
{"id":23836,"date":"2013-11-24T19:27:11","date_gmt":"2013-11-24T21:27:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=23836"},"modified":"2013-11-24T19:27:11","modified_gmt":"2013-11-24T21:27:11","slug":"olhar-materno-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/olhar-materno-de-deus\/","title":{"rendered":"Olhar materno de Deus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, cs<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o existe f\u00f3rmula para um relacionamento sadio e reciprocamente enriquecedor com o \u201c<em>outro, estranho e diferente<\/em>\u201d. N\u00e3o existe receita para um verdadeiro contato com quem vem de outro pa\u00eds, fala outra l\u00edngua, professa outro credo, desfralda outra bandeira e se rege por outras refer\u00eancias culturais. N\u00e3o existe cartilha para a acolhida ao imigrante, estrangeiro, exilado, pr\u00f3fugo, refugiado&#8230; O estabelecimento e o cultivo de novos la\u00e7os e rela\u00e7\u00f5es humanas, neste e em outros casos, \u00a0n\u00e3o seguem a l\u00f3gica matem\u00e1tica dos conceitos racionais, mas o intrincado labirinto dos afetos, sensa\u00e7\u00f5es e sentimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A constru\u00e7\u00e3o de pontes entre pessoas, grupos e povos diversos n\u00e3o se faz com o concreto do ferro, da pedra e do cimento, e sim com a massa rica, indefinida e indescrit\u00edvel de olhares cruzados, sorrisos trocados, gestos solid\u00e1rios, sons que se hormonizam e palavras bi ou tril\u00edngues. N\u00e3o me refiro a uma coexist\u00eancia pac\u00edfica ou a uma mera toler\u00e2ncia entre diferen\u00e7as, como justaposi\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e ajeite. Tampouco falo de uma tr\u00e9gua for\u00e7ada, onde a paz se reduz ao equil\u00edbrio das armas. N\u00e3o basta isso, entretanto, \u00e9 preciso chegar ao dom da escuta, do di\u00e1logo, da compreens\u00e3o, da simpatia ou da abertura&#8230; Em s\u00edntese, o confronto e encontro profundo, verdadeiro, de esp\u00edritos e de valores humanos e culturais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vale, contudo, uma tentativa de aproxima\u00e7\u00e3o. Ou melhor, uma vereda mais curta no caminho a ser percorrido entre o \u201ceu ou n\u00f3s\u201d, de uma parte, e o \u201cele ou eles\u201d, de outra. Como encurtar a dist\u00e2ncia entre os \u201cnossos\u201d e os \u201coutros\u201d, os\u00a0 de \u201cdentro\u201d e os de \u201cfora\u201d? A vereda ou atalho consiste na tentativa de colocar-se no lugar da m\u00e3e, ou seja, na arte de olhar para o outro\/a \u2013 pessoa, grupo, etnia, na\u00e7\u00e3o \u2013 com o olhar materno. N\u00e3o ser\u00e1 essa, por outro lado, a maneira de Jesus olhar as pessoas, especialmente as mais pobres e exclu\u00eddas, mais doentes e abandonadas, mais pecadoras e marginalizadas, mais perseguidas e indefesas&#8230; \u201c<em>I pi\u00f9 bisognosi e gli ultimi<\/em>\u201d (os mais necessitados e os \u00faltimos \u2013 diria o Papa Francisco)? Bastaria trazer aqui o rosto ferido e desfigurado dos possu\u00eddos pelo dem\u00f4nio, dos doentes e leprosos, dos samaritanos e estrangeiros, das mulheres e crian\u00e7as, dos cegos e aflitos&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um exemplo: caminho pela rua de um bairro mais ou menos suspeito e me deparo com uma pessoa completamente estranha, seja no jeito de vestir, de falar, de andar, de olhar, seja no modo de comportar-se&#8230; Talvez mal-vestida, meia esfarrapada, suja, de cor diferente, atitude aparentemente amea\u00e7adora&#8230; Enfim, algu\u00e9m com quem definitivamente n\u00e3o