
{"id":16505,"date":"2011-11-28T21:08:45","date_gmt":"2011-11-28T23:08:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=16505"},"modified":"2011-11-28T21:08:45","modified_gmt":"2011-11-28T23:08:45","slug":"sai-ano-entra-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/sai-ano-entra-ano\/","title":{"rendered":"Sai ano entra ano&#8230;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS (<a href=\"http:\/\/www.provinciasaopaulo.com\">www.provinciasaopaulo.com<\/a>)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sai 2011, entra 2012\u2026 O que muda? Praticamente nada, se excluirmos as datas. O calend\u00e1rio das mudan\u00e7as hist\u00f3ricas n\u00e3o \u00e9 linear, seq\u00fcencial. Ao contr\u00e1rio, avan\u00e7a e recua, de acordo com as mais diversas circunst\u00e2ncias. H\u00e1 d\u00e9cadas que se arrastam como s\u00e9culos, e h\u00e1 s\u00e9culos em que as transforma\u00e7\u00f5es se aceleram t\u00e3o velozmente que os anos parecem dias. Os historiadores falam, por exemplo, do \u201cbreve s\u00e9culo XX\u201d (Eric Hobsbawn, em <em>Era dos Extremos<\/em>) e, ao mesmo tempo, de \u201c<em>Il lungo XX secolo<\/em>\u201d (Givanni Arrighi), conforme o enfoque da narrativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais perto do dia-a-dia, cada passagem de ano provoca uma euforia ou certo alvoro\u00e7o, seguido de marasmo ou apatia. O sinal mais evidente disso est\u00e1 justamente no show pirot\u00e9cnico que se realiza \u00e0 meia noite do dia 31 de dezembro por todos os cantos do planeta: os fogos explodem em belas imagens de luzes e cores, mas em poucos segundos n\u00e3o passam de cinza apagada e morta. A correria do consumo e das festas rapidamente d\u00e1 ligar ao per\u00edodo da ressaca e das d\u00edvidas. Como a mar\u00e9 que esbraveja ruidosamente contra as areias da praia, para depois recuar lenta e silenciosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pergunta \u00e9: o que permanece de tudo isso? O que nos deixa como legado esse dinamismo substitu\u00eddo pela indiferen\u00e7a que, a cada ano, parece repetir-se em nossa trajet\u00f3ria? O calend\u00e1rio, seja ele solar, civil, pol\u00edtico ou lit\u00fargico, tem como fun\u00e7\u00e3o determinar o ritmo da vida. Nenhuma pessoa, povo ou cultura suporta um tempo indeterminado e abissal, sem marcos que regulem seu transcorrer silencioso. Tememos esse monstro, se n\u00e3o o temos devidamente controlado. As datas fixas do calend\u00e1rio deixam entrever os batimentos card\u00edacos de um tempo domesticado. Mas deixam entrever, sobretudo, a necessidade humana de imprimir onde no caos. Da mesma forma que o cora\u00e7\u00e3o humano, tamb\u00e9m o cora\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria bate em sua pr\u00f3pria cad\u00eancia e pode, igualmente,\u00a0 sofrer acelera\u00e7\u00e3o, arritmia, cansa\u00e7o e at\u00e9 paradas s\u00fabitas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui entra o tema da a\u00e7\u00e3o social em suas variadas formas e iniciativas. Ela pode retardar ou acelerar o ritmo da hist\u00f3ria, independentemente do calend\u00e1rio fixo na parede dos escrit\u00f3rios e salas. As\u00a0 \u00faltimas d\u00e9cadas, no Brasil, exibem certa perplexidade e desinteresse quanto ao engajamento sociopol\u00edtico. O desest\u00edmulo parece ter tomado o lugar do entusiasmo militante e marcante das d\u00e9cadas anteriores. O foco da justi\u00e7a, do direito e do bem-estar social dos anos 1960 at\u00e9 1980 foi substitu\u00eddo, hoje em dia, pelo fogo do bem-estar pessoal, individual. O culto \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o do \u201ceu\u201d, do corpo e da celebridade manifestam um hedonismo e individualismo mal disfar\u00e7ados. O importante \u201c\u00e9 estar numa boa\u201d. A \u00e9tica do trabalho, do dever e do compromisso vai, progressivamente, dando lugar \u00e0 \u00e9tica do prazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso do Movimento Social tomando em seu conjunto, o desencanto tem muito a ver com os entraves ao que se convencionou chamar de \u201cProjeto Popular para o Brasil\u201d (PPB). De uma forma ou de outra, o governo do Partido dos Trabalhadores (PT) contribuiu para pulverizar os esfor\u00e7os coletivos em torno \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um