
{"id":18757,"date":"2012-07-17T19:18:17","date_gmt":"2012-07-17T22:18:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=18757"},"modified":"2012-07-17T19:18:17","modified_gmt":"2012-07-17T22:18:17","slug":"50-anos-da-abertura-do-concilio-o-processo-conciliar-e-sua-continuidade-na-vida-da-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/50-anos-da-abertura-do-concilio-o-processo-conciliar-e-sua-continuidade-na-vida-da-igreja\/","title":{"rendered":"50 anos da abertura do Conc\u00edlio. O processo conciliar e sua continuidade na vida da Igreja"},"content":{"rendered":"<p>Dom Dem\u00e9trio Valentini<\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Nossa vincula\u00e7\u00e3o com o processo conciliar<\/p>\n<p>No dia 11 de outubro deste ano vamos recordar a abertura oficial do Conc\u00edlio Vaticano II, ocorrida em 1962.<\/p>\n<p>Passaram-se 50 anos. O momento \u00e9 prop\u00edcio para recuperar a mem\u00f3ria, n\u00e3o s\u00f3 de um evento individualizado, mas de um intenso processo, com o qual nos sentimos envolvidos de muitas maneiras.<\/p>\n<p>Aqui em Porto Alegre o lugar \u00e9 prop\u00edcio para recuperar a mem\u00f3ria da din\u00e2mica eclesial existente, quando entrou em cena o processo conciliar.<\/p>\n<p>O conc\u00edlio encontrou a Igreja em plena vitalidade. Em termos universais, Pio XII tinha deixado a Igreja em perfeita ordem. Como se disse do Imp\u00e9rio Romano, por ocasi\u00e3o do nascimento de Cristo: \u2018Toto Orbe in Pace Composito\u201d, se poderia dizer da situa\u00e7\u00e3o deixada por Pio XII: &#8220;Tota Ecclesia in Pace Composita\u201d!<\/p>\n<p>N\u00e3o havia nenhuma necessidade de conc\u00edlio!<\/p>\n<p>Se a Igreja estava bem no mundo, estava \u00f3tima no Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>Como s\u00edmbolos desta vitalidade, podemos destacar a figura de D Alfredo Vicente Scherer, o Cardeal Arcebispo de Porto Alegre. Ele se envolveu no Conc\u00edlio desde os seus in\u00edcios, como membro da Comiss\u00e3o Teol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Ele tinha comandado com firmeza a constru\u00e7\u00e3o do Semin\u00e1rio de Viam\u00e3o, outro sintoma do protagonismo desta Igreja antes do Concilio.<\/p>\n<p>Quero lembrar outra figura de destaque, por sua capacidade e intensa atua\u00e7\u00e3o, o Frei Boaventura Klopemburg, um dos poucos peritos brasileiros convidados desde o in\u00edcio a participar dos trabalhos de prepara\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio.<\/p>\n<p>Recordo Dom Kloppemburg, porque participei de sua ordena\u00e7\u00e3o episcopal como bispo rec\u00e9m ordenado no dia anterior a ele, em 1982. Lembro de um epis\u00f3dio muito pessoal que o ent\u00e3o Frei Boaventura me proporcionou.<\/p>\n<p>No dia 11 de outubro de 1962, fui cedo \u00e0 Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro, para ver de perto a solene prociss\u00e3o de bispos do mundo inteiro, entrando com o Papa na Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro. Gra\u00e7as ao Frei Boaventura pude entrar eu tamb\u00e9m, me valendo da credencial de jornalista que o Frei Boaventura me deu, l\u00e1 mesmo, na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro!<\/p>\n<p>Assim, pude participar da celebra\u00e7\u00e3o de abertura do Concilio, me colocando mais perto do Papa do que todos os cardeais, arcebispos e bispos.<\/p>\n<p>Na \u00faltima Assembleia da CNBB levei um susto, ao verificar que nenhum dos bispos titulares do Brasil participou da sess\u00e3o de abertura do Vaticano II, como eu tive a sorte de participar como seminarista! Foi uma gra\u00e7a especial, da qual nunca me esque\u00e7o, pois me coloca no compromisso de testemunhar, n\u00e3o s\u00f3 o privil\u00e9gio que tive naquele dia, mas, sobretudo, o intenso envolvimento eclesial suscitado pelo Conc\u00edlio.<\/p>\n<p>Esta me parece ser a incumb\u00eancia principal da celebra\u00e7\u00e3o dos 50 anos do Conc\u00edlio: recuperar a din\u00e2mica eclesial suscitada pelo Concilio, e retom\u00e1-la , no contexto em que nos encontramos hoje.