
{"id":18895,"date":"2012-08-03T21:32:00","date_gmt":"2012-08-04T00:32:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=18895"},"modified":"2012-08-03T21:32:00","modified_gmt":"2012-08-04T00:32:00","slug":"na-contramao-do-mercado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/na-contramao-do-mercado\/","title":{"rendered":"Na contram\u00e3o do mercado"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deus n\u00e3o usa balan\u00e7a para equilibrar falhas e pecados, de um lado, perd\u00e3o e gra\u00e7a, do outro. Tamb\u00e9m parece n\u00e3o conhecer certas novidades modernas, tais como o rel\u00f3gio, o pre\u00e7o, o metro, o c\u00e1lculo. Definitivamente, como assegura Antonietta Potente (<em>La religiosit\u00e0 della vita<\/em> \u2013 una proposta alternativa per abitare la storia), Deus n\u00e3o \u00e9 um matem\u00e1tico, no sentido popular do termo. No exerc\u00edcio da justi\u00e7a, n\u00e3o trabalha com o adjetivo \u201cdistributivista\u201d. Prevalecem antes a compaix\u00e3o, a miseric\u00f3rdia e a bondade. \u201cTransborda um poema do meu cora\u00e7\u00e3o\u201d, diz o salmo (Sl 44\/45). Tudo transborda em grau infinito, gratuito e incomensur\u00e1vel na justi\u00e7a de Deus. Trata-se de algo incompreens\u00edvel para a intelig\u00eancia humana, finita por natureza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na travessia hist\u00f3rica do ser humano pela face da terra, em especial no ocidente modernizado, industrializado e urbanizado, as marcas da ci\u00eancia e do iluminismo deixaram rastros de um conceito de tempo e espa\u00e7o contados, respectivamente, em mil\u00edmetros e segundos. Semelhante vis\u00e3o de mundo, onde os sinais cadenciados da natureza cedem lugar ao ritmo preciso da m\u00e1quina, a linguagem cotidiana se converte em n\u00fameros, porcentagens, estat\u00edsticas, pesquisas, quadros comparativos, e assim por diante. O som ritmado do motor, o tic-tac do rel\u00f3gio e a luz el\u00e9trica d\u00e3o as coordenadas dos batimentos card\u00edacos da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 lugar para acompanhar a trajet\u00f3ria do sol, as fases da lua ou os desenhos das estrelas. Menos ainda para admirar o milagre do plantio e da colheita, que faz a vida se renovar a partir dos segredos ocultos no ventre da terra. Tampouco para levantar de manh\u00e3 ao som do galo, dos p\u00e1ssaros ou do sino da Igreja mais pr\u00f3xima. As \u00faltimas frases trazem embutido o ran\u00e7o de um saudosismo buc\u00f3lico, \u00e9 bem verdade, mas tamb\u00e9m alertam para uma acelera\u00e7\u00e3o vertiginosa do tempo, para o estreitamento do espa\u00e7o e para a aboli\u00e7\u00e3o da noite. Imp\u00f5e-se velocidade sem precedentes que, em n\u00e3o poucos casos, atropela sentimentos, l\u00e1grimas e risos, al\u00e9m de inibir a capacidade do \u00eaxtase e da contempla\u00e7\u00e3o. Como um carro desenfreado que semeia feridos sem conta \u00e0 beira da estrada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Impulsionado pelos avan\u00e7os cient\u00edficos e tecnol\u00f3gicos, o mercado gerou um imperativo que a tudo e a todos subjuga. \u00c9 preciso investigar, conhecer, dissecar. Instalou-se uma sofreguid\u00e3o in\u00e9dita para desvendar as leis que regem a natureza, o universo, a hist\u00f3ria e o corpo humano. O conhecimento adquire status de permanente inova\u00e7\u00e3o. Na hierarquia de valores, \u201ca sede de novidades\u201d suplantou e fez submergir o legado da tradi\u00e7\u00e3o, para utilizar a frase de abertura da carta enc\u00edclica <em>Rerum Novarum<\/em>, publicada em maio de 1891, pelo papa Le\u00e3o XIII. Logo adiante, o texto do pont\u00edfice refere-se ainda \u00e0 \u201cagita\u00e7\u00e3o febril\u201d que domina os tempos atuais, no auge da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial. Agita\u00e7\u00e3o febril em dupla dimens\u00e3o: surgimento progressivo de chamin\u00e9s em cidades como Manchester, Liverpool e Londres, na Gr\u00e3-Bretanha, mas tamb\u00e9m em Paris, Berlim e Mil\u00e3o, no continente europeu, e ainda em Detroit, Chicago e Nova York, no outro lado do Atl\u00e2ntico; e, por outro lado, a febre insaci\u00e1vel dos produtos inovadores.