
{"id":24044,"date":"2013-12-18T22:37:04","date_gmt":"2013-12-19T00:37:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=24044"},"modified":"2013-12-23T21:59:16","modified_gmt":"2013-12-23T23:59:16","slug":"natalsaudade-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/natalsaudade-de-deus\/","title":{"rendered":"NATAL &#8211; Saudade de Deus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, cs<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As festividades do Natal costumam alargar o cora\u00e7\u00e3o e a alma, dirimir tens\u00f5es e conflitos, aproximar coisas e pessoas, trazer \u00e0 mem\u00f3ria carinhosas lembran\u00e7as. O brilho das luzes e das cores, o encanto do pres\u00e9pio e da m\u00fasica pr\u00f3pria, a singeleza das imagens e dos enfeites, a troca de presentes e a atmosfeta natalina, o comportamento mais aberto e solid\u00e1rio para com os outros \u2013 tudo concorre para despertar uma long\u00ednqua e estranha \u201csaudade de Deus\u201d. N\u00e3o se trata apenas de algo que vem de uma inf\u00e2ncia long\u00ednqua ou da tradi\u00e7\u00e3o familiar crist\u00e3, mas de um sentimento ao mesmo tempo conhecido e ignoto, estranho e confortante, que faz emergir um ambiente, um calor e um momento indefinidos. Espa\u00e7o e tempo resvestidos de um v\u00e9u que, simultaneamente, vela e revela um tesouro encontrado e logo abandonado num lugar sem nome nem endere\u00e7o. Sim, tais festividades evocam emo\u00e7\u00f5es n\u00e3o de todo ignoradas, mas submersas pelos afazeres e pela correria que nos toma todo tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso \u00e9 que os sinos do Natal dobram como se algo ou Algu\u00e9m batesse \u00e0 porta. Algo ou Algu\u00e9m momentaneamente esquecido, mas que reside adormecido nas entranhas mais \u00edntimas e profundas de cada ser humano. Seu toque \u00e9 inconfund\u00edvel, uma esp\u00e9cie de chave encantada, que abre um tesouro deixado de lado com certo descuido. Brasa sobre cinza, \u00e0s vezes incultivada, mas que ao vir \u00e0 tona descortina sensa\u00e7\u00f5es t\u00e3o caras quanto remotas. Inegavelmente, o per\u00edodo natalino nos transporta a um mundo secreto, chama viva mas apagada, do qual nos chega o reflexo de doces e ternas recorda\u00e7\u00f5es. Resgata um mist\u00e9rio que mal conseguimos vislumbrar, porque envolto na neblina do tempo e das preocupa\u00e7\u00f5es cotidianas. \u00c9 como um canto de ninar, um perfume intenso, uma cor preferida, ou ainda como o famoso \u201cbiscoito molhado no ch\u00e1\u201d de Marcel Proust, o qual, na monumental obra <em>Em busca do tempo perdido<\/em>, lhe desperta m\u00faltiplas e diferenciadas \u201creminisc\u00eancias do cora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tempo natal\u00edcio possui o dom de romper em muitas pessoas diques invis\u00edveis e empedernidos, fazendo correr e cantar as \u00e1guas de sensa\u00e7\u00f5es inexplic\u00e1veis, mas, ao mesmo tempo, bem presentes e prementes no cora\u00e7\u00e3o e na mem\u00f3ria. Abre em n\u00f3s um leque de olhares e sorrisos, gestos e toques, visitas e rela\u00e7\u00f5es que mal reconhecer\u00edamos, mas que de repente se tornam familiares, e nos surpreendemos com nossas pr\u00f3prias a\u00e7\u00f5es, como se nos guiasse a estrela de uma alegria incontida. As dist\u00e2ncias se encurtam, alguns venenos parecem derreter-se como que por magia e nos aproximamos com maior facilidade uns dos outros. Isso vale n\u00e3o apenas para o ambiente da fam\u00edlia e dos amigos, mas tamb\u00e9m para os lugares de vizinhan\u00e7a, de trabalho, de lazer, de esporte, de turismo&#8230; T\u00eanues la\u00e7os, muitas vezes prestes a desfazer-se, se refazem e se fortalecem. Tanto do ponto de vista pessoal e familiar quanto do ponto de vista comunit\u00e1rio e sociocultural, criam-se novos canais comunicantes. