
{"id":17912,"date":"2012-04-28T20:33:44","date_gmt":"2012-04-28T23:33:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=17912"},"modified":"2012-04-28T20:33:44","modified_gmt":"2012-04-28T23:33:44","slug":"desafio-dos-mil-rostos-do-outro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/desafio-dos-mil-rostos-do-outro\/","title":{"rendered":"Desafio dos mil rostos do outro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fen\u00f4meno migrat\u00f3rio tornou-se uma realidade amplamente conhecida e not\u00f3ria. No contexto da economia globalizada, da revolu\u00e7\u00e3o dos transportes e das telecomunica\u00e7\u00f5es, cresceu substancialmente o n\u00famero de pessoas em mobilidade, ao mesmo tempo em que se diversificaram os lugares de origem, tr\u00e2nsito e destino, como tamb\u00e9m se complexificaram suas rotas, ra\u00edzes e consequ\u00eancias. Para usar uma express\u00e3o do <em>Erga Migrantes Caritas Christi<\/em>, Instru\u00e7\u00e3o do Pontif\u00edcio Conselho da Pastoral para os migrantes e os itinerantes, com frequ\u00eancia hoje nos deparamos com \u201cos mil rostos do outro\u201d. As migra\u00e7\u00f5es e a mobilidade do trabalho passaram a fazer parte de qualquer an\u00e1lise da conjuntura nacional e mundial. Unanimemente, converteram-se num dado indispens\u00e1vel no xadrez intricado e din\u00e2mico do mapa mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAs migra\u00e7\u00f5es hodiernas\u201d \u2013 afirma o documento em sua apresenta\u00e7\u00e3o \u2013 \u201cconstituem o maior movimento de pessoas de todos os tempos. Nessas \u00faltimas d\u00e9cadas tal fen\u00f4meno, que envolve cerca de duzentos milh\u00f5es de pessoas, transformou-se em realidade estrutural da sociedade contempor\u00e2nea e constitui um problema cada vez mais complexo do ponto de vista social, cultural, pol\u00edtico, religioso, econ\u00f4mico e pastoral\u201d. Na cifra de duzentos milh\u00f5es, citada pelo texto, est\u00e3o contabilizados somente os que ultrapassaram as fronteiras de uma ou mais na\u00e7\u00f5es, ou seja, que residem fora do pa\u00eds em que nasceram. Some-se a isso o sem n\u00famero de trabalhadores tempor\u00e1rios e\/ou sazonais; dos migrantes internos, especialmente no \u00eaxodo do campo para a cidade; dos vivem ou trabalham em situa\u00e7\u00e3o de mobilidade (n\u00f4mades, ciganos, mar\u00edtimos, aerovi\u00e1rios, caminhoneiros, etc.), dos pr\u00f3fugos, refugiados ou \u201cdesplazados\u201d pela viol\u00eancia, muitas vezes confinados seja em campos dentro do pr\u00f3prio territ\u00f3rio nacional, seja em pa\u00edses lim\u00edtrofes, e assim por diante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Menos un\u00e2nime \u00e9 a forma com que se recebe ou se convive com a presen\u00e7a do \u201coutro, estranho, diferente\u201d. Aqui se mesclam, se confundem e se alternam acolhida e recha\u00e7o, agrega\u00e7\u00e3o e segrega\u00e7\u00e3o, abertura e discrimina\u00e7\u00e3o. Tanto as pol\u00edticas migrat\u00f3rias em geral quanto os agentes que lidam diretamente com os imigrantes\/migrantes sofrem no cora\u00e7\u00e3o e na alma as tens\u00f5es, conflitos e contradi\u00e7\u00f5es inerentes ao crescimento do vaiv\u00e9m global e em todas as dire\u00e7\u00f5es. Exemplo concreto dessas inquieta\u00e7\u00f5es muitas vezes insol\u00faveis t\u00eam sido os F\u00f3runs Internacional sobre Migra\u00e7\u00e3o e Paz, promovidos pelo SIMN (Scalabrini International Migration Network).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No primeiro deles, por exemplo, realizado em Ant\u00edgua, Guatemala, de 29 a 30 de janeiro de 2009, a dial\u00e9tica entre uma a vis\u00e3o das migra\u00e7\u00f5es como problema ou como oportunidade est\u00e1 expl\u00edcita do pr\u00f3prio slogan: <em>Fronteiras, muros ou pontes?