simpatizo, ou, pior ainda, algu\u00e9m que temo. Por instinto, levo a m\u00e3o ao bolso, verifico a carteira, desvio uns passos \u00e0 direita ou \u00e0 esquerda, posso at\u00e9 cruzar para o outro lado da cal\u00e7ada, evito olhar em sua dire\u00e7\u00e3o&#8230; Em outras palavras, a primeira rea\u00e7\u00e3o \u00e9 a de proteger-me e, no limite, partir para a agress\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas se, num relance repentino, me pergunto \u201cqual ser\u00e1 seu nome e sua profiss\u00e3o, se \u00e9 que tem alguma? Onde habitar\u00e1, ter\u00e1 endere\u00e7o fixo, uma fam\u00edlia, irm\u00e3os, irm\u00e3s, tios, tias, sobrinhos? Ser\u00e1 casado, com esposa e filhos? Mais particularmente, como se chamar\u00e1 a sua m\u00e3e e como ela v\u00ea este seu filho meio abandonado, para mim simplesmente t\u00e3o estranho?\u201d No mesmo instante, um vago sentimento de simpatia parece sacudir-me as entranhas. Uma onda de ternura percorre-me as veias, abranda-me o cora\u00e7\u00e3o. Barreiras invis\u00edveis se quebram e abre-se uma pequena possibilidade de compreens\u00e3o, por menor que seja&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro exemplo: encontro-me diante da televis\u00e3o, \u00e9 hora do telejornal. O notici\u00e1rio destaca um assalto, flagrado pelo sistema eletr\u00f4nico de seguran\u00e7a, onde v\u00edtimas e agressores se desencontram. Correria, tiros, feridos, fuga&#8230; Depois, j\u00e1 na delegacia, sob as c\u00e2meras, holofotes e microfones indiscretos da m\u00eddia, desfilam os rostos dos assaltantes. Uma vez mais, estranhos, malvestidos, pulsos com algemas, olhares enviezados; uns meio envergonhados, outros c\u00ednicos ou indiferentes; um menor, outro negro, um terceiro com apar\u00eancia de classe m\u00e9dia&#8230; Resumindo, pessoas que tanto os policiais e os rep\u00f3rteres televisivos, de um lado, quanto os espectadores, do outro, classificam como \u201cbandidos, marginais, safados, sem-vergonha\u201d!&#8230; Cadeia neles! Minha rea\u00e7\u00e3o \u00e0 cena, embora secreta, acanhada e t\u00edmida, n\u00e3o \u00e9 diferente. Prevalecem a antipatia e o instinto de agressividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m se, num rel\u00e2mpago, me pergunto \u201cquem ser\u00e3o seus familiares e onde habitar\u00e3o? Como o estar\u00e3o vendo neste momento? E mais especificamente, como o v\u00ea sua m\u00e3e?\u201d Esta, contra tudo e todos, talvez esteja pensando que \u201ctudo isso \u00e9 verdade, sem d\u00favida, mas no fundo ele \u00e9 um bom rapaz\u201d!&#8230; Ela conhece seu cora\u00e7\u00e3o! Novamente percorre-me o corpo uma onda desconhecida de calor humano, como se o sangue tivesse sido irrigado pelo efeito de um antibi\u00f3tico, uma esp\u00e9cie de rem\u00e9dio contra o um cora\u00e7\u00e3o de gelo. E, ainda desta vez, uma sombra pesada parece cair de meu rosto de pedra, um v\u00e9u se abre, e sinto vontade de conhecer seus nomes, sua hist\u00f3ria, como chegaram at\u00e9 ali&#8230; At\u00e9 meus olhos parecem umedecidos! Muros se rompem e surge a luz de uma pequena dose de compaix\u00e3o, por menor que seja&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nem precisaria voltar \u00e0s p\u00e1ginas do Evangelho para darmo-nos conta que o <em>olhar de Jesus<\/em> \u00e9 como um <em>olhar materno<\/em> sobre pessoas e fatos: os temores e tremores, os embates e turbul\u00eancias,\u00a0 as assimetrias e contradi\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria, seja esta de car\u00e1ter pessoal, familiar ou coletivo. \u00c9 com essa vis\u00e3o misericordiosa e compassiva que Deus se revela na