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que a celebra\u00e7\u00e3o do nascimento de Jesus torna o terreno em que pisamos mais fecundo \u00e0 amizade, aos relacionamentos humanos, \u00e0 solidariedade com os pobres e necessitados e ao amor em sentido amplo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o sem raz\u00e3o os relatos do nascimento e da inf\u00e2ncia de Jesus, nos Evangelhos de Mateus e Lucas, falam da alegria e do louvor dos anjos, da surpresa e do despertar dos pastores, da manjedoura e do calor dos animais, da chegada dos reis do Oriente com ouro, incenso e mirra para o Menino que acabara de nascer. N\u00e3o sem raz\u00e3o Francisco de Assis iniciou a tradi\u00e7\u00e3o do pres\u00e9pio, procurando retratar o mist\u00e9rio oculto nessas p\u00e1ginas cheias de poesia dos evangelistas citados. Al\u00e9m disso, a pobreza e simplicidade, a nudez e o ex\u00edlio de Jos\u00e9 e Maria, bem como o v\u00e9u da noite e a presen\u00e7a da estrela que guia os magos, nos tocam profundamente. Fazem vibrar cordas musicais at\u00e9 ent\u00e3o silenciosas e mal conhecidas. Sentimo-nos t\u00e3o pr\u00f3ximos ao drama desses estrangeiros, num momento e hora absolutamente inusitados, que as barreiras da discrimina\u00e7\u00e3o e do preconceito, ou simplesmente os cuidados com a prud\u00eancia diante dos demais, se desvanecem no ardor da Boa Nova anunciada e por tanto tempo esperada. As cercas de separa\u00e7\u00e3o parecem quebrar-se com a for\u00e7a represada dessa grandiosa novidade. A solid\u00e3o da pobre fam\u00edlia de Nazar\u00e9 em meio \u00e0 indiferen\u00e7a, \u201cpois n\u00e3o havia lugar para eles dentro de casa\u201d (Lc 2,7), a f\u00faria do rei Herodes pelo temor de um concorrente ao trono, como tamb\u00e9m os cuidados da maternidade comparados ao rigor de um ambiente t\u00e3o in\u00f3spito, nos fazem tomar partido pelos protagonistas de semelhantes relatos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Consciente ou inconscientemente, nos transportamos para junto dos pais na gruta de Bel\u00e9m, acompanhamos os pastores e os reis que de longe visitam o rec\u00e9m-nascido. Uma onda de miseric\u00f3rdia e compaix\u00e3o percorre nossas entranhas, sacode a apatia costumeira e como que nos p\u00f5e em marcha em dire\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3ximo. No dizer do Papa Francisco, \u201c<em>non aver paura della tenerezza e della bont\u00e0!<\/em>\u201d (n\u00e3o tenhamos medo da ternura e da bondade!). Deus nos visita, bate \u00e0 porta como nos recorda o Livro do Apocalipse (Ap 3,20) e, \u00e0quele que lhe abre, disp\u00f5e-se a sentar com ele \u00e0 mesa, num gesto de companhia, partilha comensalidade. A abertura \u00e0 visita de Deus, por\u00e9m, n\u00e3o se esgota nesse gesto t\u00e3o antigo quanto a humanidade e t\u00e3o caracter\u00edstico do profeta de Nazar\u00e9. Amplia-se a um n\u00famero crescente de pessoas, com especial aten\u00e7\u00e3o para as mais infefesas e exclu\u00eddas, mais solit\u00e1rias e abandonadas. Ou seja, abrir a porta ao Pai significa, contemporaneamente, franque\u00e1-la aos irm\u00e3os e irm\u00e3s. Ali\u00e1s, \u00e9 o que rezamos diariamente, com frequ\u00eancia mais de uma vez ao dia: quando dizemos \u201cPai nosso\u201d nos comprometemos com a busca do \u201cP\u00e3o nosso de cada dia\u201d. \u201cNosso\u201d e n\u00e3o \u201cmeu\u201d \u2013 tanto o Pai como o p\u00e3o!