
{"id":19346,"date":"2012-09-20T09:04:18","date_gmt":"2012-09-20T12:04:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=19346"},"modified":"2012-09-20T09:05:19","modified_gmt":"2012-09-20T12:05:19","slug":"anfitriao-e-hospede","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/anfitriao-e-hospede\/","title":{"rendered":"Anfitri\u00e3o e H\u00f3spede"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir do epis\u00f3dio\u00a0 b\u00edblico junto ao Carvalho de Mambr\u00e9 (Gn 18, 1-6), o bin\u00f4mio anfitri\u00e3o\/h\u00f3spede pode ser desdobrado em outros cinco bin\u00f4mios que apontam para o sentido mais profundo da acolhida. J\u00e1 conhecemos os protagonistas da cena: Abra\u00e3o, sua esposa Sara, tr\u00eas forasteiros de passagem e o empregado.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong>Caminho\/cansa\u00e7o<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um longo caminhar torna pesados os pr\u00f3prios passos, quanto mais o fardo que carregamos. A tal ponto que o cansa\u00e7o, por fim, acaba sendo o \u00fanico companheiro do caminhante. A fadiga esgota as for\u00e7as, mais ainda quando \u201cfaz muito calor\u201d, como diz o texto. \u00c9 hora de parar, encontrar lugar para um descanso. Parar \u00e9 condi\u00e7\u00e3o <em>sine qua non<\/em> para retomar a caminhada. Quem \u00e9 incapaz de parar, ser\u00e1 igualmente incapaz de passos novos, criativos. Quem nunca se det\u00e9m est\u00e1 condenado a repetir os pr\u00f3prios passos e os dos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parar, descansar, avaliar&#8230; \u00c9 a \u00fanica forma de encontrar tempo para abrir novas veredas. A correria ininterrupta nos leva \u00e0 mesmice dos becos conhecidos. Ficamos cegos \u00e0s novas oportunidades que nos oferecem as curvas e surpresas do caminho. Da\u00ed a necessidade de parar, refletir, estudar o terreno. Em termos de arte militar, dir-se-ia que em campo minado n\u00e3o se corre nem se anda em linha reta. Caminhar exige a sabedoria de saber parar. Deter-se para recobrar o vigor e as for\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vale o paralelo com o epis\u00f3dio do profeta Elias (1 Reis, 19,4-8). Cansado, sem \u00e2nimo e at\u00e9 em revolta contra Deus, se atira ao solo. N\u00e3o tem energias para prosseguir viagem. Com urg\u00eancia, necessita uma parada, uma ora\u00e7\u00e3o\/reflex\u00e3o tensa com Jav\u00e9, uma reavalia\u00e7\u00e3o de sua caminhada. Sem uma boa parada, dif\u00edcil pensar em passos realmente criativos, ricos e libertadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste caso, parar n\u00e3o \u00e9 andar para tr\u00e1s. \u00c9 repensar os pr\u00f3prios objetivos da peregrina\u00e7\u00e3o que empreendemos pela face da terra. Tomar f\u00f4lego para tornar mais viva a viagem. Somente uma boa parada \u00e9 capaz de renovar o sentido oculto do pr\u00f3prio caminhar. Sem, contudo, cair no extremo: o cansa\u00e7o por estar sempre parado, por se recusar a lan\u00e7ar-se ao caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2. \u00c1rvore\/sombra<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No cruzamento da tenda de Abra\u00e3o com os tr\u00eas forasteiros, l\u00e1 est\u00e1 o Carvalho de Mambr\u00e9. Pelo caminho, \u00e9 comum o peregrino encontrar uma \u00e1rvore amiga. Pode descansar na sombra, contar com um pouco de \u00e1gua fresca. Quem sabe encontra outros irm\u00e3os de peregrina\u00e7\u00e3o. As conversas se estendem, misturando tristezas e ang\u00fastias, alegrias e esperan\u00e7as. Hist\u00f3rias se cruzam e se entrela\u00e7am na dor e na busca. Ali, \u00e0 sombra da \u00e1rvore, a condi\u00e7\u00e3o de um \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o de todos, a luta de um \u00e9 a luta de todos. As palavras ditas e ouvidas aliviam o peito, trazem novo respiro \u00e0 vida, tornam mais leve a travessia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas se, al\u00e9m disso, ao lado da \u00e1rvore h\u00e1 uma tenda e um anfitri\u00e3o, uma palavra amiga, um abra\u00e7o fraterno e uma m\u00e3o estendida, ent\u00e3o o forasteiro sente-se