
{"id":24378,"date":"2014-03-01T18:47:09","date_gmt":"2014-03-01T21:47:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=24378"},"modified":"2014-03-01T18:47:09","modified_gmt":"2014-03-01T21:47:09","slug":"mercadores-de-carne-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/mercadores-de-carne-humana\/","title":{"rendered":"Mercadores de carne humana"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><i style=\"line-height: 1.5em;\">Pe. Alfredo J. Goncalves, CS<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A frase do t\u00edtulo representa uma den\u00fancia de Mons. Jo\u00e3o Batista Scalabrini, ent\u00e3o bispo de Piacenza, norte da It\u00e1lia, no final do s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do seculo XX. Scalabrini \u2013 denominado \u201cpai e ap\u00f3stolo dos migrantes\u201d \u2013 referia-se aos intermedi\u00e1rios gananciosos e sem piedade que, no fen\u00f4meno das grandes migra\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas da \u00e9poca, traficavam com a abundante m\u00e3o-de-obra dos emigrados europeus (especialmente italianos) para as Am\u00e9ricas, a Austr\u00e1lia e a Nova Zel\u00e2ndia. Segundo historiadores da envergadura de Eric Hobsbawn e Peter Gay, entre 1820 e 1920, mais de 60 milh\u00f5es de pessoas deixaram o velho continente com o objetovo de reconstruir a vida nas \u201cterras novas\u201d de al\u00e9m-mar. V\u00edtimas da expuls\u00e3o em massa do campo para a cidade, enquanto certa porcentagem se empregava na ind\u00fastria nascente, boa parte n\u00e3o conseguia trabalho, tendo de cruzar os oceanos para fugir de um destino de mis\u00e9ria e fome na Europa r\u00e1pida e recentemente urbanizada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre o desemprego, a pobreza e a necessidade, por um lado, e o desafio de \u201c<i>far l\u2019America<\/i>\u201d, por outro, interpunham-se os tais \u201cmercadores de carne humana\u201d. <i>Mercadores,<\/i> sim, porque gente sem cora\u00e7\u00e3o e sem alma diante dos dramas humanos causados pelos efeitos da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial. Ao contr\u00e1rio, aproveitavam-se da condi\u00e7\u00e3o e das esperan\u00e7as dos emigranets que buscava um futuro melhor para a fam\u00edlia, comercializando inescrupulosamente os seus sonhos de trabalho e p\u00e3o, p\u00e1tria e dignidade. Se \u00e9 verdade que a mobilidade humana faz parte do <i>direito de ir e vir<\/i>, tamb\u00e9m \u00e9 certo que muitas vezes tais deslocamentos intercontinentais tornavam-se for\u00e7ados e compuls\u00f3rios, devido ao \u00eaxodo rural em massa e as condi\u00e7\u00f5es extremamente prec\u00e1rias nos pa\u00edses ou regi\u00f5es de origem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passou-se mais de um s\u00e9culo, por\u00e9m a frase\/den\u00fancia de Scalabrini continua viva e atual, como uma chaga aberta em pleno s\u00e9culo XXI. O tr\u00e1fico de seres humanos para a explora\u00e7\u00e3o trabalhista ou sexual atualmente atinge milh\u00f5es de pessoas no mundo inteiro, como mostram os debates em torno da Campanha da Fraternidade deste ano no, promovida pela Confer\u00eancia Nacional dos bispos do Brasil (CNBB). Juntamente com o tr\u00e1fico de armas e de drogas, constitui uma das fontes de maior rentabilidade da economia submersa do mundo globalizado. Verdadeira bomba at\u00f4mica, oculta e letal, que silenciosamente fere, mutila e mata, deixando marcas irrepar\u00e1veis nas v\u00edtimas que sobrevivem e em suas fam\u00edlias. Os relatos de quem conseguiu escapar de tais \u201cinfernos humanos\u201d n\u00e3o deixam margem a d\u00favidas!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos subterr\u00e2neos sombrios das rela\u00e7\u00f5es internacionais (e \u00e0s vezes em plena luz do dia), a rede mundial do crime organizado n\u00e3o poupa particularmente mulheres e crian\u00e7as, quando o objetivo e a explora\u00e7\u00e3o ao m\u00e1ximo de sua energia. No fim da linha desse com\u00e9rcio ilegal e ileg\u00edtimo, grande parte dos sonhos se convertem em pesadelos. Como o continente africano nos tempos da escravid\u00e3o, o Brasil hoje vem sendo um dos pa\u00edses que fornecem bom n\u00famero de \u201ctrabalhadores e trabalhadoras\u201d para essas transa\u00e7\u00f5es criminosas. O texto-base da CF\/2014 tra\u00e7a um quadro preocupante sobre os pontos nevr\u00e1lgicos das rotas nacionais e internacionais, bem como da origem e destino das pessoas envolvidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As