
{"id":2809,"date":"2009-04-12T09:00:32","date_gmt":"2009-04-12T12:00:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/?p=2809"},"modified":"2009-04-11T10:38:56","modified_gmt":"2009-04-11T13:38:56","slug":"celebrar-a-pascoa-contemporanea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oarcanjo.net\/site\/celebrar-a-pascoa-contemporanea\/","title":{"rendered":"Celebrar a P\u00e1scoa contempor\u00e2nea"},"content":{"rendered":"<p>Estamos em pleno s\u00e9culo XXI. Dia a dia, nos encontramos cada vez mais submersos no universo da tecnologia, do virtual, da autonomia. Ao mesmo tempo, ao nosso lado, pessoas ainda vivem como se tivesse parado no tempo, enfrentando adversidades de toda a ordem. Esse contraste paradoxal \u00e9 apenas um elemento de nossa complexa constitui\u00e7\u00e3o social e cultural atual. No meio de tanto deslumbramento com a t\u00e9cnica e com a ci\u00eancia, qual o espa\u00e7o para a reflex\u00e3o e para a viv\u00eancia da f\u00e9? Qual \u00e9 a import\u00e2ncia dos valores crist\u00e3os, principalmente da solidariedade e do amor ao pr\u00f3ximo em uma sociedade marcada pelo individualismo e pela autonomia? Na correria de nossos dias, encontrar um tempo para refletir e tentar compreender nosso mundo \u00e9 mais do que importante &#8211; \u00e9 quase uma quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Nesse sentido, o que significa celebrar a P\u00e1scoa hoje? De que maneira podemos relacionar o momento pascal com a crise financeira internacional, com a crise ambiental e com a crise m\u00faltipla de valores em que nos encontramos? De que nos serve a reflex\u00e3o proposta pela CNBB na campanha da fraternidade deste ano: a paz \u00e9 fruto da justi\u00e7a? H\u00e1 sentido em celebrar a P\u00e1scoa em uma sociedade cada vez mais marcada pela viol\u00eancia? Qual a contribui\u00e7\u00e3o da reflex\u00e3o da P\u00e1scoa para a constru\u00e7\u00e3o de possibilidades de vida digna do ser humano? A morte e a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo t\u00eam algum significado para nosso contexto sociocultural? S\u00e3o quest\u00f5es que motivaram o Instituto Humanitas Unisinos- IHU a organizar uma programa\u00e7\u00e3o de eventos com atividades que buscaram preparar as pessoas para a P\u00e1scoa nesse esp\u00edrito de insistir na import\u00e2ncia da reflex\u00e3o. Ao mesmo tempo, o IHU quer sentir como a P\u00e1scoa pode abrir perspectivas para o debate sobre possibilidades e impossibilidades da narrativa de Deus numa sociedade p\u00f3s-metaf\u00edsica, uma vez que o Instituto est\u00e1 organizando um simp\u00f3sio internacional com este tema, a ser realizado em setembro deste ano.<\/p>\n<p>\u00c9 por ter a dimens\u00e3o da complexidade da sociedade contempor\u00e2nea e por acreditar que celebrar a P\u00e1scoa \u00e9 algo mais do que nunca necess\u00e1rio em nossos dias que a IHU On-Line ouviu pessoas de diversas \u00e1reas sobre esse tema. Cada uma delas, do seu ponto de vista e a partir de sua vis\u00e3o de mundo, justifica a import\u00e2ncia de lembrarmos a morte e a ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo e o que isso significa para nossas vidas. <\/p>\n<p>Para a te\u00f3loga Maria Cristina Gianni, da equipe de Atendimento Espiritual do Instituto Humanitas Unisinos \u2013 