na pr\u00f3pria casa. A espiritualidade do caminho encontra abrigo na espiritualidade da tenda. Ambas se complementam, se misturam e se interpelam. Ambas se enriquecem mutuamente. \u00c9 como se o carvalho, com sua sombra, se transformasse em tenda que acolhe. O anfitri\u00e3o, ao \u201calargar o espa\u00e7o da sua tenda\u201d (Is 54,2), alarga o espa\u00e7o da f\u00e9, da esperan\u00e7a e da coragem. Refer\u00eancia para os que sofrem, mas seguem na busca. Nesse clima de acolhida e solidariedade, refaz as for\u00e7as para lan\u00e7ar-se novamente ao caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abra\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 \u201ccorreu da entrada da tenda ao encontro deles\u201d, como mandou que \u201ctragam \u00e1gua para lavar os p\u00e9s e descansar debaixo da \u00e1rvore\u201d. Duas formas de acolher: n\u00e3o basta receber bem quem passa ou quem chega, \u00e9 preciso ir ao encontro, convidar para que o forasteiro \u201cn\u00e3o passe junto ao seu servo sem fazer uma parada\u201d. O anfitri\u00e3o se coloca ao servi\u00e7o dessa dupla acolhida. Como no epis\u00f3dio do Filho Pr\u00f3digo, \u201cquando ainda estava longe, o pai o avistou e teve compaix\u00e3o. Saiu correndo, o abra\u00e7ou, e o cobriu de beijos\u201d (Lc 15,20). Depois instala-se o clima de festa!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abra\u00e3o sabe que o caminho transmite sabedoria aos p\u00e9s. Como a flor e a espiga, tamb\u00e9m a sabedoria se levanta do ch\u00e3o. O peregrino, quanto mais caminha mais depura a mala e depura a alma. Purifica a exist\u00eancia daquilo que \u00e9 in\u00fatil ou superficial. At\u00e9m-se ao essencial. Centraliza o foco de suas andan\u00e7as num horizonte bem determinado. Caminhar \u00e9 relativizar tudo que \u00e9 secund\u00e1rio, apegando-se ao que \u00e9 absoluto. Torna-se evidente a transitoriedade da exist\u00eancia, dos modismos e das coisas. Ao mesmo tempo, refor\u00e7a-se o valor da rela\u00e7\u00e3o com as pessoas e com Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3. Tenda\/alimento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois do anfitri\u00e3o (Abra\u00e3o), entra em cena a anfitri\u00e3 at\u00e9 o momento oculta no interior da tenda (Sara). Al\u00e9m da sombra que refresca e reanima, a \u00e1rvore\/tenda oferece fruto: \u201cVou trazer um peda\u00e7o de p\u00e3o e voc\u00eas poder\u00e3o recuperar as for\u00e7as antes de partir\u201d, diz Abra\u00e3o, transmitindo seu entusiasmo \u00e0 esposa. Enquanto esta amassa com carinho \u201cum p\u00e3o grande\u201d, aquele corre at\u00e9 o rebanho, onde \u201cescolheu um vitelo novo e bom, e o entregou ao empregado que se apressou em prepar\u00e1-lo\u201d. A \u00e1rvore\/sombra converte-se em tenda\/alimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da mesma forma que o patriarca \u201ccorre\u201d ao encontro e \u201ccorre\u201d novamente ao rebanho, p\u00f5e em marcha toda a casa: esposa, empregados, servidores. Est\u00e1 em jogo o preceito da boa acolhida. A marcha dos forasteiros que batem \u00e0 porta interpela e p\u00f5e a caminho os que est\u00e3o na sombra, repousando na sua tenda. S\u00f3 assim esta deixa de tornar-se fortaleza. Permanece tenda enquanto est\u00e1 aberta a quem passa. O migrante mant\u00e9m viva e vibrante o cora\u00e7\u00e3o e a terra que o acolhe. Quem se fecha em sua fortaleza, indiferente aos forasteiros, faz da casa uma fortifica\u00e7\u00e3o desta o pr\u00f3prio t\u00famulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0s duas formas de acolhida correspondem duas formas de alimento: o p\u00e3o e a carne, que nutrem o corpo; a conversa amiga e calorosa, que nutre a alma. Encontram-se juntos o cora\u00e7\u00e3o de quem vive no deserto e de quem caminha por estradas solit\u00e1rias. Anfitri\u00e3o e h\u00f3spede como que se identificam numa s\u00f3 pessoa. Ao mesmo tempo que franqueiam a tenda aos forasteiros, Abra\u00e3o e Sara solicitam uma palavra; e os peregrinos, ao pedirem asilo provis\u00f3rio, abrem o sacr\u00e1rio da pr\u00f3pria alma. Uma vez mais, alarga-se o