
{"id":2563,"date":"2009-03-27T22:20:37","date_gmt":"2009-03-28T01:20:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=2563"},"modified":"2009-04-10T13:42:19","modified_gmt":"2009-04-10T16:42:19","slug":"celebrando-mons-romero-homilia-de-24-de-marco-na-capela-da-uca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/celebrando-mons-romero-homilia-de-24-de-marco-na-capela-da-uca\/","title":{"rendered":"Celebrando Mons. Romero: Homilia de 24 de mar\u00e7o na capela da UCA"},"content":{"rendered":"<p>Jon Sobrino<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: <a href=\"http:\/\/www.adital.com.br\" target=\"_blank\">Adital<\/a><\/p>\n<p><em>Monsenhor no Hospitalito, sozinho com Deus.<br \/>\nNa Catedral, com seu povo.<br \/>\nEm meio ao povo e em sua defesa at\u00e9 o fim.<\/em><\/p>\n<p>Em muitos lugares est\u00e1 sendo celebrado o XXIX Anivers\u00e1rio do assassinato-mart\u00edrio de Monsenhor Romero. N\u00f3s o recordamos na Capela da UCA (Universidad Centroamericana, em El Salvador). Pedimos-lhe que nos aben\u00e7oe; que nos anime a ser uma universidade como ele queria e a converter-nos quando, por a\u00e7\u00e3o ou por omiss\u00e3o, n\u00e3o o somos. E lhe pedimos que professores, administrativos, trabalhadores\/ras e alunos sempre recordem seu nome, o recordem e o honrem.<\/p>\n<p>Para torn\u00e1-lo presente entre n\u00f3s, elegi duas leituras. O evangelho \u00e9 o do Bom Pastor, pois a universidade, com tudo o que tem, conhecimentos e recursos, deve pastorear de maneira universit\u00e1ria o povo salvadorenho. Antes de qualquer outra coisa, deve alimentar as maiorias famintas de p\u00e3o e de trabalho, de justi\u00e7a e de verdade. E deve defend\u00ea-las dos mercen\u00e1rios, dos poderosos de todo tipo, que n\u00e3o as apascentam; mas, que, muitas vezes, as devoram, como denunciava o profeta Os\u00e9ias. E nessa defesa, a universidade deve correr riscos, como o bom pastor. Quem nos recorda essa verdade s\u00e3o os nossos companheiros aqui enterrados.<\/p>\n<p>A segunda leitura nos diz quem \u00e9 esse bom pastor: Jesus de Nazar\u00e9. Em palavras belas e bem pensadas, diz-se que Ele &#8220;passou fazendo o bem, curando os oprimidos&#8221;. E agrega, em tom de confiss\u00e3o, o que n\u00e3o costumamos levar em considera\u00e7\u00e3o: &#8220;que Deus estava com Ele&#8221;.<\/p>\n<p>Agora, queremos recordar Monsenhor Romero bom pastor a partir de tr\u00eas coisas muito pr\u00f3prias dele: o Hospitalito, a Catedral e seu caminhar com o povo, defendendo-o at\u00e9 o fim.<\/p>\n<p><strong>1. No Hospitalito, sozinho com Deus<\/strong><\/p>\n<p>Sabe-se que, ap\u00f3s sua nomea\u00e7\u00e3o como arcebispo, a oligarquia quis atra\u00ed-lo para seu lado e lhe ofereceu um pal\u00e1cio episcopal com as habituais comodidades mundanas. Por\u00e9m, Mons. Romero n\u00e3o aceitou e foi viver em uma modesta casa junto ao Hospital \u2018La Divina Providencia\u2019. L\u00e1, muitas vezes, recebeu \u00e0 noite pessoas de todo tipo. L\u00e1, aos s\u00e1bados, preparava suas homilias dominicais. E l\u00e1, como Jesus junto ao lago ou no horto, orava ao Deus que v\u00ea no escondido. A Ir. Teresa contava que altas horas da madrugada via luz na casa de Monsenhor e lhe levava um suco de laranja. O encontrava rezando.<\/p>\n<p>No Hospitalito, em tempos de graves riscos, Mons. Romero vivia sozinho e sem seguran\u00e7a. As pessoas mais pr\u00f3ximas eram mulheres, enfermas de c\u00e2ncer incur\u00e1vel, pobres todas elas, com a ang\u00fastia permanente de n\u00e3o saber o que seria de seus filhos depois que morressem. Monsenhor -t\u00e3o indiferente \u00e0s honras mundanas- confessou que teria gostado de ganhar o Pr\u00eamio Nobel da Paz de 1978 para, com o dinheiro do pr\u00eamio, aliviar a sorte das mulheres enfermas.