
{"id":23151,"date":"2013-10-04T21:01:19","date_gmt":"2013-10-05T00:01:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=23151"},"modified":"2013-10-04T21:01:19","modified_gmt":"2013-10-05T00:01:19","slug":"migracao-como-sinal-dos-tempos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/migracao-como-sinal-dos-tempos\/","title":{"rendered":"Migra\u00e7\u00e3o como sinal dos tempos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tomemos dois fatos como ponto de partida. Dia 30 de setembro\/2013, treze imigrantes provenientes de Eritreia morreram afogados antes de aportar nas terras do sul da It\u00e1lia; no dia 03 de outubro\/2013, nas cercanias da ilha de Lampeduza, ocorreu o naufr\u00e1gio de um barco com cerca de 400 imigrantes, dos quais foram encontrados mais de 100 corpos e aproximadamente 150 encontram-se desaparecidos. Outras duas trag\u00e9dias, daquelas que o Papa Francisco procurava evitar em sua visita hist\u00f3rica \u00e0quela ilha, a qual, em meio ao mar Mediterr\u00e2neo, se tornou uma esp\u00e9cie de encruzilhada entre a \u00c1frica e a Europa. Dizia o Pont\u00edfice na ocasi\u00e3o: \u201cos migrantes e refugiados n\u00e3o s\u00e3o pe\u00f5es na tabuleiro de xadrez da humanidade\u201d. Restou a imagem macabra, pungente e dram\u00e1tica dos corpos estendidos ao longo da praia, imagem que desfila tragicamente pelos jornais escritos e televisivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Migra\u00e7\u00e3o como sinal dos tempos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A express\u00e3o \u201csinal dos tempos\u201d tem sua origem nas p\u00e1ginas do pr\u00f3prio Evangelho. Jesus reprova os fariseus e saduceus porque, embora acostumados a ler os sintomas naturais das mudan\u00e7as meteorol\u00f3gicas, revelam-se \u201cincapazes de interpretar os sinais dos tempos\u201d (Mt 16,1-4). Teologicamente, trata-se de reconhecer a a\u00e7\u00e3o divina na trajet\u00f3ria humana, isto \u00e9, descobrir as \u201ddigitais de Deus\u201d no pergaminho conturbado e contradit\u00f3rio da hist\u00f3ria. Em termos mais concretos, significa revestir os eventos cotidianos com um olhar de f\u00e9. Nessa perspectiva, poder-se-ia sublinhar o exemplo de Maria,\u00a0 a qual \u201cconservava todos esses fatos, e meditava sobre eles em seu cora\u00e7\u00e3o\u201d, frase citada duas vezes quase literalmente pelo evangelista Lucas (Lc 1, 19.51). <em>Conservar e meditar<\/em> s\u00e3o dois verbos que indicam uma mem\u00f3ria e uma reflex\u00e3o ativas sobre o sentido mais profundo e oculto dos acontecimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que os grandes deslocamentos de massa (migrantes, refugiados, pr\u00f3fugos, itinerantes, mar\u00edtimos, trabalhadores tempor\u00e1rios&#8230;), hoje em dia, dada a sua dimens\u00e3o estrutural, representam um <em>sinal dos tempos <\/em>em dupla dimens\u00e3o: do ponto de vista quantitativo, as migra\u00e7\u00f5es de massa envolvem um n\u00famero cada vez maior de pessoas, tornando-se ao mesmo tempo mais intensas e diversificadas; em termos qualitativos, juntamente com a globaliza\u00e7\u00e3o da economia, aprofunda-se a complexidade desse fen\u00f4meno da mobilidade humana. Em ambos as dimens\u00f5es, os movimentos migrat\u00f3rios constituem simultaneamente causa e efeito de mudan\u00e7as significativas, tanto de ordem s\u00f3cio econ\u00f4mica quanto pol\u00edtico-cultural. Aparecem como que ondas vis\u00edveis e de superf\u00edcie, que escondem transforma\u00e7\u00f5es profundas nas correntes subterr\u00e2neas e invis\u00edveis. Term\u00f4metro vivo da temperatura das mudan\u00e7as sociais!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O minist\u00e9rio da Igreja, especialmente em sua Doutrina Social (DSI), tem retomado com frequ\u00eancia essa f\u00f3rmula evang\u00e9lica como<em> m\u00e9todo privilegiado <\/em>para uma leitura teol\u00f3gica n\u00e3o s\u00f3 da mobilidade humana em particular, mas de toda a realidade s\u00f3cio-hist\u00f3rica. Semelhante leitura, de modo geral, vem contemplada nos encontros, assembleias, semin\u00e1rios, cursos, etc., precedendo as decis\u00f5es pastorais a serem tomadas. Emblem\u00e1tico a esse respeito \u00e9 o esquema da <em>Gaudium et Spes<\/em>, Constitui\u00e7\u00e3o pastoral sobre a Igreja nos dias de hoje, documento do Conc\u00edlio Ecum\u00eanico Vaticano II. Mais recentemente, a mensagem para o 92\u00ba Dia Mundial das Migra\u00e7\u00f5es de 2006, publicada em outubro de 2005 pelo ent\u00e3o Papa Bento XIV, tinha como t\u00edtulo <em>Migra\u00e7\u00f5es: sinal dos tempos<\/em>. O Pont\u00edfice