espa\u00e7o da tenda, o espa\u00e7o sagrado, como s\u00edmbolo da amplia\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es humanas e destas com Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 medida que se amplia o espa\u00e7o de Deus na vida de cada um, ampliam-se igualmente as rela\u00e7\u00f5es interpessoais e comunit\u00e1rias. Ambas as identidades, a do anfitri\u00e3o e a do forasteiro, se fundem no cora\u00e7\u00e3o da solidariedade humano\/divina. Dessa fus\u00e3o, brota a identidade da mesa, altar, partilha, eucaristia: \u201cTomai e comei, isto \u00e9 meu corpo; tomai e bebei, isto p\u00e9 meu sangue\u201d (1Cor 11,23-26).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4. Mem\u00f3ria\/promessa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rela\u00e7\u00e3o de Abra\u00e3o com Elias passa por um fio condutor que une a trajet\u00f3ria hist\u00f3rica do Povo de Israel: a mem\u00f3ria e a promessa. Por um lado, <em>mem\u00f3ria javista<\/em> de um povo que experimentou n\u00e3o o Deus do templo e do pal\u00e1cio, do poder e do dom\u00ednio, mas de um Deus servidor que v\u00ea, ouve, conhece e desce para libert\u00e1-lo da escravid\u00e3o do Egito. Um Deus que caminha com seu povo na hist\u00f3ria. Por outro lado, a <em>promessa<\/em> da Terra Prometida, al\u00e9m de longa e numerosa descend\u00eancia, prosperidade e paz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui a promessa se concentra sobre Sara. Os h\u00f3spedes perguntam: \u201cOnde est\u00e1 sua mulher?\u201d, ao que Abra\u00e3o responde: \u201cEst\u00e1 na tenda\u201d. Ent\u00e3o um deles a faz introduzir em cena: \u201cNo pr\u00f3ximo ano eu voltarei a voc\u00ea. Ent\u00e3o sua mulher j\u00e1 ter\u00e1 um filho\u201d Transparece certo cinismo de Sara, pois ambos eram idosos, mas a resposta \u00e9 taxativa: \u201cPor acaso existe alguma coisa imposs\u00edvel para Jav\u00e9\u201d!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da mem\u00f3ria da queda no para\u00edso terrestre e da liberta\u00e7\u00e3o no Egito \u00e0 promessa de um filho, descend\u00eancia e prosperidade, alimenta-se a espiritualidade do Povo de Israel. No Livro de Rute \u00e9 tamb\u00e9m uma crian\u00e7a que aponta nessa dire\u00e7\u00e3o. No profeta Elias, a promessa \u00e9 simbolizada no monte Horeb; Isa\u00edas fala de \u201cJerusal\u00e9m celeste\u201d, express\u00e3o retomada pelo Livro do Apocalipse. Mas \u00e9 com a Boa Nova de Jesus que a promessa ganha seu car\u00e1ter mais expressivo: o Reino de Deus. Este \u201c<em>j\u00e1 est\u00e1<\/em>\u201d entre n\u00f3s, mas \u201c<em>ainda n\u00e3o<\/em>\u201d est\u00e1 em sua forma definitiva, esperando a segunda vinda de Cristo na escatologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse fio condutor entre a mem\u00f3ria e a promessa constitui o pano de fundo do pr\u00f3prio conceito de hist\u00f3ria como a entendemos hoje. Para os demais povos antigos, o tempo apresentava-se n\u00e3o como uma sucess\u00e3o linear de acontecimentos, e sim como repeti\u00e7\u00e3o circular dos mitos e her\u00f3is fundantes, na ideia do eterno retorno. O tempo como evolu\u00e7\u00e3o progressiva tem como base o sentido da mem\u00f3ria e da promessa, partida e \u00e2nsia de chegada, e como resultado a hist\u00f3ria enquanto ac\u00famulo de fatos e ocorr\u00eancias que se sucedem no tempo e no espa\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para os migrantes e forasteiros tamb\u00e9m h\u00e1 uma partida e uma perspectiva de chegada. No caminho, al\u00e9m de dificuldades e entraves, podem encontrar uma \u00e1rvore, uma casa acolhedora e um anfitri\u00e3o. Numa palavra, alargar o espa\u00e7o da sombra, da tenda, do sagrado \u00e9 o mesmo que alargar a presen\u00e7a do h\u00f3spede divino na hist\u00f3ria. Deus que, por sua vez, passa a ser o anfitri\u00e3o, oferecendo o p\u00e3o eucar\u00edstico e a salva\u00e7\u00e3o, como vemos no epis\u00f3dio dos disc\u00edpulos de Ema\u00fas (Lc 24,13-35). O que significa, novamente, ampliar a possibilidade de rela\u00e7\u00f5es humanas mais profundas, sadias e