
{"id":2649,"date":"2009-04-03T00:14:17","date_gmt":"2009-04-03T03:14:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=2649"},"modified":"2009-04-03T00:14:17","modified_gmt":"2009-04-03T03:14:17","slug":"a-igreja-e-a-bioetica-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/a-igreja-e-a-bioetica-i\/","title":{"rendered":"A Igreja e a Bio\u00e9tica (I)"},"content":{"rendered":"<p>Alexandre Andrade Martins<\/p>\n<p>Iniciamos a apresenta\u00e7\u00e3o de um estudo sistem\u00e1tico sobre a rela\u00e7\u00e3o entre a Igreja e a Bio\u00e9tica. Nesse estudo seguiremos o m\u00e9todo ver &#8211; julgar -agir, com grande tradi\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina. Para esse trabalho, recorremos a uma pesquisa bibliogr\u00e1fica na qual procuramos perceber como a bio\u00e9tica relaciona-se com Igreja Cat\u00f3lica e como a bio\u00e9tica, dentro da Igreja, lida com os desafios presentes na sociedade que amea\u00e7am a vida no planeta, sobretudo a vida humana. <\/p>\n<p>N\u00e3o ficaremos presos apenas na rela\u00e7\u00e3o da Igreja com a bio\u00e9tica enquanto saber, mas avan\u00e7aremos at\u00e9 o trabalho da Igreja na defesa da vida, ou seja, como a Igreja faz bio\u00e9tica, como ela lida com os temas da bio\u00e9tica. Com isso poderemos perceber quais as principais contribui\u00e7\u00f5es da Igreja \u00e0 reflex\u00e3o bio\u00e9tica, sobretudo na Am\u00e9rica Latina, em especial no Brasil (n\u00e3o pretendemos fazer um estudo de cunho mundial, pois estamos mais preocupados com a realidade na qual estamos inseridos, isto \u00e9, a realidade latino-americana), os principais conflitos existentes entre a Igreja e reflex\u00f5es bio\u00e9ticas laicas e seculares, que est\u00e3o presentes na rela\u00e7\u00e3o entre a moral cat\u00f3lica e os avan\u00e7os t\u00e9cnico-cient\u00edficos e, por fim perceber se a Igreja precisa ou n\u00e3o se abrir mais para um di\u00e1logo no qual coloque suas posi\u00e7\u00f5es tradicionais em um di\u00e1logo mais direto com a sociedade.<\/p>\n<p>Temos uma hip\u00f3tese ao iniciarmos esse trabalho: a Igreja tem contribu\u00eddo \u00e0 reflex\u00e3o bio\u00e9tica na Am\u00e9rica Latina e pode contribuir mais se tiver a coragem de colocar sua doutrina tradicional num debate intersubjetivo com a sociedade moderna e seus avan\u00e7os t\u00e9cnicos cient\u00edficos. Veremos ao fim dessa pesquisa se comprovamos ou n\u00e3o nossa hip\u00f3tese, algo importante de ser apresentado para termos um norte na nossa pesquisa e assim, quando concluirmos, podermos oferecer uma contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica e \u00e0 sociedade.<\/p>\n<p>Feita essa pequena introdu\u00e7\u00e3o, damos o primeiro passo ao apresentarmos o ver da nossa pesquisa. Um passo fundamental, pois ser\u00e1 a partir dele que iremos desenvolver toda nossa reflex\u00e3o posterior. O ver fornece a mat\u00e9ria prima para nosso estudo.