
{"id":18708,"date":"2012-07-11T15:58:25","date_gmt":"2012-07-11T18:58:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=18708"},"modified":"2012-07-11T15:58:25","modified_gmt":"2012-07-11T18:58:25","slug":"a-ordem-e-deletar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/a-ordem-e-deletar\/","title":{"rendered":"A ordem \u00e9 deletar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O verbo\u00a0<em>deletar<\/em> entrou definitivamente no vocabul\u00e1rio da l\u00edngua portuguesa. Os dicion\u00e1rios o traduzem por eliminar, suprimir, excluir, apagar. As palavras como sabemos n\u00e3o s\u00e3o neutras. Nascem, entram em uso e se consolidam num territ\u00f3rio bem preciso, do ponto de vista social e cultural. Abrem-se como janelas sobre um determinado contexto hist\u00f3rico. S\u00e3o filhas do tempo e do espa\u00e7o. Todo organismo vivo cria novas c\u00e9lulas e expele os tecidos necrosados. Sendo a l\u00edngua um desses organismos vivos, tamb\u00e9m ela faz brotar novas palavras de seu metabolismo, enquanto outras morrem e desaparecem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O termo\u00a0<em>deletar<\/em> \u00e9 filho da revolu\u00e7\u00e3o inform\u00e1tica das \u00faltimas d\u00e9cadas. Insere-se no universo de um relativismo progressivo onde as certezas cedem espa\u00e7o \u00e0s d\u00favidas, as perguntas substituem as respostas e as refer\u00eancias se diluem como bolhas de sab\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 \u201cverdades\u201d, e sim interpreta\u00e7\u00f5es. De acordo com o fil\u00f3sofo franc\u00eas Fran\u00e7ois Lyotard, em seu livro\u00a0<em>A Condi\u00e7\u00e3o P\u00f3s-Moderna<\/em>, acabaram-se as metalinguagens ou metanarrativas, restando apenas os experimentos e estudos de caso. Na contram\u00e3o da globaliza\u00e7\u00e3o, o olhar amplo e universal deu lugar \u00e0 vis\u00e3o localizada, setorizada, especializada. Na medicina, o cl\u00ednico geral desaparece frente \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o dos especialistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vem \u00e0 tona toda a obra do soci\u00f3logo polon\u00eas Zygmunt Bauman, com sua insist\u00eancia no adjetivo \u201cl\u00edquido\u201d. Os t\u00edtulos de algumas de suas obras s\u00e3o ilustrativos:\u00a0<em>Modernidade L\u00edquida, Tempos l\u00edquidos, Vida L\u00edquida, Medo L\u00edquido, Amor L\u00edquido.<\/em> Tudo parece derreter-se no oceano do relativismo: contratos, rela\u00e7\u00f5es interpessoais, valores morais, amizades, institui\u00e7\u00f5es, regras\u2026 Um exemplo corriqueiro e muito frequente: hoje fa\u00e7o cincoenta novos amigos atrav\u00e9s da rede social facebook. Trocamos mensagens, fotos e at\u00e9 intimidades. Mas amanh\u00e3 mesmo, sem maiores explica\u00e7\u00f5es, posso\u00a0<em>delet\u00e1-los<\/em>. Com a mesma rapidez com que os contatei, eu simplesmente os ignoro. Ao inv\u00e9s de um la\u00e7o s\u00f3lido e dur\u00e1vel, a amizade se converte em um relacionamento l\u00edquido, virtual, gasoso\u2026 Delet\u00e1vel!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o advento dos tempos modernos ou p\u00f3s-modernos, o universo predominantemente rural da tradi\u00e7\u00e3o d\u00e1 lugar ao universo urbano das novidades. Neste \u00faltimo, nada \u00e9 mais velho do que o jornal de ontem. As not\u00edcias ou s\u00e3o simult\u00e2neas aos fatos, ou deixam de ter interesse. Os antigos valores e contravalores, passados de gera\u00e7\u00e3o para gera\u00e7\u00e3o, s\u00e3o facilmente trocados por novas formas de pensar e de se relacionar. Entram em cena diferentes valores e contravalores, onde a pluralidade e a diversidade tomam o lugar da uniformidade. O