fraternas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tenda da acolhida aponta, pois, para a p\u00e1tria definitiva. \u00c9 esta a meta de todo forasteiro no caminho e de toda pessoa em sua travessia pela face da terra. No percurso da trajet\u00f3ria, a sombra de alguma \u00e1rvore e a disposi\u00e7\u00e3o dos anfitri\u00f5es, s\u00e3o atitudes que preanunciam a p\u00e1tria final. Constituem etapas que aproximam o horizonte do Reino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5. Hospitalidade\/caminho<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O retorno ao caminho tamb\u00e9m revela a presteza do anfitri\u00e3o: \u201cOs homens se levantaram e olharam em dire\u00e7\u00e3o a Sodoma e Abra\u00e3o foi acompanh\u00e1-los para a despedida\u201d. Entretanto, por mais carinhosa e amiga que seja a acolhida, n\u00e3o pode ser possessiva. Os forasteiros sentem-se \u00e0 vontade para partir. Quem sabe carregam mensagens, possuem seus projetos, necessitam voltar \u00e0 estrada. Hospedar n\u00e3o \u00e9 monopolizar a vontade do h\u00f3spede, mas deix\u00e1-lo livre para seguir adiante. Os h\u00f3spedes, por seu turno, n\u00e3o deixam de manifestar profundo respeito pelo casal acolhedor. Tanto que lhes deixam uma promessa. Mas tamb\u00e9m eles n\u00e3o s\u00e3o os donos da promessa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hospitalidade e caminho constituem um par insepar\u00e1vel: se integram, se requerem e se complementam. Como bin\u00f4mio de implica\u00e7\u00f5es rec\u00edprocas, jamais podem ser dissociados. Vale o mesmo, ali\u00e1s, para os itens anteriores. Caminhar pressup\u00f5e um lugar de repouso para \u201crecuperar as for\u00e7as\u201d. Por outro lado, a \u00e1rvore\/sombra\/tenda funcionam como uma esp\u00e9cie de posto de gasolina, para utilizar uma met\u00e1fora contempor\u00e2nea. Reabastecido o carro, por\u00e9m, \u00e9 preciso retomar a estrada. A tenda n\u00e3o pode converter-se em lugar de chegada, mas em novo ponto de partida. Outras tendas esperam os forasteiros mais adiante, simultaneamente, outros postos de chegada e partida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma \u00faltima observa\u00e7\u00e3o. J\u00e1 vimos que a hospitalidade alarga o cora\u00e7\u00e3o, o espa\u00e7o da tenda, a presen\u00e7a divina nos caminhos humanos. Mas tamb\u00e9m isso ocorre de forma rec\u00edproca. Tanto Abra\u00e3o e Sara que acolhem quanto os tr\u00eas forasteiros que encontram boa acolhida superam o pr\u00f3prio \u201ceu\u201d, entrando numa rela\u00e7\u00e3o mais profunda com o \u201coutro\u201d. O mesmo ocorre nos encontros e reencontros provocados pela migra\u00e7\u00e3o. O encontro com o outro descortina o horizonte para o encontro com o totalmente Outro; abrir-se ao diferente pavimenta o caminho para abrir-se ao Transcendente. Quando o habitar se alarga ao outro\/diferente, a casa alarga-se tamb\u00e9m ao Outro\/Transcendente, como diria Levin\u00e1s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Importa insistir no refr\u00e3o: alargar o espa\u00e7o da tenda solid\u00e1ria em nossa trajet\u00f3ria terrestre, atrav\u00e9s de rela\u00e7\u00f5es de dar e receber, acolher e ser acolhido, \u00e9 o mesmo que ampliar a presen\u00e7a divina no interior da pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o humana. \u00c9 criar ra\u00edzes, cultivar embri\u00f5es que desabrochar\u00e3o como sementes do Reino de Deus. \u00c9 assim que avan\u00e7amos para a tenda definitiva de que fala o Apocalipse de Jo\u00e3o. \u201cVi tamb\u00e9m descer do c\u00e9u, de junto de Deus, a Cidade Santa, uma Jerusal\u00e9m nova (&#8230;). Esta \u00e9 a tenda de Deus com os homens: Ele vai morar com eles e eles ser\u00e3o o seu povo. E Ele, o Deus-com-eles ser\u00e1 o seu Deus\u201d (Ap 21,2-3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais artigos do Pe. Afredinho em <a href=\"http:\/\/provinciasaopaulo.com\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #ff6600;\">www.provinciasaopaulo.com<\/span><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-19346\" data-postid=\"19346\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-19346 