
{"id":2645,"date":"2009-04-02T07:00:51","date_gmt":"2009-04-02T10:00:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=2645"},"modified":"2009-04-01T21:48:43","modified_gmt":"2009-04-02T00:48:43","slug":"moises-maome-jesus-leituras-do-sagrado-e-fundamentalismos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/moises-maome-jesus-leituras-do-sagrado-e-fundamentalismos\/","title":{"rendered":"Mois\u00e9s, Maom\u00e9, Jesus: Leituras do sagrado e fundamentalismos"},"content":{"rendered":"<p>CEBI (Centro Ecum\u00eanico de Estudos B\u00edblicos)<\/p>\n<p>Todas as culturas produziram religi\u00e3o. As religi\u00f5es respondem a necessidades fundamentais da humanidade. Dentro delas elaboram-se maneiras de enfrentar as chamadas grandes quest\u00f5es existenciais da humanidade: De onde viemos? Por que vivemos? O que acontece conosco ou para onde iremos ap\u00f3s a morte? E existe alguma for\u00e7a que interfere no curso de nossas vidas pessoais e coletivas? As religi\u00f5es ajudam as culturas a elaborarem sentidos para sua exist\u00eancia de forma a permitir a conviv\u00eancia social, a fornecer identidade e dignidade para os grupos humanos.<\/p>\n<p>As religi\u00f5es nascem e se desenvolvem a partir de pr\u00e1ticas e propostas significativas para um determinado grupo de pessoas. Aparecem como uma coisa boa. Nascem de uma experi\u00eancia de vida, de promo\u00e7\u00e3o da vida, de resgate da dignidade, de liberta\u00e7\u00e3o, ou de paz e salva\u00e7\u00e3o. Surgem possibilitando uma eleva\u00e7\u00e3o do patamar da qualidade de vida.<\/p>\n<p>Mas, se \u00e9 assim, por que a hist\u00f3ria nos relata tantos massacres e tantas guerras promovidas em nome de religi\u00f5es? Aqui n\u00e3o estamos pensando nem abordaremos todas as religi\u00f5es de modo gen\u00e9rico. Trataremos principalmente das tr\u00eas principais religi\u00f5es de matriz semita que est\u00e3o mais recentemente ocupando os notici\u00e1rios e tamb\u00e9m s\u00e3o as que chegaram mais pr\u00f3ximo de n\u00f3s: Juda\u00edsmo, Cristianismo e Islamismo. Mois\u00e9s, Jesus e Maom\u00e9. N\u00e3o falaremos diretamente das religi\u00f5es dos povos nativos do Brasil e do continente americano, nem das religi\u00f5es africanas e afro-brasileiras. Mas podem ser consideradas indiretamente, j\u00e1 que muitas vezes na hist\u00f3ria, estas religi\u00f5es foram atacadas e suas culturas e seus povos foram destru\u00eddos por representantes das religi\u00f5es semitas. Mas se as religi\u00f5es nascem como coisas boas para o povo, como &#8220;boas not\u00edcias&#8221;, o que acontece no desenvolvimento e na compreens\u00e3o das religi\u00f5es para que elas passem a legitimar ataques, viol\u00eancias, at\u00e9 a morte, a guerra e a destrui\u00e7\u00e3o de outros povos? Geralmente nos referimos a estas manifesta\u00e7\u00f5es mais radicais como manifesta\u00e7\u00f5es de &#8220;fundamentalismo&#8221;. Mas precisamos tamb\u00e9m ter em mente que nem todo fundamentalismo expressa-se de formas truculentas e agressivas, e que ao falar sobre o fundamentalismo devemos utilizar o conceito no plural, uma vez que &#8220;existem diferentes fundamentalismos conforme os diferentes contextos culturais e religiosos em que nasceram e atuam os movimentos, grupos e organiza\u00e7\u00f5es extremistas.&#8221;(1)<\/p>\n<p><strong>Um equ\u00edvoco epistemol\u00f3gico<\/strong><\/p>\n<p>Em primeiro lugar \u00e9 necess\u00e1rio uma tomada de posi\u00e7\u00e3o no sentido epistemol\u00f3gico. As religi\u00f5es precisam ser compreendidas, tamb\u00e9m pelos seus pr\u00f3prios membros, de forma cr\u00edtica, assumindo  &#8220;conscientemente a evid\u00eancia de que o ser humano e nenhum n\u00edvel, tampouco em n\u00edvel de conhecimento pode pretender ser o sujeito possuidor de um ponto de vista absoluto. Essa pretens\u00e3o \u00e9 absurda e contradit\u00f3ria. A condi\u00e7\u00e3o insuper\u00e1vel da finitude faz dela uma ilus\u00e3o imposs\u00edvel. [&#8230;] Na religi\u00e3o, como em qualquer outra \u00e1rea da experi\u00eancia do conhecimento do ser humano, a finitude humana significa um estar obrigado ao exerc\u00edcio ou para a pr\u00e1xis da toler\u00e2ncia, que \u00e9 tamb\u00e9m um exerc\u00edcio da escuta e da toler\u00e2ncia do outro.