
{"id":22266,"date":"2013-07-12T08:18:11","date_gmt":"2013-07-12T11:18:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=22266"},"modified":"2013-07-12T08:18:11","modified_gmt":"2013-07-12T11:18:11","slug":"primeira-enciclica-do-papa-francisco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/primeira-enciclica-do-papa-francisco\/","title":{"rendered":"Primeira Enc\u00edclica do Papa Francisco"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Lumen fedi<\/em> (A luz da f\u00e9) \u00e9 o t\u00edtulo da Primeira Enc\u00edclica do Papa Francisco. Na verdade, o texto vinha sendo elaborado pelo seu antecessor, Papa Bento XVI, e foi conclu\u00eddo pelo atual Pont\u00edfice. Logo na introdu\u00e7\u00e3o, e citando Nietzsche, o documento se confronta com a raz\u00e3o iluminista e instrumental, segundo a qual, muitas vezes, \u201co crer se oporia ao investigar\u201d (LF, n\u00ba 2). Da\u00ed a acusa\u00e7\u00e3o de obscurantismo que pesou sobre a Igreja na aurora da modernidade e especialmente no \u201cs\u00e9culo das luzes\u201d. \u201cA f\u00e9 seria ent\u00e3o como uma ilus\u00e3o de luz que impede o nosso caminho de homens livres\u00a0 em dire\u00e7\u00e3o ao amanh\u00e3\u201d (LF, n\u00ba 2).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, com o passar do tempo a acusa\u00e7\u00e3o se volta contra a pr\u00f3pria raz\u00e3o. Se \u00e9 verdade que, em alguns aspectos e circunst\u00e2ncias relacionados \u00e0s novas descobertas cient\u00edficas a Igreja se manteve obscurantista (Cfr. a inquisi\u00e3o, as cruzadas, o caso Galileu Galilei, Giordanio Bruno, etc.), tamb\u00e9m \u00e9 certo que a ci\u00eancia e a tecnologia, apesar dos avan\u00e7os no conforto humano, nas comunica\u00e7\u00f5es, na medicina e nos transportes (s\u00f3 para citar alguns exemplos), em momentos bem espec\u00edficos transformou promessas em cat\u00e1strofes, sonhos em pesadelos. Basta ter em mente a barb\u00e1rie do s\u00e9culo XX, s\u00e9culo de duas guerras mundiais altamente mort\u00edferas, de colonialismos e genoc\u00eddios, dos regimes totalit\u00e1rios que caracterizaram a d\u00e9cada de 1930, de in\u00fameros conflitos localizados, de crescente desigualdade social, e sobretudo do holocausto. Como diz o Papa, \u201cpouco a pouco, por\u00e9m, viu-se que a luz da raz\u00e3o n\u00e3o consegue iluminar suficientemente o futuro; no fim, este permanece na sua obscuridade e deixa o homem no medo do desconhecido\u201d (LF, n\u00ba 3). A pr\u00f3pria raz\u00e3o revelou-se ilus\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na rela\u00e7\u00e3o entre raz\u00e3o e f\u00e9, portanto, mais do que o confronto \u00e9 preciso ter em vista o di\u00e1logo rec\u00edproco entre as duas dimens\u00f5es, ambas necess\u00e1rias \u00e0 breve peregrina\u00e7\u00e3o humana sobre a face da terra, como de resto j\u00e1 recordava a a enc\u00edclica <em>Fides e Ratio<\/em>, do ent\u00e3o Papa Jo\u00e3o Paulo II, publicada em setembro de 1998. Nesse caso, da mesma forma que a f\u00e9 constitui \u201cuma luz e ser redescoberta\u201d e com a qual \u201crecebemos olhos novos\u201d (LF, n\u00ba 4), a raz\u00e3o, se e quando iluminada por essa luz, torna-se mais humilde e menos prepotende, no sentido de reconhecer, ao mesmo tempo, a import\u00e2ncia e a relatividade de todo conhecimento humano. Com isso, evita-se absolutizar qualquer forma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, seja ela de car\u00e1ter socioecon\u00f4mico ou pol\u00edtico-cultural. Conv\u00e9m n\u00e3o esquecer que o mesmo povo que ergue est\u00e1tuas costuma reduzi-las a cinzas e escombros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No contexto do Ano da f\u00e9, iniciado pelo Papa Bento XVI em 