<\/p>\n<p>Somente Deus que v\u00ea no escondido sabe bem quem era o Monsenhor do Hospitalito e o que significava Deus para ele. Por\u00e9m, algumas coisas podemos recordar. Pouco antes de sua morte, nos momentos mais dif\u00edceis do povo salvadorenho, Mons. Romero lhes falou de &#8220;Deus&#8221;:<\/p>\n<p>&#8220;Nenhum homem se conhece enquanto n\u00e3o se encontrou com Deus. Quem me dera, queridos irm\u00e3os, que o fruto dessa predica\u00e7\u00e3o fosse que nos encontr\u00e1ssemos com Deus&#8221; (Homilia de 10 de fevereiro de 1989).<\/p>\n<p>E a essas palavras mais reflexivas, agregou outras mais entranh\u00e1veis. Com humildade dizia: &#8220;meu desejo mais \u00edntimo \u00e9 que eu n\u00e3o seja um empecilho no di\u00e1logo de voc\u00eas com Deus&#8221;. E, com entusiasmo, acrescentou: &#8220;me alegra muito quando tem gente simples que encontra em minhas palavras um ve\u00edculo para aproximar-se de Deus&#8221; (Homilia de 27 de janeiro de 1980). E com Deus consolava as pessoas: &#8220;Deus vai com nossa hist\u00f3ria. Deus n\u00e3o nos abandonou&#8221; (Homilia 9 de dezembro de 1979).<\/p>\n<p>A todos, tamb\u00e9m a UCA e \u00e0 Igreja, Ele nos pergunta e nos convida a &#8220;estar sozinhos com Deus&#8221;. E aos que n\u00e3o mencionam esse nome, pergunta-lhes e os convida a estar socinhos, sem defesas e em entrega total, com aquele bom que vejam como \u00faltimo: a compaix\u00e3o, a justi\u00e7a, a verdade. &#8220;Sozinhos&#8221;. Sem poder ir al\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>2. Na Catedral com seu povo<\/strong><\/p>\n<p>O Monsenhor da Catedral \u00e9 mais conhecido. \u00c9 o Monsenhor das homilias, dos pobres e das v\u00edtimas, dos horrores da repress\u00e3o e da esperan\u00e7a de justi\u00e7a. \u00c9 o Deus das organiza\u00e7\u00f5es populares, dos sacerdotes perseguidos e assassinados, dos in\u00fameros m\u00e1rtires, sem que Monsenhor deixasse a nenhum deles e delas sem nome. \u00c9 o Deus do povo salvadorenho. Aqueles que tivemos a sorte de escut\u00e1-lo, o recordamos muito bem. Vamos citar algumas palavras suas; por\u00e9m, talvez o mais importante \u00e9 saber como preparava suas homilias -profunda li\u00e7\u00e3o- para a Igreja, para a UCA, para os meios de comunica\u00e7\u00e3o, e para todas as institui\u00e7\u00f5es e organismos que querem servir ao povo. Na v\u00e9spera de seu assassinato, disse Monsenhor:<\/p>\n<p>&#8220;Pe\u00e7o ao Senhor, durante toda a semana, enquanto vou recolhendo o clamor do povo e a dor de tanto crime, a ignom\u00ednia de tanta viol\u00eancia, que me d\u00ea a palavra oportuna para consolar, para denunciar, para chamar ao arrependimento&#8221; (Homilia de 23 de mar\u00e7o de 1980)<\/p>\n<p>Da\u00ed surgia a den\u00fancia e a profecia, e por surgir da dor e do clamor do povo, iam al\u00e9m de declara\u00e7\u00f5es \u00e9ticas ou da doutrina social:<\/p>\n<p>&#8220;Eu denuncio, sobretudo, a absolutiza\u00e7\u00e3o da riqueza. Este \u00e9 o grande mal de El Salvador: a riqueza, a propriedade privada como um absoluto intoc\u00e1vel. E ai daquele que toque nessa cerca de alta tens\u00e3o! Se queima!&#8221;. &#8220;Vivemos em uma falsa ordem baseada na repress\u00e3o e no medo&#8221;. &#8220;Roubar tornou-se comum. E aquele que n\u00e3o rouba \u00e9 chamado de tonto&#8221;. &#8220;Brinca-se com o povo; brinca-se com as vota\u00e7\u00f5es; brinca-se com a dignidade das pessoas&#8221;. &#8220;Estamos em um mundo de mentiras, onde ningu\u00e9m acredita em nada&#8221;. E como um Am\u00f3s ou um Miqu\u00e9ias, dizia: &#8220;isso \u00e9 o imp\u00e9rio do inferno&#8221;. A exig\u00eancia \u00e9 como ser Igreja e ser universidade de ci\u00eancia e de profecia.