<\/p>\n<p>A constata\u00e7\u00e3o de que o Conc\u00edlio fez parte da din\u00e2mica eclesial, nos desafia a retomar o protagonismo que j\u00e1 fez parte da Igreja do Rio Grande, de maneira destacada no contexto nacional.<\/p>\n<p>Hoje tamb\u00e9m precisamos de pastores dedicados, de te\u00f3logos competentes, de liturgistas capazes, de leigos atuantes, de mission\u00e1rios generosos, afinal, de uma Igreja viva e atuante.<\/p>\n<p>Este Simp\u00f3sio em mem\u00f3ria do Conc\u00edlio, j\u00e1 valeria a pena pelo incentivo que nos proporciona, ao recordar o que foi nossa Igreja, e reviver as grandes perspectivas abertas pelo Conc\u00edlio, com o desafio de lev\u00e1-las em frente. Vivemos numa \u00e9poca que contou com um grande conc\u00edlio. Que fizemos dele?<\/p>\n<p><strong>1) As prim\u00edcias do jubileu<\/strong><\/p>\n<p>Passados 50 anos da abertura do Conc\u00edlio, n\u00e3o resta d\u00favida que ele corre o risco de ser esquecido, ou de perder seu impulso. Numa \u00e9poca de tantas mudan\u00e7as, n\u00e3o \u00e9 de estranhar que um acontecimento de 50 anos atr\u00e1s seja considerado passado, sem grande influ\u00eancia no presente.<\/p>\n<p>Da\u00ed a import\u00e2ncia de &#8220;Revisitar o Conc\u00edlio\u201d, para perceber sua vitalidade, que ainda permanece.<\/p>\n<p>Neste ano, talvez em conseq\u00fc\u00eancia do livro que escrevi, e que as Paulinas publicaram &#8211; &#8220;Revisitar o Conc\u00edlio Vaticano II\u201d \u2013 estou participando de muitas reflex\u00f5es sobre o Concilio. J\u00e1 d\u00e1 para perceber algumas rea\u00e7\u00f5es interessantes.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, o povo simples, os leigos, a juventude, quando tomam conhecimento do que foi o Conc\u00edlio, do clima de abertura, de participa\u00e7\u00e3o, e de esperan\u00e7a que suscitou, logo se d\u00e3o conta que o Conc\u00edlio foi uma gra\u00e7a de Deus.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o 23 reconhecia na pronta ades\u00e3o do povo um sinal da vontade de Deus. Assim agora, me parece importante respeitar o Conc\u00edlio, e reconhecer que a m\u00e3o de Deus esteve presente. N\u00e3o d\u00e1 para desprezar este Conc\u00edlio, ou relativiz\u00e1-lo demais.<\/p>\n<p>Outra constata\u00e7\u00e3o incide sobre a consist\u00eancia deste Conc\u00edlio. Foi um conc\u00edlio para valer. Assumiu um tema denso, a Igreja, na abrang\u00eancia de suas diversas dimens\u00f5es. Um conc\u00edlio, portanto, que demanda tempo para ser implementado e assimilado.<\/p>\n<p>Neste sentido, percebe-se com evid\u00eancia que o Vaticano II desencadeou um processo, que ainda est\u00e1 em aberto. Independente se vai ser, ou n\u00e3o, convocado um novo Conc\u00edlio, o importante \u00e9 dar seq\u00fc\u00eancia ao processo desencadeado pelo Vaticano II. Temos o que fazer, para implementar as inten\u00e7\u00f5es do Conc\u00edlio!<\/p>\n<p>Mas a constata\u00e7\u00e3o mais fecunda, me parece ser esta: este Conc\u00edlio precisa ser olhado com grandeza de \u00e2nimo. Mesmo condicionado por diversas circunst\u00e2ncias hist\u00f3ricas, s\u00f3 nos situamos diante do Vaticano II reconhecendo suas grandes inten\u00e7\u00f5es e sua abertura de esp\u00edrito.<\/p>\n<p>Por tudo isto, d\u00e1 para dizer que o Conc\u00edlio n\u00e3o \u00e9 um meteoro estranho, que passou perto de nosso planeta, e lentamente vai desaparecendo no horizonte. Ao contr\u00e1rio, a celebra\u00e7\u00e3o do seu jubileu parece testemunhar sua atualidade!<\/p>\n<p><strong>2) Recordar o Conc\u00edlio, para retomar sua din\u00e2mica<\/strong><\/p>\n<p>O Conc\u00edlio n\u00e3o foi, portanto, um evento alheio \u00e0 realidade eclesial. Ele envolveu profundamente a Igreja. Estamos interessados em conhecer sua din\u00e2mica, para, se poss\u00edvel, nos apropriar-nos dela, de tal modo que continue nos motivando, e fortalecendo nossa identidade eclesial.<\/p>\n<p>J\u00e1 ao ser anunciado, este Conc\u00edlio desencadeou um intenso processo participativo, que entusiasmou toda a Igreja. Muitas pessoas sentiam que tinha chegado o tempo prop\u00edcio para empreender uma profunda renova\u00e7\u00e3o eclesial.