<\/p>\n<p>A Igreja Cat\u00f3lica sempre se preocupou com a defesa da vida, essa bandeira est\u00e1 no centro da sua prega\u00e7\u00e3o ao anunciar Jesus Cristo vivo, ressuscitado. Defender a vida estava no centro da a\u00e7\u00e3o e da prega\u00e7\u00e3o de Jesus, isso \u00e9 muito claro nos Evangelhos: eu vim para que todos tenham vida e vida em plenitude (Jo 10,10). Jesus n\u00e3o mediu esfor\u00e7os para resgatar a dignidade das pessoas exclu\u00eddas, pobres e sofredoras. Quando curava algu\u00e9m, Jesus n\u00e3o estava simplesmente extirpando uma doen\u00e7a, mas estava devolvendo a pessoa o seu direito a ter uma vida digna, estava reinserindo-a na sociedade que, marcada por poderes opressores, a excluiu. Muitos exemplos podiam ser citados, mas ficamos apenas com um: Jesus cura a hemorro\u00edssa (Mc 5, 25-35). Uma mulher com fluxo sang\u00fc\u00edneo, que a levou a ser tida como pecadora-impura, portanto foi exclu\u00edda e levada a pobreza, pois gastou todos seus para se tratar e nada obteve de resultado. No texto at\u00e9 os disc\u00edpulos tanta evitar que ela chegue at\u00e9 o Mestre, pois eles ainda estavam dominados pelo preconceito. Jesus percebe a f\u00e9 dessa mulher acolhe-a com todo amor e ternura, talvez uma acolhida que ela nunca tivera, pois certamente era vista como a impura (\u00e9 poss\u00edvel imaginar pessoas dizendo: l\u00e1 vai a impura e pecadora!! Est\u00e1 assim porque n\u00e3o foi fiel a Lei!! Est\u00e1 vendo: pecou tanto e agora est\u00e1 pagando por isso!! N\u00e3o chague perto dela, pois pode ficar impuro tamb\u00e9m, \u00e9 melhor bani-la do nosso meio!). Jesus ver a pessoa como ela \u00e9, um ser dotado de dignidade intr\u00ednseca, amada por Deus sempre. Ele a cura pela for\u00e7a da f\u00e9 dela e, assim, resgata a dignidade da sua vida e a insere novamente no conv\u00edvio social. Jesus \u00e9 o primeiro e o maior defensor da vida, defende e promove-a pelo amor, esse \u00e9 o seu mandamento, que pede para seus seguidores viverem, ou seja, pede para toda a Igreja defender e promover a vida digna pelo amor. <\/p>\n<p>Quando a Igreja brasileira apresenta a defesa da vida numa Campanha da Fraternidade (como em 2008), ela est\u00e1 apenas tornando expl\u00edcito aquilo que sempre fez e chamando a aten\u00e7\u00e3o para esse debate, pois a vida est\u00e1 cada vez mais amea\u00e7ada. Por essa miss\u00e3o da Igreja, percebemos, sem dizer muitas palavras, a rela\u00e7\u00e3o \u00edntima entre Igreja e bio\u00e9tica. Podemos questionar sobre o como a Igreja faz para defender a vida, se ela est\u00e1 sendo fiel ao ensino do Mestre Jesus e ao sopro do Esp\u00edrito, que fornece o discernimento da hist\u00f3ria. Quest\u00f5es que enfrentaremos adiante nesse trabalho, pois pertence a pontos cruciais da rela\u00e7\u00e3o entre Igreja e Bio\u00e9tica.<\/p>\n<p>A bio\u00e9tica tamb\u00e9m tem como bandeira a defesa da vida, isso est\u00e1 impl\u00edcito no seu pr\u00f3prio nome: bio &#8211; \u00e9tica, isto \u00e9, \u00e9tica da vida. Todas as reflex\u00f5es da bio\u00e9tica, que como saber organizado tem pouco mais de trinta anos, est\u00e3o voltadas para a defesa da vida com dignidade do ser humano e, nos \u00faltimos anos, em virtude da destrui\u00e7\u00e3o da natureza, a Gaia &#8211; casa comum de todos os seres vivos, com a sobreviv\u00eancia de todos os seres habitantes do Planeta Terra. Tudo na Gaia est\u00e1 interligado. Para defender a vida do homem \u00e9 preciso defender a preserva\u00e7\u00e3o e o equil\u00edbrio da natureza, pois sem ela n\u00e3o sobrevivemos. <\/p>\n<p>Os famosos princ\u00edpios da bio\u00e9tica: autonomia, benefic\u00eancia, n\u00e3o-malefic\u00eancia