
{"id":23694,"date":"2013-11-11T12:49:04","date_gmt":"2013-11-11T14:49:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=23694"},"modified":"2013-11-11T12:49:04","modified_gmt":"2013-11-11T14:49:04","slug":"trafico-de-pessoas-vergonha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/trafico-de-pessoas-vergonha\/","title":{"rendered":"Tr\u00e1fico de pessoas. Vergonha"},"content":{"rendered":"<p><em>Cardeal Odilo Pedro Scherer<\/em><\/p>\n<p>Poucas semanas antes de sua vinda ao Brasil, em julho passado, o papa Francisco esteve na ilha de Lampedusa, j\u00e1 pr\u00f3xima da \u00c1frica, no sul da It\u00e1lia; ali aportam numerosos pr\u00f3fugos da mis\u00e9ria e da viol\u00eancia, procedentes da \u00c1frica e de outras partes do mundo, sonhando com a vida na Europa. <\/p>\n<p>Muitos, de fato, nem conseguem chegar \u00e0 terra firme e naufragam, ou s\u00e3o abandonados pelos modernos mercadores de escravos no meio do Mediterr\u00e2neo em barcos abarrotados e sem o m\u00ednimo respeito \u00e0 sua dignidade. Isso, depois de terem pago caro a alguma organiza\u00e7\u00e3o criminosa pelo transporte e pela promessa de visto e emprego no lugar de destino. Milhares acabam morrendo e jogados ao mar, nada diferente do que acontecia durante s\u00e9culos com os navios negreiros no per\u00edodo colonial.<\/p>\n<p>O Papa jogou flores ao mar para lembr\u00e1-los; ao mesmo tempo, rezou pelos que pereceram e confortou sobreviventes; e denunciou o tr\u00e1fico de pessoas como uma atividade ign\u00f3bil, uma vergonha para sociedades que se dizem civilizadas. Diante dessa quest\u00e3o, os governos muitas vezes ficam indiferentes ou sem a\u00e7\u00e3o. Francisco conclamou a todos \u00e0 supera\u00e7\u00e3o da \u201cglobaliza\u00e7\u00e3o da indiferen\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Desde tempos imemoriais, o tr\u00e1fico de pessoas era praticado amplamente e at\u00e9 aceito, geralmente, em vista do trabalho escravo. O Brasil conviveu por s\u00e9culos com a escravid\u00e3o de \u00edndios e africanos; estes \u00faltimos eram adquiridos, traficados e comercializados como \u201ccoisa\u201d num mercado vergonhoso, mas florescente. Foram necess\u00e1rios s\u00e9culos para que a escravid\u00e3o fosse formalmente proibida e abolida. Um progresso civilizat\u00f3rio!<\/p>\n<p>Mas o problema voltou, se \u00e9 que j\u00e1 havia sido erradicado de maneira completa. A forma contempor\u00e2nea de escravid\u00e3o \u00e9 bem mais difundida e grave do que se poderia imaginar e est\u00e1 sendo favorecida pela globaliza\u00e7\u00e3o das atividades econ\u00f4micas ilegais e clandestinas. Hoje, como no passado, essa atividade criminosa envolve organiza\u00e7\u00f5es e redes nacionais e internacionais, com altos ganhos a custos e riscos baixos para os traficantes.<\/p>\n<p>O tr\u00e1fico de pessoas \u00e9 praticado em vista de v\u00e1rios \u00e2mbitos da economia, legais e ilegais, como a constru\u00e7\u00e3o civil, a agricultura, o trabalho dom\u00e9stico, o entretenimento, a explora\u00e7\u00e3o sexual e, mesmo, a ado\u00e7\u00e3o ou a comercializa\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os. As v\u00edtimas, geralmente, s\u00e3o atra\u00eddas por promessas de trabalho e emprego, boas condi\u00e7\u00f5es de vida em outras cidades ou pa\u00edses. Com freq\u00fc\u00eancia, o tr\u00e1fico de pessoas est\u00e1 ligado ao fen\u00f4meno das migra\u00e7\u00f5es e \u00e0 perman\u00eancia ilegal e prec\u00e1ria em algum pa\u00eds.<\/p>\n<p>Cap\u00edtulo especialmente doloroso representa o tr\u00e1fico de crian\u00e7as e adolescentes, praticado por redes que envolvem pequenas v\u00edtimas do mundo inteiro. Entidades n\u00e3o-governamentais, que acompanham esta quest\u00e3o, estimam que, na d\u00e9cada de 1980, quase 20 mil crian\u00e7as brasileiras foram levadas para a ado\u00e7\u00e3o no exterior; constataram-se numerosos processos fraudulentos nessas ado\u00e7\u00f5es. No Brasil, h\u00e1 den\u00fancias de tr\u00e1fico de crian\u00e7as e adolescentes destinados \u00e0 explora\u00e7\u00e3o sexual; e continua grande o contingente de crian\u00e7as de 7 a 14 anos de idade exploradas no trabalho infantil.