
{"id":24721,"date":"2014-04-05T23:46:51","date_gmt":"2014-04-06T02:46:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=24721"},"modified":"2014-04-05T23:46:51","modified_gmt":"2014-04-06T02:46:51","slug":"silencio-e-silencios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/silencio-e-silencios\/","title":{"rendered":"Sil\u00eancio e Sil\u00eancios"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><i style=\"line-height: 1.5em;\">Pe. Alfredo J. Gon\u00e7alves, CS<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Iniciemos com o <b><i>sil\u00eancio mutismo.<\/i><\/b> Sil\u00eancio cego, surdo e mudo. Mais do que uma atitude passiva, se trata de uma forma de a\u00e7\u00e3o ativa, profundamente danosa e nociva. Uma recusa tenaz, consciente ou inconsciente, a todo e qualquer tipo de comunica\u00e7\u00e3o. Da\u00ed o fechamento sobre si mesmo, o isolamento, a constru\u00e7\u00e3o de muros invis\u00edveis. O indiv\u00edduo ou grupo, achando-se cercado de uma hostilidade real ou virtual, encerra-se numa esp\u00e9cie de <i>gueto<\/i> imagin\u00e1rio. Exclu\u00eddo ou achando-se discriminado, fecha-se como o camarujo no pr\u00f3prio casulo. Cria-se uma linha divis\u00f3ria, tamb\u00e9m esta real ou virtual, onde os de \u201cdentro\u201d evitam o contato com os de \u201cfora\u201d, os \u201cnossos\u201d insistem em desconhecer os \u201coutros\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No fundo, \u00e9 um sil\u00eanco pesado, constrangedor. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil encontr\u00e1-lo, seja no interior das fam\u00edlias, seja nos ambientes de trabalho e at\u00e9 mesmo nas comunidades religiosas. Circula um ar irrespir\u00e1vel que destila olhares obl\u00edquos, gestos subliminares e monoss\u00edlabos envenenados. Desnecess\u00e1rio acrescentar que o mon\u00f3logo solit\u00e1rio substitui o di\u00e1logo aberto e transparente. O ambiente, se e quando levado ao extremo, amea\u00e7a e asfixia, mutila e mata. O deserto permanece \u00e1rido, o jardim inf\u00e9rtil, o bot\u00e3o recusa abrir-se em flor; n\u00e3o se ouve o canto do p\u00e1ssaro, da \u00e1gua ou da crian\u00e7a. O clima se torna a tal ponto insuport\u00e1vel que \u00e9 preciso caminhar na ponta dos p\u00e9s. Sil\u00eancio desabitado, ou pior ainda, habitado de dem\u00f4nios malignos e agressivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais do que verdadeiro sil\u00eancio, instala-se efetivamente um mutismo hostil, que inibe e castra qualquer iniciativa conjunta. Mesmo vivendo ou trabalhando sob um teto comum, o mutismo engendra cegueira e surdez. As pessoas trope\u00e7am umas com as outras, mas n\u00e3o se ve\u00eam; falam de tudo e de todos, mas n\u00e3o escutam. Os raros \u201cbom dia\u201d, \u201cboa tarde\u201d ou \u201ccomo vai?\u201d \u2013 se os houver \u2013 soam falsos e impessoais. Em lugar de calor humano, predomina o formalismo vazio e uma m\u00edopia que distorce os fatos, desfigura os rostos, azeda as rela\u00e7\u00f5es, amesquinha o esp\u00edrito. Situa\u00e7\u00e3o que desmente a p\u00e9rola do poeta portugu\u00eas Fernando Pessoa quando este afirma que \u201ctudo vale a pena quando a alma n\u00e3o \u00e9 pequena\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Temos, em seguida, <i>o <b>sil\u00eancio estridente<\/b><\/i>. Do ponto de vista social, ou de grupo, se anteriormente reinava o mutismo teimoso e intrat\u00e1vel, agora o que surpreende \u00e9 o excesso de palavras, embora nem sempre pronunciadas. Mesmo sem dizer nada, fala-se pelos cotovelos: como na c\u00e2mara e no senado em geral, todos t\u00eam algo a dizer, mas ningu\u00e9m se disp\u00f5e a ouvir, ningu\u00e9m \u00e9 capaz de faz\u00ea-lo. Do um ponto de vista individual, emerge com nitidez uma discrep\u00e2ncia entre o<i> exterior<\/i>, em que se procura fugir aos rumores do cotidiano, e o <i>interior<\/i>, onde uma multid\u00e3o de ru\u00eddos impede prestar aten\u00e7\u00e3o aos pensamentos, desejos e sentimentos mais \u00ednitmos e secretos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tanto pessoal quanto coletivamente, sente-se que o sil\u00eancio encontra-se prenhe de de um turbilh\u00e3o de palavras in\u00f3quas, que nada transmitem. Em termos mais concretos, multiplicam-se as palavras justamente <i>porque<\/i> nada temos a dizer. Por mais esfor\u00e7os que se fa\u00e7am para reestabelecer o ambiente silencioso, este se enche de medos e d\u00favidas, inquietudes e interroga\u00e7\u00f5es, das quais nos sentimos incapazes de desvincilharmo-nos. Disso resulta um sil\u00eancio irrequieto, atribulado, rumuroso, como se estivessemos sentados sobre um formigueiro. Nessas condi\u00e7\u00f5es, n\u00e3o h\u00e1 qualquer esperan\u00e7a de paz ou repouso. Imposs\u00edvel tomar dist\u00e2ncia dos ru\u00eddos, problemas e perturba\u00e7\u00f5es do dia-a-adia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma met\u00e1fora pode ilustrar esse sil\u00eancio quebrado pelos mais diversos rumores. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil imaginar uma lata rolando sobre o asfalto: quanto mais vazia, mais barulho far\u00e1. \u00c9 presiamente o v\u00e1cuo interior que nos faz preench\u00ea-lo de pensamentos, palavras e sons, por mais inexpressivos que sejam. Tal atitude nos impede de entrar em contato direto e frontal com a pr\u00f3pria solid\u00e3o. Numa palavra, o sil\u00eancio rumuroso \u00e9 aquele que nos leva a fugir de n\u00f3s mesmos. Na amea\u00e7a do confronto consigo pr\u00f3prio, busca-se dois caminhos de fuga: interiormente, justapomos imagem sobre imagem, palavra sobre palavra, sem nos dar ao trabalho de parar para refletir sobre elas ou sobre a conex\u00e3o de umas com as outras; exteriormente, quando nem isso funciona, \u00e9 preciso ligar o r\u00e1dio, a televis\u00e3o, fazer uma chamada telef\u00f4nica ou procurar algu\u00e9m com quem conversar&#8230; Contrariamente ao primeiro caso, aqui n\u00e3o se trata de recusa de contato, e sim de uma comunica\u00e7\u00e3o vazia de qualquer sentido. Escondemo-nos atr\u00e1s das palavras, de um bate-papo, de uma rela\u00e7\u00e3o inconsequente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Em terceiro lugar, vem o <b><i>sil\u00eancio povoado<\/i><\/b>. Diferentemente do deserto \u00e1rido ou do barulho das palavras sem nexo, aqui entramos num ambiente fecundo, denso, f\u00e9rtil e habitado. \u00c9 o sil\u00eancio da ora\u00e7\u00e3o pessoal e da reflex\u00e3o, da medita\u00e7\u00e3o ou contempla\u00e7\u00e3o. As imagens e palavras que o povoam encontram-se gr\u00e1vidas de um novo sentido. Desfilam pela tela invis\u00edvel do sil\u00eancio, em primeiro lugar, recorda\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria pessoal. Lembran\u00e7as inesquec\u00edveis, de um ponto de vista positivo ou negativo, mas que podem ser re-significadas em um novo contexto existencial. O encontro pessoal e profundo consigo mesmo, aqui e agora, ilumina retrospectivamente os acontecimentos do passado. Resgata-os, fazendo deles uma releitura, \u00e0 luz da f\u00e9 e da esperan\u00e7a presentes. Por isso \u00e9 que o passado pode, sim, ser modificado: n\u00e3o os fatos brutos, evidentemente, mas seu valor e significado para a vida futura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desfilam, depois, os encontros e reencontros com as pessoas que povoaram nossa trajet\u00f3ria hist\u00f3rica. Desfilam \u00e9 se cruzam nomes, rostos, hist\u00f3rias, relacionamentos&#8230; Tamb\u00e9m neste caso, \u00e9 poss\u00edvel mudar, resgatar o valor e o sentido de muitas rela\u00e7\u00f5es \u00e0 primeira vista negativas. \u00c9 o que ocorre, por exemplo, nos encontros entre Jesus e a Samaritana \u00e0 beira do po\u00e7o, de Jesus e Nicodemos, de Jesus e Maria Madalena, de Jesus e os disc\u00edpulos ap\u00f3s a ressurrei\u00e7\u00e3o, para citar apenas alguns. A ora\u00e7\u00e3o, reflex\u00e3o, medita\u00e7\u00e3o e contempla\u00e7\u00e3o atual retroprojeta uma nova luz sobre os fatos que talvez gostar\u00edamos de esquecer, apagar, ignorar ou reprmir. O brilho dessa luz, por\u00e9m, extrai deles li\u00e7\u00f5es preciosas e imprevistas. O sil\u00eancio torna-se uma esp\u00e9cie de alquimia que transforma os ru\u00eddos e rumores de nossa exist\u00eancia passada em palavras redescobertas. S\u00f3 o sil\u00eancio, em meio a tanta verborreia e tanto palavr\u00f3rio, constitui terreno f\u00e9rtil capaz de criar uma palavra nova: rica, criativa, inovadora, libertadora \u2013 palavra de conforto, paz e repouso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m e ao lado da figura do outro, desfila ainda a presen\u00e7a\/aus\u00eancia do pr\u00f3prio Deus que, ao mesmo tempo, vela e revela a sua face resplandecente. Aqui as coisas se entrela\u00e7am de forma inextrinc\u00e1vel: a abertura ao outro pavimenta o caminho para o encontro com o totalmente Outro, o di\u00e1logo com o diferente conduz \u00e0 linguagem do Transcendente. Dessa maneira, o sil\u00eancio povoado de minhas pr\u00f3prias