&#8221; (2)<\/p>\n<p>Fornet-Betancourt segue afirmando que \u00e9 um fato indubit\u00e1vel &#8220;que toda a cultura desenvolva sistemas referenciais pr\u00f3prios que se condensam em tradi\u00e7\u00f5es que, por sua vez, sirvam como fronteiras para tudo o que resulta familiar e compreens\u00edvel no interior dessa cultura. N\u00e3o obstante esse fato de que uma cultura possa prover o ser humano que nela nasce de um horizonte com sentido, n\u00e3o suprime a condi\u00e7\u00e3o de finitude. Esse horizonte \u00e9 o horizonte de um \u2018umbral&#8217; cultural, quer dizer, da \u2018fronteira&#8217; tra\u00e7ada pelas experi\u00eancias de uma grupo humano. Por isso nenhuma cultura pode pretender ignorar essa condi\u00e7\u00e3o da finitude, e elevar sua tradi\u00e7\u00e3o, seus sistemas de refer\u00eancias etc. \u00e0 categoria da tradi\u00e7\u00e3o humana sem mais. Nenhuma tradi\u00e7\u00e3o humana pode dizer de si mesma que \u00e9 a tradi\u00e7\u00e3o humana.&#8221; (3)<\/p>\n<p>Uma das causas da intoler\u00e2ncia e da viol\u00eancia legitimadas com leituras para a guerra de seus referenciais religiosos \u00e9 sem d\u00favida o esquecimento desta condi\u00e7\u00e3o, principalmente no discurso que impera dentro de largos setores das religi\u00f5es acima mencionadas. No caso do cristianismo isto acontece tamb\u00e9m porque &#8220;o ocidente, a partir de sua expans\u00e3o sistem\u00e1tica desde 1492, n\u00e3o se entende como uma regi\u00e3o, mas como eixo da hist\u00f3ria universal, e confunde desde ent\u00e3o o universal com sua pr\u00f3pria tradi\u00e7\u00e3o.&#8221;(4) Mas outra causa esta relacionada com a posse de um livro sagrado, considerado &#8220;a Palavra de Deus&#8221;, e ao qual se faz constante refer\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Livro sagrado: livro que salva, livro que mata<\/strong><\/p>\n<p>O que ocorre, pelo menos nas tr\u00eas religi\u00f5es aqui analisadas, \u00e9 que elas possuem um livro sagrado, uma Palavra de Deus. Por isso s\u00e3o tamb\u00e9m conhecidas como &#8220;religi\u00f5es do livro&#8221;. Sucede que ao longo de suas hist\u00f3rias, juda\u00edsmo, cristianismo e islamismo, elaboraram livros e num determinado momento estes livros foram ungidos com car\u00e1ter de santidade e foram institu\u00eddos como livros sagrados. Este \u00e9 outro aspecto que precisa ser muito bem pesado na quest\u00e3o que nos propomos analisar. Livros, mesmo aqueles escritos por uma s\u00f3 pessoa em um curto espa\u00e7o de tempo, s\u00e3o por si s\u00f3 obras poliss\u00eamicas, abertas a v\u00e1rias poss\u00edveis linhas interpretativas. Quanto mais o ser\u00e3o a B\u00edblia Hebraica, a B\u00edblia Crist\u00e3 e o Alcor\u00e3o, posto que devem o texto com que atualmente apresentam-se para n\u00f3s ao trabalho redacional de incont\u00e1veis autores por per\u00edodos de tempo que variam entre meia centena de anos (Alcor\u00e3o), mais ou menos tr\u00eas s\u00e9culos (B\u00edblia Crist\u00e3) e quase um mil\u00eanio (B\u00edblia Hebraica). Al\u00e9m disso, no c\u00edrculo hermen\u00eautico devem ser consideradas tamb\u00e9m todas as poss\u00edveis contextualiza\u00e7\u00f5es a partir das quais estes textos s\u00e3o lidos. Assim um livro como o Alcor\u00e3o, por exemplo, pode ser lido<br \/>\n&#8220;como um texto que fala de Deus e das coisas que um ser humano tem que fazer para estar em harmonia com Sua vontade; como um c\u00f3digo normativo v\u00e1lido para as organiza\u00e7\u00f5es sociais; como um texto de antropologia e de cosmologia; como um tratado de filosofia da hist\u00f3ria; e, por fim, como o c\u00f3digo lingu\u00edstico fundamental da nova l\u00edngua, o \u00e1rabe.