2012, em comemora\u00e7\u00e3o ao cinquenten\u00e1rio de abertura do Conc\u00edlio Ecum\u00eanico Vaticano II, continua o texto, a f\u00e9 se mant\u00e9m como uma inst\u00e2ncia cr\u00edtica, a qual, embora encarnada nos embates sociais, econ\u00f4micos, pol\u00edticos e culturais da hist\u00f3ria, sempre abre novos rumos. \u00c9 uma luz que \u201cprocede do passado, de uma mem\u00f3ria fundante\u201d e, simultaneamente, \u201c\u00e9 luz que vem do futuro, que descortina diante de n\u00f3s horizontes grandes, e nos conduz al\u00e9m do nosso \u2018eu\u2019 isolado a uma amplitude da comunh\u00e3\u201d (LF, n\u00ba 4). Reconhece que a exist\u00eancia humana n\u00e3o se reduz \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de formula\u00e7\u00f5es sociais e que estas sempre ser\u00e3o provis\u00f3rias e imperfeitas. A pessoa humana, homem e mulher, carregam no seu DNA a busca de supera\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3pros limites, at\u00e9 desembocar na transcend\u00eancia, onde tudo ser\u00e1 luz e transpar\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, a dimens\u00e3o da f\u00e9, longe de escravizar a capacidade humana, que utiliza a raz\u00e3o em vista de um progresso crescente, lhe confere uma nova luz que \u201cilumina o caminho do futuro e faz crescer em n\u00f3s as asas da esperan\u00e7a para percorr\u00ea-lo com alegria\u201d (LF, n\u00ba 6). Luz que, por outro lado, nos ajuda a relativizar a fren\u00e9tica corrida pelo bens materiais; o dinheiro, riqueza e poder, as honras e t\u00edtulos, o prazer imediato e moment\u00e2neo e, ao mesmo tempo f\u00e1tuo e vazio; o fasc\u00edcio sedutor pelo consumismo \u2013 na certeza de um tesouro oculto, sim, mas infinitamente mais vivo, rico e brilhante. Sob os raios dessa luz, tudo aquilo que \u00e0s vezes se busca com uma ansiedade doentia e m\u00f3bida pode se tornar <em>um nada<\/em>; e aquele nada que \u00e0s vezes nos parece a presen\u00e7a invis\u00edvel de Deus torna-se <em>um tudo<\/em>. Al\u00e9m do mais, ajuda-nos a manter viva a chama da cr\u00edtica diante de forma\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-econ\u00f4micas que, quando levadas ao extremo absoluto, podem conduzir ao autoritarismo ou mesmo ao totalitarismo. Nesta perspectiva, a f\u00e9 se op\u00f5e \u00e0s ideologias cristalizadas no tempo, sejam elas de direita, de esquerda ou de centro (embora estes conceitos tenham se mesclados de tal forma que as fronteiras entre eles se apresentam hoje muito flu\u00eddas e porosas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Retomando o caminho de Abra\u00e3o e do Povo de Israel, at\u00e9 a experi\u00eancia do ap\u00f3stolo Paulo, sublinhando sobretudo o mist\u00e9ro da encarna\u00e7\u00e3o, vida, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus (LF, cap\u00edtulos 1 e 2), o texto insiste que \u201ca f\u00e9 \u00e9 capaz de oferecer uma luz nova\u201d (Lf, n\u00ba 24), na medida em que ela se apresenta como escuta e vis\u00e3o. Enquanto a <em>escuta<\/em>, no sil\u00eancio da ora\u00e7\u00e3o, \u201ccontribui a reafirmar o nexo entre conhecimento e amor\u201d, na medida em que este \u00faltimo amplia o leque de um saber n\u00e3o tanto quantitativo, mas em profundidade e qualidade; a<em> vis\u00e3o<\/em> \u201coferece um panoramo de todo o percurso humano e permite situar-se no grande projeto de Deus\u201d. Sem isso, \u201cestar\u00edamos diante de simples fragmentos isolados de um todo desconhecido\u201d (LF, n\u00ba 29). Assim que \u201ccrer \u00e9 escutar e, ao mesmo tempo, ver (&#8230;). Crer e ver se entrela\u00e7am\u201d (LF, n\u00ba 30).