
{"id":23531,"date":"2013-10-23T09:02:36","date_gmt":"2013-10-23T11:02:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=23531"},"modified":"2013-10-23T09:02:47","modified_gmt":"2013-10-23T11:02:47","slug":"ausencia-de-uma-presenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/ausencia-de-uma-presenca\/","title":{"rendered":"Aus\u00eancia de uma presen\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quantas vezes nos sentimos afastados de Deus, s\u00f3s, \u00f3rf\u00e3os, perdidos e abandonados! Do lado de fora de sua casa, na soleira da porta, longe de sua presen\u00e7a. Trabalhamos, caminhamos, encontramo-nos, fazemos nossas atividades normais, enfim, continuamos levando adiante a rotina do dia-a-dia, mas com um gosto amargo na boca e na alma. A exist\u00eancia adquire um estranho sabor de nulidade, de ang\u00fastia e de remorso. Para o explicar, n\u00e3o basta a met\u00e1fora do deserto e da terra \u00e1rida e ressequida, como nos lembra o Livro dos Salmos. A figura de linguagem \u00e9 v\u00e1lida, sem d\u00favida, mas nos damos conta que h\u00e1 algo ao mesmo tempo mais profundo e misterioso, mais geral e mais particular. Tampouco s\u00e3o suficientes as tradicionais imagens do vazio, da solid\u00e3o, do sil\u00eancio, da indiferen\u00e7a ou da noite escura \u2013 de acordo com a experi\u00eancia narrada em verso e prosa pelos m\u00edsticos. Para al\u00e9m de tudo isso, que n\u00e3o deixa de ser verdadeiro, trata-se simultaneamente de algo mais simples e mais complexo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deserto, vazio, solid\u00e3o, noite escura, indiferen\u00e7a, sil\u00eancio\u2026 Sem d\u00favida, traduzem em parte a sensa\u00e7\u00e3o que invade todo o nosso ser, at\u00e9 as entranhas mais \u00edntimas e ocultas. Mas s\u00f3 em parte! Todas essas palavras representam no\u00e7\u00f5es que est\u00e3o aqu\u00e9m da realidade vivida, experimentada no corpo e no esp\u00edrito. O que prevalece de mais n\u00edtido \u00e9 um sentimento cujo sentido os conceitos n\u00e3o conseguem expressar. Uma aus\u00eancia inexplic\u00e1vel e indefinida, ou melhor, aus\u00eancia de uma presen\u00e7a familiar, pessoal e insubstitu\u00edvel. A falta pura e simples n\u00e3o de algo ou de algu\u00e9m (com letra min\u00fascula), mas de Algu\u00e9m (com mai\u00fascula). No meio interp\u00f5e-se o muro inexpugn\u00e1vel do pecado e da culpa. \u201cNo meio do caminho tinha uma pedra&#8230;\u201d, diz o poeta Carlos Drumond de Andrade. A atmosfera torna-se pesada, irrespir\u00e1vel, como se faltasse oxig\u00eanio no sangue que, pouco a pouco, passa a nutrir-se do pr\u00f3prio veneno. Pior, leva-o atrav\u00e9s das veias a um organismo que se torna cada vez mais necrosado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deserto, sim, mas sem perspectiva de um o\u00e1sis no meio das ondas de areia, de um ponto de encontro ou encruzilhada para descansar e recuperar as for\u00e7as; vazio, sim, mas como um abismo de boca escancarada, sem fundo, que tudo devora e faz desaparecer no labirinto do nada e do absurdo; solid\u00e3o, sim, mas ins\u00edpida e intoler\u00e1vel, inteiramente despovoada de lembran\u00e7as passadas e de planos para o futuro; noite escura, sim, mas feita de trevas em que todas as estrelas se apagaram num c\u00e9u imenso, frio e long\u00ednquo, surdo e mudo; indiferen\u00e7a, sim, mas de car\u00e1ter ativo e agressivo, que tolhe a capacidade de rea\u00e7\u00e3o e de retomada; sil\u00eancio, sim, mas como mutismo cerrado e est\u00e9ril, sem a m\u00ednima possibilidade de produzir uma \u00fanica palavra viva, criativa, libertadora. Sentimo-nos sufocados por essa aus\u00eancia, a exemplo do peixe fora d\u2019\u00e1gua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o se trata somente de terra \u00e1rida e ressequida, mas de um terreno abandonado aos espinhos, \u00e0s pedras, aos animais de rapina e \u00e0s ervas daninhas. Terreno produtivo, com \u00e1gua em abund\u00e2ncia, onde outrora cresceram \u00e1rvores e plantas com ra\u00edzes fundas e de boa qualidade, e que j\u00e1 produziu n\u00e3o poucos ramos e folhas, flores e frutos. Mas, sem os devidos cuidados do agricultor, voltou a ser dominado pela mata inculta. Pouco a pouco, a colheita viu-se sufocada por rebentos nocivos que lhe roubaram toda a seiva e a energia. A selva voltou a imperar, robusta e vi\u00e7osa como sempre, mas com uma for\u00e7a incontrol\u00e1vel e por isso perniciosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agricultor desleixado e pregui\u00e7oso, concluir\u00e3o alguns! Nada disso! O agricultor \u2013 Deus \u2013 permanence sempre firme, fiel e vigilante, \u00e0 espera de entrar em campo, de colaborar na obra da hist\u00f3ria