<\/p>\n<p>Agora vivemos um momento bem diferente. Os entusiasmos duram pouco. Por isto, \u00e9 bom advertir que a mem\u00f3ria dos acontecimentos do Conc\u00edlio n\u00e3o pode levar a uma esp\u00e9cie de paralisia, fruto de um saudosismo inibidor, como se o dinamismo eclesial tivesse se esgotado com o t\u00e9rmino do Conc\u00edlio.<\/p>\n<p>A proposta, ent\u00e3o, \u00e9 esta: lembrar como foi viabilizado o Conc\u00edlio, para ver como retomar sua din\u00e2mica, no contexto em que nos encontramos agora.<\/p>\n<p><strong>3) Como surgiu o Conc\u00edlio<\/strong><\/p>\n<p>\u00c0 primeira vista, o relato dos acontecimentos que descrevem o surgimento do Conc\u00edlio, pareceria indicar que o Conc\u00edlio foi totalmente inesperado, sem v\u00ednculo hist\u00f3rico com as circunst\u00e2ncias que o precederam.<\/p>\n<p>Na verdade, houve sim uma dose grande de surpresas. Analisadas com aten\u00e7\u00e3o, se comprova que o Conc\u00edlio se deu, sim, por uma inspira\u00e7\u00e3o divina, como n\u00e3o cansava de afirmar Jo\u00e3o23. Mas uma inspira\u00e7\u00e3o prontamente assumida, e sabiamente colocada em sintonia com o dinamismo eclesial j\u00e1 existente na \u00e9poca.<\/p>\n<p>O surgimento do Conc\u00edlio foi fruto da simbiose entre inspira\u00e7\u00e3o de Deus e iniciativa humana. Jo\u00e3o 23 n\u00e3o soube s\u00f3 reconhecer uma grande inspira\u00e7\u00e3o de Deus. Ele foi tamb\u00e9m um ex\u00edmio estrategista. Ele soube revestir de motiva\u00e7\u00e3o espiritual os seus generosos planos de iniciativas pessoais.<\/p>\n<p>Os passos que conduziram Jo\u00e3o 23 a anunciar o Conc\u00edlio, no dia 25 de janeiro de 1959, se constitu\u00edram numa s\u00e9rie de surpresas, onde se podia reconhecer a m\u00e3o da Provid\u00eancia, mas onde apareciam tamb\u00e9m as marcas da a\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>Colocar com desembara\u00e7o nossa a\u00e7\u00e3o humana no contexto da provid\u00eancia de Deus \u00e9, certamente, uma grande li\u00e7\u00e3o deixada por este Papa que surpreendeu o mundo por sua coragem humana e sensibilidade em perceber os sinais dos tempos.<\/p>\n<p>A primeira surpresa foi a pr\u00f3pria elei\u00e7\u00e3o do Cardeal \u00c2ngelo Roncali, com 77 anos, desconhecido de quase todo o mundo, com apar\u00eancia de simples vig\u00e1rio de campanha, surpresa refor\u00e7ada at\u00e9 pelo nome por ele assumido, de Jo\u00e3o 23!<\/p>\n<p>Logo foi entendido como &#8220;papa de transi\u00e7\u00e3o\u201d. A surpresa maior foi descobrir que, na verdade, ele seria o papa DA grande transi\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>Mas \u00e0 surpresa de sua elei\u00e7\u00e3o, o novo Papa foi acrescentando outras surpresas, fruto de sua viv\u00eancia pessoal, que muito contribu\u00edram para preparar o clima favor\u00e1vel para o an\u00fancio do Conc\u00edlio.<\/p>\n<p>Ele se mostrou logo como o &#8220;papa da bondade\u201d. Uma bondade revestida de m\u00edstica crist\u00e3, mas feita tamb\u00e9m de gestos humanos, que foram cativando a simpatia de todos. No Natal de 1958 ele saiu do Vaticano para visitar crian\u00e7as doentes no hospital. No dia seguinte foi visitar os presos na cadeia de Roma.<\/p>\n<p>Com estes gestos de autenticidade evang\u00e9lica, Jo\u00e3o 23 pavimentou o caminho para o an\u00fancio do Conc\u00edlio, que foi prontamente aceito com entusiasmo, sobretudo pelo povo romano, que tinha logo aprendido a amar o seu papa simples e bondoso.<\/p>\n<p>Para grandes planos, \u00e9 preciso primeiro pavimentar o terreno com nossa autenticidade.<\/p>\n<p>No an\u00fancio do Conc\u00edlio houve um evidente fen\u00f4meno de transfer\u00eancia afetiva. A grande simpatia pela pessoa do papa foi transferida para a ideia do conc\u00edlio ecum\u00eanico. O conc\u00edlio passou a ser olhado com entusiasmo e esperan\u00e7a, porque era proposto pelo Papa Jo\u00e3o 23.<\/p>\n<p>Como nos in\u00edcios da Igreja, o povo animado do Esp\u00edrito Santo servia de crit\u00e9rio para guiar os passos da Igreja.<\/p>\n<p>A generosa ades\u00e3o do povo foi muito bem capitalizada por Jo\u00e3o 23. Assim o processo conciliar teve desde o in\u00edcio um grande respaldo popular, que servia de aval para as provid\u00eancias a serem tomadas.