IHU, festejar a P\u00e1scoa tem tudo a ver com o nosso contexto. \u201cCelebramos na P\u00e1scoa a ressurrei\u00e7\u00e3o de um crucificado: Jesus de Nazar\u00e9. A p\u00e1scoa \u00e9 uma celebra\u00e7\u00e3o da esperan\u00e7a. N\u00e3o existe realidade de injusti\u00e7a e de sofrimento que n\u00e3o possa ser superada pela ressurrei\u00e7\u00e3o\u201d. Para Cristina, \u201cnosso compromisso como crist\u00e3os \u00e9 viver essa ressurrei\u00e7\u00e3o para sermos instrumentos, possibilitando que esse renascimento tamb\u00e9m aconte\u00e7a onde quer que estejamos: na universidade, no meio do povo, trabalhando pela ecologia. Isso tudo tem sentido, porque quem ressuscitou foi um crucificado\u201d. Cristina destaca que temos hoje, no mundo, \u201cuma natureza que est\u00e1 gritando tamb\u00e9m para ser libertada, que est\u00e1 sofrendo, por nossa causa, por nossas op\u00e7\u00f5es equivocadas. Mas temos como reverter isso. Jesus nos mostra que amando at\u00e9 o fim \u00e9 poss\u00edvel mudar a realidade de nossa vida, de nossa sociedade\u201d. <\/p>\n<p>J\u00e1 para o frei Alberto Beckh\u00e4user, da Ordem dos Frades Menores (OFM), doutor em Teologia com especializa\u00e7\u00e3o em Sagrada Liturgia, pelo Pontif\u00edcio Ateneu de Santo Anselmo, em Roma, a dificuldade, e at\u00e9 mesmo \u201cincapacidade da sociedade moderna celebrar a P\u00e1scoa\u201d, est\u00e1 arraigada na necessidade de acreditar em Jesus Cristo. Ele explica: \u201cSem f\u00e9 em Jesus, n\u00e3o podemos celebrar a P\u00e1scoa, pois a Igreja celebra a morte e a ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo e a morte e ressurrei\u00e7\u00e3o dos que creem e seguem a Cristo\u201d. Na sociedade moderna e p\u00f3s-moderna, caracterizada pela raz\u00e3o, efici\u00eancia, e \u201conde o \u00fanico valor parece ser o gozo moment\u00e2neo, a P\u00e1scoa virou feriad\u00e3o, virou faturamento na \u00e1rea financeira do consumo de chocolate, de pescado, ou explora\u00e7\u00e3o tur\u00edstica do vago sentimento do religioso, do sagrado\u201d, lamenta o professor de Sagrada Liturgia, do Instituto Teol\u00f3gico Franciscano de Petr\u00f3polis, Rio de Janeiro. Nesta mentalidade consumista e hedonista, garante, \u201c\u00e9 praticamente imposs\u00edvel celebrar a P\u00e1scoa, pois carece do seu verdadeiro sentido\u201d. E questiona: \u201cQuem \u00e9 Jesus Cristo? Ele \u00e9 um guru qualquer, um profeta, um super-homem?\u201d. Segundo ele, \u201cJesus n\u00e3o causa mais impacto no homem moderno e p\u00f3s-moderno escravizado pela raz\u00e3o, a ci\u00eancia, a t\u00e9cnica e o consumismo. A cultura contempor\u00e2nea exclui o absoluto, a transcend\u00eancia, Deus. \u00c9 uma cultura materialista e ateia que coloca sua confian\u00e7a no pr\u00f3prio ser humano\u201d. <\/p>\n<p>\u201cP\u00e1scoa \u00e9 um evento essencialmente crist\u00e3o, em uma refer\u00eancia a Jesus de Nazar\u00e9, um ser humano hist\u00f3rico que \u00e9 o verbo de Deus encarnado, pelo qual Deus se fez gente, palmilhou nossos caminhos e viveu e morreu pela causa do Reino.