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conv\u00e9m ter em conta que essa visita de Deus se d\u00e1 em meio aos ru\u00eddos de uma publicidade estridente, de um consumo exagerado e de festas marcadas, n\u00e3o raro, pela abund\u00e2ncia e o desperd\u00edcio. O lado positivo da alegria e do encontro vem mesclado com o lado negativo do contraste entre pobreza e riqueza, luxo e mis\u00e9ria, opul\u00eancia e fome. Em meio a tanto \u201cbarulho\u201d, como reservar um tempo para o encontro pessoal, familiar ou comunit\u00e1rio com Deus? Talvez esteja aqui um dos maiores desafios das festividades relativas ao Natal. De um lado, a pr\u00e1tica agitada, rumurosa e dispersiva do com\u00e9rcio e da exterioridade natalina; de outro, a necessidade do sil\u00eancio interno e externo na busca de uma intimidade que possa saciar a sede (saudade) da presen\u00e7a divina. Mais grave ainda, tanto mais fortes os apelos e o fasc\u00ednio das compra e do ativismo, tanto mais premente o desejo do encontro com Deus. Nessa hora, para que lado pende o fiel da balan\u00e7a? Para aqueles que j\u00e1 experimentaram a extrema sensibilidade e delicadeza da Palavra viva \u2013 que chama nutre e envia \u2013 a agita\u00e7\u00e3o febril que circunda os dias de Natal vem acompanhada pela sedu\u00e7\u00e3o de uma voz interior, inconfund\u00edvel, em que Deus nos convida \u00e0 dupla convers\u00e3o pessoal e social. Voz que nos impele a abrir o cora\u00e7\u00e3o e a porta a Ele e aos irm\u00e3os. Em geral, que tend\u00eancia seguimos? Ser\u00e1 poss\u00edvel conciliar as duas dimens\u00f5es, os dois apelos? N\u00e3o se trata, evidentemente, de iliminar a festa. Mas como transfigurar a euforia externa numa alegria serena e \u00edntima com o Senhor que vem e renova a promessa do \u201cnovo c\u00e9u e da nova terra (&#8230;), onde \u201cnunca mais haver\u00e1 morte, nem luto, nem grito, nem dor\u201d (Ap 21,1-8)?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resulta que o encontro com Deus nunca se reduz a um <em>eu-tu<\/em> intimista e espiritualizante. Al\u00e9m dessa dimens\u00e3o pessoal, se \u00e9 verdadeiro, jamais ser\u00e1 est\u00e9ril do ponto de vista da a\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria. Tem sempre implica\u00e7\u00f5es pastorais, sociais e pol\u00edticas sobre o contexto hist\u00f3rico, uma vez que \u00e9 no esp\u00edrito de Deus que \u201cvivemos, nos movemos e existimos\u201d (At17,28). A espiritualidade crist\u00e3 n\u00e3o pode ser desvinculada do compromisso com a transforma\u00e7\u00e3o de um mundo que nega o projeto de Deus. Rezar e refletir sobre a Palavra, meditar e contemplar seu sentido mais profundo, por uma parte; e participar do combate contra toda esp\u00e9cie de opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o, por outra, constituem duas faces da mesma moeda. A m\u00edstica crist\u00e3, vale lembrar, n\u00e3o se configura como fuga do mundo, mas presen\u00e7a em meio a seus conflitos e problemas, incongru\u00eancias e contradi\u00e7\u00f5es. Trata-se da dimens\u00e3o socio-pol\u00edtica da mensagem evang\u00e9lica com vistas \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e da paz. O \u201cdiscipulado criativo\u201d, na express\u00e3o de Ernest Wolf, nos chama \u00e0 miss\u00e3o e esta, a exemplo da pr\u00e1tica de Jesus, reabre o horizonte da hist\u00f3ria, arrancando-alhe as r\u00e9deas das m\u00e3os dos tiranos e das tiranias de todos os tempos, lugares e esp\u00e9cies. Isso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as \u201c\u00e0 orienta\u00e7\u00e3o da esperan\u00e7a crist\u00e3 direcionada para o futuro do Reino de Deus e do homem\u201d (J. Moltman, em <em>Teologia da Esperan\u00e7a<\/em>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Roma, It\u00e1lia, 17 de dezembro de 2013<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-24044\" data-postid=\"24044\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-24044 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, cs As festividades do Natal costumam alargar o cora\u00e7\u00e3o e a alma, dirimir tens\u00f5es e conflitos, aproximar coisas e pessoas, trazer \u00e0 mem\u00f3ria carinhosas lembran\u00e7as. 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