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos meses, Monsenhor Romero foi, todavia, mais duro -se \u00e9 que se pode falar assim-, ao dizer a verdade. E a raz\u00e3o era a compaix\u00e3o: a verdade estava a favor do povo, que muitas vezes somente tinha a verdade a seu favor. Por isso, a den\u00fancia prof\u00e9tica subiu de tom. Por\u00e9m, \u00e9 importante recordar tamb\u00e9m umas palavras cheias de honradez e muito pr\u00f3prias de Monsenhor, que, tomara, todos as tenhamos presentes: &#8220;temos que come\u00e7ar em casa&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Quem denuncia deve estar disposto a ser denunciado e se a Igreja denuncia as injusti\u00e7as, est\u00e1 disposta tamb\u00e9m a escutar den\u00fancias contra si e est\u00e1 obrigada a converter-se&#8230; Os pobres s\u00e3o o grito constante que denuncia n\u00e3o somente a injusti\u00e7a social, mas tamb\u00e9m a pouca generosidade de nossa pr\u00f3pria Igreja&#8221; (Homilia de 17 de fevereiro de 1980).<\/p>\n<p><strong>3. No meio do povo e em sua defesa at\u00e9 o fim<\/strong><\/p>\n<p>Monsenhor manteve-se firme na compaix\u00e3o e na den\u00fancia, sem falcatruas. Sua compaix\u00e3o e sua profecia n\u00e3o foram \u2018flor de um dia\u2019, nem foram palavras, pol\u00edtica e eclesiasticamente, corretas. Na sociedade n\u00e3o encontrou facilidades; por\u00e9m, tampouco encontrou facilidades na Igreja enquanto institui\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica; \u00e0s vezes, muito pelo contr\u00e1rio. Manteve-se firme e at\u00e9 o \u00faltimo momento defendeu as v\u00edtimas, mesmo sabendo que ele poderia ser a pr\u00f3xima. E assim foi.<\/p>\n<p>Monsenhor Romero levou a serio as palavras de Puebla. Deus &#8220;ama os pobres e os defende&#8221;. A primeira o levou a desgastar-se em uma pastoral a favor da justi\u00e7a, da esperan\u00e7a e da vida dos pobres. A segunda, a enfrentar-se com quem os oprimiam e reprimiam. Colocou a sua Igreja nessa dire\u00e7\u00e3o de defesa e enfrentamento, de modo que, sem inten\u00e7\u00f5es idealistas, chegou a ser uma &#8220;Igreja dos pobres&#8221;. Isso significou riscos e confrontos. &#8220;Por defender o pobre, a Igreja entrou em grave conflito com os poderosos das oligarquias econ\u00f4micas&#8221; (Discurso de Lovaina, 2 de fevereiro de 1980). J\u00e1 antes havia constatado as consequ\u00eancias e emitiu um julgamento notoriamente evang\u00e9lico, que nunca se emite: &#8220;Seria triste que em uma p\u00e1tria onde est\u00e3o assassinando t\u00e3o horrorosamente n\u00e3o cont\u00e1ramos tamb\u00e9m sacerdotes entre as v\u00edtimas. Estes, s\u00e3o o testemunho de uma Igreja encarnada nos problemas do povo&#8221; (Homilia de 24 de junho de 1979).<\/p>\n<p>Atualmente, em um mundo mal chamado de globaliza\u00e7\u00e3o e que, na realidade, vive em transe de cruz, pretende eliminar arestas ao horror da realidade e silencia milh\u00f5es de crucificados -no Iraque, no Congo, em Gaza, no Haiti-, tornar Deus presente na hist\u00f3ria \u00e9 seguir Jesus carregando a cruz. N\u00e3o com uma cruz abstrata e sem hist\u00f3ria; mas concreta, salvadorenha. &#8220;Cristo \u00e9 Deus majestoso que se faz homem humilde at\u00e9 a morte dos escravos em uma cruz e vive com os pobres&#8230; assim deve ser nossa f\u00e9 crist\u00e3&#8221; (Homilia de 17 de fevereiro de 1980). Monsenhor o intuiu desde o in\u00edcio. Em Aguilares, no dia 19 de junho de 1977, come\u00e7ou a homilia com estas palavras: &#8220;minha responsabilidade \u00e9 ir recolhendo atropelos e cad\u00e1veres&#8221;. Palavras para a UCA, para a Igreja e para todos.