
{"id":24538,"date":"2014-03-16T18:16:42","date_gmt":"2014-03-16T21:16:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=24538"},"modified":"2014-03-16T18:16:42","modified_gmt":"2014-03-16T21:16:42","slug":"o-mundo-como-patria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/o-mundo-como-patria\/","title":{"rendered":"O mundo como p\u00e1tria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><i style=\"line-height: 1.5em;\">Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O processo de globaliza\u00e7\u00e3o, que se acentua a partir dos anos de 1970 e se estende pelas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XXI, vem modificando gradualmente a no\u00e7\u00e3o de p\u00e1tria. \u201cMinha p\u00e1tria \u00e9 a l\u00edngua portuguesa\u201d, dizia o poeta Fernando Pessoa. Dom J. B. Scalabrini, bispo de Piacenza, It\u00e1lia, por sua vez, sustentava, no final do s\u00e9culo XIX, que \u201cpara os migrantes a p\u00e1tria \u00e9 a terra que lhes d\u00e1 o p\u00e3o\u201d. O mesmo bispo, considerado \u201cpai e ap\u00f3stolo dos migrantes, acrescentava que o fen\u00f4meno migrat\u00f3rio \u201cfunde e aperfei\u00e7oa as civiliza\u00e7\u00f5es, amplia o conceito de p\u00e1tria para al\u00e9m dos confins materiais, tornando o mundo a p\u00e1tria do homem\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A emerg\u00eancia hist\u00f3rica dos estados nacionais amadurece junto com a modernidade, e consolida-se com a Declara\u00e7\u00e3o da Independ\u00eancia dos Estados Unidos (1776) e com a Declara\u00e7\u00e3o dos Direitos do Homem e do Cidad\u00e3o (1789), dois documentos que nascem, respectivamente, com a guerra da independ\u00eancia, nas terras novas de al\u00e9m-mar, e com a Reolu\u00e7\u00e3o Francesa, no velho continente. Chegava-se, assim, ao \u00e1pice de um longo percurso, onde a subjetividade e a individualidade, que cresceram gradualmente desde o renascimento, o humanismo e o iluminismo, desembocavam na consci\u00eancia de uma cidadania aut\u00f4noma frente ao Estado<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conceito de p\u00e1tria, na\u00e7\u00e3o e cidadania, particularmente na Europa, nascia estreitamente vinculado a uma certa homogeneidade n\u00e3o s\u00f3 f\u00edsica e territorial, mas tamb\u00e9m lingu\u00edstica, hist\u00f3ricae cultural. De fato, se tomamos a Fran\u00e7a e a Inglaterra como dois exemplos cl\u00e1ssicos, l\u00edngua, territ\u00f3rio, hist\u00f3ria e cultura unificam a popula\u00e7\u00e3o numa certa origem comum. Semelhante origem homog\u00eanea vinha refor\u00e7ada pelo cimento religioso, cat\u00f3lico num caso e protestante no outro. Resulta que o conjunto da popula\u00e7\u00e3o se reportava a uma trajet\u00f3ria que, apesar de n\u00e3o poucas tens\u00f5es, guerras e adversidades, constituia uma refer\u00eancia nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A forte emigra\u00e7\u00e3o europeia em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s Am\u00e9ricas, como tamb\u00e9m \u00e0 Austr\u00e1lia e Nova Zel\u00e2ndia, no decorrer do s\u00e9culo XIX e primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX \u2013 os historiadores estimam em mais de 60 milh\u00f5es o n\u00famero de pessoas deixaram a It\u00e1lia, Alemanha, Gr\u00e3 Bretanha, Pol\u00f4nia, Irlanda, Espanha, Portugal, etc. \u2013 a bem dizer, inaugura uma nova concep\u00e7\u00e3o de p\u00e1tria. Nesta, \u201ca terra que d\u00e1 o p\u00e3o\u201d toma o lugar da terra natal como refer\u00eancia de solo p\u00e1trio. Nos pa\u00edses de destino os imigrantes se mesclam numa popula\u00e7\u00e3o que, longe de contar com um passado comum, constitui-se a partir de uma origem fortemente heterog\u00eanea, quer em termos territoriais e hist\u00f3ricos, quer de um ponto de vista l\u00edngu\u00edstico e cultural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal componente heterog\u00eanea da popula\u00e7\u00e3o, entretanto, acentua-se nos dias atuais com a maior intensidade, complexidade e diversidade do fen\u00f4meno da mobilidade humana. Esta, de fato, corta ra\u00edzes, rompe fronteiras e, em perspetiva geogr\u00e1fica, desloca inteiras massas humanas. Ao mesmo tempo, por\u00e9m, as desterritorializa, dissociando-as de um determinado lugar f\u00edsico. