
{"id":23101,"date":"2013-09-30T09:47:07","date_gmt":"2013-09-30T12:47:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=23101"},"modified":"2013-09-30T09:47:07","modified_gmt":"2013-09-30T12:47:07","slug":"um-ponto-solido-na-modernidade-liquida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/um-ponto-solido-na-modernidade-liquida\/","title":{"rendered":"Um ponto s\u00f3lido na modernidade l\u00edquida"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quase meio-dia de domingo, 29 de setembro de 2013, Vaticano, Roma. A <em>Piazza San Pietro<\/em> e a <em>Via della Consolazione<\/em> encontram-se completamente tomadas de gente. Menos mal que as nuvens escondem o calor do sol e n\u00e3o chove, o que torna o clima bem apropriado. Os rostos, as vestes, os comportamentos, as bandeiras e as conversas s\u00e3o as mais variadas. Cruzam-se os idiomas, os olhares, as trajet\u00f3rias e os passos. Respira-se uma cordialidade fraterna e contagiosa. S\u00e3o dezenas de milhares de pessoas, todas com os olhos voltados para a escadaria da Igreja S\u00e3o Pedro ou para os enormes tel\u00f5es que transmitem as imagens ao vivo. Ali, no final dos degraus, um carro espera o Papa Francisco para o encontro e a ben\u00e7\u00e3o dominical com os fi\u00e9is provenientes de todas as partes do mundo. A expectativa cresce a cada minuto, no tom ansioso de cada cora\u00e7\u00e3o e da vozes. Como um colossal organismo vivo, a multid\u00e3o acompanha o rel\u00f3gio com a respira\u00e7\u00e3o suspensa. Quando os dois ponteiros se cruzam e os sinos tocam, surge a figura branca do Pont\u00edfice. Desce os degraus, sobe no carro e p\u00f5e-se a percorrer a pra\u00e7a em todas as dire\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Grupos compactos passam a acompanhar a marcha, quase atropelando-se unas aos outros. Bra\u00e7os, bandeiras, gritos e m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas erguem-se, disputando espa\u00e7o. Um feixe de m\u00e3os ansiosas levanta-se na dire\u00e7\u00e3o do carro e do homem de branco. A cada parada, os pais e m\u00e3es, com as crian\u00e7as sobre os ombros, tentam aproximar-se o mais poss\u00edvel do Papa. Este acena, volta-se de um lado para o outro, sorri o tempo todo, troca apertos de m\u00e3o, toma uma ou outra crian\u00e7a e a beija com delicadeza. Depois prossegue, fazendo confluir atr\u00e1s de si o rio de gente. Inevit\u00e1veis, surgem algumas perguntas: o que leva aquela multid\u00e3o an\u00f4nima \u00e0 pra\u00e7a? O que espera do Pont\u00edfice, aparentemente t\u00e3o fr\u00e1gil e impotente? Poder\u00e1 este preencher o vazio que aquela parece evidenciar? O que re\u00fane tanta gente ao redor de um homem? Mito? Culto da personalidade? Ou estar\u00e1 em jogo algo de muito mais complexo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A met\u00e1fora da modernidade l\u00edquida<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u201cmodernidade l\u00edquida\u201d (Zygmunt Bauman) rompe com o chamado <em>Contrato Social<\/em>, alicerce e sustenta\u00e7\u00e3o dos tempos modernos. Na era medieval dominava a teocracia da cristandade, governava-se em nome de Deus. As dinastias perpetuavam-se no poder. Deus representava a refer\u00eancia \u00faltima para a verdade, a beleza, os costumes, o modo de agir e o sentido da vida. Diferentemente do \u201cobscurantismo medieval\u201d, por\u00e9m, os filhos do Renascimento e do Iluminismo, por um lado, da Independ\u00eancia dos Estados Unidos e da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, por