<\/p>\n<p>Monsenhor manteve a defesa de seu povo at\u00e9 o fim e, com isso, manteve a esperan\u00e7a. Dois eram seus pilares, como intuiu Ignacio Ellacur\u00eda: Deus e o pr\u00f3prio povo. Sem nenhuma rotina, nas horas mais tr\u00e1gicas de El Salvador, n\u00e3o se cansou de repetir o Emanuel. &#8220;Deus vai com nossa hist\u00f3ria. Deus n\u00e3o nos abandonou. Nenhum crist\u00e3o deve sentir-se sozinho em seu caminhar; nenhuma fam\u00edlia tem que se sentir desamparada; nenhum povo deve ser pessimista, mesmo em meio \u00e0s crises que parecem mais insol\u00faveis&#8221;. \u00c9 o &#8220;consolai, consolai o meu povo&#8221;, de Isa\u00edas. E a esse povo deu-lhe dignidade. &#8220;Voc\u00eas s\u00e3o o divino transpassado&#8221;, disse em Aguilares a uns camponeses aterrorizados no dia em que foi celebrar a eucaristia quando os soldados, um m\u00eas depois em que o povoado havia sido invadido, ocupado e abandonado \u00e0 sua sorte. Monsenhor dizia: &#8220;sobre estas ru\u00ednas brilhar\u00e1 a gl\u00f3ria do Senhor&#8221;.<\/p>\n<p>As amea\u00e7as iam aumentando. Em sua \u00faltima homilia, confessou: &#8220;Esta semana me chegou um aviso de que estou na lista dos que ser\u00e3o eliminados na pr\u00f3xima semana&#8221;. E automaticamente, como se se houvesse convertido em segunda natureza, Monsenhor p\u00f4s sua morte em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 salva\u00e7\u00e3o do povo: &#8220;que meu sangue seja semente de liberdade e sinal de que a esperan\u00e7a logo ser\u00e1 uma realidade&#8221;.<\/p>\n<p>E na rela\u00e7\u00e3o com o povo, em um supremo esfor\u00e7o para impedir maiores atrocidades, pronunciou as palavras finais de sua homilia, fato insuper\u00e1vel na hist\u00f3ria do pa\u00eds, da Igreja e de qualquer lugar onde haja um rastro de humanidade: &#8220;em nome de Deus e em nome desse sofrido povo, cujos lamentos sobem at\u00e9 o c\u00e9u cada dia mais tumultuosos, suplico-lhes, rogo-lhes, ordeno-lhes em nome de Deus: parem com a repress\u00e3o&#8221; (23 de mar\u00e7o de 1980).<\/p>\n<p>Nunca antes se havia escutado palavras semelhantes; e nunca mais voltaram a ser escutadas. Foram acolhidas com um estrondoso aplauso, nunca antes escutado, e que nunca mais voltou a ser escutado:<\/p>\n<p>Com a morte de Monsenhor, sua palavra n\u00e3o morreu. Poucos dias depois de seu assassinato, em uma missa celebrada na UCA, o Padre Ellacur\u00eda disse: &#8220;Com Mons. Romero, Deus passou por El Salvador&#8221;. Muitas vezes repetimos essas palavras e hoje voltamos a perguntar-nos: \u00e9 verdade? Sim, em muitos lugares. Basta recordar algumas coisas desses dias.<\/p>\n<p>No dia 2 de mar\u00e7o, Noam Chomsky, proeminente pensador estadunidense, lutador por causas nobres, muitas delas &#8220;perdidas&#8221;; acossado de muitas formas pelos poderes estabelecidos, acaba de completar 80 anos. O di\u00e1rio El Pa\u00eds o entrevistou sobre temas conhecidos profissionalmente pelo autor: a situa\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica internacional, os meios, internet&#8230; Por\u00e9m, rompendo a l\u00f3gica da profiss\u00e3o, a entrevista termina com uma pergunta pessoal: &#8220;Em sua idade, o que o faz continuar lutando?&#8221;. E ele respondeu:<\/p>\n<p>&#8220;Imagens como essa [Chomsky indica um quadro pendurado em seu escrit\u00f3rio, no qual se v\u00ea o anjo exterminador junto ao arcebispo Romero e aos seis intelectuais jesu\u00edtas assassinados em El Salvador nos anos 80 pelos esquadr\u00f5es da morte]. Um de meus fracassos \u00e9 que nenhum estadunidense saiba o que significa esse quadro&#8221;.