
{"id":18386,"date":"2012-06-22T08:55:32","date_gmt":"2012-06-22T11:55:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=18386"},"modified":"2012-06-22T08:55:32","modified_gmt":"2012-06-22T11:55:32","slug":"poroes-da-metropole-luz-brotos-e-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/poroes-da-metropole-luz-brotos-e-esperanca\/","title":{"rendered":"Por\u00f5es da metr\u00f3pole:  Luz, brotos e esperan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O termo por\u00e3o, neste caso,\u00a0 nem sempre representa algo figuradamente oculto, subterr\u00e2neo, obscuro ou noturno. Por paradoxal que pare\u00e7a, pode ser uma realidade escancarada, a c\u00e9u aberto, \u00e0 vista de todos. Tomemos como exemplo os lix\u00f5es das grandes metr\u00f3poles, onde abutres, c\u00e3es e pessoas disputam peda\u00e7os de comida podre ou objetos com alguma possibilidade de uso. Por\u00e3o, sem d\u00favida, devido \u00e0 condi\u00e7\u00e3o subumana de sobreviv\u00eancia de tais seres humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outros por\u00f5es exp\u00f5em uma situa\u00e7\u00e3o ao mesmo tempo nua e eloquente como as chamadas cracol\u00e2ndias, nos centros degradados da cidade, ou as favelas e periferias \u00e0 beira dos riachos f\u00e9tidos e nos extremos da mancha urbana. Tamb\u00e9m o s\u00e3o pela vida prec\u00e1ria que ali luta, sonha e resiste. Em termos literais, o conceito de por\u00e3o tem mais a ver com os corti\u00e7os, em seus ambientes escuros, mofados e s\u00f3rdidos; as bocas de fumo, simultaneamente vis\u00edveis e clandestinas; os prost\u00edbulos, que velam e desvelam a pr\u00e1tica de mercantilizar carne humana; os pres\u00eddios, onde a mesma carne humana se amontoa e espreme em cub\u00edculos\u00a0 de uma insalubridade escandalosa, comprometendo o corpo e a alma de milhares de seres humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas h\u00e1 tamb\u00e9m por\u00f5es diariamente freq\u00fcentados \u00e0s dezenas, centenas e milhares por diferentes tipos de pessoas: os botecos, onde se mesclam e se alternam alegrias e tristezas, risos e l\u00e1grimas, sonhos e pesadelos; as feiras livres, os meios de transporte, os est\u00e1dios de futebol, em que as alterca\u00e7\u00f5es, os gritos e gestos exprimem tons diferenciados de euforia, com\u00e9rcio, abandono e impot\u00eancia. Por\u00f5es, sim, porque escondem anseios e car\u00eancia, busca e desilus\u00e3o. O grau e a for\u00e7a do grito pode ser sintoma de um vazio sem sentido e sem rem\u00e9dio, num mundo uma por\u00e7\u00e3o de \u201canalg\u00e9sicos\u201d aliviam mas n\u00e3o curam a dor de viver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem esquecer os por\u00f5es que se op\u00f5em frontalmente \u00e0 \u201csociedade do espet\u00e1culo\u201d (express\u00e3o de Guy Debord). Esta se desenha em particular na m\u00eddia, nas redes sociais, nos shopping-centers, nas atividades massivas por ruas, pra\u00e7as e avenidas. Movida a imagens e manchetes de holofotes, c\u00e2meras e microfones, promove mobiliza\u00e7\u00f5es de encher os olhos e os ouvidos de uma popula\u00e7\u00e3o seduzida pelas luzes e ru\u00eddos do universo urbano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas tais correntes humanas sofrem de profunda ambiguidade. Exp\u00f5em cen\u00e1rios que re\u00fanem multid\u00f5es fren\u00e9ticas e eletrizadas, mas ocultam muitas vezes a fome e a mis\u00e9ria, o abandono e o \u00e1lcool, a droga e a viol\u00eancia de outra multid\u00e3o an\u00f4nima e solit\u00e1ria, que habita pelos cantos esquecidos da metr\u00f3pole \u2013 fam\u00edlias inteiras, jovens, crian\u00e7as, adultos, mulheres prostitu\u00eddas, idosos alquebrados \u2013 a grande multid\u00e3o dos sem nome e sem rosto, sem