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS A partir do epis\u00f3dio\u00a0 b\u00edblico junto ao Carvalho de Mambr\u00e9 (Gn 18, 1-6), o bin\u00f4mio anfitri\u00e3o\/h\u00f3spede pode ser desdobrado em outros cinco bin\u00f4mios que apontam para o sentido mais profundo da acolhida. J\u00e1 conhecemos os protagonistas da cena: Abra\u00e3o, sua esposa Sara, tr\u00eas forasteiros de passagem e o empregado. Caminho\/cansa\u00e7o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Anfitri\u00e3o e H\u00f3spede - O Arcanjo no ar<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/anfitriao-e-hospede\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Anfitri\u00e3o e H\u00f3spede - O Arcanjo no ar\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS A partir do epis\u00f3dio\u00a0 b\u00edblico junto ao Carvalho de Mambr\u00e9 (Gn 18, 1-6), o bin\u00f4mio anfitri\u00e3o\/h\u00f3spede pode ser desdobrado em outros cinco bin\u00f4mios que apontam para o sentido mais profundo da acolhida. J\u00e1 conhecemos os protagonistas da cena: Abra\u00e3o, sua esposa Sara, tr\u00eas forasteiros de passagem e o empregado. Caminho\/cansa\u00e7o [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/anfitriao-e-hospede\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"O Arcanjo no ar\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/OArcanjoNoAr\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2012-09-20T12:04:18+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2012-09-20T12:05:19+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/logo-o-arcanjo-no-ar-facebook.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"300\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"300\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Alexandre Nunes\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Alexandre Nunes\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"11 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/anfitriao-e-hospede\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/anfitriao-e-hospede\/\"},\"author\":{\"name\":\"Alexandre Nunes\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/person\/0a2ae077c1a09b69d29928e3b9f1c0d1\"},\"headline\":\"Anfitri\u00e3o e H\u00f3spede\",\"datePublished\":\"2012-09-20T12:04:18+00:00\",\"dateModified\":\"2012-09-20T12:05:19+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/anfitriao-e-hospede\/\"},\"wordCount\":2268,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#organization\"},\"articleSection\":[\"Reflex\u00f5es\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/anfitriao-e-hospede\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/anfitriao-e-hospede\/\",\"url\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/anfitriao-e-hospede\/\",\"name\":\"Anfitri\u00e3o e H\u00f3spede - O Arcanjo no ar\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#website\"},\"datePublished\":\"2012-09-20T12:04:18+00:00\",\"dateModified\":\"2012-09-20T12:05:19+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/anfitriao-e-hospede\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/anfitriao-e-hospede\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/anfitriao-e-hospede\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Anfitri\u00e3o e H\u00f3spede\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/\",\"name\":\"O Arcanjo no ar\",\"description\":\"Site da Par\u00f3quia S\u00e3o Miguel Arcanjo (Arquidiocese de SP)\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#organization\",\"name\":\"Par\u00f3quia S\u00e3o Miguel Arcanjo\",\"url\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/LogoOArcanjo.