\u201d Esta \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o que a te\u00f3loga e doutora em Teologia Cleusa Andreatta, do Programa Teologia P\u00fablica do Instituto Humanitas Unisinos &#8211; IHU d\u00e1 para essa \u00e9poca do ano. Nessa perspectiva, Cleusa percebe que a P\u00e1scoa remete para a dimens\u00e3o de solidariedade a partir da figura de Jesus. \u201cNesse tempo de P\u00e1scoa, celebramos a ressurrei\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m que passou a vida inteira fazendo o bem, como est\u00e1 dito nos Atos dos Ap\u00f3stolos. Parece simples, mas, quando olhamos para a trajet\u00f3ria dele, vemos que \u00e9 toda pautada pela solidariedade. \u00c9 uma vida entregue de muitas formas em a\u00e7\u00f5es concretas pelas pessoas de seu tempo e, al\u00e9m disso, ensinando para todas as gera\u00e7\u00f5es posteriores um jeito de ser humano, um jeito de ser gente ao lado de outras pessoas\u201d, reflete. E acrescenta: \u201cQuando olhamos para a pr\u00e1tica de Jesus, vemos aquele sujeito que olha os outros seres humanos e age em favor deles, gasta seu tempo, sua energia, e faz dessa a\u00e7\u00e3o em favor dos outros um projeto para a vida inteira. Nesse sentido, a P\u00e1scoa tem tudo a ver com o tema da solidariedade, mas uma solidariedade que n\u00e3o \u00e9 apenas de fazer pequenas a\u00e7\u00f5es ou alguns gestos. \u00c9 a solidariedade feita estilo de vida, internalizada como projeto pessoal. \u00c9 o ato de dar a vida pelo outro por amor. Quem celebra a P\u00e1scoa se disp\u00f5e a andar nesse caminho, a assumir como estilo pr\u00f3prio algo da pr\u00e1tica de Jesus\u201d. E a te\u00f3loga encerra sua reflex\u00e3o identificando como um problema a transforma\u00e7\u00e3o cultural que vem acontecendo, por meio da qual \u201cvamos perdendo toda a referencialidade desse dado central da vida, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo e o que isso significa nesse contexto de P\u00e1scoa. \u00c0s vezes nos espiritualizamos demais e perdemos essa vincula\u00e7\u00e3o com o projeto do Reino como ele \u00e9 entendido\u201d. <\/p>\n<p>Celebrar a P\u00e1scoa em nossos dias significa recuperar os la\u00e7os da humanidade e da solidariedade que sempre precisamos construir entre n\u00f3s. Isso se vincula permanentemente com a busca que a sociedade faz de compreender a vida e a verdade, pontua o historiador Solon Viola, professor da Unisinos. Em conversa por telefone com a IHU On-Line, ele sustenta que a solidariedade n\u00e3o \u00e9 oposta \u00e0 autonomia do sujeito: \u201cSomos solid\u00e1rios na medida em que decidimos e agimos em dire\u00e7\u00e3o ao outro, e em reconhecimento desse outro. Nessa dimens\u00e3o nos humanizamos. Somos seres sociais que precisam radicalmente uns dos outros. Parece-me que, quando o individualismo se op\u00f5e \u00e0 solidariedade, comete-se um equ\u00edvoco brutal em rela\u00e7\u00e3o aos seres humanos\u201d. O fil\u00f3sofo Alfredo Culleton, tamb\u00e9m docente na Universidade, pondera que hoje \u00e9 tarefa dif\u00edcil celebrar a P\u00e1scoa fora do jogo do consumo, \u201cdos presentinhos, ovinhos, festas, de comer peixe na Sexta-Feira Santa\u201d. Para ele, celebrar a P\u00e1scoa em seu verdadeiro sentido \u00e9 \u201ctentar reviver a passagem, o processo da morte, pensando-a, pensando a dor, a partilha, o sofrimento\u201d.