
{"id":23153,"date":"2013-10-05T16:13:33","date_gmt":"2013-10-05T19:13:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=23153"},"modified":"2013-10-05T16:13:54","modified_gmt":"2013-10-05T19:13:54","slug":"cadaveres-insepultos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/cadaveres-insepultos\/","title":{"rendered":"Cad\u00e1veres insepultos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS<\/p>\n<p>Prossegue inexor\u00e1vel o desfile de estat\u00edsticas, imagens, not\u00edcias, coment\u00e1rios, observa\u00e7\u00f5es, entrevistas e an\u00e1lises sobre a trag\u00e9dia recente dos refugiados no Mediterr\u00e2neo. De acordo com o Corriere della sera, (04\/outubro\/2013), um dos principais jornais italianos, por exemplo, o n\u00famero dos imigrantes mortos nas \u00e1guas do mar, ao sul da It\u00e1lia, nos\u00a0\u00faltimos anos j\u00e1 alcan\u00e7a a espantosa cifra de 19.142. Mas a trag\u00e9dia de 3 de outubro\/2013, por suas propor\u00e7\u00f5es inusitadas, parece ter sacudido a Europa e o mundo para o drama dos migrantes e refugiados: um barco com cerca de 500 africanos em fuga, entre eles muitas mulheres e crian\u00e7as, sofreu um inc\u00eandio e naufragou ao tentar aportar nas costas do sul da It\u00e1lia, perto da ilha de Lampedusa. Sobreviveram ao naufr\u00e1gio apenas cerca de 150 pessoas. Os demais foram engolidos pelas ondas, \u00e0s vistas dos habitantes, na maioria pescadores, impotentes e desesperados. Ao final, os corpos inermes e sem vida formavam uma grande macha na superf\u00edcie azul do mar. Restou a imagem macabra, pungente e dram\u00e1tica dos negros sacos de pl\u00e1sticos estendidos ao longo da praia, imagem que desfilou tragicamente pela m\u00eddia escrita e televisiva. Sem falar do sensacionalismo de alguns meios de comunica\u00e7\u00e3o que aproveitam de tais n\u00fameros e imagens para considera\u00e7\u00f5es que beiram o preconceito e a discrimina\u00e7\u00e3o, o racismo e a xenofobia.<\/p>\n<p>Numa vis\u00e3o nua e crua dos fatos, as rotas dos deslocamentos humanos de massa, por toda parte, encontram-se quase sempre pontilhadas de cruzes, tristes e solit\u00e1rios sinais de morte, apesar de unidos por um tr\u00e1gico destino. As multid\u00f5es que perdem a vida tentando atravessar as \u00e1guas do Mediterr\u00e2neo e do Mar do Caribe ou as areais do deserto entre M\u00e9xico e Estados Unidos e no norte da \u00c1frica, bem como de outras fronteiras particularmente ao sul e ao leste do planeta, v\u00eaem crescendo de forma assustadora. Sobem progressivamente \u00e0s dezenas, \u00e0s centenas e aos milhares&#8230; Ao mesmo tempo, assiste-se \u00e0 \u201cglobaliza\u00e7\u00e3o da indiferen\u00e7a\u201d, como afirma o Papa Francisco diante de tais fatos com suas imagens traum\u00e1ticas. \u201cUma vergonha\u201d \u2013 disse o Pont\u00edfice a respeito dos \u00faltimos mortos de Lampedusa, o qual, quando de sua visita \u00e0 mesma ilha, j\u00e1 havia declarado que \u201cos migrantes e refugiados n\u00e3o s\u00e3o pe\u00f5es na tabuleiro de xadrez da humanidade\u201d. Sonhos de liberdade e de vida melhor que se convertem em pesadelos!<\/p>\n<p>As autoridades italianas, por sua vez, fazem seguidos apelos \u00e0 Comunidade Europeia, no sentido de buscar uma solu\u00e7\u00e3o unificada, uma Lei de Imigra\u00e7\u00e3o para todos os pa\u00edses do continente. A costa meridional do Metiterr\u00e2neo \u2013 dizem \u2013 n\u00e3o \u00e9 somente a fronteira da It\u00e1lia com os pa\u00edses da \u00c1frica (Eritreia, Eti\u00f3pia, Tun\u00edsia, Egito&#8230;) e do Oriente M\u00e9dio (S\u00edria, Libano&#8230;), mas a fronteira com a Europa no seu conjunto. Da\u00ed a necessidade do envolvimento de todos. Mas a Alemanha, a Fran\u00e7a, a Inglaterra, a Espanha e demais pa\u00edses fazem \u201couvidos moucos\u201d aos apenos da pen\u00ednsula italiana. Ao lado de v\u00e3s e vagas promessas ou de oportun\u00edsticas palavras de solidariedade, prevalece o sil\u00eancio e a indiferen\u00e7a geral, como se a gravidade do \u201cproblema\u201d se limita-se ao sul do velho continente. Enquanto isso, os fatos tr\u00e1gicos v\u00e3o se acumulando, sem qualquer previs\u00e3o de um fim a curto ou m\u00e9dio prazo.