e justi\u00e7a vis\u00e3o defender a vida digna de todo e qualquer ser humano. Esses princ\u00edpios surgiram a partir dos grandes abusos das pesquisas cient\u00edficas envolvendo seres vivos e das atrocidades da II Guerra mundial. Seus principais sistematizadores foram Beauchamp e Childress. Esses princ\u00edpios nasceram num contexto de primeiro mundo (EUA e Europa) e vieram para o terceiro mundo (Am\u00e9rica Latina e \u00c1frica), onde foram aceitos por muitos sem grandes questionamentos no primeiro momento, mas hoje percebe que s\u00e3o insuficientes diante da grande situa\u00e7\u00e3o de injusti\u00e7a, desigualdade, explora\u00e7\u00e3o, opress\u00e3o e pobreza existentes no terceiro mundo. Desse modo, a reflex\u00e3o bio\u00e9tica na Am\u00e9rica Latina come\u00e7a a sair da petrifica\u00e7\u00e3o na esfera do principialismo para poder pensar nas amea\u00e7as que a vida sofre no contexto social de pobreza e injusti\u00e7a. Defender \u00e0 vida \u00e9 a miss\u00e3o da bio\u00e9tica, mas como ela faz isso extra-igreja, tamb\u00e9m podemos questionar, tendo presente que a bio\u00e9tica n\u00e3o tem uma voz oficial como a Igreja e, sim, deferentes linhas de pensamento (entre elas o pr\u00f3prio pensamento da Igreja). <\/p>\n<p>Defender a vida \u00e9 o ponto de converg\u00eancia entre Igreja e bio\u00e9tica e no como \u00e9 feita essa defesa que temos uma situa\u00e7\u00e3o complexa na rela\u00e7\u00e3o entre as duas, pois no como, temos pontos comuns e pontos divergentes. Fica dif\u00edcil falar sobre a rela\u00e7\u00e3o entre a Igreja e a bio\u00e9tica de modo gen\u00e9rico, seria melhor dizer a rela\u00e7\u00e3o entre a Igreja e as deferentes linhas de pensamentos bio\u00e9ticos e, a\u00ed, o universo a ser explorado torna-se muito mais complexo e desafiador, por\u00e9m mais preciso e respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>Toda reflex\u00e3o bio\u00e9tica da Igreja \u00e9 realizada a partir da moral cat\u00f3lica, que tem por base a vida pr\u00e1tica crist\u00e3 com base no Evangelho. A moral cat\u00f3lica em tese \u00e9 uma reflex\u00e3o que visa orientar a vida do crist\u00e3o a partir do Evangelho. A bio\u00e9tica vem como um desdobramento, voltado diretamente \u00e0 defesa da vida e sua dignidade frente os avan\u00e7os t\u00e9cnicos-cient\u00edficos ligados ao mundo da sa\u00fade. Os maiores pensadores sobre bio\u00e9tica da Igreja s\u00e3o formados em Teologia Moral e n\u00e3o em bio\u00e9tica. Isso vale tanto para o Brasil como para o restante do mundo cat\u00f3lico. Pouqu\u00edssimos tem forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da sa\u00fade, que permite uma grande proximidade dos dilemas bio\u00e9ticos. No Brasil nomes importantes da Igreja sobre a Bio\u00e9tica como: Dr. Pe. M\u00e1rcio Fabri dos Anjos; Dr. Pe. Ant\u00f4nio Moser; Dr. Pe. Nilo Agostini; Dr. Pe. Roque Jungues s\u00e3o doutores em Teologia Moral ou \u00c9tica Teol\u00f3gica. Assim segue a maioria dos grandes nomes da bio\u00e9tica da Igreja Cat\u00f3lica, salvo algumas exce\u00e7\u00f5es como o Dr. Pe. L\u00e9o Pessini, que tem forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da sa\u00fade em Pastoral Cl\u00ednica nos EUA e em seu doutorado, apesar de ser em Teologia Moral, defendeu uma tese sobre