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reportando-se \u00e0 vida de Santo Agostinho, o Papa afirma que \u201cf\u00e9 e raz\u00e3o se refor\u00e7am reciprocamente\u201d. Fundindo a filosofia grega com a descoberta do Deus pessoal da B\u00edblia, tanto Santo Agostinho como Santo Tom\u00e1s d\u2019Aquino criam entre raz\u00e3o e f\u00e9 uma esp\u00e9cie de \u201cmovimento circular\u201d, no qual \u201ca luz da f\u00e9 ilumina todas as nossas rela\u00e7\u00f5es humanas\u201d. Em outras palavras, \u201ca f\u00e9 desperta o senso cr\u00edtico, pois impede \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o de satisfazer-se nas suas f\u00f3rmulas, ajudando-a a entender que a natureza \u00e9 sempre maior. Convidando a maravilhar-se diante do mist\u00e9rio da cria\u00e7\u00e3o, a f\u00e9 alarga os horizontes da raz\u00e3o para melhor iluminar o mundo que se descortina diante dos estudos da ci\u00eancia\u201d (LF, n\u00ba 34). Porder-se-ia dizer que a f\u00e9 confere olhos para ver o invis\u00edvel atr\u00e1s do v\u00e9u do futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diferentemente dos d\u00e9spotas e tiranos, para os quais \u00e9 preciso abolir a mem\u00f3ria e a profecia, ambas subversivas diante da ordem estabelecida, do <em>status quo<\/em>, a f\u00e9 cr\u00ea na irrup\u00e7\u00e3o de Deus na hist\u00f3ria humana. \u201cO homem religioso \u00e9 a caminho e deve estar pronto a deixar-se guiar, a sair de si mesmo para encontrar Deus que sempre surpreende\u201d. Um Deus que, como no Livro do \u00caxodo, rompe os diques da escravid\u00e3o, da explora\u00e7\u00e3o e da opress\u00e3o, para reabrir os caminhos da hist\u00f3ria, propondo-lhe sempre novas alternativas. Neste sentido, \u201cn\u00e3o existe nenhuma experi\u00eancia humana, nenhum itiner\u00e1rio do homem em dire\u00e7\u00e3o a Deus, que n\u00e3o possa ser acolhido, iluminado e purificado com esa luz da f\u00e9\u201d (LF, n\u00ba 35). Longe de opor-se \u00e0 liberdade humana, Deus reveste sua obra de um sentido mais profundo e sobrenatural, abrindo \u00e0 raz\u00e3o potencialidades sempre renovadas diante do futuro. Como no caso da Boa Nova de Jesus Cristo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 um Deus sentado no trono do templo ou do pal\u00e1cio, rodeado de ouro, prata e pompas luxuosas, cioso e ciumento do seu poder, protegido por soldados e armas, que se nutre dos sacrif\u00edcios humanos; ou seja, n\u00e3o \u00e9 um \u00eddolo que engendra a idolatria (LF, n\u00ba 13), mas um Deus que <em>v\u00ea a mis\u00e9ria, ouve o clamor, conhece o sofrimento e desce para libertar<\/em>, como reza o credo hist\u00f3rico (Ex 37-10; Dt 26,5-10); um Deus que caminha conosco na hist\u00f3ria: no \u00eaxodo, no deserto, no ex\u00edlio, na di\u00e1spora de todos os povos e de todos os tempos. \u201cA confiss\u00e3o de f\u00e9 de Israel desenvolve-se como narra\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios de Deus, do seu agir para libertar e guiar o povo\u201d, desde que este manifeste a \u201cdisponibilidade de deixar-se sempre transformar de novo pelo chamado de Deus\u201d (LF n\u00ba 12-13). Um Deus a um s\u00f3 tempo oculto e reconhecido por aqueles que est\u00e3o a caminho, como no epis\u00f3dio dos disc\u00edpulos de Ema\u00fas (Lc 24,13-35).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O quarto e \u00faltimo cap\u00edtulo est\u00e1 centrado na f\u00e9 enquanto dimens\u00e3o que, se levada a s\u00e9rio, resgata simultaneamente a fam\u00edlia e o bem comum.