outro, fazem da raz\u00e3o e da ci\u00eancia sua pr\u00f3pria auto-refer\u00eancia. Homens adultos e emancipados da tutela religiosa, lan\u00e7am-se destemidos ao mar aberto dos descobrimentos, dos inventos, da experimenta\u00e7\u00e3o, da tecnologia e do progresso. Fundamentam o comportamento pessoal e a pr\u00e1tica pol\u00edtica sobre acordos, t\u00e1citos ou expl\u00edcitos, entre as diversas for\u00e7as sociais. O equil\u00edbrio entre estas \u00e9 que mant\u00e9m mais ou menos firme e est\u00e1vel o fiel da balan\u00e7a, ao mesmo tempo que constitui a b\u00fassola em meio \u00e0s tormentas. O poder \u00e9 exercido em nome do povo e dos direitos do cidad\u00e3o. Instala-se, pouco a pouco e em graus diferenciados, o processo democr\u00e1tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ocorre que na \u201cmodernidade tardia\u201d (A. Giddens) ou na \u201cp\u00f3s-modernidade\u201d (J.F.Lyotard), fortemente marcada pelo individualismo exacerbado, pelo pluralismo cultural e religioso e pela fragmenta\u00e7\u00e3o das vis\u00f5es de mundo, as \u201cverdades e certezas absolutas\u201d se derretem, se liquidificam. No lugar delas surge uma enorme pluralidade de opini\u00f5es, d\u00favidas e novas interroga\u00e7\u00f5es. As refer\u00eancias se multiplicam ao extremo, ao ponto de cada um centrar-se sobre si mesmo. Rela\u00e7\u00f5es fortes e duradouras d\u00e3o lugar a la\u00e7os leves, virtuais, frequentemente superficiais e facilmente descart\u00e1veis. Esbo\u00e7a-se desse modo uma esp\u00e9cie de sociedade at\u00f4mica, feita de \u00e1tomos isolados, justapostos e pretensamente independentes, onde cada indiv\u00edduo torna-se um n\u00facleo ao redor do qual giram, em \u00f3rbitas cerradas e conc\u00eantricas, os pr\u00f3prios interesses e energias, paix\u00f5es e desejos, medos e temores&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chega-se assim \u00e8 \u201cera do vazio\u201d (G. Lipovetsky), ou a um caos de interroga\u00e7\u00f5es como becos sem sa\u00edda, em que o hedonismo adquire uma centralidade preocupante: se as estrelas se apagaram no c\u00e9u, eu me torno minha pr\u00f3pria refer\u00eancia! Dessa atmosfera nebulosa resulta o discurso da crise, t\u00e3o familiar nos dias atuais. Crise que se faz patente quando as perguntas se tornam maiores que a capacidade humana de encontrar uma resposta. Duas alternativas se imp\u00f5em: de um ponto de vista negativo, cresce o risco do ceticismo, do relativismo e do niilismo, num mundo e numa hist\u00f3ria em que predomina o senso do absurdo e do destino; em termos positivos, verifica-se a emerg\u00eancia crescente da quest\u00e3o fundamental do ser humano sobre o significado mais profundo de sua exist\u00eancia. Acende-se aqui uma pequena chama que ajuda a caminhar no escuro e, ao mesmo tempo, a buscar um sentido para nossos projetos, caminhos e passos titubeantes. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que uma das caracter\u00edsticas da p\u00f3s-modernidade \u00e9 justamente o \u201cretorno dos deuses\u201d (no plural). Na impossibilidade de responder \u00e0s pr\u00f3prias inquieta\u00e7\u00f5es, o ser humano apela para o transcendente. Os deuses est\u00e3o de volta com a mesma for\u00e7a com que foram banidos pelo advento da modernidade. O barulho das m\u00e1quinas e do tr\u00e1fego n\u00e3o consegue esconder \u201co rumor de anjos\u201d (P. Berger), que se imp\u00f5e \u00e0s pessoas com a energia de \u00e1guas represadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Um ponto s\u00f3lido na