<\/p>\n<p>Este fato nos d\u00e1 um precioso ensinamento, e um bom desafio. Como fazer para perceber o rumo a seguir, sinalizado pelos &#8220;sinais dos tempos\u201d, que nos revelam o &#8220;sensus fidelium\u201d, como soube fazer Jo\u00e3o 23?<\/p>\n<p><strong>4) Momentos decisivos do Conc\u00edlio<\/strong><\/p>\n<p>A mem\u00f3ria do Conc\u00edlio n\u00e3o \u00e9 retil\u00ednea. Houve momentos que direcionaram o processo conciliar. Podemos identificar alguns deles, que acabaram definindo o rumo do Conc\u00edlio.<\/p>\n<p>4.1. O an\u00fancio do Conc\u00edlio.<\/p>\n<p>O an\u00fancio do Conc\u00edlio, no dia 25 de janeiro de 1959, se constituiu no fato primordial de todo o Vaticano Segundo. J\u00e1 vimos as circunst\u00e2ncias em que se deu este an\u00fancio, que desencadeou o processo conciliar.<\/p>\n<p>Olhando a estrat\u00e9gia do Papa, de difundir a not\u00edcia pela imprensa antes de comunic\u00e1-la aos cardeais, para evitar poss\u00edveis resist\u00eancias, e constado como perduram, ainda hoje certas resist\u00eancias, ficam algumas perguntas que nos alertam. .<\/p>\n<p>Ao longo de todo o Conc\u00edlio, ser\u00e1 que n\u00e3o faltou um di\u00e1logo maduro e franco, para superar as resist\u00eancias, mesmo sabendo que podiam ser fruto de preconceitos ultrapassados?<\/p>\n<p>4.2. Ampla consulta \u00e0s bases<\/p>\n<p>A &#8220;comiss\u00e3o ante preparat\u00f3ria\u201d, foi incumbida de elencar os assuntos a serem abordados pelo Conc\u00edlio. Ela foi muito feliz em dar a palavra \u00e0s bases, atrav\u00e9s de ampla consulta, endere\u00e7ada aos bispos do mundo inteiro, \u00e0s congrega\u00e7\u00f5es religiosas, aos reitores de universidades cat\u00f3licas, e aos membros da C\u00faria Romana.<\/p>\n<p>Com a resposta de 77% dos entrevistados, foi poss\u00edvel n\u00e3o s\u00f3 recolher preciosas sugest\u00f5es para a tem\u00e1tica do Conc\u00edlio, mas perceber tamb\u00e9m como \u00e9 v\u00e1lido dar aten\u00e7\u00e3o \u00e0s bases, e valorizar o que o povo tem a dizer.<\/p>\n<p>4.3. Expectativa mundial em torno de um evento eclesial<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio, j\u00e1 no dia do seu an\u00fancio, o Conc\u00edlio entrou na pauta das ag\u00eancias de not\u00edcias. Foi muito significativo o interesse do mundo em acompanhar um evento da Igreja.<\/p>\n<p>\u00c9 sintoma positivo quando a Igreja se torna sinal de esperan\u00e7a para o mundo. Como estamos hoje?<\/p>\n<p>4.4. O discurso de abertura do Conc\u00edlio<\/p>\n<p>Repercutiu muito o discurso de Jo\u00e3o 23 no dia da abertura do Conc\u00edlio N\u00e3o deixou d\u00favidas que o Conc\u00edlio era mesmo para valer. A Igreja precisava atualizar a maneira de apresentar ao mundo as verdades perenes, que precisam ser bem captadas em cada \u00e9poca.<\/p>\n<p>Repercutiu, sobretudo, a disposi\u00e7\u00e3o da Igreja diante dos erros, preferindo &#8220;usar mais o rem\u00e9dio da miseric\u00f3rdia do que o da severidade.\u201d.<\/p>\n<p>E a recomenda\u00e7\u00e3o da Igreja de se mostrar &#8220;m\u00e3e amorosa de todos, benigna, paciente, cheia de miseric\u00f3rdia e bondade tamb\u00e9m com os filhos dela separados\u201d.<\/p>\n<p>Este devia ser um conc\u00edlio sem nenhum an\u00e1tema!<\/p>\n<p>Diante desta generosa proposta de Jo\u00e3o 23, vale perguntar se \u00e9 ainda esta a postura da Igreja, ou, parafraseando o salmo, &#8220;&#8230; a m\u00e3o da Igreja mudou, n\u00e3o \u00e9 mais a mesma\u201d!<\/p>\n<p>4.5. A elei\u00e7\u00e3o dos membros das comiss\u00f5es conciliares<\/p>\n<p>Uma provid\u00eancia muito importante foi tomada pelos bispos na sua primeira sess\u00e3o de trabalho. Precisavam escolher 16 nomes para cada uma das dez comiss\u00f5es conciliares Como podiam tirar da cabe\u00e7a tantos nomes, assim de improviso? Gra\u00e7as \u00e0 interven\u00e7\u00e3o do Cardeal Li\u00e9nard, secundado por outros, a escolha foi adiada, com tr\u00eas dias para os episcopados se consultarem entre si, em vista de identificar os nomes mais convenientes a serem indicados.