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil expor as ra\u00edzes ao sol, digamos assim, mas, uma vez desenra\u00edzadas, as pessoas ou fam\u00edlias se encontram mais predispostas a novos deslocamentos, bem como a \u201coptar\u201d por uma nova p\u00e1tria, desde que garantam ali uma sobreviv\u00eancia mais ou menos adequada. Isso n\u00e3o obstante a saudade das origens e o sonho do retorno. Saudade e sonho que, de resto, aparecem como uma das caracter\u00edsticas mais recorrentes nas \u201chist\u00f3rias de migrantes\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De um ponto de vista antropol\u00f3gico e sociocultural, a comunidade religiosa\u00a0 figura muitas vezes como um lugar privilegiado para a retomada da no\u00e7\u00e3o de p\u00e1tria. Ali, no espa\u00e7o da Igreja, o migrante reencontra seus conterr\u00e2neos, \u00e0s vezes consegue reunir a fam\u00edlia dispersa, refaz la\u00e7os antigos e costura novos relacionamentos. Esse espa\u00e7o inicial \u00e9 condi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica para uma integra\u00e7\u00e3o menos traum\u00e1tica e menos demorada. Idioma, express\u00f5es culturais do pa\u00eds de origem, devo\u00e7\u00f5es populares, festas religiosas ou patri\u00f3ticas e vis\u00e3o de mundo de alguma forma unem pessoas e fam\u00edlias que a migra\u00e7\u00e3o havia temporariamente separado. Se, num primeiro momento, o imigrante conta predominantemente com o suporte dos parentes, amigos e familiares mais pr\u00f3ximos para \u201cconhecer e entrar\u201d na nova realidade, num segundo momento a comunidade religiosa pode ser-lhe de grande ajuda, tanto para o encontro\/reencontro quanto para regularizar a situa\u00e7\u00e3o .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em geral a comunidade vai de encontro n\u00e3o somente \u00e0s suas necessidades culturais e\/ou religiosas, mas tamb\u00e9m ajuda-o no \u00e1rduo e constrangedor processo de documenta\u00e7\u00e3o, na assist\u00eancia jur\u00eddica e \u00e0s vezes imediata, como tamb\u00e9m na busca de trabalho, habita\u00e7\u00e3o, escola para os filhos, e outras incunb\u00eancias. N\u00e3o sem raz\u00e3o alguns imigrantes concluem que \u201co cora\u00e7\u00e3o de Jesus\u201d \u2013 referindo-se aos espa\u00e7os, encontros, celebra\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias e \u00e0 boa aceita\u00e7\u00e3o \u2013 \u201c\u00e9 a p\u00e1tria dos que est\u00e3o longe de sua terra e de sua fam\u00edlia\u201d. Os rec\u00e9m-chegados sabem da comunidade atrav\u00e9s de uma rede capilar de informa\u00e7\u00f5es, a qual, por outro lado presta grande servi\u00e7o \u00e0 coes\u00e3o e \u00e0 defesa do grupo, especialmente quando se desencadeiam ondas de discrimina\u00e7\u00e3o, preconceito, xenofobia ou at\u00e9 persegui\u00e7\u00e3o aberta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o s\u00e3o poucos os casos em que pessoas, fam\u00edlias ou grupos inteiros encontraram na respectiva Igreja um trampolim para a integra\u00e7\u00e3o no pa\u00eds de destino. Trope\u00e7amos, deste modo, com um aparente paradoxo. Por uma parte, os imigrantes utilizam a religi\u00e3o para reencontrar-se e reconstituir-se como povo, recordar seus costumes originais, degustar comidas t\u00edpicas, celebrar as pr\u00f3prias datas festivas e sentir-se \u201cem casa\u201d, enquanto popula\u00e7\u00e3o etnicamente homog\u00eanea, mas estrangeira. De outra parte, utilizam a Igreja tamb\u00e9m para inserir-se na sociedade heterog\u00eanea que os recebe e onde ter\u00e3o de viver. H\u00e1 aqui, inegavelmente, um duplo instinto de sobreviv\u00eancia: devem garantir-se quanto \u00e0s necessidades b\u00e1sicas, proteger-se frente a uma eventual hostilidade (que n\u00e3o raro se torna real, rancorosa e racista) e, ao mesmo tempo, mant\u00eam-se atentos a todos os meios que os levem a integrar-se de forma mais r\u00e1pida e positiva, tanto no mercado de trabalho quanto no conv\u00edvio com outros gruos \u00e9tnicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De forma consciente ou inconsciente, impl\u00edcita ou expl\u00edcita, o conceito de p\u00e1tria torna-se um instrumento duplo, simultaneamente de coes\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o. Duplo e n\u00e3o despido de certa ambiguidade. Com refer\u00eancoa ao pa\u00eds de <i>origem<\/i> e ao passado comum, a no\u00e7\u00e3o de p\u00e1tria serve como uni\u00e3o, defesa e refor\u00e7o dos la\u00e7os prim\u00e1rios de nascimento, parentesco, l\u00edngua, hist\u00f3ria e cultura; mas na medida em que, de forma mais ou menos definitiva, passam a habitar o pa\u00eds de <i>destino<\/i>, e com respeito ao futuro, a mesma concep\u00e7\u00e3o de p\u00e1tria adquire um significado diferente. Representa uma forma de reivindicar os direitos b\u00e1sicos de um cidad\u00e3o em toda a sua dignidade. P\u00e1tria ent\u00e3o torna-se direito \u00e0 cidadania. E esta se abre ao leque mais amplo de toda e qualquer na\u00e7\u00e3o onde o migrante chegue e se instale. \u201c<i>We are America<\/i>\u201d \u2013 lia-se numa faixa exibida por uma multid\u00e3o de migrantes hispano-americanos em protesto pelas ruas de Los Angeles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"right\"><i>Roma, It\u00e1lia, 15 de mar\u00e7o de 2014<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"themify_builder_content-24538\" data-postid=\"24538\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-24538 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Alfredo J. 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