\u00a0 De fato, \u201cna fam\u00edlia, a f\u00e9 acompanha todas as etapas da vida, a come\u00e7ar pela inf\u00e2ncia\u201d. Mas o texto adverte que \u201ca f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 um ref\u00fagio para gente sem coragem, mas a dilata\u00e7\u00e3o da vida. Ela faz descobrir um grande chamado \u00e1 voca\u00e7\u00e3o do amor e assegura que este amor \u00e9 confi\u00e1vel, porque o seu fundamento encontra-se na fidelidade de Deus, mais forte que nossa humana fragilidade\u201d (LF, n\u00ba 53). Ou seja, a luz da f\u00e9 n\u00e3o ilumina apenas o \u00e2mbito familiar, com os parentes mais pr\u00f3ximos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao contr\u00e1ro, a partir de uma casa s\u00f3lida como deveria ser a fam\u00edlia, a f\u00e9 alarga seu olhar aos outros e \u00e0 sociedade como um todo, isto \u00e9, a toda a humanidade que se debate debaixo do sol. Entramos aqui, queiramos ou n\u00e3o, na esfera da pol\u00edtica, da organiza\u00e7\u00e3o social, das rela\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais. Vale, portanto, uma cita\u00e7\u00e3o um pouco mais ampla: \u201cA f\u00e9 revela quanto possam ser s\u00f3lidos os v\u00ednculos entre os homens quando Deus se faz pesente no meio deles. N\u00e3o evoca somente uma solidariedade interior, uma convic\u00e7\u00e3o est\u00e1vel de cren\u00e7a; a f\u00e9 ilumina tamb\u00e9m as rela\u00e7\u00f5es entre os homens, porque nasce do amor e segue a din\u00e2mica do amor de Deus. O Deus confi\u00e1vel d\u00e1 ao homem uma cidade confi\u00e1vel\u201d (LF, n\u00ba 50).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sabemos, por\u00e9m, que esse dom de Deus sobre \u201cuma cidade confi\u00e1vel\u201d \u2013 sociedade justa e solid\u00e1ria, Reino de Deus, terra sem males \u2013 passa pelas m\u00e3os humanas. Deus age em nossa vida pessoal e familiar, comunit\u00e1ria e social, pol\u00edtica e cultural, somente atrav\u00e9s das coordenadas da hist\u00f3ria. N\u00e3o substitui a tarefa de homens e mulheres nem lhes tolhe a liberdade. Mostra-se a um s\u00f3 tempo poderoso e fr\u00e1gil, porque sua \u00fanica arma \u00e9 o amor. Amor \u00e9 flor exposta ao vento das intemp\u00e9ries. \u201cDeus \u00e9 amor\u201d, diz o quarto evangelista, caminha ao nosso lado no labirinto e nas turbul\u00eancia do tempo, mas a constru\u00e7\u00e3o da \u201ccidade santa\u201d inicia-se com o trabalho de nosas m\u00e3os. Contudo, n\u00e3o estamos s\u00f3s nem \u00f3rf\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cidade provis\u00f3ria e imperfeita espera ansiosa pela luz divina para resplandecer eternamente na gloria. De acordo com o Livro do Apocalipse (cap\u00edtulo 21), Deus faz da cidade dos homens uma tenda. Longe de rejeitar a obra humana, resgata-a com sua gra\u00e7a recriado a \u201cJerusal\u00e9m Celeste\u201d. Seja-me permitido concluir com outra longa cita\u00e7\u00e3o do Papa Francisco: \u201cna unidade com a f\u00e9 e a caridade, a esperan\u00e7a nos projeta em dire\u00e7\u00e3o a um futuro certo, que se coloca numa prospectiva diversa com respeito \u00e0s propostas ilus\u00f3rias dos \u00eddolos do mundo, mas que d\u00e1 nova abertura e nova for\u00e7a ao viver cotidiano. N\u00e3o deixemos que nos roubem a esperan\u00e7a, n\u00e3o permitamos que seja banalizada com solu\u00e7\u00f5es e propostas imediatas que nos bloqueiam no caminho, que \u2018fragmentam\u2019 o tempo, transformando-o em espa\u00e7o. O tempo \u00e9 sempre superior ao espa\u00e7o. O espa\u00e7o cristaliza os processos, o tempo ao inv\u00e9s projeta em dire\u00e7\u00e3o ao futuro e impele a caminhar com esperan\u00e7a\u201d (LF, n\u00ba 57).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Roma, 12 de julho de 2013<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-22266\" data-postid=\"22266\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-22266 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. 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