reflex\u00f5es e orienta\u00e7\u00f5es da CF\/2014, iluminadas pela Palavra de Deus, nos colocam diante de um desafio que interpela a todos e a cada um em particular: o que fazer diante dessa situa\u00e7\u00e3o? Tr\u00eas palavras poderiam resumir nossa solicitude pastoral, como exig\u00eancia evang\u00e9lica, e nossas possibilidades de a\u00e7\u00e3o social ou pol\u00edtica: acolhida, den\u00fancia e informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <i>acolhida<\/i> constitui, digamos assim, o DNA n\u00e3o somente da Pastoral Migrat\u00f3ria, mas da Pastoral Social de toda a a\u00e7\u00e3o evangelizadora. No caso dos tr\u00e1fico de pessoas humanas, a atitude de acolhida requer uma sensibilidade especial diante das feridas profundas das v\u00edtimas, na maioria das vezes t\u00e3o dif\u00edceis de serem cicatrizadas. Em n\u00edvel pessoal ou familiar, eclesial ou social, imp\u00f5e-se uma solidariedade incondicional para com aqueles e aquelas que sofreram tais abusos. N\u00e3o cabem aqui a discrimina\u00e7\u00e3o e o preconceito, nem o racismo e a xenofobia. Tampouco cabem limita\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas, eclesiais ou geopol\u00edticas, uma vez que o pr\u00f3prio crime desrespeita fronteiras de qualquer esp\u00e9cie. Em tudo e por tudo, deve prevalecer a defesa do direito e da dignidade da pessoa humana \u2013 fundamento, fio condutor e coluna vertebral de toda a Doutrina Social da Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <i>den\u00fancia<\/i>, por sua vez, torna-se a chave para combater o tr\u00e1fico nacional e internacional. Neste caso, por\u00e9m, conv\u00e9m utizar de prud\u00e2ncia: n\u00e3o se trata tanto uma den\u00fancia em n\u00edvel local e personalizado, a qual, embora corajosa e prof\u00e9tica, pode acarretar persegui\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias. Ainda que em determinadas circunst\u00e2ncias essa postura n\u00e3o possa ser evitada, o mais indicado segue sendo a den\u00fancia em n\u00edvel institucional, envolvendo movimentos e pastorais sociais, entidades, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, o conjunto das Igrejas, setores dos governos, da Pol\u00edcia Federal e do Minist\u00e9rio P\u00fablico, bem como os organismos internacionais de defesa dos direitos humnos. Novamente aqui a a\u00e7\u00e3o dever ser ampla, conjunta e abrangente \u2013 isto \u00e9, sem fronteiras. Devido ao poder e aos meios inescrupulosos do crime organizado, a prote\u00e7\u00e3o das v\u00edtimas e das pessoas que defendem sua causa n\u00e3o pode ser desconsiderada, ao contr\u00e1rio, deve tornar-se uma preocupa\u00e7\u00e3o constante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto a <i>informa\u00e7\u00e3o<\/i>, esta se revela uma <i>condition sine qua non<\/i>, seja nos p\u00f3los e regi\u00f5es de origem, seja nos lugares de destino. N\u00fameros, fatos e rotas do crime organizado devem ser divulgadas amplamente entre as fam\u00edlias, associa\u00e7\u00f5es, escolas, comunidades, meios de comunica\u00e7\u00e3o e em toda a sociedade. A revolu\u00e7\u00e3o inform\u00e1tica em geral e Internet em particular podem reveler-se um instrumento eficaz no combate ao tra\u00e1fico, como de resto o \u00e9 para os pr\u00f3prios traficantes. Todos os meios devem ser utilizados para desmascarar e desmantelar a cadeia internacional do crime organizado em todas as suas ramifica\u00e7\u00f5es. A informa\u00e7\u00e3o atualizada e permanente pode figurar como um verdadeiro <i>antiv\u00edrus<\/i>, uma vacina contra a possibilidade de cair na ratoeira do tr\u00e1fico, n\u00e3o raro um caminho sem retorno. Semelhante rede, como bem sabemos, concentra um duplo car\u00e1ter de risco: encontra-se ramificada em praticamente todo o mundo e n\u00e3o respeita c\u00f3digos de conduta, ou pior ainda, segue rigorosamente o princ\u00edpio radical da elimina\u00e7\u00e3o de \u201carquivos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"right\"><i>Tokyo, Jap\u00e3o, 13 de fevereiro de 2014<\/i><\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-24378\" data-postid=\"24378\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-24378 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. Goncalves, CS A frase do t\u00edtulo representa uma den\u00fancia de Mons. Jo\u00e3o Batista Scalabrini, ent\u00e3o bispo de Piacenza, norte da It\u00e1lia, no final do s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do seculo XX. 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