<\/p>\n<p>Assim ficou garantida a representatividade do episcopado mundial<\/p>\n<p>Com isto, os bispos se apropriaram do espa\u00e7o conciliar, que lhes pertencia de fato.<\/p>\n<p>Como ocupar os espa\u00e7os que s\u00e3o nossos? Como coloc\u00e1-los a servi\u00e7o da Igreja e da sociedade? Esta \u00e9 outra quest\u00e3o, que o conc\u00edlio nos prop\u00f5e.<\/p>\n<p>4. 6. Prioridade dada \u00e0 liturgia<\/p>\n<p>O primeiro assunto debatido no Conc\u00edlio, no come\u00e7o da primeira sess\u00e3o anual, foi a liturgia. Foi uma feliz escolha. Pois o assunto era o mais pr\u00f3ximo a cada bispo, e despertava um interesse imediato.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do mais, era o esquema mais maduro, que recolhia os esfor\u00e7os do Movimento Lit\u00fargico, um dos principais movimentos que precederam o Vaticano II<\/p>\n<p>Os debates em torno da liturgia serviram tamb\u00e9m para os bispos afinarem um pouco melhor o seu latim, seja para as interven\u00e7\u00f5es na aula conciliar, como sobretudo para entenderem o que se falava. A liturgia aplainou o caminho dos debates conciliares. Serviu para amaciar o motor para a longa viagem que estava \u00e0 frente.<\/p>\n<p>4.7. A primeira rejei\u00e7\u00e3o de um esquema<\/p>\n<p>Terminado o debate preliminar sobre a liturgia, e aprovado o seu esquema como &#8220;base para o documento conciliar\u201d, foi introduzido outro tema, cujo desfecho seria surpreendente, e iria provocar um alinhamento do plen\u00e1rio, que atravessou depois todo o Conc\u00edlio.<\/p>\n<p>Acontece que o esquema sobre a Revela\u00e7\u00e3o, &#8220;De fontibus revelationis\u201d, era vazado em termos fortemente pol\u00eamicos, pr\u00f3prios ainda da &#8220;Contra Reforma\u201d. Em contraste, portanto, com a proposta de Jo\u00e3o 23, de buscar a aproxima\u00e7\u00e3o com os &#8220;irm\u00e3os separados\u201d.<\/p>\n<p>Levado \u00e0 vota\u00e7\u00e3o, expressiva maioria se mostrou contr\u00e1ria ao documento, pedindo sua substitui\u00e7\u00e3o. Mas faltaram poucos votos para atingir os dois ter\u00e7os necess\u00e1rios para rejeitar um esquema, de acordo com o regulamento. Parecia criado um impasse dif\u00edcil de contornar.<\/p>\n<p>Foi ent\u00e3o que Jo\u00e3o 23 interveio pela primeira vez nos trabalhos conciliares, mandando substituir o esquema por outro mais de acordo com as expectativas ecum\u00eanicas.<\/p>\n<p>O fato teve grande repercuss\u00e3o, e conseq\u00fc\u00eancias pr\u00e1ticas muito determinantes, pois de certa maneira conformou uma expressiva maioria conciliar, feita dos que tinham votado contra o documento, e acrescida de muitos outros bispos que no gesto do Papa perceberam que ele n\u00e3o se prendia aos esquemas preparat\u00f3rios, muitos deles vazados ainda em linguagem da contra-reforma. A partir da\u00ed, as vota\u00e7\u00f5es encontraram um claro crit\u00e9rio de posicionamento, que atravessou todo o conc\u00edlio.<\/p>\n<p>Alguns historiadores chegam a identificar naquele gesto do Papa o fim da &#8220;contrarreforma\u201d. Ela teria se encerrado no dia 20 de novembro de 1962, data da decis\u00e3o de Jo\u00e3o 23 de mandar retirar o pol\u00eamico esquema sobre &#8220;as fontes da revela\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Aqui se introduz outra pondera\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o \u00e9 fora de prop\u00f3sito. Trata-se da oportunidade que um evento extraordin\u00e1rio oferece, para superar preconceitos cristalizados h\u00e1 s\u00e9culos, romper resist\u00eancias, e abrir espa\u00e7os para um clima de di\u00e1logo.<\/p>\n<p>Foi o que proporcionou este Conc\u00edlio, possibilitando uma nova rela\u00e7\u00e3o, de di\u00e1logo e de respeito, entre cat\u00f3licos e &#8220;irm\u00e3os separados\u201d. E em boa parte, somente \u00e0 luz do forte impacto do conc\u00edlio se compreende a aceita\u00e7\u00e3o das grandes mudan\u00e7as efetivadas na liturgia. E se compreende como alguns ainda n\u00e3o as tenham aceitado.