<\/em> A abordagem do F\u00f3rum e de suas edi\u00e7\u00f5es posteriores, por si s\u00f3, desloca o foco da aten\u00e7\u00e3o para o bin\u00f4mio <em>migra\u00e7\u00e3o e paz<\/em>, diferente de outros pontos de vista, onde os deslocamentos humanos registram-se, antes de tudo, com a categoria de uma <em>problem\u00e1tica<\/em> a exigir solu\u00e7\u00f5es das autoridades p\u00fablicas e civis. Bem sabemos que o olhar sobre os migrantes, em praticamente todos os pa\u00edses e regi\u00f5es, costuma oscilar de acordo com a falta ou excesso de m\u00e3o-de-obra f\u00e1cil e barata, para os servi\u00e7os mais pesados, sujos, perigosos e mal remunerados<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cabe a essa altura tomar de emprestado algumas intui\u00e7\u00f5es de Antonietta Potente, uma religiosa e te\u00f3loga italiana que vive e leciona em Cochabamba, Bol\u00edvia. \u00c9 bem verdade que a atmosfera de sua argumenta\u00e7\u00e3o relaciona-se mais com a espiritualidade e a \u00e9tica do que com a sociologia, a an\u00e1lise e a pastoral das migra\u00e7\u00f5es (Cfr. POTENTE, Antonietta. <em>Um bene fragile \u2013 Riflessioni sull\u2019etica<\/em>, Ed. Oscar Mondadori, Roma, It\u00e1lia). Mas suas observa\u00e7\u00f5es revelam-se muito pertinentes para quem lida com os deslocamentos humanos de massa e com os indiv\u00edduos neles implicados. Tamb\u00e9m vale alertar que no cap\u00edtulo em quest\u00e3o, as reflex\u00f5es giram em torno do ambiente da biblioteca, \u201clugar de circula\u00e7\u00e3o de ideias, se saberes; encruzilhada de perspectivas e de experi\u00eancias de f\u00e9, de solu\u00e7\u00f5es e de buscas para repensar a hist\u00f3ria\u201d. A te\u00f3loga aproveita o movimento invis\u00edvel entre os personagens que se encontram por tr\u00e1s dos livros para ampliar o leque de suas observa\u00e7\u00f5es ao fen\u00f4meno migrat\u00f3rio. Todo o livro, de resto, caminha entre os diversos ambientes de uma casa, procurando, em casa um deles, tecer considera\u00e7\u00f5es entre m\u00edstica, moral e \u00e9tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num primeiro momento, a autora p\u00f5e a nu as \u201cconstantes hemorragias migrat\u00f3rias\u201d que costumam convergir para onde se acumula o capital e as oportunidades de trabalho, comprometendo com isso os pa\u00edses de origem. Estes ao fortalecerem os centros nevr\u00e1lgicos de uma economia sem fronteiras, enfraquecem ainda mais seus pr\u00f3prios territ\u00f3rios com a chamada \u201cfuga de c\u00e9rebros\u201d. \u00a0\u201cO curso da hist\u00f3ria contempor\u00e2nea \u00e9 caracterizado por longas e intermin\u00e1veis migra\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s de territ\u00f3rios infinitos e de dist\u00e2ncias l\u00edquidas do nosso planeta\u201d, diz Potente. E lembra que n\u00e3o se pode negar aos pobres dos pa\u00edses subdesenvolvidos o direito de \u201cprocurar espa\u00e7os de dignidade socioecon\u00f4mica, \u00eaxodos insistentes para buscar respiro e liberdade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar dos gritos silenciosos e mutilados que se espalham pelos caminhos do \u201c\u00eaxodo e di\u00e1spora\u201d, insiste a religiosa, \u201co fen\u00f4meno migrat\u00f3rio paradoxalmente \u00e9 um retorno \u00e0 casa, um fen\u00f4meno de re-coloca\u00e7\u00e3o da humanidade\u201d. Ou seja, enquanto a concorr\u00eancia alucinada por lucros e capital desenraiza e desloca milh\u00f5es de trabalhadores, estes procuram com desespero um novo ambiente, uma \u201cnova casa\u201d, onde cultivar as ra\u00edzes da dignidade humana. Nesta perspectiva, a mobilidade humana amplia o conceito de p\u00e1tria. O que coincide com o pensamento de J. B. Scalabrini (bispo de Piacenza, It\u00e1lia \u2013 1835-1905), considerado o \u201cpai e ap\u00f3stolo dos migrantes\u201d. De acordo com o prelado, \u201cpara o migrante, a p\u00e1tria \u00e9 a terra que d\u00e1 o p\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o texto que vimos citando vai mais al\u00e9m: o fen\u00f4meno migrat\u00f3rio contribui para romper os muros e legisla\u00e7\u00f5es (vis\u00edveis ou invis\u00edveis) que nos separam. \u201cn\u00e3o se trata ent\u00e3o de estabelecer o que fazer com esta multid\u00e3o em movimento\u201d \u2013 diz a autora \u2013 \u201cmas de perguntar-se quem s\u00e3o e de onde v\u00eaem. E \u00e9 justamente aqui que aflora outro aspecto: a diversidade e a identidade. A busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e novas oportunidades \u00e9 o ponto de partida de uma busca muito mais intensa e profunda: descoberta das identidades e descoloniza\u00e7\u00f5es dos mundos. Descoloniza\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00f3 territoriais, mas tamb\u00e9m