distan\u00e1sia (\u00fanica obra sobre esse tema no Brasil) e o Dr. Pe. Christian de Paul Barchifontaine, que tem forma\u00e7\u00e3o em Enfermagem. <\/p>\n<p>Pelo lado laico, os grandes nomes da bio\u00e9tica v\u00eam do mundo da sa\u00fade e da filosofia (mas dessa \u00e1rea s\u00e3o muito poucos). Na sua grande maioria s\u00e3o m\u00e9dicos. Essa forma\u00e7\u00e3o permite um contato maior com os problemas bio\u00e9ticos, pois a sua maioria est\u00e3o ligados ao mundo da sa\u00fade. Entre esses nomes, citamos: Dr. Jos\u00e9 Eduardo de Siqueira, Dr. Marco Segre, Dr. Willian Saad Hassne e Dr. Maria Clara Albuquerque, m\u00e9dicos; Dr. Volnei Garrafa, odontologista; Dr. Elma Zoboli, enfermeira; Franklin Leopoldo e Silva, fil\u00f3sofo. Muitos fizeram seu doutorado em bio\u00e9tica fora do pa\u00eds (no Brasil ainda n\u00e3o existe). Temos o caso de pensadores da bio\u00e9tica desse campo que militaram pela Reforma da Sa\u00fade no Brasil e pelo SUS, como o Dr. Paulo A de Carvalho Forte, m\u00e9dico pediatra sanitarista e a Dr. Elma, j\u00e1 citada, entre outros. <\/p>\n<p>Comparando os pensadores da Igreja voltados para os problemas bio\u00e9ticos e o do universo laico, percebemos que a forma\u00e7\u00e3o do bioeticistas do mundo laico est\u00e1 bem \u00e0 frente dos da Igreja Cat\u00f3lica. Apenas de uns anos para c\u00e1, n\u00e3o ultrapassando 10 anos, a Igreja come\u00e7a a se preocupar em preparar e formar pessoas competentes para entrar no debate bio\u00e9tico, mas algo ainda muito t\u00edmido e prec\u00e1rio. Quem mais investe nessa \u00e1rea s\u00e3o as Congrega\u00e7\u00f5es religiosas, em especial a Ordem dos Camilianos, que h\u00e1 muito tempo vem trabalhando sobre esse tema e h\u00e1 quatro anos abriu um curso de mestrado em Bio\u00e9tica pelo Centro Universit\u00e1rio S\u00e3o Camilo, \u00fanico no pa\u00eds no n\u00edvel stricto sensu. Esse mestrado tem prestado um grande servi\u00e7o \u00e0 Igreja com pesquisas na \u00e1rea de bio\u00e9tica, nas quais muitas foram e s\u00e3o feitas por padres e religiosos e tamb\u00e9m por leigos cat\u00f3licos atuantes na Igreja. A Igreja em textos oficiais tem falado da import\u00e2ncia de ter pessoas com forma\u00e7\u00e3o especializada em bio\u00e9tica e de se estudar esse saber, prova disso \u00e9 o texto da Campanha da Fraternidade 2008, que insiste na necessidade dessa forma\u00e7\u00e3o, e a maioria das faculdades de teologia, que tem a cadeira bio\u00e9tica nas suas grades curriculares. <\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o da Igreja com a bio\u00e9tica \u00e9 meio tensa, isso se presta muito ao fechamento que a Igreja tem em rela\u00e7\u00e3o a algumas quest\u00f5es. A Igreja se preocupa muito com os problemas ligados \u00e0 bio\u00e9tica e dentro da discuss\u00e3o acad\u00eamica a reflex\u00e3o \u00e9 muito livre e profunda, por\u00e9m quanto \u00e9 para dizer algo \u2018oficial\u2019 para a sociedade, essas discuss\u00f5es dificilmente saem da academia e continua o velho repetir da doutrina com base na tradicional teologia moral, ou seja, reafirma o que sempre afirmou do mesmo modo e com a mesma tonalidade de outrora. Com isso, percebemos um grande fosso entre a reflex\u00e3o dos pensadores da Igreja Cat\u00f3lica (vale destacar que nem todos) e o que os