
{"id":21870,"date":"2013-05-19T19:25:20","date_gmt":"2013-05-19T22:25:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=21870"},"modified":"2013-05-19T19:25:34","modified_gmt":"2013-05-19T22:25:34","slug":"mitos-e-fatos-da-migracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/mitos-e-fatos-da-migracao\/","title":{"rendered":"Mitos e fatos da migra\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro mito \u00e9 aquele que vincula de forma erroneamente estreita <em>migra\u00e7\u00e3o e criminalidade<\/em>. Um olhar sobre os Meios de Comunica\u00e7\u00e3o Social e a m\u00eddia em geral, ainda que a voo de p\u00e1ssaro, trope\u00e7ar\u00e1 a todo momento com express\u00f5es que procuram definir os migrantes como <em>clandestinos, irregulares, ileg\u00edtimos, extra-comunit\u00e1rios, negros, estranhos<\/em>, entre outras. Tais termos, atribu\u00eddos com frequ\u00eancia e ligeireza a quem migra, carregam, por si s\u00f3, fortemente as tintas da criminaliza\u00e7\u00e3o. \u00c9 como se indicassem algu\u00e9m que se encontra fora da normalidade; pior ainda, que deve acomodar-se ou ser banido do meio social. Acontecimentos como os atentados de 11 de setembro de 2001 s\u00f3 fazem refor\u00e7ar essa tonalidade discriminat\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta perspectiva, muitas vezes as not\u00edcias ligadas ao narcotr\u00e1fico ou ao tr\u00e1fico de pessoas encontram-se mescladas e confundidas com aquelas que se referem \u00e0s pessoas que simplesmente buscam trabalho e futuro em outra regi\u00e3o ou pa\u00eds. Nem precisaria lembrar que, em qualquer notici\u00e1rio \u2013 televis\u00e3o, jornal ou r\u00e1dio \u2013 o agrupamento por blocos ou temas nunca \u00e9 neutro. Um exemplo t\u00edpico \u00e9 o da viol\u00eancia expl\u00edcita: ou seja, quando um crime \u00e9 praticado por um migrante, esta circunst\u00e2ncia \u00e9 colocada em relevo, sublinhando-se em geral sua origem, coisa que n\u00e3o ocorre nos demais casos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Longe de ser um criminoso, o migrante deixa sua terra ou p\u00e1tria para escapar a algum tipo de viol\u00eancia: econ\u00f4mica, social, pol\u00edtica, cultural, religiosa&#8230; Por isso, \u00e9 antes um peregrino da paz que, rompendo fronteiras, se converte em protagonista de novos la\u00e7os. Proporciona o encontro e interc\u00e2mbio de express\u00f5es e valores interculturais. Amplia o conceito de p\u00e1tria, aumenta as oportunidades que a vida oferece, potencia novas formas de desenvolvimento. De fato, encontro de pessoas, povos e na\u00e7\u00f5es n\u00e3o apenas soma, mas multiplica as energias em jogo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um segundo mito mostra o fen\u00f4meno migrat\u00f3rio sobre o pano ideol\u00f3gico da <em>seguran\u00e7a nacional<\/em>. Este modo de ver remonta aos tempos da <em>guerra fria<\/em> e do uso desta tanto para o controle das fronteiras quanto para a repress\u00e3o interna. Apesar da guerra fria j\u00e1 fazer parte do passado, tratar os migrantes nessa \u00f3tica conduz facilmente a confrontos bem quentes com as autoridades policiais, onde as l\u00e1grimas e o sangue derramados n\u00e3o s\u00e3o nada frios. Em outros termos, migra\u00e7\u00e3o deixa de ser um fen\u00f4meno socioecon\u00f4mico e pol\u00edtico-social, para converter-se em caso de pol\u00edcia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sob semelhante vis\u00e3o o migrante, pelo fato mesmo de s\u00ea-lo, \u00e9 visto como delinquente. Ambos os mitos se entrela\u00e7am: quem ousa migrar perturba a paz, provoca dist\u00farbios e requer a presen\u00e7a da pol\u00edcia. Torna-se indesejado: simultaneamente dispens\u00e1vel e indispens\u00e1vel. Indispens\u00e1vel para os trabalhos mais sujos, pesados e mal remunerados; dispens\u00e1vel, como trabalhador com todos os seus direitos. Ao mesmo tempo que se lhe abre a porta dos fundos, fecha-se a porta da frente. Vira um cidad\u00e3o de segunda classe, aceito e recha\u00e7ado. Discrimina\u00e7\u00e3o, preconceito e racismo fazem parte deste panorama negativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em lugar da ideologia da seguran\u00e7a nacional como pretexto para frear o vaiv\u00e9m dos migrantes, conv\u00e9m reconhecer que o direito de ir e vir cria pontes, estabelece rela\u00e7\u00f5es, elimina dist\u00e2ncias. Isso n\u00e3o significa esconder as tens\u00f5es sob um falso verniz, mas buscar super\u00e1-las atrav\u00e9s da escuta, do di\u00e1logo e da m\u00fatua compreens\u00e3o. As diferen\u00e7as, quando colocadas frente a frente, enriquecem. O desafio est\u00e1 no salto qualitativo do multiculturalismo ao interculturalismo. Enquanto no primeiro caso basta a toler\u00e2ncia e a boa vizihan\u00e7a, no segundo d\u00e1-se um passo al\u00e9m, exigindo o confronto e a purifica\u00e7\u00e3o rec\u00edproca e crescente das diversas culturas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em terceiro lugar, um