<\/p>\n<p>Em todo o caso, fica o desafio: como canalizar as energias positivas dos acontecimentos que causam impactos, e podem provocar mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>No que se refere ao ecumenismo, ser\u00e1 que n\u00e3o desperdi\u00e7amos uma preciosa oportunidade de maior aproxima\u00e7\u00e3o e de compromissos progressivos em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 plena reconcilia\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>4.8. A redu\u00e7\u00e3o dos esquemas preparat\u00f3rios<\/p>\n<p>No intervalo entre a primeira e a segunda sess\u00e3o, foi tomada uma importante decis\u00e3o. Foi reduzido drasticamente o n\u00famero dos esquemas preparat\u00f3rios. Eram pouco mais de setenta. Foram reduzidos a pouco mais de dez.<\/p>\n<p>Isto foi poss\u00edvel porque no final da primeira sess\u00e3o, ao iniciar a an\u00e1lise do esquema sobre a Igreja, os bispos se deram conta, muito claramente, que tinham chegado ao tema central, que poderia aglutinar todos os outros.<\/p>\n<p>Tinha emergido o n\u00facleo central do Conc\u00edlio. Este seria um conc\u00edlio claramente &#8220;eclesiol\u00f3gico\u201d, enquanto os primeiros conc\u00edlios da Igreja tenham sido claramente &#8220;cristol\u00f3gicos\u201d.<\/p>\n<p>Estava definida a tarefa do Conc\u00edlio: apresentar a verdadeira identidade da Igreja, na sua natureza e na sua miss\u00e3o, no contexto do mundo de hoje. Uma Igreja comprometida com a renova\u00e7\u00e3o, inspirada no Evangelho de Cristo e no exemplo da Igreja Primitiva, comprometida com a causa da unidade dos crist\u00e3os, e inserida na sociedade, com quem se mostra solid\u00e1ria na busca da justi\u00e7a, da fraternidade e da paz. Um objetivo que certamente demanda muito tempo para ser implementado!<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, o Conc\u00edlio estava bem centrado, tinha um tema que nucleava todos os outros assuntos.<\/p>\n<p>Em nossa pastoral tamb\u00e9m \u00e9 importante encontrar um n\u00facleo central, que possa dar organicidade \u00e0 diversidade de aspectos e de atividades.<\/p>\n<p>4.9. A Igreja como Povo de Deus<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia teol\u00f3gica e pastoral desta op\u00e7\u00e3o do Concilio<\/p>\n<p>A ideia de acrescentar um cap\u00edtulo sobre a Igreja como Povo de Deus, antes do cap\u00edtulo sobre a Hierarquia, foi prontamente assumida, e o gesto foi interpretado como express\u00e3o concreta do Conc\u00edlio, para fundamentar uma vis\u00e3o de Igreja que superasse as discrimina\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Esta op\u00e7\u00e3o de privilegiar a vis\u00e3o de Igreja como Povo de Deus teve tanta repercuss\u00e3o no Conc\u00edlio, que ela se assemelhou \u00e0 famosa &#8220;revolu\u00e7\u00e3o copernicana\u201d, quando a humanidade se deu conta, ajudada por Cop\u00e9rnico, que n\u00e3o era o sol que girava ao redor da terra, mas a terra que girava ao redor do sol.<\/p>\n<p>Assim a centralidade da Igreja n\u00e3o estava na hierarquia, mas no Povo de Deus, que inclui todos os membros da Igreja, de maneira igualit\u00e1ria e fundamental, e a servi\u00e7o do qual est\u00e1 a hierarquia.<\/p>\n<p>Com a introdu\u00e7\u00e3o do cap\u00edtulo sobre o Povo de Deus, o Conc\u00edlio fazia a clara op\u00e7\u00e3o de uma vis\u00e3o b\u00edblica e ao mesmo tempo hist\u00f3rica da Igreja.<\/p>\n<p>A vis\u00e3o de Igreja como Povo de Deus possui uma centralidade, cujo alcance pode escapar a uma an\u00e1lise superficial da eclesiologia do Vaticano Segundo.<\/p>\n<p>O Cap\u00edtulo Segundo da Lumen Gentium tem uma centralidade din\u00e2mica. Possibilita situar a Igreja no seu relacionamento hist\u00f3rico com a diversidade de &#8220;povos, l\u00ednguas e na\u00e7\u00f5es\u201d, afinal, na sua encarna\u00e7\u00e3o concreta e na sua vizinhan\u00e7a com a realidade hist\u00f3rica da humanidade.<\/p>\n<p>Por isto, parece equivocada a interpreta\u00e7\u00e3o divulgada a partir do S\u00ednodo especial comemorativo dos 20 anos do Conc\u00edlio, em 1985, que teria relativizado a vis\u00e3o de Igreja Povo de Deus, para ressaltar a dimens\u00e3o de Igreja como mist\u00e9rio de comunh\u00e3o.