo-se autossuficientes e donos do mundo promoveram a disc\u00f3rdia, a injusti\u00e7a, a matan\u00e7a e a mis\u00e9ria. Com isso chamaram a morte para si e a colocaram na ordem do dia. Ap\u00f3s terem feito isso se sentem apavorados e com medo de morrer. Por essa raz\u00e3o, fogem da morte a todo instante, mas quanto mais dela fogem, mais se sentem envolvidos por ela. Fazem muros em volta das casas, criam condom\u00ednios fechados, cercas el\u00e9tricas, carros blindados, mas a morte os persegue de todo jeito, uma vez que tais sujeitos s\u00e3o amantes da &#8220;cultura de morte\u201d e desprezam a vida.<\/p>\n<p>Esse medo da morte \u00e9 tamb\u00e9m resultante de uma cultura dualista e manique\u00edsta, que separou radicalmente o corpo da alma, a espiritualidade da vida cotidiana, o esp\u00edrito da mat\u00e9ria. E n\u00e3o s\u00f3 separou, mas valorizou de modo exacerbado a raz\u00e3o em detrimento da emo\u00e7\u00e3o, colocando a &#8220;alma\u201d acima do corpo e a &#8220;outra vida\u201d al\u00e9m da vida neste mundo. Com isso ofereceu um passe livre para que se pudessem cometer todos os tipos de atrocidades como, por exemplo, a matan\u00e7a dos ind\u00edgenas e a tritura\u00e7\u00e3o dos negros n\u00e3o s\u00f3 no per\u00edodo escravagista, mas at\u00e9 os nossos dias. E quando viram que isso n\u00e3o funcionava voltaram-se para o culto ao corpo, para a idolatria da beleza artificial. Mas para sustentar tal culto e tal idolatria n\u00e3o hesitaram em negar \u00e0 grande maioria das pessoas os direitos mais elementares como a comida, a moradia, a educa\u00e7\u00e3o e a sa\u00fade.<\/p>\n<p>Diante disso, o dia de Finados apresenta-se como uma oportunidade para celebrarmos a vida. Precisamos, antes de tudo, voltar \u00e0s origens para, como nossos ancestrais, acolher a morte como parte de um processo natural que envolve tamb\u00e9m os seres humanos. Al\u00e9m disso, diante da mem\u00f3ria de nossos entes queridos que se foram; renovar o compromisso de lutar pela vida e de am\u00e1-la intensamente. N\u00e3o podemos continuar com gestos hip\u00f3critas e fingidos que nos levam ao cemit\u00e9rio apenas para que os amigos e conhecidos vejam que uma vez por ano limpamos o t\u00famulo dos nossos parentes e neles colocamos algumas flores que logo murcham.<\/p>\n<p>Somos convidados neste dia a encarar a vida com naturalidade, aceitando o seu ritmo que inclui tamb\u00e9m a morte. N\u00e3o podemos continuar fingindo e fazendo de conta que a morte n\u00e3o existe. Isso porque tal fingimento nos faz arrogantes, prepotentes, ambiciosos, falsos deuses. Urge descermos do pedestal, aceitar o ritmo da vida e homenagearmos nossos mortos com um compromisso mais s\u00e9rio em favor da vida. Mais do que &#8220;l\u00e1grimas de crocodilo\u201d precisamos, diante de nossos mortos, assumirmos posturas de vida. Num mundo amea\u00e7ado pela viol\u00eancia, pelo \u00f3dio, pelo desprezo da vida e atitudes de agress\u00e3o ao planeta em que habitamos, cabe mudar de postura e fazer do dia de Finados um momento para celebrar a vida.<\/p>\n<p>Concluo com um exemplo para ilustrar o que estou dizendo. No momento em que escrevo este texto, ind\u00edgenas do Distrito Federal lutam para n\u00e3o serem despejados de uma \u00e1rea onde vivem h\u00e1 muitos e muitos anos e onde organizaram o &#8220;Santu\u00e1rio dos Paj\u00e9s\u201d. A gan\u00e2ncia das imobili\u00e1rias e da ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o civil &#8220;botou os olhos\u201d nesta \u00e1rea e quer a todo custo construir o bairro Noroeste de Bras\u00edlia para oferecer &#8220;qualidade de vida\u201d as uns poucos afortunados. Tudo sob o olhar conivente e a omiss\u00e3o dos tr\u00eas poderes da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>A sociedade dos homens-deuses n\u00e3o aceita conviver com culturas simples e diferentes e quer elimin\u00e1-las a todo custo, para dar lugar \u00e0quilo que ela chama de civiliza\u00e7\u00e3o do progresso. Para favorecer o enriquecimento de uns poucos ela promove a destrui\u00e7\u00e3o e a morte dos mais simples, dos indefesos e da natureza. Ao inv\u00e9s de aprender com os ind\u00edgenas a li\u00e7\u00e3o de um estilo de vida aberto, sem muros, sem chaves, sem guardas, sem viol\u00eancia, quer elimin\u00e1-los para plantar ali a cultura dos condom\u00ednios fechados, verdadeiros \u00edcones do medo da morte. E, depois disso, reclama da viol\u00eancia, da falta de seguran\u00e7a. Pura hipocrisia, pois ela mesma promove e incentiva a cultura de morte.<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-16316\" data-postid=\"16316\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-16316 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Lisboa Moreira de Oliveira Faz parte da nossa cultura a celebra\u00e7\u00e3o de Finados no dia 2 de novembro. Todos os anos, nesta data, as pessoas v\u00e3o aos cemit\u00e9rios para venerar os seus mortos. A rever\u00eancia pelos mortos \u00e9 praticamente t\u00e3o antiga quanto a humanidade. 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