novo mito, que decorre do anterior, se d\u00e1 quando o migrante (outro\/diferente) se torna <em>bode expiat\u00f3rio<\/em> dos problemas sociais. Infelizmente, a hist\u00f3ria tem sido pr\u00f3diga em apontar tais bodes expiat\u00f3rios, em vista de cada \u00e9poca ou localidade. Alguns s\u00e3o bem conhecidos: hereges, feiticeiras, loucos, trabalhadores-vagabundos, judeus, extra-comunit\u00e1rios, comunistas ou anticomunistas, negros, ind\u00edgenas, mendigos&#8230; Seria o caso de colocar aspas em cada um desses grupos? Talvez o pr\u00f3prio fato de utilizar o recurso das aspas seja uma forma de refor\u00e7ar o preconceito. Atr\u00e1s das aspas pode ocultar-se uma maneira de construir e definir a identidade do outro n\u00e3o por aquilo que ele \u00e9, e sim por aquilo que n\u00e3o \u00e9, ou que n\u00f3s gostar\u00edamos que fosse. H\u00e1 muito encontra-se morto e sepultado o mito da neutralidade lingus\u00edstica, da escolha das palavras e dos acontecimentos a serem narrados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todo bode expiat\u00f3rio \u00e9 de antem\u00e3o culpado. A culpa precede qualquer possibilidade de julgamento. Entrela\u00e7am-se, mais uma vez, todos os mitos. Encontrado o culpado, vem a seten\u00e7a e o expurgo, o linchamento p\u00fablico e at\u00e9 a pr\u00f3pria morte. Quando o dedo em riste, as acusa\u00e7\u00f5es e as pedras recaem sobre algu\u00e9m que veio de fora, poupa-se um dos <em>nossos<\/em>. Mais ainda, refor\u00e7a-se a coes\u00e3o interna. Voltando \u00e0s li\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria, a guerra contra um inimigo exterior (n\u00e3o importa se verdadeiro ou fabricado), costuma ser uma arma para manter o poder dos tiranos sobre seus s\u00faditos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao inv\u00e9s de bode expiat\u00f3rio, ou seja de um problema, a presen\u00e7a do migrante pode ser uma interpela\u00e7\u00e3o que alarga o horizonte de toda a humanidade. Esta se torna mais rica, plural, aberta e multi\u00e9tnica. Para as autoridades, o migrante \u00e9 n\u00e3o raro um caso de pol\u00edcia, que pertuba a ordem estabelecida; para a opini\u00e3o p\u00fablica e a m\u00eddia, pode ser um intruso que vem roubar o trabalho e o p\u00e3o; por\u00e9m, do ponto de vista evang\u00e9lico ou dos direitos humanos, torna-se um potencial de enriquecimento rec\u00edproco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, o mito do <em>nacionalismo<\/em> que v\u00ea um migrante como cidad\u00e3o exclusivo e excludente de determinado pa\u00eds, ou ent\u00e3o como um crente fanatizado de um determinado credo religioso. Vis\u00e3o redutiva e xenof\u00f3bica, provinciana e chauvinista. Talvez muito frequente nas migra\u00e7\u00f5es de s\u00e9culos passados, onde religi\u00e3o e nacionalidade costumavam nutrir-se uma \u00e0 outra. N\u00e3o poucas na\u00e7\u00f5es, historicamente falando, assumiram o papel de portadoras da salva\u00e7\u00e3o, da democracia, ou do comunismo internacional, como se tivessem de cumprir uma miss\u00e3o especial frente ao mundo ca\u00f3tico e selvagem. Tempo da uni\u00e3o prom\u00edscua entre trono e altar, espada e cruz, rei e sacerdote, emplo e pal\u00e1cio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em tais circunst\u00e2ncias, a migra\u00e7\u00e3o costumava cristalizar um determinado est\u00e1gio das express\u00f5es culturais e religiosas. A raiz arrancada do solo deixa de evoluir organicamente, restringido-se a reproduzir indefiidamente o que acumulou. Em termos concretos, muitas comunidades migrantes continuam repetindo ritos, devo\u00e7\u00f5es e can\u00e7\u00f5es que, no pa\u00eds de origem, seus conterr\u00e2neos j\u00e1 ultrapassaram, superando-os e substituindo-os por outros. Fundamentalismo religioso e totalitarismo pol\u00edtico costumam ser os frutos nocivos de tais vis\u00f5es estreitas e ideol\u00f3gicas, com um rasto tr\u00e1gico e macabro de fogueiras, ru\u00ednas e cad\u00e1veres. Nestes casos, os deuses ou anjos podem converter-se em dem\u00f4nios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ato de migrar, e de faz\u00ea-lo v\u00e1rias vezes e em diversas dire\u00e7\u00f5es, rompe todo tipo de barreiras, abrindo espa\u00e7o para outras hist\u00f3rias e destinos, outras pessoas e grupos, outras l\u00ednguas e na\u00e7\u00f5es e outros modos de viver e de pensar. Movimentos migrat\u00f3rios, estudo de idiomas diferentes e interc\u00e2mbio cultural ajudam a expandir o leque da compreens\u00e3o humana, sinalizando o horizonte da aldeia global ou da cidadania universal, de resto, num contexto de economia globalizada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-21870\" data-postid=\"21870\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-21870 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS O primeiro mito \u00e9 aquele que vincula de forma erroneamente estreita migra\u00e7\u00e3o e criminalidade. 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