chamava a aten\u00e7\u00e3o para o protagonismo do fen\u00f4meno migrat\u00f3rio, na Igreja e na sociedade, como fator de transforma\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As duas faces da medalha<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O protagonismo das migra\u00e7\u00f5es e do migrante, entretanto, tem duas faces. Numa vis\u00e3o nua e crua dos fatos, as estradas dos deslocamentos humanos de massa, por toda parte, encontram-se quase sempre pontilhadas de cruzes, tristes sinais de morte. O n\u00famero dos que perdem a vida tentando atravessar as \u00e1guas do Mediterr\u00e2neo e do Mar do Caribe ou as areais do deserto entre M\u00e9xico e Estados Unidos e no norte da \u00c1frica, bem como de outras fronteiras particularmente ao sul e ao leste do planeta, vem crescendo de forma assustadora. Sobem progressivamente \u00e0s dezenas, \u00e0s centenas e aos milhares&#8230; N\u00e3o seria exagero falar de \u201ccad\u00e1veres insepultos\u201d, pois na quase totalidade dos casos sequer lhes concedem os costumes f\u00fanebres de seus familiares e de sua cultura original. Verdadeiros m\u00e1rtires an\u00f4nimos da era contempor\u00e2nea, ceifados em tenra idade na luta por um futuro mais promissor. Por \u201cmares nunca dantes navegados\u201d, como diria o poeta portugu\u00eas Cam\u00f5es, o sonho se converte em pesadelo. Mais grave ainda quando nos damos conta que por tr\u00e1s de cada um desses n\u00fameros encontra-se n\u00e3o somente o rosto de uma pessoa humana, mas quase sempre de toda uma fam\u00edlia, \u00f3rf\u00e3 solit\u00e1ria de uma fuga muitas vezes pressionada pela pobreza ou pela viol\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, numa vis\u00e3o de f\u00e9, tendo como horizonte o conceito de <em>sinais dos tempos<\/em>, as cruzes que marcam a trajet\u00f3ria de fuga dos fluxos migrat\u00f3rios, falam tamb\u00e9m de suas lutas e da busca de uma verdadeira p\u00e1tria, \u201ca terra que lhes d\u00e1 o p\u00e3o\u201d, diria Scalabrini. A pr\u00f3pria cruz \u00e9 signo de morte e ressurrei\u00e7\u00e3o. Ao lado em em contraste com a vis\u00e3o negativa do fato bruto, ela pavimenta o caminho para o significado mais profundo do sofrimento, sim, mas tamb\u00e9m da esperan\u00e7a teol\u00f3gica. Ou seja, a separa\u00e7\u00e3o, a dor e a morte de tantos migrantes, da mesma forma que o sangue dos m\u00e1rtires, constitui ao mesmo tempo den\u00fancia e an\u00fancio prof\u00e9ticos. <em>Den\u00fancia<\/em> da condi\u00e7\u00e3o de subdesenvolvimento cr\u00f4nico, em que se encontram as regi\u00f5es e pa\u00edses perif\u00e9ricos, que n\u00e3o conseguem oferecer uma cidadania digna \u00e0queles que ali nasceram e deixaram suas ra\u00edzes nos restos mortais de seus antepassados ali sepultados; den\u00fancia das injusti\u00e7as, desequil\u00edbrios e formas de explora\u00e7\u00e3o nos relacionamentos nacionais, inter-regionais e internacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como complemento e contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 den\u00fancia, as cruzes dos migrantes s\u00e3o tamb\u00e9m um verdadeiro a<em>n\u00fancio<\/em>. An\u00fancio de mudan\u00e7as urgentes e necess\u00e1rias nas rela\u00e7\u00f5es sociais, econ\u00f4micas, pol\u00edticas e culturais entre pessoas, grupos, povos e na\u00e7\u00f5es. O fato de se ver obrigado a migrar, por si s\u00f3, impl\u00edcita ou explicitamente, constitui um apelo \u00e0 consci\u00eancia dos governos, Igrejas, movimentos, organiza\u00e7\u00f5es e autoridades que lidam com a quest\u00e3o. Da\u00ed a condi\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 de v\u00edtima, mas tamb\u00e9m de protagonista e de profeta de cada migrante e da migra\u00e7\u00e3o enquanto fato social cotidiano, por um lado, e, por outro, da leitura de f\u00e9 e de esperan\u00e7a que ela pode (re)velar. Pondo-se a caminho, e fazendo-o em forma coletiva\/massiva, o migrante faz marchar a hist\u00f3ria, em suas mais diversas for\u00e7as vivas e ativas. Numa palavra, p\u00f5e em a\u00e7\u00e3o as energias de todas as institui\u00e7\u00f5es e pessoas que comp\u00f5em o tecido social, com particular destaque para aquelas que atuam no universo da mobilidade humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Roma, It\u00e1lia, 03 de outubro de 2013<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-23151\" data-postid=\"23151\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-23151 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS Tomemos dois fatos como ponto de partida. 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