&#8221; (5)<\/p>\n<p>Mas a exist\u00eancia de um livro sagrado e a rela\u00e7\u00e3o muito espec\u00edfica que se estabelece entre o crente e o livro \u00e9 um aspecto decisivo. Pois &#8220;a exist\u00eancia de um livro sagrado e a rela\u00e7\u00e3o particular\u00edssima que se vem a criar entre o crente e o livro s\u00e3o aspectos que contribuem decididamente para uma defini\u00e7\u00e3o mais precisa do perfil deste movimento religioso. De fato, s\u00f3 podemos falar de fundamentalismo quando est\u00e3o presentes os seguintes elementos:<\/p>\n<p>&#8211; cren\u00e7a no princ\u00edpio da inerr\u00e2ncia do conte\u00fado do livro sagrado, sendo este \u00faltimo assumido no seu todo como uma totalidade de sentido e de significados que n\u00e3o podem ser selecionados (eliminando, por exemplo, as partes mitol\u00f3gicas e aceitando as que apresentam, simultaneamente, uma validade hist\u00f3rica e universal) e interpretados livremente pela raz\u00e3o humana sob pena de uma deturpa\u00e7\u00e3o da verdade que o livro sagrado cont\u00e9m;<\/p>\n<p>-assun\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da astoricidade da verdade e do livro&#8217; que a conserva; astoricidade significa que a raz\u00e3o n\u00e3o tem poderes para perspectivar historicamente a mensagem religiosa nem deve ousar adapt\u00e1-la as novas condi\u00e7\u00f5es que se v\u00e3o produzindo no decurso dos tempos;<\/p>\n<p>&#8211; baseado nos dois anteriores princ\u00edpios, a cren\u00e7a de que \u00e9 poss\u00edvel deduzir do livro sagrado um modelo integral de sociedade perfeita &#8211; superior a qualquer forma de sociedade humana existente, conforme o princ\u00edpio da superioridade da lei divina sobre a lei terrena &#8211; pois a soberania pol\u00edtica \u00e9 legitimada somente pela soberania divina;<\/p>\n<p>&#8211; por fim, a refer\u00eancia a um princ\u00edpio absoluto estimula a imaginar a possibilidade de decalcar a \u00abcidade terrena\u00bb sobre o modelo ideal de sociedade apresentado no livro sagrado, numa tens\u00e3o entre o presente e o passado que atribui ao primado do mito da funda\u00e7\u00e3o da identidade de um grupo, ou de um povo inteiro, a fun\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea de assinalar o car\u00e1ter absoluto do sistema de cren\u00e7as a que cada crente deve aderir e o sentido profundo de coes\u00e3o que une todos aqueles que a ela pertencem (a \u00e9tica da fraternidade).(6)<\/p>\n<p>Esta longa cita\u00e7\u00e3o se imp\u00f4s porque, segundo Pace e Stefani, &#8220;estes quatro elementos constituem as caracter\u00edsticas distintivas do fundamentalismo e, por isso, podemos assumi-los como quadro que permite uma defini\u00e7\u00e3o suficientemente ampla capaz de abarcar as v\u00e1rias formas do fen\u00f4meno em quest\u00e3o.&#8221;(7)<\/p>\n<p><strong>Livro Sagrado: antes de tudo fruto da hist\u00f3ria humana<\/strong><\/p>\n<p>Acontece que estes livros permitem leituras para a paz como permitem leituras para a guerra por que nasceram dentro da hist\u00f3ria humana e s\u00e3o, por isso, marcados pelas virtudes e pelas sombras da humanidade.<\/p>\n<p>Assim leituras para a guerra s\u00e3o tamb\u00e9m poss\u00edveis porque j\u00e1 no pr\u00f3prio processo de constitui\u00e7\u00e3o tanto destas religi\u00f5es como de seus livros, em certos est\u00e1gios elas s\u00e3o apropriadas por determinados grupos sociais que as integram dentro de um projeto de poder. Num primeiro momento essas religi\u00f5es existem no meio dos seus povos como tradi\u00e7\u00e3o oral, viva na mem\u00f3ria, nas hist\u00f3rias, nas pr\u00e1ticas e nas institui\u00e7\u00f5es de suas sociedades. Nesse momento n\u00e3o est\u00e3o ligadas a estruturas estatais, mon\u00e1rquicas e ou imperiais. Mas depois ser\u00e3o integradas dentro da organiza\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-pol\u00edtica de um estado e\/ou imp\u00e9rio. O que acontece \u00e9 que ser\u00e1 somente nesse est\u00e1gio que essas religi\u00f5es come\u00e7am a ser codificadas em textos escritos. \u00c9 nessas condi\u00e7\u00f5es que a religi\u00e3o que circulavas entre o povo nas tradi\u00e7\u00f5es orais ganhar\u00e1 express\u00e3o escrita. Torna-se livro. Na forma de livro, escrita, lei do rei, do estado, do imperador, a religi\u00e3o