modernidade l\u00edquida<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ressurge com for\u00e7a a figura do Papa Francisco em meio \u00e0 pra\u00e7a apinhada de pessoas de todas as ra\u00e7as, classes, povos, bandeiras, l\u00ednguas e na\u00e7\u00f5es. H\u00e1 mais de trinta minutos gira entre o mar de gente, distribuindo sauda\u00e7\u00f5es \u00e0 direita e \u00e0 esquerda. E, com igual for\u00e7a, ressurgem as perguntas: o que busca aquela imensa \u201cmultid\u00e3o solit\u00e1ria\u201d (D. Riesman)? Que representa o Pont\u00edfice para a massa, e para cada um em particular? Por qu\u00ea o desejo irreprim\u00edvel de ver, tocar, fotografar, registrar aquele momento? N\u00e3o custa avan\u00e7ar uma hip\u00f3tese: de alguma forma, o Papa representa um ponto s\u00f3lido na modernidade l\u00edquida. Ou ent\u00e3o uma refer\u00eancia religiosa e moral num mundo sem refer\u00eancias. E ainda, uma personalidade \u00edntegra e coerente em meio \u00e0 fragmenta\u00e7\u00e3o e pulveriza\u00e7\u00e3o do pensamento. Tr\u00eas fatores podem ilustrar essa hip\u00f3tese, tr\u00eas aspectos que diferenciam o Papa Francisco de seus antecessores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de mais nada, <em>o primado da caridade sobre a teologia e o dogma<\/em>. Claramente o minist\u00e9rio petrino do Papa Francisco deslocou o centro das aten\u00e7\u00f5es. Em lugar da rigidez doutrinal e das elocubra\u00e7\u00f5es b\u00edblico-teol\u00f3gicas, o bra\u00e7o estendido a quem tem a vida mais amea\u00e7ada, aos aflitos, aos pequenos, aos \u00faltimos aos migrantes e refugiados. Suas visitas, palavras e gestos acentuam essa for\u00e7a solid\u00e1ria em favor dos pobres e necessitados. A transpar\u00eancia luminosa de um \u201cbom dia\u201d, \u201cboa tarde\u201d, \u201cbom almo\u00e7o\u201d substituem a face dura e severa de uma exegese n\u00e3o raro incompreens\u00edvel \u00e0 maioria dos simples mortais. Como n\u00e3o lembrar a mem\u00f3ria e as marcas do \u201cpobre de Assis\u201d, de quem o Papa escolheu o nome! Por outro lado, j\u00e1 o ap\u00f3stolo Paulo conclu\u00eda o seu poema na Primeira Carta aos Cor\u00edntios afirmado que \u201cagora permanecem estas tr\u00eas coisas: a f\u00e9, a esperan\u00e7a e a caridade. A maior delas, por\u00e9m, \u00e9 a caridade\u201d (1Cor 13,1-13). O que n\u00e3o significa que a teologia e dogma devam ser descartados, longe disso, mas evidencia-se uma inflex\u00e3o que procura acentuar a figura do Bom Pastor. O lado pastoral prevalece sobre o arcabou\u00e7o teol\u00f3gico. N\u00e3o \u00e9 novidade que um gesto de aten\u00e7\u00e3o e solidariedade vale por mil palavras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois, o <em>primado da miseric\u00f3rdia sobre o julgamento<\/em>. Trata-se, em verdade, da continuidade do item anterior. A exemplo de Jesus, o Papa Francisco recusa-se a apontar o dedo em riste sobre as feridas do pecado e do afastamento em rela\u00e7\u00e3o a Deus e \u00e0 Igreja. Jamais fecha a porta a um cora\u00e7\u00e3o arrependido nem volta as costas a quem o procura com sinceridade. Ao contr\u00e1rio, atrav\u00e9s do perd\u00e3o, oferece a oportunidade de levantar a cabe\u00e7a e come\u00e7ar de novo. Se as pessoas marginalizadas pela sociedade procuram a Deus no \u00edntimo de sua consci\u00eancia, \u201cquem sou eu para julg\u00e1-las\u201d, pergunta-se com humildade o Papa Francisco. Com um semblante sereno, sorriso largo e bra\u00e7os abertos representa um convite \u00e0queles que se sentem exclu\u00eddos de uma Igreja