\u00a0 Nesse cen\u00e1rio marcado pelo turbilh\u00e3o do progresso cient\u00edfico-tecnol\u00f3gico, mais que uma s\u00e1bia e prudente continuidade com a heran\u00e7a deixada pelas gera\u00e7\u00f5es e \u00e9pocas anteriores, prevalece muitas vezes uma pura e simples ruptura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ruptura que se atenua ou se acentua de acordo com a hist\u00f3ria dos diferentes pa\u00edses, com as exig\u00eancias do modelo capitalista de produ\u00e7\u00e3o ou com os anseios do <em>ter<\/em> em detrimento do <em>ser<\/em>. O ciclo incans\u00e1vel da produ\u00e7\u00e3o-comercializa\u00e7\u00e3o-consumo adquire graus e ritmos diversos. O novo \u201clatif\u00fandio do conhecimento\u201d, hoje acrescido pela revolu\u00e7\u00e3o da inform\u00e1tica, se encarrega de difundir as novidades e os modismos, revestidos sempre de imagens e embalagens, sons e luzes extraordinariamente sedutoras. Mas n\u00e3o s\u00f3: al\u00e9m da difus\u00e3o de produtos in\u00e9ditos, os especialistas do marketing, da propaganda e da publicidade, expandem, aprofundam, multiplicam e criam necessidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A realiza\u00e7\u00e3o pessoal e profissional passa a depender do que temos, usamos, aparentamos, compramos&#8230; A capacidade de consumo, quase que de forma mec\u00e2nica e autom\u00e1tica, converte-se no caminho mais curto para a felicidade. Ou infelicidade, no caso da falta de recursos. Eis a contradi\u00e7\u00e3o: o mercado e os governos, seus capatazes, incentivam a compra, mas o desemprego, subemprego e baixos sal\u00e1rios limitam o acesso. Socializa-se o fasc\u00ednio pelas novidades da \u00faltima moda, mas privatiza-se a o alcance \u00e0s mesmas. Frente \u00e0 avalanche intermin\u00e1vel de produtos, desencadeia-se, ao mesmo tempo, a expectativa e a frustra\u00e7\u00e3o de chegar at\u00e9 eles. Da\u00ed que, para a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda, os shopping-centers tornam-se muitas vezes lugares de passeio, para encher os olhos e sair de m\u00e3os vazias. Tarde nos damos conta de que poucas coisas s\u00e3o realmente necess\u00e1rias para uma vida feliz!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Evidentemente, n\u00e3o podemos desconhecer a populariza\u00e7\u00e3o e democratiza\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios do progresso cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico. Basta elencar os avan\u00e7os na \u00e1rea do conforto pessoal e familiar, no interior das casas; no campo da medicina, destaca-se o aumento da expectativa de vida, bem como o acesso gradual \u00e0 melhor qualidade da mesma; na esfera das rela\u00e7\u00f5es humanas, \u00e9 not\u00f3rio o melhoramento das comunica\u00e7\u00f5es, dos transportes e da inclus\u00e3o digital. Tudo isso, entretanto, carrega um estigma dif\u00edcil de extirpar. Se \u00e9 verdade que alarga o horizonte da cultura e da civiliza\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m \u00e9 certo que gera uma contradi\u00e7\u00e3o interna, ao reproduzir, simultaneamente, ac\u00famulo e concentra\u00e7\u00e3o de um lado, escassez e exclus\u00e3o do outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m do mais, alguns exemplos s\u00e3o