<\/p>\n<p>Algumas caracter\u00edsticas do tr\u00e1fico humano j\u00e1 foram estudadas. Antes de tudo, ele envolve o crime organizado, com uma complexa estrutura que relaciona meios e fins para facilitar suas atividades; h\u00e1 aliciadores, fornecedores de documentos falsos e de assist\u00eancia jur\u00eddica, transportadores, lavagem de dinheiro&#8230; H\u00e1 rotas nacionais e transnacionais do tr\u00e1fico de mulheres para a explora\u00e7\u00e3o sexual, de trabalhadores ilegais, de crian\u00e7as, de \u00f3rg\u00e3os. No Brasil, a Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica apresenta o maior n\u00famero dessas rotas, seguida pelo Nordeste.<\/p>\n<p>O tr\u00e1fico de pessoas \u00e9 abastecido por h\u00e1beis e convincentes aliciadores, que induzem suas v\u00edtimas e as envolvem numa rede, que lhes tira a autonomia e da qual dificilmente conseguem se libertar. Geralmente, h\u00e1 uma boa proposta de emprego e renda no aliciamento. Por ser um crime invis\u00edvel e silencioso, seu enfrentamento \u00e9 dif\u00edcil; as v\u00edtimas geralmente n\u00e3o denunciam, uma vez que elas passam a viver em situa\u00e7\u00e3o de risco e de constrangimento. Al\u00e9m da vulnerabilidade social e econ\u00f4mica, elas t\u00eam sua dignidade degradada.<\/p>\n<p>Como enfrentar essa chaga social, que representa um verdadeiro retrocesso cultural e civilizat\u00f3rio? Apesar da gravidade do problema, apenas recentemente ele come\u00e7ou a ser enfrentado seriamente pela sociedade. A partir da segunda metade do s\u00e9culo 20, a escravid\u00e3o no \u00e2mbito do trabalho for\u00e7ado imposto pelas guerras come\u00e7ou a ser debatida em f\u00f3runs internacionais, de modo especial na Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho e na ONU. Com o avan\u00e7o da globaliza\u00e7\u00e3o, alastrou-se ainda mais o tr\u00e1fico de pessoas, mas tamb\u00e9m a consci\u00eancia sobre a necessidade de normas adequadas e eficazes para combater esse tipo de crime.<\/p>\n<p>Em 1999, a ONU realizou a Conven\u00e7\u00e3o de Palermo, contra o crime organizado transnacional e seus protocolos est\u00e3o em vigor desde 2003. O Brasil adotou essa Conven\u00e7\u00e3o em 2006; desde 2008 tem o seu pr\u00f3prio Plano Nacional de Enfrentamento ao Tr\u00e1fico de Pessoas. H\u00e1 numerosas iniciativas de organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil que se dedicam ao enfrentamento do tr\u00e1fico de pessoas. A Igreja tamb\u00e9m tem suas pastorais voltadas para essa problem\u00e1tica.<\/p>\n<p>Em 2014, a Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promover\u00e1, no per\u00edodo que precede a celebra\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa, a Campanha da Fraternidade sobre o tema do tr\u00e1fico de seres humanos. Ser\u00e1 uma boa ocasi\u00e3o para uma tomada de consci\u00eancia mais ampla sobre as dimens\u00f5es e a gravidade do problema e para suscitar iniciativas e decis\u00f5es para enfrentar essa vergonhosa chaga social em nosso Pa\u00eds.<\/p>\n<p><em>Artigo publicado em O ESTADO DE S\u00c3O PAULO, Ed. de 10\/11\/2013<\/em><\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-23694\" data-postid=\"23694\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-23694 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cardeal Odilo Pedro Scherer Poucas semanas antes de sua vinda ao Brasil, em julho passado, o papa Francisco esteve na ilha de Lampedusa, j\u00e1 pr\u00f3xima da \u00c1frica, no sul da It\u00e1lia; ali aportam numerosos pr\u00f3fugos da mis\u00e9ria e da viol\u00eancia, procedentes da \u00c1frica e de outras partes do mundo, sonhando com a vida na Europa. 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