passar\u00e1 a desempenhar outros pap\u00e9is, ser\u00e1, por\u00e9m, orientada por uma hermen\u00eautica do poder e para o poder. \u00c9 claro que a codifica\u00e7\u00e3o escrita n\u00e3o mata, n\u00e3o esgota e nem faz desaparecer a religi\u00e3o viva nas hist\u00f3rias orais e na mem\u00f3ria do povo, que a instituiu, antes da escrita, como uma palavra boa, como uma Palavra de Deus, como uma religi\u00e3o. O que acontece \u00e9 que estas duas formas dessas mesmas religi\u00f5es coexistem, n\u00e3o s\u00f3 no meio do povo, mas tamb\u00e9m no corpo dos escritos. Coexistem nos textos, ora colidindo, ora competindo, ora excluindo uma a outra. Coexistem porque o livro para ser sagrado precisa nutrir-se do sagrado institu\u00eddo antes pelo povo, precisa permitir que o povo se reconhe\u00e7a, se identifique com as palavras escritas, sen\u00e3o n\u00e3o ter\u00e1 a for\u00e7a almejada. Assim os textos sagrados, e a hist\u00f3ria destas tr\u00eas grandes religi\u00f5es s\u00e3o como que atravessados por dois riachos de \u00e1guas abundantes: de um deles, por\u00e9m, se tiram \u00e1guas para a guerra, do outro se tiram \u00e1guas para a paz e para a vida.<\/p>\n<p><strong>Mois\u00e9s<\/strong><\/p>\n<p>No caso da religi\u00e3o de Israel, embora o livro sagrado, inicie com a narrativa da cria\u00e7\u00e3o do mundo, o surgimento do povo e da f\u00e9 de Israel est\u00e1 ligado com o que ficou conhecido como o \u00caxodo: a liberta\u00e7\u00e3o dos escravos da opress\u00e3o do fara\u00f3 do Egito. Hoje se sabe que se, por um lado, o grupo dos escravos que se libertaram da opress\u00e3o eg\u00edpcia n\u00e3o foi t\u00e3o grande como se pode inferir de uma leitura mais apressada e superficial dos textos b\u00edblicos &#8211; que fala em 600.000 homens, sem contar as mulheres e crian\u00e7as, al\u00e9m de uma mistura de gente (Ex 12, 37-38) &#8211; por outro lado essa hist\u00f3ria apresenta-se grandiosa, engrandecida, inchada por conter dentro de si, nas linhas e entrelinhas muitas outras hist\u00f3rias de opress\u00e3o e liberta\u00e7\u00e3o. A hist\u00f3ria dos escravos tornou-se o paradigma preferido para denunciar processos de opress\u00e3o e para contar experi\u00eancias de liberta\u00e7\u00e3o. Assim dentro do que hoje conhecemos como o &#8220;\u00caxodo&#8221; temos, por exemplo, tamb\u00e9m a experi\u00eancia dos milhares de camponeses cananeus que se libertaram da explora\u00e7\u00e3o a que duplamente estavam submetidos nas m\u00e3os dos reis cananeus sob o poder do imp\u00e9rio eg\u00edpcio. Estes, sem nunca terem pisado no Egito, tamb\u00e9m foram libertados da opress\u00e3o eg\u00edpcia, pois a terra de Cana\u00e3 estava submetida ao imp\u00e9rio dos fara\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>Uma nova experi\u00eancia de Deus<\/strong><\/p>\n<p>Esta experi\u00eancia de liberta\u00e7\u00e3o foi interpretada como fruto de uma interven\u00e7\u00e3o de Deus. Um Deus completamente diferente dos outros deuses conhecidos. Um Deus dos oprimidos, que v\u00ea a mis\u00e9ria, ouve o clamor, conhece o sofrimento e desce para libertar os oprimidos (Ex 3,7-8). Essa experi\u00eancia de Deus foi radicalmente diferente de todas as outras experi\u00eancias de Deus que conheciam na \u00e9poca. Os Deuses mais poderosos, vencedores eram os deuses dos reis cananeus, dos faros eg\u00edpcios. Havia entre os Deuses uma hierarquia semelhante a que havia entre as pessoas. N\u00e3o se conhecia nenhum Deus libertador dentro das teologias at\u00e9 ent\u00e3o existentes. Os escravos do Egito \u00e9 que s\u00e3o portadores desta revela\u00e7\u00e3o: Existe um Deus contr\u00e1rio \u00e0 opress\u00e3o e \u00e0 explora\u00e7\u00e3o. Um Deus que milita para libertar os oprimidos. Essa experi\u00eancia de Deus \u00e9 a pedra fundamental para a constitui\u00e7\u00e3o de Israel, que se concretizar\u00e1, ap\u00f3s a derrubada das cidades-estado cananeias e com a liberta\u00e7\u00e3o dos camponeses cananeus, no estabelecimento de uma sociedade tribal. Nas tribos a terra e o poder s\u00e3o partilhados, e nelas as rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o mediadas por leis coerentes com o esp\u00edrito do Deus libertador, leis que impedem o ac\u00famulo de terras e bens, a opress\u00e3o e a explora\u00e7\u00e3o, e que promovem a solidariedade.