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/LogoOArcanjo.png\",\"width\":319,\"height\":99,\"caption\":\"Par\u00f3quia S\u00e3o Miguel Arcanjo\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/OArcanjoNoAr\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/person\/0a2ae077c1a09b69d29928e3b9f1c0d1\",\"name\":\"Alexandre Nunes\",\"sameAs\":[\"http:\/\/alexandrenu.com\"]}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Anfitri\u00e3o e H\u00f3spede - O Arcanjo no ar","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/anfitriao-e-hospede\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Anfitri\u00e3o e H\u00f3spede - O Arcanjo no ar","og_description":"Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS A partir do epis\u00f3dio\u00a0 b\u00edblico junto ao Carvalho de Mambr\u00e9 (Gn 18, 1-6), o bin\u00f4mio anfitri\u00e3o\/h\u00f3spede pode ser desdobrado em outros cinco bin\u00f4mios que apontam para o sentido mais profundo da acolhida. J\u00e1 conhecemos os protagonistas da cena: Abra\u00e3o, sua esposa Sara, tr\u00eas forasteiros de passagem e o empregado. Caminho\/cansa\u00e7o [&hellip;]","og_url":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/anfitriao-e-hospede\/","og_site_name":"O Arcanjo no ar","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/OArcanjoNoAr\/","article_published_time":"2012-09-20T12:04:18+00:00","article_modified_time":"2012-09-20T12:05:19+00:00","og_image":[{"width":300,"height":300,"url":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/logo-o-arcanjo-no-ar-facebook.png","type":"image\/png"}],"author":"Alexandre Nunes","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Alexandre Nunes","Est. tempo de leitura":"11 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/anfitriao-e-hospede\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/anfitriao-e-hospede\/"},"author":{"name":"Alexandre Nunes","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/person\/0a2ae077c1a09b69d29928e3b9f1c0d1"},"headline":"Anfitri\u00e3o e H\u00f3spede","datePublished":"2012-09-20T12:04:18+00:00","dateModified":"2012-09-20T12:05:19+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/anfitriao-e-hospede\/"},"wordCount":2268,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#organization"},"articleSection":["Reflex\u00f5es"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/anfitriao-e-hospede\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/anfitriao-e-hospede\/","url":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/anfitriao-e-hospede\/","name":"Anfitri\u00e3o e H\u00f3spede - O Arcanjo no ar","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#website"},"datePublished":"2012-09-20T12:04:18+00:00","dateModified":"2012-09-20T12:05:19+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/anfitriao-e-hospede\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/anfitriao-e-hospede\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/anfitriao-e-hospede\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Anfitri\u00e3o e H\u00f3spede"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#website","url":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/","name":"O Arcanjo no ar","description":"Site da Par\u00f3quia S\u00e3o Miguel Arcanjo (Arquidiocese de SP)","publisher":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#organization","name":"Par\u00f3quia S\u00e3o Miguel Arcanjo","url":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/LogoOArcanjo.png","contentUrl":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-content\/uploads\/LogoOArcanjo.png","width":319,"height":99,"caption":"Par\u00f3quia S\u00e3o Miguel Arcanjo"},"image":{"@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/OArcanjoNoAr\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/#\/schema\/person\/0a2ae077c1a09b69d29928e3b9f1c0d1","name":"Alexandre Nunes","sameAs":["http:\/\/alexandrenu.com"]}]}},"publishpress_future_action":{"enabled":false,"date":"2026-05-09 12:32:07","action":"category","newStatus":"draft","terms":[],"taxonomy":"category"},"publishpress_future_workflow_manual_trigger":{"enabledWorkflows":[]},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19346"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19346"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19346\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19346"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19346"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19346"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}