representantes ordin\u00e1rios da Igreja apresentam para a sociedade. N\u00e3o se pode generalizar afirmando: a Igreja em todos os temas repete o que falava desde a Idade m\u00e9dia (nem tudo est\u00e1 superado). Defender uma dessas duas pontas n\u00e3o condiz com a realidade. Percebemos que a Igreja em temas mais pol\u00eamicos permanece presa na doutrina moral crist\u00e3 tradicional (mesmo existindo profundo debate e estudo em ambientes acad\u00eamicos), mas em alguns temas, ela \u00e9 mais aberta e fez algumas pontes importantes para a bio\u00e9tica contribuir com toda a sociedade. <\/p>\n<p>A reflex\u00e3o bio\u00e9tica fora da Igreja cat\u00f3lica tem um debate muito mais aberto e franco, por\u00e9m est\u00e1 restrito a um meio privilegiado da sociedade e pouco chega realmente ao grande povo. Aqui existem in\u00fameras tend\u00eancias, desde as mais fechadas aos avan\u00e7os t\u00e9cnicos-cient\u00edficos at\u00e9 as mais abertas, que absolutizam a ci\u00eancia e pouco se preocupam com a sociedade. De forma geral todas est\u00e3o preocupadas com a vida do homem, mas muitas v\u00eaem uma vida idealizada, pouco ligada \u00e0 realidade concreta do nosso continente, marcado pela desigualdade e pela pobreza (como se discutisse sexo dos anjos, enquanto seres humanos morrem de fome). <\/p>\n<p>A Igreja precisa dialogar com todas as tend\u00eancias laicas da bio\u00e9tica. Percebemos certa dificuldade em fazer esse di\u00e1logo, pois a Igreja chega com seu pacote pronto e n\u00e3o deseja abri-lo para debater, por outro lado, acontece o mesmo com algumas tend\u00eancias da bio\u00e9tica extra-igreja (n\u00e3o seria exagero dizer que em algumas linhas da bio\u00e9tica tamb\u00e9m tem seus dogmas, desdobramentos de alguns dogmas das ci\u00eancias emp\u00edricas). Assim percebemos um n\u00e3o avan\u00e7o nas discuss\u00f5es em alguns temas como a quest\u00e3o das pesquisas com c\u00e9lulas-tronco. O debate fica truncado, cada posi\u00e7\u00e3o fechada do seu lado atr\u00e1s da sua trincheira, at\u00e9 sa\u00ed uma decis\u00e3o do poder legislativo feita sobre press\u00e3o e com pouca reflex\u00e3o. Quem perde com isso \u00e9 toda a sociedade, que al\u00e9m de n\u00e3o receber forma\u00e7\u00e3o para participar do debate pouco sabe das implica\u00e7\u00f5es das decis\u00f5es nesse campo. <\/p>\n<p>Existem tamb\u00e9m momentos de uma frutuosa rela\u00e7\u00e3o entre Igreja e bio\u00e9tica. A Igreja alerta para tomar cuidado com algumas decis\u00f5es ligadas \u00e0 bio\u00e9tica, isso faz os pensadores desse campo refletirem mais profundamente sobre os dilemas, conseq\u00fcentemente faz as ci\u00eancias as sa\u00fade preocuparem mais \u00e9tica no desenvolvimento das suas pesquisas e na aplica\u00e7\u00e3o de novos saberes. <\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica Latina a Igreja deu uma enorme contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 bio\u00e9tica no que diz respeito aos problemas sociais. Como falamos no in\u00edcio, a bio\u00e9tica veio do primeiro mundo, trouxe o padr\u00e3o principialista e foi muito aceito at\u00e9 perceberem sua insufici\u00eancia numa realidade marcada pela desigualdade social, pela pobreza e pela exclus\u00e3o. Foi a Igreja, pela reflex\u00e3o da Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o, que