<\/p>\n<p><strong>A Monarquia apropria-se do Deus dos camponeses<\/strong><\/p>\n<p>Israel tribal existe mais ou menos desta forma, sem poder centralizado, entre os anos 1250-1050 a.C. E entre 1050-950 a.C. processos de acumula\u00e7\u00e3o de riquezas e poder militar rompem essa sociedade, fazendo surgir uma elite que institui a monarquia e consolida as rela\u00e7\u00f5es assim\u00e9tricas. Pela longa dura\u00e7\u00e3o desse processo podemos ver que ele n\u00e3o aconteceu sem resist\u00eancia. A monarquia significa uma centraliza\u00e7\u00e3o de poder, que se faz explorando o trabalho e a produ\u00e7\u00e3o dos camponeses. Estes s\u00e3o obrigados a entregarem parte de sua produ\u00e7\u00e3o agro-pastoril, suas filhas e filhos para trabalharem nas obras e guerras decididas pela corte (1 Sm 8,11-17). Essa grande modifica\u00e7\u00e3o introduzida na sociedade exige uma legitima\u00e7\u00e3o, que ser\u00e1 buscada construindo um grande templo ao Deus libertador a antiga cidade cananeia de Jerusal\u00e9m e codificando uma teologia, uma espiritualidade e uma liturgia oficial a partir do culto mais importante entre as tribos, o culto ao Deus YHWH. E dali em diante Israel ter\u00e1 duas principais vertentes teol\u00f3gicas: uma a que vem da liberta\u00e7\u00e3o e da partilha da terra, viva na mem\u00f3ria, nos v\u00e1rios santu\u00e1rios tribais e entre as organiza\u00e7\u00f5es camponesas remanescentes do tribalismo que, de tempos em tempos, \u00e9 retomada e reapresentada pelos profetas; outra, a teologia oficial da corte e do Templo de Jerusal\u00e9m, dos sacerdotes, escribas e funcion\u00e1rios do rei. \u00c9 ent\u00e3o somente a partir da instala\u00e7\u00e3o da monarquia, principalmente com Davi e Salom\u00e3o que a B\u00edblia come\u00e7ar\u00e1 a ser escrita. Estas duas teologias est\u00e3o entrela\u00e7adas nos textos sagrados do Juda\u00edsmo.<\/p>\n<p><strong>Jesus<\/strong><\/p>\n<p>Algo semelhante sucede no movimento de Jesus. Jesus, como um reformador da f\u00e9 de Israel busca resgatar os princ\u00edpios e as pr\u00e1ticas que deram origem ao povo de Israel. Bebe, inspira-se na vertente popular do Deus libertador do \u00caxodo, na partilha da terra e do poder experimentado no tribalismo, presentes nas mais genu\u00ednas tradi\u00e7\u00f5es de Israel. De m\u00e3os dadas com os profetas de Israel, busca superar o legalismo, o ritualismo que se haviam instalado em Israel. Resgata as pr\u00e1ticas de solidariedade acolhendo a pessoas pobres, doentes que por serem consideradas impuras eram exclu\u00eddas do conv\u00edvio social. Ataca as elites que desta forma se autolegitimavam como justas e puras e cumpridoras da vontade de Deus. Anuncia o julgamento de deus para as elites e o Reino de Deus para os pobres. Seus seguidores organizados em pequenas comunidades dom\u00e9sticas nas periferias das grandes cidades do imp\u00e9rio romano, traduziram a proposta de Jesus para este contexto criando comunidades de partilha do p\u00e3o, resgatando a dignidade dos pobres, dos sem-terra, sem-lugar, sem cidadania, sem-liberdade. Comunidades reunidas em torno de mesas onde se desfaziam todas as hierarquiza\u00e7\u00f5es e discrimina\u00e7\u00f5es existentes tanto nas comunidades judaicas mais tradicionais como na sociedade greco-romana em geral. Ali j\u00e1 &#8220;n\u00e3o se distingue mais o judeu do grego, o homem da mulher, o senhor do escravo&#8221; (Cf. Gal 3, 27 e 28). A mesa do p\u00e3o partilhado, em nome do pai e do filho, torna a todos os irm\u00e3os no mesmo esp\u00edrito do Deus libertador, e a partir dela cresce uma \u00e9tica que deve invadir todas as rela\u00e7\u00f5es que perfazem o cotidiano dos seguidores e seguidoras de Jesus. Come\u00e7am a viver concretamente aqui e agora os sinais do que ser\u00e1 o Reino de Deus. Assim o cristianismo cresce e se espalha por todo o imp\u00e9rio. Para refor\u00e7ar e defender esta pr\u00e1tica surgem os escritos que compor\u00e3o o novo testamento.