pessoal ou coletiva. Caminha silenciosa e amorosamente ao nosso lado. O problema \u00e9 que o terreno \u2013 cora\u00e7\u00e3o humano \u2013 fechou-se sobre si mesmo e fechou-lhe todas as entradas, impedindo qualquer a\u00e7\u00e3o da parte d`Ele. Na medida em que o Senhor respeita at\u00e9 as \u00faltimas consequ\u00eancias o dom da liberdade de seus filhos, que \u00e9 sua maior d\u00e1diva, resta-lhe bater \u00e0 porta e esperar que esta lhe seja aberta. Em caso negativo, nada poder\u00e1 fazer, pois jamais rompe o pacto da liberdade. Criador, onipotente e todo-poderoso, sim, mas ao mesmo tempo impotente e fr\u00e1gil diante do \u201cn\u00e3o\u201d de suas criaturas, uma vez que sua \u00fanica arma consiste em amar, e amar de forma livre, total, incondicional. Ora o amor costuma ser belo como as flores e as espigas, mas, tamb\u00e9m como elas, permanece exposto ao vento forte da viol\u00eancia, das adversidades e das contradi\u00e7\u00f5es da vontade humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O perd\u00e3o e a miseric\u00f3rdia divinas se batem contra o muro do mal e do pecado humanos. Repete-se, uma vez mais, o desencontro e o drama colossal da cruz. S\u00edmbolo da maior e mais brutal viol\u00eancia contra um inocente, ela tornou-se igualmente s\u00edmbolo do amor e da entrega sem medidas. \u00c0 tortura mais cruel e sem precedentes na hist\u00f3ria humana, Deus responde com o perd\u00e3o. Essa \u00e9 sua \u201cvinganca\u201d! O gesto do perd\u00e3o (\u201cPai perdoa-lhes porque n\u00e3o sabem o que fazem\u201d), como que reaproxima o Pai do Filho abandonado. Dessa forma a cruz \u2013 objeto desumano e despovoado da presen\u00e7a divina (\u201cmaldito o que pende do madeiro\u201d) \u2013 torna-se o s\u00edmbolo por excel\u00eancia do amor de Deus, onde Este se revela em toda a sua bondade infinita e incomensur\u00e1vel. O contraste entre o pecado e a viol\u00eancia humana, de um lado, e, de outro, o perd\u00e3o e amor divino, se faz t\u00e3o forte, t\u00e3o flagrante e t\u00e3o eloquente que uma luz nova explode no alto da cruz, como num choque el\u00e9trico entre a corrente negativa e positiva. Um brilho cuja intensidade e esplendor antecipa a gl\u00f3ria da ressurrei\u00e7\u00e3o. Tanto amor e tanto \u00f3dio, quando se cruzam e se contradizem reciprocamente, mostram a cruz como <em>sinal de contradi\u00e7\u00e3o<\/em>: \u201cesc\u00e2ndalo para os judeus e loucura para os pag\u00e3os\u201d. Ou ainda \u201ca linguagem da cruz \u00e9 loucura para aqueles que se perdem; mas para aqueles que se salvam, para n\u00f3s, \u00e9 poder de Deus\u201d (1Cor 1,17-25).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se, por uma parte, Deus permanence fiel e \u00e0 espera do \u201csim\u201d humano, por outra, nossa indiferen\u00e7a frequentemente recusa abrir-lhe a porta. A terra, em nossa exist\u00eancia, torna-se ent\u00e3o inculta n\u00e3o por sua aus\u00eancia, mas por nossa neglig\u00eancia. Disso resulta a \u201caus\u00eancia de uma presen\u00e7a\u201d que empobrece e embrutece o terreno cultivado. Ou seja, somos n\u00f3s que ignoromos sua presen\u00e7a, fazendo dela uma aus\u00eancia, ou a aus\u00eancia de Algu\u00e9m com quem estavamos acostumados a conviver. Depois que a alma se acostuma a caminhar sob a luz de Deus, ignorar sua presen\u00e7a torna mais pesado o ritmo dos passos, mais nebuloso o rumo a ser seguido e a pr\u00f3pria caminhada perde o significado profundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resta a conclus\u00e3o de que a ora\u00e7\u00e3o, a medita\u00e7\u00e3o e a contempla\u00e7\u00e3o \u2013 o processo di\u00e1rio e incans\u00e1vel de buscar a presen\u00e7a de Deus \u2013 torna-se <em>condition sine qua non<\/em> na vida de quem conheceu sua face radiante, ainda que por um s\u00f3 segundo, um rel\u00e2mpago de luz e paz. Sem isso, reca\u00edmos na sensa\u00e7\u00e3o de abandono, n\u00e3o por parte de Deus, evidentemente, mas por parte da pr\u00f3pria alma empedernida. Retorna o gosto amargo na boca e na alma, sede que s\u00f3 pode ser extinta na \u00e1gua cristalina da nascente. N\u00e3o basta a posse de um copo de \u00e1gua, o melhor \u00e9 conhecer o caminho que leva \u00e0 fonte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Washington, USA, 10 de outubro de 2013<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-23531\" data-postid=\"23531\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-23531 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS Quantas vezes nos sentimos afastados de Deus, s\u00f3s, \u00f3rf\u00e3os, perdidos e abandonados! Do lado de fora de sua casa, na soleira da porta, longe de sua presen\u00e7a. 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