<\/p>\n<p>N\u00e3o seria exagero falar de \u201ccad\u00e1veres insepultos\u201d, uma vez que, na quase totalidade dos casos, sequer lhes s\u00e3o concedidos os costumes f\u00fanebres dos parentes e de sua cultura original. Privados em vida de terra e trabalho, teto e p\u00e3o, condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de sobreviv\u00eancia; privados, mesmo depois da morte, de um vel\u00f3rio, uma flor, a luz de uma vela ou uma prece que os assista e conforte os familiares; privados, do ber\u00e7o ao t\u00famulo, do respeito m\u00ednimo \u00e0 dignidade humana. Verdadeiros m\u00e1rtires an\u00f4nimos do mundo contempor\u00e2nea, ceifados na flor da idade e das energias na luta por uma vida digna. Por \u201cmares nunca dantes navegados\u201d, como diria o poeta portugu\u00eas Cam\u00f5es, a esperan\u00e7a, tragado pelas \u00e1guas, se desfaz nos ventos da adversidade. Pior ainda quando nos damos conta que por tr\u00e1s de cada um desses n\u00fameros encontra-se n\u00e3o somente o rosto de uma pessoa humana, mas quase sempre de toda uma fam\u00edlia, \u00f3rf\u00e3 e perdida, como fruto de uma \u201cviagem\u201d pressionada pela situa\u00e7\u00e3o de completo abandono.<\/p>\n<p>Para estes refugiados, a via da migra\u00e7\u00e3o tem m\u00e3o \u00fanica. N\u00e3o h\u00e1 qualquer possibilidade de retorno. Para tr\u00e1s, em muitos casos, ficaram as imagens sangrentas da guerra civil, as ru\u00ednas da pr\u00f3pria casa, os escombros da cidade em chamas, as marcas dos disparos espalhadas pelas paredes, os brutais assassinatos ou estupros de pais, m\u00e3es, irm\u00e3os, irm\u00e3s, filhos, filhas, familiares em geral&#8230; Para tr\u00e1s, em outros casos, ficaram a pobreza e a mis\u00e9ria, a fome cruelmente estampada nos olhos, no rosto desfigurado e no corpo esquel\u00e9tico de filhos \u00f3rf\u00e3os de pais vivos, os quais, embora jovens e fortes, se v\u00eaem impossibilitados de encontrar o alimento di\u00e1rio para a fam\u00edlia&#8230; Para tr\u00e1s ficaram as cinzas de uma cidadania abortada, negada, onde a explora\u00e7\u00e3o e a viol\u00eancia gera, ao mesmo tempo, concentra\u00e7\u00e3o de riqueza e exclus\u00e3o social&#8230; Para tr\u00e1s ficaram as marcas da morte precoce, disseminados pelas regi\u00f5es e pa\u00edses pobres, perif\u00e9ricos, subdesenvolvidos que, depois de colonizados e saqueados, foram abandonados \u00e0 pr\u00f3prio sorte.<\/p>\n<p>Diante da impossibilidade de retorno, resta como \u00fanica tentativa de sobreviv\u00eancia caminhar sempre para frente. N\u00e3o importa se o horizonte se apresenta incerto, nebuloso e sombrio, \u00e9 preciso enfrentar os perigos do inc\u00f3gnito, do desconhecido. Resta, em outras palavras, o risco de migrar a qualquer pre\u00e7o, de correr em busca em busca de trabalho e liberdade, seguindo as pegadas do desenvolvimento e do capital. Nesse projeto de fuga, os desterrados investem todo o dinheiro que seja poss\u00edvel arrumar, vendendo os \u00faltimos pertences familiares. Cegos pelo desespero, atiram-se sobre aos atropelos sobre velhas barca\u00e7as ou vag\u00f5es de trens enferrujados, na esperan\u00e7a de chegar ao outro lado do mar ou do deserto para recome\u00e7ar a vida&#8230; Por outro lado, acabam alimentando os atravessadores (gatos) e todo crime organizado, convertendo-se em uma esp\u00e9cie de moderno \u201cmercado de carne humana\u201d, como denunciava Dom Jo\u00e3o Batista Scalabrini, bispo de Piacenza, It\u00e1lia, referindo-se aos emigrados europeus no final do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>Como ponto final, levanta-se, ainda desta vez, uma tr\u00edplice interpela\u00e7\u00e3o: os cad\u00e1veres insepultos dos migrantes e refugiados, gritando por justi\u00e7a e cidadania; a de Scalabrini, considerado \u201cpai e ap\u00f3stolo dos migrantes\u201d, com a m\u00e1xima de que \u201cpara os migrantes, a p\u00e1tria \u00e9 a terra que lhes d\u00e1 o p\u00e3o\u201d; e a do Papa Francisco, chamando a aten\u00e7\u00e3o para a dignidade e a paz de toda a pessoa humana, como linha mestra da Doutrina Social da Igreja, independentemente de credo e religi\u00e3o, ra\u00e7a e cor da pele, l\u00edngua, povo ou na\u00e7\u00e3o. Nada mais e nada menos do que os princ\u00edpios b\u00e1sicos da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos (1948).<\/p>\n<p>Roma, It\u00e1lia, 05 de outubro de 2013<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-23153\" data-postid=\"23153\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-23153 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS Prossegue inexor\u00e1vel o desfile de estat\u00edsticas, imagens, not\u00edcias, coment\u00e1rios, observa\u00e7\u00f5es, entrevistas e an\u00e1lises sobre a trag\u00e9dia recente dos refugiados no Mediterr\u00e2neo. 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