<\/p>\n<p>Por\u00e9m dentro do cristianismo, emparedado pelas persegui\u00e7\u00f5es contra ele, movidas pelo imp\u00e9rio romano no final do primeiro e no segundo s\u00e9culo, crescem algumas correntes que acentuam o patriarcalismo, o espiritualismo e o ritualismo, onde a \u00e9tica que o distinguia do imp\u00e9rio se desvanece, correntes que est\u00e3o prontas para aceitar o imperador em seu meio, e assim certa linha do cristianismo, mais ou menos em torno do ano 400 d.C., torna-se a religi\u00e3o oficial do imp\u00e9rio romano. A partir dessa aceita\u00e7\u00e3o come\u00e7amos a ter tamb\u00e9m duas formas de ver o cristianismo. Uma, mais coerente com a vida de Jesus e das primeiras comunidades e outra, institu\u00edda e organizada a partir do poder e integrada nos projetos de poder do imp\u00e9rio romano.<\/p>\n<p>Um pouco diferente do processo do juda\u00edsmo \u00e9 a quest\u00e3o dos escritos. Os escritos do Novo Testamento a estas alturas j\u00e1 estava elaborados. Mas a influ\u00eancia de Constantino se far\u00e1 sentir na defini\u00e7\u00e3o do C\u00e2non crist\u00e3o, na ordem dos livros dentro dele, e principalmente na estrutura\u00e7\u00e3o do poder e da hierarquia dentro da igreja romana, e na elabora\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica e na codifica\u00e7\u00e3o doutrinal que se far\u00e1 dentro desta nova hermen\u00eautica crist\u00e3.<\/p>\n<p>Essas duas vertentes perpassam a B\u00edblia e adentram na hist\u00f3ria crist\u00e3. Numa alinham-se os profetas, Jesus, e a fraternidade da mesa partilhada na igreja primitiva; da outra prov\u00eam a exig\u00eancia dos sacrif\u00edcios, oferendas e tributos, o legalismo e o ritualismo que excluem os pobres e beneficiam e justificam as elites. Embora se refiram a um mesmo Deus, os conflitos entre eles revelam que seus Deuses s\u00e3o diferentes. Entretanto, estas diversas leituras incorporam-se ao texto b\u00edblico e \u00e0s teologias e fundamentam e possibilitam as v\u00e1rias leituras b\u00edblicas para a paz e para a guerra existentes.<\/p>\n<p><strong>Maom\u00e9<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m no Islamismo se pode notar um hiato entre o &#8220;Alcor\u00e3o oral&#8221; e o &#8220;Alcor\u00e3o escrito&#8221;. Em outras palavras, entre aquilo que atrav\u00e9s da viva voz do profeta foi considerado revela\u00e7\u00e3o de Deus; e a fixa\u00e7\u00e3o do c\u00e2non da vulgata oficial escrita do Alcor\u00e3o.<\/p>\n<p>Maom\u00e9, nascido em torno de 570 d.C., \u00f3rf\u00e3o muito cedo tem uma inf\u00e2ncia miser\u00e1vel, \u00e9 criado por um tio, onde com dificuldades torna-se mercador. Depois casa-se com Khadija, rica herdeira de dois casamentos anteriores, com ela Muhamad tem v\u00e1rios filhos, que morrem precocemente, e umas quatro filhas, entre as quais F\u00e1tima, que era a sua predileta. Este casamento d\u00e1 a Muhamad uma posi\u00e7\u00e3o social e tamb\u00e9m mais tempo para si. Assim, os relatos referem-se \u00e1 suas primeiras experi\u00eancias ext\u00e1ticas quando tinha em torno de 35 anos de idade. Os habitantes da Pen\u00ednsula \u00e1rabe adoravam muitos deuses e deusa e estavam separados por diversas cren\u00e7as concorrentes, al\u00e9m de entre eles haverem seguidores do Juda\u00edsmo e tamb\u00e9m do cristianismo. Essa diversidade de divindades e cren\u00e7as, aliadas \u00e0s diferen\u00e7as sociais, \u00e0 diversidade de interesses pol\u00edticos e comerciais, tornava o mundo \u00e1rabe uma enorme colcha de retalhos, altamente comp\u00f3sito, fragmentado, dilacerado e hierarquizado, fraco e dominado na rela\u00e7\u00e3o com os povos vizinhos. Mas esta diversidade era fonte de lucro para a oligarquia que controlava a cidade de Meca, entregue ao com\u00e9rcio, \u00e1vida de lucros e prazeres. No meio de um povo sem identidade definida, dividido e sem for\u00e7a, situa\u00e7\u00e3o que a alguns beneficiava, mas que para a maioria era causa de submiss\u00e3o e pobreza, Maom\u00e9 come\u00e7a a pregar a igualdade, o amor, o rep\u00fadio \u00e0 usura e a certeza de uma vida melhor no al\u00e9m-t\u00famulo para quem assim procedesse.