tempo, antes marcado pelo sol e a lua, as esta\u00e7\u00f5es do ano, o plantio e a colheita, o canto do galo ou os sinos da Igreja, agora adquire o ritmo da m\u00e1quina, do apito do trem. A ci\u00eancia e a tecnologia imprimiram uma velocidade sem precedentes na produ\u00e7\u00e3o de mercadorias, inova\u00e7\u00f5es e mentalidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Torna-se relativamente normal construir e simultaneamente\u00a0<em>deletar<\/em> rela\u00e7\u00f5es de todo tipo. Instala-se progressivamente a ideia de que tudo \u00e9 descart\u00e1vel: roupas, sapatos, aparelhos dom\u00e9sticos, telefones celulares, televisores, computadores\u2026 Mas tamb\u00e9m amizade, namoro, casamento, profiss\u00e3o, voca\u00e7\u00e3o, e assim por diante. Diante de tamanha abund\u00e2ncia de coisas e oportunidades, como distinguir o que \u00e9 essencial do que \u00e9 secund\u00e1rio? A profus\u00e3o e pluralidade de pontos de vista podem nivelar tudo por baixo. O experimento ganha for\u00e7a sobre o compromisso de longo prazo. Faz-se uma experi\u00eancia provis\u00f3ria, se n\u00e3o der certo\u2026 Bem, \u00e9 s\u00f3<em>deletar<\/em> e partir para outra! No relacionamento amoroso, por exemplo, o \u201cficar\u201d substitui o \u201cnamorar\u201d, pois este \u00faltimo exige o respeito \u00e0 alteridade, uma transforma\u00e7\u00e3o profunda e rec\u00edproca, ao passo que o outro representa apenas o uso prazeroso da pessoa em quest\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conceito de bem-estar pessoal se sobrep\u00f5e ao bem-estar social. O engajamento pol\u00edtico e social \u00e9 substitu\u00eddo pela busca do \u201cestar numa boa\u201d. Prevalece o \u201ceu\u201d sobre o \u201cn\u00f3s\u201d. Os imperativos morais de uma consci\u00eancia que se sente respons\u00e1vel diante da realidade sociopol\u00edtica ou diante da multid\u00e3o dos pobres cedem o posto ao imperativo da sa\u00fade corporal acima de qualquer pre\u00e7o. Multiplicam-se a compra e venda de cosm\u00e9ticos, as academias de gin\u00e1stica, o culto ao pr\u00f3prio corpo ou \u00e0s celebridades. Com isso, trocar de partido, de religi\u00e3o, de amigo ou de relacionamento amoroso \u00e9 quase como trocar de roupa, de sabonete, de shampoo ou de operadora do telefone celular. Busca-se ansiosamente a marca ou grife do momento, mas tamb\u00e9m elas se perdem na voracidade dos modismos. Tudo se troca, tudo tem vida curta, tudo se deleta\u2026 \u201cTudo que \u00e9 s\u00f3lido se desmancha no ar\u201d, afirmava o Manifesto Comunista de Marx e Engels ainda em 1848.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa passagem da predomin\u00e2ncia da tradi\u00e7\u00e3o ao imperativo da novidade constitui um terreno profundamente amb\u00edguo. Tomemos por exemplo o conceito de liberdade. No mundo da tradi\u00e7\u00e3o rural e fortemente hierarquizada, a liberdade tem limites convencionais. Desenvolve-se sob a press\u00e3o cont\u00ednua da fam\u00edlia, da religi\u00e3o, da moral e da sociedade no seu conjunto. No cen\u00e1rio industrializado e urbano, a liberdade abre novos horizontes. As vielas estreitas se convertem em amplas estradas \u00a0Mas o caminho largo pode levar aos becos sem sa\u00edda da viol\u00eancia, da droga, do \u00e1lcool e da prostitui\u00e7\u00e3o. Tanto a \u201cliberdade vigiada\u201d, num caso, quanto a \u201cliberdade de fazer o que se quer\u201d, no outro, s\u00e3o extremos que escondem perigos. No primeiro caso, \u00e9 f\u00e1cil<em>deletar<\/em> de uma vez s\u00f3 uma longa e s\u00f3lida tradi\u00e7\u00e3o, \u00e0s vezes adquirida como uma camisa de for\u00e7a. No segundo, \u00e9 igualmente f\u00e1cil\u00a0<em>deletar<\/em> os la\u00e7os