que, ao longo dos s\u00e9culos, bateu duramente sobre a tecla do pecado. Tamb\u00e9m aqui n\u00e3o se exclui o julgamento e a condena\u00e7\u00e3o do pecado. O que se procura \u00e9 salvar o pecador que se abre \u00e0 convers\u00e3o. \u201cVai e n\u00e3o pesques mais\u201d (Jo 8, 12), diz Jesus \u00e0 mulher surpreendida em adult\u00e9rio. N\u00e3o justifica o pecado, mas amplia os horizontes de quem aceita a Boa Nova do Evangelho. Novamente o Bom Pastor em busca da \u201covelha perdida\u201d. N\u00e3o sem raz\u00e3o o Papa Francisco compara a Igreja a um hospital de campanha, cuja preocupa\u00e7\u00e3o primordial \u00e9 \u201ccurar as feridas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, <em>o primado do<\/em> <em>poder-servi\u00e7o sobre o poder-autoridade<\/em>. Esta op\u00e7\u00e3o sobrep\u00f5e a<em> <\/em>presen\u00e7a e a comunica\u00e7\u00e3o direta \u00e0 dist\u00e2ncia e a um hermetismo que, pretensamente, procurava defender a dignidade do sucessor de Pedro. Dignidade que, muitas vezes, acabava por acentuar a pompa do vestu\u00e1rio, a solenidade ostensiva e exagerada da liturgia, o sistema de seguran\u00e7a e, no limite, um autoritarismo mesmo que indesejado&#8230; No caso do atual Pont\u00edfice, impressionam os encontros com indiv\u00edduos e grupos, as entrevistas com os jornalistas e, mais ainda, os telefonemas a pessoas que padecem de algum problema grave. Sem intermedi\u00e1rios e sem o peso da burocracia, o Santo Padre dirige-se pessoal e diretamente a gente an\u00f4nima, que pede socorro e espera uma palavra de conforto. Importa aqui a necessidade e a urg\u00eancia, n\u00e3o o t\u00edtulo ou a posi\u00e7\u00e3o social. O Papa Francisco inova como \u201cchefe de estado\u201d e como \u201cpastor supremo\u201d da Igreja Cat\u00f3lica. Rompe todas as barreiras que o afastam dos mais necessitados. Faz-se presente onde a dor, a fome e a solid\u00e3o (tr\u00eas irm\u00e3s g\u00eameas) s\u00e3o mais prementes. Tudo isso, evidentemente, n\u00e3o exclui a validade das cartas pastorais, enc\u00edclicas e documentos pontif\u00edcios. Mas o contato simples e direto, com a aten\u00e7\u00e3o voltada \u00e0 pessoa, deixa marcas que vento algum poder\u00e1 apagar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os tr\u00eas fatores apontados, complementares, entrela\u00e7ados e indissoci\u00e1veis, nos levam a concluir com as palavras do Evangelho: \u201cAs pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava como quem tem autoridade e n\u00e3o como os doutores da Lei\u201d (Mc 1,22). N\u00e3o que o Papa Francisco, at\u00e9 o momento, tenha dito algo de novo, in\u00e9dito e extraordin\u00e1rio. Novo, in\u00e9dito e extraordin\u00e1rio \u00e9 o seu modo simples, direto e genu\u00edno de dirigir-se a todos e a cada um. \u201cConhecerei a verdade e ela vos libertar\u00e1\u201d (Jo 8,32) \u2013 verdade que, na grande maioria das vezes, n\u00e3o se apresenta de forma sinuosa, complexa e labir\u00edntica, mas, como \u00e1gua que brota da fonte, \u00e9 fresca, l\u00edmpida e transparente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Roma, 29 de setembro de 2013<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-23101\" data-postid=\"23101\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-23101 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS Quase meio-dia de domingo, 29 de setembro de 2013, Vaticano, Roma. A Piazza San Pietro e a Via della Consolazione encontram-se completamente tomadas de gente. 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