<\/p>\n<p>Nesse ambiente a prega\u00e7\u00e3o de Maom\u00e9 \u00e9 marcada por uma solidariedade \u00e9tica que decisivamente ultrapassava os limites das tradicionais perten\u00e7as \u00e9tnicas, cl\u00e2nicas e religiosas. Irmanam-se frente a Deus e a suas leis. Atra\u00eda sobretudo os descontentes com as injusti\u00e7as sociais e os desgostosos com as pr\u00e1ticas das classes dominantes. Esta pequena comunidade ao ser amea\u00e7ada pelos grupos que n\u00e3o aceitam a nova proposta apresentada por Maom\u00e9, defende-se, inclusive militarmente. Isso j\u00e1 acontece ap\u00f3s a H\u00e9gira, migra\u00e7\u00e3o de Meca para Yathrib, depois ser\u00e1 chamada de Al Madinat &#8211; Medina, a cidade. Tamb\u00e9m assim haviam agido as tribos de Israel.<\/p>\n<p>Apesar de muitos percal\u00e7os e perigos Maom\u00e9 se fortalece e sai vitorioso e em 630 chega ao poder em Meca. Longe de mostrar-se vingativo com aqueles que o combateram, age com modera\u00e7\u00e3o e magnanimidade perdoando inclusive chefes dos seus inimigos. Embora tenha destru\u00eddo cerca de trezentos dos \u00eddolos adorados em Meca, e proibido a reprodu\u00e7\u00e3o das formas humanas, procurou modificar o menos poss\u00edvel os rituais religiosos, inclusive mantendo a peregrina\u00e7\u00e3o anual e o car\u00e1ter sagrado da Caaba, incorporando assim o principal rito \u00e1rabe pag\u00e3o ao islamismo, e designando Meca como o novo ponto focal da ora\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana, dessa forma deixou de ser um dissidente para tornar-se um reformador que cheio de amor por sua cidade natal resolveu purific\u00e1-la e fazer dela o centro social e religioso do Isl\u00e3.<\/p>\n<p>Maom\u00e9 morre em 8 de junho de 632. E \u00e9 s\u00f3 depois de sua morte que se coloca a quest\u00e3o da sistematiza\u00e7\u00e3o da palavra sagrada num texto definitivo. Maom\u00e9 n\u00e3o deixou nada escrito de seu pr\u00f3prio punho. A reda\u00e7\u00e3o do Alcor\u00e3o ocorrer\u00e1 somente depois de sua morte, entre os anos 644-656, em um momento preciso no qual a estrutura do califado come\u00e7a a mudar de estatuto para se tornar a estrutura de poder de poderosas fam\u00edlias din\u00e1sticas. Os 114 cap\u00edtulos (em \u00e1rabe: suras) s\u00e3o tradicionalmente divididos entre os que remontariam ao per\u00edodo inicial do profeta em Meca e outros que derivariam de Medina. No texto a ordem est\u00e1 invertida com rela\u00e7\u00e3o a ordem hist\u00f3rica que foi de Medina para Meca. Da mesma forma como na B\u00edblia as coisas n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o pac\u00edficas como parecem. A organiza\u00e7\u00e3o dos textos reflete um plano coerente com as necessidades de um poder que sente a exig\u00eancia de fundamentar a autoridade \u00e0s novas organiza\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas que estavam sendo criadas.<\/p>\n<p>Os cap\u00edtulos que seriam oriundos de Meca refletem a condi\u00e7\u00e3o ext\u00e1tica do profeta, numa linguagem prof\u00e9tica cifrada, t\u00edpica, refor\u00e7ando mais os aspectos de uma religi\u00e3o de liberdade individual. E nos de Medina, predomina a forma de artigos de um c\u00f3digo jur\u00eddico, em linguagem prescritiva, tanto para o ambiente jur\u00eddico quanto para o ambiente ritual, com o intuito de padronizar o comportamento das pessoas, funcional aos aparelhos de poder do tempo em que o Texto sagrado \u00e9 redigido e dotado da un\u00e7\u00e3o oficial. Mas a\u00ed j\u00e1 come\u00e7am tamb\u00e9m os tempos de imp\u00e9rio e de viol\u00eancia<\/p>\n<p><strong>Concluindo<\/strong><\/p>\n<p>Para um mundo de conviv\u00eancia fraterna entre os povos, onde predominem as leituras dos textos sagrados para a paz muito ainda h\u00e1 por avan\u00e7ar. \u00c9 claro que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma quest\u00e3o de mudan\u00e7a de hermen\u00eautica, mas sem d\u00favida esta mudan\u00e7a \u00e9 fundamental. Igualmente uma autocompreens\u00e3o menos arrogante, historicamente situada, de nossas tradi\u00e7\u00f5es religiosas, o reconhecimento dos erros e um pedido de perd\u00e3o pelas viol\u00eancias cometidas. Entretanto a efetividade destas atitudes se verificar\u00e1 com o desmantelamento das estruturas e doutrinas que tornaram poss\u00edveis e aceit\u00e1veis estas viol\u00eancias no passado. Se este desmantelamento n\u00e3o ocorrer o pedido de perd\u00e3o ser\u00e1 in\u00f3cuo, pois as atitudes violentas continuar\u00e3o aninhadas nos velhos suportes e neles encontrar\u00e3o apoio para suas novas estocadas. \u00c9 preciso contemplar no mist\u00e9rio da Vida este grande mist\u00e9rio ao qual a humanidade d\u00e1 muitos nomes. N\u00e3o devemos adorar um Deus t\u00e3o pequeno que possa que caiba totalmente dentro de nossos livros sagrados, ou de nossas culturas e religi\u00f5es. Quando se perde a no\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio acaba a humildade, entra a prepot\u00eancia e vai se acabando a humanidade, porque afinal de contas humildade e humanidade t\u00eam, ambas, raiz na finitude do h\u00famus. Mas acima de tudo esta atitude de superioridade nos leva a sermos algozes da vida, na inferioriza\u00e7\u00e3o do outro, da outra, sejam estes humanos ou n\u00e3o, e n\u00e3o permite que experimentemos com profundidade o prazer se ser aprendizes e co-autores da grande sinfonia da vida em toda a sua tremenda e complexa diversidade.<\/p>\n<p>Luiz Jos\u00e9 Dietrich<\/p>\n<p>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p>FORNET-BETANCOURT, Ra\u00fal, Religi\u00e3o e interculturalidade, (Tradu\u00e7\u00e3o de Ant\u00f4nio Sidekum), S\u00e3o Leopoldo : Sinodal\/Nova Harmonia, 2007.<br \/>\nPACE, Enzo, Sociologia do Isl\u00e3. Fen\u00f4menos religiosos e l\u00f3gicas sociais, (Tradu\u00e7\u00e3o de Ephraim Ferreira Alves), Petr\u00f3polis : Vozes, 2005.<br \/>\nPACE, Enzo, STEFANI, Piero, Fundamentalismo religioso contempor\u00e2neo. Ra\u00edzes isl\u00e2micas, protestantes, hebraicas, indu\u00edstas (sic!). Leitura fundamentalista da B\u00edblia. (Tradu\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Jacinto Correia Serra), S\u00e3o Paulo : Paulus, 2002.<br \/>\nKAMEL, Ali, Sobre o Isl\u00e3. A afinidade entre mu\u00e7ulmanos, judeus e crist\u00e3os e as origens do terrorismo. Rio de Janeiro : Nova Fronteira, 4\u00aa impress\u00e3o, 2007.<br \/>\nARMSTRONG, Karen, Em nome de Deus. O fundamentalismo no Juda\u00edsmo, no Cristianismo e no Islamismo. (Tradu\u00e7\u00e3o de Hildegard Feist), S\u00e3o Paulo : Companhia das Letras, 2001.<br \/>\nARMSTRONG, Karen, A B\u00edblia. Uma biografia. (Tradu\u00e7\u00e3o de Maria Luiza X. de A. Borges), Rio de Janeiro : Jorge Zahar Editor, 2007.<br \/>\nPETERS, F. E., Os monote\u00edstas. Volume I: Os povos de Deus. (Tradu\u00e7\u00e3o de Jaime A. Clasen), S\u00e3o Paulo : Editora Contexto, 2007.<br \/>\nSOARES, Sebasti\u00e3o Armando Gameleira, &#8220;Reler Paulo. Desafio \u00e0 Igreja&#8221;, em: A Palavra na Vida, 79\/80, S\u00e3o Leopoldo : CEBI, 1984.<br \/>\nBOHN GASS, Ildo, Uma introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 B\u00edblia, volumes 1-8, S\u00e3o Leopoldo : CEBI\/Paulus, 2002-2005.<br \/>\nBARRERA, Julio Trebole, A B\u00edblia Judaica e a B\u00edblia Crist\u00e3. Uma introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 hist\u00f3ria da B\u00edblia. (Tradu\u00e7\u00e3o Pe. Ramiro Mincato), Petr\u00f3polis : Vozes, 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o, 1999.<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-2645\" data-postid=\"2645\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-2645 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CEBI (Centro Ecum\u00eanico de Estudos B\u00edblicos) Todas as culturas produziram religi\u00e3o. As religi\u00f5es respondem a necessidades fundamentais da humanidade. 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