<\/p>\n<p>No dia 15 de mar\u00e7o, algo novo aconteceu em El Salvador. O partido Arena, que nunca havia pronunciado oficialmente o nome de Monsenhor Romero -penso que por medo e por uma esp\u00e9cie de insuper\u00e1vel paralisia fon\u00e9tica-, perdeu as elei\u00e7\u00f5es. Mas, o vencedor, presidente eleito, Mauricio Funes, sim, o pronunciou. Analistas existem e existir\u00e3o que julguem sobre convic\u00e7\u00f5es e inten\u00e7\u00f5es. Por\u00e9m, remeter-se a Mons. Romero nesse momento e apresent\u00e1-lo como o mais entranh\u00e1vel que produziu e possui El Salvador, indica que Mons. Romero continua vivo.<\/p>\n<p>Na vig\u00edlia do dia 21 de mar\u00e7o, durante a marcha e diante da catedral, muitos salvadorenhos\/as sentiram uma vez mais a presen\u00e7a de Monsenhor. Com sentido humano e crist\u00e3o -e com estranho sentido teol\u00f3gico-, n\u00e3o expressaram essa presen\u00e7a, pelo menos no fundamental, porque tivessem agora em suas m\u00e3os &#8220;mais poder&#8221;; por\u00e9m, a expressaram com um sentimento de dignidade, esperan\u00e7a e alegria. Com Monsenhor podiam continuar trabalhando e caminhando. E celebrando a vida.<\/p>\n<p>[No dia 26 de mar\u00e7o, por primeira vez na hist\u00f3ria do pa\u00eds se instaurou um tribunal de justi\u00e7a restaurativa para que, ap\u00f3s desentender-se de tanto crime, por vileza ou pela lei de anistia, o Estado reconhe\u00e7a sua culpa e pe\u00e7a perd\u00e3o; para que as v\u00edtimas recuperem dignidade; e para que depois de muitos anos sejam dados passos de reconcilia\u00e7\u00e3o. Monsenhor Romero passava por El Salvador nos esfor\u00e7os denodados de muitos profissionais para a instaura\u00e7\u00e3o do tribunal; na palavra das testemunhas, dos familiares das v\u00edtimas e, \u00e0s vezes, das pr\u00f3prias v\u00edtimas; na dignidade, no al\u00edvio, na m\u00e3o estendida que essas palavras expressavam].<\/p>\n<p>Terminamos por onde come\u00e7amos. Estamos na Capela da UCA. Convido-os a tornar realidade o compromisso assumido pelo padre Ellacur\u00eda quando, diante de Monsenhor, em 1985, recebeu o Doutorado Honoris Causa outorgado pela UCA.<\/p>\n<p>1. Uma aut\u00eantica inser\u00e7\u00e3o na realidade nacional lacerada, quase ferida mortalmente, sacudida hoje por dez assassinatos a cada dia, sem ceder \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de distanciar-nos dela, mas como algo que traz benef\u00edcio para a excel\u00eancia acad\u00eamica.<\/p>\n<p>2. N\u00e3o cair na neutralidade falaz e concretizar o bem comum a partir do bem das maiorias pobres e oprimidas, das v\u00edtimas: isto \u00e9, fazer uma op\u00e7\u00e3o livre pelos pobres deste pa\u00eds e manter-nos firmes nela. <\/p>\n<p>3. Ap\u00f3s a guerra, propiciar e defender de todas as formas poss\u00edveis uma paz verdadeira, os direitos humanos e a reconcilia\u00e7\u00e3o real; frear o sangramento do pa\u00eds e trabalhar para que n\u00e3o sejam necess\u00e1rias as migra\u00e7\u00f5es desumanas.<\/p>\n<p>4. N\u00e3o desistir da esperan\u00e7a de construir um futuro melhor, mais humano e humanizado. Especialmente, devolver palavra, consolo, dignidade e repara\u00e7\u00e3o \u00e0s v\u00edtimas. E deixar-nos salvar por elas.<\/p>\n<p>5. Que n\u00e3o se esmore\u00e7a, mas que se robuste\u00e7a a inspira\u00e7\u00e3o crist\u00e3 que movia todo o atuar de Mons. Romero. O Monsenhor que vivia da f\u00e9 em Jesus nos move a dar a vida pelos que sofrem, tal como lemos no evangelho.<\/p>\n<p>Pe\u00e7amos a Deus que esta Universidade, com humildade e com decis\u00e3o, com convic\u00e7\u00e3o e com alegria, seja fiel seguidora de Monsenhor Romero<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-2563\" data-postid=\"2563\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-2563 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jon Sobrino Tradu\u00e7\u00e3o: Adital Monsenhor no Hospitalito, sozinho com Deus. 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