<\/p>\n<p>Ainda sobre a nossa condi\u00e7\u00e3o humana e a irmandade que temos com nosso semelhante, vale a pena conferir nesta edi\u00e7\u00e3o e entrevista que o jornalista mineiro Chico Lopes concedeu-nos. Nela, \u00e9 analisado o cl\u00e1ssico Os irm\u00e3os Karamazov, obra do escritor russo Fi\u00f3dor Dostoi\u00e9vski, e que tem seu desfecho com um apelo \u00e0 irmandade entre os homens. Nesse momento Ali\u00f3cha, o filho religioso dos Karam\u00e1zov, \u201cencontrar\u00e1 irm\u00e3os num sentido mais amplo, j\u00e1 n\u00e3o da fam\u00edlia, j\u00e1 n\u00e3o da carne e do sangue, mas da humanidade toda\u201d. Dostoi\u00e9vski, com seu pendor crist\u00e3o, oferece-nos um final alvissareiro e a esperan\u00e7a em nosso semelhante.<\/p>\n<p>Simbologia Pascal<\/p>\n<p>O professor Solon Viola menciona que a simbologia pascal da distribui\u00e7\u00e3o do p\u00e3o e do vinho podem ser transpostas \u00e0 nossa sociedade do ponto de vista de uma real e equitativa distribui\u00e7\u00e3o de recursos, como moradia, escola e at\u00e9 mesmo a alegria. Essa partilha seria essencial para a dignidade de nossas vidas. Quanto \u00e0 reflex\u00e3o que a P\u00e1scoa nos convida a fazer, sobre a possibilidade de se falar em Deus numa sociedade p\u00f3s-metaf\u00edsica, altamente secularizada, o pesquisador remete-nos \u00e0 coincid\u00eancia dessa \u00e9poca com o in\u00edcio da primavera na Europa. \u201cA primavera \u00e9 o reencontro coma natureza, com a vida, com o desabrochar das plantas, do canto dos p\u00e1ssaros. Nessa medida, P\u00e1scoa significa o encontro com Deus, com o outro e com a natureza, algo que \u00e9 fundamental para n\u00f3s.\u201d<\/p>\n<p>Culleton recupera o valor da partilha como central em nossa viv\u00eancia crist\u00e3, dizendo que esta \u00e9 um imperativo no mundo absolutamente desigual e em guerra civil que vivemos. \u201cA partilha, a aceita\u00e7\u00e3o do outro, o reconhecimento do limite s\u00e3o valores que n\u00f3s, crist\u00e3os, cultivamos. E a P\u00e1scoa \u00e9 uma oportunidade para reencontr\u00e1-los, refleti-los e vivenci\u00e1-los\u201d, disse \u00e0 IHU On-Line. <\/p>\n<p>Outro aspecto que Culleton observou em sua conversa com a reda\u00e7\u00e3o da IHU On-Line foi que, no Estado do Rio Grande do Sul, \u201ct\u00e3o civilizado, t\u00e3o culto, t\u00e3o cheio de universidades, programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e senadores honestos, temos um sistema penitenci\u00e1rio que \u00e9 um esc\u00e2ndalo\u201d. A partir dessa realidade, frisou, \u201cprecisamos pensar a morte, a agonia que \u00e9 a presen\u00e7a do Cristo gritando em nosso cotidiano, e n\u00f3s, inertes, n\u00e3o temos respostas\u201d. E completou: \u201cA P\u00e1scoa tem de nos levar a buscar em nosso meio quem \u00e9 o crucificado, quem \u00e9 o torturado, quem \u00e9 o acusado injustamente. Temos esc\u00e2ndalos que conseguimos desconhecer, ignorar, ocultar, justificar. Em ano de Campanha da Fraternidade, cujo tema \u00e9 seguran\u00e7a p\u00fablica, o sistema prisional \u00e9 a coisa mais escandalosa que temos no Brasil inteiro\u201d.<\/p>\n<div id=\"themify_builder_content-2809\" data-postid=\"2809\" class=\"themify_builder_content themify_builder_content-2809 themify_builder themify_builder_front\">\n\t<\/div>\n<!-- \/themify_builder_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estamos em pleno s\u00e9culo XXI. 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