<\/p>\n<p>A afirma\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio, para ser bem entendida, precisa ser situada no contexto hist\u00f3rico em que foi formulada. Ela serviu para fundamentar uma nova vis\u00e3o de Igreja, que vinha ao encontro das grandes expectativas de renova\u00e7\u00e3o eclesial, que o Conc\u00edlio tinha desencadeado.<\/p>\n<p>4.10. Colegialidade Episcopal: uma Igreja correspons\u00e1vel e participativa<\/p>\n<p>Ao lado da import\u00e2ncia da vis\u00e3o de Igreja como Povo de Deus, o Vaticano II enfrentou a quest\u00e3o da Colegialidade Episcopal, de grande peso teol\u00f3gico, que estava pendente desde o Vaticano Primeiro.<\/p>\n<p>Colocado o cap\u00edtulo sobre a hierarquia depois do capitulo sobre o Povo de Deus, ficou mais f\u00e1cil de compreender a hierarquia como um servi\u00e7o ao Povo de Deus, e partir da\u00ed entender sua import\u00e2ncia, e sua miss\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n<p>Neste Capitulo, de maneira mais destacada, o Conc\u00edlio analisa e define a natureza e a miss\u00e3o do Episcopado, entendido como um sacramento com dimens\u00e3o eclesial muito clara e fundamental.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 o caso de discorrer aqui sobre as m\u00faltiplas decorr\u00eancias que poderiam advir de uma pr\u00e1tica mais adequada da Colegialidade Episcopal. Ela simboliza a corresponsabilidade eclesial, com o incentivo para a participa\u00e7\u00e3o de todos na vida e na miss\u00e3o da Igreja.<\/p>\n<p>Mas no m\u00ednimo \u00e9 conveniente ressaltar que da reta vis\u00e3o da colegialidade, e da vis\u00e3o da Igreja como Povo de Deus, derivam as grandes intui\u00e7\u00f5es pastorais do Concilio Vaticano Segundo.<\/p>\n<p>Em especial, a import\u00e2ncia das Igrejas Locais, como concretiza\u00e7\u00f5es da Igreja nas realidades onde ela se insere, na diversidade de ra\u00e7as e culturas.<\/p>\n<p>Igualmente a import\u00e2ncia das comunidades eclesiais, onde o Evangelho pode ser vivido na pr\u00e1tica da conviv\u00eancia cotidiana e da inser\u00e7\u00e3o no mundo.<\/p>\n<p><strong>5 ) Contexto hist\u00f3rico do Vaticano II<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o se entende o Conc\u00edlio Vaticano II sem ter presente o ambiente hist\u00f3rico em que ele se realizou.<\/p>\n<p>As d\u00e9cadas de 50 e de 60 foram as mais otimistas dos \u00faltimos s\u00e9culos. A Europa estava em pela reconstru\u00e7\u00e3o no p\u00f3s-guerra. A humanidade iniciava sua carreira espacial, com a meta de chegar na lua antes do final da d\u00e9cada de sessenta.<\/p>\n<p>Na pol\u00edtica estava acontecendo a distens\u00e3o entre leste e oeste, com Kennedy nos Estados Unidos, Kruchev na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, e Jo\u00e3o 23 no Vaticano.<\/p>\n<p>As na\u00e7\u00f5es da \u00c1frica iam proclamando sua independ\u00eancia e o mito do desenvolvimento sem limites contagiava a todos.<\/p>\n<p>Foi neste clima de otimismo e de esperan\u00e7a que se realizou o Vaticano II.<\/p>\n<p>A Igreja percebeu a hora da gra\u00e7a, soube aproveitar as condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis que a hist\u00f3ria lhe proporcionava para mobilizar a Igreja para um evento de tamanha envergadura, como seria o Conc\u00edlio Vaticano II.<\/p>\n<p>Esses tempos de otimismo duraram pouco. J\u00e1 no final da d\u00e9cada de sessenta, eclodiu em 1968 a revolta dos estudantes na Fran\u00e7a, sintoma da grande transforma\u00e7\u00e3o cultural que a seculariza\u00e7\u00e3o iria espalhar rapidamente pela Europa e pelos pa\u00edses do primeiro mundo.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito da seculariza\u00e7\u00e3o, com os profundos impactos que ela trouxe, alguns fazem uma leitura equivocada da hist\u00f3ria. Porque a seculariza\u00e7\u00e3o ocorreu depois do Conc\u00edlio, se conclui, erroneamente, que ela foi causada pelo Conc\u00edlio.<\/p>\n<p>N\u00e3o deixa de ser verdade que a recep\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio coincidiu em muitos lugares com a chegada da seculariza\u00e7\u00e3o, confundindo as cabe\u00e7as de muitas pessoas. .<\/p>\n<p>Fica outro bom desafio: como aproveitar os ventos favor\u00e1veis da hist\u00f3ria, para conduzir melhor a barca da Igreja.