esbo\u00e7o de projeto popular. Semelhante esbo\u00e7o tem seu ber\u00e7o em v\u00e1rios igarap\u00e9s dos anos 1970, tais como a pr\u00e1tica das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e a reflex\u00e3o te\u00f3rica da Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o (TdL), movimentos sindicalistas e estudantis, aporte dos intelectuais org\u00e2nicos, movimentos sociais, etc. Igarap\u00e9s que no in\u00edcio de 1980 v\u00e3o formar o grande rio da Central \u00danica dos Trabalhadores (CUT) e do PT. Nas\u00a0 d\u00e9cadas de 80 e 90, dois projetos se lutam pela tomada do poder: projeto neoliberal e projeto popular. No interior de tudo isso, e avan\u00e7ado para a d\u00e9cada de 2000, prosseguem o processo de reflex\u00e3o das Semanas Sociais Brasileiras (SSBs), das Consultas Populares (plebiscitos), da Assembleia Popular, do Grito dos Exclu\u00eddos, da Campanha Jubileu Sul, entre tantas outras iniciativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, a partir do momento em que o PT assume o Pal\u00e1cio do Planalto, por distintos fatores, motiva\u00e7\u00f5es e circunst\u00e2ncias que o espa\u00e7o e o tempo n\u00e3o permitem detalhar, o PPB se desagrega pouco a pouco, n\u00e3o conseguindo pautar a agenda do governo federal. O ac\u00famulo de reflex\u00e3o adquirida ao longo de v\u00e1rias d\u00e9cadas come\u00e7a a erodir-se. Escorrega entre os dedos, atrav\u00e9s de posturas diferentes, \u00e0s vezes amb\u00edguas e at\u00f4nitas e at\u00e9 mesmo contradit\u00f3rias. Tamb\u00e9m as Igrejas (no plural) tiveram um papel t\u00edmido nesse processo de esfarelamento do poder popular. O seu sil\u00eancio, \u00e0s vezes ensurdecedor frente a situa\u00e7\u00f5es de extrema gravidade, de certa forma consagra e legitima a apatia que se reflete nas a\u00e7\u00f5es sociais. Pior ainda quando a tal sil\u00eancio se acrescenta uma postura ativa de volta \u00e0 sacristia e \u00e0 doutrina, ao dogma e \u00e0 pompa principesca por parte de n\u00e3o poucos setores eclesiais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, no interior mesmo dos movimentos sociais, das entidades e organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, das pastorais, associa\u00e7\u00f5es e de outras iniciativas de car\u00e1ter originalmente popular, n\u00e3o raro se desenvolve certo \u201cprofissionalismo de laborat\u00f3rio\u201d que afasta e desestimula o \u201ctrabalho de formiguinha\u201d. Isso para n\u00e3o falar de outros \u201cismos\u201d, como centralismo, machismo, nepotismo, falta de transpar\u00eancia na administra\u00e7\u00e3o financeira\u2026 Nesse campo, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil que planetas virem estrelas e estas n\u00e3o sabem mais (ou n\u00e3o querem) retornar ao trabalho de base.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Obviamente a passagem de ano n\u00e3o traz transforma\u00e7\u00f5es autom\u00e1ticas. Nos avan\u00e7os e recuos da hist\u00f3ria n\u00e3o h\u00e1 magia. Ali\u00e1s, tanto a economia como a pol\u00edtica brasileira n\u00e3o parecem dispostas a mudar o rumo do modelo neoliberal vigente. Mudan\u00e7as de superf\u00edcie, sim, aparecem a todo o momento, acompanhadas de eloquente ret\u00f3rica. Mas n\u00e3o mudan\u00e7as profundas e substanciais. Estas, ali\u00e1s, como bem sabemos, n\u00e3o costumam descer do alto (ou do planalto), mas da plan\u00edcie ou do ch\u00e3o, a exemplo das flores, das espigas e dos edif\u00edcios. S\u00e3o como as sementes: primeiro, mergulham suas ra\u00edzes no solo frio e \u00famido da realidade; s\u00f3 depois se erguem em dire\u00e7\u00e3o ao sol, ao c\u00e9u azul e ao ar livre. Deixemos no ar uma pergunta inc\u00f4moda: em 2012 podemos esperar que as pol\u00edticas p\u00fablicas superem as pol\u00edticas compensat\u00f3rias e que o projeto de poder d\u00ea lugar a um projeto de na\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-16505\" data-postid=\"16505\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-16505 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS (www.provinciasaopaulo.com) Sai 2011, entra 2012\u2026 O que muda? Praticamente nada, se excluirmos as datas. O calend\u00e1rio das mudan\u00e7as hist\u00f3ricas n\u00e3o \u00e9 linear, seq\u00fcencial. 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