fam\u00edlia e sem endere\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 uma rede de por\u00f5es, entretanto, que clama por seu mutismo gritante, tanto mais estridente quanto mais silencioso e silenciado. Na verdade, jamais deveria ser um por\u00e3o, conforme a descri\u00e7\u00e3o dos par\u00e1grafos anteriores, mas um ninho, um ref\u00fagio, um lugar de aconchego. Trata-se da casa, da fam\u00edlia, do lar. Com uma frequ\u00eancia inusitada, os ambientes familiares se transformam subitamente de c\u00e9u em inferno. Em numerosos casos, ali\u00e1s, nunca viram a luz do dia! As v\u00edtimas aqui s\u00e3o as mulheres, as crian\u00e7as e os anci\u00e3os. Feridas e cicatrizes devem ser cuidadosamente ocultas dos entes mais queridos, para n\u00e3o gerar golpes ainda mais graves.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 ali que a viol\u00eancia, em geral reprimida nos espa\u00e7os p\u00fablicos, abate-se com toda for\u00e7a no \u00e2mbito mais \u00edntimo, atingindo n\u00e3o raro as pessoas que mais se ama. As manchetes jornal\u00edsticas s\u00e3o pr\u00f3digas em atirar ao vento os esc\u00e2ndalos desse ambiente que, muitas vezes, terminam em graves trag\u00e9dias. No interior da fam\u00edlia a pessoa encontra-se ambiguamente nua: ou para ondas incontrol\u00e1veis de carinho e ternura, ou para agress\u00f5es pesados e igualmente incontrol\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, n\u00e3o podemos olvidar os por\u00f5es de <em>nuestros hermanos,<\/em> migrantes ou imigrantes pelas estradas, rodovi\u00e1rios e aeroportos, rompendo fronteiras, humilhados nos postos de fiscaliza\u00e7\u00e3o ou documenta\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Federal. Indocumentados, muitos s\u00e3o obrigados a esconder o rosto, o idioma e o endere\u00e7o. \u201cSem pap\u00e9is\u201d, tornam-se vulner\u00e1veis a todo tipo de explora\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de baterem em in\u00fameras portas cerradas. Sem p\u00e1tria num mundo que, embora globalizado do ponto de vista socioecon\u00f4mico e pol\u00edtico, lhes nega o direito de cidadania.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos esses por\u00f5es, por\u00e9m, nem sempre ocultos e subterr\u00e2neos, tampouco se revelam sombrios ao ponto que imaginamos. Na escurid\u00e3o silenciosa da terra \u00famida, germina e nasce, cresce e se fortalece a semente. Assim, nesses lugares (ou n\u00e3o-lugares), onde aparentemente habita a desgra\u00e7a, brotos surgem dos troncos mais in\u00f3spitos e inusitados, chama viva sob as cinzas, constru\u00e7\u00f5es solid\u00e1rias a partir dos escombros. Lugares (ou n\u00e3o-lugares) que, teimosa e persistentemente, respiram canto e poesia, m\u00fasica e dan\u00e7a, alegria e festa. Os moradores dos por\u00f5es nunca s\u00e3o apenas v\u00edtimas. S\u00e3o antes de tudo protagonistas, sujeitos de novas redes solid\u00e1rias, cujos valores, engendrados nos pontos escuros da sociedade, saem \u00e0 luz do sol e, paradoxalmente, enriquecem os que habitam os andares superiores. O deserto pode ser florido; a solid\u00e3o, povoada; e o por\u00e3o, o lugar mais rico da casa. Tais rebentos que rompem o asfalto, a pedra e a indiferen\u00e7a urbana, gratuitamente ou quando organizados, abrem horizontes de esperan\u00e7a para uma sociedade renovada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leia mais artigos do Pe. Alfredo em <a href=\"http:\/\/provinciasaopaulo.com\" target=\"_blank\">www.provinciasaopaulo.com<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-18386\" data-postid=\"18386\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-18386 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. 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