pessoa, obras, palavras, gestos e atitudes do profeta itinerante de Nazar\u00e9. Deus com nome de Pai (Abba), cora\u00e7\u00e3o e olhar de m\u00e3e! Os encontros de Jesus com seres humanos curvados pelo peso da lei e do pecado, da culpa e da discrimina\u00e7\u00e3o, da enfermidade e do abandono, da pobreza e da exclus\u00e3o social \u2013 emergem como a prova mais evidente e eloquente desse <em>olhar materno<\/em>. Olhar que transparece at\u00e9 mesmo em seus dedos e em suas m\u00e3os, no cuidado maternal para com as feridas mais diversificadas do corpo e da alma de cada pessoa, \u00fanica e irrepet\u00edvel. Pai que acolhe e perdoa o \u201cfilho pr\u00f3digo\u201d, pastor que conhece a voz e carrega ao colo a \u201covelha perdida\u201d, m\u00e3e que se compadece e devolve a outra o \u201cfilho \u00fanico da vi\u00fava\u201d. De fato, o perd\u00e3o dos pecados, por uma parte, e a f\u00e9 dos interlocutores, por outra, constituem a marca registrada de seus milagres e par\u00e1bolas. Entre ambos, por\u00e9m, se interp\u00f5e o olhar materno de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa marca registrada e a atitude maternal do Messias ganham for\u00e7a especial e inusitada nos cap\u00edtulos 13 a 17 do Quarto Evangelho: trata-se de uma sequ\u00eancia que incorpora o lava-p\u00e9s, a \u00faltima ceia, o di\u00e1logo com os disc\u00edpulos e a ora\u00e7\u00e3o sacerdotal. Somente Jo\u00e3o, o disc\u00edpulo mais amado, poderia ter escrito esses cap\u00edtulos, tamanhas s\u00e3o \u201c<em>la bont\u00e0 e la tenerezza<\/em>\u201d (a \u201cbondade e a ternura\u201d, ainda na express\u00e3o do Papa Francisco) que neles se respira. Oxig\u00eanio vital, indispens\u00e1vel, \u00a0para toda e qualquer exist\u00eancia humana. Nas palavras do quarto evangelista e na linguagem e gestos de Jesus torna-se cristalino n\u00e3o somente seu olhar, mas tamb\u00e9m seu cora\u00e7\u00e3o materno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao dar-se conta que logo ser\u00e1 entregue na m\u00e3o das autoridades e ser\u00e1 condenado \u00e0 morte, num gesto caracter\u00edstico de <em>comensalidade<\/em> (partilha de p\u00e3o e vida) e numa esp\u00e9cie de\u00a0 <em>testamento espiritual<\/em>, trata seus seguidores como \u201cfilhinhos\u201d, comprometendo-se que jamais os deixar\u00e1 \u201c\u00f3rf\u00e3os\u201d; mostra-lhes que no Reino de Deus poder \u00e9 igual a servi\u00e7o; recomenda-lhes o amor rec\u00edproco acima de qualquer coisa, \u201camai-vos uns aos outros\u201d; promete-lhes o envio do Esp\u00edrito Santo, como o Par\u00e1clito e defensor;\u00a0 garante-lhes que se far\u00e1 presente at\u00e9 o fim dos tempos, para vencer as for\u00e7as do maligno; adverte-os para os perigos que os aguardam no mundo do pecado e das trevas; e por fim, intercede por eles junto a Deus, como que devolvendo aqueles que o Pai lhes \u201chavia confiado\u201d. N\u00e3o parece \u2013 tudo isso \u2013 o comportamento de uma m\u00e3e que, pressentindo a morte, re\u00fane seus filhos ao redor do leito e irriga-lhes o cora\u00e7\u00e3o e a alma com o b\u00e1lsamo de suas \u00faltimas e mais preciosas palavras?!&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Roma, It\u00e1lia, 22 de novembro de 2013<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-23836\" data-postid=\"23836\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-23836 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, cs N\u00e3o existe f\u00f3rmula para um relacionamento sadio e reciprocamente enriquecedor com o \u201coutro, estranho e diferente\u201d. 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