t\u00eanues de rela\u00e7\u00f5es superficiais e moment\u00e2neas. Em geral, tudo o que se engole \u00e0 for\u00e7a, cedo ou tarde se vomita; mas tamb\u00e9m \u00e9 comum vomitar o que se engole com excessiva sofreguid\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, num universo pressionado pela observa\u00e7\u00e3o moral ou moralista de princ\u00edpios r\u00edgidos e hier\u00e1rquicos, h\u00e1 uma tend\u00eancia natural ao infantilismo. O indiv\u00edduo est\u00e1 mais protegido, sem d\u00favida, mas tende a manter o cord\u00e3o umbilical que rege o comportamento. Mant\u00e9m-se comodamente dentro das normas, dificilmente se arriscando ao novo. Ao inv\u00e9s de ousar, tende a neutralizar-se. J\u00e1 na atmosfera mais aberta, livre e din\u00e2mica do mundo urbano, o indiv\u00edduo sente-se exposto a uma s\u00e9rie de riscos e aventuras, mas isso pode levar ao desenvolvimento de uma consci\u00eancia mais madura. No primeiro caso, digamos, a pessoa nasce revestida pela roupagem protetora da fam\u00edlia, do compadrio, da religi\u00e3o, da tradi\u00e7\u00e3o\u2026 Sua identidade n\u00e3o ter\u00e1 grandes sobressaltos. No segundo, a pessoa nasce nua, ter\u00e1 que abrir a pr\u00f3pria picada na selva de pedra, a identidade \u00e9 algo a ser constru\u00eddo passo a passo. Cada um tende a regular-se menos pelas conveni\u00eancias sociais e mais pelos pr\u00f3prios princ\u00edpios \u00e9ticos. Por isso mesmo, apesar dos riscos, os la\u00e7os tendem a ser mais aut\u00eanticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, na medida em que o universo urbano coloniza gradativamente o mundo rural, em ambos os casos o verbo<em>deletar<\/em> pode ser acionado: ou para desfazer-se das amarras de um convencionalismo estreito e castrador, ou para exibir-se a cada momento com as novidades de uma sociedade que n\u00e3o p\u00e1ra de fabric\u00e1-las. Lojas e farm\u00e1cias, profusamente iluminadas, exp\u00f5em uma multid\u00e3o de objetos e de analg\u00e9sicos que torna l\u00edquido toda forma de comprometimento moral. O desejo, motor impl\u00edcito ou expl\u00edcito do comportamento humano, se v\u00ea atra\u00eddo, seduzido, fascinado por todo tipo de apelo e modismo, onde o marketing, a propaganda e a publicidade exercem poderosa influ\u00eancia. Dois estudos de Gilles Lipovetsky poderiam ser chamados aqui em testemunho:<em>A Era do Vazio <\/em>e\u00a0<em>O Imp\u00e9rio do Ef\u00eamero<\/em>, respectivamente sobre o individualismo contempor\u00e2neo e a moda e seu destino nas sociedades modernas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Produzir, comprar, usar, descartar\u2026 Eis o c\u00edrculo de a\u00e7o que amarra fortemente nossa vontade, nossos projetos e nossos passos. Entramos nele quase sem nos darmos conta, mas, depois de a ele atados, \u00e9 dif\u00edcil desvencilhar-se. Mesmo professando o credo da preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente, hoje em voga, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil libertar-se da ratoeira armada pelo mercado total. Se o enxotamos pela porta, ele entra pela janela ou, mais frequentemente, pela telinha da TV ou da Internet. Para facilitar as coisas, l\u00e1 est\u00e1 a tecla do\u00a0<em>deletar<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-18708\" data-postid=\"18708\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-18708 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS O verbo\u00a0deletar entrou definitivamente no vocabul\u00e1rio da l\u00edngua portuguesa. Os dicion\u00e1rios o traduzem por eliminar, suprimir, excluir, apagar. As palavras como sabemos n\u00e3o s\u00e3o neutras. 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