eloquentes. O autom\u00f3vel foi inventado para facilitar a mobilidade humana, mas atualmente, em muitas metr\u00f3poles, seu uso exagerado vem conduzindo ao imobilismo de gigantescos congestionamentos. Os meios de comunica\u00e7\u00e3o surgiram com o objetivo de aproximar pessoas, fatos e culturas, mas o acesso indiscriminado aos mesmos tende a criar curtos-circuitos de incomunica\u00e7\u00e3o, especialmente nos contatos pessoa-a-pessoa, cara-a-cara, olho-no-olho. Os rem\u00e9dios aliviam dores, curam infec\u00e7\u00f5es regulam enfermidades, mas s\u00e3o conhecidas as mortes por overdose, o que revela a linha estreita entre rem\u00e9dio e droga. Fala-se hoje em dia em produtos ecol\u00f3gicos, economia verde, prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente, mas tudo isso n\u00e3o passa de uma roupagem nova sobre velhos estratagemas do mercado para maquiar e envernizar bens j\u00e1 conhecidos. Enfim, os sistemas de seguran\u00e7a, cada vez mais numerosos, diversificados e sofisticados, acabam saturando e gerando o efeito colateral do medo e do c\u00e1rcere no interior da pr\u00f3pria casa. Como desatar tais n\u00f3s? Aqui os desafios s\u00e3o grandes e complexos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fato conclusivo \u00e9 que a civiliza\u00e7\u00e3o ocidental, fortemente alicer\u00e7ada na economia de mercado, deixa pouca margem \u00e0 gratuidade. Do ponto de vista material, a busca do lucro, da ascens\u00e3o social e do ac\u00famulo mutila qualquer projeto de voluntariado. J\u00e1 de um ponto de vista cultural e espiritual, a atitude de contempla\u00e7\u00e3o, medita\u00e7\u00e3o, reflex\u00e3o e ora\u00e7\u00e3o \u00e9 facilmente substitu\u00edda por uma ansiedade m\u00f3rbida do fazer e do produzir, numa correria e num ritmo alucinados. As obras sociais, por exemplo, parecem depender mais de nossos esfor\u00e7os e m\u00e9ritos (quando n\u00e3o unicamente deles) do que da a\u00e7\u00e3o de Esp\u00edrito na vida e na hist\u00f3ria. Em lugar da serenidade do campon\u00eas que, ap\u00f3s preparar o terreno e lan\u00e7ar a semente, dorme tranquilo esperando que a natureza fa\u00e7a o resto, n\u00f3s tendemos a plantar e esperar logo a colheita. Acumulamos uma dupla tarefa que, em geral, levar\u00e1 ao estresse e ao cansa\u00e7o f\u00edsico, emocional e ps\u00edquico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na base dessa vis\u00e3o capitalista e ocidentalizada est\u00e1 o conceito amplamente divulgado de que \u201ctime is money\u201d (Benjamin Franklin). Segundos e mil\u00edmetros se convertem em centavos, horas e metros em d\u00f3lares, dias e quil\u00f4metros em milh\u00f5es. O cifr\u00e3o, o sobe-e-desce da bolsa de valores, a taxa de juros e a cota\u00e7\u00e3o da moeda tomam o lugar da f\u00e9, da esperan\u00e7a e da caridade. O olhar fixo nos indicadores econ\u00f4micos encobre a inquietude de cora\u00e7\u00f5es sedentos, desejosos de repousar na paz da Casa de Deus. De fato, o Deus da miseric\u00f3rdia e da gratuidade cede o posto ao deus lucro-capital. O af\u00e3 do ac\u00famulo impede a serenidade e a confian\u00e7a. Esquecemos a sabedoria oculta na frase do escritor franc\u00eas Alexandre Dumas, em <em>O Conde de Montecristo<\/em>: \u201cpara todos os males h\u00e1 dois rem\u00e9dios: o tempo e o sil\u00eancio\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais artigos do padre Alfredinho em <a href=\"http:\/\/www.provinciasaopaulo.com\">www.provinciasaopaulo.com<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-18895\" data-postid=\"18895\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-18895 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. 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