<\/p>\n<p><strong>6) Movimentos eclesiais que precederam o Conc\u00edlio<\/strong><\/p>\n<p>Outro ponto indispens\u00e1vel para compreendermos o Conc\u00edlio, \u00e9 perceber a import\u00e2ncia que tiveram os diversos movimentos eclesiais que o precederam. Todos consistentes, e denotando a vitalidade que h\u00e1 mais tempo vinha acontecendo na Igreja.<\/p>\n<p>Basta aqui citar esses movimentos, para perceber como o an\u00fancio do Conc\u00edlio encontrou a Igreja em pleno dinamismo.<\/p>\n<p>Os movimentos lit\u00fargico, b\u00edblico, ecum\u00eanico, teol\u00f3gico despertavam o interesse pelas quest\u00f5es pr\u00f3prias de cada um, levando muitas pessoas a aderirem a estes movimentos com conhecimento de causa e boa forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Basta conferir a consist\u00eancia do movimento lit\u00fargico, com diversos mosteiros servindo de refer\u00eancia para o estudo e aprofundamento das quest\u00f5es lit\u00fargicas. Eles ofereceram as bases para a Igreja propor uma reforma lit\u00fargica em profundidade, e que precisa de tempo adequado para se consolidar!<\/p>\n<p>Por sua vez, a A\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica, proporcionava a participa\u00e7\u00e3o de muitos crist\u00e3os nas realidades pol\u00edticas e sociais. E o &#8220;movimento por um mundo melhor\u201d motivava seus membros a assumirem a f\u00e9 crist\u00e3 com mais ardor e convic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Pois bem, a constata\u00e7\u00e3o da for\u00e7a destes movimentos anteriores ao Conc\u00edlio nos ajuda a perceber que o Conc\u00edlio n\u00e3o prescindiu da caminhada anterior da Igreja, nem provocou rupturas com ela.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio, soube valorizar estes movimentos, tornando-se estu\u00e1rio de todos eles, recolhendo a preciosa contribui\u00e7\u00e3o que tinham dado para a Igreja. Eles proporcionaram ao Conc\u00edlio a pl\u00eaiade de peritos, competentes em seus respectivos ramos<\/p>\n<p>Assim fazendo, o conc\u00edlio nos deixa uma li\u00e7\u00e3o, a ser aprendida com discernimento. .<\/p>\n<p>Como o Conc\u00edlio, n\u00f3s tamb\u00e9m somos chamados a valorizar as riquezas que brotam da vida do Povo de Deus. Mesmo que \u00e0s vezes seja necess\u00e1rio superar preconceitos. Diversos dos grandes te\u00f3logos que prestaram sua competente contribui\u00e7\u00e3o, tinham sido colocados sob suspeita, e at\u00e9 proibidos de lecionar.<\/p>\n<p>Com a abertura causada pelo Conc\u00edlio, foram reintegrados na vida eclesial, e convocados como peritos.<\/p>\n<p>Muitas vezes a renova\u00e7\u00e3o da Igreja passa pelo endere\u00e7o de pessoas que s\u00e3o olhadas com reserva.<\/p>\n<p>Somos chamados a retomar nosso protagonismo eclesial, agindo com esp\u00edrito evang\u00e9lico, com alegria, compet\u00eancia e liberdade.<\/p>\n<p>\u00c9 a partir da a\u00e7\u00e3o de cada um que a Igreja se renova e cresce.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O Conc\u00edlio foi escola de viv\u00eancia eclesial. Os diversos momentos decisivos do Conc\u00edlio se constituem em exemplo de atua\u00e7\u00e3o eclesial bem conduzida.<\/p>\n<p>Independente de quando vamos ter um outro Conc\u00edlio, o que importa \u00e9 resgatar o processo conciliar, vivendo a conciliariedade da Igreja, com sua pr\u00e1tica de estar atenta aos sinais dos tempos, com a certeza de contar com a atua\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito quando ela se re\u00fane para discernir os passos a dar.<\/p>\n<p>Assim o Conc\u00edlio fica integrado na vida da Igreja, e n\u00f3s podemos continuar a sua din\u00e2mica.<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-18757\" data-postid=\"18757\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-18757 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Dem\u00e9trio Valentini Introdu\u00e7\u00e3o Nossa vincula\u00e7\u00e3o com o processo conciliar No dia 11 de outubro deste ano vamos recordar a abertura oficial do Conc\u00edlio Vaticano II, ocorrida em 1962. 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