intelectual, cultural, econ\u00f4mica de um mundo pensado \u00e0 luz de modelos de poder, de conquista, monocultural e monoreligioso\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A autora associa ao deslocamento maci\u00e7o das pessoas a possibilidade de \u201cemigrar em dire\u00e7\u00e3o a um pensamento trans-disciplinar, trans-cultural, trans-religioso, superando as m\u00faltiplas dicotomias da vida\u201d. E explica que o prefixo \u201ctrans\u201d, diferentemente do prefixo \u201cinter\u201d (em latim \u2018<em>em meio a\u2019<\/em>), indica um movimento, um passar atrav\u00e9s, um percurso, um deslocamento de um lugar a outro, um superar limites, fronteiras, barreiras, um vaiv\u00e9m no espa\u00e7o pr\u00f3prio e do outro\u201d. Migrar, acolher quem chega e estudar os fen\u00f4menos humanos, enfim, abre a consci\u00eancia a \u201c\u00e9ticas alternativas, desloca a aten\u00e7\u00e3o de n\u00f3s mesmos \u00e0 realidade que nos circunda, fazendo-nos descobrir novos horizontes\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, Antonietta Potente contrasta, uma frente \u00e0 outra, duas compreens\u00f5es do fen\u00f4meno migrat\u00f3rio. Parte da pergunta: \u201cQuem \u00e9 o outro?\u201d. E responde: \u201co outro n\u00e3o \u00e9 m\u00e3o-de-obra, nem um potencial pros\u00e9lito religioso, nem mercadoria sexual, nem um simples necessitado\u201d. Em outras palavras, n\u00e3o \u00e9 aquele estranho e ex\u00f3tico que levou n\u00e3o poucos colonizadores (Estados, religiosos, pesquisadores&#8230;) a v\u00ea-lo como um objeto de explora\u00e7\u00e3o e convers\u00e3o, de museu e de observa\u00e7\u00e3o, objeto de estudo. \u201cO outro tem alma\u201d \u2013 prossegue a autora \u2013 \u201ccapacidade de iniciativa, consci\u00eancia de si e do mundo; sabe mover-se na hist\u00f3ria, sabe como interagir com o ambiente e aproveitar das oportunidades que se lhes oferecem\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nunca \u00e9 apenas v\u00edtima do sistema econ\u00f4mico mundial, concentrador e excludente a um tempo, mas tamb\u00e9m sujeito, protagonista de alternativas, profeta de um futuro renovado. Ao p\u00f4r-se a caminho, faz mover a pr\u00f3pria hist\u00f3ria, denunciando condi\u00e7\u00f5es adversas no lugar em que nasceu e buscando condi\u00e7\u00f5es prop\u00edcias numa nova p\u00e1tria. \u201cO outro\u201d \u2013 conclui Potente \u2013 \u201cn\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um \u2018bisognoso\u2019 e n\u00e3o ser\u00e1 mais estrangeiro se reconhecermos a diversidade como uma nova riqueza; a diversidade e a identidade ganham grande relev\u00e2ncia na atual fase hist\u00f3rica\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Das intui\u00e7\u00f5es de Potente, conclui-se que o (i)migrante, refugiado, itinerante, pr\u00f3fugo, mar\u00edtimo, enfim, todo aquele que caminha, nos interpela enquanto \u201coutro\u201d. Outro que, longe de ser uma mercadoria a ser explorada (ponto de vista do capital) ou um incomodo problema (ponto de vista da legisla\u00e7\u00e3o migrat\u00f3ria), \u00e9 algu\u00e9m que nos inquieta e interroga como oportunidade de interc\u00e2mbio (ponto de vista evang\u00e9lico). Traz consigo valores e contravalores, os quais, se e quando confrontado com os nossos, abre uma espiral din\u00e2mica e dial\u00e9tica de m\u00fatuo enriquecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como ponto final, podemos recorrer \u00e0s palavras do \u201cap\u00f3stolo dos gentios\u201d, ou seja, o mission\u00e1rio itinerante de todos os povos: \u201cVoc\u00eas, portanto, j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o estrangeiros nem h\u00f3spedes, mas concidad\u00e3os do povo de Deus e membros da fam\u00edlia de Deus. Voc\u00eas pertencem ao edif\u00edcio que tem como alicerce os ap\u00f3stolos e profetas. E o pr\u00f3prio Jesus Cristo \u00e9 a pedra fundamental dessa constru\u00e7\u00e3o\u201d (Ef 2,19-20).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-17912\" data-postid=\"17912\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-17912 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS O fen\u00f4meno migrat\u00f3rio tornou-se uma realidade amplamente conhecida e not\u00f3ria. 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