mostrou \u00e0 bio\u00e9tica a necessidade de se preocupar com os problemas sociais. A op\u00e7\u00e3o preferencial pelos pobres mostrou \u00e0 bio\u00e9tica que para defender a vida \u00e9 preciso, antes de tudo, devolver a vida \u00e0queles exclu\u00eddos dela. N\u00e3o adianta ficar debatendo tanto sobre a quest\u00e3o do Genoma Humano e os poss\u00edveis bens ao homem no tratamento de doen\u00e7as, pois ser\u00e1 algo muito caro, pouqu\u00edssimos ter\u00e3o acesso no mundo subdesenvolvido e tudo ainda est\u00e1 no n\u00edvel da promessa, enquanto crian\u00e7as morrem por desnutri\u00e7\u00e3o, doentes passam horas e at\u00e9 dias em filas de hospitais  (muitos chegam a morrerem), pessoas morrem de fome e n\u00e3o h\u00e1 saneamento b\u00e1sico m\u00ednimo para a maioria da popula\u00e7\u00e3o brasileira. A Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o alertou para esses problemas e a necessidade agir contra eles. Com muito custo, a bio\u00e9tica come\u00e7a a acordar para defender a vida nessa inst\u00e2ncia da realidade latino-americana. Dessa troca de contribui\u00e7\u00f5es brotaram reflex\u00f5es bio\u00e9ticas que buscam uma bio\u00e9tica latinoamericana com matizes pr\u00f3prias (mesmo com um certa timidez, pois estamos em plena efervesc\u00eancia do pensar bio\u00e9tica para nossa realidade). Nesse trabalho alguns te\u00f3logos da Igreja t\u00eam contribu\u00eddo muito como o M\u00e1rcio Fabri e o L\u00e9o Pessini, j\u00e1 citados, e outros n\u00e3o ligados diretamente a bio\u00e9tica, mas grandes pensadores da Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o e defensores da op\u00e7\u00e3o preferencial pelos pobres como Leonardo Boff, D. Pedro Casald\u00e1liga, D. Luciano M. de Almeida, Jon Sobrino, entre outros. <\/p>\n<p>Para fechar essa primeira parte, podemos concluir resumido em sete pontos: 1- a Igreja preocupa-se com os problemas bio\u00e9ticos; 2- ela tem uma reflex\u00e3o bio\u00e9tica muito aberta no \u00e2mbito da academia, mas insiste em repetir seu pensamento tradicional \u00e0 sociedade quando fala oficialmente; 3- ainda permanece fechada em algumas quest\u00f5es; 4- tem uma rela\u00e7\u00e3o tensa com a reflex\u00e3o bio\u00e9tica feita por pensadores extra-igreja; 5- vai muito fechada para o debate bio\u00e9tico, assim como algumas tend\u00eancias de pensar bio\u00e9tica tamb\u00e9m v\u00eam fechadas para ouvir o pensamento da Igreja; 6- contribui na reflex\u00e3o bio\u00e9tica no que diz respeito \u00e0 prud\u00eancia; 7- a reflex\u00e3o teol\u00f3gica da Igreja latino-americana foi uma das grandes respons\u00e1veis, por meio da Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o e a op\u00e7\u00e3o preferencial pelos pobres, de mostrar a necessidade da pensar uma bio\u00e9tica voltada para os problemas da Am\u00e9rica Latina e n\u00e3o ficar apenas no principialismo. <\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-2649\" data-postid=\"2649\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-2649 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alexandre Andrade Martins Iniciamos a apresenta\u00e7\u00e3o de um estudo sistem\u00e1tico sobre a rela\u00e7\u00e3o entre a Igreja e a Bio\u00e9tica. 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