lembran\u00e7as, dos encontros e rela\u00e7\u00f5es com os outros e da intimidade com o divino faz e refaz da vida uma eterna busca. Em lugar de <i>guetos<\/i> cerrados, cria <i>comunidades<\/i> sem fronteiras; em lugar do mutismo, renasce a abertura que liberta; em lugar de fechar caminhos, abre horizontes sempre mais amplos e inclusivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, mas n\u00e3o em \u00faltimo lugar, entra em cena o <b><i>sil\u00eancio solene<\/i><\/b>. Para usar uma observa\u00e7\u00e3o o escritor norte-americano William Faulkner, trata-se do \u201csil\u00eancio produzido por mais de uma pessoa\u201d. Sil\u00eancio de um grupo, de uma assembleia reunida ou de uma multid\u00e3o \u2013 no meio de uma ora\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, culto ou celebra\u00e7\u00e3o, por exemplo. Atitude respeitosa e reverente diante de uma presen\u00e7a inef\u00e1vel, viva e vivificante. Al\u00e9m de ricamente povoado, como o anterior, \u00e9 um sil\u00eancio lit\u00fargico, que nos ultrapassa e faz o ser humano encontrar-se consigo mesmo e com os demais, para fortalecer o percurso ascendente da pr\u00f3pria supera\u00e7\u00e3o. Sil\u00eancio do ser finito que o reporta ao mist\u00e9rio infinito da divindade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Semelhante atitude solene nos remete \u00e0 obra do te\u00f3logo protestante alem\u00e3o Rudolf Otto, <i>O Sagrado<\/i>, onde o autor descreve o sentimento da criatura diante do <i>misteryum tremendus<\/i>, \u201creflexo da numinosa sensa\u00e7\u00e3o de ser objeto de auto perpep\u00e7\u00e3o\u201d.\u00a0 Ou ainda \u00e0 obra de \u00c9mile Durkheim, <i>As Formas Elementares da Vida Religiosa,<\/i> na qual o soci\u00f3logo franc\u00eas estuda \u201ca religi\u00e3o como fen\u00f4meno social\u201d. Em ambos os casos, o mist\u00e9rio provoca uma rever\u00eancia silenciosa da pessoa diante das for\u00e7as sobrenaturais. Do ponto de vista m\u00edsto-espiritual, mais que o temor e o tremor no confronto com tais for\u00e7as, desenvolve-se uma intimidade amorosa entre \u201ca alma com e o seu Amado\u201d, como se pode notar no \u201cs\u00e9culo de Ouro\u201d espanhol, particularmente nos escritos de S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz e de Santa Tereza D\u2019\u00c1vila.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais perto de n\u00f3s, basta recordar o \u201cminuto sil\u00eancio\u201d solicitado pelo Papa Francisco na celebra\u00e7\u00e3o final da Jornada Mundial da Juventude, na praia de Copacabana, Rio de Janeiro, Brasil. Em termos lit\u00fargicos, a atitude in\u00e9dita de milh\u00f5es de pessoas reunidas em total e absoluto sil\u00eancio visa tornar mais evidente a presen\u00e7a do personagem principal da celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica: Jesus Cristo. Sil\u00eancio que provoca um encontro vivo do Ressuscitado com todos e com cada um de forma singular. O atual pont\u00edfice, ali\u00e1s, em suas audi\u00eancias e celebra\u00e7\u00f5es, tem resgatado esse sil\u00eancio como uma das linguagens lit\u00fargicas mais eloquentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Linguagem solenemente \u201clit\u00fargica\u201d tamb\u00e9m utilizada habitualmente no deccorrer de competi\u00e7\u00f5es esportivas, concertos musicais, datas significativas ou outros eventos, n\u00e3o raro em rever\u00eancia de personalidades ilustres ou de acontecimentos marcantes. Exemplos: a) no anivers\u00e1rio dos atentados \u00e0s torres g\u00eamas de New York, USA, de 11 de setembro de 2001, um \u201cminuto de sil\u00eancio\u201d no hor\u00e1rio exato em que o primeiro avi\u00e3o se chocou com o edif\u00edcio; b) \u201cminuto de sil\u00eancio\u201d em mem\u00f3ria de Mahatma Gandhi, Martin Luther King, Madre Tereza de Calcut\u00e1, Mandela, Oscar Romero&#8230; Ou de algum esportista rec\u00e9m-falecido num acidente competitivo; c) eventos como as bombas at\u00f4micas sobre Yrochima e Nagasaki ou a lembran\u00e7a dos que tomabaram em determinadas guerras requerem, igualmente, um \u201cminuto de sil\u00eancio\u201d por ocasi\u00e3o do anivers\u00e1rio ou da visita de chefes de Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"right\"><i>\u00a0<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"themify_builder_content-24721\" data-postid=\"24721\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-24721 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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